Ricardo Cardoso

1 - 25 do total de 26 pensamentos de Ricardo Cardoso

Amigos
Muitos amigos passam por nossas vidas
Alguns por pouco tempos
Outros por muito tempo
Tem aqueles que nos acompanham
Por toda a vida
Amigos de infância
Amigos de escola
Amigos de trabalho
Aqueles que nem lembramos
De como éramos amigos
Outros que só nos restam
lembranças
Temos amigos virtuais
Talvez seja a amizade
Mais fácil de se ter
Basta ligar a telinha e lá estão
Com simples palavras tecladas
Conhecemos cada um
Uns mais amáveis outros nem tanto
Mas aprendemos a gostar de cada um
Mesmo nunca ter se quer ouvido sua voz
Tem amigos que partiram para sempre
E têm aqueles que mesmo distantes
Que pouco nos falamos ou nos vemos
Mas que mesmo assim jamais os esqueceremos
Dedico
estas palavras a todos os amigos
Que passaram por minha vida, que partiram
Aqueles que estão distantes mais
Que estão no meu coração...

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Menina mulher

Onde está você

Doce menina mulher

Que me fizeste amar

Onde está o sorriso

Que me conquistou

Onde está o olhar
Que me encantou

Onde está o abraço

Que me fez sonhar
Onde está a doce menina

Que me fez feliz

Onde está a menina mulher

Que me fez Poeta!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Mulher


De tudo que és belo
És tu, mulher
Mulher, tua beleza é como um pôr do sol,
Que irradia o anoitecer
Mulher, tu atordoa como um cálice.
Dos mais raros dos vinhos
Mulher, teu perfume é como um
Jardim de rosas, capaz de seduzir
Mulher, tu és frágil como um beija flor,
Porém forte o bastante para ser mãe
Mulher, tu amas e será amada
Pois tu és mulher.

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

O amanhã

Porque choras?
-Choro por ter saudade
Saudade?
-Saudade do tempo perdido
Tempo perdido?
-Perdido por não saber amar
Amar?
-Amar mais, viver intensamente
Viver intensamente?
-Intensamente cada momento como se fosse o último
Como se fosse o último?
-Sim, como se fosse o último,
Sem pensar no dia seguinte
Para não chorar no amanhã!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Pensamento

-Às vezes penso.
No que penso, nem mesmo sei
Se o amor perdido
Ou a paixão vivida
Se sonhos perdidos
Ou sonhos vividos
Se a indiferença da amada
Ou juras de amor
Se entre o riso
Ou entre a dor
Se tua boca molhada
Ou teus olhos fugindo dos meus
Às vezes penso
Se penso!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Já tentei, ou não...

Já amei e fui amado
Já sofri e fiz sofrer
Já tentei me encontrar
E não me encontro
Já tentei te esquecer
E não a esqueço
Já tentei te escutar
E não a escuto
Já tentei entender
E não entendo
Já tentei ser incessível
E não consigo
Já tentei ser notado
Não sei se sou
Já tentei me expressar
Não sei se fui claro
Já tentei escrever
E não fui entendido
Já tentei...
Ou não...

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Poeta

Dos seus versos a poemas,
Pensamentos no papel

Poeta, na suas lembranças,
Amores,sonhos

Como entender?

Poeta, que vê poesia em um olhar,
Mas também amargas palavras

Poeta, solitário,sonhador,
Mentiroso ou realista

Poeta, nem sempre compreendido,
Palavras confusas, sem rima sem graça

Poeta, como entender tua alma?
Poeta, como enxergar com teus olhos?

Ah! Poeta, se nem tu se entende
Como queres que eu compreenda
Os sentimentos de um
Poeta!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Corpo

Corpo desejado

Sagrado, vida

Pecado que consome

Bálsamo que contagia

Curvas que enfeitiçam

No cálice o calor

Ardente da paixão!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Romanesco

Quem sou

Poeta ou sonhador

Pintor ou escultor

Sedutor ou conquistador

Sou eu um sonhador

A eterna procura de um amor

Poeta será que sou

Pintor dos sonhos perdidos

Escultor da natureza morta

Quem sou

Sedutor, já nem tanto

Conquistador, acho que não

Talvez um sonhador,

Poeta, pintor e escultor

Ou só um sonhador!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Por acaso on-line

Por acaso vi você

Por acaso escrevi para você

Por acaso você aceitou

Por acaso o mesmo arrabalde

Por acaso amigos em comum

Por acaso um encontro

Por acaso senti sua falta

Por acaso gostei de você

Não por acaso te amo!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Frases

Não vim a este mundo para ser anônimo!

