Coleção pessoal de leticianogara

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Quem sabe a única saída seja deixar a luz se apagar. Desistir. Mesmo depois de ter suportado tudo. Mesmo depois de ter enfrentado tantos medos, você cansou. E se perdeu. Ficou cego. É, o medo te cegou. O mal te venceu. E talvez você chore. Chore para esquecer que a vida te iludiu. Chore para esquecer que você se entregou sem ao menos ter tentado. Chore para parar de fingir que é forte. Mas você sabe o quão forte você é. Mas então, por que você desistiu? Por que deixou que a vida te partisse sem mais nem menos? Olhe para você, se olhe no espelho. A vida pode estar te enganando, mas se as coisas não fossem assim, quem sabe, você nem existiria. Não deixe que a vida te abale, não deixe que a vida acabe com você, não desista de viver. Você não deve se entregar assim. Deixe que dêem risada, deixe que falem. Mas por favor, seja forte. Não desista. Você é muito mais forte do que pensa, muito mais forte do que aparenta ser. Você sabe disso, ou só tenta não saber. Prove para a vida que você é bom o bastante. Se você jogar seus problemas para o alto, você vai ser mais feliz. Você tem que jogá-los para o alto, e agarrá-los, não deixar que eles se percam. Só não se abale. Você pode ter o mundo inteiro na palma da sua mão, se você acreditar que o têm, nem que o tenha apenas com a mente.

Letícia Nogara
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Tags: felicidade

Quando estou com você, vivo em um sonho. Quando você vai embora, é quando vivo a minha realidade.

Letícia Nogara
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Contanto que tu sejas feliz, eu estou bem. Só bem. Bem… Poderia estar feliz, mas tu sabes como eu sou. Odeio ilusão e o amor acabou me pegando desprevenida. Mas se tu sabias do meu medo, por que continuou me iludindo? Sou inerente à você. E o tempo? O tempo não importa. Tu sabes como eu sou, ou está aprendendo. Mas se não sabias, agora sabe. Não consigo evitar. Sou meio exagerada. Amo demais, me apego demais, demonstro demais. E o tempo não é nada pra mim. Se eu estou feliz? Ah, tu sabes como eu sou. Eu estou bem, bem na medida do possível. Mas não feliz. Tu queres que eu seja feliz? Diga que me ama, diga que não consegue viver sem mim, e permaneça. Só queria que tu ficasse. Tu sabes como eu sou, e porque eu estou assim. É tudo culpa tua, sou inerente à você. Tu sabes o que isso significa? É, deu pra perceber que não sabe. E se depender da tua vontade… Nunca vai saber.

Letícia Nogara
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Quando me dou conta da velocidade que as coisas acontecem, já é tarde demais. E isso dói. Machuca. Sangra por dentro. Dói a alma por saber que poderia ter feito algo bom, e que por falta de tempo acabei não fazendo. Machuca aquelas pessoas que viveriam melhor com aquela atitude, atitude essa que por falta de vontade, acabei não tomando. E sangra o coração, que não aguenta mais minhas dúvidas, minhas incertezas, e por eu sempre tomar as atitudes erradas, acaba sendo partido. Às vezes dói o passado não vivido. Machuca o presente não sentido. E sangra o futuro que não chegou.

Letícia Nogara
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O coração dói quando temos um amor não correspondido. Mas, o coração quase pára de bater quando alguma pessoa o parte.

Letícia Nogara
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Precisaria de paz no planeta. Mas não estou em paz nem comigo mesma. Quem dera ter paz no planeta inteiro. Precisaria de esperança, mas não acredito nem em mim mesma o suficiente. Quem dera ter esperança o tempo todo. Precisaria de sinceridade, mas tenho medo de machucar ao ser sincera com as pessoas. Quem dera ter coragem pra isso. Precisaria muito de amor, mas se você não acredita em amor, por qual motivo eu deveria acreditar?

