Textos de Autores Famosos

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Paulo Coelho

Meu jeito se dá a tudo que passei, minhas defesas nada mais são do que frutos das más experiências.
Se as pessoas querem te amar , elas devem te amar pelo jeito que você é, não pelo
o jeito que elas pensam.



Eu não sou bravo, algumas pessoas é que tem o dom de querer irritar,a paciência e um dom que não compete a todos...

varios autores

Eu te amo por mil motivos te amo de forma mas pura de forma mas louca te amo com paixao eu te amo de madrugada de dia de noite te amo nos meus sonhos te amo a cada segundo a cada minuto a cada hora eu ti amo com todos os seus sorrisos eu ti amo simplesmente por ti amar eu ti amo nos cinco sentidos nas sete cores do arco iris nas 7 notas musicais nos 12 signos do zodico em tudo o que existe eu ti amo cada vez mais eu ti amo em toda a criacao eu ti amo como o proprio criador ama a sua criatura.

varios autores

Leio comentários maravilhosos, infinitamente melhores que as coisas que posto de autores famosos e meus humildes pensamentos. Tem pessoas que tem o dom da escrita, mas não vejo isso nos seus perfis. Uma pena, certos pensamentos não deveriam ficar apenas dentro das suas mentes. O mundo merece saber. Ou não merece, isso não importa, mas um coração pensante, um a mais dentre tantos, pode fazer a diferença nem que seja apenas a uma pessoa. Ou para si, que é mais importante ainda.

Swami Paatra Shankara

Não preciso de roupas de marca ou de estilistas famosos.
Não preciso ir a lugares que não gosto, só para me enturmar.
Não preciso mentir ou me omitir para parecer popular.
Não quero distribuir sorrisos falsos e falar pelas costas.
Eu sou assim, vivo a vida do meu jeito, não preciso de muito pra ser feliz.
Tenho quem amo, faço o que quero e consigo tudo aquilo que a minha persistência me faz conseguir.

Marry

A 'garota comum' posta repetidas fotos no melhor (ou pior) estilo 'selfie' (os famosos auto-retratos, geralmente feitos com câmera de celular) e recebe críticas; ainda que a maioria não seja verbalizada. 'Que menina sem noção. Quer confete. Gosta de se expor. Aliás, se expõe demais. Não tem senso de ridículo. Metida. Vaidosa. Feia. Se acha'. Tá certo que dificilmente alguém vai escrever isso num comentário. Mas tem muita gente que pensa... ah, se tem.

Aí a 'bacana', a popular, de sobrenome interessante e presença vip em locais badalados, posta fotos do mesmo gênero. E pasme: algumas até com o famigerado 'biquinho'. "Linda. Musa. Diva. Inspiração. Gata. De onde sai tanta beleza? Perfeita. Essa minha amiga é muito show". E por aí vai. É tanta seda rasgada que chega a dar dó, pensando na possibilidade de que eu mesma poderia fazer um vestido longo, lindo e bafônico com ela.

Será que é só no meu feed de notícias que acontece isso?
Acho que não, né.
Concluo, humildemente, que a questão muitas vezes não é o que se faz: é quem a faz.

Fruto desse hipócrita e presunçoso preconceito 'intelectual'.

Tainah Ferreira

Não gosto de ler livros,muito menos aqueles que todo mundo em mim volta já leu,ou que são famosos,ou aqueles diários que,muitas das vezes,não me acrescentam nada.Não falo muito,porque sempre dou um jeito de falar o que não devo,vivo de utopias.Não sei bem se passo horas em devaneio,muito menos se passo horas fazendo alguma coisa,sou desocupada,mas ao mesmo tempo atarefada,não me custa fazer,mas me custa tempo,o tempo do meu sono.

Ainda não está no meu tempo de viver,sabe,as pessoas têm tempo de preparo psicológico para saírem por ai,não faço aula de nada,senão de inglês,eu não pratico esporte,não toco nenhum instrumento,sou uma pessoa quieta,tímida,e indefesa.Sempre perco debates,eu sempre perco tudo em questão de ideias de pensamentos contrários para os outros,e as vezes para mim mesma também.

A única forma que tenho de me comunicar,dizer o que há em mim,meus pensamentos,são por letras.Eu gosto de criar textos com estas letras,mas não lê-las,é preguiça,eu sou um ser humano terrivelmente preguiçoso.

