Textos de Escritores Famosos

Cerca de 84 textos de Escritores Famosos

“Termino o livro e fecho o computador sabendo que por mais que os escritores
escrevam, os músicos componham e cantem, os pintores e escultores joguem
com formas, cores e luzes -, por mais que o contexto paralelo da arte expresse o
profundo contraditório sentimento humano, embora dance à nossa frente e
nos convoque até o último fio de lucidez, o essencial não tem nome nem forma:
é descoberta e assombro, glória ou danação de cada um"

Lya Luft

Caça

Por que é importante ler? Pergunta recorrente em qualquer encontro de escritores com estudantes. E a gente acaba desfiando um rosário de respostas prontas, um blá blá blá repetitivo, apesar de necessário. Mas hoje vou dar um exemplo prático. Estava lendo uma revista - nem era um livro - quando me deparei com uma entrevista feita com o chef Philippe Legendre, estrela da gastronomia francesa de quem nunca provei um ovo frito. Ignorante sobre quem era o cara, li. Lá pelas tantas, o repórter: "É verdade que o senhor adora caçar?" O chef: "Eu caço o silêncio. Atiro no barulho."

Bum!

Perdizes, faisões, coelhos, sei lá o quê o tal homem caça todo final de semana - e nem me interessa. O importante foi o impacto causado por aquelas duas frasezinhas curtas que pareciam um poema e que empurraram meu pensamento para além daquelas páginas, me puseram a pensar sobre minhas próprias perseguições. Caço o silêncio. Atiro no barulho. Eu idem, monsieur.

Eu caço o sossego. Atiro na tevê.

Eu caço afeto. Atiro em gente rude.

Eu caço liberdade. Atiro na patrulha.

Eu caço amigos. Atiro em fantasmas.

Eu caço o amanhã. Atiro no ontem.

Eu caço prazeres. Atiro no tédio.

Eu caço o sono. Atiro no sol.

E quando caço o sol, atiro em relógios. Acho que é isto que a leitura faz. Nos solta na floresta com uma arma na mão. Nos dá munição para atirar em tudo o que nos distrai de nós mesmos, no que nos desconcentra. O livro não permite que fiquemos sem nos escutar. A leitura faz eu mirar em mim e acertar no que eu nem sabia que também sentia e pensava. E, por outro lado, me ajuda a matar tudo o que pode haver em mim de limitante: preconceitos, idéias fixas, hipocrisias, solenidades, dores cultuadas.

Lendo, eu caço a mim e atiro em mim.

Martha Medeiros

As pessoas precisam de conectores, escritores, heróis, estrelas, líderes para dar sentido à vida. A caixa de areia de uma criança virada para o sol. Soldados de plástico na guerra suja em miniatura. Fortalezas. Navios de guerra de garagem. Rituais, teatro, danças para reafirmar necessidades tribais & memórias, um chamamento para o culto, unindo acima de tudo, um estado anterior, um desejo da família e a magia certa da infância.

Jim Morrison

É hora de os escritores admitirem que nada neste mundo faz sentido. Só tolos e charlatães pensam que sabem e compreendem tudo. Quanto mais estúpidos são, mais amplos supõem ser seus horizontes. E se um artista decide declarar que não entende nada do que vê — isto por si só constitui uma considerável clareza na esfera do pensamento e um grande passo adiante.

Anton Tchekhov

Olá queridos amigos escritores;

Gostaria de convida-los hoje para refletir sobre a importancia e responsabilidade que temos como escritores.

Sejamos amadores ou profissionais, nossos pensamentos são sempre muito lidos, por diversas pessoas, muitas vezes, elas se identificam com nossos textos.

Isso é muito bom, é maravilhoso, mas porém, é uma grande responsabilidade que temos em nossas mãos.

Vamos começar a refletir sobre isso e vamos entregar nossos propositos nas mãos de Deus, para que ele faça bom uso de nossos talentos e quem sabe transformar a vida de muitos leitores.

Afinal são os leitores mais importantes do que nós.

Pensem nisso!!!

Mara Chan.

O BRANCO DAS IDÉIAS
Os poetas e escritores têm em comum a sintonia de algumas mortes súbitas - um ataque de catalepsia das palavras quando os sentimentos são maiores do que a sua própria alma. Porém, por viver tudo tão intensamente, elas mesmas dão um jeito de transbordarem pelos poros e sair do seu controle.

poetas escritores branco

É pelas palavras que conheçemos as pessoas.

Certa vez um homem invejoso veio a encontrar o homem de quem + sentiu inveja, entao começou a insultá-lo. 0 bom homem apenas ouviu calado. entao, ja casando o invejoso se retirou e foi embora.
- Senhor, porque nao revidastes as agressoes verbais que aquele homem te fez?
- Cada um só pode dar ao outro o que possui no coração. Eu não posso pagar com uma coisa que não possuo dentro de mim, mas ao ficar calado eu não aceitei o seu presente, então ele o levou consigo.

