Trevas

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Deus não te faz andar nas trevas, tu es que apaga a luz da vida

Maria Lucia Silva Oliveira

VOO

Idas e vindas , voltas e revoltas . trovas e trevas ...Sinta e minta , me ame ou me esqueça . Eu desço mas depois subo , o mesmo trajeto da queda é aquele que me reergo ...Não fecho minha mão , tenho você nela. Se fecho posso te machucar e você é livre . Um leve aperto lhe fere , um pássaro ferido não voa , assim sendo perde-se a essência . Sinto e minto , minto que não sinto , um dia me convenço que já não minto , simplesmente já não sinto .

Rose Bueno

Quando investir na Luz de Cristo, as trevas serão iluminadas.

Wal Águia Esteves

Ainda que a noite caía em trevas.. Eu sou a luz que abrirá o seu caminho.

Petrious

Nenhuma pena pode escrever nada de eterno, se não for
mergulhada na tinta das trevas.

Chapman

Quando passarem ao inferno, pisem com cuídado, para não acordarem os conhecimentos das trevas

Maria Lucia Silva Oliveira

Perdidos dos bons caminhos,o Demônio terà facilidade em os conduzirem ao rumo das trevas

Maria Lucia Silva Oliveira

Não deixem que as forças negativas os conduzam no caminho das trevas

Maria Lucia Silva Oliveira

Comentário de João 1.5

Por João Calvino

“A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.” (João 1.5)

