Versiculo sobre MissÕes

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João 11:35
Sabe esse pequeno versiculo, eu acho que é o menor e o maior ao mesmo tempo.
Quando o verbo se tornou carne, ele nao quis ser o SUPER HOMEM, mesmo que antes dessa passagem ele diz ""Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá" JOAO 11:25. Ele nao falou essa frase com o IRON MAN, tanto é que dez versiculos mais tarde, Ele chora.
Isso me conforta por saber que por ser Cristão, minha vida não seria um mar de rosas obrigatório, sabe?
Mas junto com essas tais rosas, viriam os espinhos, que iriam machucar. Mas me alegro, pois a Palavra diz "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã" Salmos 30:5

Júlio.M

O Paradoxo da Justiça Divina



Hoje eu quero olhar para apenas um versículo: 1 João 2:1. Este é um texto que deve ser familiar para a maioria de vocês, mas às vezes perdemos as verdades ricas em textos mais conhecidos por não olhar de perto o suficiente ou pensar profundamente o bastante sobre o que o texto realmente diz. Este é um daqueles textos importantes que é milhares de vezes mais profundo do que a maioria das pessoas jamais perceberá, só por ler o capítulo. Então, eu quero meditar sobre isso com cuidado. E assim você terá um pouco do contexto. Vou começar a ler com outro texto (ainda mais conhecido) que se encontra apenas dois versos antes, mas separados por uma divisão de capítulo. Eu vou começar a ler com 1 João 1:9, e deixe-me sugerir-lhe que há um tema que une esses dois textos, e é o tema da justiça de Deus – no ato mesmo do perdão. Primeira João 1:9,10:
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.”
I Jo 2:1: “Meus filhinhos, eu estou escrevendo essas coisas para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo.”
(A citação “o justo” no final do versículo é de grande significação porque é pela justiça de Cristo, e não pela nossa, que somos justificados por Deus, e é em razão disso que ele pode interceder como Advogado, em nosso favor junto ao Pai – nota do tradutor)
Sempre tenho ficado intrigado com essa frase "temos um Advogado para com o Pai". A velha edição de 1984 da NIV traduz assim: "nós temos alguém que fala ao Pai em nossa defesa." Faz parecer que Jesus é um advogado, certo? Isso lhe surpreende? Você pode ter pensado que não haveria nenhum advogado no céu. Não tenho dúvidas de que haverá. Espero ver pelo menos Don Green lá. Mas a boa notícia é que nenhum deles fará o exercício da advocacia no céu. Há apenas uma prática de advocacia no céu, e que é do próprio Senhor, o nosso "Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo."
O apóstolo João está deliberadamente usando a terminologia dos tribunais. Ele está retratando Cristo como um advogado que defende o nosso caso na sala de justiça de Deus. É uma imagem surpreendente da nossa salvação, e um lembrete vívido de que a nossa redenção do pecado está toda ela sobre a divina justiça. Somos salvos por meios legais de um modo que magnifica a justiça de Deus.
Agora deixe que isto penetre em sua consciência. Quero enfatizar isso, porque muitas pessoas não compreendem completamente a salvação, e pensam do perdão divino como algo que subverte totalmente a justiça e a põe de lado. Como se a misericórdia de Deus anulasse a Sua justiça. Como se o amor de Deus destruísse e revogasse o Seu ódio ao pecado.
Em outras palavras, as pessoas tendem a pensar que a salvação está fundamentada somente no amor e misericórdia e bondade de Deus, como se Ele simplesmente decidisse abandonar o devido castigo do pecado e acabar com o registro de nossos erros e anular as reivindicações da justiça contra nós, só porque o seu amor era tão grande que ele simplesmente acabou com o Seu santo ódio pelo pecado.
Mas isso é uma visão errônea. Na verdade, é um dos principais erros da heresia conhecida como Socinianismo. Os Socinianos originais eram hereges do século XVI que negavam que Deus exige qualquer pagamento pelo pecado como um pré-requisito para o perdão. Eles insistiram em vez disso que Ele perdoa os nossos pecados a partir da graça de Sua bondade somente. Eles argumentaram que, se Deus exigisse uma expiação - um pagamento pelo pecado, então isto não seria realmente o perdão quando Ele nos absolve. Eles alegaram que o pecado podia ser pago ou perdoado, mas não ambos.
Em outras palavras, eles definiram o perdão de uma maneira que contradiz e contraria a justiça. Eles tinham essencialmente ensinando que Deus não poderia manter as exigências de sua justiça e perdoar os pecados, ao mesmo tempo. Eles pensaram no perdão e na justiça como duas ideias incompatíveis.
Espero que você não pense que a salvação funciona dessa forma.
Uma das mais gloriosas verdades do evangelho é que Deus nos salvou de uma maneira que confirmou a Sua justiça. A justiça não foi nem comprometida nem posta de lado; ela foi totalmente satisfeita. E a nossa salvação está, portanto, fundamentada na justiça de Deus, bem como na sua misericórdia.
E é isso que o apóstolo Paulo quis dizer quando afirmou em Romanos 1:17 que "a justiça de Deus se revela no evangelho”. É também o que o apóstolo João ressalta aqui neste contexto, quando ele diz no versículo 9 do capítulo 1, que "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar." Ele não meramente põe de lado a justiça e nos perdoa com base na enorme abundância de Sua misericórdia, Ele perdoa, porque é um ato de justiça fazê-lo assim.
Agora, não há um paradoxo surpreendente e maravilhoso nessa ideia? Você vê isso? Nós normalmente pensamos da justiça como o atributo de Deus que exige a punição do pecado. E é isso. A justiça clama por vingança sempre que um mal é feito. Provérbios 11:21: "Tenha a certeza, que uma pessoa má não ficará impune." Êxodo 34:7: " [Deus] não tem por inocente o culpado."
Entendemos isso instintivamente. É injusto deixar o mal impune. A justiça verdadeira leva Deus a tratar com os malfeitores. Ouça a oração de Salomão na dedicação do templo (2 Crônicas 6:23): " ouve tu dos céus, age e julga a teus servos, dando a paga ao perverso, fazendo recair o seu proceder sobre a sua cabeça e justificando ao justo, para lhe retribuíres segundo a sua justiça." De acordo com Apocalipse 6:10, as almas daqueles que foram martirizados por sua fé clamavam a Deus: "Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?"
E Deus vai julgar o mal. Estamos ansiosos para o dia em que o Juiz de toda a terra julgará as obras dos ímpios e expurgará o mal do universo. Ele não comprometerá a sua própria justiça, permitindo que um pecado fique impune. Jesus disse: "nada há encoberto que não será revelado, nem oculto que não será conhecido" (Mateus 10:26 ). Lucas 12:3: "Tudo o que você disse no escuro será ouvido na luz, e o que você sussurrou em salas privadas será proclamado sobre os telhados." Todo pecado, mesmo os secretos, serão expostos e julgados. A justiça clama por vingança do pecado, e Deus é um Deus de justiça perfeita, então ele não deixará um só pecado impune. (exceto no caso de terem sido perdoados pela expiação no sangue de Jesus – nota do tradutor)
Nós tendemos a pensar sobre essas coisas de uma forma muito superficial. Tomamos a misericórdia de Deus como garantia e ignoramos Sua santa justiça. Mas uma visão correta de Deus sempre exaltará o Seu ódio justo contra o pecado, tanto quanto magnificará o Seu amor e misericórdia. A misericórdia de Deus não é um sentimento piegas que faz com que Ele se esqueça da sua santidade e ponha de lado a sua justa ira contra o pecado. As exigências da justiça devem ser plena e completamente satisfeitas para que Deus possa perdoar o pecado. Ele não pode e não vai simplesmente ignorar o pecado como se isto realmente não importasse.
Ainda assim, ele perdoa.
E para mim, uma das coisas mais maravilhosas sobre o evangelho é que ele explica como isso é possível. Cristo satisfez a justiça de Deus em favor daqueles aos quais Ele salva. Ele suportou a pena dos seus pecados quando Ele morreu na cruz. O evangelho declara: "Sua justiça, [assim] para que ele pudesse ser [ambos] justo, e justificador daquele que tem fé em Jesus."
Em outras palavras, o Evangelho não é apenas uma mensagem sobre o amor de Deus. Ele é isso, mas não é só isso. O verdadeiro evangelho magnifica sua justiça, tanto quanto o seu amor. Mas quando foi a última vez que você pensou sobre o evangelho como uma mensagem sobre a justiça divina?
Tendemos a não pensar nesses termos. Invariavelmente, quando você ouve o evangelho apresentado nos dias de hoje, todo o enfoque está no amor de Deus e Sua aversão justa ao pecado raramente é sequer mencionada. "Deus ama você e tem um plano maravilhoso para a sua vida." Gostamos de falar sobre o perdão, mas raramente há qualquer atenção ao fato de que Deus exigiu o pagamento completo pelo pecado, e se o pagamento não tivesse sido feito, nunca haveria qualquer perdão. Hebreus 9:22 - "sem derramamento de sangue não há perdão dos pecados." A verdade é que, se a justiça de Deus não tivesse sido plenamente satisfeita, nossa salvação não seria possível. Seríamos condenados para sempre sem qualquer esperança de misericórdia.
É por isso que o apóstolo João usa toda esta terminologia forense. Ele está destacando o fato de que nossa salvação está fundamentada na justiça de Deus. Capítulo 1 versículo 9: "Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados." E olhe para o versículo 1 do capítulo 2: "Nós temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo."
Mais uma vez, há um paradoxo maravilhoso nisso. Nós pensamos da justiça como aquilo que clama para o nosso castigo, mas podemos aprender com o evangelho que Deus tem feito a justiça ser algo que clama por misericórdia. Isso é realmente um profundo pensamento, quando você pensa sobre isso.
Este é o assunto que abriu os olhos de Martinho Lutero para o evangelho. Ele estava estudando Romanos 1, e ele não conseguia passar do versículo 17. Ele leu, onde Paulo diz que o evangelho revela a justiça de Deus, e ele era incapaz de ir adiante. Ele disse que ficou com raiva. Ele disse que odiou o apóstolo Paulo por ter escrito esse versículo, porque o evangelho é suposto ser boa notícia. Mas Paulo diz que revela a justiça de Deus, e Lutero só conseguia pensar em justiça como algo que exigia a punição dos pecadores.
Mas, finalmente, ele se deu conta de que Paulo estava falando de um modo diferente sobre a justiça divina. Na verdade, Paulo estava descrevendo esta qualidade mesma da justiça divina que exige a salvação dos crentes. "Como está escrito: O justo viverá pela fé". E Lutero disse que era como se uma janela para o céu tivesse sido aberta para ele. De repente, ele viu a justiça de Deus sob uma luz completamente diferente, e ele veio a amar esse mesmo atributo de Deus, que ele detestava anteriormente.
Há um ponto importante em tudo isso: a menos que você veja que a justiça de Deus é tão importante quanto a sua misericórdia na obtenção de sua salvação, você não vai amar a Sua justiça da forma que deveria. Mas se você entender que a salvação não somente cumpre a misericórdia divina, mas também magnifica a justiça divina, isso será um poderoso fator dissuasivo para o pecado em sua vida.
Olhe para o nosso versículo de novo: "Meus filhinhos, escrevo estas coisas para que não pequeis."
E nesta manhã eu quero levá-lo para a visualização da galeria do salão da justiça celestial, para que possamos analisar o paradoxo da justiça divina de perto. E eu vou chamar a atenção para três aspectos nesta cena forense que são surpreendentes e maravilhosos. Aqui estão três características que não são as que poderíamos esperar encontrar num cenário onde a primeira preocupação é a justiça: o advogado, o veredicto, e o remédio para o nosso pecado. Vamos olhá-los individualmente. Primeiro,

