Vc é Linda

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Eu tinha tudo
Eu tinha o mundo
Eu tinha você.

Você saiu
Tudo virou nada
O mundo desandou
A vida acabou.

Mas agora.
Eu preciso de tudo
Eu preciso do mundo
Mas, o meu tudo é você
e o meu mundo gira a sua volta.

Caso não reparou eu só queria dizer...
Que sinto saudades, porque eu amo você.

Linda Estela

Um dedo de prosa com Augusto dos Anjos

Ah, Augusto! Perfeita a tua dialética, lógico o teu pensar! Mas esqueceste de que a ingratidão, esse quinhão que recebemos ao longo de uma triste existência, se gloriou da minha mazela e trouxe consigo companhia para juntos festejarem o agonizar da minha última quimera. E qual pantera dos teus versos, os recebeu de braços abertos, para aplaudirem de perto o doloroso sepultar do bem que não me quis, do mal que me acompanhou até o último ato. De quando se apagaram as luzes da falsa glória de uma ribalta e sem aplausos e sem guarida, na utopia final, cerrei as negras cortinas do palco da minha ainda mais sombria vida. Quando mãos que julguei amigas, alçaram lenços brancos de fria e calma despedida e me lançaram ao abismo, ao precipício da indiferença, sem amor e sem ventura, sem ódio, sem crença! Esteve aqui presente para acompanhar o féretro do último idílio que me restou ,a senhora dona tristeza, que saltou de alegria sobre os restos mortais da minha fantasia. Na fria lápide por sobre o túmulo do meu sonho, a desesperança com mãos duras e frias solenemente o epitáfio escreveu: Aqui jazem teus anelos, teus anseios e tudo o que quiseste! O fracasso também veio com ares de vencedor e no velório do meu querer não chorou pela dor da minha alma! Veio também a mágoa, e atirou uma flor sobre o esquife onde repousava a esperança vã.... Ah, compareceu a desilusão para encher a minha taça, fazer um brinde à morte, e à sorte despediu! A inveja também veio vestida de bons amigos, dar os pêsames pela partida do bem eu que quis na vida. Fez-se presente a solidão, me aconchegou em seu peito e me fez companhia. O desencanto me enviou uma coroa de flores para enfeitar a campa onde enterrei amores findos.... A amargura dos meus dias, trouxe seu cálice de fel, fez-me sorver por inteiro a crueldade do meu destino . A traição se fez presente com seu beijo frio na gélida e pálida face da felicidade morta. A desventura apareceu e bailou com desenvoltura, na festa funesta do adeus dos meus sonhos.” Ficam aqui enterrados para sempre os teus desejos”, sentenciaram bocas, que um dia de beijos me cobriram ,balbuciaram lábios que escarraram sobre o cadáver frio de ilusões que se foram... E com pompa e circunstância, enterraram minha esperança em cova rasa, na terra miserável onde hoje apodrecem os ossos de alegrias que esperei, das venturas que morreram antes mesmo de nascerem, de bons presságios que outrora ansiei para o meu viver . Agora que todos tomaram seus lugares no palco dessa minha existência, no e escuro quarto das lembranças ,rola agora o meu pranto, escuta-se meus gemidos e meus lamentos. Pesa em meu ombros um fardo, fere-me a alma os espinhos, sangram-me os pés pedras que me lançaram falsos amigos ao longo desse triste, infindável e doloroso caminho. Aceito teu fósforo, amigo, acendo meu cigarro! E nas espirais de fumaça desenho vultos do escárnio. Sou fera e fera ferida, não pela terra, mas pelo hostil mundo, pela vida triste. A chaga, (essa em minha alma), nem aos vermes causa pena, nem mil jordões a curarão. As mãos de algozes de Cornélio, a mim apedrejaram, mas não se me abriram os céus. Aos que a minha boca beijaram, que não merecem sequer o meu escarro, mando também meus convidados ;Que lhes apresentem condolências pelo fim dos seus sonhos que um dia morrerão e seguirão em cortejo à sepultura dos desejos, onde estão agora os meus...Quanto à lama, essa já não me espera, pois repouso nela no poço obscuro do abissal inferno!

