Versiculos Biblicos sobre Missões

Cerca de 182 frases e pensamentos: Versiculos Biblicos sobre Missões

Jesus lhes ensinava, dizendo:
"Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!
Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós".

Evangelho segundo São Mateus, capítulo 5, versículos 3 a 12 (Mt 5,3-12)

"Tendes ouvido o que foi dito: Amarás o teu próximo e poderás odiar teu inimigo.
Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem.
Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos.
Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos?
Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos?
Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito.

Evangelho segundo São Mateus, capítulo 5, versículos 43 a 48 (Mt 5,43-48)

Os versículos bíblicos que mais amo recitar, são aqueles que recito com as minhas próprias atitudes

Thales Grulha

Os ensinamentos mais valiosos da vida, não vieram inseridos nos versículos bíblicos, não serão explicados por grandes sábios, nem estão definidos em dicionários ou enciclopédias. É preciso existir para aprender.

Marcus Deminco

Alguns críticos teóricos afirmam que a felicidade encontra-se no mundo. Porém, vivemos no mundo onde não há felicidade.

ZEZINHO MISSÕES

Mais importante do que saber o que é errado, é fazer o que é certo.

Desenhos bíblicos

Temos que aprender a defender os princípios bíblicos e não A ou B! Pois cada um prestará conta ao Pai um dia...

Emerson Moraes

Morte e Vida do Espírito – Parte 1

Baseados em vários textos bíblicos que abordam este assunto podemos afirmar que:
É trágica a condição da humanidade aos olhos de Deus, em razão de o espírito de toda pessoa se encontrar naturalmente morto, ou seja, inativo, em estado latente
de dormência, sem qualquer autoridade e domínio sobre a alma humana com suas paixões, e também sobre os espíritos malignos (anjos caídos geralmente chamados de demônios).
É somente em Cristo, e pelo poder operante do Espírito Santo, que o espírito humano pode ser revivificado.
Enquanto na comunhão com Cristo, o espírito do homem tem governo sobre os desejos da sua alma, por poder trazê-la em sujeição, e também tem autoridade sobre os espíritos do mal, de modo a poder resistir às suas investidas e tentações.
Estes espíritos do mal, nas pessoas cujos espíritos se encontram mortos em delitos e pecados, podem tanto operar aprisionando-lhes a alma e até mesmo anulando a sua atuação por meios de possessões malignas.
Por isso Jesus é o Único e Grande Libertador da alma e do espírito humanos, do citado poder do mal, porque é somente quando vivificado, que o espírito pode, pelo poder de Deus que nele agora atua, resistir tanto ao poder do pecado, quanto ao poder dos demônios.
Assim, o homem só é livre verdadeiramente, quando sob o domínio de Deus, porque de outra forma, estará sob o governo usurpador de sua própria alma, e também sob o dos espíritos do mal.
A vida em abundância que Jesus veio nos dar é principalmente esta a que nos temos referido, que é o reavivamento do nosso espírito, que havia sido morto pelo pecado e pelo diabo.

Silvio Dutra

Segundo os religiosos bíblicos, o anjo que se tornou mau, responsável por todos os males da humanidade, já sabe que ele será derrotado pelas forças do Bem, pois isso está escrito na bíblia. Ora! Se ele já sabe o que vai acontecer, por que ainda insiste!

Alvaro Granha Loregian

Aprenda a crescer com sabedoria,dedicar aos ensinamentos bíblicos,absorver os fatos acontecidos , a Fé,o amor,a obediência dos grandes sábios já existente,mas toda escada tem o primeiro degrau ate chegar no topo.

Rafael Straelh

Estudos bíblicos devem ser honrados durante a juventude, porque sãos os maiores ensinamentos para qualquer jovem enfrentar o mundo com sucesso, coragem e sabedoria.

Helgir Girodo

O melhor método de resolver problema é aplicar os princípios bíblicos.

JOÃO BERNARDO CRISTÓVÃO

Sou protestante evangélico, me baseio em preceitos bíblicos, quero que pense como eu, mas não quero te obrigar a pensar como eu, assim como não quero ser forçado a pensar como você. Só quero ter a liberdade de pensar o que penso.

