Textos de Autores Desconhecidos

Cerca de 76 textos de Autores Desconhecidos

Quando você sente saudade demais de uma pessoa, então começa a vê-la nas outras, em todos os lugares.

Pare de correr atrás, pare de se importar.

Seja indisponível, desapegue. Pessoas gostam, do que não têm.

No coração também deveria existir as opções: ''Deletar contato'', ''Bloquear usuário'' e ''Excluir histórico".
É difícil não olhar para traz quando as lembranças são boas.

O maior problema em acreditar nas pessoas erradas, é que um dia você acaba não acreditando em mais ninguém.

É horrível ter que se afastar, quando na verdade tudo o que você queria era estar perto.

Sofrer não é tão ruim, você aprende uma bela virtude, ser forte.

O verdadeiro amor é aquele que suporta a ausência e sobrevive na saudade.

As vezes perder o equilíbrio por amor faz parte de uma vida equilibrada!

Eu te amo tanto, mas tanto, que tive que arrancar algumas coisas daqui de dentro pra deixar só você, assim, por inteira em mim.

Tudo Tem Começo meio e Fim, Menos o Amor.

desconhecidos

ografias dos principais autores, escritores e personalidades.
A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z
Biografias em Destaque

José Saramago
Biografia de José Saramago

Benjamim Constant
Biografia de Benjamim Constant

Eça de Queiroz
Biografia de Eça de Queiroz

Charles Darwin
Biografia de Charles Darwin

Augusto Cury
Biografia de Augusto Cury

Guimarães Rosa
Biografia de Guimarães Rosa

Luís Fernando Veríssimo
Biografia de Luís Fernando Veríssimo

Salvador Dalí
Biografia de Salvador Dalí

Terêncio
Biografia de Terêncio

Gabriel Garcia Marques
Biografia de Gabriel Garcia Marques

Padre Fábio de Mello
Biografia de Padre Fábio de Mello

Oscar Wilde
Biografia de Oscar Wilde

Virgílio
Biografia de Virgílio

Arthur Schopenhauer
Biografia de Arthur Schopenhauer

Baruch Spinoza
Biografia de Baruch Spinoza

Deepak Chopra
Biografia de Deepak Chopra

Aristóteles
Biografia de Aristóteles

Fredo
Biografia de Fredo

Esopo
Biografia de Esopo

Zíbia Gasparetto
Biografia de Zíbia Gasparetto

Antônio Vieira
Biografia de Antônio Vieira

Machado de Assis
Biografia de Machado de Assis

Adam Smith
Biografia de Adam Smith

Xico Sá
Biografia de Xico Sá

Érico Veríssimo
Biografia de Érico Veríssimo

Confúcio
Biografia de Confúcio

Manoel Bandeira
Biografia de Manoel Bandeira

Florbela Espanca
Biografia de Florbela Espanca

Buson
Biografia de Buson

Fernando Anitelli
Biografia de Fernando Anitelli

Tácito
Biografia de Tácito

Max Lucado
Biografia de Max Lucado

Abílio Guerra Junqueiro
Biografia de Abílio Guerra Junqueiro

Saint-Exupêry
Biografia de Saint-Exupêry

Johann Goethe
Biografia de Johann Goethe

Sigmund Freud
Biografia de Sigmund Freud

Nicholas Sparks
Biografia de Nicholas Sparks

Maxwell Maltz
Biografia de Maxwell Maltz

Madre Teresa
Biografia de Madre Teresa

Demócrito
Biografia de Demócrito

Ernest Renan
Biografia de Ernest Renan

René Descartes
Biografia de René Descartes

Anaïs Nin
Biografia de Anaïs Nin

C.S. Lewis
Biografia de C.S. Lewis

Albert Einstein
Biografia de Albert Einstein

Max Weber
Biografia de Max Weber

Roberto Shinyashiki
Biografia de Roberto Shinyashiki

Heráclito
Biografia de Heráclito

Jane Austen
Biografia de Jane Austen

Adicione um pensamento

Busca:
Pensador no Twitter Siga-nos no Twitter
Pensador no Facebook Seja nosso fã no Facebook

RSS Assine o RSS do Pensador

Frases no seu Blog

Coloque as frases e textos do Pensador no seu Blog

sites recomendados:
E-Biografias
Momentos Especiais

frases de amor
poemas de amor
bob marley
frases de bob marley
frases de amizade
frases de clarice lispector
frases sobre a vida
frases bonitas
poemas de amizade
mensagens de aniversário
william shakespeare
frases românticas
depoimentos de amor

Paulo Coelho

Sabe, eu brigo com o espelho toda manhã. Eu mal consigo formular palavras a desconhecidos. Eu nem mesmo acredito na minha capacidade de marcar a vida de quem eu conheço. Meu complexo de inferioridade já me fez perder noites e noites de sono à procura de respostas para medos ridículos, muitas vezes inexistentes.

