Versiculo sobre MissÕes

Cerca de 97 frases e pensamentos: Versiculo sobre MissÕes

"Em todo o tempo ama o amigo, e na angustia se faz o irmão"

"Nenhum amor pode ser maior que este, o de sacrificar a própria vida por seus amigos."

Provérbios capítulo 17 versículo 17) (João capítulo 15 versículo 13

Professor, uma profissao! Educador, a mais nobre de todas as missoes!

antonio gomes lacerda

Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.

Jesus (anunciado por Lucas cap 12 versículo 34)

Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão

Mateus Capítulo 7 Versículo 5

A vida nós temos varias missões. Algumas construimo o mais inesperado, quando nos tornamos adultos tudo que fazemos, tudo que construimos é ao nossos filhos, na verdade tudo que fazemos, hoje são para visar nossos futuros herdeiros, mesmo que demore muitos anos.
Vida ela pode ser injusta inumeras vezes, mas ela foi, para te ensinar uma lição, um ensinamento. Eu digo as coisas não acontecem por acaso, sempre tem o porque, se acaso aconteceu, foi para você aprender e dâ proxima vez voce conseguir lidar com tudo que já foi passado. Faça de seus problemas um ensinamento.

Marcos Lanfranchi

Uma das missões mais nobres de um indivíduo é fazer com que os outros saibam prosseguir sem sua presença.

Baudelaire Guinevere

O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais que perecem.
DEUS GOVERNA O MUNDO; DEUS TEM MAIS PRAZER NA OBEDIÊNCIA DO QUE NO SACRIFÍCIO.

A Bíblia Sagrada - Salmo 49 versículo 20

Alguns críticos teóricos afirmam que a felicidade encontra-se no mundo. Porém, vivemos no mundo onde não há felicidade.

ZEZINHO MISSÕES

"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus." [1 Coríntios 10:31]

Se levássemos á sério esse versículo, e ele nos viesse a mente por 2, 3 vezes ao dia, seriamos diferentes do que somos hoje. Infelizmente existe pessoas que esquecem desse versículo e fazem para a própria glória ou até mesmo esquecem de glorificar a Deus.
Mais importante do que conhecer a Palavra de Deus, é praticar a Palavra de Deus.

Clinton Ramachotte

Quando você ler um versículo da Bíblia do qual você quer se apropriar, adicione-o em suas orações.

Joyce Meyer

Escrever versículo biblico no Facebook não te deixa mais santo, principalmente se suas atitudes não condizerem com aquilo que você escreve.

Sarah Ruach

Vamos esclarecer duas coisas coisa: o versículo de Mateus 6:33 que diz "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" não quer dizer que Deus vai te dar um carro do ano, dinheiro, luxo nem nada do tipo. Se vocês lerem o capitulo todo de Mateus 6, vão entender que "estas coisas" são na verdade uma promessa de Deus para conosco, se O buscarmos em primeiro lugar, elas são: vestimenta (roupas), alimento (comida) e moradia (casa). Não confundem as coisas, se você buscar o reino de Deus esperando que TODAS AS COISAS que você quiser sejam acrescentadas na sua vida, creio que o seu propósito de busca esteja errado. O segundo ponto encontra-se em Filipenses 4:13, que diz "tudo posso naquele que me fortalece". Muitos também isolam esse versículo com o intuito de dizer que podem tudo naquele que os fortalece, no caso, Deus. Mas esse "tudo posso", é interligado a bens materiais, logo, pensam que podem tudo o que quiserem vindo de Deus. Mas, lendo o versículo 12, você lê o real significado de poder tudo: "Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade." Filipenses 4:12
Muito cuidado ao isolar versículos, seja para agradar pessoas ou até mesmo para agradar a si próprio; leia todo o contexto para que entenda.

Clinton Ramachotte

Paciência Vitoriosa no Sofrimento - 1ª Pedro 1

Pedro se referiu no segundo versículo aos destinatários de sua primeira epístola como sendo eleitos segundo a presciência de Deus, na santificação do Espírito, para a aspersão e obediência ao sangue de Jesus Cristo.
Fomos eleitos, segundo o texto de Pedro, para sermos santificados pelo do Espírito Santo, e para recebermos a aspersão e sermos obedientes ao sangue de Jesus Cristo.
Porque é por meio da santificação e da nossa purificação pelo sangue de nosso Senhor, que se comprova a nossa eleição, ou seja, que somos de fato escolhidos por Deus para sermos Sua exclusiva propriedade, não sendo mais escravizados ao pecado.
Nosso Senhor afirmou que foi Ele quem nos escolheu, e não propriamente nós a Ele, ou seja, nós o amamos porque nos amou primeiro; conhecemos e valorizamos a Sua redenção e salvação, porque fomos primeiro redimidos e salvos por Ele.
Se não tivesse vindo a nós, jamais teríamos ido a Ele.
Assim, o propósito da eleição é nos conduzir ao conhecimento pessoal de Jesus Cristo, e nos tornar santos assim como Deus é santo, daí a necessidade da nossa santificação.
Isto tem a ver com a nossa participação da Sua natureza divina, que é de santidade (Hb 12.10).
Sem escolher fazer a Sua vontade, sem nos submetermos ao Seu governo, jamais poderemos conhecer a Sua natureza divina, a qual Ele tem prazer em revelar e comunicar àqueles que O amam.
Estes que O amam devem renunciar ao próprio governo, e se deixarem conduzir pelo Espírito Santo, para que possam conhecer a natureza de Deus.
À medida que progride a nossa santificação, mais progride o nosso conhecimento de Deus, porque fomos eleitos para este propósito de conhecermos mais e mais a Sua própria pessoa divina e virtudes, de um modo íntimo e pessoal, em plena comunhão com Ele.
De maneira que a própria vida eterna consiste neste conhecimento pessoal de Deus (João 17.3).
Pedro desejou aos destinatários de sua primeira epístola, graça e paz multiplicadas. Isto denota a importância que era dada pelos apóstolos e por toda a Igreja Primitiva, tanto da circuncisão, quanto da incircuncisão, ao fortalecimento na graça de Jesus, e à busca da paz, que é fruto desta graça (I Pe 1.2b).
O apóstolo fez menção à multiplicação destas graças na vida dos cristãos, porque eles as possuem em determinado grau, o qual pode crescer cada vez mais, conforme a consagração dos filhos de Deus à Sua vontade.
Tendo concluído a breve saudação inicial, o apóstolo passou a exaltar o nome do Senhor pelas coisas que fez em favor dos cristãos por meio de Jesus Cristo; bendizendo o Seu nome antes de tudo pela Sua grande misericórdia, pela qual foram regenerados, não para um propósito temporário e terreno, mas para uma esperança viva, isto é de vida eterna, que eles obtiveram por meio da ressurreição de nosso Senhor (I Pe 1.3).
Uma esperança que não pode ser corrompida, e que não tem qualquer defeito, e que não pode falhar, porque está fixada e reservada nos céus para os que são de Cristo (v. 4).
Tal caráter eterno e firme desta esperança de vida eterna não é garantido pelo poder dos cristãos, mas pelo poder de Deus, pelo qual são guardados, simplesmente por causa da fé deles, e não de suas obras de justiça, para a plena manifestação da salvação deles, da qual, cuja glória plena será revelada no último tempo (v. 5).
Os cristãos exultam no Espírito, por causa desta esperança, embora sejam contristados por várias provações (que produzem tristeza em seus corações juntamente com a alegria espiritual que eles sentem por causa da sua esperança), conforme Deus julgue necessário para o aperfeiçoamento da fé deles, para que aprendam a serem perseverantes e venham a ser amadurecidos espiritualmente, de maneira que pela evidência da obra transformadora de suas vidas por Jesus Cristo, em santidade, isto Lhe traga louvor, glória e honra na Sua vinda (v. 6, 7).
É a provação desta fé pelo fogo que a fortalece e a faz crescer em graça, de modo que o Jesus invisível se tornará cada vez mais real e operante na vida do cristão, implantando nele as Suas virtudes divinas, e isto fará com que ele exulte com alegria indescritível e cheia de glória, por saber estar alcançando o objetivo da sua fé, que é a salvação da sua alma (v. 8, 9).
A salvação por meio da fé em nosso Senhor Jesus Cristo, na dispensação da graça, havia sido prenunciada pelos profetas do Antigo Testamento (v. 10), e eles procuraram saber pelo Espírito Santo, que estava neles, em que tempo ou ocasião haveria de ocorrer os sofrimentos de Cristo e a glória que haveria de seguir a tais sofrimentos (v. 11).
Mas foi revelado a eles que isto não ocorreria nos dias em que viveram, a saber no Velho Testamento, e que a promessa do derramar do Espírito Santo em todas as nações, para a pregação do evangelho, não ocorreria nos seus dias, mas foi para os cristãos que viveriam na dispensação da graça, que eles prenunciaram as coisas relativas ao evangelho que lhes havia sido pregado por aqueles que lhes falaram sendo instrumentos do Espírito Santo, que começou a ser derramado do céu desde o dia do Pentecostes.
Para esta pregação no poder do Espírito Santo, até mesmo os anjos gostariam de participar, mas este privilégio foi dado por Deus aos cristãos (v.12).
Em face de toda a obra realizada por Deus em favor dos Seus eleitos, e do propósito da sua vocação (chamada) pelo Espírito, o apóstolo descreve a partir do verso 13, quais são as coisas em que devem se empenhar para serem e fazerem, para o inteiro agrado de Deus.
Em primeiro lugar, devem procurar renovar as suas mentes, com sobriedade, e viver pela graça que lhes está sendo oferecida por meio da revelação de Jesus Cristo.
Eles já receberam uma certa medida de graça na regeneração, quando nasceram de novo do Espírito Santo, na conversão, mas esta graça deve aumentar em graus em suas vidas, conforme é do propósito de Deus (v. 13).
A mente do cristão deve estar cingida com a verdade da Palavra de Deus, a qual deve ser aplicada à sua vida, porque ele tem agora uma luta a travar contra o diabo, contra a carne e contra as seduções do mundo, uma vez que tendo se convertido das trevas para a luz, e do domínio de Satanás para o do Senhor, foi confirmado como eleito de Deus para a salvação eterna em Cristo Jesus.
E tem também todo um reino infinito espiritual para lhe ser revelado no espírito, e do qual se dará conta através da sua mente, ainda que ela não possa compreender todas as coisas sobrenaturais que excedem ao entendimento natural.
Devem também os cristãos viver como filhos obedientes a Deus e a toda a Sua vontade, não mais se conformando aos desejos e paixões que tinham antes da sua conversão.
Eles devem deixar efetivamente para trás o seu antigo modo de vida pecaminoso, no qual viveram quando eram ignorantes da vontade de Deus (v. 15).
Não somente devem deixar o antigo modo de vida, como também se santificarem em todo o seu procedimento, porque Aquele que lhes chamou é inteiramente santo e, a Escritura dá testemunho desta verdade de que Deus é santo (v.15,16).
Ao dizer que devemos ser santos, porque Deus é santo, o apóstolo quis dizer que nós devemos imitar a Deus como filhos amados que somos.
Fomos salvos para este supremo propósito de sermos santos como o nosso Pai é santo.
Sabendo que o nosso Pai é o Juiz de vivos e de mortos, e que julga sem fazer acepção de pessoas, devemos então andar em temor perante Ele, na busca desta santidade de vida, durante todo o tempo da nossa peregrinação neste mundo (v. 17).
E o grande argumento apresentado pelo apóstolo para o temor que devemos ter diante de Deus é o de que fomos comprados por Cristo para Deus, não com prata ou ouro, mas pelo Seu precioso sangue.
Ele nos redimiu pagando com Sua morte na cruz o preço exigido para satisfazer inteiramente à justiça de Deus, para nos livrar da culpa do nosso pecado (v. 18,19).
Pedro havia sido testemunha ocular da ressurreição de Jesus e podia dar tanto o seu testemunho por fé quanto por vista, dAquele que sempre existiu e que foi conhecido nos céus antes da fundação do mundo, e que se manifestou neste tempo final da graça, por amor à humanidade, para que por meio da fé nEle se possa ter uma esperança firme e segura da salvação, porque não temos um Salvador e Senhor que nos tenha sido dado sendo deste mundo, mas Alguém que era do céu e que já existia antes mesmo da fundação do mundo (v. 20, 21).
Já que os cristãos têm um tal Salvador e Senhor por meio do qual puderam ter suas almas purificadas do pecado, pela obediência à verdade que lhes foi pregada, obediência esta que conduz ao amor fraternal verdadeiro, então é seu dever permanecerem neste amor espiritual, amando-se mútua e fervorosamente no Espírito (v. 22).
Os cristãos nasceram de novo pela Palavra da verdade do evangelho, que é qual um princípio vivo e permanente que existe numa semente, pronto para gerar uma nova vida.
Esta semente de vida eterna não pode morrer e sempre gerará vida abundante toda vez que for devidamente semeada no solo de um coração fértil, que tenha sido arado pelas provações.
Esta nova vida recebida do céu é espiritual e eterna.
Ela não é como aquilo que é gerado pela carne e morre, porque o que é nascido da carne é carne, e a carne para nada aproveita para os propósitos eternos de Deus, que se cumprem somente se vivendo no espírito, porque o que é nascido do espírito é espírito, e vive para sempre, porque o espírito é o que vivifica e permanece eternamente.
A glória desta vida espiritual, que é gerada pelo Espírito Santo, não somente aumenta como há de permanecer para sempre.
Mas a glória de tudo o que se faz na carne é passageira, assim como a flor da erva, que cai quando a erva seca.
A palavra que nos salvou há de permanecer para sempre porque ela provém do céu, e nos foi dada por revelação do Espírito Santo.
Tal é o caráter do evangelho, da palavra da fé que pregamos, a qual é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê (v. 23 a 25).