Everson Silva

Felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam!
Lucas 11:28 - Textos bíblicos

lucas 11:28

Tende piedade de nós,Senhor, tende piedade de nós, porque estamos saturados de desprezo.
Nossa alma está em excesso repleta da irrisão dos opulentos e do desprezo dos soberbos"

Salmo 122 Sagradas Escrituras versículos 3 e 4

Vencendo o Mal com o Bem

Os primeiros sete versículos do sexto capítulo de II Reis descrevem o milagre da flutuação de um machado de ferro, que havia caído no rio Jordão quando os profetas que habitavam juntamente com Eliseu, provavelmente em Gilgal (2.1; 4.38), decidiram pedir-lhe permissão para ampliarem a edificação do local em que moravam, porque não havia espaço suficiente para acomodá-los, possivelmente em razão de muitos terem se agregado aos primeiros profetas, que se reuniam desde os dias de Elias, e que passaram a seguir também a Eliseu.
Nós temos esta associação de profetas desde os dias em que Samuel havia inaugurado uma casa de profetas em Ramá, sua cidade natal na tribo de Efraim, e elas se espalharam por outras regiões de Israel, como Gilgal, Betel e Jericó.
Assim, o próprio Elias não surgiu do nada, porque há cerca de trezentos anos Deus vinha chamando e reunindo estes homens para se consagrarem a Ele, para estudarem e ensinarem a Sua Palavra, porque o ministério sacerdotal, em grande parte havia se corrompido, impedindo que realizassem a sua função oficial e vitalícia, de juntamente com os levitas ensinarem a lei em todo Israel.
Não podemos esquecer que este ministério dos sacerdotes e levitas era hereditário, e sabemos que a graça e a fidelidade não correm no sangue, e que o serviço ao Senhor deve ser verdadeiro e voluntário, então deveria ser feito necessariamente por um atendimento à chamada do Senhor, por parte daqueles que desejavam consagrar as suas vidas a Ele.
É aqui que vemos a necessidade do ministério dos profetas do Velho Testamento.
É por isso que quando o ministério regular e oficial das Igrejas falha em sua missão de pregar o evangelho a toda criatura, pessoas leigas são despertadas e levantadas pelo Senhor para cumprirem a função que eles deixaram de cumprir.
Quando aqueles profetas foram cortar árvores no Jordão, para fazerem as vigas da casa, o machado de um deles se desprendeu do cabo e caiu na água, e ao lamentar o fato junto ao profeta Eliseu, porque havia pedido aquele machado emprestado, e não somente para não prejudicar o proprietário, como também para evitar que o grupo de profetas fosse acusado de imprudência e negligência, o Senhor permitiu que um milagre, feito pelas mãos de Eliseu acabasse com o possível prejuízo e constrangimento, porque o profeta cortou um pedaço de madeira e o lançou no local onde o machado havia afundado, e certamente sem que houvesse necessidade de um segundo milagre, a saber, que a madeira afundasse, a parte de ferro do machado, contrariando os princípios da física flutuou e pôde ser apanhado com as mãos pelo profeta, que o havia extraviado.
Todas estas maravilhas tinham não somente um fim útil para a solução de problemas reais, como também para engrandecer Eliseu diante dos seus discípulos, de modo que fosse respeitado por eles, por verem que o Senhor era com ele, e assim, dessem crédito às suas palavras e continuassem apoiando o seu ministério, e aprendendo dele as coisas relativas ao reino de Deus.
De igual modo, o ministério de Jesus e dos apóstolos foi confirmado por Deus com sinais e prodígios, para que todos os que lhes acompanhavam, e os que viriam depois deles, dessem crédito a tudo o que fizeram e disseram, e que ficou registrado para nosso ensino na Bíblia.
A madeira que foi lançada à água por Eliseu era uma sinalização divina para que o ferro subisse e flutuasse, e de igual modo a graça de Deus revelada em Jesus é o sinal enviado por Ele para elevar o coração de ferro e de pedra que estava afundado no lodaçal deste mundo e do pecado, fazendo com que os afetos naturais terrenos pudessem ser elevados ao plano celestial.
Os demais versículos deste capítulo descrevem como Deus pôde transformar em bem o mal que foi intentado pelo rei da Síria contra o profeta Eliseu, por causa do desvendamento dos seus projetos de guerra, que ele fazia ao rei de Israel, porque toda a nação israelita pôde ser beneficiada em razão da bondade e humanidade que o profeta demonstrou para com os soldados sírios, que foi interpretada pelo reio da Síria como um ato de grande demonstração de misericórdia, bondade e perdão para com os sírios por parte do exército de Israel.
