Textos para Ex Namorado

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CLUBE DOS EX-AMIGOS

Um dias desses aí escutei a frase: "Não existe ex-amigo. Se é ex, significa que nunca foi".

Me desculpem os que concordam, mas eu discordo. Existe ex-amigo sim. Qual o problema em reconhecer isso? No meu clube tem vários sócios.

Os motivos? Variados... Uns se afastaram pela distância, perda de contato, outros porque talvez deixei de ser legal na visão deles, outros porque decepcionei, outros porque me decepcionaram, outros porque arrumaram novos amigos, outros porque deixaram de gostar de mim, outros porque deixei de gostar também, outros nem sei o motivo (me pergunto até hoje) e tem até os que deixaram a inveja sobrepor qualquer sentimento bom que possam ter por mim. Que pena. Tem de tudo nesse mundo, vocês seguramente possuem exemplos particulares também. Culpa minha, culpa deles.

Pessoas que fizeram parte da minha vida, nos bons e maus momentos, que sabiam dos meus sonhos, que se arriscavam até a ler meus pensamentos, que choravam comigo, riam comigo, arriscavam comigo, brigavam comigo, cuidavam de mim, queriam meu bem e vice versa. Só que não durou, infelizmente. A vida me obrigou a colocar um 'ex' na palavra. Porém me recuso a tirar a continuação: o 'amigo' continua lá. Foi amigo sim, de verdade. Hoje não é mais. Amanhã quem sabe volte a ser... vai saber.

De alguns eu sinto uma falta saudosista, lembranças boas. De outros sinto alívio por estarem longe. De alguns talvez eu nem me lembre com tantos detalhes, mas sei que existiram. De outros eu até desejo insistir mais uma vez e fazer minha parte para resgatar o amigo e lançar fora o 'ex'.

Mas enfim... estão todos ali, marcados e registrados no meu clube. O clube dos ex-amigos.

Tainah Ferreira

Você!? Sim você! Onde você está!? Na rua da amargura!?
Há.. Isso não me importa mais!!
Não! não me importa mais não meu ex-amor!
Estou me sentindo tão corajoso para recomeçar!
Você!? Claro!? Você mesmo, veja bem o que digo a você!
Eu! Sim claro eu... Te esqueci ex-amor! Esqueci-te.
E agora!? O que eu faço? ha ha, eu rio pro prazer.
Sabe por que!? Por que estou ouvindo um barulho.
Sim!? Está querendo entrar e minha casa!
Sim está cada vez mais perto!?
E agora? Ainda á pergunta!?
ha ha. Nosso amor já era.
Você jogou ao chão pela última vez.
Agora vou abrir a porta para o prazer entrar.
Ah. Já estou sentindo como é bom estar livre.
Hoje é um novo dia, um dia muito claro.
Um dia perfeito pra recomeçar minha história.
Pra escrever novas linhas da minha vida.

"SEM VOCÊ Ex-amor"

Fábio Schmidt

Para meu ex voltar rápido -

Que São Miguel Arcanjo quebre agora todo o orgulho do coração de (LFFA), e expulse todo espirito de inveja que cerca a vida de (LFFA) e de (EDV) e afaste todo mal que exista entre nos dois (LFFA) e (EDV), permitindo assim a reconciliação imediata do amor para sempre. Que o anjo São Gabriel anuncie o nome (EDV) suavemente todos os dias nos ouvidos de(LFFA) e faça o anjo da guarda de (LFFA) trabalhar em favor da reconciliação e do eterno amor. Que o anjo São Rafael cure toda mágoa, toda raiva, todas as más lembranças, todo o medo, toda incerteza, toda dúvida, todo ressentimento, toda tristeza, todo orgulho que possa existir no coração de (LFFA) que impedem que (LFFA) se abra imediatamente para o amor e para a paixão e se declare para mim (EDV) que faça isso para que haja a reconciliação imediata e o amor eterno. Assim que eu publicar essa oração os três Santos anjos Miguel, Gabriel e Rafael reunirão o anjo da guarda de (LFFA) ao anjo da guarda de (EDV), que se reunirão sob a proteção de anjos de conexão, que hão de trabalhar em favor da reconciliação do amor. Assim que eu publicar essa oração o coração de
LFFA) se encherá de alegria e muito amor por mim (EDV), anjos façam com que (LFFA) se lembre com amor e emoção das palavras bonitas e cheias de amor verdadeiro que eu (EDV) lhe disse, e que o seu coração seja tocado, amansado, restaurado, renovado e iluminado fortemente pelas luzes que emanam do Santo anjo Miguel, Santo anjo Gabriel e do Santo anjo Rafael, expulsando de perto dele todo o mal, ficando (LFFA) repleto da chama rosa da mestra Rowena, enchendo-lhe de muito amor por mim (EDV), a cada dia a cada instante mais e mais e que pense em mim (EDV) e me procure. Amém! Gratidão!

