Voltando

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Conto, a história, de uma velha estrada de ferro por onde há muito não trafegava nenhum trem. Certo dia, após meticuloso planejamento, saiu a decisão pela reativação do importante modal, e junto desta, a ordem para que os funcionários da via avisassem a todos, dos perigos da passagem da locomotiva. Havia famílias inteiras vivendo junto aos trilhos, além da já habitual despreocupada movimentação de pessoas e carros por todo o trajeto destes, uns que buscavam o caminho mais rápido na sua caminhada, outros apenas por estarem e passarem ali, outros como que a sentirem-se vivos, pelo desafio de encarar destemidamente a desativada cancela de aviso “Pare, Olhe, Escute!”.

Zé, o mais antigo funcionário da via, estava eufórico com a possibilidade de voltar a exercer a função para a qual fora treinado a vida toda: Trilheiro – assim eram chamados, antigamente, todos os funcionários incumbidos de alertar da passagem do trem. Na verdade, o Zé era o único dos trilheiros daquela companhia, ainda vivo, e via naquela reativação a possibilidade de voltar a sentir-se útil, salvando vidas do iminente risco de um encontro inevitavelmente fatal. Queria também, deixar como legado de vida, à nova geração de trilheiros, os valorosos ensinos aprendidos dos mais experientes colegas, eles que sempre se reuniam para compartilhar as histórias dos salvamentos do dia, e dos resgates nos últimos instantes.

De matula já pronta e esforçando-se para lembrar as antigas palavras do lema dos trilheiros, aguardava os demais colegas para lançarem-se vigorosos à importante missão; quando se vê cercado deles, e o mais polido deles vai logo dizendo:

- Sabe o que é, seu Zé: nós o admiramos muito, mas achamos que o senhor deve ficar. Sabe..., os tempos são outros. Ouvimos dizer que antigamente vocês gritavam com o povo 'saiam dos trilhos!', faziam careta se preciso fosse. Isso não é bom para os dias de hoje; assusta. Faz com que tenham medo! No mais, imagine, com tanto tempo sem passar o trem; se dissermos 'olha o trem', vão fazer chacota da gente! Muitos nem sabem o que é isso! Fique tranquilo. Nós iremos, ganharemos a simpatia de todos. O senhor fica, se precisarmos chamaremos...

Zé, cabisbaixo, ficou pensando em tudo que ouvira, que ecoava com as constantes palavras de seu neto: “isso é coisa de velho. Os tempos são outros. As coisas mudaram!”. Acomodou-se, triste, à sua velha cadeira de balanço, enquanto via sumir seus colegas abarrotados de material nada comum ao seu tempo. Uns levavam balas, pirulitos e brinquedos para ganhar a confiança das crianças; outros carregavam roupas, calçados e comida, para serem simpáticos com as mães; alguns vestiam-se, andavam e falavam estranho, qual nunca os vira, e treinando desconsertadas manobras de skate, procuravam atrair a juventude para si – era o grupo mais cômico deles -; haviam até mesmo os que levavam, engarrafada, uma 'água que pássaro não bebe', pois ouviram dizer de uns senhores que apreciavam a iguaria.

Mínimo de medo, mínimo de alarde, mínimo de incômodo nas já sofridas rotinas de vida daquele povo, e simpatia total. Era o que pretendiam aqueles que, rechaçando o antiquando título de trilheiros agora se denominavam Agentes de Transformação Social – ATS. O 'zero medo' e a simpatia que queriam realmente conseguiram, mas antes tiveram que romper uma resistência que não esperavam encontrar: por não verem uma clara missão, as pessoas pensavam ser novos moradores chegando para brigar pelo já escasso espaço de habitação. Superadas as dificuldades iniciais, lá estavam todos plenamente integrados: mães felizes com as novas roupinhas dos filhos, crianças misturando o doce sabor do pirulito à sujeira do local, garotos tentando dar um jeito nos desengonçados novos amigos, senhores alegres embalados pelo licor de cana, e a vida corria... Iriam falar do trem quando a confiança fosse plena: poderiam não receber muito bem a mensagem, assentiram todos que sempre se reuniam às escondidas para tratarem do assunto principal de sua missão. Enquanto isso, mais brincadeiras, mais integração, elogios, simpatia total...

