Versiculos Biblicos sobre Missões

Cerca de 175 frases e pensamentos: Versiculos Biblicos sobre Missões

Jesus lhes ensinava, dizendo:
"Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!
Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós".

Evangelho segundo São Mateus, capítulo 5, versículos 3 a 12 (Mt 5,3-12)

Os ensinamentos mais valiosos da vida, não vieram inseridos nos versículos bíblicos, não serão explicados por grandes sábios, nem estão definidos em dicionários ou enciclopédias. É preciso existir para aprender.

Marcus Deminco

Os versículos bíblicos que mais amo recitar, são aqueles que recito com as minhas próprias atitudes

Thales Grulha

Alguns críticos teóricos afirmam que a felicidade encontra-se no mundo. Porém, vivemos no mundo onde não há felicidade.

ZEZINHO MISSÕES

Mais importante do que saber o que é errado, é fazer o que é certo.

Desenhos bíblicos

Uma língua suave é árvore de vida; mas a língua perversa quebranta o espírito.

Salomão

Segundo os religiosos bíblicos, o anjo que se tornou mau, responsável por todos os males da humanidade, já sabe que ele será derrotado pelas forças do Bem, pois isso está escrito na bíblia. Ora! Se ele já sabe o que vai acontecer, por que ainda insiste!

Alvaro Granha Loregian

Temos que aprender a defender os princípios bíblicos e não A ou B! Pois cada um prestará conta ao Pai um dia...

Emerson Moraes

Morte e Vida do Espírito – Parte 1

Baseados em vários textos bíblicos que abordam este assunto podemos afirmar que:
É trágica a condição da humanidade aos olhos de Deus, em razão de o espírito de toda pessoa se encontrar naturalmente morto, ou seja, inativo, em estado latente
de dormência, sem qualquer autoridade e domínio sobre a alma humana com suas paixões, e também sobre os espíritos malignos (anjos caídos geralmente chamados de demônios).
É somente em Cristo, e pelo poder operante do Espírito Santo, que o espírito humano pode ser revivificado.
Enquanto na comunhão com Cristo, o espírito do homem tem governo sobre os desejos da sua alma, por poder trazê-la em sujeição, e também tem autoridade sobre os espíritos do mal, de modo a poder resistir às suas investidas e tentações.
Estes espíritos do mal, nas pessoas cujos espíritos se encontram mortos em delitos e pecados, podem tanto operar aprisionando-lhes a alma e até mesmo anulando a sua atuação por meios de possessões malignas.
Por isso Jesus é o Único e Grande Libertador da alma e do espírito humanos, do citado poder do mal, porque é somente quando vivificado, que o espírito pode, pelo poder de Deus que nele agora atua, resistir tanto ao poder do pecado, quanto ao poder dos demônios.
Assim, o homem só é livre verdadeiramente, quando sob o domínio de Deus, porque de outra forma, estará sob o governo usurpador de sua própria alma, e também sob o dos espíritos do mal.
A vida em abundância que Jesus veio nos dar é principalmente esta a que nos temos referido, que é o reavivamento do nosso espírito, que havia sido morto pelo pecado e pelo diabo.

Silvio Dutra

Aprenda a crescer com sabedoria,dedicar aos ensinamentos bíblicos,absorver os fatos acontecidos , a Fé,o amor,a obediência dos grandes sábios já existente,mas toda escada tem o primeiro degrau ate chegar no topo.

Rafael Straelh

Estudos bíblicos devem ser honrados durante a juventude, porque sãos os maiores ensinamentos para qualquer jovem enfrentar o mundo com sucesso, coragem e sabedoria.

Helgir Girodo

RELEVE
Sei no que pensa
Quando a noite tensa te envolve,
Quando os versículos te comovem,
Quando a vesícula explode,
.Quando a epiglote se recolhe,
E você se engasga com a saliva,
Sei no que você pensa quando é manhã,
.E os vestígios da noite passada,
Na cama desarrumada,
Manchas na coberta, marcas na pele.
Releve: Pelé disse: Love, Love, Love...
Para os ianques num estádio lotado na despedida,
Isso me comove, não somente pela cor da pele...
Mas por ser ele quem é
Mas o que diria pra sua filha
Que só queria ser reconhecida...
Minha nossa senhora aparecida!
Cida abrace Sandra agora, adote
Essa alma e perdoe nossos deuses...
Tão orfãos de consciência...
Tenha paciência,
Pelé disse: Love, Love,Love...

tadeumemoria

Lendo inúmeros versículos sobre esse tema percebo que Deus é o nosso ninho, maior abrigo; na Sua santa benigna presença sempre encontraremos, tudo que mais necessitamos, provisão, proteção, direção, amor, zelo e cuidado necessário, para nossa sobrevivência e transcendência. Ele nos livra de todas as investidas dos nossos predadores, inimigos. E nos faz habitar, em paz e em segurança, nas alturas; nos capacitando a alçar voos deleitosos por toda eternidade.

Servamara

Um dia vou tomar da mão do padre o microfone, e direi verdades que os versículos ocultam ao povo sedado.
Um povo coitado, boicotado, e com um belo carnê de dívida divina pra pagar. Ou depositam a parcela caixinha, ou o diabo da esquina sua saúde vai perseguir até conseguir arrancar.
Ó quanta fé, ó quanto medo. Se sair mal "Deus sabe o que faz", se sai bem "Milagre de Deus".
Se isso é fé, então até nunca mais!

