Vou seguir meu Caminho

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Eu te guardei como se guarda um tesouro,
fiz dos teus pés o meu caminho,
engoli orgulho pra que plantasses os teus sonhos nos meus
e guardasses o meu olhar.
Se eu pudesse ser a tua vontade,
eu dormia e acordava na minha pele,
pois a minha virou a tua.
Bastou o teu olhar no meu
e nossos segredos se entrelaçaram,
como almas que se encontram nos olhos.
No meu colo tu te achavas
e nós ficávamos fora do mundo.
Não precisas mentir o teu amor
se o dizes sem dizer a toda hora,
sei bem que a palavra nunca te foi íntima
quando te escondes no forno do silêncio.
Veio o tempo e nos mudou de estação,
tenho fome no corpo e sede no olhar
quando me vem à boca o teu nome.
Realidade te muda e te planta onde não chego,
mas ainda hoje eu te costurei em mim,
como detalhe em segredo de um só.

Marie Chantal

Senhor, muito obrigado pelas pedras no meu caminho. É verdade que elas machucam os pés, mas tem me ensinado a pisar com mais responsabilidade.

Silvio Caethano

Meu caminho eu mesma fiz. Se eu destruí, é porque um dia eu construí. E isso me da o aval de novamente sozinha construir e provavelmente não mais destruir e sim edificar. Mas não se enganem os que julgam, porque quem me olha, me cuida e espera muito de mim, sou eu mesma, e de mim, espero e me perdôo quantas vezes for preciso desde que sei que tentei com o coração

Neide Ventre

Em cima de quatro rodas no Longboard em alta velocidade eu faço meu caminho no asfalto.

Michel S Sousa

E eu continuo indo, seguindo meu caminho. Mudando, errando, mas principalmente, aprendendo com o que eu erro. Não me preocupo se minha evolução é lenta, contanto que ela seja para melhor sempre e nunca deixar de se entristecer pois a vida tens suas turbulência com as volta que o munda dá!

Jefferson Vieira Lucio

O Mar
...meu caminho.
Os sonhos, meu alimento.
A vida, meu momento!
O universo, eu mesmo.

Roger Freitas

O meu caminho não vai em direção ao tumulo! Passa por ele e vai de útero à útero e mesmo por ele passando, ali ele não para e nem dali ele parte, meu caminho é continuo, embora não acreditem aqueles que só conseguem enxergar em mim a pessoa e não o caminhante!

Odair Flores

Inverti meu caminho, pra não bater com a realidade
Prefiro estar sozinho e não tirar tua liberdade.
Antes eu pensava em você, de um jeito que sonhava
Lutava contra meus medos sabendo que te amava.
Medos de correr de uma linha que não tracei.
Medo de viver um sonho ruim.
Coragem pra te ter sempre perto de mim.
Espero ansioso uma mensagem, um toque, sei lá.
E dessa vida sem costume não sei se vou suportar.
Volto a ficar na solidão a cada vez que me despeço.
Volto a conviver com o medo, com a angústia com a solidão.
Penso... Ah como penso.

Professor Galvão

JESUS
Você é minha estrada, meu caminho,
minha saida.
Você é a direção da minha vida,
abre as portas,para o infinito.

Você é minha maior estrela o sol que aquece
os meus dias.
A lua que ilumina minhas noites
és minha constelação.

Você que me ilumina, na noite escura,
por onde ando, por onde vou,
eu chego lá e volto, começo, recomeço.

Você é meu voo, livre, mais alto, belo, longo,
distante, viajo sobre os desertos, sobre os montes,
atravesso oceanos...

Será sempre com você.

Você, é meu tempo, meus dias calmos, meus instantes,
meus minutos, minhas horas..
Com você o tempo, não para, não volta, ando sempre em frente.

Eu sinto a Sua presença, todos os instantes, os minutos, as horas, os dias, as noites.
Você me faz sorrir, amar, cantar,
ilumina todo o meu ser, me faz feliz

a cada instante da minha vida.

Você é minha força, meu refúgio, minha fortaleza,
cada verso do meu poema.