Linda Lacerda

A difícil arte de ser quem sou!




Não é fácil ser quem sou... Não trilho pela vida em caminhos planos, em brancas nuvens, mas também não passarei em branco... Não deixarei vazia a parte que me coube neste mundo... Vou retocando este croqui que nunca chega à arte final, mas espero que ao fim, eu possa entregá-lo se não perfeito, mas acabado, um projeto do qual a vida me encarregou e que é meu dever fazê-lo da melhor forma possível... Quase nada recebi como subsidio para chegar até aqui... Quando me trouxeram nada me deram além de uma planta desenhada pelo destino, que nunca representou o que sonhei um dia ser, a qual no compasso do tempo fui modificando, nada encontrei senão um terreno vazio e inóspito esperando por mim, no qual afixaram uma placa cujas inscrições eram: “Esta será você... Esforça-te e seja alguém"... Tive que fazer do material bruto matéria prima para iniciar o que hoje sou... Claro que trago calos e calos na alma pelas muitas vezes que tive que me reerguer sozinha, lutando contra tudo que tentou me desmanchar... Não é fácil construir-se sem ter tido moldes, terreno propício e estrutura... Pouca ajuda tenho do destino e o tempo só torna mais feia e sem brilho a minha pintura íntima... Tenho que correr atrás de novas cores que não o preto e branco que a vida me entregou, trazendo novas tonalidades para dentro de mim, dando pinceladas aqui e ali para disfarçar defeitos, colorir meu interior... Neste meu árduo trabalho de arquiteta de "ser”, muitas vezes quando pensei estar construindo pontes, estava levantando muros, fazendo paredes onde deveria ter feito portas, esquecendo-me em muitos momentos de abrir janelas por onde entrasse a alegria de viver, fincando esteios sem alicerce, construindo na areia e não na rocha e por isso tremendo na base a cada vento fraco que passou por mim...Muitas vezes, na ânsia de ser grande, construí labirintos e me perdi em mim mesma ,vagando por corredores infinitos, perdendo o prumo, e o rumo e sem conseguir me encontrar...E não raras vezes, ao invés de quartos arejados, teci casulos por anos a fio, esperando asas que quando vieram já me encontraram sem forças para voar, mas nem por isso rastejei, nem por isso perdi o nível... Alguns me olham e me julgam pronta... Longe disso... Às vezes quando quase me sinto assim, temporais me assolam, rajadas de vento me açoitam, ondas vêm e destroem o meu cansativo trabalho de uma vida inteira, levando para longe o que estava ao alcance das minhas mãos... Pequenas coisas atingem o meu lado mais frágil, onde por razões óbvias não coloquei escoras, não me protegi e lá vou eu de novo, começar da estaca zero onde pensei que havia posto um ponto final... E assim sigo reformando-me reconstruindo-me, colocando remendos em rachaduras que as essas mesmas intempéries fizeram... Portanto, não me julguem pelo meu exterior... Quem vier a me conhecer por dentro poderá se surpreender com matizes na minha alma, com lugares secretos e aprazíveis que fiz como refúgio para quem necessita achegar-se... Verá que por trás da minha aparência simples há uma fortaleza medieval. E por nessa construção ter sido mestra e não ajudante, tive a chance de conhecer cada parte de mim, tenho consciência de todos os meus defeitos... Conheço cada palmo desse chão onde usei o prumo da sensatez para aplainar, conheço cada centímetro dessa casa chamada alma e coração, onde habitam meus sonhos, minhas desilusões, meus anseios, minhas alegrias... Sei do que necessito para vir a ser aquilo que serei: Essa obra chamada "EU", a impossível arte de ser quem gostaria, a difícil arte de ser quem sou!

Linda Lacerda

Se eu puder fazer por ti o que ninguém jamais fez por mim, eu faço.

Anita Linda

Distância

Distância é fogueira sem brasa
Exclui o calor do encontro
Aperta o peito, amedronta, arrasa
Não permite futuro nem contraponto.