Aldo Teixeira

Eles irão apreder os versículos da bíblia,mas do amor estarão ausentes

Maria Lucia Silva Oliveira

O Sacrificio e a Obediência aos Mandamentos – Números 15

Os primeiros vinte e nove versículos deste 15º capítulo de Números são repetições de leis constantes especialmente de Levítico, relativas à apresentação de ofertas e sacrifícios.
Deus havia perdoado o povo de ser exterminado pela Sua ira, mas Ele lhes recorda que deveriam apresentar sacrifícios, porque era com base nestes que poderiam ser perdoados.
Todo e qualquer pecado que seja perdoado, no sentido de sermos livrados dos juízos de Deus, sempre o serão com base no sacrifício de Jesus pelos pecadores, do qual, aqueles sacrifícios de animais eram apenas uma figura.
É pela exclusiva graça de Deus, que opera com base no sacrifício, que somos perdoados, e não por nenhum ato de penitência da nossa parte, por nenhuma boa obra que façamos para compensar a má obra que tenhamos feito.
Nossas ofensas da santidade devida a Deus são tão imensas que nada que fizéssemos por mais caro e trabalhoso que fosse, poderia apagá-las.
Somente o precioso sangue de Cristo pode fazê-lo, quando nos apropriamos dos seus benefícios, simplesmente pela fé, confiando que Deus determinou fazê-lo unicamente pela Sua graça.
Entendemos então, com a introdução deste 15º capítulo, que Deus não estava esperando perfeição absoluta dos israelitas, mas fé e arrependimento.
Ele não esperava que eles se aperfeiçoassem em seus talentos naturais para a guerra, de modo que se superassem, senão apenas confiança no Seu poder e graça, e especialmente fé na Sua fidelidade, em cumprir as Suas promessas.
Se Ele havia prometido aos patriarcas, que daria a terra de Canaã à sua descendência, não cabia aos israelitas outra opção senão a de crerem na fidelidade de Deus, pois Ele lhes havia dado inúmeros exemplos de quão fiel era em cumprir todas as Suas promessas.
Todavia, a partir do trigésimo versículo deste 15º capítulo, o Senhor declarou expressamente que a cobertura do pecado, pelo sacrifício, não anulava a responsabilidade de se guardar Seus mandamentos; de modo que aqueles que pecassem deliberadamente, isto é, que confrontassem abertamente a Sua autoridade, estariam blasfemendo o Seu santo nome, e portanto, deveriam ser excluídos da comunidade de Israel, por terem desprezado a Palavra de Deus, quebrando o seu mandamento, e neste caso, responderiam pela sua iniquidade (v. 30,31).
Para ilustrar como deveria então ser aplicada a lei, é registrado logo em seguida o caso de um homem que apanhou lenha num dia de sábado, e sendo trazido a Moisés e a Arão, e a toda a congregação, foi colocado na prisão, e o Senhor disse a Moisés que tal homem deveria ser morto por toda a congregação, através de apedrejamento fora do arraial (v. 32-36).
Para o propósito de os israelitas lembrarem do seu dever de guardarem os mandamentos do Senhor, e para que não se deixassem arrastar à infidelidade pelos afetos carnais de seus corações, e pela cobiça de suas vistas, de modo que fossem santos para com o Seu Deus, este ordenou a Moisés que lhes dissesse que usassem em todas as suas gerações, franjas nas borlas das suas vestes, e que nestas colocassem um cordão azul, para tal propósito de se lembrarem de todos os mandamentos.
Mais uma vez o Senhor lhes lembrou que lhes havia tirado do Egito, para ser o Deus deles (v. 37-41).
Com o cumprimento deste mandamento, através de suas vestes, eles testemunhariam que eram diferentes das demais nações, e que não estavam envergonhados do Seu Deus e da Sua lei.
Os fariseus ampliavam estas franjas das vestes de modo a fazê-las maiores do que as dos demais judeus, de forma a mostrarem que eram mais santos do que eles (Mt 23.5).
Mas não faziam um uso sincero e santo, senão hipócrita e para se ostentarem.