“E a luz resplandece nas trevas”. Pode ser objetado que as passagens da Escritura em que os homens são chamados de cegos são tão numerosas e que a cegueira pela qual eles são condenados, é muito bem conhecida. Pois em todas as suas faculdades de raciocínio eles miseravelmente falham. Como com isto há tantos labirintos de erros do mundo, senão porque os homens, por sua própria orientação, são levados apenas a vaidade e mentiras? Mas se nenhuma luz aparece nos homens, aquele testemunho da divindade de Cristo, que o Evangelista recentemente mencionou, é destruído; pois este é o terceiro passo, como já disse, que na vida dos homens, há algo mais excelente do que movimento e respiração. O evangelista antecipa essa pergunta, e em primeiro lugar, estabelece essa cautela, que a luz que foi originalmente concedida a homens não deve ser estimada pela sua presente condição; porque nesta corrompida e degenerada natureza a luz tem sido transformada em trevas. E, no entanto, ele afirma que a luz da compreensão não é inteiramente extinta; porque, em meio à espessa escuridão da mente humana, algumas faíscas restantes da luz ainda brilham.
Meus leitores agora entendem que esta frase contém duas cláusulas; pois ele diz que os homens estão agora amplamente distantes daquela natureza perfeitamente santa com que foram dotados originalmente; porque a sua compreensão, que deveria ter lançado luz em todas as direções, está mergulhada em escuridão, e está miseravelmente cega; e que, portanto, da glória de Cristo pode ser dito estar obscurecida em meio a essa corrupção da natureza. Mas, por outro lado, o evangelista afirma que, no meio da escuridão ainda existem alguns restos de luz, que mostram, em algum grau o poder divino de Cristo. O evangelista admite, portanto, que a mente do homem está cegada; de modo que pode ser justamente coberta com a escuridão. Pois ele pode ter usado um termo mais ameno, e poderia ter dito que a luz é escura ou turva; mas ele preferiu afirmar mais claramente como a nossa condição miserável tornou-se desde a queda do primeiro homem. A afirmação de que a luz resplandece nas trevas não é em tudo destinada para recomendar a natureza depravada, mas sim para tirar toda desculpa para a ignorância.
“E as trevas não a compreenderam”. Embora essa pequena medida de luz, ainda permaneça em nós, o Filho de Deus tem sempre convidado os homens a si mesmo, mas ainda o evangelista diz que isto não apresentou qualquer vantagem, porque vendo, eles não enxergam (Mateus 13.13). Pois desde que o homem perdeu o favor de Deus, sua mente está tão completamente dominada pela escravidão da ignorância, que qualquer parte da luz que permanece nele é misturada e inútil. Isto é provado pela experiência diária; porque todos que não são regenerados pelo Espírito de Deus possuem alguma razão, e esta é uma prova inegável de que o homem foi feito não somente para respirar, mas para ter entendimento. Mas por aquela orientação de sua razão eles não vieram a Deus, e nem sequer se aproximaram dele; de modo que todo o seu entendimento é nada mais do que mera vaidade. Daí segue-se que não há esperança de salvação dos homens, a não ser que Deus conceda novos auxílios; porque embora o Filho de Deus derrame sua luz sobre eles, eles estão tão cegos que não entendem de onde essa luz provém, mas são levados por imaginações tolas e iníquas à loucura absoluta.
A luz que ainda habita na natureza corrompida consiste principalmente de duas partes; porque, em primeiro lugar, todos os homens possuem naturalmente uma parte da semente da religião; e, em segundo lugar, a distinção entre o bem e o mal está gravada em suas consciências. Mas quais são os frutos que, em última instância brotam, exceto que a religião degenera em mil monstros de superstição, e a consciência perverte cada decisão, de modo a confundir vício com virtude? Em suma, a razão natural nunca vai dirigir os homens a Cristo; e assim, serem dotados com prudência para regular suas vidas, ou nascidos para cultivar as artes liberais e ciências, tudo isso perece sem oferecer qualquer vantagem.
Deve ser entendido que o evangelista fala de dons naturais apenas, e não se refere ainda a qualquer coisa sobre a graça da regeneração. Pois há dois poderes distintos que pertencem ao Filho de Deus: o primeiro, o que se manifesta na estrutura do mundo e a ordem da natureza; e o segundo, pelo qual ele renova e restaura a natureza caída. Como ele é o Logos eterno de Deus, por ele o mundo foi feito; pelo seu poder todas as coisas continuam a possuir a vida que, uma vez foi recebida; o homem foi especialmente dotado de um dom extraordinário de entendimento; e que por sua rebelião, ele perdeu a luz da compreensão, mas ele ainda vê e compreende, de modo que o que possui naturalmente a partir da graça do Filho de Deus não é totalmente destruído. Mas desde que por sua insensatez e perversidade ele escurece a luz que ainda habita nele, isto permanece que um novo ofício é realizado pelo Filho de Deus, o ofício de Mediador, para renovar, pelo Espírito de regeneração, o homem que tinha sido arruinado. Portanto, raciocinam absurda e inconclusivamente, aquelas pessoas que se referem a esta luz, que o evangelista menciona, como sendo o evangelho e a doutrina da salvação.

Traduzido e adaptado por Silvio Dutra.

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Calvino

De trevas resplandecerá a Luz

Por João Calvino

“É Deus quem disse: De trevas resplandecerá luz.” (2 Coríntios 4.6)

Compreendo que é possível explicar esta passagem de quatro formas distintas.

Primeiro, Deus ordenou à luz que brilhasse do meio da trevas, ou seja, ele trouxe a luz do evangelho ao mundo através d ministério dos homens que são, por sua própria natureza, filho das trevas.

Segundo, Deus produziu a luz do evangelho para substituir a lei que estava oculta em sombras escuras, e daí trouxe luz das trevas. Os que são amantes de sutilezas podem facilmente aceitar tais explicações, mas todo aquele que penetre a questão de forma mais profunda prontamente reconhecerá que elas não expressam o pensamento do apóstolo.

A terceira explicação é a de Ambrósio, e é como segue: Quando todos se achavam envoltos em densas trevas, Deus acendeu a luz de seu evangelho. Os homens se achavam submersos nas trevas da ignorância quando, repentinamente, Deus brilhou sobre eles por intermédio de seu evangelho.

