Textos de Esperança

Cerca de 1318 textos de Esperança

Emoções
Marcel Sena)


Teu sorriso caracteriza o mais profundo da sua alma.
Teu olhar reflete toda a alegria que explode em meu peito.
Sua voz é como o um cântico que embala o sono dos deuses
Seu singelo toque irradia uma carga explosiva de sentimentos.

Gestos que transformam um antigo e gélido coração em brasa flamejante
Sentimentos exuberantes, vividos a todo instante sempre acalantando a alma.
Euforia, excitação, calmaria e razão se misturam compondo uma única sensação.
Prazeres outrora passados, devolvidos a vida; recuperados.

Sentimento que ilumina a vida, descortina sonhos e suprime o irreal.
Derruba o muro das lamentações, acesso ao lar dos antigos deuses.
Paraíso, cá estou, guiado por um anjo, pra este sublime momento.
Eternamente entregue a este sentimento.

Marcel Sena

Sem esperança
a vida perde seu significado...
Pra que continuar?
Melhor ficar parado.

Acreditar no que não se vê,
esperar no que se crê...
um bálsamo pro coração
muitas vezes decepcionado.

Não desista, vá em frente...
acredite... você está em construção...
chegará, certamente, ali na frente
o que deseja pra completar seu coração.

Rosangela Calza

Como se faz a esperança?
Como uma brincadeira de criança?
Esperança não se constroi com brincadeira não...
é preciso garra, empenho e perseverança.

Qual sua esperança?
Como a está construindo?
Um pé aqui... outro ali
só assim você a alcança.

Nada de os braços cruzar...
pra alcançar é preciso muito lutar.
Se você não se esforçar,
não vai conseguir sair do lugar.

Rosangela Calza

Porque eu danço?
eu danço porque minhas veias pulsam a dança...
eu danço porque meu corpo grita querendo dançar...
quando não sei o que dizer minha dança fala por si só.
amo dançar, a dança tem sua linguagem própria.
não preciso falar nem pensar!
somente sentir cada movimento de meu corpo
da ponta do pé a o fiozinho de cabelo
a dança toma conta de mim
é como se eu tivesse flutuando,
ou viajando no balanço do amor.
cada paço, cada movimento é único.
É uma onda de sentimentos,
algo incrível e inexplicável!
só quem dança sabe como é.
Em fim danço porque a dança está dentro de mim!!!

Jana Alves

Apenas sonhos
Sonhos, apenas sonhos, tão distantes, e tão perto, um mistério sem fim! Cadê meus sonhos? onde estão? Sinto eles cada vez mais distantes de mim, estou perdida, pois um homem não morre quando deixa de viver e sim quando deixa de sonhar. Apenas sonhos, mas que movem o mundo e alimentam a esperança. Eu quero meus sonhos de volta!!!

Jana Alves

" Valores, onde eles se estão? Vivenciamos uma era onde pessoas vestem-se a melhor roupa para ir ao mercado na esquina de sua casa, maquiam-se para receber a visita dos próprios pais, falam que são simples e não gostam de frescuras, dizem ser sinceras e objetivas, dizem ser humildes e verdadeiras. São inúmeras qualidades, nas quais acabamos nos apaixonando, na verdade , por valores fúteis, onde cegamente deixamos passar em frente aos nossos olhos diversas outras qualidades com valor, talvez não percebemos pois a verdade dói, nos machuca tão forte nosso intimo que passamos a chamar as pessoas de 'cruas', maldosas e se facilitar até as condenamos. Será que estamos evoluídos o suficiente para vivenciar essa era surreal? Será que posso dizer que compreendo os valores e sei diferencia-los? Uma pessoa não deixará de ser sensível, compreensível ou até mesma 'doce' por gostar de cavalos, usar bombacha e gostar de rodeios. Essa pessoa pode ser tão grande e superior a todos nós, não podemos à condenar pela sua aparência, pelo modo que fala, suas expressões são marcas individuais, onde nela não constam seus sentimentos. Pegue você e leia um poema de Drummond de Andrade, talvez nem saiba quem é este ser, no máximo postou uma foto junto a sua estátua quando esteve na cidade maravilhosa, enquanto aquele monstro que criaste em sua cabeça, cruel e sem sentimentos declama um poema em pleno sábado de carnaval, aí você se surpreende e descobre o quão és incrível, fica sem chão, sem reação, afinal esperava no máximo um 'tchê, que coisa né, mas que bah'. É 'bah' digo eu, a vida nos prega peças diariamente, muitas vezes acabamos suicidando-se antecipadamente, afinal acabamos tornando-nos canibal, e almoçando nosso próprio coração, deixando ali um espaço vazio, sem rédeas para fazer o que bem pensar. Não deixe se levar pelas aparências, aprenda a sentir, admirar, se encantar, se não existir saídas, apaixone-se, não faz mal, e o mundo implora por mais Amor. Então se resolver amar, comece de dentro para fora e deixe transbordar."