O rei da Síria vinha sendo impedido por vezes sucessivas de instalar pontos de comando em territórios de Israel, porque toda vez que planejava enviar tropas para guarnecerem determinadas áreas, o profeta Eliseu comunicava os planos do rei sírio ao de Israel, e este se antecipava enviando tropas para aquele lugar, e frustrava assim os planos da Síria.
Quando o rei da Síria ficou sabendo que isto era devido à obra de Eliseu e não por causa de traição de algum dos soldados da própria Síria, ele decidiu acabar com a fonte dos seus problemas, enviando um grande exército, inclusive com carros e cavaleiros, não para guerrearem contra Israel, mas para sequestrarem o profeta.
Talvez, por isso, estas tropas tenham sido poupadas por Deus, porque a intenção deles era a de se beneficiarem do profeta, tal como ele vinha beneficiando o rei de Israel, e não de matá-lo ou de desprezarem o seu ofício.
E tendo se informado que Eliseu se encontrava em Dotã, cidade próxima de Samaria, o exército sírio cercou a cidade (v. 11 a 14).
Nós aprendemos desta passagem a grande importância da vigilância espiritual, pela qual mantemos ininterrupta comunhão com Deus, e pela qual nos é possível receber com antecedência, instruções do Senhor relativas ao mal que se avizinha, de modo que possamos nos prevenir dele, tal como Israel pôde ser livrado pelas revelações dos movimentos do rei sírio, que eram feitas a Eliseu.
A visão daquele numeroso exército com carros e cavalos espantou sobremodo o moço de Eliseu, que veio lhe notificar o que tinha visto, e lhe perguntou o que eles poderiam fazer.
E a resposta do profeta foi que ele nada temesse porque os que estavam ao seu lado eram mais numerosos do que os que estavam com os sírios (v. 15, 16).
Quem havia impelido o exército sírio contra Eliseu, senão as portas do inferno com o propósito de terminar com a carreira do profeta em Israel.
Mas as portas do inferno não podem prevalecer contra as portas do céu, que liberaram um exército de anjos muito mais poderoso e numeroso do que os demônios que haviam incitado os sírios.
Esta luta sobrenatural somente poderia ser combatida no mundo espiritual, e por isso havia carros e cavalos de fogo sobre e ao redor de todo o monte em que se encontrava Eliseu, o que foi testemunhado pelo próprio moço do profeta quando este orou ao Senhor pedindo-lhe que lhe abrisse os seus olhos espirituais para que pudesse ver aquele grande e poderoso exército celestial (v. 17).
Mais do que defender um homem, Deus estava protegendo o ministério daquele homem, mais do que proteger um profeta, Deus estava protegendo a Sua própria obra e propósito, que estavam sendo cumpridos por Eliseu.
Os sírios não estavam portanto lutando contra o homem, senão contra o próprio Deus, e por isso Ele dispôs o Seu exército celestial para lutar contra eles.
E assim, quando Eliseu orou para que o Senhor cegasse todos os do exército sírio, que se encontravam em Dotã, Ele o fez prontamente (v. 18) porque o profeta agiu conforme a Sua própria instrução divina.
O sírios estariam cumprindo indiretamente não o propósito do rei da Síria, mas o propósito do Rei e Deus de Israel, que transformaria o mal intentado pelo diabo numa bênção para o Seu próprio povo.
Por isso, o profeta disse aos soldados que se encontravam agora cegos, que não era aquele o caminho, nem aquela a cidade em que eles deveriam se encontrar, pois o homem que buscavam seria encontrado por eles no lugar apropriado, isto é, Samaria, ainda que não soubessem disto porque o Senhor operou não somente a cegueira física neles como também a confusão mental, de maneira que se esqueceram que se encontravam em Dotã, e assim se deixaram conduzir por Eliseu até a presença do rei de Israel.
E chegando em Samaria, Eliseu orou de novo ao Senhor pedindo-lhe que restituísse a visão aos sírios, e grande deve ter sido o espanto deles quando viram que estavam à mercê das tropas de Israel, e encurralados dentro das paredes da própria cidade dos seus inimigos.
O rei de Israel pediu ao profeta para matá-los a sangue frio, mas como consentiria com isto o Deus de Israel, que não é covarde e que age por princípios?
Isto na verdade contrariava totalmente os planos do Senhor para aquela ocasião, que era demonstrar às nações inimigas a bondade e a misericórdia que havia nos israelitas, e no seu Deus, de maneira que os sírios não foram apenas poupados por instrução do Senhor, como também ordenou que fosse dado de comer a eles, antes de serem devolvidos à sua própria terra.
