Versiculos Biblicos sobre Missões

Cerca de 173 frases e pensamentos: Versiculos Biblicos sobre Missões

Jesus lhes ensinava, dizendo:
"Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!
Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós".

Evangelho segundo São Mateus, capítulo 5, versículos 3 a 12 (Mt 5,3-12)

Alguns críticos teóricos afirmam que a felicidade encontra-se no mundo. Porém, vivemos no mundo onde não há felicidade.

ZEZINHO MISSÕES

Os ensinamentos mais valiosos da vida, não vieram inseridos nos versículos bíblicos, não serão explicados por grandes sábios, nem estão definidos em dicionários ou enciclopédias. É preciso existir para aprender.

Marcus Deminco

Os versículos bíblicos que mais amo recitar, são aqueles que recito com as minhas próprias atitudes

Thales Grulha

Mais importante do que saber o que é errado, é fazer o que é certo.

Desenhos bíblicos

Segundo os religiosos bíblicos, o anjo que se tornou mau, responsável por todos os males da humanidade, já sabe que ele será derrotado pelas forças do Bem, pois isso está escrito na bíblia. Ora! Se ele já sabe o que vai acontecer, por que ainda insiste!

Alvaro Granha Loregian

Temos que aprender a defender os princípios bíblicos e não A ou B! Pois cada um prestará conta ao Pai um dia...

Emerson Moraes

Sou protestante evangélico, me baseio em preceitos bíblicos, quero que pense como eu, mas não quero te obrigar a pensar como eu, assim como não quero ser forçado a pensar como você. Só quero ter a liberdade de pensar o que penso.

Everson Silva

Morte e Vida do Espírito – Parte 1

Baseados em vários textos bíblicos que abordam este assunto podemos afirmar que:
É trágica a condição da humanidade aos olhos de Deus, em razão de o espírito de toda pessoa se encontrar naturalmente morto, ou seja, inativo, em estado latente
de dormência, sem qualquer autoridade e domínio sobre a alma humana com suas paixões, e também sobre os espíritos malignos (anjos caídos geralmente chamados de demônios).
É somente em Cristo, e pelo poder operante do Espírito Santo, que o espírito humano pode ser revivificado.
Enquanto na comunhão com Cristo, o espírito do homem tem governo sobre os desejos da sua alma, por poder trazê-la em sujeição, e também tem autoridade sobre os espíritos do mal, de modo a poder resistir às suas investidas e tentações.
Estes espíritos do mal, nas pessoas cujos espíritos se encontram mortos em delitos e pecados, podem tanto operar aprisionando-lhes a alma e até mesmo anulando a sua atuação por meios de possessões malignas.
Por isso Jesus é o Único e Grande Libertador da alma e do espírito humanos, do citado poder do mal, porque é somente quando vivificado, que o espírito pode, pelo poder de Deus que nele agora atua, resistir tanto ao poder do pecado, quanto ao poder dos demônios.
Assim, o homem só é livre verdadeiramente, quando sob o domínio de Deus, porque de outra forma, estará sob o governo usurpador de sua própria alma, e também sob o dos espíritos do mal.
A vida em abundância que Jesus veio nos dar é principalmente esta a que nos temos referido, que é o reavivamento do nosso espírito, que havia sido morto pelo pecado e pelo diabo.

Silvio Dutra

Estudos bíblicos devem ser honrados durante a juventude, porque sãos os maiores ensinamentos para qualquer jovem enfrentar o mundo com sucesso, coragem e sabedoria.

Helgir Girodo

Aprenda a crescer com sabedoria,dedicar aos ensinamentos bíblicos,absorver os fatos acontecidos , a Fé,o amor,a obediência dos grandes sábios já existente,mas toda escada tem o primeiro degrau ate chegar no topo.

Rafael Straelh

O melhor método de resolver problema é aplicar os princípios bíblicos.

JOÃO BERNARDO CRISTÓVÃO

Tende piedade de nós,Senhor, tende piedade de nós, porque estamos saturados de desprezo.
Nossa alma está em excesso repleta da irrisão dos opulentos e do desprezo dos soberbos"

Salmo 122 Sagradas Escrituras versículos 3 e 4

Eles irão apreder os versículos da bíblia,mas do amor estarão ausentes

Maria Lucia Silva Oliveira

O Sacrificio e a Obediência aos Mandamentos – Números 15

Os primeiros vinte e nove versículos deste 15º capítulo de Números são repetições de leis constantes especialmente de Levítico, relativas à apresentação de ofertas e sacrifícios.
Deus havia perdoado o povo de ser exterminado pela Sua ira, mas Ele lhes recorda que deveriam apresentar sacrifícios, porque era com base nestes que poderiam ser perdoados.
Todo e qualquer pecado que seja perdoado, no sentido de sermos livrados dos juízos de Deus, sempre o serão com base no sacrifício de Jesus pelos pecadores, do qual, aqueles sacrifícios de animais eram apenas uma figura.
É pela exclusiva graça de Deus, que opera com base no sacrifício, que somos perdoados, e não por nenhum ato de penitência da nossa parte, por nenhuma boa obra que façamos para compensar a má obra que tenhamos feito.
Nossas ofensas da santidade devida a Deus são tão imensas que nada que fizéssemos por mais caro e trabalhoso que fosse, poderia apagá-las.
Somente o precioso sangue de Cristo pode fazê-lo, quando nos apropriamos dos seus benefícios, simplesmente pela fé, confiando que Deus determinou fazê-lo unicamente pela Sua graça.
Entendemos então, com a introdução deste 15º capítulo, que Deus não estava esperando perfeição absoluta dos israelitas, mas fé e arrependimento.
Ele não esperava que eles se aperfeiçoassem em seus talentos naturais para a guerra, de modo que se superassem, senão apenas confiança no Seu poder e graça, e especialmente fé na Sua fidelidade, em cumprir as Suas promessas.
Se Ele havia prometido aos patriarcas, que daria a terra de Canaã à sua descendência, não cabia aos israelitas outra opção senão a de crerem na fidelidade de Deus, pois Ele lhes havia dado inúmeros exemplos de quão fiel era em cumprir todas as Suas promessas.
Todavia, a partir do trigésimo versículo deste 15º capítulo, o Senhor declarou expressamente que a cobertura do pecado, pelo sacrifício, não anulava a responsabilidade de se guardar Seus mandamentos; de modo que aqueles que pecassem deliberadamente, isto é, que confrontassem abertamente a Sua autoridade, estariam blasfemendo o Seu santo nome, e portanto, deveriam ser excluídos da comunidade de Israel, por terem desprezado a Palavra de Deus, quebrando o seu mandamento, e neste caso, responderiam pela sua iniquidade (v. 30,31).
Para ilustrar como deveria então ser aplicada a lei, é registrado logo em seguida o caso de um homem que apanhou lenha num dia de sábado, e sendo trazido a Moisés e a Arão, e a toda a congregação, foi colocado na prisão, e o Senhor disse a Moisés que tal homem deveria ser morto por toda a congregação, através de apedrejamento fora do arraial (v. 32-36).
Para o propósito de os israelitas lembrarem do seu dever de guardarem os mandamentos do Senhor, e para que não se deixassem arrastar à infidelidade pelos afetos carnais de seus corações, e pela cobiça de suas vistas, de modo que fossem santos para com o Seu Deus, este ordenou a Moisés que lhes dissesse que usassem em todas as suas gerações, franjas nas borlas das suas vestes, e que nestas colocassem um cordão azul, para tal propósito de se lembrarem de todos os mandamentos.
Mais uma vez o Senhor lhes lembrou que lhes havia tirado do Egito, para ser o Deus deles (v. 37-41).
Com o cumprimento deste mandamento, através de suas vestes, eles testemunhariam que eram diferentes das demais nações, e que não estavam envergonhados do Seu Deus e da Sua lei.
Os fariseus ampliavam estas franjas das vestes de modo a fazê-las maiores do que as dos demais judeus, de forma a mostrarem que eram mais santos do que eles (Mt 23.5).
Mas não faziam um uso sincero e santo, senão hipócrita e para se ostentarem.