“1 Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos peregrinos da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia.
2 eleitos segundo a presciência de Deus Pai, na santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas.
3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
4 para uma herança incorruptível, sem mácula e imarcescível, reservada nos céus para vós,
5 que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo;
6 na qual exultais, ainda que agora por um pouco de tempo, sendo necessário, estejais contristados por várias provações,
7 para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;
8 a quem, sem o terdes visto, amais; no qual, sem agora o verdes, mas crendo, exultais com alegria inefável e cheia de glória,
9 alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.
10 Desta salvação inquiriram e indagaram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que para vós era destinada,
11 indagando qual o tempo ou qual a ocasião que o Espírito de Cristo que estava neles indicava, ao predizer os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir.
12 Aos quais foi revelado que não para si mesmos, mas para vós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos bem desejam atentar.
13 Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos oferece na revelação de Jesus Cristo.
14 Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância;
15 mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento;
16 porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo.
17 E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor durante o tempo da vossa peregrinação,
18 sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais,
19 mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo,
20 o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós,
21 que por ele credes em Deus, que o ressuscitou dentre os mortos e lhe deu glória, de modo que a vossa fé e esperança estivessem em Deus.
22 Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração amai-vos ardentemente uns aos outros,
23 tendo renascido, não de semente corruptível, mas de incorruptível, pela palavra de Deus, a qual vive e permanece.
24 Porque: Toda a carne é como a erva, e toda a sua glória como a flor da erva. Secou-se a erva, e caiu a sua flor;
25 mas a palavra do Senhor permanece para sempre. E esta é a palavra que vos foi evangelizada.” (I Pedro 1.1-25)

Silvio Dutra

O Templo de Salomão – I Reis 6

Nós lemos o seguinte no sétimo versículo do sexto capítulo de I Reis:
“E edificava-se a casa com pedras lavradas na pedreira; de maneira que nem martelo, nem machado, nem qualquer outro instrumento de ferro se ouviu na casa enquanto estava sendo edificada.”.
A planta do templo havia sido dada por Deus, por escrito, em todos os seus detalhes, a Davi (I Crôn 28.19), e este a entregou a Salomão antes da sua morte (I Crôn 28.11-19).
Não seria portanto, o gênio de Salomão que idealizaria como seria a casa do Senhor, pois será sempre o próprio Deus que determinará as condições e critérios para a construção da Sua casa, e isto se aplica especialmente à edificação da Igreja de Cristo, cuja planta se encontra na Bíblia.
Como as pedras eram lavradas nas próprias pedreiras em que eram cortadas, de maneira a serem encaixadas perfeitamente na posição em que deveriam ser colocadas no templo, podemos inferir que houve necessidade de um grande trabalho de planejamento, tanto de engenharia, quanto de arquitetura, para a construção do templo.
Nisto, certamente trabalhou a sabedoria de Salomão e a dos sábios de Israel e de Tiro.
De igual modo, foi a infinita sabedoria de Deus, consumada por Cristo e pelo Espírito Santo, que planejou e está executando o trabalho de edificação da Igreja, que é o templo eterno do Senhor, que está sendo construído com pedras vivas, através do trabalho dos pastores, aos quais Deus tem dado conhecimento e inteligência espiritual, para a realização deste trabalho de construção de um templo que é também espiritual.
Há um grande ensino para a Igreja quanto ao modo como o templo de Salomão deveria ser edificado, seguindo tudo o que Deus havia ordenado a Davi na planta que lhe dera.
Há portanto, um modo para se edificar a Igreja do Senhor, que já foi estabelecido por Ele próprio, e cuja planta se encontra na Bíblia.
Muito se fala hoje em dia sobre a necessidade de se ajustar a mensagem do evangelho a cada tipo de cultura, em se adaptar a doutrina de modo que possa se tornar palatável ao gosto das pessoas.
Entretanto, a mensagem não pode ser alterada.
A mensagem é uma só e a mesma, e sempre o será, porque as Palavras do Senhor não passarão eternamente.
É a cultura que deve se render à mensagem e não a mensagem à cultura.
È a humanidade que deve ser cristianizada, e não humanizado o cristianismo.
Em suma, não é Deus que deve se ajustar à vontade do homem, mas o homem que deve se ajustar à vontade de Deus.
As pedras eram levadas prontas para serem encaixadas, de modo que não se ouvisse barulho enquanto o templo ia sendo erigido.
O Espírito Santo faz um trabalho silencioso nos corações, e é em paz que Ele efetua a conversão dos pecadores, e já os traz prontos, pela regeneração, para serem acrescentados ao grande edifício de pedras vivas que é a Igreja.
A construção deste edifício para a habitação de Deus deve ser feita em paz, porque Ele é Deus de paz e só habita onde há paz.
Não deve haver ruído no ajuste e preparo das pedras. Isto significa não somente que a unidade delas é estabelecida somente pela paz, como também que não deve haver discórdia entre elas quanto à doutrina, porque subentende-se que esta, sendo uma só e verdadeira, deve ter sido aceita antecipadamente por todos.
A doutrina é algo para ser aceito pela fé e para ser debatido, de modo que não haja rupturas na unidade e na comunhão do edifício espiritual.
Então entendemos que os pastores devem ter sido preparados para a realização desta obra espiritual, que demandará deles muita sabedoria e inteligência e conhecimento espiritual, para liderarem o rebanho sobre o qual o Espírito Santo lhes constituiu como líderes, tendo em vista, especialmente, o exercício da disciplina na Igreja, que sendo realizada sem esta sabedoria, pode causar muito ruído e escândalo.
Assim, os ministros necessitam deste preparo no conhecimento das coisas relativas à casa de Deus, que é a Igreja, para que possam discernir entre o bem e o mal, e julgarem segundo a reta justiça.
Sem isto, é possível condenar um inocente e não repreender um malfeitor da membresia da Igreja.
Quando, por exemplo, Paulo disse “Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor.”, em I Cor 5.13, ele estava se referindo a um crente que vivia incestuosamente com a mulher do seu pai, e não havia se arrependido do seu pecado e ao que parece havia determinado continuar deliberadamente na sua prática.
Vemos então, que se faltar ao pastor este conhecimento, é possível que ele venha a excluir da comunhão dos santos alguém que tenha se arrependido do seu pecado e abandonado a sua prática, a pretexto de ser zeloso, pela santidade do Senhor e do Seu povo.
Neste caso, a disciplina divina requer que o arrependido seja imediatamente perdoado e aceito, em face do arrependimento demonstrado.
As consequências do pecado que ele praticou é um assunto exclusivo para o Senhor, porque certamente colherá o que semeou, mas não cabe à Igreja, efetivamente, qualquer medida revanchista, e muito menos vingativa, depois de ter manifestado o seu arrependimento.
O templo começou a ser edificado no 4º ano do reinado de Salomão, que correspondia ao 480º ano da saída dos israelitas do Egito, com Moisés, e foi concluído no 11º ano do reinado de Salomão, sendo gastos portanto, sete anos para a sua construção (v. 1, 3, 38).
Pelos versículos 2 e 3 nós vemos que as dimensões do templo eram as seguintes:
CASA TOTAL (com Lugar Santo e Santo dos Santos):
30 metros de comprimento, por 10 metros de largura, e 15 metros de altura (v. 2).
SANTO DOS SANTOS:
10 metros de comprimento; por 10 metros de largura, e 10 metros de altura (v. 29).
Observe que havia um vão de 5 metros entre o teto do Santo dos Santos e o da Casa que o continha.
As referências às janelas, escadas, e aos andares e cômodos, diziam respeito à casa que abrigava o Santo dos Santos, sendo todo o espaço ao redor deste considerado como o Lugar Santo.
Como a casa tinha 15 metros de altura ela pôde abrigar três andares (I Reis 6.10) que eram acessados por escadas em forma de espiral (v. 5,8).
E estes andares abrigavam câmaras para guardarem os utensílios e tesouros do templo, e para abrigar os sacerdotes, na preparação deles para o exercício do seu ofício (v. 5,6).
O Santo dos Santos ficava ao fundo da casa, sendo um cubo de 10 metros de lado, de modo que da sua entrada até à da casa propriamente dita que o abrigava, havia um espaço de 20 metros de comprimento (v. 17).
As paredes internas da casa eram cobertas de tábuas de cedro, inclusive o teto, sendo que o assoalho foi revestido com tábuas de cipreste (v. 15).
Estas tábuas tinham entalhes de flores abertas (v. 18).
Dois querubins entalhados em madeira de oliveira, com 5 metros de altura, e colocados um ao lado do outro, com as asas abertas, tocando as extremidades das asas na paredes e uma na outra, cobria toda a extensão de 10 metros de uma à outra parede do Santo dos Santos, e eles ficavam bem ao centro do mesmo, sendo a arca da aliança colocada sob o ponto em que as asas deles se encontravam, e estes querubins eram todos revestidos de ouro (v. 23 a 28; cap 8.6,7).
De igual modo, as tábuas das paredes, bem como do piso, eram revestidas de ouro, assim como o altar de incenso que ficava defronte do Santo dos Santos (v. 21,22, 30).
Todas as paredes eram adornadas com gravuras de querubins, palmeiras e flores abertas (v. 29).
Os querubins representavam a adoração ao Senhor e a guarda da Sua santidade; as palmeiras, a justiça de Deus, que é imputada àqueles que dEle se aproximam; e as flores, a beleza da Sua santidade.
As portas, tanto do Santo dos Santos, quanto da casa, eram de madeira de oliveira e compostas de duas folhas (partes) que eram sustentadas por dobradiças.
Estas portas eram também revestidas de ouro como o cedro da parede, e o cipreste do piso (v. 31 a 35).
Enquanto construía o templo, Salomão foi incentivado a prosseguir na construção pelo Senhor (v. 11 a 13), e para que a suntuosidade da obra não ofuscasse a necessidade de que ele andasse na presença de Deus, guardando os Seus estatutos, mandamentos e juízos, Ele disse a Salomão que habitaria no meio do Seu povo caso ele o obedecesse, mas caso Salomão viesse a transgredir os Seus estatutos, mandamentos e juízos, não seria a suntuosidade daquela casa que garantiria a habitação do Senhor no meio de Israel, como de fato não garantiu, quando o povo se desviou da Sua presença e o templo foi destruído por Nabucodonozor, rei de Babilônia em 586 a .C.
Isto nos mostra de modo muito claro que Deus não está tão interessado nos edifícios que construímos para o Seu serviço, quanto está na edificação da nossa própria vida espiritual.
Não é aquilo que construímos no exterior e que os homens podem destruir, que nos recomenda a Ele e garante a Sua presença em nosso viver, senão aquilo que construímos no nosso próprio interior, mediante o cumprimento dos Seus mandamentos e que faz para Ele um lugar de habitação Santo e eterno, que ninguém pode roubar ou destruir.
“16 Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?
17 Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque sagrado é o santuário de Deus, que sois vós.” (I Cor 3.16, 17).
O que o homem pode destruir é a parte de barro do edifício, que é este nosso corpo terreno, mas quem o fizer, não deixará de receber a justa retribuição da parte do Senhor, mas o homem e nem o diabo podem tocar no santuário edificado por Deus no espírito do cristão, de modo que possam lhe produzir algum dano eterno.