1. O Advogado

O advogado de defesa é o próprio Cristo. Isto é notável por várias razões. Primeiro de tudo, como eu disse no início, é extraordinário pensar de Cristo no papel de nosso Advogado celestial - intercedendo por nós com Deus, argumentando a nosso favor com base na divina justiça. É assim que Ele pleiteia o nosso caso. É assim que Ele fala em nosso benefício. Ele nos representa diante do trono da justiça divina, e faz com que essa própria justiça demande o nosso perdão. Você não poderia ter um melhor advogado para defender seu caso.
A palavra grega traduzida como "advogado" é parakletos. Literalmente significa "alguém chamado ao lado." Ela tem a ideia de um intercessor em nosso favor. Ela também pode transmitir a noção de quem consola – um consolador. É a mesma palavra usada para o Espírito Santo em João 14:16, onde Jesus prometeu enviar o "Consolador", o parakletos - alguém chamado ao nosso lado para nos ajudar. Assim, o Espírito Santo habita em nós como nossos parakletos aqui na terra. Jesus intercede por nós como nosso parakletos na sala do trono de Deus. (Muitos sofrem a dor de se sentirem sempre acusados e condenados pelo pecado, porque não conseguem ver Jesus e o Espírito Santo como parkletos – advogados de defesa – consoladores para o pecador penitente, senão como duros juízes prontos a nos castigar por nossas falhas e fraquezas. Enquanto prevalecer esta última visão, não se pode desfrutar do amor e do descanso de Deus – nota do tradutor).
Agora, se você nunca se arrastou num tribunal para responder a acusações, uma coisa que você vai descobrir é que não existe presença mais reconfortante naquele tribunal que o advogado que fala em seu favor. Ele se senta ao seu lado. Ele argumenta o seu caso com mais eloquência e autoridade do que você jamais seria capaz de fazer em sua própria defesa. Ele fica ao seu lado completamente e sem reservas. Ele é a pessoa mais amigável na sala do tribunal quando ele olha para você ou fala com você e especialmente quando ele fala para o tribunal em seu nome. Acima de tudo, ele é o adversário determinado de quem fez as acusações contra você. Esse é o papel que Cristo cumpre para nós no céu. Isso não é uma verdade maravilhosa?
Não há melhor defensor do que Jesus Cristo. Não há ninguém que possa discutir com mais poder ou mais persuasivamente. Ele nunca perde Seus casos.
E observe com quem ele pleiteia. De acordo com este versículo, Ele é o nosso advogado "junto ao Pai". Ele defende o nosso caso diante do Pai.
Agora, não é a ideia de que o nosso advogado está diante de um tribunal duro e insensível. Ele defende junto a um Pai amoroso. E, neste tribunal, não é somente o nosso advogado que está gentilmente disposto para nós, mas o juiz está do nosso lado também.
Algumas pessoas imaginam que Cristo é simpático para nós, mas o Pai é severo e implacável, e Cristo deve pleitear com Ele, a fim de superar a sua hostilidade contra nós, como se Deus estivesse em oposição a nós e insistindo em retribuição. Como se Cristo devesse interceder desesperada e urgentemente em nosso favor para mudar a atitude do Pai e superar a suposta hostilidade do juiz celestial contra o nosso pecado.
Se essa é a maneira que você imagina o exercício da advocacia de Cristo, tire essa ideia de sua mente. Nesta corte celestial de justiça, o Juiz já está predisposto a perdoar. Ele está tão ansioso pela nossa absolvição tanto quanto o nosso advogado que nos defende. Na verdade, é Ele, o Pai, o Juiz - que enviou o Filho para se tornar nosso Salvador. Primeira João 4:10: "Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas foi Ele que nos amou primeiro e enviou seu Filho para ser a propiciação pelos nossos pecados. " Assim, o Pai e Seu Filho, nosso advogado, estão ambos inclinados em direção à misericórdia. Salmo 130:7 diz: "com o Senhor há benignidade, e com ele há copiosa redenção." O salmista orou (no Salmo 86:5), "tu, Senhor, és bom e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam." E no versículo 15, ele acrescentou, "tu, Senhor, és um Deus misericordioso e compassivo, tardio para se irar e cheio de amor e fidelidade." Isaías 55:7 diz que Deus "é rico em perdoar." Em todos os lugares nas Escrituras, Deus é retratado como ansioso para perdoar, e disposto para perdoar, não se deleitando na destruição dos ímpios, mas pleiteando com os pecadores para que se arrependam e se reconciliem com ele.
O obstáculo, visto por nossa perspectiva, é a justiça. Como é que é justo para perdoar? O sacrifício de Cristo responde a essa pergunta (versículo 2): "Ele é a propiciação pelos nossos pecados." Capítulo 1:7: "o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado."
Mas é justo perguntar: Se Deus nos ama e está disposto a ser misericordioso para conosco, e Cristo pagou a dívida exigida pela justiça, por que é então necessário que Ele suplique ao Pai em nosso favor? Por que o Filho deve ser o nosso advogado diante do Pai? Por que precisamos de um defensor celeste?
Porque há quem nos acusa: Satanás, que em Apocalipse 12:10 é chamado de "o acusador dos irmãos", e que está constantemente trazendo acusações contra nós ao tribunal de Deus. Isto descreve o drama no céu no final dos tempos. O apóstolo João escreve: "Eu ouvi uma grande voz no céu, que dizia:" Agora chegou, a salvação, o poder, e o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, porque já o acusador de nossos irmãos foi jogado para baixo, porque os acusava de dia e noite diante do nosso Deus." Você entendeu isso? Satanás está constantemente, sem parar, dia e noite, enquanto você está dormindo, bem como enquanto você está acordado, argumentando contra você perante o juiz de todo o universo. Acusando você. Trazendo a lista de suas transgressões diante do trono de Deus. Exigindo que seja punido por seu delito. E o seu grande objetivo é a destruição de sua alma.
Mas Cristo defende o seu caso. E Ele faz isso não para que Ele possa mudar a mente do juiz - porque o juiz já está disposto a ser misericordioso e clemente para você, se você está em Cristo. Mas Cristo pleiteia seu caso, a fim de responder ao argumento do acusador. A fim de calar aquele que fala contra você. Para derrotar e emudecer o grande inimigo de sua alma.
Assim como Satanás pleiteia o caso contra você dia e noite, você tem um incansável defensor que nunca para de defender sua causa. E de acordo com Hebreus 7:25 , "ele é capaz de salvar totalmente aqueles que se aproximam de Deus por meio dele, pois vive sempre para interceder por eles." Ele nunca descansa. Ele nunca faz um recesso. Ele está constantemente respondendo às acusações contra você de uma forma que totalmente domina e oprime o adversário e totalmente silencia suas queixas.
E aqui está outra coisa notável sobre o defensor celeste. Ele é o único advogado de defesa na história da jurisprudência que vai defender o seu caso se você confessar totalmente a sua culpa a ele. Se você tentar encobrir sua própria culpa e se recusar a confessar que você é total e completamente digno de condenação, então você não pode tê-Lo como seu advogado. (O que é motivo para condenação nos tribunais terrenos com base na lei e justiça dos homens, é totalmente o oposto no tribunal celestial – nota do tradutor).