Com isto o amor aos inimigos previsto na Lei estaria sendo posto em prática, e revelaria que a melhor maneira de se vencer um inimigo é torná-lo nosso amigo, ou então fazer com que ao menos ele deponha as armas que tem levantado contra nós, pela atitude pacificadora e bondosa que revelarmos em relação a ele.
Com a bondade que foi manifestada aos soldados sírios pelo rei de Israel, ainda que a pedido do profeta Eliseu, o rei da Síria desistiu de invadir Israel, por um longo período, conforme se lê no verso 23.
Nós vemos assim, que não está nas mãos do diabo a iniciativa de agir contra o povo de Deus, quando bem desejar porque isto está nas mãos de Deus, que corrige o Seu povo, ainda que permitindo que seja afligido pelo Inimigo, somente quando Ele entende que o pecado deles demandam os Seus juízos, que serão exercidos visando-se sempre a um fim proveitoso e justo, e que dê glória ao Seu santo nome.
Deste modo, o cerco que foi permitido pelo Senhor, a Ben-Hadade da Síria, levantar contra a cidade de Samaria, capital do Reino do Norte, foi certamente num período em que as iniquidades de Israel deveriam ser visitadas pelos Seus juízos (v. 24).
E este cerco foi de tal dimensão, e durou tanto tempo, que até mesmo a cabeça de um jumento, que contém pouca carne era vendida por 80 siclos de prata, e estavam se alimentando de esterco de pombos, que estava sendo vendido em pequenas porções por 5 siclos de prata.
Isto demonstra até que ponto havia chegado a escassez de alimentos e a grande elevação de custos, motivada pela inflação de a procura ser maior do que a oferta.
Mas Deus interviria de tal modo, conforme veremos no capítulo seguinte, aumentando a oferta de alimentos com as próprias provisões do exército sírio, que haviam sido deixadas por eles para trás em sua fuga, para a sua própria terra, que tanto uma medida de farinha quanto duas medidas de cevada, estariam sendo vendidas por apenas um siclo.
Mas até que isto acontecesse, conforme seria predito pelo próprio Eliseu, a fome chegou a um tal ponto extremo, por causa do cerco do exército sírio, que duas mulheres combinaram em se alimentarem dos corpos de seus próprios filhos, e uma delas chegou efetivamente a fazê-lo, e a outra negou-se a matar o seu no dia seguinte, conforme haviam combinado.
A primeira, sentindo-se prejudicada e ludibriada apelou ao rei para que a acudisse. E ele disse que nada poderia fazer quando o próprio Deus se negava a ajudar a mulher em sua fome, revelando assim todo o ressentimento que ele estava abrigando contra o Senhor, por causa daquela dura condição que estava sendo imposta pelos sírios a Israel.
Este ressentimento aumentaria muito mais quando ele soube do extremo ao qual aquelas mulheres haviam chegado, e ele se vestiu de saco não para se arrepender de seus pecados, que eram a verdadeira causa de todos aqueles juízos, mas para demonstrar o quanto lamentava e estava triste pela situação de miséria e humilhação a que estava sendo exposto o seu reinado por causa do juízo do Senhor, e então ele decidiu se vingar de Deus matando o seu profeta, e praguejou em nome do próprio Deus proclamando um anátema sobre si mesmo caso viesse a falhar naquilo que ele pretendia fazer contra Eliseu, que era decapitar o profeta (v. 31).
Mas o Senhor revelou as intenções do rei de Israel a Eliseu, de modo que instruiu os anciãos, que se encontravam em sua companhia, em sua casa, que fechassem a porta na cara do mensageiro do rei, que vinha adiante dele, certamente, com o propósito de atrair Eliseu para fora de casa, para que o rei que vinha logo depois dele pudesse decapitá-lo (v. 32).
Contudo, quando o mensageiro chegou à porta de Eliseu o rei caiu em si, talvez por ter-lhe sido abrandada a fúria e disse o seguinte: “Eis que este mal vem do Senhor; que mais, pois, esperaria eu dele?” (v. 33).
Ele certamente viu que caso matasse o profeta (caso isto fosse evidentemente permitido pelo Senhor) o mal que já era grande contra ele, seria muito maior, porque sabia que aquele juízo estava vindo da parte de Deus, e ficaria sujeito a um juízo ainda maior, caso matasse o seu ungido.
Com isto ele não se converteu e nem passou a ter o verdadeiro temor que é devido ao Senhor e que só pode ser demonstrado por aqueles que o amam verdadeiramente.
Mas, tal como Acabe fizera, quando ouviu o juízo do Senhor contra ele, por ter se apoderado da vinha de Nabote, este rei de Israel também se humilhou externamente perante o Senhor, por temer o juízo que viria sobre ele, caso praticasse o mal que intentara realizar contra Eliseu.
Assim, não somente conseguiu se livrar do juízo que temia, como achou favor e misericórdia diante do Senhor, conforme veremos no capítulo seguinte.

