Tia para Sobrinha

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Já nascí de modo incomum, protegida, diziam, e tia Izaura, parteira, dizia “empilicada”, fato raro numa cidade tão pequena nos anos 60 exatos. Crescí descalça a correr pelas “beiradas” de rios, engolindo vento, pastanto com animais, numa vivência que achava ter assim pelo resto do mundo, onde eu fosse..e era tudo tão cheio.......águas, afetos, pessoas, instantes, alegrias, tudo derramava, até encher os olhos.
Hoje paradoxalmente quero me esvaziar, não dessas lembranças, mas de todo caminho de lá até aqui, justamente para mantê-las intactas em mim, e reaver o sentido dessas pequenas coisas para me lembrar que posso retomar caminhos sempre que quiser ou precisar, pois assim o retorno é fácil, como era fácil o riso. Tenho saudades de rir, gargalhadamente até chorar, de alguma besteira dita ou escutada...há muito estou sem riso, não por que culpe alguém, mas porque não me permití, deixei que a vida endurecesse a boca, e nem de mim mesma mais rio, o que me era tão comum...estou levando a sério meus erros e defeitos, e isso é péssimo...definitivamente essa não sou eu!! Me quero de volta, mesmo que as pessoas não gostem de mim do jeito que sou, não quero mais tentar me adequar ao que elas querem, precisam, e são!!

Fatima Mileo

Descuida-te, e te perderás em tí..a vida te precisa atenta!!

Fatima Mileo

bom to aqui pra falar o que aconteceu agora
eu tava na rua e de repente começa a briga de tia e sobrinho
são crianças pequenas começa um a xingar o outro
dai o menino joga um monte de areia só que não bate nela só bate em mim no meu tio e no meu vizinho dia ele só fala "POXA" ai ele tira toda areia do corpo
o menino vai joga areia nele de novo
ele se arreta e jogar a areia pra cima dai a areia cai em cima do menino que jogou primeiro ele sai chorando e vai dizer ao pai dele que o menino bateu xingou e jogou areia no olho dele dai o pai do menino vem gritando com o menino
uma criança ele não é de falar palavrão nem de ta xingando as pessoas o pai do menino tome a esculhambar o menino fica calado sem dizer nada quase chorando o pai do menino fala "VOCÊ É MUITO GRANDE PRA TA JOGANDO AREIA NELE JÁ PENSO SE TIVE-SE VIDRO E TIVE-SE SEGADO O OLHO DELE QUEM IA PERDER A VISÃO ERA ELE EU VOU FALAR COM SEU VIU QUE VOCÊ NUM TEM DIREITO DE TA FAZENDO ISSO COM O MENINO NÃO VOCÊ JÁ É CRESCIDINHO PRA TA FAZENDO ISSO COM O MENINO"
eu olho pra ele e digo "SEU FILHO É GRANDE PRA BATER E FAZER AS COISAS COM OS OUTROS MAIS QUANDO VAI FAZER COM ELE ,ELE É PEQUENO NÉ AGORA VEJA JÁ PENSOU DE TIVE-SE VIDRO NA AREIA E CORTA-SE O MENINO? VOCÊ SÓ PENSA NO SEU FILHO VOCÊ NUM SABE NADA DO ACONTECEU POR ISSO VÁ FALAR NESSE TOM COM A MÃE DELE DO MESMO JEITO QUE SEU FILHO TEM PAI E MÃE ELE TAMBÉM TEM ELE NÃO É CÃO SEM DONO NÃO PRA VOCÊ TA GRITANDO DESSE JEITO NÃO " o pai do menino vai embora e fica lá na dele queto a prima do menino passa e diz coisa com ele também e o pai dele vai dizer que o errado é o menino mais velho

o errado é seu filho que meu primo tava queto no canto dele e seu filho vem e faz isso com o menino é claro que ele vai devolver na mesma moeda

"QUEM É O ERRADO DA HISTORIA GENTE ESCREVE COMO COMENTARIO

Anonimo 12

Não escolhemos se temos irmão , Não escolhemos se temos pais, Não escolhemos se temos tia, Só escolhemos nossos caminhos para seguir em frente!