“1 Depois disse o Senhor a Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel e díze-lhes: Quando entrardes na terra da vossa habitação, que eu vos hei de dar,
3 e ao Senhor fizerdes, do gado ou do rebanho, oferta queimada, holocausto ou sacrifício, para cumprir um voto, ou como oferta voluntária, para fazer nas vossos festas fixas um cheiro suave ao Senhor,
4 Então aquele que fizer a sua oferta, fará ao Senhor uma oferta de cereais de um décimo de efa de flor de farinha, misturada com a quarta parte de um him de azeite;
5 e de vinho para a oferta de libação prepararás a quarta parte de um him para o holocausto, ou para o sacrifício, para cada cordeiro;
6 e para cada carneiro prepararás como oferta de cereais, dois décimos de efa de flor de farinha, misturada com a terça parte de um him de azeite;
7 e de vinho para a oferta de libação oferecerás a terça parte de um him em cheiro suave ao Senhor.
8 Também, quando preparares novilho para holocausto ou sacrifício, para cumprir um voto, ou um sacrifício de ofertas pacíficas ao Senhor,
9 com o novilho oferecerás uma oferta de cereais de três décimos de efa, de flor de farinha, misturada com a metade de um him de azeite;
10 e de vinho para a oferta de libação oferecerás a metade de um him como oferta queimada em cheiro suave ao Senhor.
11 Assim se fará com cada novilho, ou carneiro, ou com cada um dos cordeiros ou dos cabritos.
12 Segundo o número que oferecerdes, assim fareis com cada um deles.
13 Todo natural assim fará estas coisas, ao oferecer oferta queimada em cheiro suave ao Senhor.
14 Também se peregrinar convosco algum estrangeiro, ou quem quer que estiver entre vos nas vossas gerações, e ele oferecer uma oferta queimada de cheiro suave ao Senhor, como vós fizerdes, assim fará ele.
15 Quanto à assembleia, haverá um mesmo estatuto para vós e para o estrangeiro que peregrinar convosco, estatuto perpétuo nas vossas gerações; como vós, assim será o peregrino perante o Senhor.
16 Uma mesma lei e uma mesma ordenança haverá para vós e para o estrangeiro que peregrinar convosco.
17 Disse mais o Senhor a Moisés:
18 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Depois de terdes entrado na terra em que vos hei de introduzir,
19 será que, ao comerdes do pão da terra, oferecereis ao Senhor uma oferta alçada.
20 Das primícias da vossa massa oferecereis um bolo em oferta alçada; como a oferta alçada da eira, assim o oferecereis.
21 Das primícias das vossas massas dareis ao Senhor oferta alçada durante as vossas gerações.
22 Igualmente, quando vierdes a errar, e não observardes todos esses mandamentos, que o Senhor tem falado a Moisés,
23 sim, tudo quanto o Senhor vos tem ordenado por intermédio do Moisés, desde o dia em que o Senhor começou a dar os seus mandamentos, e daí em diante pelas vossas gerações,
24 será que, quando se fizer alguma coisa sem querer, e isso for encoberto aos olhos da congregação, toda a congregação oferecerá um novilho para holocausto em cheiro suave ao Senhor, juntamente com a oferta de cereais do mesmo e a sua oferta de libação, segundo a ordenança, e um bode como sacrifício pelo pecado.
25 E o sacerdote fará expiação por toda a congregação dos filhos de Israel, e eles serão perdoados; porquanto foi erro, e trouxeram a sua oferta, oferta queimada ao Senhor, e o seu sacrifício pelo pecado perante o Senhor, por causa do seu erro.
26 Será, pois, perdoada toda a congregação dos filhos de Israel, bem como o estrangeiro que peregrinar entre eles; porquanto sem querer errou o povo todo.
27 E, se uma só pessoa pecar sem querer, oferecerá uma cabra de um ano como sacrifício pelo pecado.
28 E o sacerdote fará perante o Senhor expiação pela alma que peca, quando pecar sem querer; e, feita a expiação por ela, será perdoada.
29 Haverá uma mesma lei para aquele que pecar sem querer, tanto para o natural entre os filhos de Israel, como para o estrangeiro que peregrinar entre eles.
30 Mas a pessoa que fizer alguma coisa temerariamente, quer seja natural, quer estrangeira, blasfema ao Senhor; tal pessoa será extirpada do meio do seu povo,
31 por haver desprezado a palavra do Senhor, e quebrado o seu mandamento; essa alma certamente será extirpada, e sobre ela recairá a sua iniquidade.
32 Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado.
33 E os que o acharam apanhando lenha trouxeram-no a Moisés e a Arão, e a toda a congregação.
34 E o meteram em prisão, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer.
35 Então disse o Senhor a Moisés: certamente será morto o homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial.
36 Levaram-no, pois, para fora do arraial, e o apedrejaram, de modo que ele morreu; como o Senhor ordenara a Moisés.
37 Disse mais o Senhor a Moisés:
38 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que façam para si franjas nas bordas das suas vestes, pelas suas gerações; e que ponham nas franjas das bordas um cordão azul.
39 Tê-lo-eis nas franjas, para que o vejais, e vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os observeis; e para que não vos deixeis arrastar à infidelidade pelo vosso coração ou pela vossa vista, como antes o fazíeis;
40 para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os observeis, e sejais santos para com o vosso Deus.
41 Eu sou o senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito para ser o vosso Deus. Eu sou o Senhor vosso Deus.” (Nm 15.1-41).