2. O Veredicto

Aqui está um Advogado que nunca perde um caso. Não importa o quão culpados e manchados pelos pecados eles estejam, os seus clientes nunca enfrentarão a condenação do juiz. "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" ( Romanos 8:1 ). Ele tem se tornado justiça em si mesmo a nosso favor.
Ainda, isto é justiça divina, e não uma injustiça, quando somos absolvidos. O versículo 9 do capítulo 1 diz: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." Ele é o nosso Advogado (2:1) - ". Jesus Cristo, o Justo". O veredicto? Um perdão total. "Deus que é luz, e em quem não há trevas nenhuma ... é fiel e justo para nos perdoar os pecados."
Assim, o veredicto é imediata absolvição e um perdão completo e livre de todos os nossos pecados sobre os princípios de justiça somente, sem comprometer a justiça divina, no mínimo. Então, no final, o juiz é tanto "justo e justificador daquele que crê em Jesus "(Romanos 3:26). Não é isto uma surpreendente justiça?
Agora, tenha em mente por que isso é possível: Como o próprio advogado já pagou a pena do pecado em nosso favor. Versículo 3: "Ele é a propiciação pelos nossos pecados." Nós conversamos sobre a palavra propiciação antes. Isso significa que Cristo tem satisfeito totalmente a justiça, bem como a ira de Deus, em nosso favor. Ele tinha pago plenamente a pena do pecado antes, para que o nosso caso jamais fosse levado perante o trono. Na verdade, seria injusto se fôssemos convidados a pagar a pena uma segunda vez. E assim Cristo ganha nossa absolvição alegando que a justiça já tem sido cumprida. A pena já está paga na íntegra. "Ele mostra as mãos e feridas e me declara com sendo Seu."
Quem não gostaria de um advogado como esse?
Agora eu lamento que todo este princípio não seja enfocado o suficiente em nosso pensamento, e isso é raramente mencionado na maior parte da pregação no mundo evangélico de hoje. Como eu disse anteriormente, há muito enfoque sobre a misericórdia e bondade de Deus, e isto é certamente um princípio importante. Foi o amor de Deus que o levou a dar o seu próprio Filho como um sacrifício pelos pecados, para que o perdão fosse possível.
Mas o perdão não teria sido possível na base do amor somente. Deus é um juiz justo. Ele não pode simplesmente virar a cabeça e olhar para longe de nosso pecado e agir como se nunca tivesse acontecido. Ele não pode ignorar o pecado e fingir ser justo, ignorando a injustiça. Algo deve ser feito sobre o pecado. Há um preço a ser pago. O princípio da justiça deve ser satisfeito. Se Deus simplesmente ignorasse o nosso pecado, Ele seria um acessório após o fato. A justiça estaria fatalmente comprometida. Sua própria santidade seria desacreditada.
Afinal de contas, Deus condenou imediatamente o diabo e os anjos que pecaram por expulsá-los do céu para sempre. Ele um dia vai amarrá-los e lançá-los no lago de fogo, onde vão colher o salário do seu pecado por toda a eternidade. Como poderia um Deus cujos padrões de justiça são tão altos, simplesmente desculpar o pecado da humanidade e não exigir nenhum preço pelo pecado de Adão e todos os que estão em Adão?
Alguém tinha que pagar, e tinha que ser um Homem que pagaria - um ser humano. Não somente isso, se um homem tivesse que pagar a penalidade do pecado em nome de terceiros, ele teria que ser um homem que não tivesse pecados de sua autoria para expiar. E por isso mesmo, Cristo se tornou um homem, o homem perfeito, perfeito em justiça, "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e exaltado acima dos céus" de acordo com Hebreus 7:26. E Ele pagou um preço infinito, sofrendo a plena ira de Deus contra o pecado, o equivalente pleno do tormento eterno no inferno para sempre em favor de multidões que nunca poderiam se dar ao luxo de pagar um preço tão alto por si mesmos.
Esse é o verdadeiro significado da cruz. Cristo sofreu e morreu sob o peso de uma punição que é inconcebível em termos humanos.
Como Ele pagou esse preço? Foi por ser flagelado e cuspido, torturado e espancado por ímpios, cruéis, impiedosos carrascos? Bem, sim, mas não foi somente isso. Os sofrimentos físicos da cruz eram apenas uma fração infinitesimal da dor que Cristo sofreu. O sangramento, a sede, a dor, os chicotes urticantes e unhas cruéis podem parecer ter causado dor suficiente. Essas coisas certamente lhe deram uma maior dor terrena do que qualquer homem pode razoavelmente esperar suportar.
Mas isso somente não teria sido suficiente para expiar o pecado. E, de fato, o trauma físico era apenas um símbolo minúsculo dos sofrimentos reais de Cristo. Assim, esse drama terrestre jogado sobre uma cruz romana, foi um tipo do sofrimento muito mais grave que afligiu a alma de Cristo no reino espiritual. Ele recebeu todo o peso da ira divina por todos os pecados de todo o Seu povo de todos os tempos. Deus derramou a Sua ira santa contra o pecado na pessoa de Seu próprio Filho.
Vários séculos antes do evento da crucificação, o profeta Isaías havia dado um vislumbre da obra expiatória de Cristo, e quando ele olhou para o evento profeticamente, ele viu a crucificação do ponto de vista de Deus, e isto é o que ele escreveu (Isaías 53:10): "Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos.” Isaías nos diz que Deus puniu a Cristo pelos nossos pecados. Novamente nas palavras de Isaías: "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”, Isaías 53.6.
Cristo carregou uma quantidade infinita de punição. Ele sofreu mais da ira de Deus do que você jamais iria sentir, mesmo se você passasse o resto da eternidade nos tormentos do inferno. E Ele fez isso para pagar pelos pecados de todos os que iriam crer nele para sempre.
E, tendo já sofrido tanto, Ele pode agora defender nossa causa diante de Deus em perfeita justiça. Ele pode ser um advogado diante do trono da justiça divina em nome de culpados, pecadores sem esperança, e Ele pode ganhar a sua completa absolvição, porque a justiça tem sido completamente satisfeita através de Seu sacrifício perfeito.
Isso é uma verdade importante para se manter em mente quando consideramos o perdão de Deus. Vivemos em uma sociedade onde os criminosos culpados saem impunes o tempo todo. Eles são livrados por tecnicidades forenses. Eles são absolvidos por juízes injustos e júris insensatos, e por advogados corruptos. E olhamos para isso com ressentimento, porque é uma distorção horrível da justiça.
