Tia para Sobrinha

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Por um mundo onde minha tia não pergunte se to namorando!

Rafael Di Souza

Tia que eu mais amo tudo de bom
que nessa data tão especial que se Deus quiser vai se repedi por mais um milhão de vezes vc seja muito feliz que todos os seu sonho se realize que eu esteja do seu lado para te apoiar e também te critica pois o mundo não e feito só de elogios mais também de criticas pois sem as criticas vc não poderá supera a si mesma saiba minha tia que mesmo se algum dia vc ficar com raiva de mim continuarei aqui rezando por vc pois vc na minha vida e uma pagina que jamais sera esquecida te adoro muito Parabéns
Dedico Para Kamila Fernanda S2

Felipe Ferreira

[parte 6]

“ACOOORDA, MENINA!!!” gritava a tia.

“De onde vem esse barulho? Quem está me chamando? Que som é esse de buzina?” ela pensava, confusa. Quando voltou a “realidade” viu a tia, se aproximando, esbaforida. “O caminhão tá tentando passar há um tempão! O que aconteceu com você? Tá passando mal?”

“Que caminhão, tia?”

“O caminhão da ração, me-ni-na! Eu te pedi pra tirar o carro dele daqui, porque ia atrapalhar a passagem! Você veio e ficou parada nessa posição estranha, fora do carro, olhando pra debaixo do banco...tá tudo bem, você tá passando mal?”

Agora tudo fazia sentido. Ela realmente ficou fora do ar. Quando se deparou com o seu diário no carro DELE ela só disse: “Ai!” e entrou em estado de choque. Paralisou, parou no tempo. Travou.

“Desculpa, tia...eu...eu...me distraí, deixe a chave cair e...” falava, como se estivesse voltando de uma anestesia geral.

“Me dá a chave aqui, que eu mesma tiro. Vai lavar o rosto e comer alguma coisa, porque você tá uma cara péssima, de quem viu um fantasma”.

Era verdade. A cara dela tava péssima, a respiração dela tava péssima, o coração dela tava péssimo, ela tava péssima como um todo. E agora tinha segundos para decidir: “Pego o diário? Ou deixo aqui? Afinal de contas o diário é meu! Vou pegar”. E pegou. No meio do caminho, no trajeto carro-casa ela até abriu o caderninho pra ver se era ele mesmo. Era. Meu Deus do céu. “Será que ele leu? Como que ele achou? O QUE ESTÁ ACONTECENDO? SOCORRO!”

Foi aí que ela resolveu ir até o buraco, do lado da tal árvore maldita, perto do riachinho. Correu feito uma louca pra chegar até lá, parecia que estava fugindo de algum cachorro bravo. E de longe, ela já sacou tudo. Aquele amontoado de terra em volta, a pá jogada...e o buraco aberto. “Alguém abriu, alguém pegou, quem que me viu fazendo isso, porque fizeram isso????? Não é possível... será que foi ele?” E ficou ali. Em pé, ao lado do bendito buraco, segurando o diário, olhando pro nada. Tentando achar respostas, tentando prever o futuro.

Aquela buzina de caminhão não foi suficiente para despertá-la do “choque”. Mas acabou acordando ele, que aliás tinha dormido muito pouco. Entre uma espreguiçada e outra, calmo, tranquilo...ele se lembrou: a árvore, o buraco, a pá, a chuva, o DIÁRIO! “Preciso ir embora”. E num salto, saiu da cama. Por alguns segundos tinha se esquecido de tudo aquilo. Seu plano já estava traçado: tomar café, arrumar uma desculpa (que até então ele não tinha pronta) e ir embora antes mesmo do almoço. “DROGA, O DIÁRIO!” Sim, ele tinha que enterrar o diário, deixar tudo como estava, pra ninguém suspeitar de nada. Quer dizer, ninguém não... ela. Trocou de roupa e saiu apressadamente em direção a porta de entrada. Ia apalpando os bolsos “Cadê a chave do carro?” Se lembrou que deixou com a tia, desde que chegou. “Não preciso da chave. Deixei aberto”.

Se sentiu ridículo. Ele era alguém tão descolado, tão bem resolvido e de repente estava envolvido naquela bobagem toda de diário, de desenterrar coisas, de amor com cara de novela mexicana. Parecia coisa de criança.