Silvio Dutra

Vencendo o Mal com o Bem – II Reis 6

Os primeiros sete versículos do sexto capítulo de II Reis descrevem o milagre da flutuação de um machado de ferro, que havia caído no rio Jordão quando os profetas que habitavam juntamente com Eliseu, provavelmente em Gilgal (2.1; 4.38), decidiram pedir-lhe permissão para ampliarem a edificação do local em que moravam, porque não havia espaço suficiente para acomodá-los, possivelmente em razão de muitos terem se agregado aos primeiros profetas, que se reuniam desde os dias de Elias, e que passaram a seguir também a Eliseu.
Nós temos esta associação de profetas desde os dias em que Samuel havia inaugurado uma casa de profetas em Ramá, sua cidade natal na tribo de Efraim, e elas se espalharam por outras regiões de Israel, como Gilgal, Betel e Jericó.
Assim, o próprio Elias não surgiu do nada, porque há cerca de trezentos anos Deus vinha chamando e reunindo estes homens para se consagrarem a Ele, para estudarem e ensinarem a Sua Palavra, porque o ministério sacerdotal, em grande parte havia se corrompido, impedindo que realizassem a sua função oficial e vitalícia, de juntamente com os levitas ensinarem a lei em todo Israel.
Não podemos esquecer que este ministério dos sacerdotes e levitas era hereditário, e sabemos que a graça e a fidelidade não correm no sangue, e que o serviço ao Senhor deve ser verdadeiro e voluntário, então deveria ser feito necessariamente por um atendimento à chamada do Senhor, por parte daqueles que desejavam consagrar as suas vidas a Ele.
É aqui que vemos a necessidade do ministério dos profetas do Velho Testamento.
É por isso que quando o ministério regular e oficial das Igrejas falha em sua missão de pregar o evangelho a toda criatura, pessoas leigas são despertadas e levantadas pelo Senhor para cumprirem a função que eles deixaram de cumprir.
Quando aqueles profetas foram cortar árvores no Jordão, para fazerem as vigas da casa, o machado de um deles se desprendeu do cabo e caiu na água, e ao lamentar o fato junto ao profeta Eliseu, porque havia pedido aquele machado emprestado, e não somente para não prejudicar o proprietário, como também para evitar que o grupo de profetas fosse acusado de imprudência e negligência, o Senhor permitiu que um milagre, feito pelas mãos de Eliseu acabasse com o possível prejuízo e constrangimento, porque o profeta cortou um pedaço de madeira e o lançou no local onde o machado havia afundado, e certamente sem que houvesse necessidade de um segundo milagre, a saber, que a madeira afundasse, a parte de ferro do machado, contrariando os princípios da física flutuou e pôde ser apanhado com as mãos pelo profeta, que o havia extraviado.
Todas estas maravilhas tinham não somente um fim útil para a solução de problemas reais, como também para engrandecer Eliseu diante dos seus discípulos, de modo que fosse respeitado por eles, por verem que o Senhor era com ele, e assim, dessem crédito às suas palavras e continuassem apoiando o seu ministério, e aprendendo dele as coisas relativas ao reino de Deus.
De igual modo, o ministério de Jesus e dos apóstolos foi confirmado por Deus com sinais e prodígios, para que todos os que lhes acompanhavam, e os que viriam depois deles, dessem crédito a tudo o que fizeram e disseram, e que ficou registrado para nosso ensino na Bíblia.
A madeira que foi lançada à água por Eliseu era uma sinalização divina para que o ferro subisse e flutuasse, e de igual modo a graça de Deus revelada em Jesus é o sinal enviado por Ele para elevar o coração de ferro e de pedra que estava afundado no lodaçal deste mundo e do pecado, fazendo com que os afetos naturais terrenos pudessem ser elevados ao plano celestial.
Os demais versículos deste capítulo descrevem como Deus pôde transformar em bem o mal que foi intentado pelo rei da Síria contra o profeta Eliseu, por causa do desvendamento dos seus projetos de guerra, que ele fazia ao rei de Israel, porque toda a nação israelita pôde ser beneficiada em razão da bondade e humanidade que o profeta demonstrou para com os soldados sírios, que foi interpretada pelo reio da Síria como um ato de grande demonstração de misericórdia, bondade e perdão para com os sírios por parte do exército de Israel.
O rei da Síria vinha sendo impedido por vezes sucessivas de instalar pontos de comando em territórios de Israel, porque toda vez que planejava enviar tropas para guarnecerem determinadas áreas, o profeta Eliseu comunicava os planos do rei sírio ao de Israel, e este se antecipava enviando tropas para aquele lugar, e frustrava assim os planos da Síria.
Quando o rei da Síria ficou sabendo que isto era devido à obra de Eliseu e não por causa de traição de algum dos soldados da própria Síria, ele decidiu acabar com a fonte dos seus problemas, enviando um grande exército, inclusive com carros e cavaleiros, não para guerrearem contra Israel, mas para sequestrarem o profeta.
Talvez, por isso, estas tropas tenham sido poupadas por Deus, porque a intenção deles era a de se beneficiarem do profeta, tal como ele vinha beneficiando o rei de Israel, e não de matá-lo ou de desprezarem o seu ofício.
E tendo se informado que Eliseu se encontrava em Dotã, cidade próxima de Samaria, o exército sírio cercou a cidade (v. 11 a 14).
Nós aprendemos desta passagem a grande importância da vigilância espiritual, pela qual mantemos ininterrupta comunhão com Deus, e pela qual nos é possível receber com antecedência, instruções do Senhor relativas ao mal que se avizinha, de modo que possamos nos prevenir dele, tal como Israel pôde ser livrado pelas revelações dos movimentos do rei sírio, que eram feitas a Eliseu.
A visão daquele numeroso exército com carros e cavalos espantou sobremodo o moço de Eliseu, que veio lhe notificar o que tinha visto, e lhe perguntou o que eles poderiam fazer.
E a resposta do profeta foi que ele nada temesse porque os que estavam ao seu lado eram mais numerosos do que os que estavam com os sírios (v. 15, 16).
Quem havia impelido o exército sírio contra Eliseu, senão as portas do inferno com o propósito de terminar com a carreira do profeta em Israel.
Mas as portas do inferno não podem prevalecer contra as portas do céu, que liberaram um exército de anjos muito mais poderoso e numeroso do que os demônios que haviam incitado os sírios.
Esta luta sobrenatural somente poderia ser combatida no mundo espiritual, e por isso havia carros e cavalos de fogo sobre e ao redor de todo o monte em que se encontrava Eliseu, o que foi testemunhado pelo próprio moço do profeta quando este orou ao Senhor pedindo-lhe que lhe abrisse os seus olhos espirituais para que pudesse ver aquele grande e poderoso exército celestial (v. 17).