Henrique Gelli

Eis que coloquei diante de Tí,a porta aberta do destino,e ninguém pode fechá-la pois está pregada por trás!

Livro Alegria e Triunfo

[parte 12]

Depois de mais algumas “recomendações” os três se levantaram da mesa. A tia seguiu em direção a cozinha, dando ordens sobre o cardápio do almoço. Ficaram só os dois ali, um esperando que o outro tomasse a iniciativa. “Ah quer saber? O estrago já foi feito... não tem como piorar” pensou a pobrezinha. “Vamos, minha filha, tome uma atitude e acabe com essa palhaçada que você chama de amor! Mostre pra ele que você enterrou mesmo essa história de uma vez por todas!” falava consigo mesmo. E depois de respirar bem fundo, ela perguntou:

“Você quer pegar alguma coisa antes?”

“Como por exemplo o que?” ele perguntou, de forma um pouco irônica.

“Como por exemplo um boné, uma máquina fotográfica, o celular ou sei lá o que...” respondeu, ríspida.

“Tô vendo que esse 'passeio' vai ser realmente excelente” ele disse, com um sorriso sarcástico e olhando para o lado.

“Olha... vamos jogar limpo: você não tem obrigação de fazer nada disso. Se quiser eu vou lá e falo com ela que...aliás, peraí! Você não estava indo embora agora?”

“Sim, eu estava, mas resolvi ficar. Por que? Algum problema pra você?”

“Problema? Imagina. Aliás, usando as suas palavras... ‘será um prazer’!”

“Que ridículo...eu me sinto na quinta série...” ele falou baixinho, colocando a mão na testa e olhando pra baixo. Aquela discussão boba parecia coisa de criança. Talvez fosse assim que eles discutiam na infância. Mas ele obviamente não se lembrava de nada.

Ela não conseguiu entender o que ele disse e aquilo a deixou mais irritada ainda.

“É sério! Você não tem obrigação de fazer nada disso. Você não está com cara de quem quer conhecer a fazenda e eu não quero te mostrar. Você não é meu amigo e eu não sou sua amiga. Você não gosta de mim e eu...” e nesse momento ela parou. Sentiu o rosto arder, com certeza tinha ficado vermelho. Foi falando assim, de forma intempestiva, sem pensar, com raiva...que de repente foi “pega” nas suas próprias palavras. E sem saída, ela abaixou a cabeça e se calou. Ele sentiu uma profunda compaixão. Aquela cena era realmente desagradável de se ver. Uma pessoa ali, na sua frente, se sentindo tão humilhada e por sua culpa ainda por cima. E de forma mais ponderada, ele falou:

“Garota...eu não quero piorar nada. Nada além do que eu já piorei, claro. Acho que vai ser bacana a gente sair um pouco e conversar sobre outras coisas...sei lá... tentar esquecer isso...ou pelo menos tentar pensar em outras coisas...”

Ela levantou a cabeça e o encarou. Os olhos estavam marejados, mas ela não estava chorando. E com muito custo, de forma meio “engasgada”, ela disse:

“Você... tem ideia... do quanto isso é... difícil pra mim?”

De repente, num impulso, ele a pegou pelo braço.

“Vamos sair daqui”.

Não queria que ninguém visse aquela cena e eles ainda estavam dentro da casa. E quase que “arrastando-a”, eles saíram por uma das enormes portas da fazenda, de forma apressada.

“Agora você já pode soltar meu braço” ela disse.

E nesse momento ele parou. Mas não a soltou. Estavam muito perto um do outro. Ele olhou bem dentro dos seus olhos e, visivelmente irritado e "fora de controle" disse:

“Por que você tá fazendo isso comigo?

Sem entender, ela franziu a testa. “Como assim, fazendo o que?” pensou. Mas não disse nada.