Reconhece-se a árvore pelos frutos; O homem bom ou mau, só consegue dar verdadeiramente aquilo de que seu coração está abastecido. *

Paulo Fernandesky

- A Sabedoria é o dom que faz o cristão perceber, intuir e gostar das coisas espirituais. Sente deleite nas coisas de Deus e por isso começa a temer a Deus, a respeitá-Lo mais. Diz o salmo que o temor de Deus é o princípio da sabedoria.
- O Entendimento é o dom do conhecimento, pois a pessoa consegue entender e conhecer aquilo que vai no coração e na mente das pessoas.

Paulo Fernandesky

Quem me dera ter desesperança, pois não me decepcionaria facilmente com o medíocre. Teria um toque pormenor de frieza, mas esta é a maneira de como gostaria de vivenciar as coisas e os momentos. Por isto tenho muita pena de ter tamanhas esperanças e esperar coisas que muitas vezes não podem acontecer. Porém todos vimos que o efeito de não criar expectativas é uma arma contra as decepções, assim, mais tarde, talvez aprendam esta lição de maneira que não se decepcionem tão facilmente. Então quem sabe eu, outro dia não me decepcione com este texto, que foi por ti mal interpretado, então possa me fazer o menor sentido de decepção.

Paulo Fernandesky

Por que as pessoas entram na sua vida?

Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

De todos os meios possíveis para perceber ou interpretar ,aconselho que não seja por SMS ,facebook ,email,Skype e o pior " whatsapp fdp"

Não precisamos de escritores depois da desilusão,precisamos de sinceridade ;)

Não preciso de roupas de marca ou de estilistas famosos.
Não preciso ir a lugares que não gosto, só para me enturmar.
Não preciso mentir ou me omitir para parecer popular.
Não quero distribuir sorrisos falsos e falar pelas costas.
Eu sou assim, vivo a vida do meu jeito, não preciso de muito pra ser feliz.
Tenho quem amo, faço o que quero e consigo tudo aquilo que a minha persistência me faz conseguir.

Marry

O carnaval e a palavra

Já não vejo mais tanto sentido em ir para os famosos blocos de carnaval cuja a cultura é extremamente pútrida, as pessoas; imbecis em sua grande maioria, e principalmente, não acho plausível o fato de eu me inserir num local em que o tido grau de normalidade é baseado para com o fato de me fantasiar de palhaço. Talvez isso tudo tenha mais nexo para os eleitores do PT. Carnaval definitivamente não faz mais parte da minha conduta. Nesta sexta-feira, tive a oportunidade de concluir isso após voltar de um bloco, e sobretudo, tive a certeza ao perambular por praças cheias de especificidades que marcam o evento em si.

Confesso que num tempo recente eu era aquele personagem presente e atuante nesse período, porém acho que atingi uma certa idade em que outros fatores estão à frente disso: seriedade, estudo, política, planejamento de vida, poemas e a busca infinita por uma mulher com o mínimo de maturidade, e portanto, notoriamente versada. Nada contra os seguidores e apreciadores dessa festa, todavia creio que hoje me apequeno participando desse tipo de coisa. Em suma, elaboro minha consecução com a célebre frase do grande Nelson Rodrigues: O brasileiro é um feriado. O carnaval - ao menos para mim- perdeu a palavra, ou melhor, nunca obteve. Nada como o tempo da poesia que faz da maior riqueza da vida, sim, o eterno presente colhido pela áurea das palavras. É isso.

Daniel Muzitano

A 'garota comum' posta repetidas fotos no melhor (ou pior) estilo 'selfie' (os famosos auto-retratos, geralmente feitos com câmera de celular) e recebe críticas; ainda que a maioria não seja verbalizada. 'Que menina sem noção. Quer confete. Gosta de se expor. Aliás, se expõe demais. Não tem senso de ridículo. Metida. Vaidosa. Feia. Se acha'. Tá certo que dificilmente alguém vai escrever isso num comentário. Mas tem muita gente que pensa... ah, se tem.

Aí a 'bacana', a popular, de sobrenome interessante e presença vip em locais badalados, posta fotos do mesmo gênero. E pasme: algumas até com o famigerado 'biquinho'. "Linda. Musa. Diva. Inspiração. Gata. De onde sai tanta beleza? Perfeita. Essa minha amiga é muito show". E por aí vai. É tanta seda rasgada que chega a dar dó, pensando na possibilidade de que eu mesma poderia fazer um vestido longo, lindo e bafônico com ela.

