Vinho

Cerca de 626 frases e pensamentos: Vinho

Vinho é de garrafao bebido em caneca, safra numerada e taça é coisa de burgues.

Ariel Lengert

Te faço uma surpresa com pensamentos e vinho em um belo jantar romântico para te convencer de que sou o único homem capaz de te deixar em orbita;
As minhas palavras que lhe dão satisfação são as mesmas que se postam lúcidas para invadir o teu coração;
Não arranque os meus olhos para que você consiga a prova de que tanto lhe amo;

Julio Aukay

Somos como vinho, que com o tempo ganha suavidade e sabores individuais, temos que ser bem armazenados para não virar vinagre...Porém, até mesmo o vinagre pode ser usado em inúmeras preparações...temperar uma carne deliciosa, uma salada de folhas tenras e verdinhas, indispensável naquele "vinagrete" que acompanha tudo...e por aí vai...só usar a imaginação e os temperos de vida.

Luiszui

Eu deixo uma carta declarando meus sentimentos sob uma taça de vinho suave para garantir uma boa leitura e satisfação;
E a mesma loucura, desde o inicio que fez eu me encantar por seus erros não pensados e com a chance de escrever sobre o que sinto em papel de seda para tanto te exaltar;

Julio Aukay

A música é a taça que segura o vinho do silêncio.

Robert Fripp

DIA DE POESIA

Dia de poesia
Vinho
E cantoria

Dia de poesia
Vira a página
Olha a vitrine

Dia de poesia
Vejo nos seus olhos
Minha alegria

Dia de poesia
Rima
Lima, maçã
Beijo, hortelã

Dia de poesia
Casa cheia
Lua cheia
Declama sereia

Dia de poesia
Fala de amor
Faz amor
Faz frio
Faz calor

Faz poesia
Todo dia
Toda noite
Na dança do vento

Corpo colado
Cidade e retratos
Traços e linhas

Poesia
Poesia
Poesia
Hoje é dia...

Mauro Rocha

Mais uma dança sem par
Mais uma noite sem luar
Mais uma taça sem vinho
Mais uma cantada sem noção
Mais uma cara de solidão
Sou eu aqui

Mais um dia
Mais um vazio
Mais um frio
Mais um pesar
Mais um dó
Mais um pó
Sou eu ao acordar.

Mais é preciso vencer
Mais a vida tem a oferecer
Mais feliz quero ser
Mais caminhos a percorrer
Mais vezes me apaixonar.
Mais tentar do que empacar
Mais conquistas receber
Sou eu querendo viver!!

Quívia Bispo

Nunca fiquei bebendo vinho,
na verdade o mundo é que fica rodando...

Bira Monteiro

O vinho dá força ao coração.
Dá calor ao rosto.
Tira a melancolia.
Alivia o caminho.
Dá coragem ao mais covarde.
Faz esquecer todos os pesares.

Espiñel

Fiz-me estrada e não caminharam em mim,
fiz-me vinho e não beberam,
fiz-me música e não me ouviram,
fiz-me vida e me mataram...

Vivi, assim, menos, menos mesmo que a metade da felicidade
e talvez seja certo que tenha provado do dobro da desventura.

Mário Silveira

A amizade é como o vinho, se inicia com uma boa safra e se aperfeiçoa com o tempo, tem a cor do rubi e o sabor da perfeição. Quando aberto deve ser degustado com cuidado para identificarmos os aromas da sinceridade e o brilho da lealdade. Ao brindar, selemos um laço que se estende além do tempo e se expande até o infinito, assim é a amizade, assim são os amigos.