“1 Sucedeu, pois, que no ano quatrocentos e oitenta depois de saírem os filhos de Israel da terra do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de zive, que é o segundo mês, começou-se a edificar a casa do Senhor.
2 Ora, a casa que e rei Salomão edificou ao Senhor era de sessenta côvados de comprimento, vinte côvados de largura, e trinta côvados de altura.
3 E o pórtico diante do templo da casa era de vinte côvados de comprimento, segundo a largura da casa, e de dez côvados de largura.
4 E fez para a casa janelas de gelósias fixas.
5 Edificou andares em torno da casa, contra a parede, tanto do templo como do oráculo, fazendo assim câmaras laterais ao seu redor.
6 A câmara de baixo era de cinco côvados, a do meio de seis côvados, e a terceira de sete côvados de largura. E do lado de fora, ao redor da casa, fez pilastras de reforço, para que as vigas não se apoiassem nas paredes da casa.
7 E edificava-se a casa com pedras lavradas na pedreira; de maneira que nem martelo, nem machado, nem qualquer outro instrumento de ferro se ouviu na casa enquanto estava sendo edificada.
8 A porta para as câmaras laterais do meio estava à banda direita da casa; e por escadas espirais subia-se ao andar do meio, e deste ao terceiro.
9 Assim, pois, edificou a casa, e a acabou, cobrindo-a com traves e pranchas de cedro.
10 Também edificou os andares, contra toda a casa, de cinco côvados de altura, e os ligou à casa com madeira de cedro.
11 Então veio a palavra do Senhor a Salomão, dizendo:
12 Quanto a esta casa que tu estás edificando, se andares nos meus estatutos, e executares os meus preceitos, e guardares todos os meus mandamentos, andando neles, confirmarei para contigo a minha palavra, que falei a Davi, teu pai;
13 e habitarei no meio dos filhos de Israel, e não desampararei o meu povo de Israel.
14 Salomão, pois, edificou aquela casa, e a acabou.
15 Também cobriu as paredes da casa por dentro com tábuas de cedro; desde o soalho da casa até e teto, tudo cobriu com madeira por dentro; e cobriu o soalho da casa com tábuas de cipreste.
16 A vinte côvados do fundo da casa fez de tábuas de cedro uma divisão, de altura igual à do teto; e por dentro a preparou para o oráculo, isto é, para a lugar santíssimo.
17 E era a casa, isto é, o templo fronteiro ao oráculo, de quarenta côvados de comprido.
18 O cedro da casa por dentro era lavrado de botões e flores abertas; tudo era cedro; pedra nenhuma se via.
19 No meio da casa, na parte mais interior, preparou o oráculo, para pôr ali a arca do pacto do Senhor.
20 E o oráculo era, por dentro, de vinte côvados de comprimento, vinte de largura e vinte de altura; e o cobriu de ouro puro. Também cobriu de cedro o altar.
21 Salomão, pois, cobriu a casa por dentro de ouro puro; e estendeu cadeias de ouro diante do oráculo, que cobriu também de ouro.
22 Assim cobriu inteiramente de ouro a casa toda; também cobriu de ouro todo o altar do oráculo.
23 No oráculo fez dois querubins de madeira de oliveira, cada um com dez côvados de altura.
24 Uma asa de um querubim era de cinco côvados, e a outra de cinco côvados; dez côvados havia desde a extremidade de uma das suas asas até a extremidade da outra.
25 Assim era também o outro querubim; ambos os querubins eram da mesma medida e do mesmo talho.
26 Um querubim tinha dez côvados de altura, e assim também o outro.
27 E pôs os querubins na parte mais interior da casa. As asas dos querubins se estendiam de maneira que a asa de um tocava numa parede, e a do outro na outra parede, e as suas asas no meio da casa tocavam uma na outra.
28 Também cobriu de ouro os querubins.
29 Quanto a todas as paredes da casa em redor, entalhou-as de querubins, de palmas e de palmas abertas, tanto na parte mais interior como na mais exterior.
30 Também cobriu de ouro o soalho da casa, de uma e de outra parte.
31 E para a entrada do oráculo fez portas de madeira de oliveira; a verga com os umbrais faziam a quinta parte da parede.
32 Assim fez as duas portas de madeira de oliveira; e entalhou-as de querubins, de palmas e de flores abertas, que cobriu de ouro também estendeu ouro sobre os querubins e sobre as palmas.
33 Assim também fez para a porta do templo umbrais de madeira de oliveira, que constituíam a quarta parte da parede;
34 E eram as duas partes de madeira de cipreste; e as duas folhas duma porta eram dobradiças, como também as duas folhas da outra porta.
35 E as lavrou de querubins, de palmas e de flores abertas; e as cobriu de ouro acomodado ao lavor.
36 Também edificou o átrio interior de três ordens de pedras lavradas e de uma ordem de vigas de cedro.
37 No quarto ano se pôs o fundamento da casa do Senhor, no mês de zive.
38 E no undécimo ano, no mês de bul, que é o oitavo mês, se acabou esta casa com todas as suas dependências, e com tudo o que lhe convinha. Assim levou sete anos para edificá-la.” (I Rs 6.1-38).