A quarta explicação é a de Crisóstomo, que acreditava existir aqui uma alusão à criação do mundo. Deus, que através de sua Palavra criou a luz, fazendo-a, por assim dizer, surgir das trevas, agora nos iluminou espiritualmente, quando estávamos sepultados nas trevas. Esta analogia (anagoge) entre a luz que é visível e física e a luz que é espiritual produz uma interpretação mais agradável, e não há nela nada forçado, ainda que a tradução de Ambrósio seja também plenamente adequada. Todos podem fazer uso de seu próprio tirocínio.

“Resplandeceu em nossos corações.” Devemos observar cuidadosamente a dupla iluminação a que ele faz aqui referência. Porque, em primeiro lugar, há a iluminação do evangelho, e então vem a iluminação secreta, que toma assento em nossos corações.

Porque, assim como em sua criação do mundo Deus derramou sobre nós a resplandecência do sol e também nos muniu de olhos para que pudéssemos contemplá-la, também, em nossa redenção, ele resplandeceu sobre nós na pessoa de seu Filho, por intermédio de seu evangelho, mas que seria tudo em vão, uma vez que somos cegos, a não ser que ele iluminasse também as nossas mentes, por intermédio de seu Espírito. De forma que o seu pensamento é que Deus abriu os olhos de nosso entendimento.

“Na face de Jesus Cristo.” Paulo já declarou que Cristo é a imagem do Pai; e ao dizer aqui que em sua face a glória de Deus nos é revelada, o seu pensamento é o mesmo. Esta passagem é muito importante, donde aprendemos que Deus não deve ser visto por trás de sua inescrutável majestade (pois ele habita em luz inacessível), mas deve ser conhecido na medida em que ele se nos revela em Cristo. De modo que as tentativas humanas de conhecer Deus fora de Cristo são efêmeras, porque tateiam no escuro. É verdade que à primeira vista Deus em Cristo parece ser pobre e abjeto; porém sua glória desponta para aqueles que têm a paciência de se transpor da cruz para a ressurreição. Vemos uma vez mais que na palavra pessoa - aqui traduzida “face” - há referência a nós, porque nos é mais proveitoso contemplar Deus como ele aparece em seu Filho unigênito do que investigar sua essência secreta.

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Calvino

Eu me brindo às trevas.. por eu ter achado a verdadeira vida, na morte da Luz....

Lick

Um Anjinho me Olhou
Com um Olhar tão Amigado
E das Trevas Mais Escuras
Fez um Dia Iluminado

Red Elipsyt

Não ha nada tão grande que a Luz não possa revelar, como, tão pequeno que mesmo nas trevas não venha a ser encontrado".

Túlio Mércio

Não existe trevas num coração repleto de amor e felicidade!

Tuca Neves

Onde havia trevas você trouxe a luz, onde havia a tormenta você trouxe a paz, onde havia a solidão você trouxe o amor