Mas até mesmo o próprio Satanás não pode se queixar de qualquer injustiça no tribunal de Deus, mesmo os pecadores que são absolvidos o tempo todo. Porque o preço da justiça já tem sido satisfeito e pago integralmente.
Então, se você está em Cristo, você tem um defensor perfeito junto a Deus, o Pai, Jesus Cristo, o justo. Você pode ir corajosamente diante do trono da graça e estar totalmente certo de que você vai achar graça para socorro em ocasião oportuna. Você pode viver com plena confiança de que não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. Você pode descansar na promessa de que não entrará em condenação, mas já passou da morte para a vida.
Se você ainda não está em Cristo, ou se você não tiver certeza de sua condição com Ele, peço-lhe para pedir a Ele por misericórdia, agora mesmo, exatamente onde você está sentado. Confesse seus pecados e não tente desculpá-los ou encobri-los. Peça ao Espírito de Deus para quebrantar seu coração sobre o seu pecado para que você possa vê-lo como Deus o vê (o pecado) - abominável, repugnante, e extremamente pecaminoso. Você tem a própria promessa inviolável de Deus que se você confessar o pecado e buscar a Sua misericórdia, Ele vai lhe perdoar, e Ele é ao mesmo tempo fiel e justo para fazê-lo.
Agora eu quero voltar sua atenção para uma terceira característica marcante dessa passagem.

3. O Remédio

A obra de Cristo tem adquirido para nós muito mais do que uma mera absolvição dos nossos pecados. "Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar-nos de toda injustiça." Este mesmo princípio de justiça perfeita, que ganha o nosso perdão, também foi construído em um remédio para nossas tendências pecaminosas. Isso nos dá um motivo para não pecar. Mais do que isso. Esta notável justiça não se limita a nos dar um veredicto de não culpados no tribunal de Deus. Ela também nos purifica da mancha do pecado, nos permite vencer o amor ao pecado, e nos dá um incentivo para não pecar.
Olhe a frase de abertura do nosso versículo: "Meus filhinhos, escrevo estas coisas para vocês, para que não pequeis."
Este é um aspecto maravilhoso do argumento de João. E de certa forma é lamentável que quando os livros da Bíblia foram divididos em versículos e capítulos, alguém decidiu colocar uma pausa no capítulo justamente aqui. Porque esta declaração deve ser considerada no contexto do que foi dito antes.
No capítulo 1, três vezes o apóstolo nos lembra que somos pecadores culpados e devemos confessar nossos pecados. Versículo 6: "Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade." Versículo 8: "Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós." E o versículo 10: "Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós."
E o versículo 9 contém essa familiar promessa, pródiga de completo perdão: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados."
Agora, sempre houve pessoas que pensam que a doutrina que João estabelece aqui é perigosa para uma vida santa. Ainda hoje, há pessoas que tentam explicar a promessa de livre perdão. Eles pensam que é como um desencorajamento à santidade. E por incrível que pareça, as pessoas que possuem essa visão geralmente caem em algum tipo de perfeccionismo, onde ensinam que é possível, se você se esforçar o suficiente e exercer a força de vontade suficiente, que você pode abster-se do pecado completamente e atingir um tipo de perfeição. E, você vê, que isso transforma a mensagem de João em sua cabeça, porque quem pensa que alcançou algum tipo de perfeição absoluta está na própria situação que João condena no versículo 8 do capítulo 1, por dizerem que eles não têm pecado.
A mensagem de João é clara: Nós pecamos. Todos nós pecamos. Nós pecamos muitas vezes e pecamos miseravelmente. E devemos confessar isso a Deus.
Mas é possível, e às vezes acontece, que uma mente carnal se apodera dessa verdade e pensa que pode justificar uma continuidade ininterrupta no pecado. Afinal de contas, se eu pecar, e se Deus perdoa o pecado, então por que não apenas continuamos pecando, tanto quanto pudermos, para que a graça abunde? Paulo antecipou esse argumento em Romanos 6 , e nos diz que é uma posição impensável. "De maneira nenhuma! Como podemos nós que morremos para o pecado ainda vivermos nele?"
Aqui o apóstolo João está dizendo a mesma coisa. Na verdade, ele diz que essas verdades devem nos guardar do pecado. Longe de pensar que a liberdade da graça de Deus iria levar uma pessoa redimida a pecar, ele diz que o princípio da liberdade do perdão é a própria doutrina de que isto deve nos guardar do pecado.
Se você acha que a graça livre significa licença para pecar, você precisa examinar a si mesmo para ver se você está na fé. A consciência se revolta por tal abuso da misericórdia divina, especialmente quando percebemos que um preço inconcebivelmente cruel foi pago por Cristo por nossos pecados. Devemos odiá-Lo porque Ele é bom para nós? Vamos amaldiçoá-Lo porque Ele nos abençoa? Que tipo de culpado monstruoso usaria a bondade de Deus como uma desculpa para desonrá-Lo? Será isto crucificar novamente a Cristo e colocá-lo à ignomínia? Ninguém que verdadeiramente Lhe ame e que nEle confia jamais trataria sua benignidade com tal desprezo perverso.
A verdade é que aqueles de nós que Lhe conhecem - que se beneficiam tão incomensuravelmente por Sua súplica diante do trono de Deus em nosso favor – não necessitam de nenhum argumento mais nobre para a santidade do que a riqueza da sua misericórdia para conosco.
Ele vive sempre para interceder por nós. Ele está pleiteando nossa causa diante do trono do Pai, neste exato momento. Se isso não mudar o seu coração com um desejo apaixonado de servi-Lo e honrá-lo com a sua vida, então o seu coração está frio e morto, e isso é o próprio pecado que você precisa confessar no dia de hoje, para que Ele possa perdoá-lo e purificá-lo de toda injustiça.
Eu espero que você reflita sobre essas coisas com cuidado. Contemple a justiça maravilhosa que fornece perdão e purificação. Deixe estas verdades penetrarem em sua alma, e queime o seu coração com um zelo pela Sua justiça - a justiça mesma que torna a justiça divina em seu favor e lhe dá acesso diante do trono, aqui e agora - e que lhe garante uma eternidade cheia de bênçãos inimagináveis. Não há nenhum argumento mais forte para a santidade do que isso.