Mais do que defender um homem, Deus estava protegendo o ministério daquele homem, mais do que proteger um profeta, Deus estava protegendo a Sua própria obra e propósito, que estavam sendo cumpridos por Eliseu.
Os sírios não estavam portanto lutando contra o homem, senão contra o próprio Deus, e por isso Ele dispôs o Seu exército celestial para lutar contra eles.
E assim, quando Eliseu orou para que o Senhor cegasse todos os do exército sírio, que se encontravam em Dotã, Ele o fez prontamente (v. 18) porque o profeta agiu conforme a Sua própria instrução divina.
O sírios estariam cumprindo indiretamente não o propósito do rei da Síria, mas o propósito do Rei e Deus de Israel, que transformaria o mal intentado pelo diabo numa bênção para o Seu próprio povo.
Por isso, o profeta disse aos soldados que se encontravam agora cegos, que não era aquele o caminho, nem aquela a cidade em que eles deveriam se encontrar, pois o homem que buscavam seria encontrado por eles no lugar apropriado, isto é, Samaria, ainda que não soubessem disto porque o Senhor operou não somente a cegueira física neles como também a confusão mental, de maneira que se esqueceram que se encontravam em Dotã, e assim se deixaram conduzir por Eliseu até a presença do rei de Israel.
E chegando em Samaria, Eliseu orou de novo ao Senhor pedindo-lhe que restituísse a visão aos sírios, e grande deve ter sido o espanto deles quando viram que estavam à mercê das tropas de Israel, e encurralados dentro das paredes da própria cidade dos seus inimigos.
O rei de Israel pediu ao profeta para matá-los a sangue frio, mas como consentiria com isto o Deus de Israel, que não é covarde e que age por princípios?
Isto na verdade contrariava totalmente os planos do Senhor para aquela ocasião, que era demonstrar às nações inimigas a bondade e a misericórdia que havia nos israelitas, e no seu Deus, de maneira que os sírios não foram apenas poupados por instrução do Senhor, como também ordenou que fosse dado de comer a eles, antes de serem devolvidos à sua própria terra.
Com isto o amor aos inimigos previsto na Lei estaria sendo posto em prática, e revelaria que a melhor maneira de se vencer um inimigo é torná-lo nosso amigo, ou então fazer com que ao menos ele deponha as armas que tem levantado contra nós, pela atitude pacificadora e bondosa que revelarmos em relação a ele.
Com a bondade que foi manifestada aos soldados sírios pelo rei de Israel, ainda que a pedido do profeta Eliseu, o rei da Síria desistiu de invadir Israel, por um longo período, conforme se lê no verso 23.
Nós vemos assim, que não está nas mãos do diabo a iniciativa de agir contra o povo de Deus, quando bem desejar porque isto está nas mãos de Deus, que corrige o Seu povo, ainda que permitindo que seja afligido pelo Inimigo, somente quando Ele entende que o pecado deles demandam os Seus juízos, que serão exercidos visando-se sempre a um fim proveitoso e justo, e que dê glória ao Seu santo nome.
Deste modo, o cerco que foi permitido pelo Senhor, a Ben-Hadade da Síria, levantar contra a cidade de Samaria, capital do Reino do Norte, foi certamente num período em que as iniquidades de Israel deveriam ser visitadas pelos Seus juízos (v. 24).
E este cerco foi de tal dimensão, e durou tanto tempo, que até mesmo a cabeça de um jumento, que contém pouca carne era vendida por 80 siclos de prata, e estavam se alimentando de esterco de pombos, que estava sendo vendido em pequenas porções por 5 siclos de prata.
Isto demonstra até que ponto havia chegado a escassez de alimentos e a grande elevação de custos, motivada pela inflação de a procura ser maior do que a oferta.
Mas Deus interviria de tal modo, conforme veremos no capítulo seguinte, aumentando a oferta de alimentos com as próprias provisões do exército sírio, que haviam sido deixadas por eles para trás em sua fuga, para a sua própria terra, que tanto uma medida de farinha quanto duas medidas de cevada, estariam sendo vendidas por apenas um siclo.
Mas até que isto acontecesse, conforme seria predito pelo próprio Eliseu, a fome chegou a um tal ponto extremo, por causa do cerco do exército sírio, que duas mulheres combinaram em se alimentarem dos corpos de seus próprios filhos, e uma delas chegou efetivamente a fazê-lo, e a outra negou-se a matar o seu no dia seguinte, conforme haviam combinado.
A primeira, sentindo-se prejudicada e ludibriada apelou ao rei para que a acudisse. E ele disse que nada poderia fazer quando o próprio Deus se negava a ajudar a mulher em sua fome, revelando assim todo o ressentimento que ele estava abrigando contra o Senhor, por causa daquela dura condição que estava sendo imposta pelos sírios a Israel.
Este ressentimento aumentaria muito mais quando ele soube do extremo ao qual aquelas mulheres haviam chegado, e ele se vestiu de saco não para se arrepender de seus pecados, que eram a verdadeira causa de todos aqueles juízos, mas para demonstrar o quanto lamentava e estava triste pela situação de miséria e humilhação a que estava sendo exposto o seu reinado por causa do juízo do Senhor, e então ele decidiu se vingar de Deus matando o seu profeta, e praguejou em nome do próprio Deus proclamando um anátema sobre si mesmo caso viesse a falhar naquilo que ele pretendia fazer contra Eliseu, que era decapitar o profeta (v. 31).
Mas o Senhor revelou as intenções do rei de Israel a Eliseu, de modo que instruiu os anciãos, que se encontravam em sua companhia, em sua casa, que fechassem a porta na cara do mensageiro do rei, que vinha adiante dele, certamente, com o propósito de atrair Eliseu para fora de casa, para que o rei que vinha logo depois dele pudesse decapitá-lo (v. 32).
Contudo, quando o mensageiro chegou à porta de Eliseu o rei caiu em si, talvez por ter-lhe sido abrandada a fúria e disse o seguinte: “Eis que este mal vem do Senhor; que mais, pois, esperaria eu dele?” (v. 33).
Ele certamente viu que caso matasse o profeta (caso isto fosse evidentemente permitido pelo Senhor) o mal que já era grande contra ele, seria muito maior, porque sabia que aquele juízo estava vindo da parte de Deus, e ficaria sujeito a um juízo ainda maior, caso matasse o seu ungido.
Com isto ele não se converteu e nem passou a ter o verdadeiro temor que é devido ao Senhor e que só pode ser demonstrado por aqueles que o amam verdadeiramente.
Mas, tal como Acabe fizera, quando ouviu o juízo do Senhor contra ele, por ter se apoderado da vinha de Nabote, este rei de Israel também se humilhou externamente perante o Senhor, por temer o juízo que viria sobre ele, caso praticasse o mal que intentara realizar contra Eliseu.
Assim, não somente conseguiu se livrar do juízo que temia, como achou favor e misericórdia diante do Senhor, conforme veremos no capítulo seguinte.