Ivan Bottion

A história do vinho!!!
O vinho acompanhou o Homem na sua caminhada. Perde-se nos tempos a origem desta bebida tão apreciada na nossa época. Ninguém sabe exactamente como é que o vinho surgiu. No entanto existem vestígios arqueológicos de sementes de uva, da variedade usada para vinificação, que datam do período de transição entre a passagem de uma cultura nómada para uma cultura sedentária, com a criação da agricultura. Assim a fabricação de vinho é mesmo anterior à própria escrita.
Apesar de não existirem certezas quanto à origem do vinho, ele faz parte de numerosas lendas e histórias. Fazem parte da cultura do Homem. Cada povo, cada cultura, tem em si uma explicação para o vinho, onde participaram deuses, semi-deuses, reis e homens protegidos de Deus, como por exemplo na referência a Noé, que após ter desembarcado os animais, plantou uma vinha, fez vinho e se embriagou. São lendas e histórias onde está descrito a sua origem, onde o vinho surge para gáudio dos homens. Desde a mitologia grega à mesopotâmica, passando pelos romanos, grandes apreciadores e produtores de vinho, há histórias sobre o vinho e como é que este começou a ser produzido.
Os egípcios não foram os primeiros produtores de vinho, mas foram os primeiros a deixar registado nas suas pinturas detalhes de como preparar o vinho, assim como detalhes das ocasiões e festividades em que este era consumido. O vinho passou a fazer parte das rotas comerciais e os vinhos egípcios começaram a ser comercializados pelos fenícios, tendo por este meio chegado à Grécia.
Na Grécia o vinho tornou-se parte importante das relações sociais e comerciais e começaram a ser plantadas vinhas em outras localizações na Europa. Os gregos tornam-se grandes exportadores de vinho na época, sendo este famosos pelos vinhos produzidos nas suas ilhas. Já nesta altura havia vários tipos de vinhos, apesar de serem preferidos os vinhos doces. Era habitual misturar água no vinho, assim como especiarias quando o vinho era consumido em situações mais formais. O vinho tinha grande importância a nível social e intelectual. Aqui surgem os simpósios, em que os gregos se reuniam para discussão de temas intelectuais, acompanhados da taça de vinho. Mas também havia situações informais com danças e conversas alegres. Já nesta altura o vinho era utilizado com fins medicinais, havendo referência às propriedades de cura do vinho em texto de medicina da época.
Após o vinho ter chegado ao sul da Itália deram-se vários acontecimentos históricos que vieram a ser vantajosos para a cultura vinícola. Os romanos, após a conquista dos territórios no Mediterrâneo Ocidental, começaram a investir na agricultura, incluindo é claro os vinhedos. Começa então uma nova era para o vinho. Começam a ser fabricados os primeiros vinhos de qualidade acabando por ser estabelecida a plantação de vinhas em quase todo o território da Itália. Pompeia era um grande fabricante e exportadores de vinho e após a erupção do Vesúvio muitos vinhedos foram destruídos. Após isto começaram a ser plantados vinhedos de uma forma desenfreada, o que acabou por causar uma desvalorização do vinho e um excesso de produção de vinho. Isto fez com que fosse lançado um decreto pelo Imperador Domiciano proibindo a plantação de novos vinhedos e mandando destruir cerca de metade dos vinhedos existentes nas áreas ultramarinas. Surgem nesta altura tratados e livros sobre os vinhos que incluíam as técnicas de plantação, vinificação e propriedades curativas dos vinhos.
No entanto o vinho sofreu uma reviravolta com a queda do Império Romano. Tal não se passou apenas com os vinhos, mas com toda a cultura romana. Foi um período de conflitos e instabilidade política e económica que em nada contribuiu para a produção e comercialização do vinho.
Com a Idade Média, o vinho volta a ressurgir. A Igreja Católica estava a fortalecer-se cada vez mais como religião. E o vinho era um símbolo poderoso: o sangue de Cristo. Começaram a ser plantados vinhedos junto aos mosteiros. E o vinho começou a ser produzido, quer para a celebração das cerimónias religiosas, quer para o sustento dos monges. Começam assim a surgir grandes vinhedos nas principais ordens religiosas europeias. Para além disto o vinho aromatizado começou a ser utilizado para fins médicos pois acreditava-se ter propriedade curativas. Com esta atenção dada aos vinhos, começaram a surgir novos tipos de vinhos. Os católicos continuaram com a sua conquista pelo território e ao conquistarem o território na costa do Mediterrâneo passaram a ter a possibilidade de exportar o vinho por via marítima.
Mais tarde, com a procura de novos territórios e de novas rotas comerciais mais rápidas e menos dispendiosas, foi descoberta a América. Também aqui se iniciou a plantação de vinhedos e a produção de vinho.