Verônica H.

Quero ver outras pessoas, outros corpos, outras caras, mesmo que sejam inexpressivos, desconhecidos. Eu também serei inexpressivo e desconhecido para elas, e nesse desconhecimento e nessa inexpressividade mergulharemos todos juntos num filme qualquer, de mãos dadas no escuro, como um bando de meninos dançando a cirandinha.

Caio Fernando Abreu - Limite Branco

Pior do que estar sozinho é se sentir sozinho.
As vezes sinto como se não existisse alguém ao meu lado com quem eu pudesse compartilhar o que sinto. Sempre estive cercada de pessoas. Nenhuma delas foi verdadeira o bastante pra continuar junto de mim. Eu não sei o que esta acontecendo com a minha vida. Eu só sei ficar triste, me sentir sozinha. Sinto como se um vácuo profundo preenchesse o meu coração, a minha alma. Eu que sempre pedi a Deus amigos fieis, pessoas fieis.
Quando me olho no espelho, a única coisa que vejo é desgosto.
Não estou me dando bem na escola, na vida.
Sinto como se fosse me afundar, sempre, sempre.
Me sinto em constante solidão. Assim como também parece que as outras pessoas tem outros planos e cujo eu não estou dentro deles, as vezes ate meus pais esquecem de mim. O que me torna diferente das outras pessoas. Nunca tive sonhos, ou melhor, nunca tive motivos pra sonhar. Porque quando eu começo a construir um sonho, sempre alguém destrói. De que adianta uma vida assim? Sem motivos. Morrer iria adiantar? A culpa ainda seria minha, como sempre foi. Porque simplesmente tudo o que acontece de errado, sou eu, ou eu estou envolvida. Muitas vezes já me senti menosprezada pela minha própria família. Porque sou a que tenho condições de vida mais precárias e que nunca pode se igualar a ninguém porque aconteça o que acontecer, eu sou sempre a pior.
Não sei por que motivos estou escrevendo isso. Acho que estou cansada de tudo o que vem acontecendo durante todos esses anos e eu sempre me calei. Nunca tive voz. Parece que mesmo querendo gritar ninguém ira me escutar. Quanto aos amores? Eles já não existem mais. Nunca floresceram e nem irão florescer. Pessoas como eu, sem sonhos, sem planos, não tem no que acreditar. Será meu Deus que nunca serei feliz? Ou será que isso não passa de uma simples maré alta? Espero que com o tempo tudo isso passe e eu finalmente possa ser feliz como sempre tive vontade de ser, mais não consegui. A única coisa que ainda me mantém viva é a esperança de um dia ser igual a todo mundo e poder fazer as coisas que tenho muita vontade de poder fazer. Quero aprender a amar, a confiar nas pessoas, construir meus sonhos. Ser normal. Ou melhor, ser aquilo que nunca pude ser e que as pessoas talvez temessem que eu fosse. Não quero que daqui a algum tempo continuem me vendo como qualquer uma, com que eles possam rir, abusar e depois pisar em cima como se fosse um brinquedo comum, um brinquedo qualquer. Já chega. E quando dizem que existe injustiça no mundo, não mentem. E onde estão os meus direitos de ser feliz? Aonde estão minhas chances de poder viver? Será que é impossível conseguir ao menos um pouco disso que desejo. Se não puder ser feliz, me devolva parte do amor que me foi tomado. Porque através disso poderei construir algo. Porque quem tem amor no coração consegue sobreviver somente disso. Eu quero que fique claro que não estou culpando ninguém por isso. O que quero que saibam é que a minha depressão me consome a cada dia que passa, me transformando num bicho de sete ou ate mais cabeças cuja eu não sou capaz de decifrar. Como consigo escrever isso? Como disse, a única coisa que tenho é a esperança de tentar mudar.

mundo dos desconhecidos escrito por Luana Altoé.