Zé, que observava da janela, não via nunca o corre-corre habitual dos tempos antigos acontecer; e irrequieto, resolveu ir conferir de perto o novo método de seus colegas. Chegando mais próximo, arrepia-se ao sentir o vibrar dos trilhos anunciando o perigo, e todos levando distraidamente suas vidas, inclusive seus pares, pensando ser o batido grutal de um novo funk, ensaiavam novos passos para impressionarem a todos.

Incontido, Zé, correndo, rompe em gritos: “Olhem o trem. Saiam do meio caminho! Ele vai matá-los! Saiam agora do meio do caminho! Saiam!!!”. Um jovem olha para um ATS, que a este momento preparava-se para correr, e diz: “-Olha o veio mano! Pirô de vez!”. Uma senhora, em tom de reprovação manda-o calar, repetindo para si mesma as palavras que ouvira em sussurro, de um daqueles agentes, que dava conta serem mais mantimentos e roupas chegando de longe para eles. Pequenas crianças o seguiam dizendo pequenas chacotas. Um velho, relembrando os tempos dos trilheiros, esbraveja um impropério. Muitos sequer ouvem o aviso do velhinho, tão grande já era a barulheira da locomotiva em perigosa aproximação. Só deu tempo de atender um ébrio, já sem forças, mas ainda em plena consciência, que entendendo sua mensagem, clamava por auxílio. Foram-lhe as duas pernas como preço do tardio socorro. Morticínio geral, inclusive de vários dos agentes, que de tão integrados ao povo a quem deveriam alertar, descuidaram-se...

Aquela cena era demais para Zé suportar. Em toda sua vida jamais sentira tamanha dor, nem mesmo das inúmeras pedradas que levara, dos bofetões desferidos em sua carne, dos pontapés, os comuns xingamentos, ou alguma eventual baixa de pessoa previamente avisada. Tinha falhado em sua missão. Sabia que seria cobrado por aquele sangue desavisadamente derramado, ele e seus colegas...

Saiam dos trilhos!!! Olha o Trem!!!
Entenda o que disse. Leia: II Timóteo 4:1-5; Ezequiel 33:1-9; Romanos 10:14.
Por Samuel Amorim Oliveira
05 de dezembro de 2013

Samuel Amorim Oliveira

BA – EU ESTOU VOLTANDO

De repente a alma quer voltar,
Mesmo tento o fenótipo caucasiano
Tenho nas veias como todos nós o sangue africano.
Quero ir para a Bahia.
Onde o Brasil nasceu,
Quero voltar às origens,
Ver gente alegre sorrindo,
Quero esquecer um pouco quem sou eu.
Tomar caipira de cajá,
Quero dançar mesmo sendo torto,
Quero sentir na pele a força dos orixás.
Quero e vou para a Bahia.
Desta vez quero ir num só lugar,
Quero morgar.
Quero lagartear.
Quero jogar fora o relógio.
Quero mais é baianar sem compromisso algum...
A não ser relaxar.

André Zanarella 02-09-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4430486

André Zanarella

Tantos acontecimentos, muitas opiniões e uma certeza: o Rei está voltando!

Clinton Ramachotte

Para saber o que vem pela frente, fale com quem está voltando.

Cássio dos Santos Júnior

Voltando às minhas origens
Pela porta que tu saíste,
De volta ao meu coração
Ao gosto da minha solidão.

Tiago Curralo

Odeio-te por você ter-me deixado só. Hoje mesmo, eu estava voltando para casa, em uma rua escura, no frio e sozinha. No frio, com os olhos cheios de lágrimas, com o coração devastado de saudades, medos e arrependimentos.