“1 Depois disse o Senhor a Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel e díze-lhes: Quando entrardes na terra da vossa habitação, que eu vos hei de dar,
3 e ao Senhor fizerdes, do gado ou do rebanho, oferta queimada, holocausto ou sacrifício, para cumprir um voto, ou como oferta voluntária, para fazer nas vossos festas fixas um cheiro suave ao Senhor,
4 Então aquele que fizer a sua oferta, fará ao Senhor uma oferta de cereais de um décimo de efa de flor de farinha, misturada com a quarta parte de um him de azeite;
5 e de vinho para a oferta de libação prepararás a quarta parte de um him para o holocausto, ou para o sacrifício, para cada cordeiro;
6 e para cada carneiro prepararás como oferta de cereais, dois décimos de efa de flor de farinha, misturada com a terça parte de um him de azeite;
7 e de vinho para a oferta de libação oferecerás a terça parte de um him em cheiro suave ao Senhor.
8 Também, quando preparares novilho para holocausto ou sacrifício, para cumprir um voto, ou um sacrifício de ofertas pacíficas ao Senhor,
9 com o novilho oferecerás uma oferta de cereais de três décimos de efa, de flor de farinha, misturada com a metade de um him de azeite;
10 e de vinho para a oferta de libação oferecerás a metade de um him como oferta queimada em cheiro suave ao Senhor.
11 Assim se fará com cada novilho, ou carneiro, ou com cada um dos cordeiros ou dos cabritos.
12 Segundo o número que oferecerdes, assim fareis com cada um deles.
13 Todo natural assim fará estas coisas, ao oferecer oferta queimada em cheiro suave ao Senhor.
14 Também se peregrinar convosco algum estrangeiro, ou quem quer que estiver entre vos nas vossas gerações, e ele oferecer uma oferta queimada de cheiro suave ao Senhor, como vós fizerdes, assim fará ele.
15 Quanto à assembleia, haverá um mesmo estatuto para vós e para o estrangeiro que peregrinar convosco, estatuto perpétuo nas vossas gerações; como vós, assim será o peregrino perante o Senhor.
16 Uma mesma lei e uma mesma ordenança haverá para vós e para o estrangeiro que peregrinar convosco.
17 Disse mais o Senhor a Moisés:
18 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Depois de terdes entrado na terra em que vos hei de introduzir,
19 será que, ao comerdes do pão da terra, oferecereis ao Senhor uma oferta alçada.
20 Das primícias da vossa massa oferecereis um bolo em oferta alçada; como a oferta alçada da eira, assim o oferecereis.
21 Das primícias das vossas massas dareis ao Senhor oferta alçada durante as vossas gerações.
22 Igualmente, quando vierdes a errar, e não observardes todos esses mandamentos, que o Senhor tem falado a Moisés,
23 sim, tudo quanto o Senhor vos tem ordenado por intermédio do Moisés, desde o dia em que o Senhor começou a dar os seus mandamentos, e daí em diante pelas vossas gerações,
24 será que, quando se fizer alguma coisa sem querer, e isso for encoberto aos olhos da congregação, toda a congregação oferecerá um novilho para holocausto em cheiro suave ao Senhor, juntamente com a oferta de cereais do mesmo e a sua oferta de libação, segundo a ordenança, e um bode como sacrifício pelo pecado.
25 E o sacerdote fará expiação por toda a congregação dos filhos de Israel, e eles serão perdoados; porquanto foi erro, e trouxeram a sua oferta, oferta queimada ao Senhor, e o seu sacrifício pelo pecado perante o Senhor, por causa do seu erro.
26 Será, pois, perdoada toda a congregação dos filhos de Israel, bem como o estrangeiro que peregrinar entre eles; porquanto sem querer errou o povo todo.
27 E, se uma só pessoa pecar sem querer, oferecerá uma cabra de um ano como sacrifício pelo pecado.
28 E o sacerdote fará perante o Senhor expiação pela alma que peca, quando pecar sem querer; e, feita a expiação por ela, será perdoada.
29 Haverá uma mesma lei para aquele que pecar sem querer, tanto para o natural entre os filhos de Israel, como para o estrangeiro que peregrinar entre eles.
30 Mas a pessoa que fizer alguma coisa temerariamente, quer seja natural, quer estrangeira, blasfema ao Senhor; tal pessoa será extirpada do meio do seu povo,
31 por haver desprezado a palavra do Senhor, e quebrado o seu mandamento; essa alma certamente será extirpada, e sobre ela recairá a sua iniquidade.
32 Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado.
33 E os que o acharam apanhando lenha trouxeram-no a Moisés e a Arão, e a toda a congregação.
34 E o meteram em prisão, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer.
35 Então disse o Senhor a Moisés: certamente será morto o homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial.
36 Levaram-no, pois, para fora do arraial, e o apedrejaram, de modo que ele morreu; como o Senhor ordenara a Moisés.
37 Disse mais o Senhor a Moisés:
38 Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que façam para si franjas nas bordas das suas vestes, pelas suas gerações; e que ponham nas franjas das bordas um cordão azul.
39 Tê-lo-eis nas franjas, para que o vejais, e vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor, e os observeis; e para que não vos deixeis arrastar à infidelidade pelo vosso coração ou pela vossa vista, como antes o fazíeis;
40 para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os observeis, e sejais santos para com o vosso Deus.
41 Eu sou o senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito para ser o vosso Deus. Eu sou o Senhor vosso Deus.” (Nm 15.1-41).