Nyg

Ex-santo

Beatificaram- me
Virei santo contra a minha própria vontade
A princípio eu aceitei
Não sei se por coragem
Ou por eu ser covarde

Hastearam aréolas em minha cabeça
Sentia o meu corpo pesado
Surgiram inúmeras duvidas
O que faria eu com os meus pecados?

É natural do homem cometer pecados
Mas não era natural para mim
Que já não era só um humano
Responsabilidade minha manter-me imaculado

Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades
Disseram a um herói da ficção
Responsabilidade que agora me pertencia
E me causava tamanha tribulação

Quando já não aguentava mais eu fugi
Fugi e gritei
Perdoem-me, não sou mais santo
Pois eu pequei

Fugi de todos aqueles holofotes
Holofotes feitos de olhos humanos
Cometi pecados e atrocidades
Tornei-me insano

Caíram queixos e caras ao chão
Virei a novidade do dia
Como pode haver ex-santo?
Quanta ironia

Jarlles França

Na vida existem varias musicas:

Boas ou ruins...

Então por que insistir naquele disco arranhado?
Chega a hora na vida em que você não consegue mais ouvir sua canção preferida...

ENTÃO NÃO INSISTA NESSE DISCO!

Existem outras musicas a serem cantadas,
umas só pra dançar e outras pra sentir!

Danbecker - Atitude Funk

Havia um plano.
Disso eu tenho certeza.
Que era basicamente ficar ao lado da menina mais irresistível do mundo, não cometer nenhum erro e ama-la incondicionalmente.
Bem esse era o plano.
A realidade é que cometi vários erros, não estou com a menina mais irresistível do mundo e já não sei se a amo incondicionalmente.
Não queria que nada fosse assim.
Nunca preparei um plano B.
Ela se foi tão rápido quanto veio.
Hoje, nas noites de frio, tento me recordar dos melhores momentos com ela e nos dias quentes fujo de pensamentos que me levem a ela.
Queria um novo plano.
Só que será que conseguiria tê-lo?
Estou há muito tempo sem um plano, que não sei se consigo novamente ter um. O único que gostaria de ter, não poderei ter.
Se queimou imerso no tempo que se passou.
Só queria, e queria muito que junto com o plano que se queimou, essas memorias, fossem. Para nunca mais me lembrar que eu já tive um plano, e para nunca mais ter que me machucar por saber que a culpa de não ter um plano, era minha, é minha.

AW

Teoria do cachorro morto.
Cachorro = seu namoro.
Arbusto = nova vida pós termino.
Seu cachorro morre, você enterra ele e planta um arbusto em cima para ocupar aquele buraco que ficou, e segue em frente. Após certo tempo, sente saudades do seu cachorro, das boas lembranças dele e tenta ressuscita-lo, esquecendo que ao desenterrar o cachorro, estará matando o arbusto por nada. Não há milagre que de vida a seu cachorro, e você conclue que foi tudo uma grande perda de tempo.

San Qayin Nettoo

Tome a beleza da rosa vermelha e junte a seguir: o perfume de todas as flores, o gosto do mel, a cor do sapoti, a ternura de um afago, a pureza do amor fraterno, a envolvência da neblina, o frescor da brisa, a fidelidade do cão, a inocência da criança, a aderência do visgo, a humildade da violeta, e adicione depois:

O calor do sol, o veneno da cascavel, a violência de um coice, a astúcia de uma raposa, a traição de Judas, a instabilidade do tempo, a indolência da preguiça, a intranquilidade de um peixe, a atração de um ímã e o choro da carpideira.

