Textos sobre Infância

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Todos nós lembramos das historinhas de nossa infância: o sapato serve na Cinderela, o sapo vira um príncipe, a Bela Adormecida é acordada por um beijo... "Era uma vez" e "Eles viveram felizes para sempre". Contos de Fadas - é do que os sonhos são feitos. O problema é que contos de fadas não se tornam realidade. São as outras histórias, as que começam com noites sombrias e tempestuosas, que terminam de formas indescritíveis. Sempre são os pesadelos que parecem se tornar realidade.
As histórias que contamos são feitas de sonhos. Contos de fadas não se tornam realidade. A realidade é muito mais agitada, muito mais turva, muito mais assustadora.

Quezia gomes

Mar e Céu

Lembre-se que o impossível é o possível que não foi tentado;
Lembre-se de sua infância e olhe para si hoje e veja, o quanto você cresceu, em sentimentos, em esperanças, em objetivos alcançados.
Prenda-se à vida, viva, em todas as cores, de todas as formas, com vários amores, seja único, mas seja você.
Não tema quem você é, sinta medo daquilo que queremos que os outros pensem de nós mesmos.
Viva, ouse, tome coragem, viva novamente.
Não se amarre ao perdão, não somos deuses;
Não se obrigue à gratidão, ela as vezes nos sufoca;
Não seja outro, seja você.
Busque dentro de si o que quer, pense em como conseguir, haja;
mas haja, não fique no mundo do pensamento.
Corra riscos, mas não vá muito longe, sob pena de arriscar o que já construiu.
Siga em frente, com Deus, com a Deusa, com os Deuses, mas siga com amor a si próprio e no coração.
Ame a tudo e a todos, mesmo que não seja amado.
Chore, não é vergonhoso. Mas chore de amor: pela vida, pela conquista, pelo sorriso dos filhos.
Escola o que quer, quando quer e de que forma quer.
Saia de si, entregue-se, deixe que alguém se entregue a você e viva isso, por que pode ser o último instante em que isso ocorra.
Viva, supere-se, guarde segredo daquilo que é bom, para que outros possam buscar algo bom e também guardar em segredo.
Negue: a mentira, o ódio, a raiva.
Seja abraçado pelo fogo da paixão, pelo menos uma vez na vida.
Supere-se e novamente supere-se, troque as cadeiras de lugar, conheça novas pessoas, trabalhe em outra coisa, mas viva, muito, muito, tudo, para sempre, enquanto o para sempre existir.