És toda a minha inspiração...
Está sempre ao meu lado.
Em você eu confio,
em você,
eu acredito.
JESUS,
Você é a chave que abre portas
JESUS COM VOCÊ SOU UM PÁSSARO LIVRE

..

Sonia Solange da Silveira ssolsevilha Poetisa do Cerrado

Eu não sei o que faria se Deus não tivesse colocado em meu caminho pessoas tão importantes ao longo da minha vida. E de um tempo pra cá vc tem sido uma delas, das mais importantes. Suas palavras, mesmo que soltas, jogadas num momento de mensagem, de uma conversa assim, cotidiana, são palavras que conseguem introduzir na alma de quem observa o que existe por detrás delas. Obrigado! MUITO OBRIGADO por estar comigo!
Te amo!

Riller Soares Diniz

quanto mais eu rezo, mais pedras tem no meu caminho quanto mais gente conheço mais quero ficar sozinho

sempre pedindo há Deus vitórias e bênção, mais é só cruzar o joelho ao chão que da mente foge o perdão

Perdão, Pecado e Fraqueza o Coração do ser humano é cheio de incerteza

Então senhor porque não faz perfeito os semelhantes seus, sera que nos é mesmo a obra prima de Deus

A Bíblia diz: é mais fácil um camelo no buraco da agulha passar, do que um rico no reino dos céus entrar

mais aqui na terra a história é diferente,todo pobre quer ser rico mais nenhum rico quer ser agente

gente da gente vida sofrida no rosto escorre o suor de um guerreiro batalhador, sempre lutando por amor

Aquele amor que nem precisa ser de sangue jão, nem todo irmão é amigo nem todo amigo é irmão

Abel morto pelo sangue do seu sangue, Caim por inveja matou seu familiar, mais a paixão de cristo é tão grande que ainda assim vai perdoar

derramar lágrimas por amor sentindo a dor de uma lágrima, não existe santo pastor, se tem demônios fingindo ser gente, a vários perdendo a fé na igreja que engana os crente

olhando pro nada e pensando em tudo, tudo que não tenho espero um dia ter, meu tudo se resume numa só palavra "você"

o amor é cego? eu sempre enxergo mais além, andando contra o vento a procura de quem me quer bem, me quer mal me querer, vida é loka dentre tantas pessoas eu querendo só você

chegou chegando cheia de elogios olhando em seus olhos disse: eu te amo e você riu, porque não me levar a serio? se quando eu digo que te quero é porque eu quero você

Fé pra ter você

edvaldo Junio Santana

Espiração: Williames Miranda
Você :
Conheces meu querer
conheces minha fé
Conheces meu caminho e a minha história

Do Mundo me afastei, isso eu te falei.
Minha vida te entregei
E foi a melhor escolha que eu ja fiz

Amigos eu perdi deixei as ilusões
Disseram que eu não suportaria
E em meio a solidão
Eu vi que a tua mão
No meio da aflição me conduzia

Ah se antes eu soubesse como é doce Te seguir
Não perderia o tempo que eu perdi,
Agora que te encontrei meu amor
Nunca mais te deixarei
És a melhor escolha que eu ja fiz
Jamais te abandonarei.


Ass Ross Lynch

Ross Lynch Williames

Se quem eu amo é feliz longe do meu caminho tenho que deixar ir, mesmo que isso seja minha infelicidade... Posso não ter sua presença, mas tenho você em meu coração

David Ferreira de Almeida

Vou caminhando e construindo meu caminho passo a passo, e mesmo não sabendo o meu destino, quero chegar em algum lugar.
E encontrar o que procuro ou o que me espera.
Assim é a caminhada d vida.

Gilberto Braga celebrante

Quando a razão iluminou o meu caminho, o coração salvou-me do precipício da luz!

Jeocaz Lee-Meddi

Vou caminhando e construindo meu caminho passo a passo..
Um passo de cada vez..
caminhando e vivendo um dia de cada vez...
Desejo chegar em algum lugar,
lugares onde pessoas estarão esperando por mim,
talvez pessoas que eu não conheço,
quem sabe encontrando quem eu conheço outra vez.
Vou construindo uma escada,
degrau por degrau um a um, sempre subindo,
tijolo a tijolo construindo,
um castelos de sonhos reais.
Indo devagar eu chego longe,
parado e inerte, eu não chego a lugar algum.
Texo:
Passo a passo.