Será que é só no meu feed de notícias que acontece isso?
Acho que não, né.
Concluo, humildemente, que a questão muitas vezes não é o que se faz: é quem a faz.

Fruto desse hipócrita e presunçoso preconceito 'intelectual'.

Tainah Ferreira

Não gosto de ler livros,muito menos aqueles que todo mundo em mim volta já leu,ou que são famosos,ou aqueles diários que,muitas das vezes,não me acrescentam nada.Não falo muito,porque sempre dou um jeito de falar o que não devo,vivo de utopias.Não sei bem se passo horas em devaneio,muito menos se passo horas fazendo alguma coisa,sou desocupada,mas ao mesmo tempo atarefada,não me custa fazer,mas me custa tempo,o tempo do meu sono.

Ainda não está no meu tempo de viver,sabe,as pessoas têm tempo de preparo psicológico para saírem por ai,não faço aula de nada,senão de inglês,eu não pratico esporte,não toco nenhum instrumento,sou uma pessoa quieta,tímida,e indefesa.Sempre perco debates,eu sempre perco tudo em questão de ideias de pensamentos contrários para os outros,e as vezes para mim mesma também.

A única forma que tenho de me comunicar,dizer o que há em mim,meus pensamentos,são por letras.Eu gosto de criar textos com estas letras,mas não lê-las,é preguiça,eu sou um ser humano terrivelmente preguiçoso.

E sobre tudo o que gosto,e gosto de muitas coisas,muito pouco sei desses.Eu passo horas vendo vídeos,mas nada retenho,se retenho,não me lembro,e de nada me serve.

Odeio quando fazem textos melhores que o meu,escrever é a minha vida,é a única,realmente única coisa que me restou fazer durante todo este tempo que passo,apenas pensando,pensamentos vazios,inúteis,fúteis e as vezes desprezíveis.

A arte de fazer textos foi o que me salvou,e salva todos os dias.Eu oro por textos,falo comigo mesma por textos,peço socorro por texto,e durante todo o tempo no qual perguntava-me e no qual inquiri-me,eu descobri,que a única coisa que sei fazer,é escrever.

Izabelli Dias

Sempre desde garota,adorava ler,incentivada por meu pai.Isto posto,no século XXI,VÊ-SE NAS FAMOSOSASREDES SOCIAIS O QUÊ?exibicação,fofocas,baixarias,sóontribuindo
é u nível baixíssimo,onde a preocupaçãoinante é mostrar o QUE TENHO,O QUE SOU.JAMAIS ME CURVAREI DIANTE DE UMA PODRIDÃO DESSA
NAZARÉp/nivelar por muito baixo as relaço~es"pseudo -sociais"

Nazaré

Amor eu poderia “copiar” poesias,cartas de amor,frases de grandes poetas e escritores,mais eu estaria omitindo um fato muito importante pois nenhuma delas consegue retratar o que eu realmente sinto por vc,nenhuma consegue expressar o jeito q meu coração bate mais forte quando estou do seu lado,sua beleza q ofusca o brilho da mais forte estrela,seu sorriso, encantado que traz paz e harmonia para minha vida..!Seriam necessárias toneladas de papeis para escrever tudo q eu penso de vc,pois desde que penso só penso em vc!

Amor eu gostaria de explicar o que foram esses meses que nos passamos junto,mais todas as explicações possíveis me levam a um mesmo lugar:EU TE AMO MUITO!!!!!!

Dani

SONO

REPOUSO DOS EXAUSTOS, INIMIGO DOS ESCRITORES INSPIRADOS.
CABE A NÓS SÓ PENSAR,
CABE A NÓS TENTAR ABRIR OS OLHOS,
CABE A NÓS VENCER O CANSAÇO...
SONO, FORMATADOR DO CONFORTO,
DISPENSADOR DO LUXO,
INIMIGO E AMIGO PESSOAL,
AUTOR DOS ESCOROS, MORTE TEMPORÁRIA,
DESCONECTADOR MUNDIAL, TELETRANSPORTADOR.
SONO...NECESSIDADE HUMANA

GEOVANEpe

Quebra a cabeça!