(Alexandre dos Reis)

Alexandre dos Reis

Flores azuis na janela...
a imensidão do azul do mar,
o céu no mar a se espelhar...
ele por ela a esperar.

E passa um dia e passa outro
o sol nasce...
depois se põe em outro lugar...
nuvens brancas no céu azul a passear...
e ele por ela a esperar.

Ela vai chegar...
sua certeza é tão certa
como aquele barquinho que do mar viu voltar...
na hora certa...
ela vai chegar.

... e ele continua a esperar.

A esperança é uma coisa louca.

Rosangela Calza

Pressa

Preciso te dizer que todos andam as tontas, que o mundo está estranho,
que a grande maioria está cada vez com mais pressa, correndo "de" ou "pra" onde nada interessa, porque só pensa no próprio ganho.
Preciso te contar que sinto falta de pausa no olhar, de palavra que chegue pra acariciar, de gestos solidários, de pessoas que carreguem dicionários (amorosos) e que andem mais devagar pela vida.
O amor surge devagar, a amizade também e tudo o que realmente importa (que é o sentimento) precisa de tempo, dedicação, mansidão, porque senão fica incompleto, mecânico, objeto, abjeto.
Preciso te contar que a ocupação total tomou conta de todos, que tolos não percebem que cada vez o mundo está mais frio, mais contido, com mais medo represado, mais calado, com mais medo do outro, de se expor, de sentir dor, de ser feliz, um medo louco que faz da vida uma meretriz, cobrando um preço alto pra quem ousa desafiar esse morno torpor e pra quem acha que só tem valor aquilo que é aparência fingida, a aprovação ungida pela sociedade sacana.
Estado de calamidade ! Status de urgência, a corrupção do sentimento já virou indecência!
Preciso te mostrar a que ponto chegamos, nós que damos importância apenas aos planos materiais, o que antes nos fazia bem agora já não importa mais. A quem interessa como alguém se sente? Eu me coloco nessa maioria porque quero me sentir no lugar do outro e tentar entender esse fenômeno moderno, quero dar um berro pra chamar atenção, apertar a tecla stop pra tanta alienação (coletiva).
Preciso te falar que sinto falta de tardes de sol ou noites de luar, onde os amigos sem querer se esbarravam e paravam pra conversar (em qualquer esquina,canto ou lugar). Sinto falta de gestos sinceros que venham atrelados as seguintes palavras: vamos marcar, vamos nos ver, quero te encontrar. Agora o que prevalece é vamos marcar sim, com certeza, me liga ou eu te ligo, na próxima semana...Isso não é bacana, porque é apenas uma desculpa pra adiar o encontro, a conversa, o riso solto, a celebração da amizade, a verdade do que não é fugaz. Vejo muita carência e muito egoísmo, predominância de interesses e um profundo abismo: social, emocional, proposital.
A vida está capenga, o mundo anda mal, tropeçando nos olhares vazios. Só existem cios, sexo, exageros nas taras, valores invertidos, ideias sem nexo e preconceitos gritantes. Pessoas errantes estão cada vez mais doentes e surtadas, porém fingem estar equilibradas na corda bamba do circo sempre armado das emoções, elas usam armaduras que não as protegem de suas próprias contravenções. Essa grande maioria não sabe pra que corre tanto, não sabe o sentido de tanto trabalho, é cinderela escrava de seus próprios receios e bloqueios e não há sapato de cristal que possa transformar a borrralheira em princesa já que ninguém para o tempo suficiente pra sentar, relaxar, experimentar e dar o pé, a mão, a cara lavada e a confiança. Se alguém quer bonança precisa sim ter esperança mas resgatar e praticar o querer bem, a leveza na forma de ser e de viver,
de preferência sem sofrer.