E sobre tudo o que gosto,e gosto de muitas coisas,muito pouco sei desses.Eu passo horas vendo vídeos,mas nada retenho,se retenho,não me lembro,e de nada me serve.

Odeio quando fazem textos melhores que o meu,escrever é a minha vida,é a única,realmente única coisa que me restou fazer durante todo este tempo que passo,apenas pensando,pensamentos vazios,inúteis,fúteis e as vezes desprezíveis.

A arte de fazer textos foi o que me salvou,e salva todos os dias.Eu oro por textos,falo comigo mesma por textos,peço socorro por texto,e durante todo o tempo no qual perguntava-me e no qual inquiri-me,eu descobri,que a única coisa que sei fazer,é escrever.

Izabelli Dias

IMPÉRIO SERRANO Samba-Enredo 2009

(Autor(es): Vicente Mattos, Dinoel E Arlindo Velloso)

O mar, misterioso mar
Que vem do horizonte
É o berço das sereias
Lendário e fascinante
Olha o canto da sereia
Ialaô, Okê, laloá
Em noite de Lua cheia
Ouço a sereia cantar
E o luar sorrindo
Então se encanta
Com a doce melodia
Os madrigais vão despertar

Ela mora no mar
Ela brinca na areia (bis)
No balanço das ondas
A paz ela semeia

Toda a corte engalanada
Transformando o mar em flor
Vê o Império enamorado
Chegar à morada do amor

Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá (bis)
Oloxum, Inaê
Janaína, Iemanjá
(São Rainha do Mar...)

Malu

Título: Menina sem igual.

Autores: Daniel Muzitano e Ricardo Teixeira.

No teu quarto navego a bruma de teus seios tão quentes,
nunca vi nada assim, assim, tão eloquente.
Teu corpo, teu gosto, teu cheiro,
são assim, para mim tão diferentes.

Menina de olhos castanhos, castanhos presentes,
em meus sonhos abarco teu beijo, poesias ardentes.
Teu choro, teus olhos, tuas lágrimas,
me fazem assim, um presente sem fim.

Refrão

Menina sem igual,
teu papel é minha escrita.
Teu cabelo reluz,
as cores mais lindas.

(2X)

Daniel Muzitano e Ricardo Teixeira

Momentos,

tantas traduções já foram feitas pelos mais diversos autores,
profissionais ou armadores.
No entanto, foi quando vivi esses momentos que pude compreender
cada significado.
O gosto do seu beijo, ainda está nos meus lábios e ao anoitecer é
nele que eu penso. O seu abraço nem tao forte nem tao fraco, me segurando
ao seu lado como se quisesse me proteger para nunca escapar.
Uma palavra, um olhar, um sorriso, qualquer gestos seus fazem meu coração disparar.
Tais coisas já tinha lido em livros, assistido em filme e ouvido de histórias, mas nunca
tinha imaginado a intensidade que elas acontecem.
Portanto, aprendi que traduções nao sao fatos. O é seu ponto de vista nao é o meu. O que eu sinto nao é
o mesmo que você senti. Apenas posso dizer que momentos nao sao para sempre, as lembranças deles sim.
E são essas lembranças que me fazem acordar e dormi todo dia com um sorriso no rosto.

Fernanda Byron

Kierkegaard

Kierkegaard é um dos raros autores cuja vida exerceu profunda influência no desenvolvimento da obra. As inquietações e angústias que o acompanharam estão expressas em seus textos, incluindo a relação de angústia e sofrimento que ele manteve com o cristianismo – herança de um pai extremamente religioso, que cultuava a maneira exacerbada os rígidos princípios do protestantismo dinamarquês, religião de Estado.

Sétimo filho de um casamento que já durava muitos anos – nasceu em 1813, quando o pai, rico comerciante de Copenhague, tinha 56 e a mãe 44 –, chamava a si mesmo de "filho da velhice" e teria seguido a carreira de pastor caso não houvesse se revelado um estudante indisciplinado e boêmio. Trocou a Universidade de Copenhague, onde entrara em 1830 para estudar filosofia e teologia, pelos cafés da cidade, os teatros, a vida social.