Texto de Phil Johnson, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

Phil Johnson

Esqueça capítulo, versículo, epígrafe e entenda que: O SANTUÁRIO (templo) do Criador é você, é em você que Ele habita.
‪#‎TemploÉDinheiro‬ ‪#‎SaiDela‬

Adriano Croti

Vamos esclarecer duas coisas coisa: o versículo de Mateus 6:33 que diz "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" não quer dizer que Deus vai te dar um carro do ano, dinheiro, luxo nem nada do tipo. Se vocês lerem o capitulo todo de Mateus 6, vão entender que "estas coisas" são na verdade uma promessa de Deus para conosco, se O buscarmos em primeiro lugar, elas são: vestimenta (roupas), alimento (comida) e moradia (casa). Não confundem as coisas, se você buscar o reino de Deus esperando que TODAS AS COISAS que você quiser sejam acrescentadas na sua vida, creio que o seu propósito de busca esteja errado. O segundo ponto encontra-se em Filipenses 4:13, que diz "tudo posso naquele que me fortalece". Muitos também isolam esse versículo com o intuito de dizer que podem tudo naquele que os fortalece, no caso, Deus. Mas esse "tudo posso", é interligado a bens materiais, logo, pensam que podem tudo o que quiserem vindo de Deus. Mas, lendo o versículo 12, você lê o real significado de poder tudo: "Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade." Filipenses 4:12
Muito cuidado ao isolar versículos, seja para agradar pessoas ou até mesmo para agradar a si próprio; leia todo o contexto para que entenda.

Clinton Ramachotte

2 Co 3:1 – 4:18
VERSÍCULO CHAVE

2Co 4:18 “Assim, fixamos os nossos olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno.

CONCORDÂNCIA

2Co 4:16 “Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia.

2Co 4:8-11 “De todo lado somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo. Pois nós, que estamos vivos, somos sempre entregues à morte por amor a Jesus, para que a sua vida também se manifeste em nosso corpo mortal.”
STRONGS


COMENTÁRIO NVI

As experiências e circunstâncias desta vida, muitas vezes dolorosas e desconcertantes, são o que o crente tem de visível diante de si; mas não passam de fenômenos no cortejo passageiro da nossa era caída, sendo por isso mesmo, temporárias e fugazes. Fixar os olhos nessas coisas visíveis nos levaria a perder o ânimo (v.1,16). Em contrapartida, as realidades invisíveis, não menos reais por ser invisíveis (cf. Hb 11:1,7,26,27), são eternas e imperecíveis. Por isso, olhamos para o alto, não para as aparências transitórias do cenário deste nosso mundo (v. Fp 3:20; Hb 12:2)

Bíblico

Um versículo abre a razão de um capítulo mais moderado no amor do livro em um livro maior: A Bíblia.

Anderson Carmona Domingues de Oliveira

Quando ler um versículo da bíblia, leia como se tivesse lido a bíblia toda e, quando ler a bíblia toda, leia como tivesse lido apenas um versículo.