Chegou na varanda da casa, não viu o carro. Aliás, não viu ninguém. “Quer saber? Vou só fechar aquele buraco. Ela não vai saber que eu peguei. Depois, quando eu chegar em casa, coloco fogo naquilo”. E saiu em disparada, rumo a árvore, perto do...ah, vocês já sabem, né!

Pronto. Agora vocês imaginam aquela cena de novela, porque foi isso mesmo que aconteceu. Ele correndo pra fechar o buraco. Ela, parada do lado do buraco. Quando escutou o barulho dos pés se movendo naquele chão de terra batida ela se virou e o viu, mesmo um pouco longe. E ele também a viu, ali, parada, de longe. Quer dizer, o dois já tinham se reconhecido, não dava mais pra recuar.

Fazer o que? Não tinha mais o que fazer. Ele só diminuiu o passo e seguiu em frente, em direção ao buraco. E tudo o que ela fez foi fechar os olhos.

(continua...)

Tainah Ferreira

Apesar de tia amar ficarei em silencio e sucumbirei com minha dor.

Fabio Borges

[parte 11]

“’Excelente!” A tia ficou animadíssima com a resposta do rapaz. E voltando-se para a sobrinha, perguntou:

“E você, minha querida, o que me diz? Hein?”

Silêncio. Nenhuma resposta.
Os dois ainda estavam se olhando. Ele, tentando descobrir o que se passava naquela cabecinha. Talvez por ter lido o diário ele achava que conseguiria também ler os seus pensamentos. E a nossa mocinha parecia estar completamente fora do ar. Foi quando ele percebeu que ela estava olhando pra ele, mas na verdade não estava enxergando nada. Seus olhos se mantinham em sua direção, mas o olhar mesmo estava completamente perdido na avalanche de pensamentos que ela tentava acompanhar. E quando ele se tocou disso, abaixou a cabeça e deu um sorriso.

“Menina! Estou FALANDO com você!” insistiu a tia, já impaciente.

“O que, tia? Desculpe... eu...hoje...”. Coitada. Ela estava no mundo da lua, fora do ar, em “alfa”, em estado de choque ou a definição que vocês preferirem.

“Menina, você não tá nada bem hoje, hein! Que horror!” disse a tia, se mostrando irritada com a alienação da menina e, voltando-se para o nosso ‘mocinho’, continuou: “Você acredita que eu pedi pra ela tirar o seu carro do meio do caminho e colocá-lo ao lado do meu para o caminhão de ração passar e ela...” Antes que pudesse continuar, incrédula com tudo aquilo que estava acontecendo, a garota finalmente ‘despertou’ por completo e interrompeu: “Tá bom, tia! Tá bom. Eu topo sim... vou mostrar a fazenda”.

“Então foi assim que ela achou o diário...” ele pensou. E ficou irritado ao imaginá-la abrindo o porta luvas, revistando bancos e ‘roubando’ papéis de pedágio para guardar como recordação. “Sim, porque uma pessoa que faz um diário daqueles só pode ser meio psicótica!”. De repente, em meio a ‘revolta’, sentiu um aperto no peito. Achou que estava sendo cruel demais. “Meu Deus...por que eu tô pensando essas coisas...”. Confusão. Ele não sabia mais no que pensar. Sentia revolta e ao mesmo tempo algo muito estranho que não sabia definir. Ler tudo aquilo mexeu demais com ele. Não conseguia entender como que alguém podia amar tanto uma pessoa assim, sem ter nada em troca. Sem ser correspondida. Aliás, sem esperança de retorno algum. Desde o momento em que a viu enterrando o diário ela chamou-lhe a atenção. Ele não sabia explicar.

“Lindo, lindo! Então vamos lá...” disse a tia, alheia aos pensamentos dos dois e novamente empolgada com a situação, como se tivesse esquecido completamente da irritação de segundos atrás. “Minha querida, eu quero muito que você o leve pra conhecer o paiol novo. Agora é um ótimo horário pra vocês irem. E na volta mostre que trocamos todas aquelas cercas velhas por outras novinhas em folha. Quer dizer...novinha em folha não é, pois já trocamos há alguns anos....mas é que faz tanto tempo que você não vem pra cá, né, meu sobrinho amado...” finalizou a fala, meio emocionada. Sim, ele percebeu o quanto a tia estava feliz por ele estar lá. E sim, ele não ia ser um estraga prazeres. Pra ser sincero não tinha vontade alguma de conhecer nada. Paiol? Cercas? Aff! Mas enfim, aguentaria tudo até o final.