Silvio Dutra

Gideão – Parte 3 – Juízes 8

Tendo comentado os três primeiros versículos deste 8º capítulo de Juízes, no final do comentário alusivo ao final do capítulo anterior, nós vemos uma afirmação no verso 4 que bem demonstra a qualidade do espírito de Gideão e dos trezentos que o seguiam:
“E Gideão veio ao Jordão e o atravessou, ele e os trezentos homens que estavam com ele, fatigados, mas ainda perseguindo.”.
Eles estavam fatigados não apenas pela perseguição que estavam empreendendo mas também pelo fato de estarem famintos, e isto se vê no verso 5. Mesmo extenuados, exauridos ainda estavam perseguindo.
Nada deteria aqueles homens dotados de tal qualidade de espírito. E por isso foram previamente selecionados por Deus, para servirem de exemplo a todo Israel, e a nós na igreja de Cristo, quanto ao modo como Deus deve ser servido na obra que realizamos em Seu nome e para Ele. O apóstolo Paulo testemunha de si mesmo que trabalhava até à exaustão no serviço de Cristo. E nisto deixou um exemplo para ser seguido por todos os obreiros de Jesus, especialmente pelos ministros do evangelho.
E a atitude dos habitantes de Sucote e de Penuel foi grave porque se recusaram alimentar a Gideão e a seus homens, de modo a terem melhores condições na perseguição que estavam empreendendo aos dois reis midianitas Zeba e Zalmuna. Eles se recusaram em ser generosos para com eles, apesar de que seriam também beneficiados com a libertação do jugo dos midianitas. Mas eles não criam nisto, em face do pequeno exército de Gideão, e não somente se negaram a ajudá-lo como também zombaram deles.
E mesmo com fome eles prosseguiram na perseguição, não sem que antes Gideão prometesse que castigaria a incredulidade e falta de generosidade dos homens de Sucote e de Penuel, aos primeiros dando-lhes uma surra com os espinhos e abrolhos do deserto, e aos moradores de Penuel traria danos, derrubando a torre deles, e até mesmo matando a alguns deles, certamente aqueles que haviam zombado mais acremente quando lhes pediram alimento. E ele o fizera conforme havia prometido depois de ter subjugado os dois reis midianitas.
Deus havia por um processo extraordinariamente miraculoso feito com que o número assombroso de cento e vinte mil midianitas fossem mortos (v. 10), e apenas quinze mil homens haviam sobrado do exército deles e fugido com Zeba e Zalmuna, contra os quais Gideão estava empreendendo perseguição com os seus valentes, que haviam deixado suas trombetas e tochas para agora lançarem mão de espadas com as quais prevaleceriam sobre os midianitas, conforme a promessa que havia sido feita por Deus: “Disse ainda o Senhor a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam a água vos livrarei, e entregarei os midianitas na tua mão; mas, quanto ao resto do povo, volte cada um ao seu lugar.” (Jz 7.7).
Os reis midianitas foram julgados e condenados à morte por terem matado em tempos atrás os irmãos de Gideão no monte Tabor (Jz 6.2), que tendo buscado abrigo nas montanhas por medo dos midianitas foram achados por estes dois reis, e foram vil e barbaramente mortos a sangue frio.
Nos versos 20 e 21 nós vemos Gideão chamando seu filho ainda muito jovem para ser o vingador do sangue dos seus irmãos que foram mortos por aqueles reis, porque com isso a desonra deles seria ainda maior na execução da sua sentença de morte, entretanto o jovem não teve coragem suficiente para fazê-lo, e os reis rogaram a Gideão que ele mesmo os matasse, porque assim não seriam desonrados na morte, porque certamente correria a notícia que foram mortos pelas mãos de uma criança, caso o filho de Gideão tivesse a coragem de fazê-lo.
Depois de matá-los, Gideão se apoderou dos ornamentos em forma de lua que estavam nos pescoços dos camelos daqueles reis, que possivelmente se destinavam a honrar a deusa Asterote que era representada pela lua, assim como Baal era representado pelo sol. E certamente para evitar um uso indevido em idolatria, ele pegou todos os demais ornamentos, e na intenção de evitar um mal, acabou fazendo um outro, porque fabricou com eles uma estola sacerdotal e a colocou em sua cidade, e aquela peça de uso sagrado exclusivo do tabernáculo era adorada pelos israelitas.
Quando os israelitas pediram a Gideão que ele se fizesse o governante deles, e que isto passasse a ser considerado um direito hereditário em sua família, conforme é próprio aos reis, ele se recusou em atender ao pedido deles, e afirmou que aquele que regeria sobre eles seria sempre o Senhor, e não ele e ninguém de sua casa. O desejo de Gideão era o de servir ao seu povo, e não o de governá-lo. Ele havia sido chamado e capacitado por Deus para a obra que realizara, e deveria se limitar ao que lhe foi ordenado, e ele estava bem consciente disto. A propósito, neste aspecto, o período dos juízes, em que não havia uma organização política, com um governo confederado e central sobre todas as tribos, se tinha o inconveniente de Israel não configurar uma unidade federativa, por outro lado, tinha a vantagem de ter líderes levantados e escolhidos diretamente pelo próprio Deus para conduzirem o seu povo. O modelo do direito sucessório por hereditariedade carregava consigo o grande inconveniente de serem conduzidas ao trono pessoas ímpias, conforme se vê na história dos reis de Israel.
Os versos 30 a 35 são introdutórios à narrativa do capítulo seguinte deste livro (nono) porque narra o número de filhos (setenta) que Gideão tivera com as muitas mulheres que possuía, não sendo destacado o nome de nenhum destes seus filhos, senão Jotão, e o filho que tivera com a concubina que ele tinha em Siquém chamado Abimeleque (v. 31), cuja história é narrada no nono capítulo.
E é também citado no verso 33 que depois da morte de Gideão os israelitas tornaram a se prostituir após os baalins, tendo posto a Baal-Berite por deus deles, sendo que Baal significa senhor, mestre ou esposo, e berite, aliança, portanto, traduzido daria senhor da aliança, e no entanto, os israelitas haviam se aliançado com o único e verdadeiro Senhor, através da mediação de Moisés, configurando portanto esta falsa adoração numa alta traição e adultério, não se lembrando os israelitas do Deus que os livrara das mãos de todos os seus inimigos ao redor, e nem usaram de beneficência com a casa de Gideão, conforme veremos no comentário relativo ao nono capítulo.
Os siquemitas adoravam a Baal-Berite, e é significativo que se note a conexão desta adoração com a barbárie que seria realizada por Abimeleque, em conluio com os habitantes de Siquém, onde residia a parentela de sua mãe e de seu avô materno.