Foi só em 1837, com a morte do pai e o relacionamento com Regina Oslen (de quem se tornaria noivo em 1840), que sua vida mudou. O noivado, em particular, exerceria uma influência decisiva em sua obra. A partir daí seus textos tornaram-se mais profundos e seu pensamento, mais religioso. Também em 1840 ele conclui o curso de teologia, e um ano depois apresentava "Sobre o Conceito de Ironia", sua tese de doutorado.

Esse é o momento da segunda grande mudança em sua vida. Em vez de pastor e pai de família, Kierkegaard escolheu a solidão. Para ele, essa era a única maneira de vivenciar sua fé. Rompido o noivado, viajou, ainda em 1841, para a Alemanha. A crise vivida por um homem que, ao optar pelo compromisso radical com a transcendência, descobre a necessidade da solidão e do distanciamento mundano, está em Diários.

Na Alemanha, foi aluno de Schelling e esboça alguns de seus textos mais importantes. Volta a Copenhague em 1842, e em 1843 publica A Alternativa, Temor e Tremor e A Repetição. Em 1844 saem Migalhas Filosóficas e O Conceito de Angústia. Um ano depois, é editado As Etapas no Caminho da Vida e, em 1846, o Post-scriptum a Migalhas Filosóficas. A maior parte desses textos constitui uma tentativa de explicar a Regina, e a ele mesmo, os paradoxos da existência religiosa. Kierkegaard elabora seu pensamento a partir do exame concreto do homem religioso historicamente situado. Assim, a filosofia assume, a um só tempo, o caráter socrático do autoconhecimento e o esclarecimento reflexivo da posição do indivíduo diante da verdade cristã.

Polemista por excelência, Kierkegaard criticou a Igreja oficial da Dinamarca, com a qual travou um debate acirrado, e foi execrado pelo semanário satírico O Corsário, de Copenhague. Em 1849, publicou Doença Mortal e, em 1850, Escola do Cristianismo, em que analisa a deterioração do sentimento religioso. Morreu em 1855.

Filósofo ou Religioso?
A posição de Kierkegaard leva algumas pessoas a levantar dúvidas a respeito do caráter filosófico de seu pensamento. Pra elas, tratar-se-ia muito mais de um pensador religioso do que de um filósofo. Para além das minúcias que essa distinção envolveria, cabe verificar o que ela pode trazer de esclarecedor acerca do estilo de pensamento de Kierkegaard. Pode-se perguntar, por exemplo, quais as questões fundamentais que lhe motivam a reflexão, ou, então, qual a finalidade que ele intencionalmente deu à sua obra.

Estamos habituados a ver, na raiz das tentativas filosóficas que se deram ao longo da história, razões da ordem da reforma do conhecimento, da política, da moral. Em Kierkegaard não encontramos, estritamente, nenhuma dessas motivações tradicionais. Isso fica bem evidenciado quando ele reage às filosofias de sua época – em especial à de Hegel. Não se trata de questionar as incorreções ou as inconsistências do sistema hegeliano. Trata-se muito mais de rebelar-se contra a própria idéia de sistema e aquilo que ela representa.

Para Hegel, o indivíduo é um momento de uma totalidade sistemática que o ultrapassa e na qual, ao mesmo tempo, ele encontra sua realização. O individual se explica pelo sistema, o particular pelo geral. Em Kierkegaard há um forte sentimento de irredutibilidade do indivíduo, de sua especificidade e do caráter insuperável de sua realidade. Não devemos buscar o sentido do indivíduo numa harmonia racional que anula as singularidades, mas, sim, na afirmação radical da própria individualidade.

De onde provém, no entanto, essa defesa arraigada daquilo que é único? Não de uma contraposição teórico-filosófica a Hegel, mas de uma concepção muito profunda da situação do homem, enquanto ser individual, no mundo e perante aquilo que o ultrapassa, o infinito, a divindade. A individualidade não deve portanto ser entendida primordialmente como um conceito lógico, mas como a solidão característica do homem que se coloca como finito perante o infinito. A individualidade define a existência.

Para Kierkegaard, o homem que se reconhece finito enquanto parte e momento da realização de uma totalidade infinita se compraz na finitude, porque a vê como uma etapa de algo maior, cujo sentido é infinito. Ora, comprazer-se na finitude é admitir a necessidade lógica de nossa condição, é dissolver a singularidade do destino humano num curso histórico guiado por uma finalidade que, a partir de uma dimensão sobre-humana, dá coerência ao sistema e aplaca as vicissitudes do tempo.