João Francisco da Costa

Esses dias eu me percebi pensando na minha infância, meu primeiro amor. Nunca fui de me apaixonar, nunca liguei para isso, sempre preferi brincar e ver TV.
Mas um dia Paula entrou na minha vida. Éramos colega de igreja e de escola, nossa amizade era pura e inocente. Eu fazia poemas, escrevia historias de amor onde eu era o príncipe encantado salvando ela de um poderoso dragão, e depois dava um longo beijo apaixonado. Mas claro guardava tudo para mim em uma velha caixa aqui em casa.
Já se foi o tempo que o rapaz fazia lindas serenatas, escrevia poemas e passava dez vezes na frente da casa da pretendida, essa atitude era vista com bons olhos. Hoje em dia se um rapaz escreve poemas e faz serenata é taxado como veado, emo, retardado e outros adjetivos animalescos, se o menino passa duas vezes na frente da casa da menina o pai já chama a Rota porque é pervertido.
Eu gostava muito dela, ficar perto dela, sentir seu perfume tocar na sua mão, eu queria sempre fazer dupla com ela, em trabalho de grupo ela sempre era a primeira a ser escolhida, pode se dizer que ela era membro efetivo e definitivo do grupo, nos meus aniversários era a primeira pessoa a ser chamada. No aniversário dela eu ia mais cedo para ajudar e ficar mais tempo com ela, ela nem percebia minha intenção, continuava achando que era apenas uma amizade, que bobinha.
Então um dia fizemos uma viagem para a praia, na viagem ia minha família, a família dela, e mais uma família que era dona da chácara onde hospedamos. Eu estava decidido em me declarar para ela, mostrar meus poemas e minhas historias, até pensei em comprar um buque, mas desisti, afinal, só tinha 13 anos, e nunca fui de ter mesada, então resolvi ir com a cara e a coragem, mas sem flores.
Em uma manhã, na chácara, vi que Paula estava sentada em uma cadeira de frente para o mar, respirei fundo.
- Paula! Preciso te contar uma coisa muito importante... – Disse sentando na cadeira do lado.
- Oi, que bom que você apareceu, eu queria mesmo falar com você, tenho uma coisa para te contar, ai estou com vergonha, posso contar antes?
- Claro fique à vontade – Nesta hora pensei “ela sente o mesmo por mim, ela vai se declarar, vamos nos casar, viva, sou o cara mais feliz do mundo.
- Então... Sabe o seu primo? – disse ela enrolando o cabelo
- Sei... O que tem ele? – Perguntei já desconfiado
- Pois é, não sei como dizer, mas sou apaixonada por ele, desde a primeira vez que a gente se viu, sou doida por ele, amo ele demais, quero casar com ele, ter filhos...
- Ah que legal – Disse interrompendo e com a cara mais decepcionada que um garoto de 13 anos conseguia fazer
- E você o que queria me contar? – Disse ela ignorando minha cara.
- Ah nada, ia dizer que vi na televisão um dia que devemos passar protetor solar, porque o índice de câncer de pele aumentou – Disse disfarçando.
- Ah brigado pela informação seu fofo – Disse ela beijando minha bochecha – Você é “meu melhor amigo”!
Meus poemas de amor se tornaram poemas de tristeza e arrependimento, minhas historias românticas caíram nas graças do realismo, meu corcel se tornou uma mula manca e o poderoso dragão se tornou apenas um calango, e a minha princesa se tornou uma sapa.

Caio Geraldini Ferreira

Na infância estamos submetidos a valores e crenças que não são necessariamente nossos. E, consequentemente tendemos levá-los com nossa formação de caráter.
Sua identidade...Você quem realmente a criou? Ou criaram-a para você?
Quantas coisas faziam sentido? Quantas hoje não fazem mais?
Quantos sonhos você alimentava? Quantos hoje alimentam você?
Será que não é hora de jogar fora o que não serve e resgatar o que é útil?
Ou você prefere continuar com uma ideia fútil?
Se você quer mudar, a hora é agora! Não deixe para depois!
E lembre-se: a sua história é você quem cria! Assim como os seus próprios limites.
Aonde você quer chegar?
QUESTIONE-SE!

30/10/2013

Sâmara Santana Câmara

Eu tenho as melhores e mais engraçadas das companhias. Tenho amigas de infância, cresceram ao meu lado e mesmo que estão brigando comigo por mais uma vez eu chegar alegremente alcoolizada da balada ou por qualquer idiotice que eu tenha feito, elas permanecem aqui, ao meu lado. Somos tão diferentes, mas tão unidas. Somos irmãs.

- Ana Santos

Umavidaentreparenteses.blogspot.com.br

Saudade

Saudade da minha infância
Quando aniversário era bolo, brigadeiro, todos os avós e os dois bisos.
Daquele tempo que eram as fadas e eu brincando na inocência
E de lembrança tinha muitos risos.

Mas tudo o que é bom dura pouco...
E quando se cresce até as coisas boas passam muito rápido.
Aí comento, trabalho, viajo na minha mente como um louco
Muitas vezes deixando sem querer alguém ferido.

E se saudade é a dor da ausência de algo bom,
quero deixá-lá no ambom,
Atear fogo para consumi-la e livrar-me de uma vez
Das coisas que me fazem remoer o bom que deixei por estupidez.

Bruna Romero

..Infância ... tempo em que não existe malicia ,
sofrimento , ou maldade
onde tudo é azul ou cor de rosa ...
Enta um aprendemos da maneira mais difícil ,
o significado de todos esses sentimentos,
Crescemos ... mas ainda ah uma esperança ...
um sentimento chamado saudade ,
Nos faz recordar ...
roubando de nossos lábios um sorriso acanhado e
por um instantes
voltamos a saber como é bom ser criança.