Agora quero te dizer, preciso te contar...
Vem aqui, chega mais perto e ouve o que vou te sussurrar :
Preciso de você,
eu quero te amar!



Por: Dalia Hewia

Dalia Hewia

Eu tenho um sonho, um mundo que talvez seja utópico, mas um mundo que todas as crianças sonham viver. Eu sonho com uma nação livre, aonde a paz e o equilíbrio possam existir. Um mundo aonde não haja um sistema corrupto e manipulador, que move as massas a seu favor.

Um mundo feito de pessoas com ideias bem forjadas. Nunca acreditei que anarquismo fosse a resposta, mas absolutismo também não é. O socialismo criado foi corrompido e o capitalismo, embora possa enriquecer alguns, está destruindo nosso lar, a Terra.
Logo penso que estamos no limite, não é apenas por educação e saúde, não é apenas contra corrupção, é um grito de socorro que não se limita em uma única nação, mas que começa aqui.

Este será o palco de uma revolução que mudará a historia para sempre. Mas nós devemos saber pelo que realmente vale lutar, atacar nosso próprio povo não é nosso princípio, muito menos ferir nossa própria gente.
Eu não sou um líder rebelde, mas sou o um homem que cansou de ficar de braços cruzados.

Lucas Samuel Costa Pereira

Um ano a mais de vida e menos um na existência carnal neste planeta...
Um passo a mais na evolução?
Envelhecer é perder ?
Adquirir experiência é ganhar...
Somos o ponto onde as energias contrárias se chocam e nossa missão é equilibrar isso e conviver pacificamente com essa dualidade que há dentro de nós... Feliz??? Existência!!!!!!!

Vinícius Mainard

Sou um cúmulo de metamorfoses. O produto de muitas reinvenções.
Em meio a tantas ousas, já até me perdi de mim. Mas senti saudades e, de braços bem abertos, corri ao meu encontro.
Já pensei não ter mais forças. Mas, de algum lugar secreto, a força sempre vem.
Já perdi a esperança... Mas a esperança é fênix. Renasce das cinzas, forte e inexorável.
Entendi que não importa quão caótica a situação, a maior demonstração de presença de espírito que se pode dar é colher os morangos da vida. Ah, os morangos! A vida os oferece aos punhados. Mas só os nota quem se atreve a sair do lamento e olhar ao redor.
Entendi que Clarice Lispector tinha toda a razão: Ser livre é seguir-se afinal.

Anna Vargas

Não deixe que a sua alma e o seu coração caiam na rotina.
Viva novas horas de papo bom,
Abra novas garrafas com novos amigos,
Deixe que o vento te conduza, ele sempre muda de direção.
Passe a ver o que você sempre olha,
Conheça àqueles com quem convive e, conheça-se melhor, nós não somos sempre os mesmos.