Letícia Nogara
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Dentro de um coração de gelo, poderia existir muito mais que água. Quem sabe, poderia surgir uma emoção tão forte capaz de quebrar esse gelo e transformá-lo em vapor. Mas durante certo período, o gelo se forma novamente. E não resta mais nada. Apenas o tempo. Mas será que o tempo conseguiria derreter um coração de gelo? Talvez o tempo não fosse capaz. Mas o amor fosse. O amor é desse jeito mesmo. Dura o quanto tem que durar. Congela o tempo necessário, fazendo com que a vida nos faça perceber se tudo isso vale ou não a pena. Mas na maioria das vezes, todo esse tempo e todo esse gelo se vão. Mas o sentimento permanece. Mesmo que no fim não seja mais amor. Apenas vapor…

Letícia Nogara
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Superficialidade nunca foi muito coisa da minha vida. Talvez fosse algo com um patamar muito avançado, como um vestido de quinhentos e treze dólares em uma loja de grife. Ou talvez fosse algo tão simples quanto comprar maquiagem em uma loja de R$1,99. Como se os sentimentos precisassem ser tachados com preços tão suficientes ou insuficientes. Como se esses sentimentos acabassem como um toque de mágica por conta da última liquidação da loja barata da esquina.
Não sou dessas pessoas que acabam perdendo a paciência à espera do grande amor, ou à espera do despertar de certos sentimentos. Confesso, e não com muita vergonha que sonho tanto, que vezenquando fecho os olhos enquando me escorro no parapeito da janela sonhando com certos momentos, imaginando se algum dia aquelas ceninhas meio-que-chicletes que ocorrem em certos filmes românticos, acontecerão comigo. Mas de repente, bato minha cabeça no canto da janela, e percebo que sonhar não é tão bom quanto parece.
Ao menos nos dias de hoje, muita coisa (a maioria, confesso) nunca é como parece ser. A realidade é que comprar amizade, e amores bem resolvidos está tão fácil quando comprar um tênis falsificado de uma marca famosa. E tudo isso, se desgasta. O tênis, e os sentimentos, claro.
Mas não quero algo qualquer entrando na minha vida. Eu quero a realidade, a boa e velha realidade. Não sorrisos forçados, como em uma conversa de parentes que não se viam à muito tempo. Eu quero sorrisos, não bocas abertas mostrando os dentes por qualquer besteira. Quero abraços, não duas pessoas se “encostando” de braços abertos enquanto desejam tudo de melhor para umas às outras. Quero amizades verdadeiras, não viver só coisas boas numa roda de conhecidos, e de repente, em meio ao temporal não encontrar nenhum guarda-chuva para me proteger. Quero amor, não palavras decorradas, não apenas sorrisos bobos. Quero amor, e não pessoas que vivem se entregando pra aqueles que não merecem nem um pouco esse tipo de sentimento.
Quero continuar à escrever tudo o que eu penso e tudo o que eu sinto. E não apenas fingir, para iludir as pessoas com sóis que nunca irão sair antes de muitos temporais.

Letícia Nogara
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Quero um pouco de paz dentro do meu mundinho cheio de guerras e solidão. Quero poder olhar para os lados com a certeza da felicidade. Felicidade essa, que ainda sinto longe. Mas que no final de tudo, à de vir. Quero poder olhar no fundo dos olhos das pessoas, e ver amor. Quero poder sentir o calor do sol, sem me preocupar com aquecimento global. Quero poder sentir as gotas da chuva em meu rosto, sem me preocupar com catástrofes. Queria poder sonhar, sem medo de que nada do que sonho irá se realizar. Não quero mais sentir ódio nos olhos das pessoas. Não quero mais sentir raiva na face de uma criança. Quero sentir amor, quero ver amor, quero respirar amor. Quero que o mundo seja um mundo melhor. Quero que a paz seja a palavra mais realizada entre todos. Quero que tudo isso seja verdade. Mas por enquanto, tudo é um sonho. Mas pra eu realizar…Só basta eu acreditar.

