Textos de Autores Famosos

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Meu jeito se dá a tudo que passei, minhas defesas nada mais são do que frutos das más experiências.
Se as pessoas querem te amar , elas devem te amar pelo jeito que você é, não pelo
o jeito que elas pensam.



Eu não sou bravo, algumas pessoas é que tem o dom de querer irritar,a paciência e um dom que não compete a todos...

varios autores

Leio comentários maravilhosos, infinitamente melhores que as coisas que posto de autores famosos e meus humildes pensamentos. Tem pessoas que tem o dom da escrita, mas não vejo isso nos seus perfis. Uma pena, certos pensamentos não deveriam ficar apenas dentro das suas mentes. O mundo merece saber. Ou não merece, isso não importa, mas um coração pensante, um a mais dentre tantos, pode fazer a diferença nem que seja apenas a uma pessoa. Ou para si, que é mais importante ainda.

Swami Paatra Shankara

Eu te amo por mil motivos te amo de forma mas pura de forma mas louca te amo com paixao eu te amo de madrugada de dia de noite te amo nos meus sonhos te amo a cada segundo a cada minuto a cada hora eu ti amo com todos os seus sorrisos eu ti amo simplesmente por ti amar eu ti amo nos cinco sentidos nas sete cores do arco iris nas 7 notas musicais nos 12 signos do zodico em tudo o que existe eu ti amo cada vez mais eu ti amo em toda a criacao eu ti amo como o proprio criador ama a sua criatura.

varios autores

Não preciso de roupas de marca ou de estilistas famosos.
Não preciso ir a lugares que não gosto, só para me enturmar.
Não preciso mentir ou me omitir para parecer popular.
Não quero distribuir sorrisos falsos e falar pelas costas.
Eu sou assim, vivo a vida do meu jeito, não preciso de muito pra ser feliz.
Tenho quem amo, faço o que quero e consigo tudo aquilo que a minha persistência me faz conseguir.

Marry

A 'garota comum' posta repetidas fotos no melhor (ou pior) estilo 'selfie' (os famosos auto-retratos, geralmente feitos com câmera de celular) e recebe críticas; ainda que a maioria não seja verbalizada. 'Que menina sem noção. Quer confete. Gosta de se expor. Aliás, se expõe demais. Não tem senso de ridículo. Metida. Vaidosa. Feia. Se acha'. Tá certo que dificilmente alguém vai escrever isso num comentário. Mas tem muita gente que pensa... ah, se tem.

Aí a 'bacana', a popular, de sobrenome interessante e presença vip em locais badalados, posta fotos do mesmo gênero. E pasme: algumas até com o famigerado 'biquinho'. "Linda. Musa. Diva. Inspiração. Gata. De onde sai tanta beleza? Perfeita. Essa minha amiga é muito show". E por aí vai. É tanta seda rasgada que chega a dar dó, pensando na possibilidade de que eu mesma poderia fazer um vestido longo, lindo e bafônico com ela.

Será que é só no meu feed de notícias que acontece isso?
Acho que não, né.
Concluo, humildemente, que a questão muitas vezes não é o que se faz: é quem a faz.

Fruto desse hipócrita e presunçoso preconceito 'intelectual'.

Tainah Ferreira

Não gosto de ler livros,muito menos aqueles que todo mundo em mim volta já leu,ou que são famosos,ou aqueles diários que,muitas das vezes,não me acrescentam nada.Não falo muito,porque sempre dou um jeito de falar o que não devo,vivo de utopias.Não sei bem se passo horas em devaneio,muito menos se passo horas fazendo alguma coisa,sou desocupada,mas ao mesmo tempo atarefada,não me custa fazer,mas me custa tempo,o tempo do meu sono.

Ainda não está no meu tempo de viver,sabe,as pessoas têm tempo de preparo psicológico para saírem por ai,não faço aula de nada,senão de inglês,eu não pratico esporte,não toco nenhum instrumento,sou uma pessoa quieta,tímida,e indefesa.Sempre perco debates,eu sempre perco tudo em questão de ideias de pensamentos contrários para os outros,e as vezes para mim mesma também.