Gilberto Braga celebrante

" Você cruzou meu caminho, me fazendo enxergar os sentimentos bons que possuo dentro de mim que se passava por esquecido. Hoje eu aprendi que sou o espelho da minha alma e que ela não vive feliz sem o meu especial valor. "

Carolina Gomes Albaneze

Andei no meu caminho,
Perdido e procurado.
Avistei um lindo Homem.
Barba cheia, com uma roupa branca.
Ele sorria, ele dizia: filho venha para o meu caminho, vale a pena.
Ele persista, dizia muito, vale a pena...
Vale a pena...
Enquanto eu me lembrava das coisas que fiz de tão bom na terra...
Sentia um arrepio, e então ele me abraçou.
E eu vi o quanto era poderoso. Eu sabia, eu sabia...
Era Jesus cristo, Era Jesus!
Enquanto naquele caminho, eu dizia tanto que ele me esqueceu.
Que Deus me esqueceu.
Eu mentia para mim mesmo.
Ele nunca me abandonou!
Ele nunca me abandonou...
Jesus um dia eu irei dizer; Senhor valeu a pena!

LuanFH

AO DEUS DESCONHECIDO II
Antes de prosseguir no meu caminho
E lançar o meu olhar para frente
Uma vez mais elevo, só, minhas mãos a Ti,
Na direção de quem eu fujo.
A Ti, das profundezas do meu coração,
Tenho dedicado altares festivos,
Para que em cada momento
Tua voz me possa chamar.

Sobre esses altares está gravada em fogo
Esta palavra: “ao Deus desconhecido”
Eu sou teu, embora até o presente
Me tenha associado aos sacrílegos.
Eu sou teu, não obstante os laços
Me puxarem para o abismo.
Mesmo querendo fugir
Sinto-me forçado a servi-Te.

Eu quero Te conhecer, ó Desconhecido!
Tu que que me penetras a alma
E qual turbilhão invades minha vida.
Tu, o Incompreensível, meu Semelhante.
Quero Te conhecer e a Ti servir.

Friedrich Nietzsche - Oração ao Deus desconhecido.

Friedrich Nietzsche (1844-1900) em Lyrisches und Spruchhaftes (1858-1888). O texto em alemão pode ser encontrado em Die schönsten Gedichte von Friederich Nietzsche, Diogenes Taschenbuch, Zürich 2000, 11-12 ou em F.Nietzsche, Gedichte, Diogenes Verlag, Zurich 1994.

Queria acrescenta-lhes algo também maninhos e maninhas... Paulo esta em Atenas. Ele estava naquele lugar. Havia muitos ídolos. Ele falava de Jesus Cristo a quem quisesse ouvir. Algumas pessoas o chamaram de tagarela. Paulo foi convidado a ir ao Areópago — um lugar em que os filósofos se encontrava — para explicar mais sobre o Eterno Paulo mencionou o altar dos atenienses que fora dedicado ao "DEUS DESCONHECIDO", e ele pregou sobre o Deus verdadeiro. Ele lhes falou sobre a ressurreição de Jesus Cristo. Algumas pessoas zombaram, outras desejaram ouvir mais, e algumas se converteram.

Mas agora eu queria convida vocês a Grécia antiga com o Escritor Don Richardson, ele escreveu o livro O Fator Melquisedeque — e conhecer a história de Epimênedes, profeta do DEUS DESCONHECIDO...

Os atenienses

Em alguma época, durante o sexto século antes de Cristo, numa reunião do conselho na Colina de Marte, em Atenas...

“Diga-nos, Nícias, que aviso o oráculo de Pítias lhe deu? Por que esta praga caiu sobre nós? E por que os inúmeros sacrifícios realizados de nada adiantaram?”

O impassível Nícias olhou de frente o presidente do conselho e afirmou:

“A sacerdotisa declara que nossa cidade se encontra sob uma terrível maldição. Um certo deus a colocou sobre nós por causa do medonho crime de traição do rei Megacles contra os seguidores de Cylon.”