Silvio Dutra

Uma Questão de Vida e Não de Religião

O primeiro versículo do segundo capítulo de I João nos mostra de forma muito direta e clara qual é o caráter da santificação evangélica, isto é, a santidade que temos por meio da fé no evangelho, e não por tê-la na nossa própria natureza terrena.
João mostra que o caráter desta santificação é uma posição firme e resoluta contra qualquer forma de pecado:
“Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis;” (v. 1a).
Mas como ainda estamos na carne neste mundo ele admite que sempre haverá necessidade de se mortificar o pecado, pelo trabalho de crucificação do carregar diário da cruz, e da confiança no trabalho de Cristo como nosso Sumo Sacerdote e Advogado à direita do Pai.
Então ele diz:
“mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.” (v. 1b).
Aqui se demonstra melhor o caráter da santificação evangélica, a saber, o fato de termos em Cristo um intercessor e um mediador para a purificação de todos os nossos pecados.
Então há esta oportunidade para uma constante restauração e renovação espiritual, que está baseada no sangue que Jesus derramou por nós na cruz, e no seu trabalho como nosso Advogado à direita do Pai.
Assim temos esperança e confiança apesar de nos ser exigido que não se faça qualquer concessão ao pecado, ou que se tenha qualquer atitude indulgente em relação às nossas fraquezas, as quais são obras da carne, do velho homem, porque a nova criatura é perfeita em santidade, e caso estivéssemos de fato andando no Espírito, não estaríamos vivendo em pecados, produzidos pela carne.
Por isso é requerida plena diligência, daqueles que querem agradar a Deus e serem usados por Ele na obra do evangelho (II Timóteo 2.21-26).
Aliás, este é o modo de vida que está proposto por Deus para todos os cristãos, de forma que João se dirigiu a todos eles quando lhes exortou a não pecarem.
Porque o pecado, o diabo e o mundo nos assediam bem de perto, sempre esperando a oportunidade de nos levar a pecar.
Requer constante vigilância e oração para um viver vitorioso sobre a carne, para que a carne seja mantida na condição de ter sido crucificada em nós juntamente com suas paixões e cobiças, pela nossa identificação com a morte de Cristo.
Disto depende a manutenção da nossa preciosa comunhão com o Deus Altíssimo.
Os cristãos podem se aproximar com confiança para serem purificados de seus pecados, porque há um Advogado de defesa no tribunal celestial constituído para defendê-los das acusações de Satanás contra eles, por causa dos seus pecados.
Cristo não perderá uma só causa daqueles que se aproximam dEle pedindo que seus pecados sejam perdoados.
Ele os perdoará, defenderá e absolverá.
Não há outro Advogado que possa defender a nossa causa porque somente Cristo morreu por nós.
Ele é a propiciação pelos nossos pecados que foi inteiramente aceita pelo Pai, isto é, Ele próprio foi a única oferta que Deus aceitou como sacrifício para satisfazer inteiramente a Sua justiça que determina a morte espiritual do pecador (morte espiritual = falta de conhecimento de Deus e de comunhão com Ele).
Morrendo no nosso lugar, Cristo satisfez então inteiramente à justiça de Deus.
É neste sentido que Ele não é somente a propiciação pelos pecados dos que se encontravam salvos nos dias de João, mas de todos aqueles que viessem a se salvar depois deles (I João 2.2a).
João falou sobre o modo como os cristãos devem caminhar neste mundo, a saber, na luz.
De maneira que aquele que diz que está andando na luz, deve viver e agir conforme está prescrito na Palavra de Deus.
Jesus deixou mandamentos para serem guardados pelos seus discípulos.
Estes mandamentos foram registrados pelos apóstolos nos Evangelhos e nas epístolas, enquanto viviam, de modo que o testemunho da verdade permanecesse entre nós, em todas as épocas da história da Igreja.
Cristo requer obediência a esta Palavra que Ele ordenou que deveria ser guardada por nós.
A falta de obediência a esta Palavra impede o conhecimento e o crescimento neste conhecimento de Cristo (I Jo 2.3).
João acrescenta o argumento de que aquele que diz que tem conhecido a Cristo, mas que não guarda efetivamente os Seus mandamentos é mentiroso, porque não está andando na verdade (v. 4), uma vez que a única verdade relativa à vida com Deus está somente na Palavra de Cristo, e se nós não estamos guardando esta Palavra, dá-se, por conseguinte que não estamos vivendo na verdade, em vidas santificadas, mas no erro, de um viver segundo a carne.
Não mentimos que não temos a vida do Espírito, porque como cristãos a possuímos, mas mentimos quanto ao fato de dizermos que andamos na luz, ou seja, no Espírito, porque se estivéssemos andando no Espírito, as obras da carne não prevaleceriam sobre nós.
Assim é somente naqueles que guardam a Palavra de Cristo que o amor de Deus é aperfeiçoado, porque revelará e manifestará somente a estes a Sua graça e poder.
Segundo João é por este meio que podemos saber que estamos de fato no Senhor, porque aquele que diz que está nEle, deve ser um imitador de Cristo quanto ao modo de vida que Ele viveu (v. 5, 6).
A graça produz somente santidade.
A nova criatura não tem pecado, ou seja, a nova natureza recebida do Espírito Santo na conversão.
Assim, se estamos vivendo segundo a nova natureza, comprovamos que temos vencido o pecado, porque este é o único modo dele ser vencido.
Então é nisto que consiste o caminhar na luz referido pelo apóstolo no capítulo anterior.
O Espírito Santo revelará aos que caminham de tal modo o real significado dos mandamentos de Cristo, e lhes capacitará a viverem em conformidade com estes mandamentos, como por exemplo, o de se auto-negarem, carregarem a cruz, e seguirem a Cristo diariamente, sobretudo o de serem batizados e cheios do Espírito, e de andarem no Espírito para serem purificados, renovados e capacitados com poder para fazer a vontade de Deus, abundando em boas obras.
Muitos alegam terem grande conhecimento dos mistérios divinos; e conseguem fazer com que muitas pessoas fiquem aprisionadas às suas imaginações sedutoras, mas não é tanto ao que afirmam que devemos dar atenção, mas ao fruto da vida destas pessoas, se está de acordo com os mandamentos de Cristo.
É pelo fruto que se conhece a árvore.
Certamente, se o seu caminhar não é um caminhar segundo Cristo, e não andam como Ele andou; as palavras não serão também inteiramente correspondentes à verdade, porque Deus não lhes concederá o verdadeiro conhecimento que é possível somente por iluminação do Espírito.
Logo, quem está andando na luz é porque está obedecendo à verdade; não a verdade que se alega ser a verdade, por se imaginar na mente o que ela seja, e que não está plenamente em conformidade com o verdadeiro significado da revelação escrita na Bíblia, que importa ser conhecido por revelação do Espírito Santo ao nosso espírito.
Sem esta iluminação do Espírito todo o nosso conhecimento das Escrituras pode ser falso ou ineficaz.
Por isso há muitos que se declaram ortodoxos, e fazem muitas feridas nas almas de homens piedosos com o seu falso conhecimento ineficaz, porque é mera letra segundo a sua própria compreensão carnal, de uma Palavra que é espírito e vida, e que importa ser aprendida e vivida em humildade e submissão a Cristo, para que se tenha a instrução, direção e capacitação do Espírito para não somente entendê-la, mas também praticá-la.
Uma das características apontadas por João como conhecimento e prática verdadeiros da Palavra é o aperfeiçoamento no amor de Deus (v. 5), não no amor natural, mas no amor espiritual de Deus.
No amor ágape.
Isto significa que aquele que tem realmente obedecido a Palavra terá isto manifestado num viver sobrenatural em amor a Deus e a seus irmãos em Cristo.
Um amor de comunhão espiritual como o apóstolo se referiu no primeiro capitulo, porque está de fato caminhando na luz e na verdade.
Jesus colocou um desprezo no amor natural que é inconstante e mutável, que pode inclusive se transformar em ódio, quando disse que aqueles que amam aos que lhes amam nada fazem demais com isto, porque este é o amor natural que se manifesta somente quando tudo vai bem no relacionamento.
Mas, para mostrar que é preciso amar com um amor superior a este e que permanece para a eternidade, ele disse que devemos amar os nossos inimigos, porque somente com o amor espiritual que procede de Deus é possível amá-los (Mt 5.44-48).
Um dos grandes inimigos e impedimento para o amor cristão é o amor ao mundo.
Por isso o apóstolo alertou os cristãos quanto a isto nos versos 12 a 17.
Os cristãos tiveram os seus pecados perdoados por Cristo (v. 12).
Especialmente os cristãos maduros têm conhecido o modo pelo qual importa que Deus seja servido, por terem as suas faculdades exercitadas para discernirem tanto o bem quanto o mal, e por isso João os chama de pais, porque são como verdadeiros chefes da família de Cristo (v. 13a).
Os jovens, apesar de não terem a mesma experiência, têm, tanto quanto eles, já vencido o Maligno, porque todos os que estão em Cristo não estão mais sob o domínio de Satanás, já não pertencem mais ao seu reino de trevas (v. 13 b).
Mas, apesar deste conhecimento de Cristo, desta vitória sobre os poderes das trevas, desta força na graça do Senhor, os cristãos devem se guardar de muitas coisas para permanecerem num viver de verdadeira vitória espiritual, e uma destas coisas é se guardarem de amar o mundo (v. 15 a 17).
Todos devem se guardar do fascínio das coisas que há no mundo, tanto cristãos jovens quanto velhos, experientes e inexperientes, porque é possível apagar o amor de Deus em nossos corações por causa deste amor ao mundo.
Tudo aquilo que nós amarmos acima de Deus passa a ser idolatria e ele não pode tolerar isto porque deve ser amado acima de todas as coisas.
O amor ao mundo é inconsistente com o amor de Deus.
Ninguém pode amar a dois senhores. Ou se ama ao Senhor ou às riquezas. Deus é completamente incompatibilizado com Mamon.
Nós somos provados na nossa fé e no nosso amor ao Senhor pelas coisas que há no mundo, de modo que demonstremos na prática se amamos mais as criaturas do que ao Criador.
Se é o mundo que recebe a maior parte dos nossos afetos, consequentemente nós deixaremos o Senhor num segundo plano, e isto é inverter a ordem da criação, porque importa que Ele tenha a maior parte dos nossos afetos, para que possamos ter os nossos afetos pelas demais pessoas e coisas manifestado numa forma equilibrada e ordenada.
Por isso Jesus disse que não somos dignos dele, e não poderemos segui-lo, se amarmos mais aos nossos entes queridos e até a nós mesmos, mais do que a Ele.
Depois de ter alertado a Igreja quanto ao perigo do amor ao mundo, João falou do mistério da iniquidade, daqueles que têm um espírito anticristo aos quais João chamou de anticristos, porque o escárnio e blasfêmias deles contra tudo o que é de Deus e que é santo será revelado em toda a sua força e plenitude quanto o Anticristo se manifestar sobre a terra.
Assim, estes blasfemadores, desde há muito, estão preparando o caminho para ele.
Estes são aqueles que foram plantados como joio na Igreja pelo Inimigo para o propósito mesmo de aprenderem sobre as coisas de Deus para logo depois saírem blasfemando contra estas coisas (v. 18,19).
Não são poucos aqueles que ao longo da história da Igreja têm agido desta forma a serviço de Satanás para o seu grande propósito de blasfemar de modo contundente e generalizado no futuro contra o nome de Deus em toda a terra através do Anticristo e dos seus seguidores.
É por esta razão que vemos a iniquidade se multiplicando, e não diminuindo, à medida que o tempo tem avançado.
Estes que apostataram do seio da Igreja e saíram falando contra Cristo, na verdade nunca O conheceram, e eram hipócritas na profissão de fé que fizeram (v. 19).
Finalmente, o apóstolo advertiu contra o perigo da apostasia de verdadeiros cristãos, por se deixarem arrastar pelo erro destes insubordinados (v. 20 a 29).
Os cristãos verdadeiros têm a unção do Espírito Santo e conhecem a verdade conforme são ensinados pelo Espírito.
Portanto devem permanecer naquilo que ouviram dos apóstolos (e que hoje temos na forma escrita, como nesta epístola de João).
É permanecendo na Palavra do Senhor que permanecemos nEle (v. 24, 27).
Por isso Jesus disse que se nós permanecêssemos na Sua Palavra, permaneceríamos consequentemente nEle e no Seu amor (João 15.7-10).
Os cristãos devem permanecer na unção do Espírito que lhes ensina a verdade de Deus, para que não venham a ser enganados (v. 26).
Se entristecerem o Espírito com os seus pecados, por um viver carnal, não poderão contar com a permanência nesta unção.
O assunto da nossa relação com Cristo Jesus é vida eterna (v. 25) e por isso não devemos nos deixar entreter ou enganar por meros debates relativos à religião que nos afastem deste alvo supremo da promessa de Deus para os cristãos em Cristo Jesus.
Ninguém se iluda com um ensino que glorifica a Deus Pai e que desonra a Jesus Cristo, porque o próprio Pai tem determinado que será honrado pela honra que for dada ao Filho (João 5.23).
Tal é o ensino de muitos que rebaixam a Cristo da sua condição de verdadeiro Deus que Ele é, junto com o Pai e o Espírito Santo.
Por isso João afirmou no verso 23 deste capítulo:
“Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; aquele que confessa o Filho, tem também o Pai.”
Isto é mais do que confissão religiosa, porque é confissão de testemunho em progresso em santificação por permanecer na verdade da Palavra por meio do poder do Espírito.
É assim que o cristão deve viver: se preparando para o seu encontro com o Senhor.
Santificação é um assunto de permanecer no Senhor, santos, inculpáveis e irrepreensíveis (v. 28) para que Ele seja glorificado no modo pelo qual vivemos neste mundo demonstrando a eficácia do poder operante da Sua graça em nós.
Esta santificação consiste num caminhar na justiça do evangelho, assim como o nosso Senhor é justo (v. 29).
Aquele no qual estiverem faltando estas coisas será vã a sua religião, por mais religioso que ele possa ser.




