Gabriella Beth Invitti: Many, many complications. “Aqui tem um...

Many, many complications.

“Aqui tem um bando de loucos... hospícios, em geral. Definitivamente. Quando eu penso que já vi de tudo, eu me surpreendo com o óbvio.”

Quando eu era menor, eu desejava mais que tudo uma boneca da Barbie, fiz de tudo que criança costuma fazer para ganhar (não falar com a mãe, não falar com o pai, quebrar as coisas, não comer...) até que ganhei, mas aí, mudei de idéia – faço muito isso – e comecei a desejar mais que tudo um vídeo game, a boneca nem me importava mais... Ok. Mentira. Nunca fiz isso, mas é só um exemplo. Na verdade, acho que eu nunca fui muito fã de brincar de boneca, não era meu forte. Preferia ficar assistindo televisão, dormindo, ler um livro, ficar no computador... Sempre fui uma criança muito moderna.

Mas aí as complicações começaram a surgir, e então eu virei uma criança precoce. Meu sonho sempre foi ser médica, mas quando eu comecei a ver a vida, o sonho virou objetivo. Sempre achei que alcançando este objetivo eu iria fugir dos problemas, achava que eles iam desaparecer. E então, eu fui evoluindo... E aprendi que mesmo que eu alcançasse tudo, os problemas não iriam desaparecer comigo fugindo deles, eu deveria encarar. E é isso que eu faço... – E hoje sou uma jovem idosa.

As pessoas dizem que eu sou muito complicada. E realmente eu sou uma metamorfose ambulante, hoje desejo algo, amanhã não desejo mais. E possuo uma certa intensidade em tudo que desejo, tudo que faço. – Só que no fundo é fácil compreender, não são desejos que me movem, são causas – sonhos – objetivos. – Eu sou realista sempre. Mas no necessário, nas horas vagas eu ajo como eu quero, e não como devo agir.

Aos poucos eu me tornei uma pessoa um tanto quanto manipuladora. Eu só deixo conhecerem de mim, o que eu quero que conheçam. Eu só me explico até o ponto em que eu quero explicar. Aprendi a manipular. – Porém, eu acho que eu nunca fiz mal a ninguém com isso, ou nunca pretendi fazer.

Eu só queria que as pessoas entendessem que eu não sou uma má pessoa. Eu tenho meus princípios, minhas regras, meus medos e fraquezas. Eu faço as coisas pensando no próximo, e depois, eu sei, eu me finjo de corajosa e egoísta. Mas não é assim. Eu tenho um bom coração, eu não desejo mal a ninguém. Eu já julguei as pessoas, já desejei mal, já fui falsa... mas evoluí. Hoje eu só quero ser feliz, podendo ver os outros felizes. E que me desculpem, mas toda vez que me magoarem, eu não vou ser falsa, eu não vou fingir... eu vou passar por cima da mágoa, mas preciso do meu tempo para isso. Eu vou me afastar, perdoar, pedir perdão, mas não volto atrás – por medo... de sofrer novamente, de me decepcionar.
Pra ser bem sincera, eu só queria que determinadas pessoas soubessem disso. Soubessem que eu sou uma boa pessoa, que estão enganados. – Porque eu não ligo para o que os outros pensam, mas estas são pessoas importantes em minha vida. – Mas bem, eles nunca lerão isso, eles nem sabem que eu gosto de escrever.

“I have many problems. I do not want another. – I’m sorry.”

Inserida por gabiiinvittti