Silvio Dutra

Amós 6 - Por Matthew Henry

Versículos 1-7: O perigo do luxo e da falsa segurança; 8-14: Castigos por causa de pecados.

Vv. 1-7. Considera-se que aqueles que cuidam de seus corpos fazem o bem a si mesmos, mas aqui nos é falado a respeito de sua intranqüilidade, e dos seus "ais". Aqui se descreve o orgulho, a segurança e a sensualidade, pelos quais Deus pedirá contas. Os pecadores que não consideram estas coisas correm perigos de todos os lados, mas os que estão vivendo de modo confortável em sião, que são néscios, que possuem uma confiança vã e abusam dos seus privilégios, correm o maior perigo. Muitos imaginam ser povo de Deus vivendo em pecado e conforme o mundo; entretanto, o exemplo da ruína dos demais nos proíbem ter esta certeza. Aqueles que se estabelecem em seus prazeres costumam ser indiferentes aos problemas dos demais, uma grande ofensa para com Deus.
Aqueles que depositaram a sua felicidade no prazer dos sentidos, e colocam o seu coração nestes, serão despojados destes prazeres. Aqueles que procuram afastar de si mesmos o dia mau, sem buscar ao Senhor, encontrarão aquilo que temem bem próximo a si.

Vv. 8-14. Quão terrível e desgraçado é o caso daqueles que tiveram a sua ruína eterna decretada pelo Senhor; Ele é capaz de executar o seu propósito e ninguém é capaz de mudá-lo! Há corações que estão desgraçadamente endurecidos, aqueles que não são levados a mencionar o Nome de Deus, nem o adoram quando a própria mão do Senhor Deus se coloca contra eles, quando a enfermidade e a morte entram em suas famílias. Aqueles que não forem arados como os campos, serão lançados fora, como se faz com as pedras, Quando os nossos serviços a Deus tornam-se amargos por meio do pecado, as suas providências serão, de modo justo, amargas para nós. Os homens devem prevenir-se para que não endureçam os seus corações, porque Deus destruirá todos aqueles que andam em soberba.

Matthew Henry

Amós 4 - Por Matthew Henry

Versículos 1-5: Israel é reprovado; 6-13: A demonstração de sua impenitência.

Vv. 1-5. Aquilo que é alcançado por meio da extorsão, costuma ser utilizado para prover a carne e satisfazer as suas concupiscências. Aquilo que é alcançado por meio da opressão não pode ser desfrutado com satisfação. Quão miseráveis são aqueles, cuja confiança na obediência às atitudes contrárias à orientação bíblica, somente vêm a provar que crêem em mentiras! Tomemos todo o cuidado para que a nossa fé, esperança e adoração estejam respaldados pela Palavra divina.