“1 Então os homens de Efraim lhe disseram: Que é isto que nos fizeste, não nos chamando quando foste pelejar contra Midiã? E repreenderam-no asperamente.
2 Ele, porém, lhes respondeu: Que fiz eu agora em comparação ao que vós fizestes? Não são porventura os rabiscos de Efraim melhores do que a vindima de Abiezer?
3 Deus entregou na vossa mão os príncipes de Midiã, Orebe e Zeebe; que, pois, pude eu fazer em comparação ao que vós fizestes? Então a sua ira se abrandou para com ele, quando falou esta palavra.
4 E Gideão veio ao Jordão e o atravessou, ele e os trezentos homens que estavam com ele, fatigados, mas ainda perseguindo.
5 Disse, pois, aos homens de Sucote: Dai, peço-vos, uns pães ao povo que me segue, porquanto está fatigado, e eu vou perseguindo a Zeba e Zalmuna, reis dos midianitas.
6 Mas os príncipes de Sucote responderam: Já estão em teu poder as mãos de Zeba e Zalmuna, para que demos pão ao teu exército?
7 Replicou-lhes Gideão: Pois quando o Senhor entregar na minha mão a Zeba e a Zalmuna, trilharei a vossa carne com os espinhos do deserto e com os abrolhos.
8 Dali subiu a Penuel, e falou da mesma maneira aos homens desse lugar, que lhe responderam como os homens de Sucote lhe haviam respondido.
9 Por isso falou também aos homens de Penuel, dizendo: Quando eu voltar em paz, derribarei esta torre.
10 Zeba e Zalmuna estavam em Carcor com o seu exército, cerca de quinze mil homens, os restantes de todo o exército dos filhos do oriente; pois haviam caído cento e vinte mil homens que puxavam da espada.
11 subiu Gideão pelo caminho dos que habitavam em tendas, ao oriente de Nobá e Jogbeá, e feriu aquele exército, porquanto se dava por seguro.
12 E, fugindo Zeba e Zalmuna, Gideão os perseguiu, tomou presos esses dois reis dos midianitas e desbaratou todo o exército.
13 Voltando, pois, Gideão, filho de Joás, da peleja pela subida de Heres,
14 tomou preso a um moço dos homens de Sucote, e o inquiriu; este lhe deu por escrito os nomes dos príncipes de Sucote, e dos seus anciãos, setenta e sete homens.
15 Então veio aos homens de Sucote, e disse: Eis aqui Zeba e Zalmuna, a respeito dos quais me escarnecestes, dizendo: Porventura já estão em teu poder as mãos de Zeba e Zalmuna, para que demos pão aos teus homens fatigados?
16 Nisso tomou os anciãos da cidade, e espinhos e abrolhos do deserto, e com eles deu uma severa lição aos homens de Sucote.
17 Também derrubou a torre de Penuel, e matou os homens da cidade.
18 Depois perguntou a Zeba e a Zalmuna: Como eram os homens que matastes em Tabor? E responderam eles: Qual és tu, tais eram eles; cada um parecia filho de rei.
19 Então disse ele: Eram meus irmãos, filhos de minha mãe; vive o Senhor, que se lhes tivésseis poupado a vida, eu não vos mataria.
20 E disse a Jeter, seu primogênito: Levanta-te, mata-os. O mancebo, porém, não puxou da espada, porque temia, porquanto ainda era muito moço.
21 Então disseram Zeba e Zalmuna: Levanta-te tu mesmo, e acomete-nos; porque, qual o homem, tal a sua força. Levantando-se, pois, Gideão, matou Zeba e Zalmuna, e tomou os crescentes que estavam aos pescoços dos seus camelos.
22 Então os homens de Israel disseram a Gideão: Domina sobre nós, assim tu, como teu filho, e o filho de teu filho; porquanto nos livraste da mão de Midiã.
23 Gideão, porém, lhes respondeu: Nem eu dominarei sobre vós, nem meu filho, mas o Senhor sobre vós dominará.
24 Disse-lhes mais Gideão: uma petição vos farei: dá-me, cada um de vós, as arrecadas do despojo. (Porque os inimigos tinham arrecadas de ouro, porquanto eram ismaelitas) .
25 Ao que disseram eles: De boa vontade as daremos. E estenderam uma capa, na qual cada um deles deitou as arrecadas do seu despojo.
26 E foi o peso das arrecadas de ouro que ele pediu, mil e setecentos siclos de ouro, afora os crescentes, as cadeias e as vestes de púrpura que os reis de Midiã trajavam, afora as correntes que os camelos traziam ao pescoço.
27 Disso fez Gideão um éfode, e o pôs na sua cidade, em Ofra; e todo o Israel se prostituiu ali após ele; e foi um laço para Gideão e para sua casa.
28 Assim foram abatidos os midianitas diante dos filhos de Israel, e nunca mais levantaram a cabeça. E a terra teve sossego, por quarenta anos nos dias de Gideão.
29 Então foi Jerubaal, filho de Joás, e habitou em sua casa.
30 Gideão teve setenta filhos, que procederam da sua coxa, porque tinha muitas mulheres.
31 A sua concubina que estava em Siquém deu-lhe também um filho; e pôs-lhe por nome Abimeleque.
32 Morreu Gideão, filho de Joás, numa boa velhice, e foi sepultado no sepulcro de seu pai Joás, em Ofra dos abiezritas.
33 Depois da morte de Gideão os filhos de Israel tornaram a se prostituir após os baalins, e puseram a Baal-Berite por deus.
34 Assim os filhos de Israel não se lembraram do Senhor seu Deus, que os livrara da mão de todos os seus inimigos ao redor;
35 nem usaram de beneficência para com a casa de Jerubaal, a saber, de Gideão, segundo todo o bem que ele havia feito a Israel.”. (Jz 8.1-35)