Distância é ponte quebrada
Impede a alegria do abraço
Encobre a noite estrelada
Tira a beleza do ocaso.

Distância é corpo sem pernas
Condena o amor a ficar só na lembrança
Cala o gemido, não mais expressa
A paixão louca e sem esperança.

Distância é noite sem luar
Alimenta a fome do esquecimento
Inibe o desejo e faz sonhar
Extravasa a saudade num lamento!

Linda Edwards

Confusão...

Amor em profusão
Desejo a galope
Pensamentos vãos
Tormenta a reboque!

Incertezas mil
Respostas confusas
Amores bravios
Leveza e doçura!

Instabilidade constante
Controle inexistente
Encanto latejante
O amor é latente!

O ceticismo ronda
O lamento quase dói
Como uma forte onda
Na verdade que corrói!

Perguntas sem resposta
Certezas advirão?
A confusão prossegue
Inundando o coração!

Linda Edwards

Posseiro...

Você chegou mansamente...
Qual posseiro se instalando
Com a perícia dos amantes
Envolvendo-me no seu canto.

Você chegou de repente...
Sem licença concedida
Alimentando a semente
Fazendo mais linda a vida.

Você chegou lindamente...
Qual príncipe galopante
Que com seu corcel vibrante
Encantou e se fez amante.

Você chegou docemente...
No carinho e cuidado constante
Acariciando minha mente
Abrindo meu coração vacilante.

Você chegou simplesmente...
Fazendo-me sonhar acordada
Instalando-se definitivamente
Tornando minh´alma iluminada

Linda Edwards

Toque de Amor...

Tocaste meu coração
Como o orvalho toca a flor
Como a lua em comunhão
Com a noite em seu esplendor.

Preencheste minha vida
Como uma balada de amor
Que envolve e se faz acolhida
Na dança com todo ardor.

Invadiste minha praia
Como onda turbulenta
Espantando a calmaria
Deixando-me mais sedenta.

Iluminaste meu mundo
Como o sol clareando a aurora
Com teus raios me invadindo
De um jeito que tudo aflora!

Linda Edwards

Me faça chorar com a verdade ao invés de me fazer sorrir com a mentira!!!!

Vivian Linda

Quando me perco me procuro em você porque é em você que me acho.

Linda Amaral

O maior erro cometido é colocar na mente o que não vem do coração

Leidi Linda

É pedir demais para ser amada?
Foi você quem se propôs a me amar.
E eu, deslumbrada com tamanho amor, me entreguei com toda esperança de felicidade e cumplicidade em momentos bons e/ou ruins...

Linda S.

Eu insisto!
Eu insisto em falar de uma história diferente da que vivi, eu teimo em apontar caminhos mais floridos que os que percorri... Eu persisto na existência de um tempo mais ameno, de uma vida mais serena...Eu continuo acreditando que amar pode valer ..Não a pena, pois não há pena em amar...Mas que amar vale a vida e que na vida o que vale é amar...Eu ainda digo ao caminheiro que há desvios e atalhos, mesmo que não os tenha encontrado... ...E sigo sonhando que se pode acreditar... Acreditar nas pessoas, em abraços de irmãos, em apertos de mãos...Eu me pego a esperar sem fim que venham dias que tragam de volta o gosto do primeiro amor... Eu anseio por ventos que tragam as boas novas, para quem perdeu de vista a esperança e que venham também de carona em suas asas, a inocência, e a delicadeza para quem perdeu a essência... E quer acreditem ou não, eu posso jurar que tudo pode ser diferente quando se quer mudar e que o barco chegará ao porto desejado sob bonança ou tempestade... Eu sonho com esse tempo, um tempo que celebre encontros e mande embora a despedida... Mesmo que não chegue a alcançá-lo...Que ele venha bem depressa e que passe assim... Devagar... devagar...E que ao passar, deixe lembranças que valham recordar... E que se acaso ele não me encontre mais, mas que seja o tempo de outros, presente da vida a quem soube esperar!...Eu insisto e persisto em desejar!