Mas o homem que se coloca frente a si e a seu destino desnudado do aparato lógico não se vê diante de um sistema de idéias mas diante de fatos, mais precisamente de um fato fundamental que nenhuma lógica pode explicar: a fé. Esta não é o sucedâneo afetivo daquilo que não posso compreender racionalmente; tampouco é um estágio provisório que dure apenas enquanto não se completam e fortalecem as luzes da razão. É, definitivamente, um modo de existir. E esse modo me põe imediatamente em relação com o absurdo e o paradoxo. O paradoxo de Deus feito homem e o absurdo das circunstâncias do advento da Verdade.

Cristo, enquanto Deus tornado homem, é o mediador entre o homem e Deus. É por meio de Cristo que o homem se situa existencialmente perante Deus. Cristo é portanto o fato primordial para a compreensão que o homem tem de si. Mas o próprio Cristo é incompreensível. Não há portanto uma mediação conceitual, algum tipo de prova racional que me transporte para a compreensão da divindade. A mediação é o Cristo vivo, histórico, dotado, e o fato igualmente incompreensível do sacrifício na cruz. Aqui se situam as circunstâncias que fazem do advento da Verdade um absurdo: a Verdade não nos foi revelada com as pompas do conceito e do sistema. Ela foi encarnada por um homem obscuro que morreu na cruz como um criminoso. O acesso à Verdade suprema depende pois da crença no absurdo, naquilo que São Paulo já havia chamado de "loucura". No entanto, é o absurdo que possibilita a Verdade. Se permanecesse a distância infinita que separa Deus e o homem, este jamais teria acesso à Verdade. Foi a mediação do paradoxo e do absurdo que recolocou o homem em comunicação com Deus. Por isso devemos dizer: creio porque é absurdo. Somente dessa maneira nos colocamos no caminho da recuperação de uma certa afinidade com o absoluto.

Não há, portanto, outro caminho para a Verdade a não ser o da interioridade, o aprofundamento da subjetividade. Isso porque a individualidade autêntica supõe a vivência profunda da culpa: sem esse sentimento, jamais nos situaremos verdadeiramente perante o fato da redenção e, conseqüentemente, da mediação do Cristo.

O Sofrimento Necessário
A subjetividade não significa a fuga da generalidade objetiva: ao contrário, somente aprofundando a subjetividade e a culpa a ela inerente é que nos aproximaremos da compreensão original de nossa natureza: o pecado original. E a compreensão irradia luz sobre a redenção e a graça, igualmente fundamentais para nos sentirmos verdadeiramente humanos, ou seja, de posse da verdade humana do cristianismo. A autêntica subjetividade, insuperável modo de existir, se realiza na vivência da religiosidade cristã.

A subjetividade de Kierkegaard não é tributária apenas da atmosfera romântica que envolvia sua época. Seu profundo significado a-histórico tem a ver, mais do que com essa característica do Romantismo, com uma concepção de existência que torna todos os homens contemporâneos de Cristo. O fato da redenção, embora histórico, possui uma dimensão que o torna referência intemporal para se vivenciar a fé. O cristão é aquele que se sente continuamente em presença de Deus pela mediação do Cristo. Por isso a religião só tem sentido se for vivida como comunhão com o sofrimento da cruz. Por isso é que Kierkegaard critica o cristianismo de sua época, principalmente o protestantismo dinamarquês, penetrado, segundo ele, de conceituação filosófica que esconde a brutalidade do fato religioso, minimiza a distância entre Deus e o homem e sufoca o sentimento de angústia que acompanha a fé.

Essa angústia, no entender de Kierkegaard, estaria ilustrada no episódio do sacrifício de Abraão. Esse relato bíblico indica a solidão e o abandono do indivíduo voltado unicamente para a vivência da fé. O que Deus pede a Abraão – que ele sacrifique o único filho para demonstrar sua fé – é absurdo e desumano segundo a ética dos homens.