“1 Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo.
2 E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.
3 E nisto sabemos que o conhecemos; se guardamos os seus mandamentos.
4 Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade;
5 mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele;
6 aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou.
7 Amados, não vos escrevo mandamento novo, mas um mandamento antigo, que tendes desde o princípio. Este mandamento antigo é a palavra que ouvistes.
8 Contudo é um novo mandamento que vos escrevo, o qual é verdadeiro nele e em vós; porque as trevas vão passando, e já brilha a verdadeira luz.
9 Aquele que diz estar na luz, e odeia a seu irmão, até agora está nas trevas.
10 Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há tropeço.
11 Mas aquele que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai; porque as trevas lhe cegaram os olhos.
12 Filhinhos, eu vos escrevo, porque os vossos pecados são perdoados por amor do seu nome.
13 Pais, eu vos escrevo, porque conheceis aquele que é desde o princípio. Jovens, eu vos escrevo, porque vencestes o Maligno.
14 Eu vos escrevi, filhinhos, porque conheceis o Pai. Eu vos escrevi, pais, porque conheceis aquele que é desde o princípio. Eu escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e já vencestes o Maligno.
15 Não ameis o mundo, nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.
16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo.
17 Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.
18 Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora.
19 Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos.
20 Ora, vós tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento.
21 Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade.
22 Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho.
23 Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; aquele que confessa o Filho, tem também o Pai.
24 Portanto, o que desde o princípio ouvistes, permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também vós permanecereis no Filho e no Pai.
25 E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.
26 Estas coisas vos escrevo a respeito daqueles que vos querem enganar.
27 E quanto a vós, a unção que dele recebestes fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como vos ensinou ela, assim nele permanecei.
28 E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda.
29 Se sabeis que ele é justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.”.

Silvio Dutra

Deus Fala em Sonhos com Samuel – I Samuel 3

O primeiro versículo deste 3º capítulo de I Samuel nos dá conta de uma religião morta em Israel, em razão não somente do pecado dos filhos de Eli, como de todo o povo, que como veremos adiante, necessitava ser purificado da sua idolatria.
A citação do verso 1 de que a palavra do Senhor era muito rara e que as visões não eram frequentes é uma forma de retratar a escassez das operações de Deus em face da desobediência do Seu povo.
Um despertamento ou avivamento espiritual é sobretudo então um retorno do povo de Deus à obediência que Lhe é devida, mediante prática da Sua Palavra.
Samuel foi confirmado como profeta do Senhor desde Dã até Berseba, e o motivo desta confirmação é citado no verso 19: “o Senhor era com ele e não deixou nenhuma de todas as suas palavras cair em terra.”.
As palavras proféticas de Samuel procediam do céu e para lá retornavam, dando cumprimento ao propósito do Senhor.
Não era uma palavra para agradar aos homens e que procedia do próprio homem. Era uma palavra que procedia de Deus e subia à presença de Deus nos céus, daí se dizer que nenhuma das palavras que Samuel proferiu em nome do Senhor caiu em terra. Deus aparecia no tabernáculo em Siló e se manifestava por meio da Sua palavra a Samuel (v. 21).
A palavra ensinada por Samuel não eram palavras persuasivas de sabedoria humana, do que também se guardaram os apóstolos de Cristo, porque a Palavra de Deus traz em si mesma a força da persuasão de ser a verdade, e é poderosa para quebrar corações de pedra.
Quando o Senhor se manifestou pela primeira vez a Samuel Ele lhe revelou que faria uma coisa incomum em Israel: “Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual fará tinir ambos os ouvidos a todo o que a ouvir.”.
Deus se moveria em Israel especialmente através do ministério de Samuel, e o povo reconheceria este mover e muitos chegariam ao arrependimento e à conversão dos seus maus caminhos, voltando à prática da Sua Palavra.
Samuel haveria de ser confirmado como profeta do Senhor em todo Israel, como vemos no final deste terceiro capítulo (v. 20), e o Senhor começaria a fazer isto se revelando a ele, ainda quando era muito jovem e quando se encontrava ainda sob os cuidados de Eli.
As manifestações do Senhor Lhe trariam grande honra e glória e despertaria o desejo em muitos de Israel de honrarem o único Deus verdadeiro.
Tal com o profeta Samuel foi levantado em Israel quando a nação estava desviada dos caminhos de Deus.
O avivamento está ligado à necessidade de reforma.
De trazer as pessoas ao modo pelo qual devem viver para o Senhor.
E isto está muito além de mero conhecimento da doutrina correta, a par deste ser muito importante e necessário, porque é possível ser absolutamente corretos em nossa doutrina, e não termos nenhuma prática daquilo em que cremos e também nenhuma comunhão real com o Senhor.
Um falso profeta jamais conduzirá o povo do Senhor à prática da Sua Palavra, e não disciplinará os contradizentes, antes, falará segundo aquilo que o coração carnal humano deseja ouvir.
Mas um verdadeiro profeta como Samuel, procurará apartar o povo de Deus das suas transgressões, para um viver obediente ao Senhor e à Sua Palavra.
Por isso nós lemos em I Sm 7.3 o seguinte: “Samuel, pois, falou a toda a casa de Israel, dizendo: Se de todo o vosso coração voltais para o Senhor, lançai do meio de vós os deuses estranhos e as astarotes, preparai o vosso coração para com o Senhor, e servi a ele só; e ele vos livrará da mão dos filisteus.”.
Israel estava lamentando a ausência da arca do Senhor do meio deles já por vinte anos, pois esta havia sido tomada pelos filisteus e se encontrava agora em Quiriate-Jearim (I Sm 7.2) e não no tabernáculo em Siló.
A arca representava a presença abençoadora de Deus.
E o que foi que eles fizeram naquela ocasião?
O que foi que o líder espiritual deles lhes ordenou?
Que dessem muitas glórias a Deus?
Que eles determinassem pela fé a sua vitória?
Não! Eles lamentaram a ausência do Senhor e Samuel lhes convocou a um verdadeiro arrependimento, pelo abandono dos falsos deuses e a uma consagração total a Deus de todo o coração.
A bênção é consequência da obediência ao Senhor e à Sua Palavra. Em outras palavras, a um caminhar na justiça.
A bem-aventurança verdadeira é sempre fruto da justiça. De um caminhar em comunhão com Deus em santidade.
Foi para isto que Cristo morreu e nos salvou.
Ele não nos salvou para permanecermos na prática do pecado, senão para mortificá-lo e praticar a justiça do reino de Deus.
O que fica aquém disso é mera religião e não cristianismo, porque este é a vida de Cristo em nós.
Por causa do pecado de Eli, apesar de ser o sumo sacerdote, Deus já não falava mais diretamente a ele, pois perdera a comunhão com o Senhor, pela falta desta santidade.
Deus chamou o menino Samuel e insistiu em falar com ele por quatro vezes seguidas.
Ele não falaria com Eli, senão por meio da boca de um dos seus profetas, que o repreendera duramente, conforme vimos no capítulo anterior, e também através do próprio Samuel, que iria confirmar as palavras proferidas pelo referido profeta, conforme vemos nos versos 11 a 14, deste terceiro capítulo.
Nós podemos falar da perda de comunhão de Eli com Deus pelo teor das suas palavras quando soube do juízo que fora proferido por Deus a ele pela boca de Samuel: “Ele é o Senhor, faça o que bem parecer aos seus olhos (v. 18).”.
Ele havia esquecido da misericórdia do Senhor e não insistiu, como Moisés para que perdoasse o seu pecado e o dos seus filhos.
Moisés conseguira perdão para todo um povo, lutando em intercessão, jejuando por quarenta dias e noites, até que o obteve do Senhor.
E Eli foi incapaz de lutar pelo próprio bem e da sua casa.
Acrescente-se a isso que temendo lhe dizer os juízos proferidos por Deus, Samuel guardou silêncio, e Eli sabendo que se tratava de alguma palavra contra ele e seus filhos, constrangeu Samuel sob a ameaça de maldição, dizendo que caso não lhe dissesse o que Deus lhe havia revelado, que viesse sobre o próprio Samuel os juízos que haviam sido proferidos e mais outro tanto (v. 17), isto é, que ele sofresse o dobro do que havia sido dito por Deus.
Isto não seria de se esperar de um ministro do Senhor, que é levantado para interceder em favor daqueles que estão rodeados de fraquezas.
Ele sequer atentou para a consagração que ele bem sabia existir na vida daquele menino.
Temos aqui a atitude de um homem que não está de fato andando em comunhão com o Senhor.
Ele estava ocupando o cargo de sumo sacerdote, mas não agindo em conformidade com a exigência do ofício que exercia.
Importa que andemos humildemente com o Senhor e diante dEle.
É por isso que sempre que o Espírito Santo nos enche, Ele primeiro nos esvazia, Ele nos humilha, revelando a nossa completa insuficiência e pequenez diante do Deus Altíssimo e da Sua gloriosa majestade.
E isto nos abate e enfraquece em muitos modos, até mesmo fisicamente, de maneira que quando somos fortalecidos pela graça e levados a exultar na presença de Deus, geralmente temos este poder manifestado na nossa fraqueza, e com isto somos guardados do orgulho espiritual.
E nós temos muitos motivos para caminharmos humildemente com o Senhor, porque ainda que haja uma manifestação poderosa da Sua santa presença na Igreja, ainda deveremos por toda a vida crescer espiritualmente, amadurecer o fruto que temos recebido do Espírito, pois não há fruto que nasça maduro, e todo fruto tem o seu tempo de amadurecimento.
Relativamente às coisas espirituais, este é um processo que dura toda a nossa vida, e que razão teríamos para nos gloriar senão no Senhor mesmo e na nossa fraqueza?
É andando em humildade que recebemos mais graça. Graça sobre graça conforme é da vontade de Deus. Pois dá graça a quem se humilha reconhecendo que tudo temos recebido dEle, e que por mais que nos esforcemos e trabalhemos, tudo terá sido produzido em nós pela graça de Jesus, sendo assim simples servos inúteis, pois nada teríamos feito sem esta assistência da graça que tudo opera em nós e através de nós.