Simpatia poderosa, faça e pode ter a certeza de que acontece ainda essa noite, de madrugada, o teu amor dará conta que te ama. Alguma coisa acontecerá entre 1 e 4 horas da manhâ, esteja preparada para a maior e mais linda surpresa de sua vida.
Se romper essa corrente terá má sorte no amor. Deus vai lhe abençoar, e sua vida não será mais a mesma. Leia sozinha essa simpatia e amarração amorosa, porque no passado eu também não acreditava que ia dar certo, mas funcionou mesmo. Entrei nesse site e fiz essa simpatia pra ver se ia dar certo: e deu. Assim que acabei de postar essa simpatia, meu amor ligou. A pessoa de quem copiei também não acreditava, mas pra ela também funcionou.

Vamos à simpatia: para você mesma diga o nome do unico rapaz (ou moça) com que gostaria de estar por 3 vezes. Pense em algo que gostaria de realizar na proxima semana e repita para você mesma po 6 vezes. Se você tem esse desejo repita para você mesma "Vem cá Anjo de Luz, eu te invoco para que liberte ...(coloque as iniciais dele ou dela) GSN, de onde estiver ou com quem estiver, aonde estiver e arrependido, liberte tudo que está impedindo que (GSN) venha pra mim, coloque suas iniciais (MNB). Afaste todos aqueles que tenham contribuido para o nosso afastamento e que ele não pense mais nos outros, somente em mim. Que ele me telefone e me ame. Agradeço por este seu misterioso poder que sempre deu certo. Amém! Publique esta simpatia por 3 vezes e aguarde com muita fé!

desconhecidos

Argumentos desconhecidos devoram-me,
numa ausência igualmente repetida,
finjo espantada mas aguardo o que se me afigura,
desvaneço numa recusa que se evapora,
mas tenho a certeza nas voltas a dar,
plano sobre o sublime que me atinge,
caminho a teu lado sem que o saibas,
desiste de te ausentares,
o teu mundo interior está desorganizado,
não existem mistérios, confronta-os e verás,
eu apenas encontro o caminho através de ti,
quero voar contigo, avançar caminhos,
entrego-te o meu sorriso, o meu corpo,
a fim que organizes o nosso castelo,
que o coração nos leve pelas dunas,
acende a luz e recupera o teu eu,
devias estar aqui e não estás...
a falta de coragem destroi pontes,
evita engolir-te a ti próprio,
entrego-me à evidência do teu ser.

Ana Margarida Amorim

Minha vida é um país... cheio de estados abandonados, cidades citiadas, bairros desconhecidos, ruas sem saídas e encruzilhadas onde me perco a te procurar.
Sei que se esconde de mim, por isso decidi deixar-te livre, pode até parecer covardia, mas foi apenas uma forma que encontrei de voltar a minha casa chamada Amor próprio.

Thays Nepomuceno

Quem outrora me trouxe alegria e ao meu lado trilhou caminhos desconhecidos, brindando comigo o prazer das descobertas...
Ao meu lado estava quando desabrochei para o canto, para os sons da vida...
Desapego inesperado, sombrias verdades... realidade iminente, falso amor, inocência roubada, que como raios, devastaram meus projetos, meus sonhos...
Manipulação desmedida, suja magia, trevas que corrompem a alma... a vida!
Traição, mentiras, enganos, manipulação, idolatria vazia...
Mergulho fundo na dor, na agonia... a luz em instantes se aproxima,mas não me alcança, perdido no abismo, sinto que posso toca-la... mas quando, como?
Meus olhos já turvos clamam por socorro, clamam que me achem... me encontrem... que me salvem...

Para alguém muito especial... ainda da tempo de se libertar e recomeçar.

Kátila Lima

Meu jeito se dá a tudo que passei, minhas defesas nada mais são do que frutos das más experiências.
Se as pessoas querem te amar , elas devem te amar pelo jeito que você é, não pelo
o jeito que elas pensam.