Não se trata, nesse caso, de optar entre dois códigos de ética, ou entre dois sistemas de valores. Abraão é colocado diante do incompreensível e diante do infinito. Ele não possui razões para medir ou avaliar qual deve ser sua conduta. Tudo está suspenso, exceto a relação com Deus.

O Salto da Fé
Abraão não está na situação do herói trágico que deve escolher entre valores subjetivos (individuais e familiares) e valores objetivos (a cidade, a comunidade), como no caso da tragédia grega. Nada está em jogo, a não ser ele mesmo e a sua fé. Deus não está testando a sabedoria de Abraão, da mesma forma como os deuses testavam a sabedoria de Édipo ou de Agamenon. A força de sua fé fez com que Abraão optasse pelo infinito.

Mas, caso o sacrifício se tivesse consumado, Abraão ainda assim não teria como justificá-lo à luz de uma ética humana. Continuaria sendo o assassino de seu filho. Poderia permanecer durante toda a vida indagando acerca das razões do sacrifício e não obteria resposta. Do ponto de vista humano, a dúvida permaneceria para sempre. No entanto Abraão não hesitou: a fé fez com que ele saltasse imediatamente da razão e da ética para o plano do absoluto, âmbito em que o entendimento é cego. Abraão ilustra na sua radicalidade a situação de homem religioso. A fé representa um salto, a ausência de mediação humana, precisamente porque não pode haver transição racional entre o finito e o infinito. A crença é inseparável da angústia, o temor de Deus é inseparável do tremor.

Por tudo o que a existência envolve de afirmação de fé, ela não pode ser elucidada pelo conceito. Este jamais daria conta das tensões e contradições que marcam a vida individual. Existir é existir diante de Deus, e a incompreensibilidade da infinitude divina faz com que a consciência vacile como diante de um abismo. Não se pode apreender racionalmente a contemporaneidade do Cristo, que faz com que a existência cristã se consuma num instante e ao mesmo tempo se estenda pela eternidade. A fé reúne a reflexão e o êxtase, a procura infindável e a visão instantânea da Verdade; o paradoxo de ser o pecado ao mesmo tempo a condição de salvação, já que foi por causa do pecado original que Cristo veio ao mundo. Qualquer filosofia que não leve em conta essas tensões, que afinal são derivadas de estar o finito e o infinito em presença um do outro, não constituirá fundamento adequado da vida e da ação. A filosofia deve ser imanente à vida. A especulação desgarrada da realidade concreta não orientará a ação, muito simplesmente porque as decisões humanas não se ordenam por conceitos, mas por alternativas e saltos.

Mayara Faria

"Que sejamos autores, todos nós, cada qual com seu poema, sua rima,seu lema...Que sejamos protagonistas de nossas vidas, que não abdiquemos do impossível e nem nos alardeamos pelo que é visível...
Vamos ser meio a meio: Metade sonho , metade lucidez.
E se for mais convincente, usemos a maluquez de quem sabe que cada artifício vale muito mais que detalhes.
E vícios, e inícios...
Sejamos protagonistas de nossa opinião. Certa ou errada, a gente vai...
E que tudo isso não seja mais do que viver a vida, e sem complicar,
sem esperar demais
Sem mais...
Com tudo
Mesmo, absurdo
Audaz"...

Denise Lessa

Título: Amor insensato de diálogo.

Autores: Daniel Muzitano e Danielle Cardoso

Beijando sua boca,
eu iria compor versos exclusivos,
lindos como a bruma de dois sóis.

E eu iria participar de cada palavra,
e entender de fato o que falta nessa realidade.

Nossas línguas iriam procurar amar o significado da eternidade,
pois amar-te é não ter tempo,
mas sim alento,
no conforto de teu seio.

Ah... e como pode haver tempo para o amor, se logo ele não resiste à sua própria coragem...

Selvagem como um livro,
que em nosso sozinho,
dois corpos de amor.

Encantador,
como cada página qual esse livro se refere,
e sim apenas dois únicos corpos,
dois semblantes a que escreve.

Eu quero lhe amar,
quero lhe ter.
Só você para me poetizar,
só você conjuga meu escrever.

Ah, mas se cada verbo pudesse ser interpretado,
sim, eu conjugaria seu escrever.
Mas de nada adiantaria ele ser cantado,
se o verbo pode ser criado sem que alguém pudesse ler.