“Me diz: porque você me ama desse jeito? Por que você me esperou esse tempo todo, por que você simplesmente não seguiu a sua vida? Por que você fez aquela droga daquele diário?”

Pronto, as lágrimas começaram a cair. Ela finalmente estava chorando.

“Eu não ACREDITO que a gente está tendo essa conversa...eu não tenho nada pra te falar...por favor, solta meu braço...” falou, chorando. Acho que eu nem preciso dizer o que ela estava sentindo naquele momento, né? Vocês já imaginam.

Ele só a olhava. Seu coração disparou. Sentiu um frio na barriga, uma reviravolta.

Ela, chorando, porque já não tinha mais nada a perder mesmo, insistia:

“Pelo amor...de....Deus....me solta....”

“Me diz, garota!!!!”

Foi aí que ela chorou de soluçar. Ah, que se dane! Chorou feito uma criança. Na boa, aquilo era demais. Aliás tudo o que estava acontecendo desde que ele chegou era demais. Ele, observando aquilo tudo, sentiu o coração queimar. “Mas que droga! O que tá acontecendo comigo?” pensou.

E seguindo uma vontade enorme que sentiu naquele momento, ele simplesmente a abraçou.

(continua...)

Tainah Ferreira

[parte 15]

Com o celular na mão, ele falou quase que sussurrando:

“Droga!”

A tia, com ar de preocupação e voz séria, perguntou:

“Tá tudo bem com vocês? Aconteceu alguma coisa?”

A menina, meio que “atropelando” as palavras e fingindo 'muito mal fingido' que estava tudo bem, tratou logo de responder:

“Não é nada não, tia...eu....eu vou ali rapidinho e já volto pra continuar o passeio, tá? Eu já volto...”

E saiu correndo em direção a casa da fazenda. Ficaram só os dois ali: ele e a tia. Ele, desconsertadíssimo, olhando para o celular na mão. A tia, de braços cruzados e expressão séria.

“Como você descobriu?”

“Descobri o que, tia?”

A tia o encarou.

“Por que ela estava chorando?”

“Tia, eu...”

“Tudo bem. Você não é mais criança, então eu acredito que estejamos falando de igual pra igual. Eu cuido dessa menina como se fosse minha filha desde quando ela tinha seis anos de idade. Aliás, eu acho que sou tudo o que ela tem, você sabe disso. E eu não suportaria vê-la sofrendo mais do que já sofreu todos esses anos.”

“Ela te contou? Ela disse...quer dizer, no diário ela falou que nunca contou nada pra ninguém sobre o que sentia por...”

A tia o interrompeu.

“Diário? Você teve acesso ao diário dela?”

“Tia, é uma longa história. Eu não queria...”

“Então eu serei mais direta ainda. Ainda mais por que você sabe que ela gosta de você”.

O celular tocou novamente. Isso o deixou extremamente nervoso. Era Isabela. A tia ficou observando a sua reação. Ele estava tão aflito e tenso que nem conseguia desligar o aparelho. Mas enfim desligou.

“Desculpa, tia...essa menina é uma ex namorada e...”

“Você não precisa me dar satisfação. Sobre a sua pergunta: não, ela nunca me contou nada, aliás pra ninguém, nem para as amigas. E nem precisou. Porque sempre esteve estampado na cara dela. Eu fingi todos esses anos que não sabia pra não alimentar esse amor...esse “sei lá o que” que ela sente por você.”

Ele, de cabeça baixa, escutava tudo em silêncio. E a tia continuou:

“Eu estou tentando levar tudo isso de forma natural. 'Tudo isso' eu digo...o fato de você estar aqui. Não sei por que mas achei que talvez até pudesse ajuda-la a desencanar um pouco, te vendo aqui...vendo que você não tem interesse por ela. Quem sabe isso ajuda essa menina e faz ela acordar desse sonho sem fim! E eu gostaria muito...mas muito...que você tivesse respeito por ela, como ser humano. Como uma pessoa que fez parte da sua infância e foi uma grande amiga sua. Apesar de você pouco se lembrar disso...”

