Textos sobre Carnaval

Cerca de 114 textos sobre Carnaval

Nesta época festiva,
Deseja-se a todos os Povos...
Um Carnaval Cheio de Páscoas...
E um Natal cheio de Anos Novos....

Que as Renas do Pai Natal,
Surjam nos Céus a Voar,
Tilintando alegremente...
Com o Rudolph a piscar!

Que o Pai Natal e os Duendes,
Façam raves a bombar...
E não se baralhem nas botas...
Na altura de ofertar!....

Que o presépio de Natal,
Tenha estrelas sorridentes,
Ovelhinhas e Pastores...
E Reis Magos bué Contentes!

Que tudo surja em sorrisos,
Com muita Paz e Carinho...
E que o coelho da Páscoa,
Se esmere no sapatinho!

Que se tenha nesta quadra,
Muito Amor e Alegria...
Rabanadas e filhóses
Arroz doce e Aletria!

Desconhecido

Para o Carnaval


Todo ano é a mesma coisa: você chega, fica aqui três dias e aí vai embora. Volta um ano depois, todo animadinho, querendo me levar para a gandaia. Olha, honestamente, cansei.

Seus amigos, bando de mascarados, defendem você. Dizem que sempre foi assim, festeiro, brincalhão, mas que no fundo é supertradicional, de raízes cristãs, e só quer tornar as pessoas mais felizes.

Para mim? Carnaval, desengano... Você recorre à sua origem popular e incentiva essas fantasias nas pessoas, de que você é o máximo, é pura alegria, mas não passa de entrudo mal-intencionado, um folguedo, que nunca viu um dia de trabalho na vida.

Acha-se a coisa mais linda do mundo e é cafonice pura. Vive desfilando pelas ruas, junto com os bêbados, relembrando o passado. Chega a ser triste.

Carnaval, você tem um chefe gordo e bobalhão que se acha um rei, mas não manda em nada. Nunca teve um relacionamento duradouro. Basta chegar perto de você e temos que agüentar aquelas fotos de mulheres nuas, que são o seu grande orgulho.
Você não tem vergonha, não?

Sei que as pessoas adoram você, Carnaval, mas eu estou cansada dos seus excessos e dessa sua existência improdutiva. Seja menos repetitivo, proponha algo novo. Desde que o conheço, você gosta das mesmas músicas. Gosta de baile. Desculpa, mas estou pulando fora.

Será que essa sua alegria toda não é para esconder alguma profunda tristeza? Será que você canta para não chorar? Tentei, várias vezes, abordar essas questões, e você sempre mudou de assunto. Ora, chega dessa loucura. Reconheça que você se esconde atrás de uma dupla personalidade.

Cada vez mais e mais pessoas ficam incomodadas com essa sua falsa euforia, fique sabendo. Conheço várias que fogem, querendo distância das suas brincadeiras.
Você oprime todo mundo com esse seu deslumbramento excessivo diante das coisas, sabia?

Por exemplo, essa sua mania de camarote. Onde os vips podem suar sem que isso pareça nojento. Onde se pode falar torto sem que seja errado. Todos vestidos de uniforme, senão não entram. Todos doidos para passar a mão na bunda um do outro.
Essa é a sua idéia de curtir a vida?

Menos purpurina, Carnaval. Menos bundas, menos dentes para fora. A vida é linda, mas a “lindeza do lindo mais lindo que há no lindíssimo” é um saco. Um pouco de calma e autocrítica nunca fez mal a ninguém. Tudo muda no mundo – por que você insiste em continuar o mesmo?

A harmonia vem da evolução, não das alegorias. Chegou a hora de rodar a baiana para não atravessar na avenida.

Como será amanhã? Responda quem puder.

Fonte: http://claudia.abril.uol.com.br/materias/2680/?sh=25&cnl=5

Fernanda Young

Restos do Carnaval

Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa já ia se aproximando, como explicar a agitação que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.