“São só 4 dias...4 dias....” repetia mentalmente.

(continua...)

Tainah Ferreira

[parte 12]

Depois de mais algumas “recomendações” os três se levantaram da mesa. A tia seguiu em direção a cozinha, dando ordens sobre o cardápio do almoço. Ficaram só os dois ali, um esperando que o outro tomasse a iniciativa. “Ah quer saber? O estrago já foi feito... não tem como piorar” pensou a pobrezinha. “Vamos, minha filha, tome uma atitude e acabe com essa palhaçada que você chama de amor! Mostre pra ele que você enterrou mesmo essa história de uma vez por todas!” falava consigo mesmo. E depois de respirar bem fundo, ela perguntou:

“Você quer pegar alguma coisa antes?”

“Como por exemplo o que?” ele perguntou, de forma um pouco irônica.

“Como por exemplo um boné, uma máquina fotográfica, o celular ou sei lá o que...” respondeu, ríspida.

“Tô vendo que esse 'passeio' vai ser realmente excelente” ele disse, com um sorriso sarcástico e olhando para o lado.

“Olha... vamos jogar limpo: você não tem obrigação de fazer nada disso. Se quiser eu vou lá e falo com ela que...aliás, peraí! Você não estava indo embora agora?”

“Sim, eu estava, mas resolvi ficar. Por que? Algum problema pra você?”

“Problema? Imagina. Aliás, usando as suas palavras... ‘será um prazer’!”

“Que ridículo...eu me sinto na quinta série...” ele falou baixinho, colocando a mão na testa e olhando pra baixo. Aquela discussão boba parecia coisa de criança. Talvez fosse assim que eles discutiam na infância. Mas ele obviamente não se lembrava de nada.

Ela não conseguiu entender o que ele disse e aquilo a deixou mais irritada ainda.

“É sério! Você não tem obrigação de fazer nada disso. Você não está com cara de quem quer conhecer a fazenda e eu não quero te mostrar. Você não é meu amigo e eu não sou sua amiga. Você não gosta de mim e eu...” e nesse momento ela parou. Sentiu o rosto arder, com certeza tinha ficado vermelho. Foi falando assim, de forma intempestiva, sem pensar, com raiva...que de repente foi “pega” nas suas próprias palavras. E sem saída, ela abaixou a cabeça e se calou. Ele sentiu uma profunda compaixão. Aquela cena era realmente desagradável de se ver. Uma pessoa ali, na sua frente, se sentindo tão humilhada e por sua culpa ainda por cima. E de forma mais ponderada, ele falou:

“Garota...eu não quero piorar nada. Nada além do que eu já piorei, claro. Acho que vai ser bacana a gente sair um pouco e conversar sobre outras coisas...sei lá... tentar esquecer isso...ou pelo menos tentar pensar em outras coisas...”

Ela levantou a cabeça e o encarou. Os olhos estavam marejados, mas ela não estava chorando. E com muito custo, de forma meio “engasgada”, ela disse:

“Você... tem ideia... do quanto isso é... difícil pra mim?”

De repente, num impulso, ele a pegou pelo braço.

“Vamos sair daqui”.

Não queria que ninguém visse aquela cena e eles ainda estavam dentro da casa. E quase que “arrastando-a”, eles saíram por uma das enormes portas da fazenda, de forma apressada.

“Agora você já pode soltar meu braço” ela disse.

E nesse momento ele parou. Mas não a soltou. Estavam muito perto um do outro. Ele olhou bem dentro dos seus olhos e, visivelmente irritado e "fora de controle" disse:

“Por que você tá fazendo isso comigo?

Sem entender, ela franziu a testa. “Como assim, fazendo o que?” pensou. Mas não disse nada.

“Me diz: porque você me ama desse jeito? Por que você me esperou esse tempo todo, por que você simplesmente não seguiu a sua vida? Por que você fez aquela droga daquele diário?”

Pronto, as lágrimas começaram a cair. Ela finalmente estava chorando.

“Eu não ACREDITO que a gente está tendo essa conversa...eu não tenho nada pra te falar...por favor, solta meu braço...” falou, chorando. Acho que eu nem preciso dizer o que ela estava sentindo naquele momento, né? Vocês já imaginam.

Ele só a olhava. Seu coração disparou. Sentiu um frio na barriga, uma reviravolta.