Logo que acabou de falar os dois perceberam que a menina estava se aproximando. Provavelmente tinha ido chorar em algum lugar, depois lavou o rosto e voltou “como se nada tivesse acontecido”.

“Tô pronta. Vamos?” disse.

A tia a olhou com ternura.
“Querida...se você estiver se sentindo mal eu posso pedir pra outra pessoa acompanhá-lo...”

“Não, tia, tá tudo bem...Foi só uma indisposição...”
E olhando pra ele, completou:

“Vamos?”

A tia o encarou. Ele, muito sem graça, desviou o olhar e os dois saíram, andando bem devagar, lado a lado. E seguiram sozinhos, rumo ao paiol.

(continua...)

Tainah Ferreira

[parte 17]

Desconsertada, ela logo tratou de mudar de assunto.

“E aqui a tia ainda pretende construir um...”

Ele interrompeu.
“Por que você tá mudando de assunto?”

Sem entender, ela disse:
“Por que você tá tocando nesse assunto? Você mesmo disse pra gente sair e conversar sobre outras coisas...”

“É que...eu vi essa caixa...e lembrei da sua festa...quer dizer, me lembrei do que li sobre a sua festa...”

E nesse momento ele recordou de um trecho do diário que falava sobre uma tal “palavra proibida”. A menina planejou a festa de aniversário minuciosamente. Embalada pelas estórias que ouvia na infância e pela sua imaginação fértil, ela passou a “acreditar” que era uma princesa e que seria “resgatada” pelo seu "príncipe carioca". E o dia do resgate seria na sua então festa de 15 anos. Sim, ela não era mais criança e normalmente meninas dessa idade não planejam festas assim, nesses moldes. Mas naquela época ela conservava dentro de si a fantasia (ou talvez até hoje...). Era extremamente romântica, ao ponto de se sentir idiota por isso. Só que, como vocês já sabem, as coisas não aconteceram como ela imaginava. Ele não foi na festa, nem ao menos telefonou. E ela passou a noite em claro. Ficou arrasada, aos pedaços. Depois disso, aboliu a palavra “princesa” da sua vida. Proibiu qualquer pessoa de chama-la assim. Ninguém entendia o por que. Tinha pavor, horror. Trauma, mágoa. Profunda tristeza. Tratava com sarcasmo, ironia.

“Acho que a gente já viu tudo o que tinha pra ver aqui. Podemos ir?” perguntou ela, desejando sair daquele lugar o mais rápido possível.

Ele, ignorando completamente o que ela havia acabado de dizer, continuou explorando o lugar e algo lhe chamou a atenção: uma vitrola antiga e algumas caixas lotadas de discos de vinil. Ele se aproximou.

“Nossa! Quanto tempo eu não vejo uma dessas.... Ainda funciona?” perguntou ele.

“Sim. Sempre que vem aqui a tia escuta um pouco alguns discos...”

Ela foi se dirigindo para a porta do paiol, como se quisesse sinalizar que queria ir embora. Ele, totalmente alheio, começou a “fuçar” na tal vitrola. Percebeu que estava ligada em uma tomada. E resolveu testá-la. Com delicadeza colocou a agulha sobre o disco que já estava no aparelho. O som que saia das caixas lembrava aqueles rádios antigos. Mas a música começou a tocar e encheu o ambiente. Era “Time after time”, de Cindy Lauper. Ele achou graça.

"Essa é das antigas mesmo, hein..." ele comentou, rindo.

A menina, de braços cruzados, na porta, assistia a cena, impaciente, desconsertada e séria. Ele, que até então estava olhando para a vitrola achando tudo engraçado, a encarou sério. O coraçãozinho dela disparou.

“Dança comigo?”

“O que?? Você...você tá louco? De jeito nenhum!” respondeu a garota, aflita.

“Eu tô te devendo uma dança”.