No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.

E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.

Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça - eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável - e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.

Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com os quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.

Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga - talvez atendendo a meu mudo apelo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel - resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.

Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas - àidéia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha - mas ah! Deus nos ajudaria! não choveria! Quando ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.

Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.

Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge - minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa - mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil - fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.

Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido, sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.

Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.

in "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998

Clarice Lispector

Vai, não finge que não percebeu. Foi mais que carnaval e momento. Você tem o encaixe perfeito das minhas mãos e não abriu mão de provar isso. O que fez um cara como você notar uma garota como eu não foi coincidência, não.
Tantas diversões fáceis e seu interesse pela menina fria e calada que não gosta de axé em pleno trio elétrico. Tanta beleza para você reparar naquela eterna insatisfeita da estética.
É, não finge que não viu. Eu percebi o tom de voz dos seus amigos.Não vem dizer que também não sentiu. Que não fez falta meu jeito desajeitado de não saber beijar, minha frieza por não saber me apegar.

Verônica H.

Quarta-Feira de Cinzas ou Poeiras

Queira ou não queira terminou o Carnaval.
Para alguns ou muitos, agora é que começa o ano oficialmente. Para outros como eu, já estou vivendo o novo ano a um bom tempo... várias emoções, momentos, desilusões, ilusões, visões e certezas.
Bem, para quem ainda pensa que o ano ainda não começou... comece agora e tente recuperar o tempo off que acabou passando... Ame o dobro, beije o dobro, abrace o triplo e viva mutiplicando-se.

Que venha outros feriados.

Sinézio Albuquerque

é o carnaval está bem próximo e eu estava ouvindo uma música do engenheiros (como sempre rs) e olha só a coincidencia,um trechinho dela:

[b]Quem me vê sempre parado, distante
garante que eu não sei sambar
tou me guardando pra quando o carnaval chegar
eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando
e não posso falar
tou me guardando pra quando o carnaval chegar...

Eng.Hawaii

Michely Ribeiro Gomes

Carnaval Olinda e Recife
Deixa o povo brincar, no colorido das ruas deixa o povo pular, no sobe e desce ladeiras deixa o povo suar... Recife e Olinda fervendo deixa a gente frevar e as orquestras tocando deixa a gente cantar... A vida do povo já é tão dura, deixa a gente sonhar, se iludir, mesmo que por alguns dias deixa o povo ser feliz.

Valéria Carneiro de Lima

“Meu compromisso com o sofrer
Vai se acabar
Vi que isso não tem nada a ver
Hoje quero recomeçar
Transar um novo amor prá mim
Viver enfim
Não posso me ligar
Se acaso for chorar
Quem tanto mal me quis
Não quero nem saber
Tem mais é que sofrer
Enquanto sou feliz
Quero viver a vida
Ir prá avenida com a multidão
Braço e abraço
Mão na mão
Todo mundo é meu irmão
Noite ou dia é tudo igual
Alegria e carnaval
Meu compromisso com o sofrer
Vai se acabar
Vi que isso não tem nada a ver
Hoje quero recomeçar
Transar um novo amor prá mim
Viver enfim
Não posso me ligar
Se acaso for chorar
Quem tanto mal me quis
Não quero nem saber
Tem mais é que sofrer
Enquanto sou feliz
Quero viver a vida
Ir prá avenida com a multidão
Braço e abraço
Mão na mão
Todo mundo é meu irmão
Noite ou dia é tudo igual
Alegria e carnaval”
Alegria Carnaval
Ney Matogrosso

Ney Matogrosso Alegria Carnaval

Lá se foram as férias, aventuras de verão? Acabaram-se todas.

Em um piscar de olhos o Carnaval já havia passado também.
E uma data geralmente esquecida, saltou diante de nossas faces: VOLTA AS AULAS!