Paulo Ponce Leão

Deus Fala em Sonhos com Samuel – I Samuel 3

O primeiro versículo deste 3º capítulo de I Samuel nos dá conta de uma religião morta em Israel, em razão não somente do pecado dos filhos de Eli, como de todo o povo, que como veremos adiante, necessitava ser purificado da sua idolatria.
A citação do verso 1 de que a palavra do Senhor era muito rara e que as visões não eram frequentes é uma forma de retratar a escassez das operações de Deus em face da desobediência do Seu povo.
Um despertamento ou avivamento espiritual é sobretudo então um retorno do povo de Deus à obediência que Lhe é devida, mediante prática da Sua Palavra.
Samuel foi confirmado como profeta do Senhor desde Dã até Berseba, e o motivo desta confirmação é citado no verso 19: “o Senhor era com ele e não deixou nenhuma de todas as suas palavras cair em terra.”.
As palavras proféticas de Samuel procediam do céu e para lá retornavam, dando cumprimento ao propósito do Senhor.
Não era uma palavra para agradar aos homens e que procedia do próprio homem. Era uma palavra que procedia de Deus e subia à presença de Deus nos céus, daí se dizer que nenhuma das palavras que Samuel proferiu em nome do Senhor caiu em terra. Deus aparecia no tabernáculo em Siló e se manifestava por meio da Sua palavra a Samuel (v. 21).
A palavra ensinada por Samuel não eram palavras persuasivas de sabedoria humana, do que também se guardaram os apóstolos de Cristo, porque a Palavra de Deus traz em si mesma a força da persuasão de ser a verdade, e é poderosa para quebrar corações de pedra.
Quando o Senhor se manifestou pela primeira vez a Samuel Ele lhe revelou que faria uma coisa incomum em Israel: “Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual fará tinir ambos os ouvidos a todo o que a ouvir.”.
Deus se moveria em Israel especialmente através do ministério de Samuel, e o povo reconheceria este mover e muitos chegariam ao arrependimento e à conversão dos seus maus caminhos, voltando à prática da Sua Palavra.
Samuel haveria de ser confirmado como profeta do Senhor em todo Israel, como vemos no final deste terceiro capítulo (v. 20), e o Senhor começaria a fazer isto se revelando a ele, ainda quando era muito jovem e quando se encontrava ainda sob os cuidados de Eli.
As manifestações do Senhor Lhe trariam grande honra e glória e despertaria o desejo em muitos de Israel de honrarem o único Deus verdadeiro.
Tal com o profeta Samuel foi levantado em Israel quando a nação estava desviada dos caminhos de Deus.
O avivamento está ligado à necessidade de reforma.
De trazer as pessoas ao modo pelo qual devem viver para o Senhor.
E isto está muito além de mero conhecimento da doutrina correta, a par deste ser muito importante e necessário, porque é possível ser absolutamente corretos em nossa doutrina, e não termos nenhuma prática daquilo em que cremos e também nenhuma comunhão real com o Senhor.
Um falso profeta jamais conduzirá o povo do Senhor à prática da Sua Palavra, e não disciplinará os contradizentes, antes, falará segundo aquilo que o coração carnal humano deseja ouvir.
Mas um verdadeiro profeta como Samuel, procurará apartar o povo de Deus das suas transgressões, para um viver obediente ao Senhor e à Sua Palavra.
Por isso nós lemos em I Sm 7.3 o seguinte: “Samuel, pois, falou a toda a casa de Israel, dizendo: Se de todo o vosso coração voltais para o Senhor, lançai do meio de vós os deuses estranhos e as astarotes, preparai o vosso coração para com o Senhor, e servi a ele só; e ele vos livrará da mão dos filisteus.”.
Israel estava lamentando a ausência da arca do Senhor do meio deles já por vinte anos, pois esta havia sido tomada pelos filisteus e se encontrava agora em Quiriate-Jearim (I Sm 7.2) e não no tabernáculo em Siló.
A arca representava a presença abençoadora de Deus.
E o que foi que eles fizeram naquela ocasião?
O que foi que o líder espiritual deles lhes ordenou?
Que dessem muitas glórias a Deus?
Que eles determinassem pela fé a sua vitória?
Não! Eles lamentaram a ausência do Senhor e Samuel lhes convocou a um verdadeiro arrependimento, pelo abandono dos falsos deuses e a uma consagração total a Deus de todo o coração.
A bênção é consequência da obediência ao Senhor e à Sua Palavra. Em outras palavras, a um caminhar na justiça.
A bem-aventurança verdadeira é sempre fruto da justiça. De um caminhar em comunhão com Deus em santidade.
Foi para isto que Cristo morreu e nos salvou.
Ele não nos salvou para permanecermos na prática do pecado, senão para mortificá-lo e praticar a justiça do reino de Deus.
O que fica aquém disso é mera religião e não cristianismo, porque este é a vida de Cristo em nós.
Por causa do pecado de Eli, apesar de ser o sumo sacerdote, Deus já não falava mais diretamente a ele, pois perdera a comunhão com o Senhor, pela falta desta santidade.
Deus chamou o menino Samuel e insistiu em falar com ele por quatro vezes seguidas.
Ele não falaria com Eli, senão por meio da boca de um dos seus profetas, que o repreendera duramente, conforme vimos no capítulo anterior, e também através do próprio Samuel, que iria confirmar as palavras proferidas pelo referido profeta, conforme vemos nos versos 11 a 14, deste terceiro capítulo.
Nós podemos falar da perda de comunhão de Eli com Deus pelo teor das suas palavras quando soube do juízo que fora proferido por Deus a ele pela boca de Samuel: “Ele é o Senhor, faça o que bem parecer aos seus olhos (v. 18).”.
Ele havia esquecido da misericórdia do Senhor e não insistiu, como Moisés para que perdoasse o seu pecado e o dos seus filhos.
Moisés conseguira perdão para todo um povo, lutando em intercessão, jejuando por quarenta dias e noites, até que o obteve do Senhor.
E Eli foi incapaz de lutar pelo próprio bem e da sua casa.
Acrescente-se a isso que temendo lhe dizer os juízos proferidos por Deus, Samuel guardou silêncio, e Eli sabendo que se tratava de alguma palavra contra ele e seus filhos, constrangeu Samuel sob a ameaça de maldição, dizendo que caso não lhe dissesse o que Deus lhe havia revelado, que viesse sobre o próprio Samuel os juízos que haviam sido proferidos e mais outro tanto (v. 17), isto é, que ele sofresse o dobro do que havia sido dito por Deus.
Isto não seria de se esperar de um ministro do Senhor, que é levantado para interceder em favor daqueles que estão rodeados de fraquezas.
Ele sequer atentou para a consagração que ele bem sabia existir na vida daquele menino.
Temos aqui a atitude de um homem que não está de fato andando em comunhão com o Senhor.
Ele estava ocupando o cargo de sumo sacerdote, mas não agindo em conformidade com a exigência do ofício que exercia.
Importa que andemos humildemente com o Senhor e diante dEle.
É por isso que sempre que o Espírito Santo nos enche, Ele primeiro nos esvazia, Ele nos humilha, revelando a nossa completa insuficiência e pequenez diante do Deus Altíssimo e da Sua gloriosa majestade.
E isto nos abate e enfraquece em muitos modos, até mesmo fisicamente, de maneira que quando somos fortalecidos pela graça e levados a exultar na presença de Deus, geralmente temos este poder manifestado na nossa fraqueza, e com isto somos guardados do orgulho espiritual.
E nós temos muitos motivos para caminharmos humildemente com o Senhor, porque ainda que haja uma manifestação poderosa da Sua santa presença na Igreja, ainda deveremos por toda a vida crescer espiritualmente, amadurecer o fruto que temos recebido do Espírito, pois não há fruto que nasça maduro, e todo fruto tem o seu tempo de amadurecimento.
Relativamente às coisas espirituais, este é um processo que dura toda a nossa vida, e que razão teríamos para nos gloriar senão no Senhor mesmo e na nossa fraqueza?
É andando em humildade que recebemos mais graça. Graça sobre graça conforme é da vontade de Deus. Pois dá graça a quem se humilha reconhecendo que tudo temos recebido dEle, e que por mais que nos esforcemos e trabalhemos, tudo terá sido produzido em nós pela graça de Jesus, sendo assim simples servos inúteis, pois nada teríamos feito sem esta assistência da graça que tudo opera em nós e através de nós.