Ela, chorando, porque já não tinha mais nada a perder mesmo, insistia:

“Pelo amor...de....Deus....me solta....”

“Me diz, garota!!!!”

Foi aí que ela chorou de soluçar. Ah, que se dane! Chorou feito uma criança. Na boa, aquilo era demais. Aliás tudo o que estava acontecendo desde que ele chegou era demais. Ele, observando aquilo tudo, sentiu o coração queimar. “Mas que droga! O que tá acontecendo comigo?” pensou.

E seguindo uma vontade enorme que sentiu naquele momento, ele simplesmente a abraçou.

(continua...)

Tainah Ferreira

[parte 15]

Com o celular na mão, ele falou quase que sussurrando:

“Droga!”

A tia, com ar de preocupação e voz séria, perguntou:

“Tá tudo bem com vocês? Aconteceu alguma coisa?”

A menina, meio que “atropelando” as palavras e fingindo 'muito mal fingido' que estava tudo bem, tratou logo de responder:

“Não é nada não, tia...eu....eu vou ali rapidinho e já volto pra continuar o passeio, tá? Eu já volto...”

E saiu correndo em direção a casa da fazenda. Ficaram só os dois ali: ele e a tia. Ele, desconsertadíssimo, olhando para o celular na mão. A tia, de braços cruzados e expressão séria.

“Como você descobriu?”

“Descobri o que, tia?”

A tia o encarou.

“Por que ela estava chorando?”

“Tia, eu...”

“Tudo bem. Você não é mais criança, então eu acredito que estejamos falando de igual pra igual. Eu cuido dessa menina como se fosse minha filha desde quando ela tinha seis anos de idade. Aliás, eu acho que sou tudo o que ela tem, você sabe disso. E eu não suportaria vê-la sofrendo mais do que já sofreu todos esses anos.”

“Ela te contou? Ela disse...quer dizer, no diário ela falou que nunca contou nada pra ninguém sobre o que sentia por...”

A tia o interrompeu.

“Diário? Você teve acesso ao diário dela?”

“Tia, é uma longa história. Eu não queria...”

“Então eu serei mais direta ainda. Ainda mais por que você sabe que ela gosta de você”.

O celular tocou novamente. Isso o deixou extremamente nervoso. Era Isabela. A tia ficou observando a sua reação. Ele estava tão aflito e tenso que nem conseguia desligar o aparelho. Mas enfim desligou.

“Desculpa, tia...essa menina é uma ex namorada e...”

“Você não precisa me dar satisfação. Sobre a sua pergunta: não, ela nunca me contou nada, aliás pra ninguém, nem para as amigas. E nem precisou. Porque sempre esteve estampado na cara dela. Eu fingi todos esses anos que não sabia pra não alimentar esse amor...esse “sei lá o que” que ela sente por você.”

Ele, de cabeça baixa, escutava tudo em silêncio. E a tia continuou:

“Eu estou tentando levar tudo isso de forma natural. 'Tudo isso' eu digo...o fato de você estar aqui. Não sei por que mas achei que talvez até pudesse ajuda-la a desencanar um pouco, te vendo aqui...vendo que você não tem interesse por ela. Quem sabe isso ajuda essa menina e faz ela acordar desse sonho sem fim! E eu gostaria muito...mas muito...que você tivesse respeito por ela, como ser humano. Como uma pessoa que fez parte da sua infância e foi uma grande amiga sua. Apesar de você pouco se lembrar disso...”

Logo que acabou de falar os dois perceberam que a menina estava se aproximando. Provavelmente tinha ido chorar em algum lugar, depois lavou o rosto e voltou “como se nada tivesse acontecido”.

“Tô pronta. Vamos?” disse.

A tia a olhou com ternura.
“Querida...se você estiver se sentindo mal eu posso pedir pra outra pessoa acompanhá-lo...”

“Não, tia, tá tudo bem...Foi só uma indisposição...”
E olhando pra ele, completou:

“Vamos?”

A tia o encarou. Ele, muito sem graça, desviou o olhar e os dois saíram, andando bem devagar, lado a lado. E seguiram sozinhos, rumo ao paiol.

(continua...)

Tainah Ferreira

[parte 17]

Desconsertada, ela logo tratou de mudar de assunto.

“E aqui a tia ainda pretende construir um...”

Ele interrompeu.
“Por que você tá mudando de assunto?”

