Robstiana Amorim: ( II Soneto / Noite) Noite escura...

( II Soneto / Noite)
Noite escura noite... Onde estou neste exato instante? Buscando palavras, pois minhas palavras deveras sentem, nunca foram pronunciadas, apenas sentidas. Diante da noite que se faz presente em imensidão, quero tratar de minha dor, noite de frio e de incertezas, noite escura que ao mesmo tempo se deixa iluminar pelo brilho das estrelas, que se fazem presente para dar vida ao véu que se debruça sobre mim. Diante de ser a ti e em ti o meu inspirador Amor, tomas em mim grande parte do que havia esquecido, tomas em mim um coração adormecido!

Noite, longa noite, não me maltrates, vai e deixa que a luz do sol possa iluminar o meu amanhecer, clareando pensamentos obscuros inseguros e frágeis. Quero de ti noite, apenas a tranqüilidade de um sono infantil, que ao embalar pensamentos, traz os Sonhos, sonhos que possam nunca passar de sonhos, ou os sonhos que possam se tornar realidade, pureza de uma criança.
Noite Fria Noite!
Clama por ti.

Inserida por tianalinda