Silvio Dutra

Tiago 2 - Por Matthew Henry

Versículos 1-13: Todas as profissões de fé serão más se não produzirem amor e justiça para os demais; 14-26. As boas obras são necessárias para demonstrar a sinceridade da fé que de outro modo, não será mais vantajosa que a fé dos demônios.

Vv. 1-13. Os que professam fé em Cristo como o Senhor da glória não devem fazer acepção de pessoas pelas circunstâncias ou aparências externas, de uma maneira que não concorde com sua profissão de ser discípulos do humilde Jesus. Aqui Tiago não incentiva à rudeza nem à desordem; deve dar-se o respeito civil, mas nunca de modo que influencie nos procedimentos dos cristãos para dispor dos ofícios da Igreja de Cristo ou para passar as censuras da Igreja ou em alguma questão da religião. O questionamento a si mesmo é algo de muita utilidade em todos os aspectos da vida santa. Façamo-lo com mais freqüência e aproveitemos todas as ocasiões para discorrer com as nossas almas.
Como os lugares de adoração não podem ser edificados nem mantidos sem gastos, pode ser apropriado que os que contribuem sejam acomodados de maneira concordante; porém, se todos fossem pessoas de maior orientação espiritual, os pobres seriam tratados com mais atenção do que costuma acontecer nas congregações.
O estado humilde é mais favorável à paz interior e ao crescimento na santidade. Deus daria riquezas e honra deste mundo a todos os crentes se lhes fizesse bem, considerando que Ele os tem escolhido para que sejam ricos em fé, e os tem feito herdeiros de seu reino, prometido a todos que o amam. Considere quão frequentemente as riquezas conduzem ao vício e à maldade, e que grandes censuras são feitas a Deus e à religião por parte dos homens ricos, poderosos e grandes no mundo; isso fará que este pecado pareça muito grave e néscio.
A Escritura estabelece como lei amar ao próximo como a si mesmo. Esta lei é uma lei real, que vem do Rei dos reis, e se os cristãos agirem de modo injusto, serão convictos de transgressão pela lei.
Pensar que as nossas boas obras expiarão as nossas más obras, é algo que claramente nos leva a buscar outra expiação. Conforme o pacto de obras, transgredir qualquer mandamento coloca o homem sob a condenação, da qual nenhuma obediência o pode livrar, seja passada, presente, ou futura.
Isto nos mostra a felicidade dos que estão em Cristo. Podemos servi-lo sem medo. Porém, Deus considera que é sua glória e alegria perdoar e abençoar aqueles que poderiam ser condenados com justiça em seu tribunal; e sua graça ensina que os que participam de sua misericórdia, devem imitá-lo em sua conduta.

Vv. 14-26. Equivocam-se aqueles que tomam a crença de somente algumas noções do Evangelho pelo todo da religião evangélica, como muitos fazem hoje. Não há dúvida de que somente a fé verdadeira, pela qual os homens participam da justiça, expiação e graça de Cristo, salva as suas almas; porém, produz frutos santos e se mostra verdadeira por seus efeitos nas obras deles, enquanto o consentimento a qualquer forma de doutrina ou crença histórica de fatos difere totalmente da fé salvadora.
A profissão de fé sozinha pode obter a boa opinião de pessoas piedosas e, em alguns casos, pode procurar coisas mundanas boas; porém, de que aproveita a alguém se ganhar o mundo todo e perder a sua alma? Essa fé pode salvá-lo? Todas as coisas devem ser contadas como proveitosas ou prejudiciais para nós, segundo tenham a tendência de promover ou atrapalhar a salvação de nossas almas. Este ponto das Escrituras mostra evidentemente que uma opinião ou consentimento ao Evangelho, sem obras não é fé.
Não há maneira de mostrar que cremos realmente em Cristo, senão sendo diligentes em boas obras por causa do Evangelho e para os propósitos do Evangelho. Os homens podem vangloriar-se uns aos outros e se orgulharem falsamente de algo que na realidade não possuem. Não se trata somente de conformar-se à fé, mas consentir com ela; não só de concordar com a verdade da Palavra, mas de concordar em receber a Cristo. Crer verdadeiramente não é só um ato de entendimento, mas uma obra de todo o coração.
Por dois exemplos se demonstra que a fé que justifica não pode existir sem obras: Abraão e Raabe. Abraão creu em Deus e isto lhe foi imputado por justiça. A fé que produz tais obras, conduziu-o a favores peculiares. Então vemos, no verso 24, como o homem é justificado pelas obras; não somente pela opinião ou declaração, ou por crer sem obedecer, mas tendo a fé que produz boas obras. Ter que negar a sua própria razão, afetos ou interesses, é uma ação ideal para provar um crente.
Observe aqui o maravilhoso poder da fé para transformar os pecadores. A conduta de Raabe provou que a fé dela era viva e tinha poder; demonstrou que ela cria com o seu coração e não só por consentimento intelectual.
Então, tenhamos em mente que as boas obras sem fé são obras mortas, carentes de raiz e princípio. Tudo o que fazemos por fé é realmente bom, porque se faz em obediência a Deus e para a sua aceitação: quando não há fruto é como se a raiz estivesse morta. A fé é a raiz, as boas obras são os frutos, e devemos nos ocupar em ter ambos. Esta é a graça de Deus pela qual resistimos, e a qual devemos defender. Não existe estado intermediário. Cada um deve viver como amigo de Deus ou como seu inimigo. viver para Deus, que é consequência da fé que justifica e salvará, nos obriga a não fazer nada contra Ele, mas a fazer tudo por Ele e para Ele.