“1 Entretanto, o menino Samuel servia ao Senhor perante Eli. E a palavra do Senhor era muito rara naqueles dias; as visões não eram frequentes.
2 Sucedeu naquele tempo que, estando Eli deitado no seu lugar (ora, os seus olhos começavam já a escurecer, de modo que não podia ver),
3 e ainda não se havendo apagado a lâmpada de Deus, e estando Samuel também deitado no templo do Senhor, onde estava a arca de Deus,
4 o Senhor chamou: Samuel! Samuel! Ele respondeu: Eis-me aqui.
5 E correndo a Eli, disse-lhe: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Eu não te chamei; torna a deitar-te. E ele foi e se deitou.
6 Tornou o Senhor a chamar: Samuel! E Samuel se levantou, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Mas ele disse: Eu não te chamei, filho meu; torna a deitar-te.
7 Ora, Samuel ainda não conhecia ao Senhor, e a palavra do Senhor ainda não lhe tinha sido revelada.
8 O Senhor, pois, tornou a chamar a Samuel pela terceira vez. E ele, levantando-se, foi a Eli e disse: Eis-me aqui, porque tu me chamaste. Então entendeu Eli que o Senhor chamava o menino.
9 Pelo que Eli disse a Samuel: Vai deitar-te, e há de ser que, se te chamar, dirás: Fala, Senhor, porque o teu servo ouve. Foi, pois, Samuel e deitou-se no seu lugar.
10 Depois veio o Senhor, parou e chamou como das outras vezes: Samuel! Samuel! Ao que respondeu Samuel: Fala, porque o teu servo ouve.
11 Então disse o Senhor a Samuel: Eis que vou fazer uma coisa em Israel, a qual fará tinir ambos os ouvidos a todo o que a ouvir.
12 Naquele mesmo dia cumprirei contra Eli, do princípio ao fim, tudo quanto tenho falado a respeito da sua casa.
13 Porque já lhe fiz: saber que hei de julgar a sua casa para sempre, por causa da iniquidade de que ele bem sabia, pois os seus filhos blasfemavam a Deus, e ele não os repreendeu.
14 Portanto, jurei à casa de Eli que nunca jamais será expiada a sua iniquidade, nem com sacrifícios, nem com ofertas.
15 Samuel ficou deitado até pela manhã, e então abriu as portas da casa do Senhor; Samuel, porém, temia relatar essa visão a Eli.
16 Mas chamou Eli a Samuel, e disse: Samuel, meu filho! Ao que este respondeu: Eis-me aqui.
17 Eli perguntou-lhe: Que te falou o Senhor? peço-te que não mo encubras; assim Deus te faça, e outro tanto, se me encobrires alguma coisa de tudo o que te falou.
18 Samuel, pois, relatou-lhe tudo, e nada lhe encobriu. Então disse Eli: Ele é o Senhor, faça o que bem parecer aos seus olhos.
19 Samuel crescia, e o Senhor era com ele e não deixou nenhuma de todas as suas palavras cair em terra.
20 E todo o Israel, desde Dã até Berseba, conheceu que Samuel estava confirmado como profeta do Senhor.
21 E voltou o Senhor a aparecer em Siló; porquanto o Senhor se manifestava a Samuel em Siló pela sua palavra. E chegava a palavra de Samuel a todo o Israel.” (I Sm 3.1-21).

Silvio Dutra

João 11:35
Sabe esse pequeno versiculo, eu acho que é o menor e o maior ao mesmo tempo.
Quando o verbo se tornou carne, ele nao quis ser o SUPER HOMEM, mesmo que antes dessa passagem ele diz ""Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá" JOAO 11:25. Ele nao falou essa frase com o IRON MAN, tanto é que dez versiculos mais tarde, Ele chora.
Isso me conforta por saber que por ser Cristão, minha vida não seria um mar de rosas obrigatório, sabe?
Mas junto com essas tais rosas, viriam os espinhos, que iriam machucar. Mas me alegro, pois a Palavra diz "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã" Salmos 30:5

Júlio.M

O Paradoxo da Justiça Divina



Hoje eu quero olhar para apenas um versículo: 1 João 2:1. Este é um texto que deve ser familiar para a maioria de vocês, mas às vezes perdemos as verdades ricas em textos mais conhecidos por não olhar de perto o suficiente ou pensar profundamente o bastante sobre o que o texto realmente diz. Este é um daqueles textos importantes que é milhares de vezes mais profundo do que a maioria das pessoas jamais perceberá, só por ler o capítulo. Então, eu quero meditar sobre isso com cuidado. E assim você terá um pouco do contexto. Vou começar a ler com outro texto (ainda mais conhecido) que se encontra apenas dois versos antes, mas separados por uma divisão de capítulo. Eu vou começar a ler com 1 João 1:9, e deixe-me sugerir-lhe que há um tema que une esses dois textos, e é o tema da justiça de Deus – no ato mesmo do perdão. Primeira João 1:9,10:
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.”
I Jo 2:1: “Meus filhinhos, eu estou escrevendo essas coisas para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo.”
(A citação “o justo” no final do versículo é de grande significação porque é pela justiça de Cristo, e não pela nossa, que somos justificados por Deus, e é em razão disso que ele pode interceder como Advogado, em nosso favor junto ao Pai – nota do tradutor)
Sempre tenho ficado intrigado com essa frase "temos um Advogado para com o Pai". A velha edição de 1984 da NIV traduz assim: "nós temos alguém que fala ao Pai em nossa defesa." Faz parecer que Jesus é um advogado, certo? Isso lhe surpreende? Você pode ter pensado que não haveria nenhum advogado no céu. Não tenho dúvidas de que haverá. Espero ver pelo menos Don Green lá. Mas a boa notícia é que nenhum deles fará o exercício da advocacia no céu. Há apenas uma prática de advocacia no céu, e que é do próprio Senhor, o nosso "Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo."
O apóstolo João está deliberadamente usando a terminologia dos tribunais. Ele está retratando Cristo como um advogado que defende o nosso caso na sala de justiça de Deus. É uma imagem surpreendente da nossa salvação, e um lembrete vívido de que a nossa redenção do pecado está toda ela sobre a divina justiça. Somos salvos por meios legais de um modo que magnifica a justiça de Deus.
Agora deixe que isto penetre em sua consciência. Quero enfatizar isso, porque muitas pessoas não compreendem completamente a salvação, e pensam do perdão divino como algo que subverte totalmente a justiça e a põe de lado. Como se a misericórdia de Deus anulasse a Sua justiça. Como se o amor de Deus destruísse e revogasse o Seu ódio ao pecado.
Em outras palavras, as pessoas tendem a pensar que a salvação está fundamentada somente no amor e misericórdia e bondade de Deus, como se Ele simplesmente decidisse abandonar o devido castigo do pecado e acabar com o registro de nossos erros e anular as reivindicações da justiça contra nós, só porque o seu amor era tão grande que ele simplesmente acabou com o Seu santo ódio pelo pecado.
Mas isso é uma visão errônea. Na verdade, é um dos principais erros da heresia conhecida como Socinianismo. Os Socinianos originais eram hereges do século XVI que negavam que Deus exige qualquer pagamento pelo pecado como um pré-requisito para o perdão. Eles insistiram em vez disso que Ele perdoa os nossos pecados a partir da graça de Sua bondade somente. Eles argumentaram que, se Deus exigisse uma expiação - um pagamento pelo pecado, então isto não seria realmente o perdão quando Ele nos absolve. Eles alegaram que o pecado podia ser pago ou perdoado, mas não ambos.
Em outras palavras, eles definiram o perdão de uma maneira que contradiz e contraria a justiça. Eles tinham essencialmente ensinando que Deus não poderia manter as exigências de sua justiça e perdoar os pecados, ao mesmo tempo. Eles pensaram no perdão e na justiça como duas ideias incompatíveis.
Espero que você não pense que a salvação funciona dessa forma.
Uma das mais gloriosas verdades do evangelho é que Deus nos salvou de uma maneira que confirmou a Sua justiça. A justiça não foi nem comprometida nem posta de lado; ela foi totalmente satisfeita. E a nossa salvação está, portanto, fundamentada na justiça de Deus, bem como na sua misericórdia.
E é isso que o apóstolo Paulo quis dizer quando afirmou em Romanos 1:17 que "a justiça de Deus se revela no evangelho”. É também o que o apóstolo João ressalta aqui neste contexto, quando ele diz no versículo 9 do capítulo 1, que "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar." Ele não meramente põe de lado a justiça e nos perdoa com base na enorme abundância de Sua misericórdia, Ele perdoa, porque é um ato de justiça fazê-lo assim.
Agora, não há um paradoxo surpreendente e maravilhoso nessa ideia? Você vê isso? Nós normalmente pensamos da justiça como o atributo de Deus que exige a punição do pecado. E é isso. A justiça clama por vingança sempre que um mal é feito. Provérbios 11:21: "Tenha a certeza, que uma pessoa má não ficará impune." Êxodo 34:7: " [Deus] não tem por inocente o culpado."
Entendemos isso instintivamente. É injusto deixar o mal impune. A justiça verdadeira leva Deus a tratar com os malfeitores. Ouça a oração de Salomão na dedicação do templo (2 Crônicas 6:23): " ouve tu dos céus, age e julga a teus servos, dando a paga ao perverso, fazendo recair o seu proceder sobre a sua cabeça e justificando ao justo, para lhe retribuíres segundo a sua justiça." De acordo com Apocalipse 6:10, as almas daqueles que foram martirizados por sua fé clamavam a Deus: "Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?"
E Deus vai julgar o mal. Estamos ansiosos para o dia em que o Juiz de toda a terra julgará as obras dos ímpios e expurgará o mal do universo. Ele não comprometerá a sua própria justiça, permitindo que um pecado fique impune. Jesus disse: "nada há encoberto que não será revelado, nem oculto que não será conhecido" (Mateus 10:26 ). Lucas 12:3: "Tudo o que você disse no escuro será ouvido na luz, e o que você sussurrou em salas privadas será proclamado sobre os telhados." Todo pecado, mesmo os secretos, serão expostos e julgados. A justiça clama por vingança do pecado, e Deus é um Deus de justiça perfeita, então ele não deixará um só pecado impune. (exceto no caso de terem sido perdoados pela expiação no sangue de Jesus – nota do tradutor)
Nós tendemos a pensar sobre essas coisas de uma forma muito superficial. Tomamos a misericórdia de Deus como garantia e ignoramos Sua santa justiça. Mas uma visão correta de Deus sempre exaltará o Seu ódio justo contra o pecado, tanto quanto magnificará o Seu amor e misericórdia. A misericórdia de Deus não é um sentimento piegas que faz com que Ele se esqueça da sua santidade e ponha de lado a sua justa ira contra o pecado. As exigências da justiça devem ser plena e completamente satisfeitas para que Deus possa perdoar o pecado. Ele não pode e não vai simplesmente ignorar o pecado como se isto realmente não importasse.
Ainda assim, ele perdoa.
E para mim, uma das coisas mais maravilhosas sobre o evangelho é que ele explica como isso é possível. Cristo satisfez a justiça de Deus em favor daqueles aos quais Ele salva. Ele suportou a pena dos seus pecados quando Ele morreu na cruz. O evangelho declara: "Sua justiça, [assim] para que ele pudesse ser [ambos] justo, e justificador daquele que tem fé em Jesus."
Em outras palavras, o Evangelho não é apenas uma mensagem sobre o amor de Deus. Ele é isso, mas não é só isso. O verdadeiro evangelho magnifica sua justiça, tanto quanto o seu amor. Mas quando foi a última vez que você pensou sobre o evangelho como uma mensagem sobre a justiça divina?
Tendemos a não pensar nesses termos. Invariavelmente, quando você ouve o evangelho apresentado nos dias de hoje, todo o enfoque está no amor de Deus e Sua aversão justa ao pecado raramente é sequer mencionada. "Deus ama você e tem um plano maravilhoso para a sua vida." Gostamos de falar sobre o perdão, mas raramente há qualquer atenção ao fato de que Deus exigiu o pagamento completo pelo pecado, e se o pagamento não tivesse sido feito, nunca haveria qualquer perdão. Hebreus 9:22 - "sem derramamento de sangue não há perdão dos pecados." A verdade é que, se a justiça de Deus não tivesse sido plenamente satisfeita, nossa salvação não seria possível. Seríamos condenados para sempre sem qualquer esperança de misericórdia.
É por isso que o apóstolo João usa toda esta terminologia forense. Ele está destacando o fato de que nossa salvação está fundamentada na justiça de Deus. Capítulo 1 versículo 9: "Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados." E olhe para o versículo 1 do capítulo 2: "Nós temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo."
Mais uma vez, há um paradoxo maravilhoso nisso. Nós pensamos da justiça como aquilo que clama para o nosso castigo, mas podemos aprender com o evangelho que Deus tem feito a justiça ser algo que clama por misericórdia. Isso é realmente um profundo pensamento, quando você pensa sobre isso.
Este é o assunto que abriu os olhos de Martinho Lutero para o evangelho. Ele estava estudando Romanos 1, e ele não conseguia passar do versículo 17. Ele leu, onde Paulo diz que o evangelho revela a justiça de Deus, e ele era incapaz de ir adiante. Ele disse que ficou com raiva. Ele disse que odiou o apóstolo Paulo por ter escrito esse versículo, porque o evangelho é suposto ser boa notícia. Mas Paulo diz que revela a justiça de Deus, e Lutero só conseguia pensar em justiça como algo que exigia a punição dos pecadores.
Mas, finalmente, ele se deu conta de que Paulo estava falando de um modo diferente sobre a justiça divina. Na verdade, Paulo estava descrevendo esta qualidade mesma da justiça divina que exige a salvação dos crentes. "Como está escrito: O justo viverá pela fé". E Lutero disse que era como se uma janela para o céu tivesse sido aberta para ele. De repente, ele viu a justiça de Deus sob uma luz completamente diferente, e ele veio a amar esse mesmo atributo de Deus, que ele detestava anteriormente.
Há um ponto importante em tudo isso: a menos que você veja que a justiça de Deus é tão importante quanto a sua misericórdia na obtenção de sua salvação, você não vai amar a Sua justiça da forma que deveria. Mas se você entender que a salvação não somente cumpre a misericórdia divina, mas também magnifica a justiça divina, isso será um poderoso fator dissuasivo para o pecado em sua vida.
Olhe para o nosso versículo de novo: "Meus filhinhos, escrevo estas coisas para que não pequeis."
E nesta manhã eu quero levá-lo para a visualização da galeria do salão da justiça celestial, para que possamos analisar o paradoxo da justiça divina de perto. E eu vou chamar a atenção para três aspectos nesta cena forense que são surpreendentes e maravilhosos. Aqui estão três características que não são as que poderíamos esperar encontrar num cenário onde a primeira preocupação é a justiça: o advogado, o veredicto, e o remédio para o nosso pecado. Vamos olhá-los individualmente. Primeiro,

