Gabriella Beth Invitti: Because I'll be here. Errar é uma coisa...

Because I'll be here.

Errar é uma coisa tão humana, que por isso foi inventado o perdão. Não é quem nunca erra que é perfeito, perfeito é quem sempre perdoa. – Porque errar, todos erram. E cada um com seu motivo, não cabe a mim – nem a você – não cabe a nós julgar.

Quanto você acha que um ser humano pode errar? – Você nunca errou? – Do menor ao maior erro, será que todos seus erros podem ser contados com os dedos das mãos? – Duvido muito. Porque errar é tão humano que todos erram.

Então, deve-se entender a essência de cada erro, a conseqüência de cada atitude. Deve-se aprender com cada deslize e praticar tudo aquilo que aprendeu. – Deus não quer que você erre, mas ele é grande o bastante para te perdoar. – Porque quem ama é assim, não quer se magoado, mas ama o bastante para não desamparar nas horas mais difíceis.

Às vezes eu chego a pensar que sou pequena até para me julgar. Quem dera fosse grande o bastante para julgar o próximo. – Às vezes eu sou pequena até para me perdoar. Quem dera eu fosse grande o bastante para sempre perdoar o próximo. – Às vezes eu não amo nem a mim mesma. Quem dera eu fosse grande o bastante para amar o próximo mais que a mim.

Por que então, eu me pergunto, como às vezes eu posso agir de tal forma e ser tão pequena? Porque eu sou humana. – Como um rio que carrega as águas, como o vento que carrega as folhas, o tempo trata de carregar as mágoas.

E eu poderia lhe contar toda minha vida, lhe fazer arder com meu império de sujeiras, sentar em meu trono e esperar a valsa tocar. – Mas pra quê? – Eu preferia lhe contar tudo que passei, desarmar meu império de torturas, e andar pela estrada empoeirada assumindo todos os erros que cometi.

Como as metáforas da vida, eu menti. E talvez agora, eu ouço as vozes e me torture. – Mas eu me arrependi. – E eu entendo cada não que eu recebo aos meus pedidos de desculpas, sei que pago por cada inconseqüência. E sei que o rio carregará as mágoas, o vento carregará as águas e o tempo passará.

“Então eu ouço o trem vindo, correndo pelos trilhos. Eu consigo ver o farol iluminando a escuridão, como se eu estivesse sentada, presa e acorrentada nos trilhos, eu espero calada ele passar por cima de mim. Faz tempo que eu não vejo o sol, a vista da janela é quadrada, o sol não passa por ela. Mas eu estou aqui, sentada e calada, presa na minha prisão de mágoas e arrependimentos. Me culpo pela vida e por minhas fraquezas, de maneira tão infiel que sei que voltarei a errar. Mas falar que sou humana, não basta. Talvez enfrentar ajudaria...”

E eu sabia que tudo isso iria acontecer. Porque quando eu era criança, minha mãe me alertou: “Filhinha, não brinque com armas de fogo...”. – Como eu queria poder ter ouvido tudo que meus pais me falaram, como eu queria ter sido maior do que sou. – Mas não vou chorar.

Porque a vida me mostrou que nós ouvimos sim tudo o que as pessoas nos dizem tentando nos proteger. Mas fazemos apenas o que nos interessa. – E isso não é um crime. - Por isso, não espere o trem nessa tua escuridão.

E se você aceita um conselho: “Erre!”. - Eu sempre lhe perdoarei. Eu sempre estarei aqui. – Mas erre sempre um erro novo, e faça dos velhos tuas novas lições.

“What have I become? My sweetest friend. Everyone I know goes away in the end... Grow up little boy. Grow up little girl. – Only this!”

Inserida por gabiiinvittti