Vv. 6-13. Observemos o quão néscios são os corações carnais: andam errantes, indo de uma criatura a outra, procurando algo em que possam se satisfazer, e esforçam-se por aquilo que não satisfaz; porém, depois de tudo, não inclinarão os seus ouvidos àquEle em quem podem encontrar tudo o que desejam. Pregar o Evangelho é como fornecer a chuva; e onde falta a chuva, tudo se murcha. Bom seria se as pessoas fossem tão sábias com as suas almas, como o são com os seus corpos; e, quando não tivessem esta chuva perto de si, fossem procurá-la para que pudessem tê-la.
Como os israelitas persistiram em rebeldia e idolatria, o Senhor veio contra eles como um adversário, Em breve, cada um deve se encontrar com o Senhor em juízo, e ninguém será capaz de manter-se diante dEle se nos tratar conforme as nossas obras, se desejarmos nos preparar para termos um encontro tranqüilo com o Senhor nosso Deus no período aterrador de sua vinda, deveremos agora encontrá-lo em Cristo Jesus, o eterno Filho de Deus Pai, que veio salvar os pecadores. Devemos buscá-lo enquanto pode ser achado.

Matthew Henry

Colossenses 1 - Por Matthew Henry

Versículos 1-8: O apóstolo Paulo saúda os colossenses e bendiz a Deus pela fé, amor e esperança deles; 9-14: Ora para que tenham fruto no conhecimento espiritual; 15-23: Fornece uma visão gloriosa de Cristo: 24-29: Estabelece o seu próprio caráter como apóstolo dos gentios.

Vv. 1-8. Todos os verdadeiros cristãos são irmãos entre si. A fidelidade acompanha todos os aspectos e relações da vida cristã.
A fé, a esperança e o amor são as três principais virtudes da vida cristã, e o tema apropriado para orarmos e darmos graças ao Senhor. Quanto mais fixamos as nossas esperanças na recompensa que há no porvir, mais livres estaremos para fazer o bem por meio de nosso tesouro terrestre. Estava reservado para eles; nenhum inimigo poderia tirá-lo deles.
O Evangelho é a Pala;ra da verdade, e podemos edificar as nossas almas sobre esta base, tendo a certeza de um bom resultado. Todos aqueles que ouvem a Palavra do Evangelho deverão dar frutos que estejam de acordo com o Evangelho, deverão obedecê-lo e ter os seus princípios e vidas formados de conformidade com este.
O amor ao mundo surge de pontos de vista que trazem consigo interesses pessoais, ou de similaridade com os modos do mundo; o amor carnal surge dos apetites e prazeres. A estes sempre se apega algo corrupto, egoísta e baixo. Porém, o amor cristão surge do Espírito Santo e está repleto de santidade.

Vv. 9-14. O apóstolo era constante para orar pedindo que os crentes fossem cheios do conhecimento da vontade de Deus, com toda a sabedoria. As boas palavras não têm qualquer utilidade se não estiverem acompanhadas por boas obras. Aquele que empreende o fortalecimento de seu povo é um Deus de poder glorioso. O bendito Espírito Santo é o autor de boas dádivas. Ao orarmos pedindo poder espiritual, não somos pressionados e nem limitados nas promessas, e não devemos sê-lo em nossas esperanças e desejos. A graça de Deus nos corações dos crentes é o poder de Deus, e existe glória neste poder. A utilização especial desta força é para as ocasiões de sofrimento. Existe uma obra a realizar, mesmo que estejamos sofrendo.
Em meio a todas as suas tribulações eles davam graças a Deus Pai, cuja graça especial os preparava para participar da herança que está preparada para os santos. Para que esta transformação fosse realizada, aqueles que antes foram escravos de Satanás tornaram-se súditos de Cristo. Todos aqueles que estão desejosos de ir ao céu já estão preparados, ou estão se preparando para o céu. Aqueles que possuem a herança de filhos, são educados como filhos e têm a disposição de filhos. Por meio da fé em Cristo desfrutam esta redenção, como a compra que fez por meio de seu sangue expiatório, mediante a qual é concedido o perdão dos pecados e todas as demais bênçãos. certamente consideraremos como um favor ser libertos do reino de Satanás e levados ao reino de Cristo, sabendo que todas as tribulações logo terminarão, e que cada crente será contado entre aqueles que foram libertos da grande tribulação.