Eis que nos poemas de teus ouvidos,
surgira um grito tão bonito,
de pausa aglutinada.

E tu como minha mulher amada,
do teu brilho,
a alma aguava,
amo-te como em teu prestante de todo nada.

Escutando tuas palavras,
logo formo em meus pensamentos escritos que jamais seriam imaginados,
portanto, percebo que é contigo que tenho que pensar.
Amo cada palavra que tu pensa e não suporta escrever,
amo cada frase que tu consegue formar com essas dádivas.

Dois infinitos sorriram,
e por assim dizer redigiram,
um verso que ficará,
em nosso eternamente.

danielmuzitano

Os mas aclamados poetas, escritores e autores dão vida a sua arte, de forma que muitos possam ver e poucos entender.
Sou visto como desconhecido entre as letras, minhas aventuras muitas vezes se resumem e puçás palavras, que são lidas apenas por amigos ou de sangue, são poucas as palavras que uso, mas elas dão fora a frases claras a todos que assim as recebem.

Victor Muller

AUTORES DO AMOR

Somos todos, somos nenhuns
Umas vezes nós, outras vezes eles
Em alguns momentos, todo mundo, noutros eu
Somos assim autores do amor
Ora aqui, outrora acolá...
Desencadeio grandes desvaneios, volto a mim
Te desencadeias de mim, formas nós dois
Me afasto, recuo... me repeles, recuas
Somos íman e metal, côncavo e convexo
Agora Íman em Íman
Sou eu em ti, nós em você...
Sou perdição em tua rendição...
És saudades, rumor com grandes contorvérsias
Agora sou de novo eu, somente
És tu ali, diante de mim...
Pisco os olhos somos os dois novamente
Mal pisquei de novo, es tu em mim e por mais um pouco
Somos so alegria, não!!! tristeza, oh! emoção
És lagrimas e eu afagos, sou conforto, so para ti
Te miro, me olhas... somos egoísmo
Possessivos, te tenho nas mãos!!!
Me guardas no coração!!! Suspiramos...
Te volto a perder, me encontras no trocar de mãos
Mudas de endereço, te procuro, tu me achas
Pensas que me chamas, não!!! Não te ouço. Tu me ouves
De novo me encontras, desta vez eu me perco, não estás aí
Me desolo, desta vez é para sempre, sou lamúrias
Sim, es alucionações...
Somos Melancolia e lamentos... gritamos, nos sufocamos
Não!!! estamos solitários, não falamos,
Se choramos, interiorizamos... somos vazio
Metades incompletas, projectos inacabados... vãos
Faz-se ponte, es minha sombra, sou teu corpo desnudo
Sou de novo eu teu iman, meu metal
Ja não sou tu, és nós!!! Somos nós
O abraço quente no frio gélido do inverno
Es verão, estação sem definição
Somos fogo, ardemos de paixão
Sorrisos meigos, caricias ardentes
Somos almas uniovulares, pedaços do mesmo céu!!!
Somos Autores do amor, nos amamos e não nos definimos!!!
Somos concerto único, um vão de desconcertos...
Somos assim, mim em tu, ti em eu... descomandados amantes
Somos amor... apenas eu e tu!!!

Lyah dos Anjos

Título: Dois

Autores:Daniel Muzitano e Mys Fernandes

É tanto como um verso,
que de amar se faz egrégio.
Com o teu carinho,
sem mais quanto porque.

Amor que é luz inexplicável,
como um soneto inenarrável.
Que de vida,
ei de parar de respirar meu pranto.

Eis do excesso se faz a lógica,
de sentimentos, ações e pensamentos.
O que não se pode medir,
diante do amor em dois sóis de solidão.

No último dia da tua vida,
como de poesias sempre brilharias.
Como num aprouver,
vendo o dia naturalmente.

