Tia para Sobrinha

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Ser conduzida por minha tia ao meu primeiro dia de trabalho; contando com a sua ajuda e o seu incentivo bem pertinho de mim; momento ímpar e inesquecível--uma longa jornada estava se delineando a partir daquele primeiro passo, momento.

Servamara

Minha mãe
"Filho manda uma mensagem no face pra tua tia por mim."
- Tudo bem mãe depois eu mando.

- 5 min depois
"Filho já mandou a mensagem pra tua tia?"
- Mãe vou entrar na internet agora.

- 10 min depois
"Filho já almoçou?"
- Já sim mãe
"E a mensagem pra tua tia, já mandou?"
...

- Mães sempre com o costume de perguntar a mesma coisa 1001 vezes no mesmo dia.

Mas vale a pena obedecer porque um dia elas vão
partir mas poderemos dizer que fomos bons filhos.
Te amo mãe!

Josieool Souza

Mulher

Avó, Mãe, Tia, Irmã, Filha e Esposa, tão jeitosa e
meiga, é uma flor delicada e graciosa, quando necessário
uma lutadora, uma guerreira, de sua aparência frágil és forte,
de teu jeito meigo és blindada, não para mesmo que o cansaço
tente lhe derrubar, sempre se mantêm de pé cuidando de tudo.
mais existe o momento para o amor, e a mulher também
precisa de carinho, de ser tratada como uma flor.

Neimar Magewiski

Eu ate posso ter nascido para ama-lo, mas você? Você nasceu pra amar a prima, a tia, a menina esquisita, a nerd pequenina, a menina da Vila 86, a desconhecida da Avenida Paulista, a menina que não sai da casa da vizinha, você nasceu pra amar qualquer uma dessas, menos eu, que por você tudo fazia.

Isabel Rainha

Vi-te tão pequena
O tempo passou
É minha cria
E, me ensinou.
É mãe, é tia.
Sempre com alegria
Mulher de batalha
Pra mim muralha
A deter o dia-a-dia
Mereces margaridas
Pelas horas sofridas.
Minha menina
Cuidei de você
Cuidou das minhas
Amor sem obrigação
Tenho enorme gratidão.
A construção de um lar
É dom de Deus
O casamento o registro.
Que não seja o evento
Sim, o amor, o respeito.
Lealdade e o compromisso
O elo dessa uma união.
Que Deus lhe dê sabedoria
Nos momentos difíceis.
O amor e paciência
Será a fonte da convivência.

Quívia Bispo

– Ele é bem sexy. - Rebeca sorriu. E eu senti vontade de fuzilá-la. Onde estava Tia Anne e será que ela a tinha visto? - Sabe, na sua idade, eu costumava me apaixonar facilmente. Mas da mesma forma que eu me apaixonava, eu esquecia. Tinha muitos garotos apaixonados por mim, e eu quebrava o coração de cada um. Um por um. Certa vez, o meu coração foi quebrado. Eu me senti destruída, sendo pisada com saltos de agulha. Parecia que haviam esmagado meu coração, meu Deus, doeu demais. E quando finalmente eu parei de chorar, pois as lágrimas haviam secado de tanto caírem, eu aprendi uma coisa: não posso me dar ao luxo de me apaixonar. É melhor seguir assim, fria e vazia. Sentimentos provocam dor e eu não sou masoquista, então não gosto de me doer por ninguém. - eu a ouvia atentamente. - Anos mais tarde eu conheci seu pai, eu invejei sua mãe. Ela era tão feliz, por que eu não podia ser? Por que eu tinha que ser esse vazio oco e sem vida? Então eu descobri que seu pai foi o garoto que partiu meu coração e me deixou arruinada. Eu me esforcei ao máximo para ficar atraente e o tomá-lo para mim, e veja bem, eu consegui. Sua mãe era uma ótima mulher, coisa que eu nunca fui. Eu não amo seu pai, só amei na adolescência. Mas eu o queria para mim como prêmio de consolação por ter um coração despedaçado. Então eu o traio com outros homens, e fico por aí, com os restos de mim mesma que sobrou. Eu acho que não superei. Dói admitir que a única coisa que amei na vida, foi a que me destruiu. E que me deixou isso aqui... Uma pessoa vazia e amargurada.

