Eduardo de Paula Barreto: COSTAS DE UM PASSARINHO Talvez seja a...

COSTAS DE UM PASSARINHO



Talvez seja a minha sina,

Algo maior do que o meu desejo,

Assistir à vida lá de cima

Através do prisma das rimas

E transformar em versos o que vejo.



As palavras que eternizo na poesia

São escritas com o sangue das minhas veias,

Nem tudo o que escrevo já vivi um dia,

Mas tento absorver a alegria e agonia

Que existem nas experiências alheias.



Me permito invadir a mente do meu irmão

E entender o que ele sente,

A ansiedade dele é a minha sofreguidão,

A vida dele é a minha lição

E a evolução dele me deixa contente.



Se não consigo voar

Para ver do alto o meu caminho,

Fecho os olhos para imaginar

Que estou sentado a vislumbrar

O mundo das costas de um passarinho.



Eduardo de Paula Barreto
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