Letícia Nogara
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A claridade excêntrica que a luz dos seus olhos me transmitia não era algo normal. Não era algo para ser visto em um ciclo natural da vida. O brilho daqueles olhos transmitia esperança e nada do que era dito pelos outros tirava o tamanho do apreço que eu tinha por aquele olhar. Aquele brilho era tanto, que podia ser confundido com uma chuva de meteoros ou um céu estrelado quando eu olhava. Chuva de meteoros? Parecia pouco. Meu coração não ficava tão colado ao dele quando eu via uma simples chuva de meteoros. Até mesmo aquelas pessoas que não entendiam, não enxergavam, aquelas pessoas que talvez estivessem trancadas em um canto escuro quatro por quatro de puro aperto no coração. Aquelas pessoas que não entendiam o amor, bem, elas entendiam que o brilho dos meus olhos ao verem o brilho dos olhos dele não era algo normal. Não mesmo. A beleza era tanta, que até as lágrimas que eu derramava pareciam ter sentido. Com o tempo, o brilho dos olhos dele nunca se apagaram. Mas o brilho dos meus olhos se envolveram tanto que eu fiquei sem rumo.

Letícia Nogara
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Escrevo, mas por ser uma forma de me descrever. Descrever essa minha vontade por conhecer lugares, personalidades, pessoas, estilos… Tudo novo. E isso me dá leveza. Acabo desabafando, sem querer, sentimentos de pessoas que tem medo de desabafar. Essa minha vontade por olhar além e talvez, quem sabe, experimentar o que certos caminhos têm a me oferecer. Conhecer novos sentimentos, novas dores e cada dia, encher ainda mais meu mundo com parágrafos, letras e frases.

Letícia Nogara
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Sou o tudo nesse mundo vazio. Sou um ponto de interrogação quando você não me conhece e um ponto de exclamação quando eu te encanto. Você pode voar alto ao olhar dentro dos meus olhos, mas também posso te fazer visitar o inferno com meu olhar. Sou solidão. Sou amor. Sou palavras que não saem pela minha boca. Sou mente. Sou pensamento. Sou uma música que não agrada a ninguém. Posso ser paz. Posso ser um nada. Posso ser uma qualquer. Sou o que as pessoas com sentimentos entendem. E as que não sentem odeiam. Se você não sente, você não me sente. Você conhece apenas meu inferno. Se você não olhou dentro dos meus olhos, não viu nada de especial. Se você me sentiu, você se encantou, e é com esse encanto que percebo que não sou única.

Letícia Nogara
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Às vezes eu me pego aqui, esperando você mais uma vez, como eram todos os dias da semana. Esperando saber sobre o seu dia, sobre o quanto você comeu, o quanto engordou, e o quanto ouviu certa música. Querendo saber da sua aula, querendo fazer um telefonema. Sempre que eu acordo, vejo primeiramente a sua imagem, e muitos dias me vejo sorrindo por lembrar de qualquer besteira que você disse. Me odeio sonhando com você todas as noites, noites que antes nem sonho eu tinha. Me detesto pensando em tudo que eu poderia fazer de diferente pra ti ver o quanto eu te amo. Aqui, eu comigo, vendo um ano passar daquele certo lugar, de uma certa avenida, uma certa lágrima que não quer cessar.

Letícia Nogara
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E tudo se foi, inclusive você. Não me vejo tão distante a tanto tempo. Tão sozinha a tanto tempo. Já senti isso antes, mas a dor agora, não é refletida por fora de mim. Mas sinto meu coração em pedaços, por dentro. Meu coração bate forte, em alta velocidade quando penso em você. E isso faz parecer que essas batidas farão eles despedaçar. Olho pra todo lugar, não me vejo sem você junto comigo. Meu olhar transmite tantas coisas, um olhar inocente, e ao mesmo tempo triste. Você me disse pra seguir em frente, procurar meu caminho, procurar a minha paz. Mas, é nesse momento que eu olho pro céu e me pergunto: Quando você vai perceber? Quando vou poder olhar no fundo dos teus olhos e dizer que minha única paz é você?

Letícia Nogara
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Ela estava parada. Flertando com as nuvens. Ela voava com os pés no chão. E sorria de olhos fechados. Tudo parecia lindo por um momento. Mas quando os olhos dela se abriam, ela sofria. Quando ela era atingida por um choque de realidade, seu coração doía. E ela novamente, fechava seus olhos como quem quisesse ficar para sempre daquele jeito. Ela queria esquecer os sofrimentos. Ela adorava voar. Ela estava vivendo, e apenas isso.

