Philippe cavalcanti (phi): Sentimento Às vezes amamos, com toda a...

Sentimento
Às vezes amamos, com toda a força que temos, dizemos que só assim seremos felizes e lutamos até ao fim, até a derrota ser mais evidente do que a necessidade de respirar para sobreviver. Outras vezes amamos, com a mesma força mas saímos vencedores, acreditamos no felizes para sempre e vivemos os melhores momentos durante muito tempo.
No início por vezes pensamos amar, mas só quando os sentimentos se desenvolvem posteriormente é que percebemos que o que era amar naquela altura, nada tem a ver com o que é amar agora. Às vezes ainda nem amamos, mas sabemos que nunca o fizemos que mesmo quando pensávamos que o estávamos a fazer não era esse o sentimento e acreditamos que algo muito mais forte do que alguma vez sentimos será o verdadeiro amar.
Outras vezes, talvez mais frequentes ou mais raras, vezes que dependem de cada pessoa, não amamos. Criamos laços fortes, saciamos desejos, mas não amamos, sabemos que a falta que poderemos vir a sentir daqueles momentos não é de quem ama, pode ser de quem adora, de quem deseja, de quem tem necessidades, mas não é de quem ama. E muitos são felizes assim sem amar, divertindo-se e esquecendo que não se partilham, que não dão metade de si de uma só vez, vão dando pedaços e recebendo pedaços. Menos arriscado e proveitoso á mesma, se mais ou menos não sabemos. Não podemos viver duas situações diferentes como se nunca tivessem acontecido e por isso depois de um passo, nunca poderemos imaginar como seria o outro se não tivéssemos dado esse, porque demos e por isso nada mais se pode alterar no que está feito.
Hoje ao olhar para o ontem percebo que nada lhe posso alterar, que o que senti, senti, que o que magoou, magoou. Tentar esquecê-lo também não parece ser possível, por muitas tentativas que tenha feito nunca fui bem sucedido, e ao pensar como hei-de esquecer apenas estou a avivar a situação. Acredito que ninguém perceba aquilo que sinto quando me recordo, não condeno, não julgo, eu também não entendo. E apesar de poder saber que o que está para trás de lá não se moverá, quando vivo o meu presente sou ainda muitas vezes assaltada por o que no passado deixei. Não será para sempre, mas ainda é. Depois do primeiro passo ter sido dado acredito que agora é só caminhar para a frente, devagar como as crianças que aprendem a caminhar. Não tarda serei crescida e até correr conseguirei. Até lá peço paciência e persistência.

Inserida por philippe