Matthew Henry

Gálatas 5 – Por Matthew Henry

Versículos 1-12: Uma fervorosa exortação a estarem firmes na liberdade do Evangelho; 13-15: Uma fervorosa exortação a terem o cuidado de não consentirem com um temperamento pecador; 16-26. Urna fervorosa exortação a caminharem no Espírito, e não darem lugar às luxúrias da carne: as obras de ambos são descritas.

Vv. 1-6. Cristo não será o Salvador de alguém que não o receba e confie nEle como o seu único Salvador. Demos ouvidos às advertências e às exortações do apóstolo, a estarmos firmes na doutrina e na liberdade do Evangelho. Todos os verdadeiros cristãos, que são ensinados pelo Espírito Santo, esperam pela vida eterna, pela recompensa da justiça, e pelo objeto de sua esperança, como dádiva de Deus por meio de sua fé em Jesus Cristo, e não por amor às suas próprias obras.
O judeu convertido pode observar as cerimônias ou afirmar a sua liberdade; o gentio pode desprezá-las ou tomar parte nelas, sempre e quando não dependa destas. Nenhum privilégio ou profissão exterior de fé, servirão para que sejam aceitos por Deus, sem que tenham a fé sincera em nosso Senhor Jesus Cristo. A verdadeira fé é uma graça que age, trabalha por amor a Deus e aos nossos irmãos. Que estejamos entre aqueles que, pelo Espírito Santo, aguardam a esperança da justiça pela fé.
O perigo anterior não estava em coisas sem importância em si mesmas, como agora o são em muitas formas e observâncias. Porém, sem a fé que trabalha por meio do amor, tudo mais carece de valor, e comparado a isto, todas as demais coisas são de escasso valor.

Vv. 7-12. A vida do cristão é uma carreira na qual ele deve correr e manter-se, se desejar alcançar o prêmio. Não basta que professemos o cristianismo; devemos correr bem, vivendo conforme esta confissão. Muitos que começam bem na religião são prejudicados em seu avanço ou desviam-se pelo caminho. Aqueles que começaram a desviar-se do caminho e a mostrarem-se cansados, deveriam perguntar a si mesmos, de modo sério, o que é que lhes está atrapalhando.
A opinião ou a persuasão (v. 8) era sem dúvida a de mesclar as obras da lei com a fé em Cristo quanto à justificação. O apóstolo deixa que eles mesmos julguem de onde surgiu o problema, e mostra o suficiente para indicar que esta situação deve-se a Satanás, e a mais ninguém.
Para as igrejas cristãs, é perigoso dar ânimo àqueles que seguem a erros destruidores, e especialmente àqueles que os difundem. Ao repreender o pecado e o erro, devemos sempre distinguir entre os líderes e os liderados. Os judeus se ofendiam por ser pregado que Cristo é a única salvação para os pecadores. se Paulo e os demais tivessem aceito que a observância da lei de Moisés deveria unir-se à fé em Cristo, como necessária para a salvação, então os crentes poderiam evitar muitos dos sofrimentos que tiveram. Deve-se resistir aos primeiros indícios deste fermento. Certamente aqueles que persistem em perturbar a Igreja de Cristo, devem suportar o seu juízo.

Vv. 13-15. O Evangelho é uma doutrina que está de acordo com a piedade (1 Tm 6.3), e está longe de consentir com o menor pecado que seja, e vem nos submeter à obrigação mais forte de evitá-lo e vencê-lo. O apóstolo insiste em que toda a lei se cumpre em uma só palavra: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Se os cristãos, que devem ajudar-se uns aos outros e regozijarem-se uns nos outros, brigam entre si, o que se pode esperar senão que o Deus de amor negue a sua graça, e que o Espírito de amor se retire, e prevaleça o espírito maligno que procura destruí-los?
Bom seria que os crentes se posicionassem contra o pecado em si mesmos e nos lugares aonde vivem, ao invés de morderem-se e devorarem-se uns aos outros, sob o pretexto de terem diferentes opiniões.

Vv. 16-26. Se fôssemos cuidadosos para agir sob a direção e poder do bendito Espírito Santo, mesmo que não fôssemos libertos dos estímulos e da oposição da natureza corrupta que procura permanecer em nós, esta não nos dominaria. Os crentes estão envolvidos em um conflito, onde desejam esta graça capaz de alcançar a vitória plena e rápida. Aqueles que desejam entregar-se à direção do Espírito Santo, não estão sob a lei como pacto de obras, nem expostos à sua espantosa maldição. O ódio que possuem contra o pecado e a sua busca pela santidade mostram que possuem uma parte na salvação que é trazida pelo Evangelho.
As obras da carne são muitas, e são manifestas. Estes pecados excluíram os homens do céu. Porém, quantas pessoas que se dizem cristãs vivem desta maneira, e declaram que estão à espera do céu! Os frutos do Espírito, ou da natureza renovada que devemos ter, são enumerados. Assim, o apóstolo os nomeia, bem como as obras da carne, que são daninhas não somente para os próprios homens, mas tendem a torná-los mutuamente nocivos. Deste modo o apóstolo observa aqui o fruto do Espírito, que tende a tornar os cristãos mutuamente agradáveis e felizes. O fruto do Espírito mostra a evidência de que eles são dirigidos pelo Espírito.
A descrição das obras da carne e do fruto do Espírito nos diz o que devemos evitar e resistir, e o que devemos desejar e cultivar; este é o anelo e a obra sincera de todos os verdadeiros cristãos. O pecado já não reina agora em seus corpos mortais, de modo que o obedeçam (Rm 6.12), pois eles procuram destruí-lo. O Senhor Jesus Cristo jamais reconhecerá aqueles que se rendem para serem servos do pecado. E não basta que cessemos de fazer o mal, mas devemos aprender a fazer o bem. A nossa conversação deverá estar de acordo com o princípio que nos dirige e nos governa (Rm 8.5). Devemos mortificar as obras da carne, e caminhar na nova vida sem desejar a vanglória, nem de modo indevido a estima e o aplauso dos homens; não provoquemo-nos nem invejemo-nos mutuamente, mas buscando dar estes bons frutos com maior abundância, que são, por meio de Jesus Cristo, para o louvor e a glória de Deus.