Morro hoje,
como de amor ao lhe conhecer.
Um beijo que pairaria sobre a eternidade,
como o infinito magno ao escrever com você a palavra amor.

danielmuzitano

Quanto vale a vida


Dos autores da rixa iniciada
e a peleja travada mano a mano, tete a tete
da faca burocraticamente cravada nas costas
em um embate imbecil - por quase nada -
A banalidade como baliza das ações cotidianas.
O que se vê por aqui é o desamor
o ódio que salta dos olhos em um brilho amedrontador
a lâmina de aço da faca fria, que fia a carne
o sangue quente que corre por entre os dedos do agressor
e a raiva contida em seu agir desmedido.
Depois, o choro inconsolável da mãe
os gritos desesperados por socorro
a perplexidade na face incrédula do pai
e a reza que vela o corpo morto, caído no asfalto.
Pele negra, minguando solitária à espera do rabecão
expondo as vísceras de um desumano sistema
que finge não ver o que acontece na(s) periferia(s).
Será? Seremos sempre assim?
Bárbaros, brutais, cruéis...
Afinal de contas, quanto vale a vida?
Vinte reais ou menos - troco do mínimo salário que nos é pago
Um relógio de pulso fabricado no Paraguai
Duas pedras de crack!
Quanto vale a sua vida? Será só isso mesmo!

J.W.Papa

Domingo de outono

Autores: Daniel Muzitano e Ricardo Teixeira

As escolhas são baseadas em nossas emoções,
ou criadas e escolhidas por nossas ilusões.
Dias de tênue que empalidecem desertos,
poemas sinceros em busca de mundo.

O progresso da vida reluz em nós,
e refletimos a dor e a alegria em uma mesma expressão.
Aos olhos da morte a vida é quando,
caminho de encanto em portento infinito.

Na verdade o sol me disse que em mais idílio,
a beleza da vida está no final de cada dia.
E se o sol pairar em tal radiante,
do mar triunfante se faz o amar.

danielmuzitano

Título: Tinta cintilante

Autores: Daniel Muzitano e Marcela Almeida

Quando penso em ti,
faltam vocábulos para expressar o mar que envolve a paixão.
Sinto saudades do que ainda não vivi, das mágicas de tuas palavras,
que me fazem imaginar o brilho inenarrável do mundo.

E lhe digo, tão a par de tudo,
a par do frio, dos meus invernos de pensamentos.
Como Baudelaire alcançou o outono,
como o poeta alcançou o eterno.

Como seria o tão esperado encontro?
Cheios de carinhos ou de flores?
Com dor ou com amores?
O infinito não saberia responder.

Faltava um parágrafo para completar o poema,
o dilema da angústia de não conseguir.
Amo-te,
querendo saber um do outro.

danielmuzitano

As vítimas milionárias

Luciano Berio e Luigi Nono, autores italianos da pouca investigada música erudita no século XX, compunham uma obra cujo expurgaram a lógica e cismaram em trabalhar de modo que se promulgassem como vítimas da direita. As especificidades principais dos respectivos concertos, implicavam tão no cântico da injustiça, da perseguição e da crueldade.

No Brasil, guardadas as ressalvas, possuímos sim um Luciano Berio e um Luigi Nono. E não, tampouco se tratam de músicos, mas sim, ensaístas políticos que em suma são duas antas com boa cúpula de assessores. Quem são? Dilma e Lula.

Quem acompanha o futebol nacional, e está a par do internacional, sabe que manifestações de racismo são frequentes de forma veemente há anos. Poderíamos ir além, já que houve por parte do dono da NBA, outro crime racial. E coincidentemente, próximo do período eleitoral, a dona Dilma que ignorou o tema durante os quatro anos de mandato; afinal, não houve um projeto sequer para debater o tema. Se sente de extremo incomodada no que se concerne ao caso Daniel Alves, por sua vez, mundialmente conhecido.

Paralelo a isso, o ex presidente Lula, acata o que o seu grupo de assessores delega. Portanto, se faz de vítima perseguida bem como a tal presidente. Como praias alguém pode alcançar tamanho cinismo ressaltando que não houve mensalão? E pior, que a decisão do julgamento foi 80% política e 20% jurídica. O Lula deve ter esquecido que quem elegeu os configurados do supremo foi o próprio. O que já extirpa a possibilidade da decisão ter sido de perseguição política. Vamos cair nessa outra vez? O mensalão não apenas existiu, bem como ainda há. E visa como principal objetivo, 24 anos de PT. Goethe antes de morrer disse : Luz, luz e mais luz. É que o falta para todos nós. Luz.

Para estabelecer nossa consecução: "No Japão quem não sabe ler vai preso, aqui, eles são eleitos", Antônio Abujamra.

danielmuzitano