Eu não sou bravo, algumas pessoas é que tem o dom de querer irritar,a paciência e um dom que não compete a todos...

varios autores

Toda obra tem seu preço, seja escrita por grandes autores ou até mesmo por nércios desconhecidos, que por sua vez propõem a alta realização de seus sonhos sem olhar quem a avaliem seus ideias escritos, seja em utopia ou certezas vivenciadas .
A humanidade se realiza em estruturas onde o ego pressupõem a ser maior que a sua própria satisfação , onde os sonhos muitas vezes dão errado ou o impossível pode acontecer, valorizam o improvável e desvalorizam a obviedade do provável, tornando-se amantes de visões conservadoras do que vem a ser a verdadeira arte.
Entre tudo qual a forma de descobrir a verdadeira arte senão conhecer a arte chamada vida, o ser profundo e sagrado, onde está o verdadeiro sentido dessa arte, senão tentar descobrir a cada dia, o singular ou o plural do viver, essa sim é a arte ilustrada por linhas próprias por valores reais que se distinguem na fonte das relações humanas, própria e pessoal.
Vale a pena saber qual é o valor dessa obra, não a arte dos olhos físicos mas sim a dos olhos da alma, do intelecto profundo, do contentamento em dizer eu sou a arte viva, onde basta somente a mim descobrir o meu verdadeiro valor.

Élisson de Souza

Eu te amo por mil motivos te amo de forma mas pura de forma mas louca te amo com paixao eu te amo de madrugada de dia de noite te amo nos meus sonhos te amo a cada segundo a cada minuto a cada hora eu ti amo com todos os seus sorrisos eu ti amo simplesmente por ti amar eu ti amo nos cinco sentidos nas sete cores do arco iris nas 7 notas musicais nos 12 signos do zodico em tudo o que existe eu ti amo cada vez mais eu ti amo em toda a criacao eu ti amo como o proprio criador ama a sua criatura.

varios autores

Momentos,

tantas traduções já foram feitas pelos mais diversos autores,
profissionais ou armadores.
No entanto, foi quando vivi esses momentos que pude compreender
cada significado.
O gosto do seu beijo, ainda está nos meus lábios e ao anoitecer é
nele que eu penso. O seu abraço nem tao forte nem tao fraco, me segurando
ao seu lado como se quisesse me proteger para nunca escapar.
Uma palavra, um olhar, um sorriso, qualquer gestos seus fazem meu coração disparar.
Tais coisas já tinha lido em livros, assistido em filme e ouvido de histórias, mas nunca
tinha imaginado a intensidade que elas acontecem.
Portanto, aprendi que traduções nao sao fatos. O é seu ponto de vista nao é o meu. O que eu sinto nao é
o mesmo que você senti. Apenas posso dizer que momentos nao sao para sempre, as lembranças deles sim.
E são essas lembranças que me fazem acordar e dormi todo dia com um sorriso no rosto.

Fernanda Byron

IMPÉRIO SERRANO Samba-Enredo 2009

(Autor(es): Vicente Mattos, Dinoel E Arlindo Velloso)

O mar, misterioso mar
Que vem do horizonte
É o berço das sereias
Lendário e fascinante
Olha o canto da sereia
Ialaô, Okê, laloá
Em noite de Lua cheia
Ouço a sereia cantar
E o luar sorrindo
Então se encanta
Com a doce melodia
Os madrigais vão despertar

Ela mora no mar
Ela brinca na areia (bis)
No balanço das ondas
A paz ela semeia

Toda a corte engalanada
Transformando o mar em flor
Vê o Império enamorado
Chegar à morada do amor

Oguntê, Marabô
Caiala e Sobá (bis)
Oloxum, Inaê
Janaína, Iemanjá
(São Rainha do Mar...)

Malu

Título: Menina sem igual.

Autores: Daniel Muzitano e Ricardo Teixeira.

No teu quarto navego a bruma de teus seios tão quentes,
nunca vi nada assim, assim, tão eloquente.
Teu corpo, teu gosto, teu cheiro,
são assim, para mim tão diferentes.

Menina de olhos castanhos, castanhos presentes,
em meus sonhos abarco teu beijo, poesias ardentes.
Teu choro, teus olhos, tuas lágrimas,
me fazem assim, um presente sem fim.

Refrão

Menina sem igual,
teu papel é minha escrita.
Teu cabelo reluz,
as cores mais lindas.

(2X)

Daniel Muzitano e Ricardo Teixeira

Aqui...nesse lugarzinhoo!
Irei colocar não apenas pensamentos de autores...
O meu irá fazer parte disso aqui!
Já que eu não sei criar um Blog; AUSHAUSHAU
Então postarei muitas vezes com dedicatoria, pensamentos meus, sentimentos, e de autores que possam ter a ver comigo, ou apenas eu ter gostado :)

Bjinho ;*

Raiane Fernandes Souza

Idealizei tanto o momento dessa manhã, como aqueles autores que escrevem poemas melosos, idealizando perfeições, que eu não poderia imaginar que, na realidade, seria infinitamente mais aprisionador… esse amor de manhã inteiro!

