Jodhi Segall: Quando Para Edison Simon e Eduardo...

Quando

Para Edison Simon e Eduardo Galeano


E então como as nuvens passam
E os homens morrem
Assim tão simples entes e mentes
Nada mais significam

São engodos
Nódoas
Mágoas
Coisas esquecíveis.
Simples entes e mentes
Ignoráveis.

Acordamos um dia como noturnos.
Entre fuzís e coturnos nos definimos libertários.
Perdidos entre o bucólico e o alcóolico nos dizemos apaixonados.
Mas nada é tão burguês quanto ser socialista.

É o mesmo que dizer temos queijo, mas não para ratos.
Temos vinho, mas vista o terno. Saiba termos. Regras.
Silêncios. Discrições descritas nos index
do bem comum.
Nada tão hipócrita.

A mortalha me serve.
É rede feita de linho.
Simples.

O sol é lindo.
O sal não arde.
De amor fui feito,
por amor lutei.
E as nuvens passam...

Um dia há de contrários, mas não eternidades.
É preciso o impreciso de verdades.
Então morremos. E sabemos
com tranquilidade
que não há mais dor.
Nem precisamos de esperanças.
Em breves, como em vidas, não havemos mais
lembranças ou
esquecimentos.

Nada mais além
do firmamento.

Inserida por Jsgdias