Marcella Prado

Fui com a sua cara mas estou voltando pra devolver.

Tati Br

Tô Voltando

Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão
preto
Eu to voltando
Põe meia dúzia de Brahma pra gelar, muda a roupa de
cama
Eu to voltando
Leva o chinelo pra sala de jantar...Que é lá mesmo
que
a mala eu vou largar
Quero te abraçar, pode se perfumar porque eu to
voltando
Dá uma geral, faz um bom defumador, enche a casa de
flor
Que eu to voltando
Pega uma praia, aproveita, ta calor, vai pegando uma
cor
Que eu to voltando
Faz um cabelo bonito pra eu notar que eu só quero
mesmo é
Despentear
Quero te agarrar... pode se preparar porque eu to
voltando
Põe pra tocar na vitrola aquele som, estréia uma
camisola
Eu to voltando
Dá folga pra empregada, manda a criançada pra casa da
avó
Que eu to voltando
Diz que eu só volto amanhã se alguém chamar
Telefone não deixa nem tocar... Quero lá.. lá.. lá..
ia.....porque eu to voltando

Paulo César Pinheiro E Maurício Tapajós

‎"(...) Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais...

Mas aí, daqui uns dias.... você vai me ligar. Querendo tomar aquele café de sempre, querendo me esconder como sempre, querendo me amar só enquanto você pode vulgarizar esse amor. Me querendo no escuro. E eu vou topar. Não porque seja uma idiota, não me dê valor ou não tenha nada melhor pra fazer. Apenas porque você me lembra o mistério da vida. Simplesmente porque é assim que a gente faz com a nossa própria existência: não entendemos nada, mas continuamos insistindo."

Tati Bernadi

Acredito que tudo que a gente faz acaba de uma forma ou de outra voltando pra gente. Não sei se é bem assim que funciona, mas prefiro guardar essa pontinha de esperança pra botar mais fé no mundo e nas pessoas. É que elas frequentemente me decepcionam. Prefiro os bichos, que não disfarçam nem ficam fingindo que gostam de você. Eles simplesmente amam sem interesse, amam por amar.

Clarissa Corrêa

Quem pensa em voltar atrás, é porque sabe que errou em algum detalhe, voltando atrás a possibilidade do futuro der certo é grande, pois aquele detalhe era essencial para o encaixe do projeto futuro.

Tiago Augusto da Cunha (mindinho)

Quando a gente gosta, não dá pra ficar longe por muito tempo... Por isso sempre acabamos voltando.

Gabriela Sousa

A crise de abstinência voltou, tudo o que eu menos queria está voltando e tudo o que eu mais queria está indo-se embora.

Jair Anderson Souza

Canção de Dentro

Canto a ti todo o louvor
Expressando minha alegria
Todo meu amor

Voltando para o passado
Uma privia para o futuro
Em total harmonia
O caos reunido
A dominação do mundo está garantido.

Gabriel da Luz

Bem Enfim

Siga

sigamos

Sorrindo

e voltando

Meio meninos

um pouco ciganos

Em fim

bem

M.Jardim

Uma pagina do meu diário, Saudades dos velhos tempos.
(04 de maio de 2006)

Voltando da aula, rosto na janela do escolar.
O vento forte jogam meus cabelos no meu rosto
Mais não impedem que eu olhe pra lua,
Que esta maravilhosa. (Eu sempre reparo na lua)
O som ta ligado, passando musica da Roupa Nova
Fecho os olhos e penso em eu e você (como se existisse “eu e você”)
Aii, Lindos pensamentos.
Quando eu os abro, retorno meu olhar pro céu,
Aparecem uma ou duas estrelas,
Passa algum tempo e o céu já esta cheia delas.
Tem coisa melhor?
Lua, estrelas, vento no rosto, musica da roupa nova e eu e você.. Mesmo que seja apenas em pensamento!
Mais a noite passa rápido, logo estarei em casa, e tudo isso vai acabar,
Amanha terá um belo Sol, ou talvez possa ate chover,
A Lua não será mais cheia, a musica com certeza será outra.
Mais uma coisa não vai mudar... EU VOU SEMPRE ESTAR PENSANDO EM VOCE’

(Dedicado a W.T.)
Jéssica Neto

Jessica Neto

Em busca de Jesus

Depois de uma longa noitada, o bêbado está voltando para casa quando se esbarra em um pastor que se prepara para batizar um grupo de evangélicos à beira do rio.