Você achou lindo, quando te mostrei e você ouviu…

… vai dizer que não lembra, aposto!

Jota Cê

-

Jota Cê - Néctar da Flor

Pra que atribuir a autoria da sua obra, que se chama vida, a outrem?
Não precisamos criar autores fictícios que possuem personalidade já que temos nossa própria individualidade consciente.
Se para algumas pessoas não somos reconhecidas em razão das nossas funções ou mesmo feições, elas não merecem nosso préstimo, destreza, talento, pendor...

Samanta Bernardi

Kierkegaard

Kierkegaard é um dos raros autores cuja vida exerceu profunda influência no desenvolvimento da obra. As inquietações e angústias que o acompanharam estão expressas em seus textos, incluindo a relação de angústia e sofrimento que ele manteve com o cristianismo – herança de um pai extremamente religioso, que cultuava a maneira exacerbada os rígidos princípios do protestantismo dinamarquês, religião de Estado.

Sétimo filho de um casamento que já durava muitos anos – nasceu em 1813, quando o pai, rico comerciante de Copenhague, tinha 56 e a mãe 44 –, chamava a si mesmo de "filho da velhice" e teria seguido a carreira de pastor caso não houvesse se revelado um estudante indisciplinado e boêmio. Trocou a Universidade de Copenhague, onde entrara em 1830 para estudar filosofia e teologia, pelos cafés da cidade, os teatros, a vida social.

Foi só em 1837, com a morte do pai e o relacionamento com Regina Oslen (de quem se tornaria noivo em 1840), que sua vida mudou. O noivado, em particular, exerceria uma influência decisiva em sua obra. A partir daí seus textos tornaram-se mais profundos e seu pensamento, mais religioso. Também em 1840 ele conclui o curso de teologia, e um ano depois apresentava "Sobre o Conceito de Ironia", sua tese de doutorado.

Esse é o momento da segunda grande mudança em sua vida. Em vez de pastor e pai de família, Kierkegaard escolheu a solidão. Para ele, essa era a única maneira de vivenciar sua fé. Rompido o noivado, viajou, ainda em 1841, para a Alemanha. A crise vivida por um homem que, ao optar pelo compromisso radical com a transcendência, descobre a necessidade da solidão e do distanciamento mundano, está em Diários.

Na Alemanha, foi aluno de Schelling e esboça alguns de seus textos mais importantes. Volta a Copenhague em 1842, e em 1843 publica A Alternativa, Temor e Tremor e A Repetição. Em 1844 saem Migalhas Filosóficas e O Conceito de Angústia. Um ano depois, é editado As Etapas no Caminho da Vida e, em 1846, o Post-scriptum a Migalhas Filosóficas. A maior parte desses textos constitui uma tentativa de explicar a Regina, e a ele mesmo, os paradoxos da existência religiosa. Kierkegaard elabora seu pensamento a partir do exame concreto do homem religioso historicamente situado. Assim, a filosofia assume, a um só tempo, o caráter socrático do autoconhecimento e o esclarecimento reflexivo da posição do indivíduo diante da verdade cristã.

Polemista por excelência, Kierkegaard criticou a Igreja oficial da Dinamarca, com a qual travou um debate acirrado, e foi execrado pelo semanário satírico O Corsário, de Copenhague. Em 1849, publicou Doença Mortal e, em 1850, Escola do Cristianismo, em que analisa a deterioração do sentimento religioso. Morreu em 1855.

Filósofo ou Religioso?
A posição de Kierkegaard leva algumas pessoas a levantar dúvidas a respeito do caráter filosófico de seu pensamento. Pra elas, tratar-se-ia muito mais de um pensador religioso do que de um filósofo. Para além das minúcias que essa distinção envolveria, cabe verificar o que ela pode trazer de esclarecedor acerca do estilo de pensamento de Kierkegaard. Pode-se perguntar, por exemplo, quais as questões fundamentais que lhe motivam a reflexão, ou, então, qual a finalidade que ele intencionalmente deu à sua obra.

Estamos habituados a ver, na raiz das tentativas filosóficas que se deram ao longo da história, razões da ordem da reforma do conhecimento, da política, da moral. Em Kierkegaard não encontramos, estritamente, nenhuma dessas motivações tradicionais. Isso fica bem evidenciado quando ele reage às filosofias de sua época – em especial à de Hegel. Não se trata de questionar as incorreções ou as inconsistências do sistema hegeliano. Trata-se muito mais de rebelar-se contra a própria idéia de sistema e aquilo que ela representa.