Meryhelen Campregher

Do meu tempo de infância trago muitas histórias engraçadas contadas pelo meu velho pai. Com o passar do tempo, descobri que eram histórias que renderiam muitos ensinos em meus sermões, por isso hoje em dia, eu faço uso de muitas delas. Como essa por exemplo,

Na década de setenta, meu pai foi enviado como missionário para o estado do Mato Grosso, trocávamos o conforto de uma linda cidade no sul do Brasil por uma aldeia indígena na selva do norte do país. Da linda igreja onde ele era pastor, levamos apenas os hinos cantados pelo organizado grupo de louvor que participávamos. A chopana construída para a “igreja”, era o lugar que se reuniam nossa familia, alguns índios que entendiam o nosso idioma e Jesus.

Com o passar dos anos a civilização foi se aproximando de onde estávamos, e como eram terras do governo, as pessoas se apropriavam de grandes somas de áreas derrubando o mato para construir pastagens, dizia-se que sua fazenda poderia ser do tamanho que seu dinheiro conseguisse comprar em arame para cercar, e isso era feito com voracidade pelo povo que vinha do sul determinado a mudar de vida no “El Dorado” matogrossense.

Mas, logo o governo resolveu acabar com a festa dos novos ricos, e funcionários do INCRA, começaram a visitar fazenda por fazenda, o governo queria saber a exatidão de cada área “grilada”, para que fosse cobrado impostos e assim legalizar as propriedades. Numa dessas visitas, chegaram a um velho fazendeiro e comunicaram o início das medições, mas foram recebidos com uma espingarda carregada até o dedo no gatilho e apontada para o funcionário armado apenas com uma caneta e uma planilha, nesse caso, venceu o fazendeiro que orgulhoso de sua valentia acompanhou com o olhar o carro sumindo na estradinha da fazenda.

Não demorou muito para voltarem acompanhados por um distinto senhor com uma credencial nas mãos, era um Oficial de Justiça com ordem do juiz da cidade para prender quem oferecesse qualquer tipo de resitência àquela determinada tarefa, – Bom, nesse caso diz o velho, vocês podem ficar a vontade, sinal de que o carteirasso surtiu efeito fazendo o fazendeiro mudar de opinião.

Ao entrarem nas terras, foram recebido por um touro bravo que parecia também não querer que as terras fossem medidas, e fez os visitantes voltarem com a língua de fora pedindo socorro ao velho fazendeiro, -Por favor diziam eles, prenda esse touro porque não conseguiremos trabalhar com ele solto no pasto!

O velho sentado na varanda da casa pacientemente respondeu ao Oficial, -Ué!! porque o senhor não mostrou a carteirinha para o boi? Vai resolver com ele, isso não é problema meu seu “dotô”!!

Fico aqui pensando nos tipos de pastores de hoje em dia, munidos de suas credenciais querem fazer a obra de Deus pensando que o diabo tem medo de carteirasso, Autoridade Espiritual se adquire com joelho no chão e propósito com Deus. Curso para ministro até tem suas utilidades, mas achar que ao concluir e se afiliar a determinadas organizações fará de alguém autoridade espiritual é perda de tempo(…) Vá mostrar carteira para o diabo pra ver se ele respeita!!! Quero ver respeitar. Nem boi respeita.

Eliseu Soares

RECORDAÇÕES




Pela janela do ônibus vislumbro a velha rua da minha infância,

As casa, as calçadas de cimento partido, tudo como antes.........

Sem grnades mudanças, a não ser as pequenas árvores, que cresceram

Os antigos amigos e as brincadeiras que também se foram,

Mas há outras crianças brincando , nas mesmas ruas que brinquei.

A velha casa lá.... batida pelo tempo mas em pé, assim, como eu, marcada

Pela vida , mas vivendo cheia de lembranças.....

O ônibus vai passando e eu recordando.

O tempo bom, a vida sem problemas, a felicidade inocente do primeiro amor,

Passo no ônibus pela minha antiga rua .

E vou passando pela minha vida, levando lições amargas, mas também muitas lembranças boas das coisas e pessoas que vieram e passaram....

E levo comigo a esperança de coisas novas e boas que ainda virão....