Raphaela Novaes

Realidade I

Só queria um sonho, acabaram com os meus. A esperança bate a minha porta, mas o meu coração que outrora explodia de alegria, se vê em prantos e prende meu caule as raízes da realidade. Uma realidade dura, cruel e amarga, que corrói a minha alma e transforma os meus dias em noites de tormento

Nadjane Moraes

Talvez eu nao seja a melhor pessoa, mas procuro ser uma pessoa melhor. Talvez eu nao seja um amor para ninguém, mas procuro ser um amor para alguém. Talvez eu nao esteja feliz, mas procuro fazer outra pessoa feliz, talvez eu apenas seja um sonhador que acredita na felicidade e no amor!
Sergio Fornasari

Sergio Fornasari

Cuidado! Cuidado com a dor.
Ela costuma ser gulosa, chega querendo todo o espaço, toda a atenção e ela é persistente, se você deixar, se permitir, ela será dona dos dias, dos pensamentos e te distraíra a ponto de te fazer perder a fé, esquecer seus objetivos e pouco a pouco se tornará rotina!
Fuja da dor, rejeite a dor, traga a memória todos os dias as conquistas, as vitórias, as coisas te trazem esperança e tenha fé no futuro.

Carla Gonzaga Rabetti

Do equinócio ao solstício

Ninguém escapa desta sina
Qual seja o credo, raça, ofício
Se pé-rapado ou gente fina
Se estrangeiro ou patrício

Quem perde o senso ou desatina
à beira de um precipício?
Se enlouquece, azucrina
Transforma risos em suplício

Sem antes ler, em baixo assina
legitimando o fictício
na avenida ou na esquina
O que era show virou comício

Abriram a tampa da latrina
Congresso agora é meretrício
Pagar a conta é dar propina
Ao povo resta o sacrifício

Xô com esta ave de rapina
Nenhum poder é vitalício
Quem está em pé não se inclina
Seja qual for o artifício

Pago pra ver quem me fascina
Se pela cruz Deus é propício
Qualquer barganha Ele abomina
Pois a virtude torna em vício

O que se faz lá à surdina
Traz desamor, não benefício
Vista Armani ou batina
Quer que se dane o desperdício

No condomínio ou na colina
Ou lá no Vale do Silício
Que cheiro de naftalina!
Disso não quero nem resquício

A esperança é a vacina
Voltar a crer é exercício
Condena a hidra à guilhotina
E cerra as portas do hospício

É o amor que descortina
Desde o fim até o início
O que sequer nem se imagina
Jamais deixou algum indício

O ouro ainda está na mina
Com o que se faz um edifício?
Quer seja pródigo ou sovina
Só vale a pena se é difícil

Eis a estrela matutina
Oferecendo seu auspício
Que com o sol se amotina
Do equinócio ao solstício

Composto em 08/04/2014

Hermes Fernandes

Quão bela é a tarde
Por detrás do horizonte
O sol em ouro
Irradia sua refratada luz
Em vermelhos fortes de amor
Em laranjas vivas de esplendor
Em amarelos cintilantes de esperança
E aos poucos a cor a sombra vai tomando
Até que o negro da ausência se estabeleça supremo
Trazendo a paz para nossos corações
E o descanso para o adormecer.

koppe

Os relacionamentos de hoje estão sem esperança, as pessoas não se casam na igreja por medo de se separarem, a competição com o mundo e os desejos do externo frustra os casais, e rouba a esperança do pra sempre.
É tão bom ter alguém, ser desejado, amado.
Parem de buscar coisas fora da relação, não vão achar nada que preste. O mundo tá podre!!

Stela Vasques

E de repente a gente se descobre só, tão sem rumo e sem ninguém que se existisse alguma forma de se esconder do mundo e deixar de sentir a gente faria pq essa dor da insignificância sufoca, maltrata de uma forma inexplicável e cruel demais. Um grito de socorro silencioso para o mundo mas ensurdecedor dentro da gente.
E assim a vida segue porque não há outra saída, põe no rosto o melhor sorriso para disfarçar a fragilidade de um coração choroso, nos olhos o brilho apagado de inúmeras decepções mas com uma faisca de esperança por um sopro para reacender. Se isso é vida não sei mas há de voltar a ser, pq no coração do guerreiro resta sempre uma fagulha de esperança por dias melhores.