Para Hegel, o indivíduo é um momento de uma totalidade sistemática que o ultrapassa e na qual, ao mesmo tempo, ele encontra sua realização. O individual se explica pelo sistema, o particular pelo geral. Em Kierkegaard há um forte sentimento de irredutibilidade do indivíduo, de sua especificidade e do caráter insuperável de sua realidade. Não devemos buscar o sentido do indivíduo numa harmonia racional que anula as singularidades, mas, sim, na afirmação radical da própria individualidade.

De onde provém, no entanto, essa defesa arraigada daquilo que é único? Não de uma contraposição teórico-filosófica a Hegel, mas de uma concepção muito profunda da situação do homem, enquanto ser individual, no mundo e perante aquilo que o ultrapassa, o infinito, a divindade. A individualidade não deve portanto ser entendida primordialmente como um conceito lógico, mas como a solidão característica do homem que se coloca como finito perante o infinito. A individualidade define a existência.

Para Kierkegaard, o homem que se reconhece finito enquanto parte e momento da realização de uma totalidade infinita se compraz na finitude, porque a vê como uma etapa de algo maior, cujo sentido é infinito. Ora, comprazer-se na finitude é admitir a necessidade lógica de nossa condição, é dissolver a singularidade do destino humano num curso histórico guiado por uma finalidade que, a partir de uma dimensão sobre-humana, dá coerência ao sistema e aplaca as vicissitudes do tempo.

Mas o homem que se coloca frente a si e a seu destino desnudado do aparato lógico não se vê diante de um sistema de idéias mas diante de fatos, mais precisamente de um fato fundamental que nenhuma lógica pode explicar: a fé. Esta não é o sucedâneo afetivo daquilo que não posso compreender racionalmente; tampouco é um estágio provisório que dure apenas enquanto não se completam e fortalecem as luzes da razão. É, definitivamente, um modo de existir. E esse modo me põe imediatamente em relação com o absurdo e o paradoxo. O paradoxo de Deus feito homem e o absurdo das circunstâncias do advento da Verdade.

Cristo, enquanto Deus tornado homem, é o mediador entre o homem e Deus. É por meio de Cristo que o homem se situa existencialmente perante Deus. Cristo é portanto o fato primordial para a compreensão que o homem tem de si. Mas o próprio Cristo é incompreensível. Não há portanto uma mediação conceitual, algum tipo de prova racional que me transporte para a compreensão da divindade. A mediação é o Cristo vivo, histórico, dotado, e o fato igualmente incompreensível do sacrifício na cruz. Aqui se situam as circunstâncias que fazem do advento da Verdade um absurdo: a Verdade não nos foi revelada com as pompas do conceito e do sistema. Ela foi encarnada por um homem obscuro que morreu na cruz como um criminoso. O acesso à Verdade suprema depende pois da crença no absurdo, naquilo que São Paulo já havia chamado de "loucura". No entanto, é o absurdo que possibilita a Verdade. Se permanecesse a distância infinita que separa Deus e o homem, este jamais teria acesso à Verdade. Foi a mediação do paradoxo e do absurdo que recolocou o homem em comunicação com Deus. Por isso devemos dizer: creio porque é absurdo. Somente dessa maneira nos colocamos no caminho da recuperação de uma certa afinidade com o absoluto.

Não há, portanto, outro caminho para a Verdade a não ser o da interioridade, o aprofundamento da subjetividade. Isso porque a individualidade autêntica supõe a vivência profunda da culpa: sem esse sentimento, jamais nos situaremos verdadeiramente perante o fato da redenção e, conseqüentemente, da mediação do Cristo.

O Sofrimento Necessário
A subjetividade não significa a fuga da generalidade objetiva: ao contrário, somente aprofundando a subjetividade e a culpa a ela inerente é que nos aproximaremos da compreensão original de nossa natureza: o pecado original. E a compreensão irradia luz sobre a redenção e a graça, igualmente fundamentais para nos sentirmos verdadeiramente humanos, ou seja, de posse da verdade humana do cristianismo. A autêntica subjetividade, insuperável modo de existir, se realiza na vivência da religiosidade cristã.

