Dr. Alberto Goldin: Quando ouvimos uma convicta mulher...

Quando ouvimos uma convicta mulher solitária vemos que suas razões são poderosas.
Não querem saber de homens, estão em paz, sozinhas, e reiniciar uma relação seria
equivalente a recomeçar uma penosa guerra. Embora os motivos sejam lógicos, algo em
sua atitude nos faz pensar que no caso de aparecer na sua vida um homem
bem-intensionado, capaz de amá-la realmente, ela o trataria da mesma forma que a
outro, verdadeiramente perigoso e desconfiável. Sem perceber, cortam a
possibilidade de uma nova relação, porque as razões históricas têm mais peso que
qualquer percepção atual. Não estão doentes no sentido clássico, porém perderam a
capacidade de discriminar quando são atacadas ou quando são amadas.

Inserida por SAMARAOLIVER