Eduardo de Paula Barreto: COMPLÔ DAS MARGARIDAS Destruí um...

COMPLÔ DAS MARGARIDAS



Destruí um jardim despetalando as margaridas,

Perguntei a todas elas se você seria minha mulher

E a resposta que elas me deram foi: – Mal-me-quer, mal-me-quer.

Por que então aquele sorriso constante que tem alegrado a minha vida

E as palavras de amor, tão bonitas, que cada vez a tornam ainda mais querida?



Mas pode ser que eu tenha sido apenas mais uma vítima

De um cruel e desumano complô das margaridas.

Porque acredito que o brilho que surge em seus olhos quando você olha para mim,

Tenha causado inveja nas flores egoístas daquele jardim.



Então elas fizeram um plano secreto querendo me desiludir,

Tramaram uma enorme farsa pensando que eu não iria descobrir.

Quero vê-la e lhe presentear com flores lindas,

Mas tenha certeza que não serão mais margaridas,

Pois elas são invejosas, maldosas e farão sempre o que puder

Para me convencer de que você nunca será minha mulher.



Ao invés de levar-lhe flores vou mostrar-lhe um outro jardim,

Ele é formado por rosas as quais sempre torcem por mim.

Elas são lindas, cheirosas, não existe comparação

Com aquelas margaridas feiosas que não têm coração.



Mas ao entrarmos nesse novo jardim um cuidado terei que tomar,

Se você se soltar do meu braço talvez eu nunca mais vá lhe encontrar,

Porque o seu perfume e beleza com os das rosas irão se misturar

E procurando em meio a elas, não poderei lhe identificar.



Você é para mim a mais linda de todas as flores

E foi por isso que para você reservei todos os meus amores.

Sei que seu coração será meu por toda minha vida

Mesmo que haja sempre complôs como esse...., das margaridas.



Eduardo de Paula Barreto
www.opoetizador.com


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