Com a Revolução Industrial houve uma quebra na qualidade do vinho, devido à produção massiva deste para consumo generalizado. Tornou-se uma bebida comum e relativamente barata, mas de pouca qualidade. Os produtores tiveram de se adaptar às novas tecnologias e na verdade chegaram a vinhos de grande qualidade. Vinhos dos quais podemos agora desfrutar.
Os termos Reserva e Reservado podem confundir os iniciantes
(Artigo publicado no jornal Vinho & Cia em agosto / 2008)
Já devo ter respondido a algumas centenas de e-mails perguntando qual a diferença entre Reserva, Reservado, quais os critérios para essas referências no rótulo dos vinhos, e o que significam.
Essa questão é importante, principalmente para os iniciantes no conhecimento do vinho. Como a resposta completa ocuparia todo o Vinho & Cia, vamos abordar os pontos básicos.
Na Europa os principais países produtores - França, Itália, Espanha e Portugal - desenvolveram um complexo conjunto de regras (leis) que controlam os vinhos, criando uma classificação com hierarquias, obrigações e normas técnicas para sua produção. O objetivo é garantir a qualidade e a personalidade dos vinhos das diversas regiões e aumentar sua visibilidade de mercado.
Assim, podemos dizer que - guardadas as diferenças - os vinhos são classificados como:
• Vinho de Mesa - São simples, produzidos em todo o país, praticamente sem regras para sua produção. São os vinhos básicos do país, geralmente respondem por de 70% ou mais da produção.
• Indicação Geográfica - Vinhos produzidos em uma região específica, com um conjunto de uvas e técnicas aprovado para sua elaboração. São vinhos diferenciados, que refletem características de sua região de origem, geralmente usando uvas típicas. Podem oferecer boa plataforma de custo-benefício.
• Denominação de Origem - São produzidos em sub-regiões ou parcelas menores, guardando profunda relação com as características do terroir (veja a coluna do Ivan na edição anterior), devendo atender a regras rígidas de elaboração quanto à proveniência e manipulação das uvas, fermentação e envelhecimento, usar somente uvas autorizadas, não exceder um volume de produção por hectare, e por aí vai. Não é fácil classificar um vinho nessa categoria.
• Denominações especiais - Podem existir classificações ainda mais rígidas e restritivas, criando personalidades únicas em vinhos de alta qualidade. Um patamar ainda mais difícil de atingir.
Conforme o país, as denominações mudam, vamos a elas, na seqüência hierárquica:
França - Vin de Table / Vin de Pays / AOC (Apelação de Origem Controlada) / 1er Cru (ou 2,3,4,5)
Ainda existem complementos de classificação, como Villages, Grand Cru, ...
Itália - Vino da Tavola / IGT / DOC (Denominação de Origem Controlada) / DOCG (... e Garantida)
Existem complementos como Classico, Superiore, Riserva, ...
Espanha - Vino de Mesa (antigo Vino de la Tierra) / Indicação Geográfica / DO (Denominação de Origem) / DOCa (... Calificada) / Vinos de Pagos (produzidos em locais e condições muito especiais). Os vinhos de Jerez podem ser Fino / Manzanilla / Oloroso / Palo Cortado.
Portugal - Vinho de Mesa / Vinho Regional / DOC (Denominação de Origem Controlada)
No caso dos Porto, diversas classificações adicionais como Ruby, Tawny, Colheita, LBV, Vintage...
Essa informação é básica e não cobre o assunto. Tudo isso é legislado, controlado e respeitado (ou quase...). A qualidade que se pretende garantir com esse sistema nem sempre é verdade, caso das denominações populares como Chianti, Valpolicella (IT), Côtes du Rhône, Bordeaux, Espumantes (FR) e tantos outros rótulos importados bonitos, baratos e decepcionantes. Nesse caso a culpa não é do sistema (ou seria ?) mas existem produtores e produtores...
Outros países produtores já desenvolveram ou estão desenvolvendo uma regulamentação básica: O Chile tem 14 DO, a Argentina e Uruguai não têm nenhum sistema oficial, a África do Sul tem dois organismos (governo e consórcio) com critérios não unânimes, e por aí vai. O consumidor de produtos globais fica perdido, com razão.
Brasil
Nossa legislação atual, modificada em 12/11/04 após anos de tramitação, classifica os vinhos em:
de mesa / leve (?) / fino / espumante / frisante / gaseificado / licoroso / composto.
Essa classificação (mais uma tipologia) está longe de categorizar os vinhos, e não regula patamares de qualidade, cabendo a cada produtor estabelecer seus critérios. No Site do Vinho Brasileiro pode ser consultada a legislação em vigor .

Reserva e Reservado
No Brasil, Chile, Argentina os termos utilizados, Reserva, Reservado, Gran Reserva, Reserva Especial, são apenas parte dos nomes, e não devem ser usados como referência para medir a qualidade. Por exemplo, o vinho Reservado Concha y Toro (CH) é o segundo degrau na linha da vinícola, com mais 4 níveis acima dele...
Por isso, a resposta à pergunta inicial deve levar em conta a origem do vinho, a existência de uma classificação oficial e em última instância, avaliar o produtor e sua linha de vinhos.

LOURDES OLIVEIRA