Letícia Nogara
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Olhe no fundo dos meus olhos, amor. Perceba a falta de ar que você me provoca. Sinta o suor nas minhas mãos e meu nervosismo só de te olhar. Esse mundo já me fez sentir tanto solidão, mas esse mundo me trouxe você que fez tudo isso passar. Você é meu chão. Só queria ter a certeza de que você nunca vai me deixar cair. Não solte a minha mão. Vai doer quando você soltar. Não saia daqui. Não suma. Você é o único motivo dos meus sorrisos em dias de chuva, onde a melancolia predomina. Permaneça ao meu lado. Para sempre. Queria ouvir isso de você. PARA SEMPRE. Me faça crer que tudo será além do que eu posso imaginar. Me faça acreditar que tudo está bem. Me dê razões para respirar. Me ame. Acredite em tudo que eu sempre lhe digo. Não ligue para os outros falam. Perceba a minha verdade. O amor é o que faz o mundo. É o que ainda me resta. Você é o que ainda me resta. Quero ter você ao meu lado até a última folha do outono cair. Até a última flor da primavera nascer. Até o último ar fresco do inverno soprar. Até o verão acabar. Você sabe o que eu estou falando. Quero ter certeza de que o amor é belo. Belo como todas as coisas. Quero acreditar que tudo irá ficar bem ao te abraçar. Quando te abraço esqueço do resto do mundo. Nem precisaria lembrar. Você é meu mundo. Só basta você acreditar.

Letícia Nogara
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Pra que tanta coisa pra fazer você sofrer, não é mesmo? Quantas lágrimas derramadas, e quanto sofrimento. E sempre você se pergunta, porque tudo isso acontece com você. Nada parece ter sentido, você se perde, mergulha num mar de ilusões e acaba se afogando. O amor não te abandonou, só perdeu seu endereço. E a felicidade? Bom, a felicidade em algum momento achará seu endereço e te encontrará. É só isso. Essa é a realidade. Nesse mundo passamos a achar que tudo é lindo, tudo é perfeito, e mal percebemos que cada dia que passa a vida é mais difícil. Hoje pode ter sido fácil, amanhã pode ser difícil e depois de amanhã é possível que você encontre seu verdadeiro destino.

Estranho essa bipolaridade, estranha essa paz e esse desamor que surgem do nada, como uma estrela cadente, que logo some no ar. Lamento os momentos em que você derramou lágrimas por pessoas que não mereciam uma gota sequer que caiu. Lamento as vezes em que você caiu, se machucou, e não surgiu ninguém em meio a tanta gente para estender a mão e te dizer: “Olhe, estou aqui e não quero te deixar cair nunca mais.”

Boa parte de todos os seus sonhos foram perdidos por falta de tempo, ou por falta de amor. A lamentação tomou conta de você. E já tomou conta de mim também. Sei que muitas vezes a sua vida pareceu que não tinha sentido pra ninguém, e você acreditou, e acreditou que sua vida não tinha sentido nem para você mesma.

Você sentiu que o amor tinha te abandonado, que todos tinham te abandonado. Mas a realidade é que seu sofrimento era tanto, que você nem enxergava. Você chorou, e sua visão estava embaçada, você não se lembra?

Mas você aprendeu. Aprendeu que a felicidade aparece de vez em quando. Mas mesmo que às vezes esse “de vez em quando” seja raro. Você deve acreditar que ele chega. Não acreditar que o que vem no futuro é pior do que o que veio hoje. Não se sinta mal. Não tenha vergonha de chorar. O sorriso tem mais valor quando você chora, cai, não olha para trás, e mostra pra todo mundo que teve forças pra se levantar, lutar e sorrir de novo.