“1 Os filhos dos profetas disseram a Eliseu: Eis que o lugar em que habitamos diante da tua face é estreito demais para nós.
2 Vamos, pois até o Jordão, tomemos de lá cada um de nós, uma viga, e ali edifiquemos para nós um lugar em que habitemos. Respondeu ele: Ide.
3 Disse-lhe um deles: Digna-te de ir com os teus servos. E ele respondeu: Eu irei.
4 Assim foi com eles; e, chegando eles ao Jordão, cortavam madeira.
5 Mas sucedeu que, ao derrubar um deles uma viga, o ferro do machado caiu na água; e ele clamou, dizendo: Ai, meu senhor! ele era emprestado.
6 Perguntou o homem de Deus: Onde caiu? E ele lhe mostrou o lugar. Então Eliseu cortou um pau, e o lançou ali, e fez flutuar o ferro.
7 E disse: Tira-o. E ele estendeu a mão e o tomou.
8 Ora, o rei da Síria fazia guerra a Israel; e teve conselho com os seus servos, dizendo: Em tal e tal lugar estará o meu acampamento.
9 E o homem de Deus mandou dizer ao rei de Israel: Guarda-te de passares por tal lugar porque os sírios estão descendo ali.
10 Pelo que o rei de Israel enviou tropas àquele lugar, de que o homem de Deus lhe falara, e de que o tinha avisado, e assim se salvou. Isso aconteceu não uma só vez, nem duas.
11 Turbou-se por causa disto o coração do rei da Síria que chamou os seus servos, e lhes disse: Não me fareis saber quem dos nossos é pelo rei de Israel?
12 Respondeu um dos seus servos: Não é assim, ó rei meu senhor, mas o profeta Eliseu que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que falas na tua câmara de dormir.
13 E ele disse: Ide e vede onde ele está, para que eu envie e mande trazê-lo. E foi-lhe dito; Eis que está em Dotã.
14 Então enviou para lá cavalos, e carros, e um grande exército, os quais vieram de noite e cercaram a cidade.
15 Tendo o moço do homem de Deus se levantado muito cedo, saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros. Então o moço disse ao homem de Deus: Ai, meu senhor! que faremos?
16 Respondeu ele: Não temas; porque os que estão conosco são mais do que os que estão com eles.
17 E Eliseu orou, e disse: Ó Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e ele viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo em redor de Eliseu.
18 Quando os sírios desceram a ele, Eliseu orou ao Senhor, e disse: Fere de cegueira esta gente, peço-te. E o Senhor os feriu de cegueira, conforme o pedido de Eliseu.
19 Então Eliseu lhes disse: Não é este o caminho, nem é esta a cidade; segui-me, e guiar-vos-ei ao homem que buscais. E os guiou a Samaria.
20 E sucedeu que, chegando eles a Samaria, disse Eliseu: Ó Senhor, abre a estes os olhos para que vejam. O Senhor lhes abriu os olhos, e viram; e eis que estavam no meio de Samaria.
21 Quando o rei de Israel os viu, disse a Eliseu: Feri-los-ei, feri-los-ei, meu pai?
22 Respondeu ele: Não os ferirás; ferirás os que tornares prisioneiros com a tua espada e com o teu arco. Põe-lhes diante pão e água, para que comam e bebam, e se vão para seu senhor.
23 Preparou-lhes, pois, um grande banquete; e eles comeram e beberam; então ele os despediu, e foram para seu senhor. E as tropas dos sírios desistiram de invadir a terra de Israel.
24 Sucedeu, depois disto, que Ben-Hadade, rei da Síria, ajuntando todo o seu exército, subiu e cercou Samaria.
25 E houve grande fome em Samaria, porque mantiveram o cerco até que se vendeu uma cabeça de jumento por oitenta siclos de prata, e um pouco de esterco de pombas por cinco siclos de prata.
26 E sucedeu que, passando o rei de Israel pelo muro, uma mulher lhe gritou, dizendo: Acode-me, ó rei meu Senhor.
27 Mas ele lhe disse: Se o Senhor não te acode, donde te acudirei eu? da eira ou do lagar?
28 Contudo o rei lhe perguntou: Que tens? E disse ela: Esta mulher me disse: Dá cá o teu filho, para que hoje o comamos, e amanhã comeremos o meu filho.
29 cozemos, pois, o meu filho e o comemos; e ao outro dia lhe disse eu: Dá cá o teu filho para que o comamos; e ela escondeu o seu filho.
30 Ouvindo o rei as palavras desta mulher, rasgou as suas vestes (ora, ele ia passando pelo muro); e o povo olhou e viu que o rei trazia saco por dentro, sobre a sua carne.
31 Então disse ele: Assim me faça Deus, e outro tanto, se a cabeça de Eliseu, filho de Safate, lhe ficar hoje sobre os ombros.
32 Estava então Eliseu sentado em sua casa, e também os anciãos estavam sentados com ele, quando o rei enviou um homem adiante de si; mas, antes que o mensageiro chegasse a Eliseu, disse este aos anciãos: Vedes como esse filho de homicida mandou tirar-me a cabeça? Olhai quando vier o mensageiro, fechai a porta, e empurrai-o para fora com a porta. Porventura não vem após ele o ruído dos pés do seu senhor?
33 Quando Eliseu ainda estava falando com eles, eis que chegou o mensageiro; e disse o rei: Eis que este mal vem do Senhor; que mais, pois, esperaria eu dele?” (II Rs 6.1-33).