“É verdade! Lembro-me agora”, disse sombriamente outro membro do conselho. “Megacles obteve a rendição dos seguidores de Cylon com uma promessa de anistia, depois violou prontamente sua própria palavra e os matou! Mas qual é o deus que ainda nos condena por esse crime? Já oferecemos sacrifícios de expiação a todos os deuses!”

“Não é bem assim”, replicou Nícias. “A sacerdotisa afirma que resta ainda um deus a ser apaziguado.”

“Quem poderia ser?” perguntaram os anciãos, olhando incrédulos para Nícias.

“Não posso contar-lhes”, respondeu ele. “O próprio oráculo parece não saber o seu nome. Ela disse apenas que...”

Nícias fez uma pausa, observando as faces ansiosas de seus colegas. Enquanto isso, da cidade enlutada à volta deles, ouvia-se o eco de milhares de cânticos fúnebres.

Nícias continuou: “... precisamos enviar um navio imediatamente a Cnossos, na Ilha de Creta, e trazer de lá para Atenas um homem chamado Epimênides. A sacerdotisa assegurou-me que ele saberá como apaziguar esse deus ofendido, livrando assim a nossa cidade.”

“Não existe alguém suficientemente sábio aqui em Atenas?” esbravejou um ancião indignado. “Temos de apelar para um... um estrangeiro?”

“Se conhece algum grande sábio em Atenas, pode chamá-lo”, disse Nícias. “Caso contrário, cumpramos simplesmente as ordens do oráculo.”

Um vento frio, frio como se tocado pelos dedos gélidos do terror que varria Atenas, fez-se presente na câmara de mármore branco do conselho na Colina de Marte. Aconchegando-se mais em seu manto de magistrado, cada ancião refletiu sobre as palavras de Nícias.

“Vá em nosso nome, meu amigo”, disse o presidente do conselho. “Traga esse Epimênides! Se ele atender ao seu pedido e livrar nossa cidade, nós o recompensaremos.”

Os demais membros do conselho concordaram. O calmo Nícias, de voz suave, levantou-se, inclinando-se diante da assembléia, deixando a câmara. Ao descer a Colina de Marte, ele se encaminhou para o porto de Pireu, que ficava a 13 km de distância, na Baía de Falerom. Um navio achava-se ali ancorado.

Epimênides desceu agilmente para a terra, em Pireu, seguido de Nícias. Os dois homens encaminharam-se de imediato para Atenas, recobrando aos poucos a força das pernas depois da longa viagem por mar, desde Creta. Ao entrarem na já mundialmente famosa “cidade dos filósofos”, os sinais da praga eram vistos por toda a parte. Mas Epimênides observou outra coisa:

“Nunca vi tantos deuses!” exclamou o cretense para o seu guia, piscando surpreso.

Falanges ladeavam os dois lados da estrada que saía do Pireu. Outros deuses, centenas deles, adornavam um terreno íngreme e rochoso, chamado acrópole. Tempos depois, nesse mesmo lugar, os atenienses construíram o Partenon.

“Quantos são os deuses de Atenas?” inquiriu Epimênides.

“Várias centenas pelo menos!” replicou Nícias.

“Várias centenas!”, foi a exclamação espantada de Epimênides.

“Aqui é mais fácil encontrar deuses do que homens!”

“Tem razão!”, riu o conselheiro Nícias. “Não sei quantos provérbios já foram feitos sobre ‘Atenas, a cidade saturada de deuses’. Com a mesma facilidade que se tira uma pedra da pedreira, outro deus é trazido para a cidade!”1

Nícias parou repentinamente, refletindo sobre o que acabara de dizer. “Todavia”, começou pensativo, “o oráculo de Pítias declara que os atenienses precisam apaziguar ainda um outro deus. E você, Epimênides, deve promover a intercessão necessária. Ao que parece, apesar do que eu disse, nós, atenienses, ainda precisamos de mais um deus!”