Morrendo de amor, tristeza, alegria, desânimo e otimismo, os grandes escritores escreveram seus textos. Ao ler um livro sempre me pergunto “até que ponto aquele insight poderia ser verdadeiro?”. Teria sido Shakespeare um Romeu? Teria sido Machado de Assis um Bentinho? Quem sabe! Fico extremamente fascinada com a enorme capacidade de inventarem palavras e cenas que nos fazem suspirar, outras vezes chorar, outras vezes sorrir e outras vezes sentir medo. O que há na cabeça desses escritores geniais? Seriam eles bons em mentir na vida real? Seriam eles super sonhadores? Ou simplesmente inventam uma história e nela colocam momentos personalizados que eles mesmos passaram? Ah! Eu fico a me perguntar.
Teria alguém visto mesmo uma pessoa morta? E teria alguém visto mesmo um vampiro? Será que sonharam como seria viajar até o centro da Terra? Ou a mente do homem é tão magnífica que o faz inventar tamanhas monstruosidades que nos fazem ficar parados, quietos e concentrados em frente a uma tela de cinema ou uma página de livro? Malditas perguntas. Quando noto, perdi metade do filme e do livro tentando entender porque o escritor inventou tamanho engenho. Deve ser por isso que tenho que assistir e ler outra vez uma obra para entender corretamente.
Seria um conjunto de sonhos e desejos lunáticos que eles acumulam em suas mentes e depois pegam uma caneta e “metem tinta no papel”? Ou seria simplesmente prazer por escrever? Seria uma vontade enorme de mudar o mundo e fazer as pessoas pensarem? Não sei, mas creio que de duas páginas de um livro, penso em mil modificações que aquele escritor queria fazer em alguma pessoa. De uma cena de filme, penso em mil razões para que o autor e o diretor quisessem tocar as pessoas que assistiram aquele filme. Seja lá o que for a moral das palavras e das cenas: “Sonhe, corra, largue de besteira, pare de se preocupar, pense duas vezes, respeite, beija logo, fala o que sente se não perde, tenha fé em Deus, não tenha medo, tenha cautela... Pense, leia, assista as minhas palavras!”. Já me peguei imaginando Clarice Lispector implorando para que eu lesse um de seus textos super bem bolados, imaginei ela de um jeitinho bem meigo, romântico, livre e intelectual dizendo: “Por favor, leia! E entenda o que é a vida... Por favor, pare de perder tempo... Você vai morrer! Por favor, leia!”. Ah! Clarice, diva que me despertou inúmeros suspiros, que descanse em paz... Creio que nunca terei a chance de lhe ver implorar ao mundo que pensem em cada uma de suas palavras.
Hora comédia, hora drama, hora terror, hora romance, hora suspense, hora fatos reais, hora ficção, hora de cada um, hora de todos em um, hora de despertar sentimentos. E hora de pensar: “Com tantas obras vendidas, como o mundo ainda é assim?”. Talvez seja a influência de Maquiavel, grande mestre, que me perdoem os críticos – mas convenhamos, a inteligência, é a inteligência! E quando mal canalizada... Mas vejamos Maquiavel que nos ensinou a coisa mais verdadeira do mundo: “Prefira ser temido do que amado...”, porque obviamente o amor não é tudo, não para o ser humano, não para esta humanidade, afinal, “eu te amo, mas eu te traí, me perdoe!”, que palhaçada! Hoje em dia só se segura alguém do lado, por medo. Maquiavel de certo teve suas razões para escrever isto, mas em umas de suas estratégias para que os príncipes se tornassem bons reis, adivinhou a humanidade de hoje.
E por que diabos Renato Russo escreveu “Índios”? Para que com aquela música ele pudesse tocar aquela sociedade, e a toca até hoje. Louvado seja John Lennon que compôs “Imagine” e me fez imaginar e até quebrar a cabeça. – Queria então que aquele filme da máquina do tempo fosse real, só para ter a oportunidade de perguntar aos autores desses clássicos e de outros, “por que tamanha imaginação?”. “Porque tamanha necessidade de que o mundo os ouça?”, “Por que escreveram aquilo? Pensaram aquilo? Para alguém ou para tudo? Para provar ou simplesmente mudar?”. De verdade deve estar na hora de eu parar de tentar entender as coisas...

Gabriella Beth Invitti

O natal em Tchekhov

É impressionante como o tempo não passa para os grandes escritores. O exemplo de Anton Tchekhov, está aí para não me desmentir. Esse insigne escritor que morrera há mais de um século, preenche de forma mais que eficiente, um problema no que diz respeito ao enfrentamento do natal.

E a tese desse tão alarmado e inaudito poeta, é a minha mensagem de natal para todos, data esta, sem o mínimo sentido: "Festejou-se o aniversário de um homem muito modesto. E apenas no final do banquete é que se percebeu que alguém não tinha sido convidado: o festejado".

Que palpitante. Nada mais atual. Grande Tchekhov.

danielmuzitano


Há quem se encante com as palavras dos escritores, e mergulhem em sonhos românticos de como seria interessante e uma intensa aventura, poder namorar ou viver ao lado destas figuras. A grande verdade, e que seja dita e devidamente enfatizada, é que você nunca deveria querer namorar um escritor.

Geissiane Aguiar