A única forma que tenho de me comunicar,dizer o que há em mim,meus pensamentos,são por letras.Eu gosto de criar textos com estas letras,mas não lê-las,é preguiça,eu sou um ser humano terrivelmente preguiçoso.

E sobre tudo o que gosto,e gosto de muitas coisas,muito pouco sei desses.Eu passo horas vendo vídeos,mas nada retenho,se retenho,não me lembro,e de nada me serve.

Odeio quando fazem textos melhores que o meu,escrever é a minha vida,é a única,realmente única coisa que me restou fazer durante todo este tempo que passo,apenas pensando,pensamentos vazios,inúteis,fúteis e as vezes desprezíveis.

A arte de fazer textos foi o que me salvou,e salva todos os dias.Eu oro por textos,falo comigo mesma por textos,peço socorro por texto,e durante todo o tempo no qual perguntava-me e no qual inquiri-me,eu descobri,que a única coisa que sei fazer,é escrever.

Izabelli Dias

IMPÉRIO SERRANO Samba-Enredo 2009

(Autor(es): Vicente Mattos, Dinoel E Arlindo Velloso)

O mar, misterioso mar
Que vem do horizonte
É o berço das sereias
Lendário e fascinante
Olha o canto da sereia
Ialaô, Okê, laloá
Em noite de Lua cheia
Ouço a sereia cantar
E o luar sorrindo
Então se encanta
Com a doce melodia
Os madrigais vão despertar

Ela mora no mar
Ela brinca na areia (bis)
No balanço das ondas
A paz ela semeia

Toda a corte engalanada
Transformando o mar em flor
Vê o Império enamorado
Chegar à morada do amor

Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá (bis)
Oloxum, Inaê
Janaína, Iemanjá
(São Rainha do Mar...)

Malu

Momentos,

tantas traduções já foram feitas pelos mais diversos autores,
profissionais ou armadores.
No entanto, foi quando vivi esses momentos que pude compreender
cada significado.
O gosto do seu beijo, ainda está nos meus lábios e ao anoitecer é
nele que eu penso. O seu abraço nem tao forte nem tao fraco, me segurando
ao seu lado como se quisesse me proteger para nunca escapar.
Uma palavra, um olhar, um sorriso, qualquer gestos seus fazem meu coração disparar.
Tais coisas já tinha lido em livros, assistido em filme e ouvido de histórias, mas nunca
tinha imaginado a intensidade que elas acontecem.
Portanto, aprendi que traduções nao sao fatos. O é seu ponto de vista nao é o meu. O que eu sinto nao é
o mesmo que você senti. Apenas posso dizer que momentos nao sao para sempre, as lembranças deles sim.
E são essas lembranças que me fazem acordar e dormi todo dia com um sorriso no rosto.

Fernanda Byron

Título: Menina sem igual.

Autores: Daniel Muzitano e Ricardo Teixeira.

No teu quarto navego a bruma de teus seios tão quentes,
nunca vi nada assim, assim, tão eloquente.
Teu corpo, teu gosto, teu cheiro,
são assim, para mim tão diferentes.

Menina de olhos castanhos, castanhos presentes,
em meus sonhos abarco teu beijo, poesias ardentes.
Teu choro, teus olhos, tuas lágrimas,
me fazem assim, um presente sem fim.

Refrão

Menina sem igual,
teu papel é minha escrita.
Teu cabelo reluz,
as cores mais lindas.

(2X)

