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AS ESTACOES DA VIDA

(Elliana Garcia(

Nós que estamos no hemisfério sul, estamos nos despedimos do outono e saudando o inverno. Ainda que as estações não sigam o roteiro à risca, deu pra sentir o ventinho do outono, olhar as flores secas no chão e nos preparar para o friooo intenso que vem por aí.

Na vida também temos as nossas estações e todas elas têm um quê de aprendizado, magia e encanto.

O outono é uma época que eu particularmente acho romântica. O tempo da renovação, tardes de clima ameno, árvores se despindo das folhas, que caem como tapete pelo chão. Folhas que ao cumprir digamos a sua missão se despedem para dar lugar a novos brotos que devem renascer viçosos, verdes e oportunamente embelezar os nossos olhos.
E algumas vezes em nossas vidas, precisamos nos desfolhar, nos despir de algo que possuímos, dar adeus a determinadas coisas, sabendo que foi fechado um ciclo, e que é preciso seguir adiante.

Quantas vezes nos sentimos sem atrativos, assim como as árvores no outono. Perdemos nossas folhas, ficamos meio opacos, vazios e chega o frio do inverno, das decepções, que nos faz hibernar durante um tempo. Sempre em nossa vida há um momento para reclusão, onde é preciso se resguardar um pouco. Um momento em que precisamos fazer uma viagem pelo nosso mundo interior, recarregar as baterias e capitalizar energia para os momentos vindouros. E esse momento em que estamos escondidos também tem seu valor. É o inverno de nossa vida, que tem noites longas, frias, mas também um momento oportuno para vermos um céu limpo e de noites estreladas.

Dizem que depois da tempestade vem a bonança. Depois de um longo inverno, chega a hora de abrir as janelas da alma e ressurgir pra vida. É a primavera chegando, alegre, bonita, florida, colorida, embelezando o mundo com uma infinidade de cores e perfumes.

E a partir daí ninguém nos segura. Depois de uma reclusão necessária, percebemos a alegria de viver, os sorrisos, a necessidade de sair da nossa toca, de conversar, interagir. E então chega o verão de nossa existência, momento de troca, de demonstrar toda essa paixão pela vida, extravasar tudo de bom que aprendemos e contagiar a todos com a nossa luz e beleza.

Quando estivermos nos sentindo desfolhados pelas lutas e precisando nos refugiar dos invernos das incertezas, não esqueçamos, que assim como as estações climáticas, nós também temos as nossas estações emocionais. Que possamos então passar por todas elas, com a convicção de que embora haja dias de tempestades, por mais que densas nuvens encubram o nosso céu uma hora o sol irá nascer, a flor irá desabrochar e nossa árvore dará frutos.

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