Jogando a cabeça para trás e rindo, Nícias exclamou: “Realmente, Epimênides, não consigo adivinhar quem poderia ser esse outro deus. Os atenienses são os maiores colecionadores de deuses no mundo! Já saqueamos as teologias de muitos povos das vizinhanças, apoderando-nos de toda divindade que possamos transportar para a nossa cidade, por terra ou por mar.”

“Talvez seja esse o seu problema”, disse Epimênides com um ar misterioso.

Nícias piscou os olhos para o amigo, sem compreender, como quem deseja um esclarecimento desse último comentário. Mas alguma coisa na atitude de Epimênides o silenciou. Momentos depois, chegaram a um pórtico com piso de mármore, junto à câmara do conselho na Colina de Marte. Os anciãos de Atenas já haviam sido avisados e o conselho os esperava.

"Epimênides, agradecemos sua ... " começou o presidente da assembléia.

"Sábios anciãos de Atenas, não há necessidade de agradecimentos." Epimênides interrompeu. "Amanhã, ao nascer do sol, tragam um rebanho de ovelhas, um grupo de pedreiros e uma grande quantidade de pedras e argamassa até a ladeira coberta de relva, ao pé desta rocha sagrada. As ovelhas devem ser todas sadias e de cores diferentes - algumas brancas, outras pretas. Vocês não devem deixá-las comer depois do descanso noturno. É preciso que sejam ovelhas famintas! Vou agora descansar da viagem. Acordem-me ao amanhecer."

Os membros do conselho trocaram olhares curiosos, enquanto Epimênides cruzava o pórtico em direção a um quarto sossegado, enrolando-se em seu manto como num cobertor e sentando-se para meditar.

O presidente voltou-se para um dos membros jovens do conselho'. "Veja que tudo seja feito como ele ordenou", disse ele.

"As ovelhas estão aqui", falou o membro jovem, humildemente.

Epimênides, despenteado e ainda meio dormindo, saiu de seu descanso e seguiu o mensageiro até a ladeira que ficava na base da Colina de Marte. Dois rebanhos - um de ovelhas pretas e brancas e outro de conselheiros, pastores e pedreiros - achavam-se à espera, debaixo do sol que nascia. Centenas de cidadãos, desfigurados por outra noite de vigília cuidando dos doentes atingidos pela praga e chorando pelos mortos, galgaram os pequenos outeiros e ficaram observando ansiosos.

"Sábios anciãos", começou Epimênides, "vocês já se esforçaram muito ofertando sacrifícios aos seus numerosos deuses; entretanto, tudo se mostrou inútil. Vou agora oferecer sacrifícios baseado em três suposições bem diferentes das suas. Minha primeira suposição ...”

Todos os olhos estavam fixos no cretense de elevada estatura; todos os ouvidos atentos para captar suas próximas palavras.

" ... é que existe ainda outro deus interessado na questão desta praga - um deus cujo nome não conhecemos e que não está, portanto, sendo representado por qualquer ídolo em sua cidade. Segundo, vou supor também que este deus é bastante poderoso - e suficientemente bondoso para fazer alguma coisa a respeito da praga, se apenas pedirmos a sua ajuda."

"Invocar um deus cujo nome é desconhecido?" exclamou um dos anciãos. "Isso é possível?"

"A terceira suposição é a minha resposta à sua pergunta", replicou Epimênides. "Essa hipótese é muito simples. Qualquer deus suficientemente grande e bondoso para fazer algo a respeito da praga é também poderoso e misericordioso para nos favorecer em nossa ignorância - se reconhecermos a mesma e o invocarmos!"

Murmúrios de aprovação misturaram-se com o balido das ovelhas famintas. Os anciãos de Atenas jamais tinham ouvido essa linha de raciocínio antes. Mas, por que, perguntavam eles, as ovelhas deviam ser de cores diferentes?

"Agora'" gritou Epimênides, "preparem-se para soltar as ovelhas na ladeira sagrada! Uma vez soltas, deixem que cada animal paste onde quiser, mas façam com que seja seguido por um homem que o observe cuidadosamente." A seguir, levantando os olhos para o céu, Epimênides orou com voz profunda e cheia de confiança: "ó, tu, deus desconhecido! Contempla a praga que aflige esta cidade! E se de fato tens compaixão para perdoar-nos e ajudar-nos, observa este rebanho de ovelhas! Revela tua disposição para responder, eu peço, fazendo com que qualquer ovelha que te agrade deite na relva em vez de pastar. Escolha as brancas se elas te agradarem; as pretas se te causarem prazer. As que escolheres serão sacrificadas a ti - reconhecendo nossa lamentável ignorância do teu nome!"