Daniel Muzitano e Ricardo Teixeira

Já lemos muitos autores renomados falando sobre celulite, gordurinhas... das mulheres em geral. Mas nunca li nada sobre as rugas que decoram os nossos rostos. Resolvi escrever sobre isso por conta de um comentário maldoso de uma mulher sobre as rugas de outra mulher.
Sabe, é engraçado que os homens realmente não ficam reparando nessas coisas... Isso é coisa de mulher! Mas o mais engraçado mesmo é que quem repara e ainda faz comentários maldosos não se dá conta de que está prestes a adquirir também essas marquinhas de expressão, uma vez que estamos todos sujeitos, sejamos mulheres ou homens.
Essas marcas de expressão, como o próprio nome diz, são as linhas que se formam na medida que fazemos repetidos movimentos em nosso rosto. Nossa pele registra essas linhas e com o avançar da idade as marcas vão ficando mais acentuadas. As rugas estão intimamente ligadas ao tempo de vida das pessoas, mas muito mais que isso... Elas são experiências de vida delineando nossos instrumentos de maior expressão do corpo humano: olhos e boca.
Tais experiências, quando vividas intensamente, geram essas marquinhas expressadas por nosso semblante. Preocupação, sofrimento, ansiedade, excitação, alegria... Resumindo: amor... Amor? É, amor! O amor é o grande propulsor de todos os sentimentos que temos por uma ou mais pessoas. E até por nós mesmos.
Quando você se ama, você se preocupa com os acontecimentos em sua vida, sofre, chora, ri... Imagina quando é por alguém que você ama muito? Filhos, namorado, marido, pais, irmãos, amigos... É comum nos preocuparmos com nossos entes queridos, sofrer por eles, nos alegrar com eles... E com isso nossas rugas vão surgindo, pois estamos sempre vivendo intensamente as emoções, sejam elas boas ou ruins.
Cremes, maquiagens, botox... Tudo isso não seria necessário se as pessoas não tivessem vergonha de mostrar suas emoções. Pior do que ter vergonha de mostrar é ter vergonha de senti-las. Nada contra os inventores e fabricantes desses produtos "mágicos" e "baratos"... Certamente deveriam fazer parte dessa parcela de pessoas que se envergonham do que sentem e do que expressam.
A magia está exatamente em não esconder e ser feliz ainda assim.
Eu tenho orgulho das minhas marcas de expressão, que sinalizam minhas grandes emoções, que certamente estão cravadas na minha alma. Uma vez que não sou uma pessoa "meia boca" e gosto de viver intensamente os acontecimentos da minha vida.
Se você ainda não tem essas marquinhas, não se preocupe! Elas um dia virão, você querendo ou não. Se não vier através de intensas emoções, virá com a chegada da sua velhice. E espero que sua velhice não seja como está sendo sua juventude: vazia.
Repare menos nas rugas dos outros e tente reparar mais o vazio da sua existência. De que adianta não ter rugas e também não ter histórias pra contar?

Ket Antonio

Há algum limite ?


Ultimamente ando lendo muitos artigos e dissertações de autores renomados e privilegiados à respeito de um tema que acredito ser “gabaritadíssimo” e que venha a suscitar polêmicas a mil.


A condição humana .


Dei enfoque as ações que levam o homem a ser quem diz que é, e a que ponto este chega para almejar aquilo que deseja.


Tive a oportunidade de conferir textos de Hannah Arendt e opiniões diversas vindas tanto de filósofos, tanto de sociólogos.
*Dica tal que deixo para muitos leigos que buscam escrever com tanta eloquência se baseando do nada.
Se me permitem um “puxão de orelha”, .... é imprescindível uma leitura eficaz para a produção de um bom texto.
É necessário domar as técnicas de bom português, bem como ter um conhecimento de mundo vasto, se tratando é claro de um bom texto dissertativo.


Poucos são os que começam maravilhosamente bem um parágrafo e graciosamente e descomunal encerram com um ponto final.


Muitas vezes gastamos horas de leitura, para levar no máximo uma para a escrita.
Isso é resultado de uma pesquisa contínua e incessante.

Sem leitura, sem prática, não se escreve bem.

Ninguém nunca disse que escrever seria tarefa fácil...;

Mas voltando ao tema foco,... Andei sim lendo à respeito.
E acabei me deparando com várias indagações:

Até que ponto chegamos ? O que se define por um limite ?

Reformulo.

Até que ponto o ser humano é capaz de chegar para alcançar
aquilo que almeja ?

Tendo em vista tantos assassinatos relâmpagos, sequestros pré determinados, roubos a mão armada , e o pior, é você assistir praticamente todos os dias aos noticiários e ver que há tantos jovens no crime que matam por dois reais, causas essas que são diversas,.

Sustento da dependência química, pressão dos demais.,dívidas, seja o que for, ...
Parece que a morte virou justificativa para erros humanos.