Sentindo o cheiro de álcool, e querendo dar um exemplo a seus fiéis, o pastor o segura pelos ombros:

- Gostaria de encontrar Jesus?

- Sim, claro. Gostaria de encontrar qualquer pessoa para discutir sobre a vida, e beber mais um gole.

O pastor não se dá por vencido. Pede aos fiéis que dêem as mãos, todos entram no rio, mergulha o bêbado, retira-o da água, e grita:

- Irmão, encontrou Jesus?

- Não, não encontrei.

O pastor pede a todos que cantem Aleluia, e o mergulha mais uma vez.

- Agora, irmão, encontrou Jesus?

- Ainda não encontrei – responde o bêbado.

Desta vez o grupo inteiro começa a fazer um longo exorcismo, e no final o bêbado é mergulhado pela terceira vez no rio. Triunfante, o pastor o retira da água, clama aos céus que as bênçãos desçam sobre todos, e virando-se para o homem, afirma com toda convicção:

- Tenho certeza que desta vez encontrou Jesus!

- Sinto muito, mas não consegui encontrar. O senhor tem certeza que ele se afogou aqui mesmo?

Paulo Coelho (postado por Renato Oliveira)

Voltando no final de mais uma canção

Filipa saiu de lá com um vazio. Ela não sabia do que se tratava, mas aquilo doía. Doía dentro. Dentro do nada, dentro do vazio. Como é que um nada podia doer? Até onde ela sabia, coisas que não se tocam não podem doer. Mas doía, o nada doía, e pronto. Talvez não fosse nada. Talvez fosse o coração dela. O velho, bobo, inconstante e fácil coração de sempre; aquele que agora estava machucado, sem saber o que realmente queria. Chovia. Parecia que o tempo queria levá-la para outro lugar, para alguns meses atrás... Talvez o tempo quisesse ajudá-la a decidir como é que as coisas ficariam: se o relógio esquecido na casa de João ficaria por lá mesmo ou se todo o amor deles merecia algo melhor. Talvez ainda existissem muitos "e se" no meio do caminho, mas quem sabe isso não acabaria com um daqueles abraços sem fim?

Como que um jeito de fazê-la pensar, a chuva trazia aquilo que ela tentava não lembrar num momento de raiva desses. A cada gota que pousava em sua pele, Filipa se lembrava de tudo que já passou ao lado de João: o começo, algumas brigas, uma carta dele, a foto que mais gostava, a música que ele fez, as pétalas da primeira flor que ele deu pra ela e que permaneciam coladas na agenda. Depois vinha a briga mais estúpida que tiveram e o seu resultado. Ela odiava lembrar disso. Dava dor de cabeça. Devia ser o coração subindo aos ouvidos e gritando que sentia falta. E como sentia.

Dois dias se passaram arrastando e talvez Filipa nem se importasse mais com o que João havia feito. Ela só tinha medo de que pudesse acontecer de novo ou de que ele não gostasse mais dela tanto quanto dizia. Resolveu que não ia mais ficar sentada na varanda olhando pro céu e lembrando das cores que viveu com João - cada momento junto deles remetia à uma cor diferente, ou várias, ou era tão inconstante e mutante quanto um brilho furta-cor. Decidiu que dali iria sair, e sair atrás dele, como uma criança que procura por seu brinquedo favorito. "Dois dias se passaram! Dois dias pularam no tempo enquanto fiquei aqui! Pensei demais. Tá na hora de deixar meu coração agir, como sempre foi". Saiu de casa correndo com a mente, andando num passo ainda mais apressado, com o coração embrulhado na sua mão. Filipa acompanhava o passo do mundo.