“1 Entretanto, o menino Samuel servia ao Senhor perante Eli. E a palavra do Senhor era muito rara naqueles dias; as visões não eram frequentes.
2 Sucedeu naquele tempo que, estando Eli deitado no seu lugar (ora, os seus olhos começavam já a escurecer, de modo que não podia ver),
3 e ainda não se havendo apagado a lâmpada de Deus, e estando Samuel também deitado no templo do Senhor, onde estava a arca de Deus,
4 o Senhor chamou: Samuel! Samuel! Ele respondeu: Eis-me aqui.
5 E correndo a Eli, disse-lhe: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Eu não te chamei; torna a deitar-te. E ele foi e se deitou.
6 Tornou o Senhor a chamar: Samuel! E Samuel se levantou, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Eu não te chamei, filho meu; torna a deitar-te.
7 Ora, Samuel ainda não conhecia ao Senhor, e a palavra do Senhor ainda não lhe tinha sido revelada.
8 O Senhor, pois, tornou a chamar a Samuel pela terceira vez. E ele, levantando-se, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Então entendeu Eli que o Senhor chamava o menino.
9 Pelo que Eli disse a Samuel: Vai deitar-te, e há de ser que, se te chamar, dirás: Fala, Senhor, porque o teu servo ouve. Foi, pois, Samuel e deitou-se no seu lugar.
10 Depois veio o Senhor, parou e chamou como das outras vezes: Samuel! Samuel! Ao que respondeu Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.
11 Então disse o Senhor a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual fará tinir ambos os ouvidos a todo o que a ouvir.
12 Naquele mesmo dia cumprirei contra Eli, do princípio ao fim, tudo quanto tenho falado a respeito da sua casa.
13 Porque já lhe fiz: saber que hei de julgar a sua casa para sempre, por causa da iniquidade de que ele bem sabia, pois os seus filhos blasfemavam a Deus, e ele não os repreendeu.
14 Portanto, jurei à casa de Eli que nunca jamais será expiada a sua iniquidade, nem com sacrifícios, nem com ofertas.
15 Samuel ficou deitado até pela manhã, e então abriu as portas da casa do Senhor; Samuel, porém, temia relatar essa visão a Eli.
16 Mas chamou Eli a Samuel, e disse: Samuel, meu filho! Ao que este respondeu: Eis-me aqui.
17 Eli perguntou-lhe: Que te falou o Senhor? peço-te que não mo encubras; assim Deus te faça, e outro tanto, se me encobrires alguma coisa de tudo o que te falou.
18 Samuel, pois, relatou-lhe tudo, e nada lhe encobriu. Então disse Eli: Ele é o Senhor, faça o que bem parecer aos seus olhos.
19 Samuel crescia, e o Senhor era com ele e não deixou nenhuma de todas as suas palavras cair em terra.
20 E todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado como profeta do Senhor.
21 E voltou o Senhor a aparecer em Siló; porquanto o Senhor se manifestava a Samuel em Siló pela sua palavra. E chegava a palavra de Samuel a todo o Israel.” (I Sm 3.1-21).

Silvio Dutra

Antes de citares algum versículo de bíblia lembre-se: Deus é amor, compaixão e sempre deixou claro para amarmos ao próximo como a nós mesmos. Apontar o dedo, discriminar, preconceitos etc. Não são coisas de Deus é coisa dos homens que nunca conseguem interpretar nada sem ter um pingo de maldade!

Glauber Arikener

Tu aprendeste cada issinamento,cada versículo,mas tu desconheceràs a harmonia de Deus

Maria Lucia Silva Oliveira

Você não é como um religioso superficial que escolhe o versículo conveniente pra tentar dar lição de moral, né?

Charles Canela

A palavra de Deus nos prepara para guerra, nos dá força, graça e fé. Vai para guerra, qual versículo te sustentará?

Bispo Rodovalho

Esteva lendo um versiculo agorinha em Eclesiastes 3:4 e refleti no seguinte: Partindo de um principio básico de que há tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar...independente do que você esteja passando neste momento, é você quem escolhe como reagirá!!! então vai uma dica....Sorria e dance sozinho, mas se conseguir fazer isso sem se importar com quem esteja em sua volta Aaaah! (então você alcançou o ápice da real felicidade) Pense nisso!

Fernando Macedo

TODOS possuem um enorme potencial, pena que nem sempre este potencial é explorado. E uma das missões de um líder, é sim, explorar o potencial das pessoas e mostrar a elas mesmas a força que SEMPRE tiveram, mas, por algum motivo estavam escondidas.

Roger Stankewski

Na vida se tem três missões muito importantes
Amar alguém, fazer com que alguém nos ame, e
Fazer com que isso aconteça...
Amar é prato que dá gosto, de comer, o amor é
Uma sobremesa que nunca acaba mais que tem um sabor
Inexplicável que chega á dar alegria a quem o prova...

E provar desse delicioso prato é um elogio
A quem faz, esse prato só pode ser feito por pessoas
Especiais como você... Sabe por que, porque é um privilégio
Amar você e porque a felicidade de quem ama, não vem da
Alma vem do coração... E isso eu digo por que “Eu te amo”.
E porque só quem sente tudo isso pode dizer o que é o Amor...

Lucas Risso Guedes

Minimizando a Bíblia? Pastores que Buscam Quantidade e Contextualização Radical em Missões

Por John Piper

Venho considerando uma possível relação entre a minimização da Bíblia nas famosas igrejas que buscam quantidade e em algumas das formas radicais de contextualização que têm emergido nas missões. Talvez não haja nenhuma conexão, mas fico pensando. O denominador comum que considero é a perda da confiança que declarar o que a Bíblia diz no poder do Espírito Santo pode criar e sustentar a igreja de Cristo.

Essa manhã eu li João 2:11, "Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele". Curvei-me e orei, "Ó Senhor, é assim que a fé acontece. Às pessoas foram dados olhos para ver Tua glória em Tua pessoa e em Tuas ações. Por favor não me deixe abandonar o ministério que põe toda a ênfase no "evangelho da glória de Cristo que é a imagem de Deus" (2 Coríntios 4:4).

Então eu fui lembrado de outro texto em João que conecta a revelação da glória de Cristo com a palavra escrita de Deus. João 20:30-31, "Jesus, pois, operou também, em presença de seus discípulos, muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome". Os sinais que revelam a glória de Cristo que incita a fé não são, sobretudo, novos sinais dados nos dias de hoje, mas os sinais que estão escritos nos evangelhos. Eles foram escritos "para que creiais". Ele "manifestou Sua glória. E Seus discípulos creram nEle". É assim que a fé surge. Jesus disse: quando o Espírito Santo vier "Ele me glorificará!" (João 16:14). Assim declaramos a plenitude da gloriosa Pessoa e Trabalho de Cristo na história. É assim que a igreja é criada e mantida.

Parece-me que um número crescente de pastores e missionários tem perdido a confiança nessa verdade. Eles têm concluído que a lacuna entre a glória de Cristo e as necessidades sentidas pelos seus próximos, ou entre a glória de Cristo e a religião do público, é simplesmente grande demais para que a plenitude da palavra de Deus preencha. O resultado final parece ser a minimização da Palavra de Deus em sua robusta e gloriosa plenitude.

Isso está na minha linha de frente agora porque, nas últimas semanas, tenho recebido um fluxo constante de depoimentos de santos aflitos que dizem em tantas palavras, "Nosso pastor não proclama para nós o que a Bíblia diz e significa. As mensagens não são revelações da glória de Cristo, elas são conselhos com um toque de religiosidade". E tenho lido sobre certos tipos de contextualização do evangelho em missões que parecem minimizar a plenitude da revelação bíblica, que os convertidos devem compartilhar com os outros. Então venho considerando se há conexões.

Não desejo ingenuamente equiparar o conglomerado cultural do Cristianismo ocidental com o verdadeiro e espiritual corpo de Cristo. Eu consigo apreciar o evitar da palavra "Cristã" em um contexto de missões onde isso signifique: religião ocidental degenerada, materialista, desonesta. E eu percebo que a maioria das formas que "fazemos igreja" são especificadas mais pela cultura do que ordenadas biblicamente. Mas existem outras questões que me incomodam:

1) Estão os novos convertidos a Cristo aceitando o essencial da fé bíblica, e eles os anunciam por amor aos outros? Por exemplo, eles aceitam e anunciam que a Bíblia é a única, inspirada e infalível, revelação escrita de Deus, e que Cristo é Deus e foi crucificado pelo pecado e ressuscitado dos mortos sobre toda autoridade?