Andei lendo alguns termos no dicionário, enriquecedor de vocabulário , diga-se de passagem, para via de comparação, e encontrei duas palavras relativas ao tema que me chamaram a atenção:

- Esforçar : Tornar-se forte; trabalhar com afinco.

- Ambição : Desejo de poder ; fama; honrarias ; etc. - Aspiração, desejo intenso.

- Dicionário da Língua Portuguesa- Ruth Rocha. -

Quando é possível, e como, conciliar ambição com esforço ?
Como é possível conseguir algo sem afetar o próximo ?

Perceba que muitas das nossas ambições que resultam em atitudes fora dos limites são conseqüências de uma obrigação que temos para com a sociedade.

Usam drogas para fuga de problemas, outros para se aliarem a um grupo, outros para , digamos, causar.;
Roubam tanto para adquirirem aquilo que não tem condição .
Gastam mais do que possuem para comprar coisas desnecessárias para impressionar pessoas que não gostam.


Como é vida é hilária, não ?

Às vezes, temos pelo simples fato de ter.
Ou temos para simplesmente dizermos que temos e que podemos adquiri-lo.

Esnobismo ?
Há quem diga que sim.


Em termos pessoais, penso que ambição não seria um problema em si,
se tornaria sim quando não dosado.
Como um remédio que cura, mas em exagero, mata.

Sem ambição , do que viveriam as metas que traçamos ?
Do que valeria tantas noites de estudo se não almejássemos um bom resultado em algum vestibular ?
Do que valeria um bom médico se não buscasse a cura da AIDS ?
Ou um bom arquiteto que não quisesse vender sua idéia ?

Não valeriam.
Seriam um entre muitos.

Há de se ter objetivos em mente,
Sonhos, inclusive, são nossas metas em rascunho para um objetivo futuro.

A questão é quando esta ambição se torna descomunal e ultrapassa uma mente sã.
Quando o preço de tudo isso se torna alto demais a se pagar.

Como o assassinato de uma criança de 13 anos, ou um assalto à uma pedestre idosa, o seqüestro de um vereador rico, ou até mesmo a aposta de uma família em jogo.


Até que ponto você chegaria para alcançar aquilo que mais deseja ?


Ao menos uma coisa é certa:
Não temos resposta para todas as perguntas.


E ainda dizem que somos plenamente racionais...

Amanda Lemos

Pra que atribuir a autoria da sua obra, que se chama vida, a outrem?
Não precisamos criar autores fictícios que possuem personalidade já que temos nossa própria individualidade consciente.
Se para algumas pessoas não somos reconhecidas em razão das nossas funções ou mesmo feições, elas não merecem nosso préstimo, destreza, talento, pendor...

Samanta Bernardi

ao estudar alguns autores, e pensadores e criadores, logo, cheguei a uma conclusão,
o erudito fala de coisas existentes, ou seja, não há o mérito, CRIAR, ele descobri e trata das coisas já preexistentes, fala do que é concreto, palpável, tangível ... enfim, bla bla,

Agora o Sábio, traz à tona, o que se não conhece, é o criador de algo incompreensível, modifica aquele cenário estático de procurar o que se tem, e vai para o patamar de dar "luz" coisas novas, enfim, inventadas!

Logo, Sou mais adébito ao Sábio, me identifco mais com o mesmo, mas, como vivo em um mundo altamente mutável em que a sociedade está em constante transformação, procuro me adequar e pegar um pouco tudo, fazendo de mim, uma pessoa mais bem centrada e sabida das coisas que surgem porque já existem e das que surgem porque foram criadas.

Gustavo Mendes Fiúza

Pássaros

Ouço cantos tão belos,
E tão singelos,
São eles, os cantores,
Os autores das canções.
Os artistas de esplendores.

Tão bonitos,
Tão queridos,
Brilhantes como o véu da noiva,
Como o sol radiante,
Como a estrela cintilante.

Nos troncos das árvores
Sempre a cantar,
Sempre a dançar no céu.

Quem são eles?
Os amigos da natureza.
Os amantes da beleza.
Os cantores
Cheios de amores.
Os pássaros!