Vv. 15-23. Cristo, em sua natureza humana, é a revelação visível do Deus invisível, e todos aqueles que o viram contemplaram também o Pai. Amemos estes mistérios com uma fé humilde, e contemplemos a glória de Jeová em Cristo Jesus. Ele existe antes de toda a criação, antes que fosse feita a primeira criatura; este é o modo pelo qual as Escrituras representam a eternidade, e pelo qual a eternidade de Deus é representada para nós. Sendo todas as coisas criadas por Ele, foram criadas para Ele; sendo feitas por seu poder, foram feitas conforme o seu beneplácito e para o louvor de sua glória. Não somente criou a todas no princípio, mas as sustenta pela Palavra de seu poder.
Cristo, como Mediador, é a Cabeça do corpo, que é a Igreja. Toda a graça e força pertencem a Ele; e a Igreja é o seu corpo. Toda a plenitude habita nEle; a plenitude de mérito e justiça, de força e graça para nós. Deus mostrou a sua justiça ao requerer plena satisfação. Este modo de redimir a humanidade por meio da morte de Cristo foi o mais adequado. Aqui é apresentado diante de nós o método para que sejamos reconciliados. Devido ao ódio que Deus tem em relação ao pecado, aprouve a Deus reconciliar consigo mesmo o homem caído.
Se estamos convencidos de que éramos inimigos por causa das más obras, e que agora estamos reconciliados com Deus por meio do sacrifício e morte de Cristo segundo a nossa natureza, não procuraremos explicar nem compreender plenamente estes mistérios; porém, veremos a glória deste plano de redenção e nos regozijaremos na esperança que está posta diante de nós. Se o amor de Deus por nós é tão grande, o que podemos fazer agora por Deus? Orar com frequência e ser abundantes nos deveres santos, não viver mais para nós mesmos, e sim para Cristo, que morreu por nós. Mas para quê? Para que continuemos vivendo em pecado? Não, mas para que morramos para o pecado e vivamos, não para nós mesmos, mas para Ele.

Vv. 24-29. Os sofrimentos da cabeça e dos membros são chamados de sofrimentos de Cristo, e como se fossem um só corpo de sofrimentos. Porém, Ele sofreu pela redenção da igreja; nós sofremos por outras coisas porque saboreamos ligeiramente este cálice de aflições, do qual Cristo bebeu primeiramente e bebeu-o até o final. Podemos dizer que o cristão cumpre a sua parte nos sofrimentos de Cristo quando toma a sua cruz, e conforme a vontade de Cristo sofre pacientemente as aflições que Deus lhe designa.
Sejamos agradecidos pelo fato de Deus nos ter dado a conhecer os mistérios ocultos durante séculos e gerações, e tenha mostrado as riquezas de sua glória entre nós. Ao pregarmos a Cristo entre nós, perguntemos honestamente se Ele habita e reina em nós; somente isto é capaz de garantir a esperança que temos de sua glória. Devemos ser fiéis até a morte em meio a todas as provas, para que recebamos a coroa da vida e alcancemos a meta de nossa fé: a salvação de nossa alma.

Matthew Henry

Tiago 4 - Por Mattew Henry

Versículos 1-10: Advertências contra os afetos corruptos, e o amor deste mundo que é inimizade contra Deus; 11-17: Exortações a não empreender nenhum assunto na vida sem a consideração constante da vontade e da providência de Deus.

