Catarina Portela: Ás vezes magoamos sem querer, um...

Ás vezes magoamos sem querer, um coração que nunca imaginamos possuir.
Aquele coração que não era suposto existir.
Por vezes dá vontade de ser vulgar.
Ás vezes preferimos ser desejados somente, do que amados sem quer.
Desejo perdesse no tempo. O amor recordasse vezes e vezes ao longo da vida, sem que pretenda ser lembrado.
Custa não corresponder a expectativas.
Custa ouvir e ver sofrimento por nós causado.
Custa não saber o que fazer para evita-lo.
Custa dizer: Esquece-me!
Quando imagino o aperto do coração…
Custa porque não fiz nada para o possuir.
Mas o caminho é desistir.
Desistir de pensar, de olhar, de falar?!
Dirigirmo-nos a um atalho para um sofrimento.
Saltar pelos muros sem lhes tocar.
Dizer Adeus sem Falar.
Fechar os Olhos para não ver.
Arrumas-me numa prateleira, sem me recordares uma vida inteira.
Passar, sorrir, e perguntar se está tudo bem.
Seguir, lembrar. Sem voltar atrás, sem recuar.
Abandonar-me num espaço qualquer.
Vais ver como é fácil… Esquecer.

Inserida por CatarinaPortela