Miriam Mello

MULHEROLOGIA

Demétrio Sena, Magé - RJ.

Se a Rosa nunca
foi Margarida,
nem tia Flora
a prima Vera,
minha Esmeralda
sequer Luzia...
Não tive a Glória
de ter Socorro
e quase morro
pra ter Vitória,
porém o tempo
a tudo Sara...
Nem tudo é Dulce,
o mundo amarga,
mas tenho fé;
a Norma é simples;
viver a Diva
como Eva é.

Demétrio Sena - Magé-RJ.

Minha tia Iris tem um hábito que só há pouco tempo descobri. Todo dia pela manha ela vai até o quintal da nossa casa e sobre um tronco de um velho pé de jambo ela coloca restos de comida ou pão para os bem-te-vis que costumam visitar nosso quintal. Mas como nesses dias ela tem sentido muitas dores e não está andando direito, no sábado pela manha, acordei cedo para fazer o café e ouvi alguns passarinhos na porta da nossa cozinha gritando ...Eu, fazendo o café, nem dei muita atenção, mas, ela lá da sala falou: Já vou !! E veio andando no seu passinho lento, e eles ficaram ali olhando, até ela aparecer e colocar a comida naquele lugar combinado.
E nesta cena comum do nosso dia-a-dia eu pude enxergar lealdade,liberdade, respeito, cumplicidade, carinho, cuidado.
Acredito que liberdade não é agir desta ou daquela forma, é como nossa amiga Cecília Meireles diz, "é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que a explique e ninguém que não a entenda".
Acho que estamos precisando mesmo ouvir os bem-te.vis e aprender que mesmo livres precisamos do outro, e que liberdade é a possibilidade que temos, mesmo depois de se desapegar de tudo e sermos dono de nós mesmos, escolher sempre seguir pelo caminho do bem !!

Mara Simone da Silva

Amigos...
Chamam sua mãe de "tia" ou até mesmo de mãe... e por um "descuido" de Deus não nasceram irmãos. Nos querem perto por sermos tão próximos...
Sorriem na sua alegria, choram na sua tristeza. Festejam na riqueza, sofrem contigo na pobreza. E que nunca a morte os separe. Amigos..

Jean Bezerra

Não escolhemos se temos irmão , Não escolhemos se temos pais, Não escolhemos se temos tia, Só escolhemos nossos caminhos para seguir em frente!

Henrique Gelli

Eis que coloquei diante de Tí,a porta aberta do destino,e ninguém pode fechá-la pois está pregada por trás!

Livro Alegria e Triunfo

Amor de tia é assim…
Indescritível, mas posso arriscar e dizer:
Incondicional,
Valoroso,
Puro...
Amor de tia é assim...
Capaz de dar a vida por um SER tão especial...
Foi tudo isso que senti... e sinto!

Viviane Nascimento Silva

Por um mundo onde minha tia não pergunte se to namorando!

Rafael Di Souza

Tia que eu mais amo tudo de bom
que nessa data tão especial que se Deus quiser vai se repedi por mais um milhão de vezes vc seja muito feliz que todos os seu sonho se realize que eu esteja do seu lado para te apoiar e também te critica pois o mundo não e feito só de elogios mais também de criticas pois sem as criticas vc não poderá supera a si mesma saiba minha tia que mesmo se algum dia vc ficar com raiva de mim continuarei aqui rezando por vc pois vc na minha vida e uma pagina que jamais sera esquecida te adoro muito Parabéns
Dedico Para Kamila Fernanda S2

Felipe Ferreira

[parte 6]

“ACOOORDA, MENINA!!!” gritava a tia.

“De onde vem esse barulho? Quem está me chamando? Que som é esse de buzina?” ela pensava, confusa. Quando voltou a “realidade” viu a tia, se aproximando, esbaforida. “O caminhão tá tentando passar há um tempão! O que aconteceu com você? Tá passando mal?”

“Que caminhão, tia?”

“O caminhão da ração, me-ni-na! Eu te pedi pra tirar o carro dele daqui, porque ia atrapalhar a passagem! Você veio e ficou parada nessa posição estranha, fora do carro, olhando pra debaixo do banco...tá tudo bem, você tá passando mal?”