Linda Lacerda

Que eu abra janelas...

Senhor, tu que abres portas,
Deixe que eu abra janelas...Janelas
De violetas ,de girassóis, de quintais...
Aquelas que dão para o vôo dos pardais...
Que levarão meu olhar distante
Para os prados,para os horizontes...
Lá onde estão os meus sonhos,
onde vivem os meus ideais...
Senhor, e que abrindo janelas,
Faça que eu, de divisar seja capaz
pelas janelas da minha alma,
os campos onde floresce a paz!

Linda Lacerda

Estabelece-se!

Fica estabelecido que as pessoas terão asas na alma e que alçarão voos em direção aos sonhos,que estarão pousados no galho mais baixo da árvore dos desejos, plantada no meio de um jardim,no campo onde floresce o impossível!

Linda Lacerda

A flor nossa de cada dia!



Parece piegas falar que pode se encontrar uma flor para cada dia, mas fácil, muito fácil, encontrar uma flor para todos eles... Eu procuro flores em todos os dias da minha vida. E foi assim que construí um jardim num solo quase infértil, onde poderia haver somente espinheiros... Algumas pessoas nascem em terra erguida e arada pelas mãos caprichosas do destino. Essas já receberam o seu próprio jardim, construído, plantado e regado pela vida... Mas sou persistente e descobri que se a vida não fertilizou a parte que me foi dada, revolvi eu mesma arar a terra seca e dela fiz brotar a minha flor de cada dia... E assim sigo procurando e graças a Deus, encontrando flores para darem sentido e colorido a eles. Há aqueles dias em que encontro uma flor entre os rochedos... Aquela que nasceu por acaso, solitária e quase sempre despercebida por estar em lugares ermos e que para encontrá-la temos que escalar montanhas... Eu sei que essa é flor do alento... Que me diz que embora às vezes me sinta desolada, ainda trago em mim a beleza que olhos sensíveis encontrarão...Colho a flor da gratidão,- essa muito rara de se encontrar , pois está plantada em lugares quase nunca percorridos-...no coração das pessoas que sofrem mais que eu e nem por isso se desesperam ou renegam a existência...Encontrar a flor nossa de cada dia é mais ou menos assim como jogar o jogo do contente...Quando pequenas coisas me deixam feliz, por mais simples que sejam para outras pessoas, eu sei que encontrei a bela flor da alegria... Essa eu colho aos ramalhetes e oferto aos que passam pelo caminho... Ela é como flor do campo... Nasce em todos os lugares, basta que se tenha sensibilidade para enxergá-la... Está em pequenos gestos que fazemos ou recebemos... Há a flor da simplicidade quando recebo uma boa noticia, quando vejo cores onde a vida insiste em me mostrar preto e branco...Flor de sentimento quando reencontro um amigo querido que há muito não via...quando alegro-me com a alegria dos outros... Há uma flor para os meus dias de melancolia quando vejo que a introspecção é um tempo que precisamos para vasculharmos o nosso interior e, por conseguinte voltarmos melhor... Há uma flor para os dias em que penso que vou me atolar no pântano da vida e penso que de lá é que brotam maravilhosas flores de lótus... Encontro a linda flor da esperança quando vejo pessoas que há muito a perderam, e vagam pelo mundo se revolvendo em pesadelos, desejando que houvessem morrido antes de nascer... Há flores de otimismo para enfeitar os dias em que amanheço de olhos voltados para o futuro, sonhando, e tentando tornar meus sonhos realidade... Há pequeninas flores quase imperceptíveis que nascem à beira do caminho sem que ninguém as semeie... São as flores da “felicidade sem motivo”... Dia em que descubro que devo ser grata por tudo e achar graça em todos...Que ela está nas coisas que menos valorizamos, mas que seguem ao longo da nossa estrada, tentando se fazerem vistas...Procure a sua flor de cada dia... E regue-a para que continue a perfumar e enfeitar cada um deles, por mais descoloridos e tristes que pareçam...

Linda Lacerda

Pergunte-me por quê!