A subjetividade de Kierkegaard não é tributária apenas da atmosfera romântica que envolvia sua época. Seu profundo significado a-histórico tem a ver, mais do que com essa característica do Romantismo, com uma concepção de existência que torna todos os homens contemporâneos de Cristo. O fato da redenção, embora histórico, possui uma dimensão que o torna referência intemporal para se vivenciar a fé. O cristão é aquele que se sente continuamente em presença de Deus pela mediação do Cristo. Por isso a religião só tem sentido se for vivida como comunhão com o sofrimento da cruz. Por isso é que Kierkegaard critica o cristianismo de sua época, principalmente o protestantismo dinamarquês, penetrado, segundo ele, de conceituação filosófica que esconde a brutalidade do fato religioso, minimiza a distância entre Deus e o homem e sufoca o sentimento de angústia que acompanha a fé.

Essa angústia, no entender de Kierkegaard, estaria ilustrada no episódio do sacrifício de Abraão. Esse relato bíblico indica a solidão e o abandono do indivíduo voltado unicamente para a vivência da fé. O que Deus pede a Abraão – que ele sacrifique o único filho para demonstrar sua fé – é absurdo e desumano segundo a ética dos homens.

Não se trata, nesse caso, de optar entre dois códigos de ética, ou entre dois sistemas de valores. Abraão é colocado diante do incompreensível e diante do infinito. Ele não possui razões para medir ou avaliar qual deve ser sua conduta. Tudo está suspenso, exceto a relação com Deus.

O Salto da Fé
Abraão não está na situação do herói trágico que deve escolher entre valores subjetivos (individuais e familiares) e valores objetivos (a cidade, a comunidade), como no caso da tragédia grega. Nada está em jogo, a não ser ele mesmo e a sua fé. Deus não está testando a sabedoria de Abraão, da mesma forma como os deuses testavam a sabedoria de Édipo ou de Agamenon. A força de sua fé fez com que Abraão optasse pelo infinito.

Mas, caso o sacrifício se tivesse consumado, Abraão ainda assim não teria como justificá-lo à luz de uma ética humana. Continuaria sendo o assassino de seu filho. Poderia permanecer durante toda a vida indagando acerca das razões do sacrifício e não obteria resposta. Do ponto de vista humano, a dúvida permaneceria para sempre. No entanto Abraão não hesitou: a fé fez com que ele saltasse imediatamente da razão e da ética para o plano do absoluto, âmbito em que o entendimento é cego. Abraão ilustra na sua radicalidade a situação de homem religioso. A fé representa um salto, a ausência de mediação humana, precisamente porque não pode haver transição racional entre o finito e o infinito. A crença é inseparável da angústia, o temor de Deus é inseparável do tremor.

Por tudo o que a existência envolve de afirmação de fé, ela não pode ser elucidada pelo conceito. Este jamais daria conta das tensões e contradições que marcam a vida individual. Existir é existir diante de Deus, e a incompreensibilidade da infinitude divina faz com que a consciência vacile como diante de um abismo. Não se pode apreender racionalmente a contemporaneidade do Cristo, que faz com que a existência cristã se consuma num instante e ao mesmo tempo se estenda pela eternidade. A fé reúne a reflexão e o êxtase, a procura infindável e a visão instantânea da Verdade; o paradoxo de ser o pecado ao mesmo tempo a condição de salvação, já que foi por causa do pecado original que Cristo veio ao mundo. Qualquer filosofia que não leve em conta essas tensões, que afinal são derivadas de estar o finito e o infinito em presença um do outro, não constituirá fundamento adequado da vida e da ação. A filosofia deve ser imanente à vida. A especulação desgarrada da realidade concreta não orientará a ação, muito simplesmente porque as decisões humanas não se ordenam por conceitos, mas por alternativas e saltos.

Mayara Faria

"Que sejamos autores, todos nós, cada qual com seu poema, sua rima,seu lema...Que sejamos protagonistas de nossas vidas, que não abdiquemos do impossível e nem nos alardeamos pelo que é visível...
Vamos ser meio a meio: Metade sonho , metade lucidez.
E se for mais convincente, usemos a maluquez de quem sabe que cada artifício vale muito mais que detalhes.
E vícios, e inícios...
Sejamos protagonistas de nossa opinião. Certa ou errada, a gente vai...
E que tudo isso não seja mais do que viver a vida, e sem complicar,
sem esperar demais
Sem mais...
Com tudo
Mesmo, absurdo
Audaz"...

Denise Lessa