Carolina Pires: Ser meu, ser teu; ser sua. Ela ampla,...

Ser meu, ser teu; ser sua.

Ela ampla, ela acanhada, ela oscilante, de fato palpável. Olhara da vidraça por inúmeras vezes e dali insignificância avistava. A névoa que a fuligem do cigarro apoiado em seus dedos provocava, cegava seus olhos intensos, impedindo com que notasse o que permanecia ali, em sua frente. De boca em boca, encontrava-se alagada. Fumo, licor, rubro, membro contra membro. Obscuridade, vivacidade resistente dos braços seus, fascinados com braços apetecidos. Imergir em corpo ilhado em cabelos, saliva em contato; as línguas permutadas. Depois não quer, agora diz: seres meu, meu corpo teu; enfim ser sua.

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