O mais difícil, não é ser só um solitário

E sim ser um solitário só!

Os sonhos são como uma escada

Não tente escalar o topo

Sem subir degrau por degrau!

O sol a lua as estrelas

A vida a terra

Se Deus criou tudo isso

Porque o homem insiste em destruí-lo!

Muitas pessoas não conseguem enxergar o que você fez

Só conseguem enxergar

O que você não fez!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Dois Povos


Brilho no olhar

Suspiro no ar

Corpus laçado

Calor na alma

Dois povos

Mãos trocadas

Balé dos cisnes

Lago que chora

Pássaros que vi

Crianças que senti

Dois povos

Prisioneira do flash

No metal frio

História de um povo

Dois povos

Um coração

Dois corpus

Um desejo

Duas bocas

Um beijo

Dois povos

Um suspiro

Dois povos

Futuro incerto

Dois povos

Um sorriso

Dois povos

Desejos!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Encontro

Quando me encontrei

No sorriso dos seus lábios

No brilho dos seus olhos

No aperto do seu abraço

No beijo da sua boca

No encontro do seu corpo

Não ouvi, nem vi

Só senti!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Almas Tristes

Duas almas
Duas gerações
Duas vidas
Separadas pela vida
Encontro e desencontro
Amor covarde, bandido
Almas aprisionadas
Escolha confusa
“Até que a morte os separe”
Ou não!
Almas confusas
Almas aprisionadas
Almas tristes
Almas!
Encontro e desencontro
Almas!
Duas almas
Almas em conflito
Almas tristes!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Íntimo

O que fizeste comigo?

Porque me acordaste?

Eu cá no meu canto

Adormecido no amor

Sufocado, amores ou não

Lembranças passadas

O que fizeste comigo?

Adolescente já não sou

Chegaste de mansinhos

Com este teu jeitinho

Acordaste um coração ferido

Para que?

O tempo...

Já não o seu

O que fizeste comigo?

Porque me acordaste?

Para que?

Oh! púbere mulher!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Anjo

Foi como um sonho

Você chegou

Como o sol de verão

Como o brilho do luar

Como as flores na primavera

Como borboletas no jardim

Com seus cabelos negros

Pele branca como a lua

Um olhar doce

Um sorriso sincero

Uma troca de olhar

Um abraço apertado

Foi um anjo

Foi você

Foi como um sonho!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Que se foi

Amor que se foi

E nunca mais voltou

Partindo o meu coração

Sufocado de paixão

Na minha triste solidão

Numa vida sem razão

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Que seja...

Que você seja um anjo

Que você seja criança

Que você seja menina

Que você seja mulher

Que você seja

Quem quer que seja

Que nunca deixe de ser

Esta pessoa maravilhosa

Que se transformaste

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Guerreiro

Negro

Negro, tu foras tirado do teu chão

Escravizado, humilhado, acorrentado

Sentiu o gosto do fel

A dor do tronco, cicatriz na alma

Teus filhos arrancados

Mulheres etária dos senhores

Da senzala o frio

Da fome, esperança

Do quilombo, refúgio

Da liberdade, relento

Do relento, morro

Do morro, senzala

Ainda hoje, buscando tua liberdade

És a maioria negra, sangue

Orgulha-te negro, levante a cabeça

Tu és um guerreiro vencedor

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

NEM TUDO QUE BRILHA É SOL

Há dia em que acordamos com os primeiros raios de sol brilhando na janela, os pássaros em um bailado de sons, orvalho brilhando entre as flores. E na solidão do meu carro, em meus próprios pensamentos, entre um semáforo e outro, a espera por um verde brilhante, e por um instante em um desvio de pensamentos, crianças dançando entre os carros, pés descalços, fuligens do asfalto, cabelos embaraçados, rostos miúdos, crianças malabaristas do asfalto, com os olhos brilhando a espera da moeda.