Epimênides sentou-se na grama, inclinou a cabeça e fez sinal aos pastores que guardavam o rebanho. Estes vagarosamente se afastaram. Com rapidez e voracidade, as ovelhas se espalharam pela colina, começando a pastar. Epimênides ficou ali sentado como uma estátua, com os olhos baixos.

"É inútil", murmurou baixinho um conselheiro. "Mal amanheceu e raras vezes vi um rebanho tão faminto. Nenhum animal vai deitar-se antes de encher o estômago e quem acreditará então que foi um deus que o levou a isso?"

Epimênides deve ter escolhido esta hora do dia deliberadamente!" respondeu Nícias. "Só assim poderemos saber que a ovelha que se deitar o fará em obediência à vontade desse deus desconhecido, e não por sua própria inclinação!"

Mal Nícias terminara de falar quando um pastor gritou: "Olhem!"

Todos os olhos se voltaram para ver um carneiro dobrar os joelhos e deitar-se na relva.

"Eis aqui outro!" bradou um conselheiro surpreso, fora de si por causa do espanto. Em poucos minutos algumas das ovelhas se achavam acomodadas sobre a relva suculenta demais para que qualquer herbívoro faminto pudesse resistir - em circunstâncias normais!

"Se apenas uma deitasse, teríamos dito que estava doente!" exclamou o presidente do conselho. "Mas isto! Isto só pode ser uma resposta'"

Com os olhos cheios de reverência, ele se voltou, dizendo a Epimênides: "O que faremos agora?"

"Separem as ovelhas que estão descansando", replicou o cretense, levantando a cabeça pela primeira vez desde que invocara o deus desconhecido, "e marquem o lugar onde cada uma se acha. Fa­çam depois com que os pedreiros levantem altares - um altar em cada ponto onde as ovelhas descansaram!"

Pedreiros entusiastas começaram a fazer argamassa e no final da tarde ela já havia endurecido o suficiente. Todos os altares se achavam preparados para uso.

"Qual o nome do deus que gravaremos sobre esses altares?" perguntou um dos conselheiros do grupo mais jovem, excessivamente ansioso. Todos se voltaram para ouvir a resposta do cretense.

"Nome?" repetiu Epimênides, como se refletindo. "A divindade, cuja ajuda buscamos, agradou-se em responder à nossa admissão de ignorância. Se agora pretendermos mostrar conhecimento, gravando um nome quando na verdade não temos a menor idéia a respeito dele, temo que vamos apenas ofendê-la!".

"Não podemos correr esse risco", concordou o presidente do conselho. "Mas com certeza deve haver um meio apropriado de - de dedicar cada altar antes de usá-lo."

"Tem razão, sábio conselheiro", declarou Epimênides com um sorriso raro. "Existe um meio. Inscrevam simplesmente as palavras agnosto theo - a um deus desconhecido - no lado de cada altar. Nada mais é necessário."

Os atenienses gravaram as palavras recomendadas pelo conselheiro cretense. A seguir, sacrificaram cada ovelha "dedicada" sobre o altar marcando o ponto em que a mesma havia deitado. A noite caiu. Na madrugada do dia seguinte os dedos mortais da praga sobre a cidade já se haviam afrouxado. No decorrer de uma semana, os doentes sararam. Atenas encheu-se de louvor ao "Deus desconhecido" de Epimênides e também a este, por ter prestado socorro tão surpreendente de um modo verdadeiramente engenhoso. Cidadãos agradecidos colocaram festões de flores ao redor do grupo despretensioso de altares na encosta da Colina de Marte. Mais tarde, eles esculpiram uma estátua de Epimênides sentado é a colocaram diante de um de seus templos.