Elizandra Arboit

Lembrança de uma dor

Quatro meses,
sofridos nas lagrimas dum pesadelo inacabado
dum coração só,
cuja culpa foi esmolar amor
por quem amor não sabia dar
destruído,
castigo eterno para o pecado de arrogância
fogo que antecipa o inferno
como nas cidades da baixada de Sidim
queimado,
como cinza de um fétido cigarro fumado num sopro
jogada ao vento do respiro torvo da morte;
enroscado,
como papelejo embebido de pensamentos sem alma
lançado no moinho turvo de um rio de lodo
engolido pelo lixo dos anos sem passado;
pisoteado
como se pisoteia a dignidade de uma mulher
esmagada pela lava ardente dum vulcão
passando com uma escavadora em seus porquês.
E abandonado,
como um cachorrinho expulsado do calor do lar
perdido nos labirintos da vida olhando ao futuro com languido e resignado olhar
E ao sentir isso vivo como o sangue que pulsa nas veias,
percebo aquele monstro me apertar e me angustiar.
Vivo perturbada,
nos gemidos das noites insones,
do silencio quebrado do tremor das pernas e do toque dum celular,
dos nôs na garganta e da lacerante frustração
aperto no peito
que me lembra que a vida nem sempre é uma escolha
A morte lavou a sujeira
limpando a inconsciência do pai da indiferência.
Perdoei... talvez não, ou talvez nunca.
Comigo resta a raiva inexpressa
das palavras diariamente não faladas,
palavras na ponta dos lábios constrangidas a voltar atrais,
engasgadas na garganta
me sufocam
sem conseguir traga-las;
resta a raiva das lagrimas choradas nas quatro paredes da minha alma,
que as vezes molham o travesseiro
embebido de sonhos que atendem, na escuridão,
o meu despertar.
Resta a raiva dos sapos engulidos sofregamente,
e do veneno vestido de ambrosia que intoxicava devagar a minha vida
enquanto no meu corpo explodiam galassias,
quebrando meus ossos,
dilacerando meus tecidos,
moindo meus órgãos transformados em limo;
resta a raiva das verdades retidas,
por quem com a expertise de Apolo
utiliza suas flechas para infligir pestilencias
em quem se permitir questionar e contrariar;
resta a raiva das mentiras conhecidas,
que entram nestes quartos da consciência com a prosopopeia dum estuprador
que esconde o seu crime atras da cortina fedorenta de fumaça
dum golinho de cerveja em que afogou as magoas e a alma;
resta a raiva das perguntas sem respostas,
que ficam apodrecendo na lagoa do pensamento sem encontrar uma válvula de alivio
se cumulando na grande depressão do Asfaltide
salgado e amargo.
Raiva,
emoção avassaladora que diariamente se carrega de renovada energia,
sobrevivência
na vivencia
da convivência
das mãos que se procuram enquanto o coração descompassa,
numa troca de olhares que no silencio grita pedaços de vida e de esperança,
à procura da paz na luta entre o bem e o mal;
dos beijos e dos apertos que enchem o coração de ternura
acompanhados da frenesia das almas que querem se possuir,
e não conseguem se decepcionar mesmo na tristeza dos dias de chuva;
da ternura e da fragilidade que conta cada luar, quando encolhemos naquele abraço como crianças com pavor do mundo, fechando os olhos para receber o novo dia e um novo capitulo da nossa historia;
das tentativas emocionantes de conversas sobre vida, morte,
esperanças e dores
e do medo a cada dia mais deprimente
de amar o perfeito par imperfeito
resistência extenuante à violação dos meus confins
cujo limite já passou na tristeza das lagrimas da minha orquìdeia nigra.

Marisa Barbato