“Você não tá me devendo nada!”

Ignorando totalmente o que ela falava, ele seguiu em frente, em sua direção. Ela, tremendo, desviava o olhar. Queria sair correndo, fugir, mas simplesmente travou. Suas pernas não obedeciam mais. E ela não conseguiu dar um passo sequer. Parecia que estava colada no chão.

Ele, se aproximando, olhava fixamente pra ela. E quando chegou na sua frente, a segurou pela cintura. O coração da coitadinha parecia que ia sair pela boca.

“Para com isso, por favor...”

“Eu só quero dançar com você”

E colocando os braços dela envolta do seu pescoço, começou a conduzi-la na dança. Ela estava dura, tensa, rígida. Uma pilha de nervos. Não acreditava que aquilo estava acontecendo. Por tantas vezes ela imaginou essa cena e agora parecia que estava no meio de um sonho maluco, sem sentido, sem noção. Ele porém parecia estar extremamente confortável. Tanto é que se aproximou mais ainda dela e deitou a cabeça em seu ombro, fechando os olhos. Estavam os dois ali, dançando, em pleno paiol!

Foi quando ela olhou para fora do paiol e arregalou os olhos. Parecia que tinha acabado de ver um fantasma. Ficou apavorada, petrificada. E sem pensar, empurrou o rapaz. Ele, sem entender aquela reação já ia questioná-la, mas após olhar para fora do paiol calou-se e engoliu seco. Não podia acreditar no que estava vendo. Ali, bem ao lado deles, assistindo tudo: a tia e a mãe dele. E Isabela.

(continua...)

Tainah Ferreira

[parte 6]

“ACOOORDA, MENINA!!!” gritava a tia.

“De onde vem esse barulho? Quem está me chamando? Que som é esse de buzina?” ela pensava, confusa. Quando voltou a “realidade” viu a tia, se aproximando, esbaforida. “O caminhão tá tentando passar há um tempão! O que aconteceu com você? Tá passando mal?”

“Que caminhão, tia?”

“O caminhão da ração, me-ni-na! Eu te pedi pra tirar o carro dele daqui, porque ia atrapalhar a passagem! Você veio e ficou parada nessa posição estranha, fora do carro, olhando pra debaixo do banco...tá tudo bem, você tá passando mal?”

Agora tudo fazia sentido. Ela realmente ficou fora do ar. Quando se deparou com o seu diário no carro DELE ela só disse: “Ai!” e entrou em estado de choque. Paralisou, parou no tempo. Travou.

“Desculpa, tia...eu...eu...me distraí, deixe a chave cair e...” falava, como se estivesse voltando de uma anestesia geral.

“Me dá a chave aqui, que eu mesma tiro. Vai lavar o rosto e comer alguma coisa, porque você tá uma cara péssima, de quem viu um fantasma”.

Era verdade. A cara dela tava péssima, a respiração dela tava péssima, o coração dela tava péssimo, ela tava péssima como um todo. E agora tinha segundos para decidir: “Pego o diário? Ou deixo aqui? Afinal de contas o diário é meu! Vou pegar”. E pegou. No meio do caminho, no trajeto carro-casa ela até abriu o caderninho pra ver se era ele mesmo. Era. Meu Deus do céu. “Será que ele leu? Como que ele achou? O QUE ESTÁ ACONTECENDO? SOCORRO!”

Foi aí que ela resolveu ir até o buraco, do lado da tal árvore maldita, perto do riachinho. Correu feito uma louca pra chegar até lá, parecia que estava fugindo de algum cachorro bravo. E de longe, ela já sacou tudo. Aquele amontoado de terra em volta, a pá jogada...e o buraco aberto. “Alguém abriu, alguém pegou, quem que me viu fazendo isso, porque fizeram isso????? Não é possível... será que foi ele?” E ficou ali. Em pé, ao lado do bendito buraco, segurando o diário, olhando pro nada. Tentando achar respostas, tentando prever o futuro.