Sem entender, ela disse:
“Por que você tá tocando nesse assunto? Você mesmo disse pra gente sair e conversar sobre outras coisas...”

“É que...eu vi essa caixa...e lembrei da sua festa...quer dizer, me lembrei do que li sobre a sua festa...”

E nesse momento ele recordou de um trecho do diário que falava sobre uma tal “palavra proibida”. A menina planejou a festa de aniversário minuciosamente. Embalada pelas estórias que ouvia na infância e pela sua imaginação fértil, ela passou a “acreditar” que era uma princesa e que seria “resgatada” pelo seu "príncipe carioca". E o dia do resgate seria na sua então festa de 15 anos. Sim, ela não era mais criança e normalmente meninas dessa idade não planejam festas assim, nesses moldes. Mas naquela época ela conservava dentro de si a fantasia (ou talvez até hoje...). Era extremamente romântica, ao ponto de se sentir idiota por isso. Só que, como vocês já sabem, as coisas não aconteceram como ela imaginava. Ele não foi na festa, nem ao menos telefonou. E ela passou a noite em claro. Ficou arrasada, aos pedaços. Depois disso, aboliu a palavra “princesa” da sua vida. Proibiu qualquer pessoa de chama-la assim. Ninguém entendia o por que. Tinha pavor, horror. Trauma, mágoa. Profunda tristeza. Tratava com sarcasmo, ironia.

“Acho que a gente já viu tudo o que tinha pra ver aqui. Podemos ir?” perguntou ela, desejando sair daquele lugar o mais rápido possível.

Ele, ignorando completamente o que ela havia acabado de dizer, continuou explorando o lugar e algo lhe chamou a atenção: uma vitrola antiga e algumas caixas lotadas de discos de vinil. Ele se aproximou.

“Nossa! Quanto tempo eu não vejo uma dessas.... Ainda funciona?” perguntou ele.

“Sim. Sempre que vem aqui a tia escuta um pouco alguns discos...”

Ela foi se dirigindo para a porta do paiol, como se quisesse sinalizar que queria ir embora. Ele, totalmente alheio, começou a “fuçar” na tal vitrola. Percebeu que estava ligada em uma tomada. E resolveu testá-la. Com delicadeza colocou a agulha sobre o disco que já estava no aparelho. O som que saia das caixas lembrava aqueles rádios antigos. Mas a música começou a tocar e encheu o ambiente. Era “Time after time”, de Cindy Lauper. Ele achou graça.

"Essa é das antigas mesmo, hein..." ele comentou, rindo.

A menina, de braços cruzados, na porta, assistia a cena, impaciente, desconsertada e séria. Ele, que até então estava olhando para a vitrola achando tudo engraçado, a encarou sério. O coraçãozinho dela disparou.

“Dança comigo?”

“O que?? Você...você tá louco? De jeito nenhum!” respondeu a garota, aflita.

“Eu tô te devendo uma dança”.

“Você não tá me devendo nada!”

Ignorando totalmente o que ela falava, ele seguiu em frente, em sua direção. Ela, tremendo, desviava o olhar. Queria sair correndo, fugir, mas simplesmente travou. Suas pernas não obedeciam mais. E ela não conseguiu dar um passo sequer. Parecia que estava colada no chão.

Ele, se aproximando, olhava fixamente pra ela. E quando chegou na sua frente, a segurou pela cintura. O coração da coitadinha parecia que ia sair pela boca.

“Para com isso, por favor...”

“Eu só quero dançar com você”

E colocando os braços dela envolta do seu pescoço, começou a conduzi-la na dança. Ela estava dura, tensa, rígida. Uma pilha de nervos. Não acreditava que aquilo estava acontecendo. Por tantas vezes ela imaginou essa cena e agora parecia que estava no meio de um sonho maluco, sem sentido, sem noção. Ele porém parecia estar extremamente confortável. Tanto é que se aproximou mais ainda dela e deitou a cabeça em seu ombro, fechando os olhos. Estavam os dois ali, dançando, em pleno paiol!

Foi quando ela olhou para fora do paiol e arregalou os olhos. Parecia que tinha acabado de ver um fantasma. Ficou apavorada, petrificada. E sem pensar, empurrou o rapaz. Ele, sem entender aquela reação já ia questioná-la, mas após olhar para fora do paiol calou-se e engoliu seco. Não podia acreditar no que estava vendo. Ali, bem ao lado deles, assistindo tudo: a tia e a mãe dele. E Isabela.