Dannala

Toda obra tem seu preço, seja escrita por grandes autores ou até mesmo por nércios desconhecidos, que por sua vez propõem a alta realização de seus sonhos sem olhar quem a avaliem seus ideias escritos, seja em utopia ou certezas vivenciadas .
A humanidade se realiza em estruturas onde o ego pressupõem a ser maior que a sua própria satisfação , onde os sonhos muitas vezes dão errado ou o impossível pode acontecer, valorizam o improvável e desvalorizam a obviedade do provável, tornando-se amantes de visões conservadoras do que vem a ser a verdadeira arte.
Entre tudo qual a forma de descobrir a verdadeira arte senão conhecer a arte chamada vida, o ser profundo e sagrado, onde está o verdadeiro sentido dessa arte, senão tentar descobrir a cada dia, o singular ou o plural do viver, essa sim é a arte ilustrada por linhas próprias por valores reais que se distinguem na fonte das relações humanas, própria e pessoal.
Vale a pena saber qual é o valor dessa obra, não a arte dos olhos físicos mas sim a dos olhos da alma, do intelecto profundo, do contentamento em dizer eu sou a arte viva, onde basta somente a mim descobrir o meu verdadeiro valor.

Élisson de Souza

AUTORES DO AMOR

Somos todos, somos nenhuns
Umas vezes nós, outras vezes eles
Em alguns momentos, todo mundo, noutros eu
Somos assim autores do amor
Ora aqui, outrora acolá...
Desencadeio grandes desvaneios, volto a mim
Te desencadeias de mim, formas nós dois
Me afasto, recuo... me repeles, recuas
Somos íman e metal, côncavo e convexo
Agora Íman em Íman
Sou eu em ti, nós em você...
Sou perdição em tua rendição...
És saudades, rumor com grandes contorvérsias
Agora sou de novo eu, somente
És tu ali, diante de mim...
Pisco os olhos somos os dois novamente
Mal pisquei de novo, es tu em mim e por mais um pouco
Somos so alegria, não!!! tristeza, oh! emoção
És lagrimas e eu afagos, sou conforto, so para ti
Te miro, me olhas... somos egoísmo
Possessivos, te tenho nas mãos!!!
Me guardas no coração!!! Suspiramos...
Te volto a perder, me encontras no trocar de mãos
Mudas de endereço, te procuro, tu me achas
Pensas que me chamas, não!!! Não te ouço. Tu me ouves
De novo me encontras, desta vez eu me perco, não estás aí
Me desolo, desta vez é para sempre, sou lamúrias
Sim, es alucionações...
Somos Melancolia e lamentos... gritamos, nos sufocamos
Não!!! estamos solitários, não falamos,
Se choramos, interiorizamos... somos vazio
Metades incompletas, projectos inacabados... vãos
Faz-se ponte, es minha sombra, sou teu corpo desnudo
Sou de novo eu teu iman, meu metal
Ja não sou tu, és nós!!! Somos nós
O abraço quente no frio gélido do inverno
Es verão, estação sem definição
Somos fogo, ardemos de paixão
Sorrisos meigos, caricias ardentes
Somos almas uniovulares, pedaços do mesmo céu!!!
Somos Autores do amor, nos amamos e não nos definimos!!!
Somos concerto único, um vão de desconcertos...
Somos assim, mim em tu, ti em eu... descomandados amantes
Somos amor... apenas eu e tu!!!

Lyah dos Anjos

Idealizei tanto o momento dessa manhã, como aqueles autores que escrevem poemas melosos, idealizando perfeições, que eu não poderia imaginar que, na realidade, seria infinitamente mais aprisionador… esse amor de manhã inteiro!

Você achou lindo, quando te mostrei e você ouviu…

… vai dizer que não lembra, aposto!

Jota Cê

-

Jota Cê - Néctar da Flor

Os mas aclamados poetas, escritores e autores dão vida a sua arte, de forma que muitos possam ver e poucos entender.
Sou visto como desconhecido entre as letras, minhas aventuras muitas vezes se resumem e puçás palavras, que são lidas apenas por amigos ou de sangue, são poucas as palavras que uso, mas elas dão fora a frases claras a todos que assim as recebem.