Matthew Henry

Gálatas 3 - Por Matthew Henry

Versículos 1- 5: Os gálatas são repreendidos por desviarem-se da grande doutrina da justificação, que somente acontece pela fé em Cristo; 6-9: Esta doutrina é afirmada a partir do exemplo de Abraão; 10-14: O teor da lei e a gravidade de sua maldição; 15-18: O pacto da promessa que a lei não podia anular; 19-25: A lei foi um aio para guiar-nos a Cristo; 26-29: No Evangelho todos os crentes são um em Cristo Jesus.

Vv. 1-5. Vários fatores contribuíam para que o estado néscio dos cristãos gálatas se tornasse ainda mais grave. A doutrina da cruz lhes fora pregada, e a ceia do Senhor lhes era ministrada. Em ambas, Cristo crucificado e a natureza de seus sofrimentos lhes haviam sido expostos de modo pleno e claro.
Eles foram feitos participantes do Espírito Santo pela ministração da lei ou por conta de algumas obras que fizeram em obediência a ela? Não foi por terem ouvido e abraçado a doutrina da fé exclusivamente em Cristo, que sozinha é suficiente para a justificação? Não foi por meio do primeiro, mas deste último. Não são sábios aqueles que toleram ser desviados do ministério e da doutrina em que foram abençoados para o seu próprio proveito espiritual.
Ah! Que os homens não se desviem da doutrina de Cristo crucificado, que é uma doutrina de importância absoluta, para ouvirem distinções inúteis, pregações puramente morais ou loucas imaginações! O deus deste mundo cegou o entendimento dos homens usando diversos homens e meios, para que aprendessem a não confiar no Salvador crucificado. Podemos perguntar de modo direto: Onde há o fruto do Espírito Santo de modo mais evidente? Naqueles que pregam a justificação por meio das obras da lei, ou naqueles que pregam a doutrina da fé? Com toda a segurança, nestes últimos.

Vv. 6-14. O apóstolo prova a doutrina, de cuja rejeição havia culpado os gálatas. A saber, a da justificação pela fé, sem as obras da lei. Ele o faz a partir do exemplo de Abraão, cuja fé se firmou na Palavra e na promessa de Deus, e por crer foi reconhecido e aceito por Deus como sendo um homem justo. É dito que as Escrituras preveem, porque aquEle que previu foi o Espírito Santo, que inspirou as Escrituras. Abraão foi abençoado por causa da fé que possuía na promessa de Deus; e esta é a única forma pela qual os demais obtêm este privilégio. Então, estudemos o assunto, a natureza e os efeitos da fé de Abraão, porque quem pode escapar da maldição da santa lei de alguma outra maneira? A maldição é contrária a todos os pecadores; portanto, é contrária a todos os homens, porque todos pecaram, e todos se fizeram culpáveis diante de Deus; e como transgressores da lei, estamos debaixo de sua maldição, e em vão buscaremos a justificação por meio dela. Os justos ou retos são somente aqueles que são libertos da morte e da ira, e que são restaurados a um estado de vida no favor de Deus: somente através da fé é que as pessoas chegam a ser justas.
Assim vemos, pois, que a justificação por meio da fé não é uma doutrina nova, mas foi ensinada na Igreja de Deus muito antes dos tempos em que o Evangelho foi introduzido. Na verdade, é a única maneira pela qual os pecadores foram ou podem ser justificados.
Mesmo não tendo sentido esperar a libertação por meio da lei, existe um caminho aberto para que o homem escape da maldição, e recupere o favor de Deus, a saber, por meio da fé em Cristo. Cristo nos redimiu da maldição da lei; foi feito pecado, ou uma oferta pelo pecado por nós; não separado de Deus, mas por certo tempo sujeito ao castigo divino. Os intensos sofrimentos do Filho de Deus advertem os pecadores aos gritos, para que fujam da ira vindoura, mais do que de todas as maldições da lei, porque, como é que Deus poderia salvar a um homem que permanece sob o pecado, tendo em vista que não poupou o seu próprio Filho, quando os nossos pecados foram carregados sobre Ele? Porém, ao mesmo tempo, Cristo, da cruz, convida os pecadores a que de modo livre e de graça, refugiem-se nEle.

Vv. 15-18. O pacto que Deus fez com Abraão não foi cancelado por meio da entrega da lei a Moisés. O pacto foi estabelecido com Abraão e com a sua semente. Ele ainda está em vigor. Cristo permanece para sempre em pessoa e na semente espiritual de Abraão, que são seus por meio da fé. Por esta razão conhecemos a diferença entre as promessas da lei e as promessas do Evangelho. As promessas da lei são feitas à pessoa de cada ser humano; as promessas do Evangelho são feitas primeiramente a Cristo, e depois feitas por meio dEle aos que pela fé são enxertados nEle.
Para dividir corretamente a Palavra da verdade, deve ser estabelecida uma grande diferença entre a promessa e a lei quanto aos efeitos interiores e a toda a prática da vida. Quando a promessa se mescla com a lei, anula-se e converte-se em lei. Que Cristo esteja sempre diante de nossos olhos como argumento seguro para a defesa da fé, contra a dependência da justiça humana.

Vv. 19-22. Se esta promessa foi suficiente para a salvação, então para que serviu a lei? Os israelitas, mesmo tendo sido escolhidos para serem o povo peculiar de Deus, eram pecadores como os demais. A lei não foi concebida para descobrir uma maneira de justificar, diferente daquela que fora dada pela promessa, mas para conduzir os homens a enxergarem a necessidade que tinham da promessa, mostrando-lhes a gravidade do pecado, e para dirigi-los somente a Cristo, por meio de quem poderiam ser perdoados e justificados.
A lei foi dada pelo ministério dos anjos e pela mão de um mediador, Moisés; porém, a promessa foi feita pelo próprio Deus. Daí temos que a lei não poderia ser projetada para revogar a promessa. Como o próprio vocábulo indica, o mediador é um amigo que se interpõe entre duas partes e que não age somente em relação a uma, ou a favor de uma das partes. A grande intenção da lei era que a promessa por fé em Jesus Cristo fosse dada àqueles que creem; àqueles que, estando convictos de sua culpa, e da insuficiência da lei para efetuar a justiça por si mesmos, pudessem ser persuadidos a crer em Cristo, e, assim, alcançarem o benefício da promessa. Não é possível que a santa, justa e boa lei de Deus, a norma do dever para todos, seja contrária ao Evangelho de Cristo. A lei empreende todos os esforços para promover o Evangelho.