(continua...)

Tainah Ferreira

Descuida-te, e te perderás em tí..a vida te precisa atenta!!

Fatima Mileo

bom to aqui pra falar o que aconteceu agora
eu tava na rua e de repente começa a briga de tia e sobrinho
são crianças pequenas começa um a xingar o outro
dai o menino joga um monte de areia só que não bate nela só bate em mim no meu tio e no meu vizinho dia ele só fala "POXA" ai ele tira toda areia do corpo
o menino vai joga areia nele de novo
ele se arreta e jogar a areia pra cima dai a areia cai em cima do menino que jogou primeiro ele sai chorando e vai dizer ao pai dele que o menino bateu xingou e jogou areia no olho dele dai o pai do menino vem gritando com o menino
uma criança ele não é de falar palavrão nem de ta xingando as pessoas o pai do menino tome a esculhambar o menino fica calado sem dizer nada quase chorando o pai do menino fala "VOCÊ É MUITO GRANDE PRA TA JOGANDO AREIA NELE JÁ PENSO SE TIVE-SE VIDRO E TIVE-SE SEGADO O OLHO DELE QUEM IA PERDER A VISÃO ERA ELE EU VOU FALAR COM SEU VIU QUE VOCÊ NUM TEM DIREITO DE TA FAZENDO ISSO COM O MENINO NÃO VOCÊ JÁ É CRESCIDINHO PRA TA FAZENDO ISSO COM O MENINO"
eu olho pra ele e digo "SEU FILHO É GRANDE PRA BATER E FAZER AS COISAS COM OS OUTROS MAIS QUANDO VAI FAZER COM ELE ,ELE É PEQUENO NÉ AGORA VEJA JÁ PENSOU DE TIVE-SE VIDRO NA AREIA E CORTA-SE O MENINO? VOCÊ SÓ PENSA NO SEU FILHO VOCÊ NUM SABE NADA DO ACONTECEU POR ISSO VÁ FALAR NESSE TOM COM A MÃE DELE DO MESMO JEITO QUE SEU FILHO TEM PAI E MÃE ELE TAMBÉM TEM ELE NÃO É CÃO SEM DONO NÃO PRA VOCÊ TA GRITANDO DESSE JEITO NÃO " o pai do menino vai embora e fica lá na dele queto a prima do menino passa e diz coisa com ele também e o pai dele vai dizer que o errado é o menino mais velho

o errado é seu filho que meu primo tava queto no canto dele e seu filho vem e faz isso com o menino é claro que ele vai devolver na mesma moeda

"QUEM É O ERRADO DA HISTORIA GENTE ESCREVE COMO COMENTARIO

Anonimo 12

Tia Silvia

Acho que me falta até força pra te escrever alguma coisa. Mas eu preciso colocar pra fora o que eu sinto... Ainda mais eu, que você sempre dizia ser seu orgulho quando escrevia meus textos em datas comemorativas ou quando o coração apertava. E agora, é um desses momentos.
Estou tentando ser forte. Mas o amor e carinho que tenho por você é grande demais para conter as lágrimas e a saudade. Saudade acumulada, saudade presente, saudade precipitada. Vai ser difícil sem você.
Pode parecer injusto, mas Deus não erra, e se Ele te tirou de nós, tem um propósito, só que agora, a gente só enxerga as perguntas, que são muitas e todas sem resposta e nem se quer uma hipótese.
Jamais esquecerei seus detalhes. Seu sorriso alegre, suas táticas para tirar fotos, seu jeitinho apaixonada de falar no telefone com o Luis Felipe, sua comilança e a gente precisando fazer aquela coisa e falando o tempo todo. Hahahaha.
A gente sofreu muito nos últimos dias, mas prometo sempre lembrar de você bem. Porque era assim que eu você era e eu te via: alegre, mesmo nas dificuldades. O obstáculo vai ser difícil, mas a gente consegue! Consegue porque você conseguia tudo e a gente vai fazer isso por você!
Hoje foi a prova do quanto você foi importante na vida de muita gente, de quantas pessoas você conquistou e quantas pessoas estão felizes em saber que você lutou de cabeça erguida e foi forte, e ao mesmo tempo, quantas pessoas estão tristes por nossa forçada separação. As vezes a gente nem imagina o quão especial somos na vida de alguém, né?
Nosso orgulho, nossa anjinha. É uma dor inexplicável e um amor sem fim.