Aquela buzina de caminhão não foi suficiente para despertá-la do “choque”. Mas acabou acordando ele, que aliás tinha dormido muito pouco. Entre uma espreguiçada e outra, calmo, tranquilo...ele se lembrou: a árvore, o buraco, a pá, a chuva, o DIÁRIO! “Preciso ir embora”. E num salto, saiu da cama. Por alguns segundos tinha se esquecido de tudo aquilo. Seu plano já estava traçado: tomar café, arrumar uma desculpa (que até então ele não tinha pronta) e ir embora antes mesmo do almoço. “DROGA, O DIÁRIO!” Sim, ele tinha que enterrar o diário, deixar tudo como estava, pra ninguém suspeitar de nada. Quer dizer, ninguém não... ela. Trocou de roupa e saiu apressadamente em direção a porta de entrada. Ia apalpando os bolsos “Cadê a chave do carro?” Se lembrou que deixou com a tia, desde que chegou. “Não preciso da chave. Deixei aberto”.

Se sentiu ridículo. Ele era alguém tão descolado, tão bem resolvido e de repente estava envolvido naquela bobagem toda de diário, de desenterrar coisas, de amor com cara de novela mexicana. Parecia coisa de criança.

Chegou na varanda da casa, não viu o carro. Aliás, não viu ninguém. “Quer saber? Vou só fechar aquele buraco. Ela não vai saber que eu peguei. Depois, quando eu chegar em casa, coloco fogo naquilo”. E saiu em disparada, rumo a árvore, perto do...ah, vocês já sabem, né!

Pronto. Agora vocês imaginam aquela cena de novela, porque foi isso mesmo que aconteceu. Ele correndo pra fechar o buraco. Ela, parada do lado do buraco. Quando escutou o barulho dos pés se movendo naquele chão de terra batida ela se virou e o viu, mesmo um pouco longe. E ele também a viu, ali, parada, de longe. Quer dizer, o dois já tinham se reconhecido, não dava mais pra recuar.

Fazer o que? Não tinha mais o que fazer. Ele só diminuiu o passo e seguiu em frente, em direção ao buraco. E tudo o que ela fez foi fechar os olhos.

(continua...)

Tainah Ferreira

Amor de tia é assim…
Indescritível, mas posso arriscar e dizer:
Incondicional,
Valoroso,
Puro...
Amor de tia é assim...
Capaz de dar a vida por um SER tão especial...
Foi tudo isso que senti... e sinto!

Viviane Nascimento Silva

- Fale da sua tia, de suas glórias infantis, mas poupe-as de suas conquistas anteriores.

Eduardo Costa

Minha mãe
"Filho manda uma mensagem no face pra tua tia por mim."
- Tudo bem mãe depois eu mando.

- 5 min depois
"Filho já mandou a mensagem pra tua tia?"
- Mãe vou entrar na internet agora.

- 10 min depois
"Filho já almoçou?"
- Já sim mãe
"E a mensagem pra tua tia, já mandou?"
...

- Mães sempre com o costume de perguntar a mesma coisa 1001 vezes no mesmo dia.

Mas vale a pena obedecer porque um dia elas vão
partir mas poderemos dizer que fomos bons filhos.
Te amo mãe!

Josieool Souza

Minha tia Iris tem um hábito que só há pouco tempo descobri. Todo dia pela manha ela vai até o quintal da nossa casa e sobre um tronco de um velho pé de jambo ela coloca restos de comida ou pão para os bem-te-vis que costumam visitar nosso quintal. Mas como nesses dias ela tem sentido muitas dores e não está andando direito, no sábado pela manha, acordei cedo para fazer o café e ouvi alguns passarinhos na porta da nossa cozinha gritando ...Eu, fazendo o café, nem dei muita atenção, mas, ela lá da sala falou: Já vou !! E veio andando no seu passinho lento, e eles ficaram ali olhando, até ela aparecer e colocar a comida naquele lugar combinado.
E nesta cena comum do nosso dia-a-dia eu pude enxergar lealdade,liberdade, respeito, cumplicidade, carinho, cuidado.
Acredito que liberdade não é agir desta ou daquela forma, é como nossa amiga Cecília Meireles diz, "é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que a explique e ninguém que não a entenda".
Acho que estamos precisando mesmo ouvir os bem-te.vis e aprender que mesmo livres precisamos do outro, e que liberdade é a possibilidade que temos, mesmo depois de se desapegar de tudo e sermos dono de nós mesmos, escolher sempre seguir pelo caminho do bem !!