Barbelavania

Minha infância tem gosto de pirulito de 5 cores Bolo de fubá da minha vó pique esconde na escola cata vento no jardim gostinho gostoso da terra molhada da chuva pegando a gente no final da tarde eu e meus amigos dividindo um tabletinho de chocolate pés descalços embaixo da arvore da minha casa historias de fantasmas na casa dos primos.
Minha infância teve gostos de jujubas de balas 7 belo de pirulitos com chiclete dentro teve gostos de sonhos perfeitos que ainda me deixam com cheiro de saudade

Júh Britto

"Recordo-me das lembranças ingênuas da infância e adolescência e não há dúvidas, foram as fases mais marcantes. Crescer, amadurecer e ter outras responsabilidades não é abandonar o que foi bom para tomar uma caminhada com pesos e perturbações. Dê à sua vida o toque leve de ser simples, brincar, sorrir e ser feliz."

-Aline Lopes

Aline Lopes - Pensamentos (Aline Lopes)

A ALEGRIA

É esperança de fartança, é infância de criança, é
Fechadura de amargura, é espevitada energia, é
Facilidade pra felicidade, é liberdade de euforia, é
Folia de cosquinha, é guerra de travesseiro, é bola
De sorvete em casquinha, é beleza por natureza, é
Mesa cheinha de sobremesas, é tristeza bem presa,
É certeza de festa-surpresa, é luz de Jesus, é amor,
É ausência de dor, melancolia e apatia, é sintonia, é
Empatia, é astral de boa energia, é ter o que fazer, é
Aprender a se desculpar e perdoar, é sentir prazer, é
Achar um amor e merecer literalmente nele se perder!
Guria da Poesia Gaúcha

GuriaPoesia

Na infância, os olhos límpidos
vêem o mundo claramente
sem a catarata do tempo.

A fé no visto e no sonho.

A vida maior que a morte.

O corpo livre do peso
do vivido e não vivido,
do perdido e do não gasto.

Na velhice, os olhos turvos,
a opacidade do mundo,
a fé no que não se vê,
a morte maior que a vida,
recordações (e não sonhos),
algumas já desbotadas
ou outras reinventadas,
e as sensações prazerosas,
que o corpo já esqueceu.

Valter da Rosa Borges

AH! ...UMUARAMA... de tantas saudades...

Minha infancia, minha juventude,
minha querida e saudosa mãe dona Lourdes, meu pai seu Olivio “catarina”
meus irmãos, Otacir, Marenice, Sergio, Mirinho, Fatima, Cristina, Rogerio, Julio e Sandra e por ultimo o Fabiano,
meus amigos, Italo, Chico, Seneval, Jair, Miguel, Lindoval, Milton e tantos outros...
minhas queridas tias Celia e Mariazinha
Os bailes do Harmonia, a discoteca do Aceu...
Os bailinhos nas casas dos amigos...
AH! Umuarama...
Dos meus muitos amores...das muitas paixões...
As paqueras, os agitos, os sonhos, a ansia de crescer e partir dali...
Como era bom aquilo tudo!
O primeiro emprego aos 10 anos na Grafica dos Pepinos...
O aprendizado e aperfeiçoamento em tipografia no jornal A Gazeta... por 7 anos
Participar do numero 1 do jornal Umuarama Ilustrado...
A ida pra Brasilia prestar serviço militar...
A volta pra Umuarama trabalhar na Tribuna do Povo
E Participar do primeiro jornal diario de Umuarama...
A volta para o
Umuarama Ilustrado...
Para ser seu primeiro linotipista...
E em 1978 chega ao fim meu ciclo de Umuarama... e parto pra São Paulo...
com muitas saudades disso tudo...
Um dia desses, volto, quem sabe...
NAS PAREDES DA MEMORIA,
ESTAS LEMBRANÇAS SÃO O QUADRO QUE DOE MAIS...

ademyr bortot

PALAVRA SAUDADE!
Palavra saudade, sentimento,lembranças,
Lembranças saudades, Saudade da infância,
Saudade marota, doce saudade, saudade criança.
Que bate no peito.
Que mexe com a gente,
É uma dor sem jeito,
Que fala e não mente.
Saudade emoção,
Que a gente sente,
De entes queridos, de amor ausente,
Que chora calada, sem explicação,
E que ouve apenas o coração.
Saudade bandida, Saudade atrevida,
Que falem de ti, mas que seja bem-vinda,
E a levo comigo, pro resto da VIDA.