Larissa Dias

- Fale da sua tia, de suas glórias infantis, mas poupe-as de suas conquistas anteriores.

Eduardo Costa

Sou Mãe/Tia/Avó/Bisavó

Uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista. Pediram-lhe para informar qual era a sua profissão.
Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
"O que eu pergunto é se tem um trabalho", insistiu o funcionário.
"Claro que tenho um trabalho", exclamou Anne. "Sou mãe."
"Nós não consideramos 'mãe' um trabalho. 'Dona de casa' dá para isso", disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante, do gênero oficial inquiridor'.
"Qual é a sua ocupação?" perguntou. Não sei o que me fez dizer isto; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:
"Sou Pesquisadora Associada no Campo do Desenvolvimento Infantil e das Relações Humanas."
A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem. Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas. Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
"Posso perguntar", disse-me ela com novo interesse, "o que faz exatamente nesse campo?"
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me a responder:
"Tenho um programa permanente de pesquisa (qualquer mãe o tem), em laboratório e no terreno (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa). Trabalho para os meus Mestres (toda a família), e já passei quatro provas(todas meninas). Claro que o trabalho é um dos mais exigentes da área das humanidades (alguma mulher discorda?) e freqüentemente trabalho 14 horas por dia (para não dizer 24...)."
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente me abriu a porta. Quando cheguei a casa, com o troféu da minha nova carreira erguido, fui cumprimentada pelas minhas assistentes de laboratório - de 13, 7 e 3 anos.
Do andar de cima, pude ouvir a minha nova modelo experimental (uma bebê de seis meses) do programa de desenvolvimento infantil, testando uma nova tonalidade da voz.
Senti-me triunfante!
Tinha conseguido derrotar a burocracia!
E fiquei no registro do departamento oficial como alguém mais diferenciado e indispensável à humanidade do que "uma simples mãe"!
Maternidade... Que carreira gloriosa! Especialmente quando se tem um título na porta.
Assim deviam fazer as avós: "Associada Sênior de Pesquisa no Terreno para o Desenvolvimento Infantil e de Relações Humanas". As bisavós: "Executiva-associada Sênior de Pesquisa". Eu acho!!! E também acho que para as tias podia ser: "Assistentes associadas de Pesquisa".

autoria desconhecida

Saudade não existe dor maior do que saudades a minha é por ti TIA querida nunca irei te esquecer

Emiliana

Já nascí de modo incomum, protegida, diziam, e tia Izaura, parteira, dizia “empilicada”, fato raro numa cidade tão pequena nos anos 60 exatos. Crescí descalça a correr pelas “beiradas” de rios, engolindo vento, pastanto com animais, numa vivência que achava ter assim pelo resto do mundo, onde eu fosse..e era tudo tão cheio.......águas, afetos, pessoas, instantes, alegrias, tudo derramava, até encher os olhos.
Hoje paradoxalmente quero me esvaziar, não dessas lembranças, mas de todo caminho de lá até aqui, justamente para mantê-las intactas em mim, e reaver o sentido dessas pequenas coisas para me lembrar que posso retomar caminhos sempre que quiser ou precisar, pois assim o retorno é fácil, como era fácil o riso. Tenho saudades de rir, gargalhadamente até chorar, de alguma besteira dita ou escutada...há muito estou sem riso, não por que culpe alguém, mas porque não me permití, deixei que a vida endurecesse a boca, e nem de mim mesma mais rio, o que me era tão comum...estou levando a sério meus erros e defeitos, e isso é péssimo...definitivamente essa não sou eu!! Me quero de volta, mesmo que as pessoas não gostem de mim do jeito que sou, não quero mais tentar me adequar ao que elas querem, precisam, e são!!

Fatima Mileo

Amigos e Colegas !
amigos: chamam seus pais de : tio e tia
Colegas: chamam seus pais pelos nomes.
Amigos: chora com você..
Colegas: falam pra não ficar triste..
Amigos:falam samos mais que irmãs...
Colega: falam samos que nem irmãs..
Por isso nunca escolha Amigos pela ponta dos dedos e sim pelo coração.. *_* Amigaa Te Amo !!

Marcelle Pires _

Versos de amor denotam meus sentimentos, afogam meu peito,
Nessa força que vem de ti.a caricia meu coração . . .Me Trazendo paz!!