Misture bem, acrescente futilidade a seu gosto pulverizando amor e carinho e deixe a massa em repouso durante vinte anos. Passado o tempo, use em pequenas doses, com muita, muita cautela: é a ex-mulher.

Alessandro Lo-Bianco

Isso é verdade? Estais falando sério? É mesmo? São perguntas incrédulas diante de tantas coisas que ele quer me contar. A impressão que dá é que eu fico o tempo todo duvidando de suas mudanças.
Nos encontramos casualmente, eu tive a eterna dúvida entre cumprimentá-lo ou não, apesar de nossa muita intimidade do passado, percebi que a intimidade não é para sempre, você simplesmente pode deixar de ser íntimo.

Arcise Câmara

Opto por não falar nada mais delicado, superficialidades, amenidades, televisão, revistas, assuntos do momento como morte de alguma celebridade são suficientes bons para uma conversa agradável.
A sensação é muito intensa, tentar ser amiga de alguém que não foi teu amigo no relacionamento, que não foi legal, companheiro, gentil, amoroso, virar amiga de quem só te desgostou, mas e os filhos?
Desviava a atenção e focalizava no bem comum das crianças que nem são tão crianças assim. Por mais bizarro que possa parecer, não queria meus filhos achando que a separação nos tornou piores.

Arcise Câmara

Pessoas vem, mais tarde vão embora,
Umas um dia voltam, só para dizer que não retornarão mais. Outras ficam, mas pouco a pouco se tornam invisíveis aos olhos de quem a quer ver.
Talvez as pessoas queiram ser iguais aos pássaros
que migram a cada inverno em busca de lugares quentes e novos,
Sim, eles voltam um dia,
Mas, querido passarinho, saiba que quando você voltar seu ninho já estará ocupado ou simplesmente não estará mais ali.
É, Pessoas vem, pessoas vão
E eu, talvez nao esteja mais aqui quando você voltar.

Byanca Vilain

Rebenta a manhã como um punhal
de gritos
na caserna
O arame farpado
que serve de paredes frágeis a este quartel
improvisado
foi cortado durante a noite
Há marcas evidentes do inimigo
e da sua passagem traiçoeira
por aqui
Estremece o sangue nas veias
a raiva corta os pulsos
e o medo apodera-se de todos nós
Não há heróis,
existe apenas
a cruz de guerra entregue ao pai
ou ao filho que o pai não conheceu
e a memória sentida
escrita no mármore da sepultura


In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta

Alvaro Giesta

O comboio levou-me para o leste em direção à fronteira com a Zâmbia. Eram nove e quinze da manhã, daquele dia chuvoso de dezembro de 71. Dia 12. Exatamente como imaginava!
Apenas viajámos de dia. À noite, pernoitámos em Silva Porto. A partir daqui e até ao Luso, à frente da máquina que puxava as carruagens, ia outra a servir de rebenta minas.
E os meus poemas começaram a nascer… sobre o joelho, onde apoiava o papel, escrevia:

“Espera-me.
Até quando não sei dizer-te,
mas afianço-te
com fé
que voltarei!

Espera-me nas tuas manhãs vazias
nas minhas tardes longas
nas nossas noites frias
e não escondas de mim essa lágrima
teimosa
onde está escrito
“não te vejo nunca mais”

Não esqueças o que fomos ontem
se o amanhã não existir
ou não voltar,

recorda o hoje
permanentemente
mesmo que não haja cartas
que nos possam recordar.

Nova Lisboa, Angola, 12 de dezembro de 1971
- para uma comissão de 14 meses no Leste de Angola, C. Caç. 205 (Cacolo), integrada no Batalhão de Caçadores 2911 (Henrique de Carvalho)


In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta

Alvaro Giesta

Todos recebiam cartas
e discos pedidos
ao domingo
no Rádio Clube de Huambo
a mais de mil e duzentos quilómetros…
era a emissora que mais se ouvia

Só ele,
porque exatamente ele era só
e de longe
(talvez de lugar nenhum),
o furriel Abreu Gomes
nem uma letra vertida em magra folha de papel

Vingava-se da solidão no cigarro
que um após outro fumava

Enrolava-os com perícia tal
no fino papel de mortalha,
dois a dois de cada vez,
como se ali depositasse os fios da vida
que queimava,
como se estivesse a fechar para sempre
as abas do seu caixão