Letícia Nogara
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Ele: É a minha menina, tá.
Ela: Awm, adoro quando você fala ‘minha menina’. Tenho vontade de te abraçar e não te largar nunca mais.
Ele: Eu também!
Ela: Só tenho medo de você me conhecer, e se decepcionar. Eu não sou o que você pensa. Às vezes quando você me chama de ‘Linda’ ou de ‘perfeita’ e blá blá blá. Eu fico feliz, mas metade de mim dói por eu não ser nada do que você pensa.
Ele: Mas você é, bem mais do que falo.
Ela: Você não sabe, não me conhece. E esse é meu medo.
Ele: Mas você sabe que eu gosto de ti, teu jeito me conquistou, nada vai mudar o que eu penso.
Ela: Por isso que eu te amo. Mas mesmo assim, ainda tem um pingo de medo. E medo de tudo.
Ele: Não precisa ter medo, não tem o que temer.
Ela: Tenho medo de te perder.
Ele: Você só me perde, se não me quiser mais.
Ela: Eu te amo, e só.
Ele: Eu que te amo, pra sempre.

Letícia Nogara
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Ela acordou, como acorda normalmente todas as manhãs. Mas passados alguns minutos começou a perceber que seu coração não iria suportar bater novamente no outro dia. Ela olhava para a luz do dia, e essa mesma luz que um dia ela amou, passou a embaçar seus olhos. E ela não via mais as coisas normalmente. Ela não entendia, sua vida estava boa, monótona, mas ainda dava pra suportar. O que ela acreditava que seria sua única salvação a machucou. É, o amor a machucou. O amor fez seu coração se partir em minúsculas partes. Faz o coração dela ser destroçado. Fez doer, fez chorar. Fez ela acreditar que amar não dava. Que se lamentar também não dava. Ela não sabia mais o que seria da vida dela. Caminhou alguns passos doloridos até o quarto de sua mãe, a mesma a fez ir para a escola, mesmo com todo o sentimento de derrota a afogando.

Ela foi. Seu melhor amigo não estava lá, outras pessoas olhavam para ela. “É, seu amigo está no céu.” Era a única coisa que ela ouvia. Ela não podia acreditar, ela procurou por todos os lados, de sala em sala e ele não estava. Foi na casa dele, ninguém estava lá. Então, ela começou a acreditar. Ela já havia procurado por todos os lados. Ela finalmente acreditou que todos haviam a abandonado. É, o amor a abandonou. Ela perdeu seu melhor amigo. Deus a traiu também. E agora ela sabia que não tinha mais razões para viver. Mas desde que ela acordou já sabia, sabia que daquele dia ela não passava. Não preocupou-se mais com seu melhor amigo. Ela sabia que o encontraria em um lugar melhor. Ela sabia que mesmo se chorasse, ela naquele momento, naquele mesmo dia não iria aguentar mais. Chegou em casa, sua mãe não sabia a dor que sua filha estava sentindo. Sua mãe sabia menos ainda que não teria mais sua filha junto dela, nesse mundo.

Ela não aguentava. Não aguentava mais sua vida. Até a esperança que existia dentro dela se perdeu. A luz no fim do túnel se apagou. Sua vida estava chegando ao fim. Ela buscou um vidro com um líquido estranho. Ela faria algo que sabia que iria doer. Mas querendo ou não, era sua única cura.

Veneno. Como seu organismo reagiria ao sentir veneno em suas veias?

Ela abriu a janela, olhou para sua cidade pela última vez, lembrou de cada coisa que havia passado.E finalmente, segurou o vidro de veneno por entre os dedos. O silêncio tomou conta da dor. Tudo se calou. Exceto pelo vento que balançava as folhas lentamente lá fora. A porta seguia o trajeto para chocar-se com a parede. Os passarinhos cantavam as melodias mais melancólicas que um dia existiram.

Fechou os olhos. Uma lágrima desceu, rasgando seu interior. E assim, mantendo seus olhos fechados. Olhou para aquele inocente vidro de veneno, o guiou até sua boca. Deitou no chão, E então, fez seu último desejo.

Letícia Nogara
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Então a sociedade começa a banalizar tudo. Tudo começa a se perder entre as falsas palavras e as verdadeiras somem. Procuramos um lugar para se apoiar, e nossa própria opinião passa a ser confundida e banalizada também. Somos banalizados, e sofremos. As pessoas nos julgam falsamente, descaradamente. E nem se quer percebem que os pensamentos são fácil confundidos hoje em dia. Às vezes somos banais e isso não é real. E às vezes somos originais, mas só os outros que não percebem.

Letícia Nogara
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