Agora tudo fazia sentido. Ela realmente ficou fora do ar. Quando se deparou com o seu diário no carro DELE ela só disse: “Ai!” e entrou em estado de choque. Paralisou, parou no tempo. Travou.

“Desculpa, tia...eu...eu...me distraí, deixe a chave cair e...” falava, como se estivesse voltando de uma anestesia geral.

“Me dá a chave aqui, que eu mesma tiro. Vai lavar o rosto e comer alguma coisa, porque você tá uma cara péssima, de quem viu um fantasma”.

Era verdade. A cara dela tava péssima, a respiração dela tava péssima, o coração dela tava péssimo, ela tava péssima como um todo. E agora tinha segundos para decidir: “Pego o diário? Ou deixo aqui? Afinal de contas o diário é meu! Vou pegar”. E pegou. No meio do caminho, no trajeto carro-casa ela até abriu o caderninho pra ver se era ele mesmo. Era. Meu Deus do céu. “Será que ele leu? Como que ele achou? O QUE ESTÁ ACONTECENDO? SOCORRO!”

Foi aí que ela resolveu ir até o buraco, do lado da tal árvore maldita, perto do riachinho. Correu feito uma louca pra chegar até lá, parecia que estava fugindo de algum cachorro bravo. E de longe, ela já sacou tudo. Aquele amontoado de terra em volta, a pá jogada...e o buraco aberto. “Alguém abriu, alguém pegou, quem que me viu fazendo isso, porque fizeram isso????? Não é possível... será que foi ele?” E ficou ali. Em pé, ao lado do bendito buraco, segurando o diário, olhando pro nada. Tentando achar respostas, tentando prever o futuro.

Aquela buzina de caminhão não foi suficiente para despertá-la do “choque”. Mas acabou acordando ele, que aliás tinha dormido muito pouco. Entre uma espreguiçada e outra, calmo, tranquilo...ele se lembrou: a árvore, o buraco, a pá, a chuva, o DIÁRIO! “Preciso ir embora”. E num salto, saiu da cama. Por alguns segundos tinha se esquecido de tudo aquilo. Seu plano já estava traçado: tomar café, arrumar uma desculpa (que até então ele não tinha pronta) e ir embora antes mesmo do almoço. “DROGA, O DIÁRIO!” Sim, ele tinha que enterrar o diário, deixar tudo como estava, pra ninguém suspeitar de nada. Quer dizer, ninguém não... ela. Trocou de roupa e saiu apressadamente em direção a porta de entrada. Ia apalpando os bolsos “Cadê a chave do carro?” Se lembrou que deixou com a tia, desde que chegou. “Não preciso da chave. Deixei aberto”.

Se sentiu ridículo. Ele era alguém tão descolado, tão bem resolvido e de repente estava envolvido naquela bobagem toda de diário, de desenterrar coisas, de amor com cara de novela mexicana. Parecia coisa de criança.

Chegou na varanda da casa, não viu o carro. Aliás, não viu ninguém. “Quer saber? Vou só fechar aquele buraco. Ela não vai saber que eu peguei. Depois, quando eu chegar em casa, coloco fogo naquilo”. E saiu em disparada, rumo a árvore, perto do...ah, vocês já sabem, né!

Pronto. Agora vocês imaginam aquela cena de novela, porque foi isso mesmo que aconteceu. Ele correndo pra fechar o buraco. Ela, parada do lado do buraco. Quando escutou o barulho dos pés se movendo naquele chão de terra batida ela se virou e o viu, mesmo um pouco longe. E ele também a viu, ali, parada, de longe. Quer dizer, o dois já tinham se reconhecido, não dava mais pra recuar.

Fazer o que? Não tinha mais o que fazer. Ele só diminuiu o passo e seguiu em frente, em direção ao buraco. E tudo o que ela fez foi fechar os olhos.

(continua...)

Tainah Ferreira

Apesar de tia amar ficarei em silencio e sucumbirei com minha dor.