Não é sempre que acordo com vontade de dar explicações, mas às vezes sinto falta de alguém me enchendo de por quês... Porquê da minha tristeza, porquê das minhas angústias, porquê das minhas inquietações, porquê das minhas perguntas...uma pessoa que te ama, quer saber de você e isso , geralmente se resume em saber os seus por quês...Minha filha me vê quietinha num canto ,logo me pergunta: "mãe, por quê tão quietinha?"...Mimosa, a poodle me olha de olhos doces e úmidos...é a sua forma de me perguntar por quê...Lino,o siamês se enrosca suavemente entre os meus pés e ronrona...Nina, a calopsita quando pousa sobre os meus ombros cansados sem emitir um único assovio,também quer saber o por quê... Outras vezes um amigo me pergunta por que estou assim tão calada, outros ainda me perguntam o porquê da minha cara pensativa, dos meus olhos tristes... da minha solidão...Às vezes me irrito um pouco, por que nessas horas o que quero é ficar calada, é ter o direito de ficar assim comigo mesma, sem interrupções de outros...Preciso de mim mesma e esse é um momento que não gostaria de dividir com mais ninguém...Depois volto atrás e vejo que isso é uma prova de amor...Sei disso por que as pessoas que nos amam sempre querem saber por quê...E quando estamos alegres também querem saber o motivo da alegria, da euforia, se interessam por nós...Mas existem aquelas manhãs em que essa simples pergunta me ajuda, pois essa pessoa me dá a oportunidade de pôr pra fora o que sinto, o que não poderia fazer, se não houvesse o tal por quê...Eu mesma já enchi de por quês a vida, o tempo, o destino, mas diferente de mim, eles nunca me responderam e também nunca me perguntaram o porquê das minhas dúvidas...E se a minha vida é uma equação, foi com a incógnita que o tempo teve preguiça de encontrar.. Todos os meus por quês ficaram no ar, vagando por aí em busca de respostas que nunca virão mistérios que nunca desvendarei... Mas hoje eu gostaria de dizer que estou aberta a por quês... Tenho todas as respostas, apesar de não ter as soluções...Então, não seja como o tempo...Pergunte-me por quê hoje... Pergunte-me eu te direi o porquê da minha inquietude, da minha cara amarrada, do meu olhar perdido...Não posso garantir que as minhas respostas te farão mais feliz ou menos preocupado, mas egoisticamente preciso libertar dissabores em forma de respostas ...Queira saber de mim, que isso me faz bem... O por quê é a válvula de escape que as pessoas nos dão...Sem ele morreríamos sufocados dentro de nós mesmos, sufocados de perguntas sem respostas, de mágoas, de tristezas, de solidão...Viva o por quê e viva as pessoas que nos perguntam ,por que talvez no seu por quê esteja a resposta que tanto procuramos...

Linda Lacerda

Tudo se vai...


Tudo se vai...os sonhos, a chuva na vidraça...vão- se as alegrias,os dias bons e os dias maus... até a esperança um dia nos deixa...vão-se as tardes azuis de abril,as flores de maio se vão para nos trazer o inverno que um dia também vai embora... o arco-iris se vai levando suas cores...vão-se as nossas dúvidas e dores,nossos amigos,nossos amores... vão- se as estrelas e o brilho que elas nos deixam, depois se vai; as tempestades se vão, a bonança também...vão- se os risos, vai-se o pranto, vão-se as ilusões... vão- se as andorinhas em busca de outros verões,vão- se luas e estações ...sentimentos como folhas secas se vão com o vento...vão-se as nuvens do céu de agosto...vão-se os verdes anos...vai o ontem ,para que venha o hoje acordar o amanhã que não sabemos se virá ...o que fica é apenas a estrada e a história que escrevemos ao passar por ela,que talvez continue na memória.E para que tudo não seja em vão,vivamos o momento,desatemos os laços do presente, brindemos o agora,que o tempo urge e não tem tempo de esperar e ele também se vai,nos levando a nós,a todos e a tudo que ele mesmo nos trouxe...nos levando a vida!

Linda Lacerda