1. O Advogado

O advogado de defesa é o próprio Cristo. Isto é notável por várias razões. Primeiro de tudo, como eu disse no início, é extraordinário pensar de Cristo no papel de nosso Advogado celestial - intercedendo por nós com Deus, argumentando a nosso favor com base na divina justiça. É assim que Ele pleiteia o nosso caso. É assim que Ele fala em nosso benefício. Ele nos representa diante do trono da justiça divina, e faz com que essa própria justiça demande o nosso perdão. Você não poderia ter um melhor advogado para defender seu caso.
A palavra grega traduzida como "advogado" é parakletos. Literalmente significa "alguém chamado ao lado." Ela tem a ideia de um intercessor em nosso favor. Ela também pode transmitir a noção de quem consola – um consolador. É a mesma palavra usada para o Espírito Santo em João 14:16, onde Jesus prometeu enviar o "Consolador", o parakletos - alguém chamado ao nosso lado para nos ajudar. Assim, o Espírito Santo habita em nós como nossos parakletos aqui na terra. Jesus intercede por nós como nosso parakletos na sala do trono de Deus. (Muitos sofrem a dor de se sentirem sempre acusados e condenados pelo pecado, porque não conseguem ver Jesus e o Espírito Santo como parkletos – advogados de defesa – consoladores para o pecador penitente, senão como duros juízes prontos a nos castigar por nossas falhas e fraquezas. Enquanto prevalecer esta última visão, não se pode desfrutar do amor e do descanso de Deus – nota do tradutor).
Agora, se você nunca se arrastou num tribunal para responder a acusações, uma coisa que você vai descobrir é que não existe presença mais reconfortante naquele tribunal que o advogado que fala em seu favor. Ele se senta ao seu lado. Ele argumenta o seu caso com mais eloquência e autoridade do que você jamais seria capaz de fazer em sua própria defesa. Ele fica ao seu lado completamente e sem reservas. Ele é a pessoa mais amigável na sala do tribunal quando ele olha para você ou fala com você e especialmente quando ele fala para o tribunal em seu nome. Acima de tudo, ele é o adversário determinado de quem fez as acusações contra você. Esse é o papel que Cristo cumpre para nós no céu. Isso não é uma verdade maravilhosa?
Não há melhor defensor do que Jesus Cristo. Não há ninguém que possa discutir com mais poder ou mais persuasivamente. Ele nunca perde Seus casos.
E observe com quem ele pleiteia. De acordo com este versículo, Ele é o nosso advogado "junto ao Pai". Ele defende o nosso caso diante do Pai.
Agora, não é a ideia de que o nosso advogado está diante de um tribunal duro e insensível. Ele defende junto a um Pai amoroso. E, neste tribunal, não é somente o nosso advogado que está gentilmente disposto para nós, mas o juiz está do nosso lado também.
Algumas pessoas imaginam que Cristo é simpático para nós, mas o Pai é severo e implacável, e Cristo deve pleitear com Ele, a fim de superar a sua hostilidade contra nós, como se Deus estivesse em oposição a nós e insistindo em retribuição. Como se Cristo devesse interceder desesperada e urgentemente em nosso favor para mudar a atitude do Pai e superar a suposta hostilidade do juiz celestial contra o nosso pecado.
Se essa é a maneira que você imagina o exercício da advocacia de Cristo, tire essa ideia de sua mente. Nesta corte celestial de justiça, o Juiz já está predisposto a perdoar. Ele está tão ansioso pela nossa absolvição tanto quanto o nosso advogado que nos defende. Na verdade, é Ele, o Pai, o Juiz - que enviou o Filho para se tornar nosso Salvador. Primeira João 4:10: "Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas foi Ele que nos amou primeiro e enviou seu Filho para ser a propiciação pelos nossos pecados. " Assim, o Pai e Seu Filho, nosso advogado, estão ambos inclinados em direção à misericórdia. Salmo 130:7 diz: "com o Senhor há benignidade, e com ele há copiosa redenção." O salmista orou (no Salmo 86:5), "tu, Senhor, és bom e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam." E no versículo 15, ele acrescentou, "tu, Senhor, és um Deus misericordioso e compassivo, tardio para se irar e cheio de amor e fidelidade." Isaías 55:7 diz que Deus "é rico em perdoar." Em todos os lugares nas Escrituras, Deus é retratado como ansioso para perdoar, e disposto para perdoar, não se deleitando na destruição dos ímpios, mas pleiteando com os pecadores para que se arrependam e se reconciliem com ele.
O obstáculo, visto por nossa perspectiva, é a justiça. Como é que é justo para perdoar? O sacrifício de Cristo responde a essa pergunta (versículo 2): "Ele é a propiciação pelos nossos pecados." Capítulo 1:7: "o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado."
Mas é justo perguntar: Se Deus nos ama e está disposto a ser misericordioso para conosco, e Cristo pagou a dívida exigida pela justiça, por que é então necessário que Ele suplique ao Pai em nosso favor? Por que o Filho deve ser o nosso advogado diante do Pai? Por que precisamos de um defensor celeste?
Porque há quem nos acusa: Satanás, que em Apocalipse 12:10 é chamado de "o acusador dos irmãos", e que está constantemente trazendo acusações contra nós ao tribunal de Deus. Isto descreve o drama no céu no final dos tempos. O apóstolo João escreve: "Eu ouvi uma grande voz no céu, que dizia:" Agora chegou, a salvação, o poder, e o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, porque já o acusador de nossos irmãos foi jogado para baixo, porque os acusava de dia e noite diante do nosso Deus." Você entendeu isso? Satanás está constantemente, sem parar, dia e noite, enquanto você está dormindo, bem como enquanto você está acordado, argumentando contra você perante o juiz de todo o universo. Acusando você. Trazendo a lista de suas transgressões diante do trono de Deus. Exigindo que seja punido por seu delito. E o seu grande objetivo é a destruição de sua alma.
Mas Cristo defende o seu caso. E Ele faz isso não para que Ele possa mudar a mente do juiz - porque o juiz já está disposto a ser misericordioso e clemente para você, se você está em Cristo. Mas Cristo pleiteia seu caso, a fim de responder ao argumento do acusador. A fim de calar aquele que fala contra você. Para derrotar e emudecer o grande inimigo de sua alma.
Assim como Satanás pleiteia o caso contra você dia e noite, você tem um incansável defensor que nunca para de defender sua causa. E de acordo com Hebreus 7:25 , "ele é capaz de salvar totalmente aqueles que se aproximam de Deus por meio dele, pois vive sempre para interceder por eles." Ele nunca descansa. Ele nunca faz um recesso. Ele está constantemente respondendo às acusações contra você de uma forma que totalmente domina e oprime o adversário e totalmente silencia suas queixas.
E aqui está outra coisa notável sobre o defensor celeste. Ele é o único advogado de defesa na história da jurisprudência que vai defender o seu caso se você confessar totalmente a sua culpa a ele. Se você tentar encobrir sua própria culpa e se recusar a confessar que você é total e completamente digno de condenação, então você não pode tê-Lo como seu advogado. (O que é motivo para condenação nos tribunais terrenos com base na lei e justiça dos homens, é totalmente o oposto no tribunal celestial – nota do tradutor).