Vv. 23-25. A lei não ensinava um conhecimento vivo e Salvador, porém, por meio de seus ritos e cerimônias, especialmente por seus sacrifícios, apontava para Cristo, para que eles fossem justificados pela fé nEle. Deste modo, a palavra "aio" significava um servo que tinha a incumbência de levá-los a Cristo, como as crianças eram levadas à escola pelos servos encarregados de atendê-los; para que fossem mais plenamente ensinados por Ele, que é o verdadeiro caminho de justificação e salvação, o qual existe unicamente pela fé em Cristo.
Destaca-se a grande vantagem do estado do Evangelho, no qual desfrutamos a revelação da graça e da misericórdia divina, mais claramente do que os judeus de antigamente. A maioria dos homens continua presa como se estivesse em um calabouço escuro, apaixonados por seus pecados, cegos e adormecidos por Satanás, por meio dos prazeres, preocupações e esforços mundanos. Porém, o pecador despertado descobre o seu terrível estado, e sente que a misericórdia e a graça de Deus são a sua única esperança. Os terrores da lei costumam ser utilizados pelo Espírito Santo, que produz a convicção, para mostrar ao pecador que este precisa de Cristo, para levá-lo a confiar em seus sofrimentos e méritos e possa ser justificado pela fé. Então, a lei, pelo ensino do Espírito Santo chega a ser a sua amada norma do dever e a sua norma para o exame diário de si mesmo. Utilizando-a deste modo, aprende a confiar mais claramente no Salvador.

Vv. 26-29. Os verdadeiros cristãos desfrutam de grandes privilégios sujeitos ao Evangelho, e já não são mais contados como servos, mas como filhos; agora não são mantidos a determinada distância e sujeitos a certas restrições como os judeus na Antiga Aliança. Tendo aceito a Cristo Jesus como o seu Senhor e Salvador, e confiando somente nEle para a justificação e a salvação, eles chegam a ser filhos de Deus. Porém, nenhuma forma exterior ou confissão é capaz de garantir estas bênçãos, porque se alguém não tem o Espírito de Cristo, não pertence a Ele.
No batismo nós nos revestimos de Cristo; por meio deste professamos que somos seus discípulos. sendo batizados em Cristo, somos batizados em sua morte, porque assim como Ele morreu e ressuscitou, nós morremos para o pecado e andamos em uma vida nova e santa. Revestir-se de Cristo, de acordo com o Evangelho, não consiste na imitação daquilo que é exterior, mas em ter um novo nascimento, uma completa transformação.
Aquele que faz com que os crentes sejam herdeiros proverá o necessário para eles. Portanto, o nosso afã deve ser o de cumprir os deveres que são de nossa responsabilidade, e devemos lançar sobre Deus todas as nossas outras ansiedades. Devemos ter um interesse especial pelo céu; as coisas desta vida não passam de ninharias. A cidade de Deus no céu é a porção ou a parte de seus filhos. Procuremos nos assegurar de ser participantes destas promessas, acima de todas as outras coisas nesta vida.

Matthew Henry

Josué 1 - Por Matthew Henry

Versículos 1-4: O Senhor nomeia a Josué como sucessor de Moisés; 5-9: Deus promete dar assistência a Josué; 10-15: Os preparativos para cruzar o Jordão; 16-18: O povo promete obedecer a Josué.

Vv. 1-4. Josué havia servido a Moisés. Ele, que fora chamado para, no futuro, ser líder, serviu por muito tempo como servo. Nosso Senhor Jesus também assumiu a forma de servo. Josué estava treinado para obedecer às ordens, os mais aptos para governar são os que aprenderam a obedecer, como o Filho de Deus, que foi obediente até a morte, e morte de cruz.
A mudança de situação dos homens úteis deve estimular aos sobreviventes a serem mais diligentes em fazer o bem. Levantem-se e vamos cruzar o Jordão. As zonas mais baixas estavam alagadas neste momento. Josué não tinha uma ponte nem possuía botes; porém, deveria crer que Deus abriria um caminho, ao determinar que o povo passasse para o outro lado.

Vv. 5-9. Josué fez com que a lei de Deus fosse seu governo. Deus o ordenou que meditasse nela dia e noite para que pudesse compreendê-la. Quaisquer que sejam os assuntos do mundo que tenhamos em mente, não devemos desprezar a única coisa necessária. Todas as ordens de Josué ao povo, e também seus juízos, deviam estar em conformidade com a lei de Deus. Ele próprio devia submeter-se aos mandamentos de Deus; a dignidade e o domínio de homem algum o colocaram acima das Íeis divinas. Ele devia alertar-se a si mesmo com a promessa e a presença de Deus. Que você não se desanime ao sentir suas próprias enfermidades; Deus é todo suficiente. Ele te diz: "Eu tenho te mandado, chamado e comissionado para fazê-lo; então, tenha a segurança que te sustentarei e livrarei". Quando estamos na senda do dever, temos razões para ser fortes e mui ousados. Nosso Senhor Jesus, assim como Josué, foi sustentado em seus sofrimentos por considerar a vontade de Deus e o mandamento de seu Pai.

Vv. 10-15. Josué disse ao povo que cruzasse o Jordão e possuísse a terra porque Deus determinara isto. Nós honramos a verdade de Deus quando não vacilamos em confiar em suas promessas, os soldados das duas tribos e meia que ficaram com a parte oriental de Canaã precisavam cruzar o Jordão com seus irmãos, para conquistar a parte ocidental. Quando Deus por sua providência nos tem dado repouso, devemos considerar que serviço podemos fazer em favor de nossos semelhantes.

Vv. 16-18. O povo de Israel compromete-se a obedecer a Josué: "Faremos tudo o que nos tens mandado, sem murmurar nem discutir, e onde quer que nos envies, iremos". o melhor que podemos pedir a Deus para nossos magistrados, é que eles tenham a presença de Deus; isso fará com que eles sejam bênçãos para nós, de maneira que, ao pedir isso para eles, levemos em conta nosso próprio interesse. Que sejamos colocados sob a bandeira do capitão de nossa salvação, obedientes aos seus mandamentos e pelejemos a boa batalha da fé, com toda confiança em seu nome e por amor ao seu nome, contra tudo que se oponha à sua autoridade; pois qualquer que se recuse a obedecer-lhe deve ser destruído.

Matthew Henry