Anna Uaker

Perseverando Rumo à Vitória Final

Para as lutas que temos que travar contra os poderes das trevas que tentarão nos deter, quando empenhados na obra do Senhor, devemos não somente crer que Deus é todo-poderoso, mas depender do Seu braço forte, como se este fosse a nossa própria força.
Devemos fazer uso do poder onipotente do Senhor sempre que formos agredidos por Satanás.
Muito do uso deste poder consistirá não propriamente em repreendermos o Inimigo com palavras de autoridade, mas sobretudo em guardar o nosso coração na paz e no amor, diante das suas tentações e opressões malignas que têm por alvo nos amargar a existência.
Estas batalhas espirituais que temos que travar são permitidas por Deus para o propósito mesmo do nosso aperfeiçoamento como valorosos soldados do Seu exército, de modo a aprendermos a permanecer firmes na fé, e a detestar o mal e a amar o bem em toda e qualquer circunstância.
O tesouro que temos recebidos da Graça deve ser guardado com todo o empenho, independentemente do quanto sejamos feridos nestas batalhas, pois o amor, a fé, a misericórdia, o perdão, a mansidão, o domínio próprio e tudo o mais que se refira ao fruto do Espírito Santo deve ser encontrado e preservado em nós, não importando o quanto sejamos agredidos, ofendidos, rejeitados, perseguidos.
A bandeira do amor de Cristo deve permanecer hasteada e elevada em nossos corações, e deve ser retomada caso venhamos a perder alguma batalha. Não importa quantas batalhas percamos pois esta é uma guerra de muitas batalhas e a vitória final já é certa e está determinada que seja de Cristo e de todos aqueles que O amam.
Deus nos alistou no Seu Exército para que Ele seja glorificado nas nossas vitórias sobre as forças do Inimigo.
Para nosso encorajamento encontramos nas páginas da Bíblia inúmeros testemunhos daqueles que venceram o Inimigo por meio da fé no forte braço do Senhor.
Estes testemunhos foram registrados para nos incentivar a prosseguir adiante sem nada temer.
Nenhum fracasso deve servir de motivo para recuarmos ou ficarmos intimidados, senão um meio para provarmos que temos a verdadeira fé, que sempre se levanta do pó e persevera para conquistar a vitória.
Para este propósito são feitas grandes e preciosas promessas pelo próprio Deus de que os vencedores reinarão juntamente com Cristo.
É o próprio Jesus quem nos diz o seguinte:

“Ao vencedor, dar-lhe-ei que se alimente da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus” (Apo 2.7b)

“O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.” (Apo 2.11b)

“Ao vencedor, dar-lhe-ei do maná escondido, bem como lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo, o qual ninguém conhece, exceto aquele que o recebe.” (Apo 2.17b)

“Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro; assim como também eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã.” (Apo 2.26-28)

“O vencedor será assim vestido de vestiduras brancas, e de modo nenhum apagarei o seu nome do Livro da Vida; pelo contrário, confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.” (Apo 3.5)

“Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome.” (Apo 3.12)

“Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.” (Apo 3.21)

Silvio Dutra

Luz é Luz e Trevas são Trevas

Paulo é tão repetitivo, expressivo e incisivo nas afirmações que fez quanto à necessidade de se deixar definitivamente para trás todos os maus hábitos do passado que caracterizavam nossas vidas antes da conversão, como ele nos diz nos versos 3 e 4 de Efésios 5.

“3 Mas a prostituição, e toda sorte de impureza ou cobiça, nem sequer se nomeie entre vós, como convém a santos,
4 nem conversação torpe, nem conversa tola, nem gracejos indecentes, coisas essas que não convêm; mas antes ações de graças.”

Veja que ele disse que nem sequer deveríamos falar sobre prostituição, toda forma de impureza ou cobiça, quanto mais nos entregarmos à sua prática.
E prosseguiu mostrando o tipo de conversação que convém a santos, a saber, que não seja torpe, tola, com gracejos indecentes. Ele disse que nada disto convém a santos, senão ações de graças.
O modo de se conseguir isto, de se viver de tal maneira, foi dito por ele nos dois primeiros versos deste quinto capitulo de Efésios:

“1 Sede pois imitadores de Deus, como filhos amados;
2 e andai em amor, como Cristo também vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave.”.