Moeda!

Moeda brilhante que a índia com seu filhinho mendigam na esquina, um indiozinho de pele vermelha, mãos pequenas a espera de algo,

O que!

Nem ele sabe, ah se soubesse que á quinhentos anos sua família já fora dona desta terra chamada Brasil.

Ah, se ele soubesse!

O que o homem fez com o homem, escravizou, matou em nome da fé, tomaram sua vida, seu rio, seu peixe, sua dignidade, em troca de desculpa, lhe ofertou uma homenagem “O dia do Índio”.

Ah! Indiozinho o que fizeram com você, fica ai a espera do brilho da moeda. Moeda que o velho sentado em seu orgulho, cabelos brancos, rugas que lhe revelam a idade, olhos que passam olhos que não querem enxergar, ouvidos que não querem ouvir. Velho, anônimo ao olhar alheio, quantas coisas viveu, quantas coisas estes olhos cansados enxergaram, quantas histórias tem para contar, quantas moedas para levantar-lhe.

Moeda que a mãe tenta ganhar, com seu carrinho de doce, para o leite comprar, e seu filho sustentar.

Leite!

Leite, que os homens com suas fardas azuis autoritárias não a deixam ganhar, com os olhos brilhando, uma lagrima eu vi rolar.

Ah! Mãe como queria te ajudar, mas acovardando-me em meu mundo, de semáforo em semáforo em meus próprios pensamentos.

O brilho do sol vai dando lugar ao brilho da lua, os pássaros fazendo seu último bailado, e eu, no conforto do meu lar, a espera do sol voltar, para minha janela brilhar.

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

No balanço do trem
Gente que vai
Gente que vem
...Sonhos da janela do trem
Crianças, mães, olhares anônimos
Viagem com destino certo
Sonhos sem destino
Entre passado e futuro
Amor bandido
Desabafo em lagrimas
Fogo da paixão
È hora!
No balanço do trem
Sonhos sem destino
Vidas separadas
Até o próximo
Balanço do trem!

Ricardo Cardoso

Poeta do Amor

Quando te conheci
Escrevi-te um poema “Anjo”
Quando escutei meu coração
Escrevi-te um poema “Almas Tristes”
Quando Passeamos no parque
Escrevi-te um poema “Dois Povos”
Quando fiquei ansioso a tua espera
Escrevi-te um poema “Tardes de Quarta”
Quando meu corpo tocou o seu
Escrevi-te dois poemas “Corpo, Intimo”
Agora te escrevo todos os poemas
Pois sou poeta do nosso amor!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Menina

Você chegou de mancinho
Com este teu sorriso meigo
Com este teu jeitinho de menina
Com este teu sonho de conto de fadas
Tão menina, tão mulher
Tão meiga, tão linda
Tão sonhadora, tão menina
Menina espera-te
Que te farei
Minha mulher
Menina!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

Meus versos
Meus versos

O que são?

São sentimentos?

Ou frustações de uma vida

São verdades ou mentiras

São sentimentos, frustações, verdades e mentiras

Só sei que escrevo sentimentos de solidão

Solidão…rodiado de pessoas, me sinto só

Egoista, tavez, não de coisas materiais,

Mas sim de sentido a vida

Pode ser que um dia escreva as angustias e magoas

Pode ser que um dia me livre desta solidão, “um dia”

Solidão que me coloco

Porque?

Ah! A resposta

Não estaria só, em meus pensamentos

Mas os meus versos o que são?

Sentimentos

Frustações

Verdades

Mentiras

A resposta, não estaria só, em meus pensamentos

Ou estaria escrevendo versos poemas e alegrias de uma vida

Então o que são os meus versos…!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul

E esse amor que me prende,
Que ilumina meus dias,
Abrilhanta minhas noites,
Fique grudado no decorrer do dia!
Que me amarre nessa magia de te olhar,
E sentir que esse é o melhor lugar!

Ricardo Cardoso
Inserida por anajalloul