Márcio Souza

Se existe quem teve uma infância azafamada, esse alguém sou eu. Muito cedo ainda, era obrigado pelas circunstâncias da vida a saber sacrificar-me em prol dela. Berço de ouro? Ouço falar, mas viver nunca, muito menos nascer!
Talvez tivesse que nele nascer, mas não tanto quanto o que vivi.
Não me foi uma má infância como quem diga, mas ao fim ao cabo digo, foi uma óptima experiência. Não senti a doçura da adolescência enquanto adolescente senão criança, mas vivi a sensação de ser digno de viver mediante aquilo que sabia e aprendia a fazer.
Hoje! nada sou ainda, mas muito sei, fruto da minha infância à minha maneira, que outrora até era dum verdadeiro "matreco". Hoje agradeço, a "matrequice" foi uma verdadeira escola da vida, que me colocou num escalão que hoje, cognomes lhes faltam para me atribuir.
Não é um desabafo, mas sim um gesto de gratidão àquela senhora que para sempre lhe deverei esta gratidão.

Obrigado mãe, pela azáfama infância e ensinamentos concedidos.

Carlos da Graça Nhangumele

Para meus discípulos, reflitam...
- Todas as quintas tomo um café com um amigo de infância, aqueles que fazem a diferença. Hoje foi com um velho amigo, empresário do ramo de informática com várias lojas em todo o Rio de Janeiro.
Ao me despedi falei, abraços amigo, e uma boa tarde... Ai ele retrucou: ótima não, excelente tarde...
Pela manhã saio de casa e ao dar bom dia ao dublê de porteiro e pai, do edifício que moro, ele me respondeu: bom dia? Só se for para você.
- O vencedor sempre busca o melhor sempre, em atitudes, vontades e verdades...
- Já o perdedor, sempre tenta destruir seu dia, sua vida, seu ambiente, pessoas fadadas a transpirar o ruim e serem ruins.
Nunca deixem de ler a bula das pessoas a sua volta... Nunca

Professor Glauco Marques

A melhor lembrança gastronômica que tenho vem da infância: Comer acaçá na cidade de São Félix (BA) no dia de Cosme e Damião. Acaçá é feito de milho e enrolado em folha de bananeira.
A rápida migração do rural para urbano apagou memórias e tradições. Hoje, poucos sabem o que é acaçá. Eu não sei onde tem. E quem sabe?

Adriano Moitinho

Penso que o livro fechado é a boca implorando voz, igual aos sonhos da infância que se extraviaram de nós”. A frase do poeta e cantor Pirisca Grecco traduz o sentimento de uma ação simples, mas que pode mudar muita coisa na vida de alguém: a leitura.

Portanto leia hoje, amanhã e sempre. Ler faz bem, inunda os olhos, compartilhe ideias. Leia, doe!

Pirisca Grecco

A se eu pudesse voltar,
ao tempo de infância,
onde tudo o que eu queria,
era ser mais uma criança.
Andar descalço,
correr na chuva,
brigar na rua,
e rir de tudo depois.
Falar alto,
estusiasmada,
sem nenhuma vaidade,
apenas a felicidade,
de ser tão desvairada,
Se eu pudesse voltar a infância,
seria sempre criança,
muleca pra toda hora,
falaria tantas bobagens,
esqueceria toda a saudade,
num simples chute de bola.
Se eu pudesse voltar o tempo,
em que eu nem me olhava no
espelho,
apenas gastava dinheiro,
com balas e bigudins.
Teria o cabelo enrolado,
andaria com o rosto suado,
sem me importar com os outros,
que de tanto se retocarem,
ja nem se olham no espelho,
pois não enxergam a alma,
que mora no corpo alheio.
Se eu voltasse!
Eu não teria problemas.
Apenas seria criança.
Como muitas que por ai tem.
Arteira...
Faceira...
com vontade de crescer,
sem a menor noção de vida,
apenas a ânsia de amadurecer.

Auracilene Rocha