2) Os costumes religiosos antigos dos convertidos a Cristo, os quais eles podem estar mantendo, estão comunicando regularmente uma falsidade sobre o que o convertido pretende e crê?

3) As palavras sendo usadas pelos convertidos estão enganando as pessoas em vez de tornar a verdade mais clara? Os missionários e convertidos estão seguindo o compromisso de Paulo com a integridade: "Antes, rejeitamos as coisas que, por vergonha, se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade" (2 Coríntios 4:2)?

Posso estar errado sobre essa conexão de minimização da Bíblia entre os pastores que buscam quantidade e os missionários de contextualização radical, mas é difícil não ver uma perda de fé no poder da Palavra de Deus quando eu ouço que a Bíblia não é pregada em casa, e quando eu leio das fronteiras: "Nós temos poucas esperanças em nosso tempo de vida para crer que uma mudança cultural, política e religiosa grande o suficiente possa ocorrer em nosso contexto de forma que muçulmanos possam se tornar abertos a aderir ao Cristianismo em larga escala".

Vamos orar para que o Espírito Santo venha com poder em nossos dias com o objetivo de mostrar poderosamente a glória de Cristo na declaração da Palavra de Deus onde estas glórias são reveladas com autoridade infalível e convertedora.

Pastor John

John Piper

Uma visão geral da História das Missões

Por John Piper

Fase Um: Ano 1-400 - Os Romanos

Possivelmente, o trabalho de Paulo na Galácia estabeleceu contatos com os Gauleses no Ocidente e com outros povos no noroeste da Europa.

A mais precoce missão composta irlandesa seguiu um plano derivado dos centros cristãos do Egito, não dos centros romanos com sua capela central. E a primeira linguagem dos cristãos na Gália foi grego, não latim. Portanto, a propagação do cristianismo não ocorreu somente por uma expansão formal, sistemática de uma Roma cristianizada, mas espontaneamente através de conexões naturais, por exemplo, de famílias grandes.

Por volta de 312 existiam cristãos suficientes no Império Romano (apesar das longas e terríveis perseguições) para que fosse politicamente possível e sensato para Constantino reverter suas próprias obrigações e a política do estado. Ele se declara um cristão.

Havia uma necessidade de coesão no Império e somente o cristianismo dentre todas as religiões não tinha o nacionalismo como raiz. Ele não tinha um centro geográfico. Ele não era racialmente específico.

Em 375 o cristianismo era a religião oficial do Império Romano.

Mas não havia um grande impulto para evangelizar as porções ao norte da Europa, apesar deles saberem que estes povos não tinham o evangelho.

Fase Dois - Anos 400-800 - os Bárbaros

Durante os 100 anos de paz para o cristianismo (310 a 410), existia pouco esforço oficial da igreja em evangelizar as nações bárbaras do norte. Em vez disso, o nominalismo e o conforto do cristianismo oficial fez pouco para conter a onda de corrupção interna em Roma, e o Império deu forma à decadência e à invasão dos visigodos, dos ostrogodos, dos vândalos, etc.

Mas o desfecho disso foi que os romanos perderam a metade oeste do Império enquanto os bárbaros, no sentido real, ganharam a fé cristã.

Durante os 400 anos após a queda de Roma, a ordem Cristã Beneditina estabeleceu 1.000 missões compostas por todo o Império Oeste. Evangelistas viajantes como Colomban (irlandês) e Boniface (alemão) não deveriam ser necessariamente julgados juntamente com os monges mundanos e legalistas dos dias de Lutero.

Na direção do fim deste período, Carlos Magno surgiu como um tipo de segundo Constantino. Ele expôs ideais cristãos, mas não levou os diligentes esforços missionários às fronteiras do norte - os escandinavos, os vikings.

Fase Três: Vikings

Os povos não evangelizados do norte invadiram o confortável, mas não evangelizador Império do sul. Eles eram vikings navegadores e tomaram muitas ilhas e centros cristãos litorâneos. Diferente dos bárbaros parcialmente evangelizados que invadiram Roma, esses invasores não foram alcançados e destruíram igrejas, bibliotecas e crentes.

Os povos do norte não cessaram de assassinar e tornar cativos os povos cristãos, destruir as igrejas e queimar as cidades. Em todo lugar não havia nada além de corpos mortos - clero e leigos, nobres e pessoas comuns, mulheres e crianças. Não havia estrada ou lugar onde o chão não estivesse coberto de cadáveres. Vivemos em aflição e angústia diante deste espetáculo da destruição do povo cristão. (Christopher Dawson, Religion and the Rise of Western Culture, p. 87)

Mas novamente o poder do cristianismo se mostrou. Os conquistadores foram conquistados. Freqüentemente, eram os monges vendidos como escravos, ou as meninas cristãs forçadas a serem suas esposas e amantes quem eventualmente ganhava esses selvagens do norte. "Aos olhos de Deus, sua redenção deve ter sido mais importante que a tragédia angustiante desta nova invasão de violência bárbara e perversa que caiu sobre o próprio povo de Deus, a quem ele amava." (Winter, p. 148)

As igrejas e monastérios se tornaram ricas na segunda fase, e este é o motivo porque os Vikings foram tão atraídos por elas. Então houve um refinamento que veio sobre as igrejas enquanto a devastação se espalhava.

A fé se alastrou de volta à Escandinávia.

A fase terminou com outro homem cristão muito poderoso, Inocêncio III, mas não houve impulso por missões para os povos além da Europa.

Fase Quatro: Anos 1200-1600 - Cruzadas

Os frades foram uma nova força evangelística, mas a tragédia foram os repetidos esforços para tomar a Terra Santa à força - as Cruzadas. Isso foi uma herança do espírito Viking para a igreja - todas as cruzadas foram lideradas por descendentes Vikings.

Francisco de Assis e Raymond Lull foram claras exceções ao espírito das Cruzadas.

O julgamento veio desta vez sobre o império não por invasores humanos, mas em 1346 pela Peste Bubônica, que durou quarenta anos. De um terço a metade da população da Europa morreu, e os mais atingidos foram os melhores (120.000 Franciscanos somente na Alemanha), mas não os participantes das Cruzadas. Winter sugere que a razão é que o julgamento foi a remoção dos melhores mensageiros da verdade. Este foi um julgamento maior sobre aqueles deixados para trás do que sobre os bons que morreram (p. 152.1)!

A recuperação levou à Reforma e à fase final, que enviou o evangelho ao redor do mundo com os navios de comércio e conquista.

Veja a p. 151 para um bom resumo de como as quatro fases de expansão foram julgadas no final, por causa da acomodação em suas bênçãos e o não compartilhamento destas com os povos não alcançados do mundo.

Fase Cinco: Anos 1600-2000 - Até os confins da terra
John Piper

John Piper

Missões que não produzem resultados eficientes devem ser abortadas antes que o desgaste físico e emocional a levem para rumos não desejados.

Elizandra Arboit

Uma igreja sem missões é uma igreja com o futuro comprometido.

Letícia Giacobbo