...

Acordou com um daqueles barulhinhos chatos do celular quando se recebe uma mensagem. Era de Filipa. "João, tô chegando aí... Desce. Beijo." Olhou pro relógio, eram 11h da manhã. Num pulo, saiu da cama e foi se arrumar. Contrariando seu jeito de sempre, João demorou. Demorou no banho, demorou pra se aprontar. Ele não conseguia pensar. Sentia. Sentia medo. Sentia o frio na barriga, como se fosse a primeira vez que via Filipa. Sentia o amor bater forte. Sentia seu coração batucar tambores como era no princípio. Desceu e esperou ela chegar.

...


Filipa chegou. Estava no portão, quando viu João. Olharam-se de longe. Ambos correram por dentro, ansiosos pelo o que estava por vir. Acho que os dois sabiam o que aconteceria ali; era óbvio. Filipa quebrou o silêncio.


- Pulando todo o blá-blá-blá, me diga logo de uma vez: você ainda gosta de mim? Digo, você ainda me ama, como tantas vezes já disse e diz?

- Filipa, quando você foi embora daqui naquele dia, eu senti meu coração correr atrás de você naquele seu passo apressado. Me peguei pensando nesses dois dias em como eu amo tudo o que é seu. Sabe, amo até aquilo que possa ser feio, estranho ou sei lá o quê. Eu amo como você fica vermelha quando te faço ficar com vergonha, amo seu jeito pulante de andar, seu jeito de se vestir, seu jeito meio louco de se posicionar sobre alguns assuntos, seu sinal perto da boca, seu beijo pulsante e carinhoso. Acho que o amor é assim, só amar e pronto. O amor deve ser um estado de não saber. A gente não sabe de nada quando ama, a gente não sabe definir o que é que sentimos. Ninguém sabe. Só o que se sabe é que se ama. E é isso. Se amar for sentir afeto por cada pedaço seu, então eu te amo. E acho que esses dois dias só me fizeram pensar mais nisso. Eu senti a sua falta. Talvez sentir falta ajude a pensar melhor. Eu até pensei em como você conseguiu me atingir. Ninguém nunca chegou onde você está hoje. Você está no lugar mais alto de mim. Eu sempre me protegi, nunca quis que ninguém chegasse lá, sempre tive medo. E agora tenho. Tenho medo de te perder, de fechar esse lugar de novo... É tão bom quando alguém chega e fica, sabe? Eu só quero você. Quero que você fique, cada vez mais. Quero que você perdure aqui dentro.

- "Eu não nego, eu me entrego... Você é meu grande amor e hoje eu vou te dizer 'Eu te amo'. Eu imploro, eu te adoro. Você tem meu coração a bater pra você mais uma canção!". Lembra?



Deram um daqueles beijos pulsantes e urgentes, clamando pelo sentimento que quase se perdeu. E aquilo seria eterno, como um abraço que fazem os corações se encostarem. Dali em diante, só o tempo os acompanharia, se roendo de inveja daquele amor.

Aline Mariz

Ando a caminhar por caminhos desconhecidos, não sei se estou indo ou voltando
não sei se caminho na direção do sol ou da Lua...
não estou ausente, veja, a Lua continua no mesmo lugar de antes?
ainda permaneço junto a ti e tu ainda bate dentro de mim como antes...
È, ainda te sinto bem próximo a mim, como antes.

Estou tão cansada... as folhas secas caem no outono, e tudo fica bem, é o que dizem, apenas tento acreditar...

Poesia, um dia desses eu tentarei fazer um poema com dedicatória perdida e me perderei nesse poema.
Sou poesia inacabada.

Rose Red