Hoje,delicio em seus doces versos de amor,e assim, perdura toda essa forte expressão de amar . . .

Invade nossos corações amados, e entregam-se a
esse amor,que já faz parte de nós . . .

São versos, são mimos, lindas palavras, cartas de amor, ditas em poemas, . . .
Te agradeço por me amar assim . . .

Amo seus versos!Amo você . . .

A vida só é vida .quαndo é vividα por duαs vidαs em umα só vidα.

Diogo Oliveira

Dia 24/01/2010
Ontem minha noite foi perfeito eu minha tia minha irma dani e tuco ai a gente foi a festa chegamos la 00;00 hras ai chegando la não tinha muitas pessoas ,mais tinha um garoto muito gato ele fikava me olhando e eu olha para ele ai fikamos quase a festa toda assim ele me olhando e eu olhava para ele ,hummm ele e muito gatinho ele e moreno alto forte humm uma delicia ,ai quase no finalzinho da festa ele parou do outro lado da pista e eue esta no outro ai ele fikava me olhando e eu olhava ele ai depois minha tia chegou nele e perguntou se ele queria me conheçer ,ai ele falou que queria sim me conheçer ,ai quando minha tia estava chegando perto de mim com o menino ,eu acho que fikei vermelha ,ai minha tia foi e falo com assim’’essa daki e minha sobrinha ‘’ ai a gente fiko conversando ai eu beijei ele fikamos mo tempao depois ai depois a gente paro fiko conversando ,depois a gente de conversa e ele me beijo ,ai minha tia me cutuco pq tinha um carro igual do meu pai la fora ai ela me aviso ,ai eu fui e falei com ele assim’’aki minha tia esta achando que e meu pai ali fora entao daki a pouko a gente encontra ‘’ ai ta eu fui e fikei sentada conversando com minha irma ai passo um tempo ai a gente foi ve que não era meu pai que era um cara que tava de olho na minha irma ,ai eu tava mo distraida conversando com minha irma contando ele o que eu e ele estava conversando aia derepente minha irma levantou a sambrancelha fazendo sinal para mim olhar pra traz,ai quando eu olhei para traz ele estava sentado na cadeira que estava do meu lado,ai ele começo a conversa comigo ai ele foi e começo a acariciar o meu rosto começo a beijar minha bochecha ,ai nisso minha irma me chamo pra ir la pra fora pq o carinha que queria pegar, ele chamo ela pra conversar com elaa ,ai foi eu o todinho e minha irma , ai minha irma fiko conversando com o rapaz la eu eu fikei conversando com meu todinho ,ai eu tinha dito com o todinho que eu odiava que me chamava de ailla,ai eu e ele paramos perto do portao ai ele começo a me chama de ailla ai fikava falando ailla bem baixinho no meu ovido ai isso me deixava doidinha,ai teuma hora que jessica me pediu para pidir minha tia chiclete, ai eu fui e dei o chiclete a jhe ,qi eu fui e sai pra rua ai ele foi e fiko no portao ai eu fui e falei assim’’me deixa entrar ‘’ ai ele foi e fallo assim’’ eu não deixo ‘’ ai eu fui e disse assim’’entao ta eu vou embora’’ ai eu fui e dei ass coosta para ele ai ele foi e me puxo e me abraço por traz e me deu um bjo no pescoso ,ai eu fui e encostei na parede ai ele foi e fiko me beijando,ai minah tia foi e me chamo pra ir embora ai ele não queria deixar ai eu fui e falei com ele assim ‘’vc não vai despedir de mim não ‘’ ai ele nen falo nda so me agaro ele e me beijo,ai eu fui e falei assim ‘’deixa eu ir’’ ai eu dei um selinho nele e fui embora

Fim..

Ayla

Dia 24.07.2009 às 19:06 hs

Pai -> me levou para cortar o cabelo.
nao me levou para minha tia rita.
quase me bateu,pq minha mae tava reclamando de mim.
ficou me chamando de chato!

Mãe -> fico reclamando de mim !!
me bateu pq nao queria ir comprar pao.

Vó -> contou algumas coisas para minha mae, de eu bater nela !!

Luane -> agente brincou um pouco, mais logo minha tava gritando ..
fico me irritando,me chamando de obeso.

Luan -> ta muito gostosinho !

Lucas H.