Aquele livro de mortalhas
e a cinza do cigarro queimado
que lhe morria pendurado na boca,
tinha a brevidade da vida
que ali se vivia a cada hora que passava


In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta

Alvaro Giesta

Olhei-me em cima da berliet
com o coração tolhido de medo

Aqui não há heróis…
até os mais audazes na vitória
sentem medo

As mãos vazias
seguram com firmeza
estranha
a espingarda G3
que me deram para matar,
a única companheira segura
de todos os dias e noites

As nuvens de sangue ao longo da picada
abreviam a morte


In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta

Alvaro Giesta

Terra de medo
e de dor
e de sonho também…

Lá fora o vento que zumbe
e uiva
e fustiga ameaçador e célere passa…

o vento a quem tudo pergunto
e nada me diz

O vento que volve e revolve
e varre
as folhas secas das mangueiras
plantadas no terreiro
que serve ao quartel de parada

O vento que zumbe e uiva
tresloucado
no negrume da noite que dói e mata

O vento que fustiga e passa
as frágeis paredes da vida
dentro do arame farpado


In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta

Alvaro Giesta

À volta de mim, o terror e a morte…
olhares de medo
fixos na imensidão do vácuo
interrogam-se mudos
inquietos…

dolorosamente pensam na razão
de tal sofrer

Mas não choram porque o pranto
se esgotou há muito
neste inquieto viver

Ah! Se eu soubesse ao menos rezar…

Rezava por ti
ó homem verme, tirano e sádico
que por prazer destróis;

Rezava por ti
ó governante ganancioso e brutal
que o mais fraco aniquilas;

Rezava por ti
ó deus, que já nem sei se existes,
pela geração que criaste
e abandonaste



In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta

Alvaro Giesta

Desperto…
minhas mãos frias
crispam os dedos inertes
no gatilho da espingarda

Debaixo de mira
numa linha reta que dificilmente erro,
o alvo
Um corpo negro,
meio nu…

Apenas o cobrem os restos daquilo que foi
um camuflado zambiano
Veste no rosto,
encimado por um chapéu também camuflado,
a raiva

Para ele nós somos o invasor,
o inimigo a abater que importa liquidar
ainda que connosco tenha aprendido
rimas de civilização

Nós somos o invasor que (ele) quer
expulsar
destruir
aniquilar

E ele, para mim, o inimigo de ontem
será o amigo de amanhã
a quem hei-de abraçar



In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta

Alvaro Giesta

Há corpos espalhados pelo chão
à minha frente

Nos seus rostos lívidos
cor de cera
morreu a esperança com a chegada da morte
no frio gume da catana

Jazem à sombra das mangueiras…
a morte passou por ali

Corpos decepados
esventrados
violentados
num rio de sangue pelo chão…

Ali apenas as varejeiras têm vida e voz
no zunido e na cegueira de beber
Sugam famintas de sede
o sangue ainda quente dos cadáveres

Zunem de sofreguidão na disputa
do sangue vertido
dos corpos esquartejados
pelos golpes das catanas

Para lá da orla da mata ainda o eco
dos gritos de vitória e os risos satânicos
de alegria e morte no ar
numa mistura de feitiço e de liamba


In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta

Alvaro Giesta

Perdi os poemas ébrios
de ritmo
feitos ao sol da manhã

Esse tantã longínquo que me acordava
manhã cedinho
antes de subir na minha bicicleta
reduzida ao mínimo para pedalar até ao liceu,

acordava-me como uma loa,
cântico virginal
puro…
ou como um ritmo escondido
no regaço da mais linda mulata
da sanzala

Um poema ébrio de ritmo
órfico
em dionisíaca celebração
um cântico mestiço
místico
pagão
negro soneto espúrio
de um povo híbrido de muitos deuses
e de mais irmãos ainda…

Hoje o meu poema já não é ébrio
de ritmo
nem o som do tantã tem o sol puro
erguido pela manhã
cedinho

O meu poema é de sangue
e dor
lavrado pelo frenesim dos tiros

O tantã que me acordava
manhã cedinho
e trazia no som o ritmo
dos beijos,
hoje
já não me acorda deste sono
que não durmo
sobressaltado

O tantã traz agora na sua voz longínqua
o som próximo
da metralha


In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta

Alvaro Giesta