Fabio Borges

[parte 12]

Depois de mais algumas “recomendações” os três se levantaram da mesa. A tia seguiu em direção a cozinha, dando ordens sobre o cardápio do almoço. Ficaram só os dois ali, um esperando que o outro tomasse a iniciativa. “Ah quer saber? O estrago já foi feito... não tem como piorar” pensou a pobrezinha. “Vamos, minha filha, tome uma atitude e acabe com essa palhaçada que você chama de amor! Mostre pra ele que você enterrou mesmo essa história de uma vez por todas!” falava consigo mesmo. E depois de respirar bem fundo, ela perguntou:

“Você quer pegar alguma coisa antes?”

“Como por exemplo o que?” ele perguntou, de forma um pouco irônica.

“Como por exemplo um boné, uma máquina fotográfica, o celular ou sei lá o que...” respondeu, ríspida.

“Tô vendo que esse 'passeio' vai ser realmente excelente” ele disse, com um sorriso sarcástico e olhando para o lado.

“Olha... vamos jogar limpo: você não tem obrigação de fazer nada disso. Se quiser eu vou lá e falo com ela que...aliás, peraí! Você não estava indo embora agora?”

“Sim, eu estava, mas resolvi ficar. Por que? Algum problema pra você?”

“Problema? Imagina. Aliás, usando as suas palavras... ‘será um prazer’!”

“Que ridículo...eu me sinto na quinta série...” ele falou baixinho, colocando a mão na testa e olhando pra baixo. Aquela discussão boba parecia coisa de criança. Talvez fosse assim que eles discutiam na infância. Mas ele obviamente não se lembrava de nada.

Ela não conseguiu entender o que ele disse e aquilo a deixou mais irritada ainda.

“É sério! Você não tem obrigação de fazer nada disso. Você não está com cara de quem quer conhecer a fazenda e eu não quero te mostrar. Você não é meu amigo e eu não sou sua amiga. Você não gosta de mim e eu...” e nesse momento ela parou. Sentiu o rosto arder, com certeza tinha ficado vermelho. Foi falando assim, de forma intempestiva, sem pensar, com raiva...que de repente foi “pega” nas suas próprias palavras. E sem saída, ela abaixou a cabeça e se calou. Ele sentiu uma profunda compaixão. Aquela cena era realmente desagradável de se ver. Uma pessoa ali, na sua frente, se sentindo tão humilhada e por sua culpa ainda por cima. E de forma mais ponderada, ele falou:

“Garota...eu não quero piorar nada. Nada além do que eu já piorei, claro. Acho que vai ser bacana a gente sair um pouco e conversar sobre outras coisas...sei lá... tentar esquecer isso...ou pelo menos tentar pensar em outras coisas...”

Ela levantou a cabeça e o encarou. Os olhos estavam marejados, mas ela não estava chorando. E com muito custo, de forma meio “engasgada”, ela disse:

“Você... tem ideia... do quanto isso é... difícil pra mim?”

De repente, num impulso, ele a pegou pelo braço.

“Vamos sair daqui”.

Não queria que ninguém visse aquela cena e eles ainda estavam dentro da casa. E quase que “arrastando-a”, eles saíram por uma das enormes portas da fazenda, de forma apressada.

“Agora você já pode soltar meu braço” ela disse.

E nesse momento ele parou. Mas não a soltou. Estavam muito perto um do outro. Ele olhou bem dentro dos seus olhos e, visivelmente irritado e "fora de controle" disse:

“Por que você tá fazendo isso comigo?

Sem entender, ela franziu a testa. “Como assim, fazendo o que?” pensou. Mas não disse nada.

“Me diz: porque você me ama desse jeito? Por que você me esperou esse tempo todo, por que você simplesmente não seguiu a sua vida? Por que você fez aquela droga daquele diário?”

Pronto, as lágrimas começaram a cair. Ela finalmente estava chorando.

“Eu não ACREDITO que a gente está tendo essa conversa...eu não tenho nada pra te falar...por favor, solta meu braço...” falou, chorando. Acho que eu nem preciso dizer o que ela estava sentindo naquele momento, né? Vocês já imaginam.

Ele só a olhava. Seu coração disparou. Sentiu um frio na barriga, uma reviravolta.

