Clarice Lispector: A barata e eu somos infernalmente livres...

A barata e eu somos infernalmente livres porque a nossa matéria viva é
maior que nós, somos infernalmente livres porque minha própria vida é tão pouco
cabível dentro de meu corpo que não consigo usá-la. Minha vida é mais
usada pela terra do que por mim, sou tão maior do que aquilo que eu
chamava de “eu” que, somente tendo a vida do mundo, eu me teria.

in A Paixão Segundo GH. pág 122/3

Inserida por eduardarocha