O modo se andar na luz é sendo imitadores de Deus, da Sua santidade, amor, justiça, bondade e de todas as Suas virtudes, e estando dispostos a Lhe oferecer nossas vidas como sacrifícios vivos e santos que Lhe sejam agradáveis, assim como Cristo se entregou a Si mesmo à vontade do Pai por amor a nós.
Esta imitação não é teatral, não é algo que devemos fazer por nossa própria capacidade e poder, senão por sermos instruídos, dirigidos e transformados pelo Espírito Santo, numa santificação progressiva durante toda a nossa jornada terrena.
Graus maiores desta imitação serão obtidos conforme a medida e constância da nossa consagração ao Senhor e determinação em Lhe sermos devotos e obedientes em todas as circunstâncias.
Jesus disse que nós devemos ser misericordiosos assim como Deus é misericordioso, e perfeitos, assim como Ele é perfeito.
Isto confirma portanto, que nada disto será possível sem uma verdadeira consagração a Deus e submissão à Sua vontade.
É fácil entender porque toda forma de impureza e de pecado devem ser deixados pelos cristãos para se revestirem de um modo santo no viver deles.
É porque será exatamente por causa destas impurezas e pecados que Deus condenará eternamente ao inferno aqueles que não foram justificados e purificados destas coisas pelo sangue de Jesus.
O salário do pecado é a morte em todas as suas formas: física, espiritual e eterna.
É por causa do pecado que há condenação e morte.
Como podem então os cristãos abrigar a ideia de que podem viver no pecado, e ao mesmo tempo agradarem a Deus?
Por isso o apóstolo afirma em Ef 5.5-7:

“5 Porque bem sabeis isto: que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus.
6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.
7 Portanto não sejais participantes com eles;”.

Ele disse que nenhum devasso, impuro ou avarento tem herança no reino de Cristo e de Deus, e como poderíamos esperar as bênçãos de Deus, enquanto vivemos seguindo a inclinação da carne ainda que não em devassidão ou avareza, mas em impureza?
Deus nos criou para vivermos no Seu amor, e a prova de que O amamos está no fato de guardarmos os Seus mandamentos, obedecendo a Sua vontade, de forma livre, amorosa e voluntária, no Espírito.
Onde falta isto, há rebelião, inimizade contra o Senhor, e justo Juiz que é, não poderá deixar seus praticantes na impunidade.
Ele se mostrará longânimo e continuará manifestando o Seu favor e graça àqueles que ainda que errados, ignorantes e imperfeitos, desejam sinceramente conhecer e fazer a Sua vontade, e que nunca usam a imperfeição e fraqueza deles como justificativa para continuarem errando e na prática deliberada do pecado.
É necessário compromisso com Deus, com Sua obra, com a Igreja, na determinação de fazer a Sua vontade, porque onde isto não for achado o pecado prevalecerá, e consequentemente o desagrado e a desaprovação do Senhor.
Paulo diz ainda em Ef 5.6 que não nos deixemos enganar por ninguém que venha justificar a prática de tais impurezas, e pecados, usando de palavras vãs.
Deus por acaso aprovaria o nosso mau procedimento dando-nos um viver abençoado, e fazendo uma obra do Espírito Santo através de nós?
Ninguém se iluda querendo tornar o evangelho diferente do único evangelho que existe e que nos foi revelado por Cristo e pelos Seus apóstolos.
Se desejarmos ter um viver de vitória em Deus, é necessário obedecer estas coisas que nos são ordenadas, e nos empenharmos para sermos achados santos e irrepreensíveis na Sua presença.
Nós não somos mais as trevas que éramos no passado, e se somos luz no Senhor, devemos andar como filhos da luz, porque a iluminação do Espírito na nossa vida, e da nossa vida para os outros, não pode se manifestar se não andarmos na verdade, nesta luz que não é da terra, mas do céu.
Paulo está dizendo o mesmo que o apóstolo João diz no primeiro capítulo da sua primeira epístola. Há concordância no ensino deles porque é a mesma verdade que nos convém obedecer conforme é da vontade de Deus, como se afirma em Ef 5.8.
Este andar na luz tem o seu próprio fruto que é toda bondade, justiça e verdade, e tudo aquilo que é agradável ao Senhor, como se lê em Ef 5.9,10.
Deste modo não pode haver comunhão entre luz e trevas, e isto impõe aos cristãos que não podem mais viver em sociedade com as obras infrutíferas das trevas; ao contrário devem rejeitá-las e reprová-las porque esta é a vontade de Deus para com os Seus filhos, como se afirma no verso 11.

Silvio Dutra