FABIO TADEU COSTA: VOTO CEGO Nunca na história deste...

VOTO CEGO

Nunca na história deste país, a informação foi tão acessível. Internet de graça, internet quase de graça, com sua biblioteca interminável de conteúdo acessível a qualquer mente curiosa, agora soma-se à TV, ao radio, à mídia impressa para prover a todos os grandes e médios centros do país, farta informação, indistintamente. Logo, todo o Brasil estará imerso em cobertura de internet. Então, se todos os cidadãos, companheiros e companheiras que obrigatoriamente votam e não obrigatoriamente acompanham o que fizeram seus candidatos já tem fácil acesso à informação; e se praticamente toda a apuração dos resultados eleitorais é feita através de computadores, isso viabiliza algo em que venho pensando há anos: antes de votar, o eleitor seria submetido a uma avaliação objetiva com entre 5 a 10 questões aleatórias de conhecimentos gerais, sendo o resultado fator determinante no "peso" que o voto terá. Sendo assim, fulano obteve score máximo, beltrano acertou metade. O voto de fulano, portanto, vale mais. Não considero algo elitista. É aquele pensamento "Spiderman": maiores poderes (neste caso, um conhecimento maior), maiores responsabilidades. Porque do modo que está, o voto conciente fica banalizado. Por quê, afinal um voto ponderado, pensado, estudado, teria o mesmo peso de um voto comprado, chutado, "bolado"?
Mas isso sanaria toda nossa carência política, aonde ainda impera o coronelismo no Norte/Nordeste, estatais são disputadas por partidos sem qualquer coesão ideológica, políticos corporativistas se julgam, se investigam, se perdoam, aumentam os próprios salários? Não, mas atenuaria. Porque boas mentes, e falo porque conheço alguns casos, estão anulando ou votando em branco. A falsa democracia do voto obrigatório à todos esvazia e exime em parte a responsabilidade dos bem informados.
E a própria informação, conforme primeiro parágrafo, hoje é democrática.

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