Mara Simone da Silva

Apesar de tia amar ficarei em silencio e sucumbirei com minha dor.

Fabio Borges

Por um mundo onde minha tia não pergunte se to namorando!

Rafael Di Souza

.. Mas é que seu nome me causa, estilhaço de vidraça suja, jiló da casa da tia, resto de comida fria, louça suja na pia, pulmão de fumante assíduo, carcaça de fusca antigo, namorado que nunca liga.

Karime Cury

– Ele é bem sexy. - Rebeca sorriu. E eu senti vontade de fuzilá-la. Onde estava Tia Anne e será que ela a tinha visto? - Sabe, na sua idade, eu costumava me apaixonar facilmente. Mas da mesma forma que eu me apaixonava, eu esquecia. Tinha muitos garotos apaixonados por mim, e eu quebrava o coração de cada um. Um por um. Certa vez, o meu coração foi quebrado. Eu me senti destruída, sendo pisada com saltos de agulha. Parecia que haviam esmagado meu coração, meu Deus, doeu demais. E quando finalmente eu parei de chorar, pois as lágrimas haviam secado de tanto caírem, eu aprendi uma coisa: não posso me dar ao luxo de me apaixonar. É melhor seguir assim, fria e vazia. Sentimentos provocam dor e eu não sou masoquista, então não gosto de me doer por ninguém. - eu a ouvia atentamente. - Anos mais tarde eu conheci seu pai, eu invejei sua mãe. Ela era tão feliz, por que eu não podia ser? Por que eu tinha que ser esse vazio oco e sem vida? Então eu descobri que seu pai foi o garoto que partiu meu coração e me deixou arruinada. Eu me esforcei ao máximo para ficar atraente e o tomá-lo para mim, e veja bem, eu consegui. Sua mãe era uma ótima mulher, coisa que eu nunca fui. Eu não amo seu pai, só amei na adolescência. Mas eu o queria para mim como prêmio de consolação por ter um coração despedaçado. Então eu o traio com outros homens, e fico por aí, com os restos de mim mesma que sobrou. Eu acho que não superei. Dói admitir que a única coisa que amei na vida, foi a que me destruiu. E que me deixou isso aqui... Uma pessoa vazia e amargurada.

Miriam Mello

Tia tristeza está aqui ao lado: tricotando sapatinhos para a netinha melancolia que acaba de nascer.

FabiArmond

Amigos e Colegas !
amigos: chamam seus pais de : tio e tia
Colegas: chamam seus pais pelos nomes.
Amigos: chora com você..
Colegas: falam pra não ficar triste..
Amigos:falam samos mais que irmãs...
Colega: falam samos que nem irmãs..
Por isso nunca escolha Amigos pela ponta dos dedos e sim pelo coração.. *_* Amigaa Te Amo !!

Marcelle Pires _

Dia 24.07.2009 às 19:06 hs

Pai -> me levou para cortar o cabelo.
nao me levou para minha tia rita.
quase me bateu,pq minha mae tava reclamando de mim.
ficou me chamando de chato!

Mãe -> fico reclamando de mim !!
me bateu pq nao queria ir comprar pao.

Vó -> contou algumas coisas para minha mae, de eu bater nela !!

Luane -> agente brincou um pouco, mais logo minha tava gritando ..
fico me irritando,me chamando de obeso.

Luan -> ta muito gostosinho !

Lucas H.