Silvio Dutra

Gideão – Parte 3 – Juízes 8

Tendo comentado os três primeiros versículos deste 8º capítulo de Juízes, no final do comentário alusivo ao final do capítulo anterior, nós vemos uma afirmação no verso 4 que bem demonstra a qualidade do espírito de Gideão e dos trezentos que o seguiam:
“E Gideão veio ao Jordão e o atravessou, ele e os trezentos homens que estavam com ele, fatigados, mas ainda perseguindo.”.
Eles estavam fatigados não apenas pela perseguição que estavam empreendendo mas também pelo fato de estarem famintos, e isto se vê no verso 5. Mesmo extenuados, exauridos ainda estavam perseguindo.
Nada deteria aqueles homens dotados de tal qualidade de espírito. E por isso foram previamente selecionados por Deus, para servirem de exemplo a todo Israel, e a nós na igreja de Cristo, quanto ao modo como Deus deve ser servido na obra que realizamos em Seu nome e para Ele. O apóstolo Paulo testemunha de si mesmo que trabalhava até à exaustão no serviço de Cristo. E nisto deixou um exemplo para ser seguido por todos os obreiros de Jesus, especialmente pelos ministros do evangelho.
E a atitude dos habitantes de Sucote e de Penuel foi grave porque se recusaram alimentar a Gideão e a seus homens, de modo a terem melhores condições na perseguição que estavam empreendendo aos dois reis midianitas Zeba e Zalmuna. Eles se recusaram em ser generosos para com eles, apesar de que seriam também beneficiados com a libertação do jugo dos midianitas. Mas eles não criam nisto, em face do pequeno exército de Gideão, e não somente se negaram a ajudá-lo como também zombaram deles.
E mesmo com fome eles prosseguiram na perseguição, não sem que antes Gideão prometesse que castigaria a incredulidade e falta de generosidade dos homens de Sucote e de Penuel, aos primeiros dando-lhes uma surra com os espinhos e abrolhos do deserto, e aos moradores de Penuel traria danos, derrubando a torre deles, e até mesmo matando a alguns deles, certamente aqueles que haviam zombado mais acremente quando lhes pediram alimento. E ele o fizera conforme havia prometido depois de ter subjugado os dois reis midianitas.
Deus havia por um processo extraordinariamente miraculoso feito com que o número assombroso de cento e vinte mil midianitas fossem mortos (v. 10), e apenas quinze mil homens haviam sobrado do exército deles e fugido com Zeba e Zalmuna, contra os quais Gideão estava empreendendo perseguição com os seus valentes, que haviam deixado suas trombetas e tochas para agora lançarem mão de espadas com as quais prevaleceriam sobre os midianitas, conforme a promessa que havia sido feita por Deus: “Disse ainda o Senhor a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam a água vos livrarei, e entregarei os midianitas na tua mão; mas, quanto ao resto do povo, volte cada um ao seu lugar.” (Jz 7.7).
Os reis midianitas foram julgados e condenados à morte por terem matado em tempos atrás os irmãos de Gideão no monte Tabor (Jz 6.2), que tendo buscado abrigo nas montanhas por medo dos midianitas foram achados por estes dois reis, e foram vil e barbaramente mortos a sangue frio.
Nos versos 20 e 21 nós vemos Gideão chamando seu filho ainda muito jovem para ser o vingador do sangue dos seus irmãos que foram mortos por aqueles reis, porque com isso a desonra deles seria ainda maior na execução da sua sentença de morte, entretanto o jovem não teve coragem suficiente para fazê-lo, e os reis rogaram a Gideão que ele mesmo os matasse, porque assim não seriam desonrados na morte, porque certamente correria a notícia que foram mortos pelas mãos de uma criança, caso o filho de Gideão tivesse a coragem de fazê-lo.
Depois de matá-los, Gideão se apoderou dos ornamentos em forma de lua que estavam nos pescoços dos camelos daqueles reis, que possivelmente se destinavam a honrar a deusa Asterote que era representada pela lua, assim como Baal era representado pelo sol. E certamente para evitar um uso indevido em idolatria, ele pegou todos os demais ornamentos, e na intenção de evitar um mal, acabou fazendo um outro, porque fabricou com eles uma estola sacerdotal e a colocou em sua cidade, e aquela peça de uso sagrado exclusivo do tabernáculo era adorada pelos israelitas.
Quando os israelitas pediram a Gideão que ele se fizesse o governante deles, e que isto passasse a ser considerado um direito hereditário em sua família, conforme é próprio aos reis, ele se recusou em atender ao pedido deles, e afirmou que aquele que regeria sobre eles seria sempre o Senhor, e não ele e ninguém de sua casa. O desejo de Gideão era o de servir ao seu povo, e não o de governá-lo. Ele havia sido chamado e capacitado por Deus para a obra que realizara, e deveria se limitar ao que lhe foi ordenado, e ele estava bem consciente disto. A propósito, neste aspecto, o período dos juízes, em que não havia uma organização política, com um governo confederado e central sobre todas as tribos, se tinha o inconveniente de Israel não configurar uma unidade federativa, por outro lado, tinha a vantagem de ter líderes levantados e escolhidos diretamente pelo próprio Deus para conduzirem o seu povo. O modelo do direito sucessório por hereditariedade carregava consigo o grande inconveniente de serem conduzidas ao trono pessoas ímpias, conforme se vê na história dos reis de Israel.
Os versos 30 a 35 são introdutórios à narrativa do capítulo seguinte deste livro (nono) porque narra o número de filhos (setenta) que Gideão tivera com as muitas mulheres que possuía, não sendo destacado o nome de nenhum destes seus filhos, senão Jotão, e o filho que tivera com a concubina que ele tinha em Siquém chamado Abimeleque (v. 31), cuja história é narrada no nono capítulo.
E é também citado no verso 33 que depois da morte de Gideão os israelitas tornaram a se prostituir após os baalins, tendo posto a Baal-Berite por deus deles, sendo que Baal significa senhor, mestre ou esposo, e berite, aliança, portanto, traduzido daria senhor da aliança, e no entanto, os israelitas haviam se aliançado com o único e verdadeiro Senhor, através da mediação de Moisés, configurando portanto esta falsa adoração numa alta traição e adultério, não se lembrando os israelitas do Deus que os livrara das mãos de todos os seus inimigos ao redor, e nem usaram de beneficência com a casa de Gideão, conforme veremos no comentário relativo ao nono capítulo.
Os siquemitas adoravam a Baal-Berite, e é significativo que se note a conexão desta adoração com a barbárie que seria realizada por Abimeleque, em conluio com os habitantes de Siquém, onde residia a parentela de sua mãe e de seu avô materno.