Victor Muller

"Que sejamos autores, todos nós, cada qual com seu poema, sua rima,seu lema...Que sejamos protagonistas de nossas vidas, que não abdiquemos do impossível e nem nos alardeamos pelo que é visível...
Vamos ser meio a meio: Metade sonho , metade lucidez.
E se for mais convincente, usemos a maluquez de quem sabe que cada artifício vale muito mais que detalhes.
E vícios, e inícios...
Sejamos protagonistas de nossa opinião. Certa ou errada, a gente vai...
E que tudo isso não seja mais do que viver a vida, e sem complicar,
sem esperar demais
Sem mais...
Com tudo
Mesmo, absurdo
Audaz"...

Denise Lessa

Kierkegaard

Kierkegaard é um dos raros autores cuja vida exerceu profunda influência no desenvolvimento da obra. As inquietações e angústias que o acompanharam estão expressas em seus textos, incluindo a relação de angústia e sofrimento que ele manteve com o cristianismo – herança de um pai extremamente religioso, que cultuava a maneira exacerbada os rígidos princípios do protestantismo dinamarquês, religião de Estado.

Sétimo filho de um casamento que já durava muitos anos – nasceu em 1813, quando o pai, rico comerciante de Copenhague, tinha 56 e a mãe 44 –, chamava a si mesmo de "filho da velhice" e teria seguido a carreira de pastor caso não houvesse se revelado um estudante indisciplinado e boêmio. Trocou a Universidade de Copenhague, onde entrara em 1830 para estudar filosofia e teologia, pelos cafés da cidade, os teatros, a vida social.

Foi só em 1837, com a morte do pai e o relacionamento com Regina Oslen (de quem se tornaria noivo em 1840), que sua vida mudou. O noivado, em particular, exerceria uma influência decisiva em sua obra. A partir daí seus textos tornaram-se mais profundos e seu pensamento, mais religioso. Também em 1840 ele conclui o curso de teologia, e um ano depois apresentava "Sobre o Conceito de Ironia", sua tese de doutorado.

Esse é o momento da segunda grande mudança em sua vida. Em vez de pastor e pai de família, Kierkegaard escolheu a solidão. Para ele, essa era a única maneira de vivenciar sua fé. Rompido o noivado, viajou, ainda em 1841, para a Alemanha. A crise vivida por um homem que, ao optar pelo compromisso radical com a transcendência, descobre a necessidade da solidão e do distanciamento mundano, está em Diários.

Na Alemanha, foi aluno de Schelling e esboça alguns de seus textos mais importantes. Volta a Copenhague em 1842, e em 1843 publica A Alternativa, Temor e Tremor e A Repetição. Em 1844 saem Migalhas Filosóficas e O Conceito de Angústia. Um ano depois, é editado As Etapas no Caminho da Vida e, em 1846, o Post-scriptum a Migalhas Filosóficas. A maior parte desses textos constitui uma tentativa de explicar a Regina, e a ele mesmo, os paradoxos da existência religiosa. Kierkegaard elabora seu pensamento a partir do exame concreto do homem religioso historicamente situado. Assim, a filosofia assume, a um só tempo, o caráter socrático do autoconhecimento e o esclarecimento reflexivo da posição do indivíduo diante da verdade cristã.

Polemista por excelência, Kierkegaard criticou a Igreja oficial da Dinamarca, com a qual travou um debate acirrado, e foi execrado pelo semanário satírico O Corsário, de Copenhague. Em 1849, publicou Doença Mortal e, em 1850, Escola do Cristianismo, em que analisa a deterioração do sentimento religioso. Morreu em 1855.

Filósofo ou Religioso?
A posição de Kierkegaard leva algumas pessoas a levantar dúvidas a respeito do caráter filosófico de seu pensamento. Pra elas, tratar-se-ia muito mais de um pensador religioso do que de um filósofo. Para além das minúcias que essa distinção envolveria, cabe verificar o que ela pode trazer de esclarecedor acerca do estilo de pensamento de Kierkegaard. Pode-se perguntar, por exemplo, quais as questões fundamentais que lhe motivam a reflexão, ou, então, qual a finalidade que ele intencionalmente deu à sua obra.

