Vinícius Cosmo: O relógio marcava 2h30 da manhã,...

O relógio marcava 2h30 da manhã, quando aprontamos e pegamos as malas, os acessórios, documentos e tudo que estava jogado sob a mesa. Aquela velha mesa no qual conversamos, aprontamos os melhores almoços. E chamamos o elevador, que por obra do destino,estava no 2º andar. Alguns minutos após, chega ao nosso andar, e descemos, com uma pressa decomposta, que banguçava nossos cabelos. Chegamos no térreo, parecíamos que disputávamos uma corrida, pra quem chegava mais rápido no carro, uma disputa que quando nos olhávamos, era doce. Contraditória.Entramos naquele carro, e falamos rápido as palavras, que saíam pela boca de uma pretensão e uma velocidade anormal, ninguém imaginava que aqueles dois garotos precisavam estar em 30 minutos numa estação rodoviária,até onde o tempo estava contra, os semáforos pareciam também não ajudar.
Após alguns minutos, e alguns olhares doces, e apertos de mão, chegamos. O menino de cabeça baixa, um pouco trémulo, sua mão palpitava, tentando achar uma maneira de encontrar, pra despedir. Ele de maneira veloz, saiu do carro, como precisasse interromper o estado e entrar numa nova 'era'; a era dos sonhos, a auto-realização. Olharam-se. Trocaram algumas palavras somente pelo olho. As pupilas dilatadas daquele garoto diziam o que estava pra acontecer, mas ele não deu sinal de entendimento, mal quis saber o que se passava no interior. Apenas estava com pressa para sua viagem, para seu sonho que só tinha uma passagem, pra uma pessoa. Então ele foi, seguiu o caminho. E o menino, voltou, sentou-se no carro, abriu suas mãos e as sacudiu. Num sinal insano, como se estivesse libertando-o; ele foi, o garoto também foi.
'O tempo nos guia, a memória nos atormenta, porém a decisão nos fortifica.'

Inserida por viniciuscosmo