“1 Então os homens de Efraim lhe disseram: Que é isto que nos fizeste, não nos chamando quando foste pelejar contra Midiã? E repreenderam-no asperamente.
2 Ele, porém, lhes respondeu: Que fiz eu agora em comparação ao que vós fizestes? Não são porventura os rabiscos de Efraim melhores do que a vindima de Abiezer?
3 Deus entregou na vossa mão os príncipes de Midiã, Orebe e Zeebe; que, pois, pude eu fazer em comparação ao que vós fizestes? Então a sua ira se abrandou para com ele, quando falou esta palavra.
4 E Gideão veio ao Jordão e o atravessou, ele e os trezentos homens que estavam com ele, fatigados, mas ainda perseguindo.
5 Disse, pois, aos homens de Sucote: Dai, peço-vos, uns pães ao povo que me segue, porquanto está fatigado, e eu vou perseguindo a Zeba e Zalmuna, reis dos midianitas.
6 Mas os príncipes de Sucote responderam: Já estão em teu poder as mãos de Zeba e Zalmuna, para que demos pão ao teu exército?
7 Replicou-lhes Gideão: Pois quando o Senhor entregar na minha mão a Zeba e a Zalmuna, trilharei a vossa carne com os espinhos do deserto e com os abrolhos.
8 Dali subiu a Penuel, e falou da mesma maneira aos homens desse lugar, que lhe responderam como os homens de Sucote lhe haviam respondido.
9 Por isso falou também aos homens de Penuel, dizendo: Quando eu voltar em paz, derribarei esta torre.
10 Zeba e Zalmuna estavam em Carcor com o seu exército, cerca de quinze mil homens, os restantes de todo o exército dos filhos do oriente; pois haviam caído cento e vinte mil homens que puxavam da espada.
11 subiu Gideão pelo caminho dos que habitavam em tendas, ao oriente de Nobá e Jogbeá, e feriu aquele exército, porquanto se dava por seguro.
12 E, fugindo Zeba e Zalmuna, Gideão os perseguiu, tomou presos esses dois reis dos midianitas e desbaratou todo o exército.
13 Voltando, pois, Gideão, filho de Joás, da peleja pela subida de Heres,
14 tomou preso a um moço dos homens de Sucote, e o inquiriu; este lhe deu por escrito os nomes dos príncipes de Sucote, e dos seus anciãos, setenta e sete homens.
15 Então veio aos homens de Sucote, e disse: Eis aqui Zeba e Zalmuna, a respeito dos quais me escarnecestes, dizendo: Porventura já estão em teu poder as mãos de Zeba e Zalmuna, para que demos pão aos teus homens fatigados?
16 Nisso tomou os anciãos da cidade, e espinhos e abrolhos do deserto, e com eles deu uma severa lição aos homens de Sucote.
17 Também derrubou a torre de Penuel, e matou os homens da cidade.
18 Depois perguntou a Zeba e a Zalmuna: Como eram os homens que matastes em Tabor? E responderam eles: Qual és tu, tais eram eles; cada um parecia filho de rei.
19 Então disse ele: Eram meus irmãos, filhos de minha mãe; vive o Senhor, que se lhes tivésseis poupado a vida, eu não vos mataria.
20 E disse a Jeter, seu primogênito: Levanta-te, mata-os. O mancebo, porém, não puxou da espada, porque temia, porquanto ainda era muito moço.
21 Então disseram Zeba e Zalmuna: Levanta-te tu mesmo, e acomete-nos; porque, qual o homem, tal a sua força. Levantando-se, pois, Gideão, matou Zeba e Zalmuna, e tomou os crescentes que estavam aos pescoços dos seus camelos.
22 Então os homens de Israel disseram a Gideão: Domina sobre nós, assim tu, como teu filho, e o filho de teu filho; porquanto nos livraste da mão de Midiã.
23 Gideão, porém, lhes respondeu: Nem eu dominarei sobre vós, nem meu filho, mas o Senhor sobre vós dominará.
24 Disse-lhes mais Gideão: uma petição vos farei: dá-me, cada um de vós, as arrecadas do despojo. (Porque os inimigos tinham arrecadas de ouro, porquanto eram ismaelitas) .
25 Ao que disseram eles: De boa vontade as daremos. E estenderam uma capa, na qual cada um deles deitou as arrecadas do seu despojo.
26 E foi o peso das arrecadas de ouro que ele pediu, mil e setecentos siclos de ouro, afora os crescentes, as cadeias e as vestes de púrpura que os reis de Midiã trajavam, afora as correntes que os camelos traziam ao pescoço.
27 Disso fez Gideão um éfode, e o pôs na sua cidade, em Ofra; e todo o Israel se prostituiu ali após ele; e foi um laço para Gideão e para sua casa.
28 Assim foram abatidos os midianitas diante dos filhos de Israel, e nunca mais levantaram a cabeça. E a terra teve sossego, por quarenta anos nos dias de Gideão.
29 Então foi Jerubaal, filho de Joás, e habitou em sua casa.
30 Gideão teve setenta filhos, que procederam da sua coxa, porque tinha muitas mulheres.
31 A sua concubina que estava em Siquém deu-lhe também um filho; e pôs-lhe por nome Abimeleque.
32 Morreu Gideão, filho de Joás, numa boa velhice, e foi sepultado no sepulcro de seu pai Joás, em Ofra dos abiezritas.
33 Depois da morte de Gideão os filhos de Israel tornaram a se prostituir após os baalins, e puseram a Baal-Berite por deus.
34 Assim os filhos de Israel não se lembraram do Senhor seu Deus, que os livrara da mão de todos os seus inimigos ao redor;
35 nem usaram de beneficência para com a casa de Jerubaal, a saber, de Gideão, segundo todo o bem que ele havia feito a Israel.”. (Jz 8.1-35)

Silvio Dutra

Versículos do Salmo 121 do livro Salmos da Bíblia.

1 Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro?
2 O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra.
3 Ele não permitirá que você tropece; o seu protetor se manterá alerta,
4 sim, o protetor de Israel não dormirá; ele está sempre alerta!
5 O Senhor é o seu protetor; como sombra que o protege, ele está à sua direita.
6 De dia o sol não o ferirá; nem a lua, de noite.
7 O Senhor o protegerá de todo o mal, protegerá a sua vida.
8 O Senhor protegerá a sua saída e a sua chegada, desde agora e para sempre.
JESUS

Maria Izabel da Silva Thomáz