Com o correr do tempo, porém, o povo de Atenas começou a esquecer-se da misericórdia que o "deus desconhecido" de Epimênides lhes concedera. Seus altares na colina foram negligenciados e eles voltaram a adorar centenas de deuses que se mostraram incapazes de remover a maldição da cidade. Vândalos demoliram parte dos altares e removeram pedras de outros. O mato e o musgo começaram a crescer sobre as ruínas até que ...

Certo dia, dois anciãos que se lembravam da importância dos altares pararam diante deles a caminho do conselho. Apoiados em seus bordões eles contemplaram pensativos as relíquias ocultas por trepadeiras. Um dos anciãos retirou um pouco do musgo e leu a antiga inscrição encoberta por ele: " 'Agnosto theo'. Demas - você se lembra?"

"Como poderia esquecer?" respondeu Demas. "Eu era o membro jovem do conselho que ficou acordado a noite inteira para certificar-me de que o rebanho, as pedras, a argamassa e os pedreiros estariam prontos ao nascer do sol!"

"E eu", replicou o outro ancião, "era aquele outro membro jovem e ansioso que sugeriu que fosse gravado em cada altar o nome de algum deus! Que tolice".

Ele fez uma pausa, mergulhado em seus pensamentos, acrescentando a seguir: "Demas, você talvez me considere sacrílego, mas não posso deixar de sentir que se o "Deus desconhecido" de Epimênides se revelasse abertamente a nós, logo deixaríamos de lado todos os outros!" O ancião barbudo balançou o bordão com certo desprezo na direção dos ídolos surdos e mudos que, em fileira após fileira, cobriam a crista da acrópole, em número maior do que nunca antes.

"Se Ele jamais vier a revelar-se", disse Demas pensativamente, "como nosso povo saberá que não é um estranho, mas um Deus que já participou dos problemas de nossa cidade?"

"Acho que só existe um meio", replicou o primeiro ancião. "Devemos preservar pelo menos um desses altares como evidência para a posteridade. E a história de Epimênides deve, de alguma forma, ser mantida viva entre as nossas tradições."

"Uma grande idéia a sua!" entusiasmou-se Demas. "Olhe! Este ainda está em boas condições. Vamos empregar pedreiros para pô-lo e amanhã lembraremos todo o conselho dessa antiga vitória sobre a praga. Faremos passar uma moção para incluir a manutenção de pelo menos este altar entre as despesas perpétuas de nossa cidade!"

Os dois anciãos apertaram-se as mãos para fechar o acordo e, de braços dados, seguiram caminho abaixo, batendo alegremente os bordões contra as pedras da Colina de Marte.

— Aos que me acompanharam até aqui, nessa leitura entusiasmada, oque diremos nós maninhos e maninhas, oque nós diremos, eu você, e todos aqueles que segui a Jesus Cristo com a consciência que nEle o Pai depositará todas coisas, diante desse relato magnifico, desse DEUS DESCONHECIDO, não tenho muito a fala não — A não ser, falar oque o próprio Paulo, Apostolo de Cristo pela vontade do ETERNO disse; Ora, todos os atenienses, como também os estrangeiros que ali residiam, de nenhuma outra coisa se ocupavam senão de contar ou de ouvir a última novidade. Então Paulo, estando de pé no meio do Areópago, disse: Varões atenienses, em tudo vejo que sois excepcionalmente religiosos; Porque, passando eu e observando os objetos do vosso culto, encontrei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais sem o conhecer, é o que vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; nem tampouco é servido por mãos humanas, como se necessitasse de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas; e de um só fez todas as raças dos homens, para habitarem sobre toda a face da terra, determinando-lhes os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação; para que buscassem a Deus, se porventura, tateando, o pudessem achar, o qual, todavia, não está longe de cada um de nós; porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois dele também somos geração. Sendo nós, pois, geração de Deus, não devemos pensar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou prata, ou pedra esculpida pela arte e imaginação do homem. Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam; porquanto determinou um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que para isso ordenou; e disso tem dado certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos. Atos 17:21-31

Francisco Wallas Da Silva

Enquanto Deus for o meu caminho não temerei abismo algum.

Erisberto Silva