2. O Veredicto

Aqui está um Advogado que nunca perde um caso. Não importa o quão culpados e manchados pelos pecados eles estejam, os seus clientes nunca enfrentarão a condenação do juiz. "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" ( Romanos 8:1 ). Ele tem se tornado justiça em si mesmo a nosso favor.
Ainda, isto é justiça divina, e não uma injustiça, quando somos absolvidos. O versículo 9 do capítulo 1 diz: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça." Ele é o nosso Advogado (2:1) - ". Jesus Cristo, o Justo". O veredicto? Um perdão total. "Deus que é luz, e em quem não há trevas nenhuma ... é fiel e justo para nos perdoar os pecados."
Assim, o veredicto é imediata absolvição e um perdão completo e livre de todos os nossos pecados sobre os princípios de justiça somente, sem comprometer a justiça divina, no mínimo. Então, no final, o juiz é tanto "justo e justificador daquele que crê em Jesus "(Romanos 3:26). Não é isto uma surpreendente justiça?
Agora, tenha em mente por que isso é possível: Como o próprio advogado já pagou a pena do pecado em nosso favor. Versículo 3: "Ele é a propiciação pelos nossos pecados." Nós conversamos sobre a palavra propiciação antes. Isso significa que Cristo tem satisfeito totalmente a justiça, bem como a ira de Deus, em nosso favor. Ele tinha pago plenamente a pena do pecado antes, para que o nosso caso jamais fosse levado perante o trono. Na verdade, seria injusto se fôssemos convidados a pagar a pena uma segunda vez. E assim Cristo ganha nossa absolvição alegando que a justiça já tem sido cumprida. A pena já está paga na íntegra. "Ele mostra as mãos e feridas e me declara com sendo Seu."
Quem não gostaria de um advogado como esse?
Agora eu lamento que todo este princípio não seja enfocado o suficiente em nosso pensamento, e isso é raramente mencionado na maior parte da pregação no mundo evangélico de hoje. Como eu disse anteriormente, há muito enfoque sobre a misericórdia e bondade de Deus, e isto é certamente um princípio importante. Foi o amor de Deus que o levou a dar o seu próprio Filho como um sacrifício pelos pecados, para que o perdão fosse possível.
Mas o perdão não teria sido possível na base do amor somente. Deus é um juiz justo. Ele não pode simplesmente virar a cabeça e olhar para longe de nosso pecado e agir como se nunca tivesse acontecido. Ele não pode ignorar o pecado e fingir ser justo, ignorando a injustiça. Algo deve ser feito sobre o pecado. Há um preço a ser pago. O princípio da justiça deve ser satisfeito. Se Deus simplesmente ignorasse o nosso pecado, Ele seria um acessório após o fato. A justiça estaria fatalmente comprometida. Sua própria santidade seria desacreditada.
Afinal de contas, Deus condenou imediatamente o diabo e os anjos que pecaram por expulsá-los do céu para sempre. Ele um dia vai amarrá-los e lançá-los no lago de fogo, onde vão colher o salário do seu pecado por toda a eternidade. Como poderia um Deus cujos padrões de justiça são tão altos, simplesmente desculpar o pecado da humanidade e não exigir nenhum preço pelo pecado de Adão e todos os que estão em Adão?
Alguém tinha que pagar, e tinha que ser um Homem que pagaria - um ser humano. Não somente isso, se um homem tivesse que pagar a penalidade do pecado em nome de terceiros, ele teria que ser um homem que não tivesse pecados de sua autoria para expiar. E por isso mesmo, Cristo se tornou um homem, o homem perfeito, perfeito em justiça, "santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e exaltado acima dos céus" de acordo com Hebreus 7:26. E Ele pagou um preço infinito, sofrendo a plena ira de Deus contra o pecado, o equivalente pleno do tormento eterno no inferno para sempre em favor de multidões que nunca poderiam se dar ao luxo de pagar um preço tão alto por si mesmos.
Esse é o verdadeiro significado da cruz. Cristo sofreu e morreu sob o peso de uma punição que é inconcebível em termos humanos.
Como Ele pagou esse preço? Foi por ser flagelado e cuspido, torturado e espancado por ímpios, cruéis, impiedosos carrascos? Bem, sim, mas não foi somente isso. Os sofrimentos físicos da cruz eram apenas uma fração infinitesimal da dor que Cristo sofreu. O sangramento, a sede, a dor, os chicotes urticantes e unhas cruéis podem parecer ter causado dor suficiente. Essas coisas certamente lhe deram uma maior dor terrena do que qualquer homem pode razoavelmente esperar suportar.
Mas isso somente não teria sido suficiente para expiar o pecado. E, de fato, o trauma físico era apenas um símbolo minúsculo dos sofrimentos reais de Cristo. Assim, esse drama terrestre jogado sobre uma cruz romana, foi um tipo do sofrimento muito mais grave que afligiu a alma de Cristo no reino espiritual. Ele recebeu todo o peso da ira divina por todos os pecados de todo o Seu povo de todos os tempos. Deus derramou a Sua ira santa contra o pecado na pessoa de Seu próprio Filho.
Vários séculos antes do evento da crucificação, o profeta Isaías havia dado um vislumbre da obra expiatória de Cristo, e quando ele olhou para o evento profeticamente, ele viu a crucificação do ponto de vista de Deus, e isto é o que ele escreveu (Isaías 53:10): "Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos.” Isaías nos diz que Deus puniu a Cristo pelos nossos pecados. Novamente nas palavras de Isaías: "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos.”, Isaías 53.6.
Cristo carregou uma quantidade infinita de punição. Ele sofreu mais da ira de Deus do que você jamais iria sentir, mesmo se você passasse o resto da eternidade nos tormentos do inferno. E Ele fez isso para pagar pelos pecados de todos os que iriam crer nele para sempre.
E, tendo já sofrido tanto, Ele pode agora defender nossa causa diante de Deus em perfeita justiça. Ele pode ser um advogado diante do trono da justiça divina em nome de culpados, pecadores sem esperança, e Ele pode ganhar a sua completa absolvição, porque a justiça tem sido completamente satisfeita através de Seu sacrifício perfeito.
Isso é uma verdade importante para se manter em mente quando consideramos o perdão de Deus. Vivemos em uma sociedade onde os criminosos culpados saem impunes o tempo todo. Eles são livrados por tecnicidades forenses. Eles são absolvidos por juízes injustos e júris insensatos, e por advogados corruptos. E olhamos para isso com ressentimento, porque é uma distorção horrível da justiça.
Mas até mesmo o próprio Satanás não pode se queixar de qualquer injustiça no tribunal de Deus, mesmo os pecadores que são absolvidos o tempo todo. Porque o preço da justiça já tem sido satisfeito e pago integralmente.
Então, se você está em Cristo, você tem um defensor perfeito junto a Deus, o Pai, Jesus Cristo, o justo. Você pode ir corajosamente diante do trono da graça e estar totalmente certo de que você vai achar graça para socorro em ocasião oportuna. Você pode viver com plena confiança de que não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus. Você pode descansar na promessa de que não entrará em condenação, mas já passou da morte para a vida.
Se você ainda não está em Cristo, ou se você não tiver certeza de sua condição com Ele, peço-lhe para pedir a Ele por misericórdia, agora mesmo, exatamente onde você está sentado. Confesse seus pecados e não tente desculpá-los ou encobri-los. Peça ao Espírito de Deus para quebrantar seu coração sobre o seu pecado para que você possa vê-lo como Deus o vê (o pecado) - abominável, repugnante, e extremamente pecaminoso. Você tem a própria promessa inviolável de Deus que se você confessar o pecado e buscar a Sua misericórdia, Ele vai lhe perdoar, e Ele é ao mesmo tempo fiel e justo para fazê-lo.
Agora eu quero voltar sua atenção para uma terceira característica marcante dessa passagem.

3. O Remédio

A obra de Cristo tem adquirido para nós muito mais do que uma mera absolvição dos nossos pecados. "Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar-nos de toda injustiça." Este mesmo princípio de justiça perfeita, que ganha o nosso perdão, também foi construído em um remédio para nossas tendências pecaminosas. Isso nos dá um motivo para não pecar. Mais do que isso. Esta notável justiça não se limita a nos dar um veredicto de não culpados no tribunal de Deus. Ela também nos purifica da mancha do pecado, nos permite vencer o amor ao pecado, e nos dá um incentivo para não pecar.
Olhe a frase de abertura do nosso versículo: "Meus filhinhos, escrevo estas coisas para vocês, para que não pequeis."
Este é um aspecto maravilhoso do argumento de João. E de certa forma é lamentável que quando os livros da Bíblia foram divididos em versículos e capítulos, alguém decidiu colocar uma pausa no capítulo justamente aqui. Porque esta declaração deve ser considerada no contexto do que foi dito antes.
No capítulo 1, três vezes o apóstolo nos lembra que somos pecadores culpados e devemos confessar nossos pecados. Versículo 6: "Se dissermos que temos comunhão com ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade." Versículo 8: "Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós." E o versículo 10: "Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós."
E o versículo 9 contém essa familiar promessa, pródiga de completo perdão: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados."
Agora, sempre houve pessoas que pensam que a doutrina que João estabelece aqui é perigosa para uma vida santa. Ainda hoje, há pessoas que tentam explicar a promessa de livre perdão. Eles pensam que é como um desencorajamento à santidade. E por incrível que pareça, as pessoas que possuem essa visão geralmente caem em algum tipo de perfeccionismo, onde ensinam que é possível, se você se esforçar o suficiente e exercer a força de vontade suficiente, que você pode abster-se do pecado completamente e atingir um tipo de perfeição. E, você vê, que isso transforma a mensagem de João em sua cabeça, porque quem pensa que alcançou algum tipo de perfeição absoluta está na própria situação que João condena no versículo 8 do capítulo 1, por dizerem que eles não têm pecado.
A mensagem de João é clara: Nós pecamos. Todos nós pecamos. Nós pecamos muitas vezes e pecamos miseravelmente. E devemos confessar isso a Deus.
Mas é possível, e às vezes acontece, que uma mente carnal se apodera dessa verdade e pensa que pode justificar uma continuidade ininterrupta no pecado. Afinal de contas, se eu pecar, e se Deus perdoa o pecado, então por que não apenas continuamos pecando, tanto quanto pudermos, para que a graça abunde? Paulo antecipou esse argumento em Romanos 6 , e nos diz que é uma posição impensável. "De maneira nenhuma! Como podemos nós que morremos para o pecado ainda vivermos nele?"
Aqui o apóstolo João está dizendo a mesma coisa. Na verdade, ele diz que essas verdades devem nos guardar do pecado. Longe de pensar que a liberdade da graça de Deus iria levar uma pessoa redimida a pecar, ele diz que o princípio da liberdade do perdão é a própria doutrina de que isto deve nos guardar do pecado.
Se você acha que a graça livre significa licença para pecar, você precisa examinar a si mesmo para ver se você está na fé. A consciência se revolta por tal abuso da misericórdia divina, especialmente quando percebemos que um preço inconcebivelmente cruel foi pago por Cristo por nossos pecados. Devemos odiá-Lo porque Ele é bom para nós? Vamos amaldiçoá-Lo porque Ele nos abençoa? Que tipo de culpado monstruoso usaria a bondade de Deus como uma desculpa para desonrá-Lo? Será isto crucificar novamente a Cristo e colocá-lo à ignomínia? Ninguém que verdadeiramente Lhe ame e que nEle confia jamais trataria sua benignidade com tal desprezo perverso.
A verdade é que aqueles de nós que Lhe conhecem - que se beneficiam tão incomensuravelmente por Sua súplica diante do trono de Deus em nosso favor – não necessitam de nenhum argumento mais nobre para a santidade do que a riqueza da sua misericórdia para conosco.
Ele vive sempre para interceder por nós. Ele está pleiteando nossa causa diante do trono do Pai, neste exato momento. Se isso não mudar o seu coração com um desejo apaixonado de servi-Lo e honrá-lo com a sua vida, então o seu coração está frio e morto, e isso é o próprio pecado que você precisa confessar no dia de hoje, para que Ele possa perdoá-lo e purificá-lo de toda injustiça.
Eu espero que você reflita sobre essas coisas com cuidado. Contemple a justiça maravilhosa que fornece perdão e purificação. Deixe estas verdades penetrarem em sua alma, e queime o seu coração com um zelo pela Sua justiça - a justiça mesma que torna a justiça divina em seu favor e lhe dá acesso diante do trono, aqui e agora - e que lhe garante uma eternidade cheia de bênçãos inimagináveis. Não há nenhum argumento mais forte para a santidade do que isso.

Texto de Phil Johnson, traduzido e adaptado pelo Pr Silvio Dutra.

Phil Johnson

Esqueça capítulo, versículo, epígrafe e entenda que: O SANTUÁRIO (templo) do Criador é você, é em você que Ele habita.
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