Estamos habituados a ver, na raiz das tentativas filosóficas que se deram ao longo da história, razões da ordem da reforma do conhecimento, da política, da moral. Em Kierkegaard não encontramos, estritamente, nenhuma dessas motivações tradicionais. Isso fica bem evidenciado quando ele reage às filosofias de sua época – em especial à de Hegel. Não se trata de questionar as incorreções ou as inconsistências do sistema hegeliano. Trata-se muito mais de rebelar-se contra a própria idéia de sistema e aquilo que ela representa.

Para Hegel, o indivíduo é um momento de uma totalidade sistemática que o ultrapassa e na qual, ao mesmo tempo, ele encontra sua realização. O individual se explica pelo sistema, o particular pelo geral. Em Kierkegaard há um forte sentimento de irredutibilidade do indivíduo, de sua especificidade e do caráter insuperável de sua realidade. Não devemos buscar o sentido do indivíduo numa harmonia racional que anula as singularidades, mas, sim, na afirmação radical da própria individualidade.

De onde provém, no entanto, essa defesa arraigada daquilo que é único? Não de uma contraposição teórico-filosófica a Hegel, mas de uma concepção muito profunda da situação do homem, enquanto ser individual, no mundo e perante aquilo que o ultrapassa, o infinito, a divindade. A individualidade não deve portanto ser entendida primordialmente como um conceito lógico, mas como a solidão característica do homem que se coloca como finito perante o infinito. A individualidade define a existência.

Para Kierkegaard, o homem que se reconhece finito enquanto parte e momento da realização de uma totalidade infinita se compraz na finitude, porque a vê como uma etapa de algo maior, cujo sentido é infinito. Ora, comprazer-se na finitude é admitir a necessidade lógica de nossa condição, é dissolver a singularidade do destino humano num curso histórico guiado por uma finalidade que, a partir de uma dimensão sobre-humana, dá coerência ao sistema e aplaca as vicissitudes do tempo.

Mas o homem que se coloca frente a si e a seu destino desnudado do aparato lógico não se vê diante de um sistema de idéias mas diante de fatos, mais precisamente de um fato fundamental que nenhuma lógica pode explicar: a fé. Esta não é o sucedâneo afetivo daquilo que não posso compreender racionalmente; tampouco é um estágio provisório que dure apenas enquanto não se completam e fortalecem as luzes da razão. É, definitivamente, um modo de existir. E esse modo me põe imediatamente em relação com o absurdo e o paradoxo. O paradoxo de Deus feito homem e o absurdo das circunstâncias do advento da Verdade.

Cristo, enquanto Deus tornado homem, é o mediador entre o homem e Deus. É por meio de Cristo que o homem se situa existencialmente perante Deus. Cristo é portanto o fato primordial para a compreensão que o homem tem de si. Mas o próprio Cristo é incompreensível. Não há portanto uma mediação conceitual, algum tipo de prova racional que me transporte para a compreensão da divindade. A mediação é o Cristo vivo, histórico, dotado, e o fato igualmente incompreensível do sacrifício na cruz. Aqui se situam as circunstâncias que fazem do advento da Verdade um absurdo: a Verdade não nos foi revelada com as pompas do conceito e do sistema. Ela foi encarnada por um homem obscuro que morreu na cruz como um criminoso. O acesso à Verdade suprema depende pois da crença no absurdo, naquilo que São Paulo já havia chamado de "loucura". No entanto, é o absurdo que possibilita a Verdade. Se permanecesse a distância infinita que separa Deus e o homem, este jamais teria acesso à Verdade. Foi a mediação do paradoxo e do absurdo que recolocou o homem em comunicação com Deus. Por isso devemos dizer: creio porque é absurdo. Somente dessa maneira nos colocamos no caminho da recuperação de uma certa afinidade com o absoluto.

Não há, portanto, outro caminho para a Verdade a não ser o da interioridade, o aprofundamento da subjetividade. Isso porque a individualidade autêntica supõe a vivência profunda da culpa: sem esse sentimento, jamais nos situaremos verdadeiramente perante o fato da redenção e, conseqüentemente, da mediação do Cristo.