Vv. 1-10. Posto que todas as guerras e pelejas vêm das corrupções de nossos próprios corações, é bom mortificar as concupiscências que lutam em nossos membros. Elas são males que não permitem a alegria nem a satisfação. Os desejos e os afetos pecaminosos impedem a oração e a obra de nossos desejos para com Deus. vigiemos para não abusar ou usar mal as misericórdias que alcançamos através das orações respondidas, por causa da disposição de nossos corações.
Quando os homens pedem prosperidade a Deus, costumam pedir com más intenções e finalidades ruins. Se assim buscamos as coisas deste mundo, é justo que Deus as negue. Aqueles que oram com desejos incrédulos e frios não são atendidos; podemos ter toda a certeza de que nossas orações voltarão vazias quando corresponderem mais à linguagem das concupiscências do que à linguagem das virtudes.
Aqui há uma clara advertência a evitar todas as amizades criminais com este mundo. A orientação do mundo é inimizade contra Deus. Um inimigo pode ser reconciliado, porém a ““inimizade”, nunca. O homem pode ter muitas coisas nesta vida e ser, não obstante, mantido no amor de Deus; porém, o que coloca o seu coração no mundo ao qual se conformará, ao invés de abandonar a sua amizade, é um inimigo para Deus. Assim pois, qualquer pessoa que resolva em todos os aspectos estar de acordo com o mundo, se fará inimigo de Deus.
Os judeus ou os professos relaxados do cristianismo pensam que a Escritura fala em vão contra esta orientação em relação ao mundo. O Espírito Santo, que habita em todos os cristãos ou na nova natureza que Ele cria, não produz este tipo de fruto.
A corrupção natural é mostrada na inveja. O espírito do mundo nos ensina a acumular e amontoar para nós, conforme as nossas próprias fantasias; o Deus Espírito Santo nos ensina a estar dispostos a fazer o bem a todos os que nos rodeiam, de acordo com as nossas possibilidades. A graça de Deus corrigirá e curará nosso espírito natural; e onde Ele dá graça, dá outro espírito que não é do mundo.
O orgulhoso resiste a Deus, às verdades de Deus e às leis de Deus; em suas paixões resiste à providência de Deus; portanto, não é estranho que Deus resista ao soberbo. Que desgraçado é o estado daqueles que fazem de Deus o seu inimigo! Deus dará mais graça ao humilde porque eles veem sua necessidade dela, oram por ela, são agradecidos por ela e a terão.
Submetam-se a Deus conforme o verso 7. Submeta o seu entendimento à verdade de Deus; submeta a sua vontade à vontade de seu preceito, à vontade de sua providência.
Submetamo-nos a Deus, porque Ele está disposto a fazer-nos o bem. Se nos rendermos às tentações, o Diabo nos seguirá continuamente; porém, se nos vestimos de toda a armadura de Deus, e resistirmos, ele nos deixará. Que os pecadores submetam-se a Deus, e busquem a sua graça e favor resistindo ao Diabo. Todo o pecado será lamentado aqui com tristeza santa, e no além, com miséria eterna. O Senhor não negará o consolo àquele que verdadeiramente lamenta-se pelo pecado, e exaltará aquele que se humilha diante dEle.

Vv. 11-17. Nossos lábios devem ser governados pela lei da bondade, da verdade e da justiça. Os cristãos são irmãos. Quebrantar os mandamentos de Deus é falar mal deles e julgá-los como se eles nos pusessem uma restrição grande demais. Temos a lei de Deus, que é a nossa regra para tudo; não presumamos em colocar as nossas próprias noções e opiniões como regra para aqueles que nos rodeiam, e tenhamos o cuidado de não sermos condenados pelo Senhor. "Eia agora" é um chamado a todo aquele que considera que a sua conduta é má. Quão dados os homens mundanos e astutos são para deixar Deus fora de seus planos! Quão vão é buscar algo bom sem a bênção e a direção de Deus! A fragilidade, a brevidade e a incerteza da vida devem frear a confiança vã e presunçosa de todos os projetos para o futuro. Podemos estabelecer a hora e o minuto do nascer e do por do sol pela manhã, mas não podemos precisar a que horas a névoa se dissipará. Tão curta, tão irreal e dada a murchar é a vida humana, e toda a prosperidade e o prazer que a acompanham; porém, a benção ou o "ai" serão para sempre, conforme a nossa conduta neste momento passageiro.
Devemos depender sempre da vontade de Deus. Nossos tempos não estão em nossas mãos, mas à disposição de Deus. Nossa mente pode estar cheia de preocupações e pensamentos por nós mesmos, por nossos familiares ou amigos, mas a providência muitas vezes confunde nossos planos. Tudo o que pensamos e tudo o que fazemos deve depender de Deus de modo submisso. Néscio e daninho é ensoberbecer-se de coisas mundanas e projetos futuros, pois produzirá grande desengano e será destrutivo ao final.
Os pecados de omissão e os de comissão serão levados a juízo. Será condenado tanto aquele que não faz o bem que sabe que deve fazer, quanto aquele que faz o mal sabendo que não o deve fazer. Ó, que sejamos tão cuidadosos para não omitir a oração e não descuidar da meditação e do exame de nossas consciências, posto que não devemos cometer grosseiros erros contra a luz!

Matthew Henry