Ela, chorando, porque já não tinha mais nada a perder mesmo, insistia:

“Pelo amor...de....Deus....me solta....”

“Me diz, garota!!!!”

Foi aí que ela chorou de soluçar. Ah, que se dane! Chorou feito uma criança. Na boa, aquilo era demais. Aliás tudo o que estava acontecendo desde que ele chegou era demais. Ele, observando aquilo tudo, sentiu o coração queimar. “Mas que droga! O que tá acontecendo comigo?” pensou.

E seguindo uma vontade enorme que sentiu naquele momento, ele simplesmente a abraçou.

(continua...)

Tainah Ferreira

[parte 15]

Com o celular na mão, ele falou quase que sussurrando:

“Droga!”

A tia, com ar de preocupação e voz séria, perguntou:

“Tá tudo bem com vocês? Aconteceu alguma coisa?”

A menina, meio que “atropelando” as palavras e fingindo 'muito mal fingido' que estava tudo bem, tratou logo de responder:

“Não é nada não, tia...eu....eu vou ali rapidinho e já volto pra continuar o passeio, tá? Eu já volto...”

E saiu correndo em direção a casa da fazenda. Ficaram só os dois ali: ele e a tia. Ele, desconsertadíssimo, olhando para o celular na mão. A tia, de braços cruzados e expressão séria.

“Como você descobriu?”

“Descobri o que, tia?”

A tia o encarou.

“Por que ela estava chorando?”

“Tia, eu...”

“Tudo bem. Você não é mais criança, então eu acredito que estejamos falando de igual pra igual. Eu cuido dessa menina como se fosse minha filha desde quando ela tinha seis anos de idade. Aliás, eu acho que sou tudo o que ela tem, você sabe disso. E eu não suportaria vê-la sofrendo mais do que já sofreu todos esses anos.”

“Ela te contou? Ela disse...quer dizer, no diário ela falou que nunca contou nada pra ninguém sobre o que sentia por...”

A tia o interrompeu.

“Diário? Você teve acesso ao diário dela?”

“Tia, é uma longa história. Eu não queria...”

“Então eu serei mais direta ainda. Ainda mais por que você sabe que ela gosta de você”.

O celular tocou novamente. Isso o deixou extremamente nervoso. Era Isabela. A tia ficou observando a sua reação. Ele estava tão aflito e tenso que nem conseguia desligar o aparelho. Mas enfim desligou.

“Desculpa, tia...essa menina é uma ex namorada e...”

“Você não precisa me dar satisfação. Sobre a sua pergunta: não, ela nunca me contou nada, aliás pra ninguém, nem para as amigas. E nem precisou. Porque sempre esteve estampado na cara dela. Eu fingi todos esses anos que não sabia pra não alimentar esse amor...esse “sei lá o que” que ela sente por você.”

Ele, de cabeça baixa, escutava tudo em silêncio. E a tia continuou:

“Eu estou tentando levar tudo isso de forma natural. 'Tudo isso' eu digo...o fato de você estar aqui. Não sei por que mas achei que talvez até pudesse ajuda-la a desencanar um pouco, te vendo aqui...vendo que você não tem interesse por ela. Quem sabe isso ajuda essa menina e faz ela acordar desse sonho sem fim! E eu gostaria muito...mas muito...que você tivesse respeito por ela, como ser humano. Como uma pessoa que fez parte da sua infância e foi uma grande amiga sua. Apesar de você pouco se lembrar disso...”

Logo que acabou de falar os dois perceberam que a menina estava se aproximando. Provavelmente tinha ido chorar em algum lugar, depois lavou o rosto e voltou “como se nada tivesse acontecido”.

“Tô pronta. Vamos?” disse.

A tia a olhou com ternura.
“Querida...se você estiver se sentindo mal eu posso pedir pra outra pessoa acompanhá-lo...”

“Não, tia, tá tudo bem...Foi só uma indisposição...”
E olhando pra ele, completou:

“Vamos?”

A tia o encarou. Ele, muito sem graça, desviou o olhar e os dois saíram, andando bem devagar, lado a lado. E seguiram sozinhos, rumo ao paiol.

(continua...)

Tainah Ferreira