O Sofrimento Necessário
A subjetividade não significa a fuga da generalidade objetiva: ao contrário, somente aprofundando a subjetividade e a culpa a ela inerente é que nos aproximaremos da compreensão original de nossa natureza: o pecado original. E a compreensão irradia luz sobre a redenção e a graça, igualmente fundamentais para nos sentirmos verdadeiramente humanos, ou seja, de posse da verdade humana do cristianismo. A autêntica subjetividade, insuperável modo de existir, se realiza na vivência da religiosidade cristã.

A subjetividade de Kierkegaard não é tributária apenas da atmosfera romântica que envolvia sua época. Seu profundo significado a-histórico tem a ver, mais do que com essa característica do Romantismo, com uma concepção de existência que torna todos os homens contemporâneos de Cristo. O fato da redenção, embora histórico, possui uma dimensão que o torna referência intemporal para se vivenciar a fé. O cristão é aquele que se sente continuamente em presença de Deus pela mediação do Cristo. Por isso a religião só tem sentido se for vivida como comunhão com o sofrimento da cruz. Por isso é que Kierkegaard critica o cristianismo de sua época, principalmente o protestantismo dinamarquês, penetrado, segundo ele, de conceituação filosófica que esconde a brutalidade do fato religioso, minimiza a distância entre Deus e o homem e sufoca o sentimento de angústia que acompanha a fé.

Essa angústia, no entender de Kierkegaard, estaria ilustrada no episódio do sacrifício de Abraão. Esse relato bíblico indica a solidão e o abandono do indivíduo voltado unicamente para a vivência da fé. O que Deus pede a Abraão – que ele sacrifique o único filho para demonstrar sua fé – é absurdo e desumano segundo a ética dos homens.

Não se trata, nesse caso, de optar entre dois códigos de ética, ou entre dois sistemas de valores. Abraão é colocado diante do incompreensível e diante do infinito. Ele não possui razões para medir ou avaliar qual deve ser sua conduta. Tudo está suspenso, exceto a relação com Deus.

O Salto da Fé
Abraão não está na situação do herói trágico que deve escolher entre valores subjetivos (individuais e familiares) e valores objetivos (a cidade, a comunidade), como no caso da tragédia grega. Nada está em jogo, a não ser ele mesmo e a sua fé. Deus não está testando a sabedoria de Abraão, da mesma forma como os deuses testavam a sabedoria de Édipo ou de Agamenon. A força de sua fé fez com que Abraão optasse pelo infinito.

Mas, caso o sacrifício se tivesse consumado, Abraão ainda assim não teria como justificá-lo à luz de uma ética humana. Continuaria sendo o assassino de seu filho. Poderia permanecer durante toda a vida indagando acerca das razões do sacrifício e não obteria resposta. Do ponto de vista humano, a dúvida permaneceria para sempre. No entanto Abraão não hesitou: a fé fez com que ele saltasse imediatamente da razão e da ética para o plano do absoluto, âmbito em que o entendimento é cego. Abraão ilustra na sua radicalidade a situação de homem religioso. A fé representa um salto, a ausência de mediação humana, precisamente porque não pode haver transição racional entre o finito e o infinito. A crença é inseparável da angústia, o temor de Deus é inseparável do tremor.

Por tudo o que a existência envolve de afirmação de fé, ela não pode ser elucidada pelo conceito. Este jamais daria conta das tensões e contradições que marcam a vida individual. Existir é existir diante de Deus, e a incompreensibilidade da infinitude divina faz com que a consciência vacile como diante de um abismo. Não se pode apreender racionalmente a contemporaneidade do Cristo, que faz com que a existência cristã se consuma num instante e ao mesmo tempo se estenda pela eternidade. A fé reúne a reflexão e o êxtase, a procura infindável e a visão instantânea da Verdade; o paradoxo de ser o pecado ao mesmo tempo a condição de salvação, já que foi por causa do pecado original que Cristo veio ao mundo. Qualquer filosofia que não leve em conta essas tensões, que afinal são derivadas de estar o finito e o infinito em presença um do outro, não constituirá fundamento adequado da vida e da ação. A filosofia deve ser imanente à vida. A especulação desgarrada da realidade concreta não orientará a ação, muito simplesmente porque as decisões humanas não se ordenam por conceitos, mas por alternativas e saltos.

Mayara Faria