Obviamente, não se pode dizer, que esta pitoresca data é de tão 'mal agouro' assim, existem pessoas que até gostam de voltar a rotina escolar. Poucas, é claro.

Mais um ano se inicia, e com ele as promessas também, separei umas clássicas, que eu mesmo pronuncio e escuto por aí:

- Esse ano, prometo estudar.
- Nada de bagunças, estou amadurecido.
- Nada de festas, ano de vestibular é puro estudo, do começo ao fim.
- Neste trimestre, meu nome estará no mural de melhores notas.

Contudo, depois do 3° mês na rotina escolar, muitas dessas 'promessas' ficam pelo caminho, e como todo discurso politico que se preze, a maioria das metas e barreiras a serem vencidas são simplesmente, apagadas, esquecidas.

Ao andar pela escola, três tipos de rostos são claramente identificados ..
Novatos: Estudantes recentes, recém chegados. Tudo é motivo para 'bocas abertas, e gargalhadas '

Bagaços: Alunos já de casa, que possuem ainda alguma expectativa com relação a novidades, e muito animados com o NOVO ano.

Veteranos: Chegamos em um ponto crítico, são sempre os mais velhos, mais experientes, maduros, e legais é claro (haha). Já viram de tudo um pouco, sabem todas as táticas para furar a fila na hora do recreio, roubar balas na sala dos professores e tapiar a coordenadora.

3 grupos indiscritivelmente diferentes, e juntos, numa mesma entidade de ensino médio.

E que comecem as lutas, digo ... AULAS!

Kayque Meneguelli

O amor,é um sentimento forte, que nos faz bem. Mas quando se acaba, vira um carnaval dentro de nós. Um monte de sentimentos querendo agir ao mesmo tempo, e nunca sabemos o que fazer, e ai, acabamos soltando tudo da boca para fora descarregando no pobre infeliz que vier tirar nosso precioso tempo com bobagens.
Perguntamos-nos o porquê da existência do amor, melhor dizendo, pra que ele serve?
Mas o que poucos sabem é nós somos o amor, o amor é uma palavra que define o ser humano, nós amamos nossa família, nossos amigos e a todos os próximos. Nós nos amamos! Sendo assim, nós somos o amor.
Mas também nos perguntamos o porquê será que depois que o amor acaba, dói muito, chega a ser uma dor forte que não conseguimos suportar?
Mas uma coisa que quase ninguém sabe, é que ele dói, porque é para ser assim, ele dói, para nós termos uma prova de que todos aqueles momentos mágicos, era muito mais que um sonho, e que tudo que passamos juntos, foi real!

Aline Delamare

O carnaval se passa, as máscaras caem, o dinheiro que havia na poupança se esvaiu em álcool, a mulher descobriu que seu homem é casado com outro, vários fizeram sexo casual e eu? Bem... o carnaval passou por mim e despejou seus licores, vinhos e demais sabores lúdicos. Ressaca pesada sobre meus frágeis ombros monta barraca.
Ah... uma barraca montada sobre a fina areia da praia...tenho ressaca devido ao pequeno peso de minha máscara de carnaval. Desta vez usei uma máscara de material leve, bordada para dentro da pele minha; havia riqueza de detalhes nela. Apenas eu a vi como de fato era: de dentro para fora.
Penso que todas as máscaras de carnaval sejam bordadas para dentro e para fora da pele: para fora qualquer um outro pode costurá-la da maneira que lhe parece aos olhos; para dentro apenas o eu é o costureiro, o criador de uma obra de arte em movimento. Mas acontece que em certo momento o outro e o eu se olham, é um momento raro (talvez o único) e, a bela que lhe aparece aos olhos é vislumbrante, é carne e linha de costura, pode ser uma bailarina ou uma borboleta ou a enfermeira escritora sozinha e triste, pode ser a Maria, a Joana, o João, a Maria João, pode ser um alguém do carnaval, um ninguém, pode ser uma alma apenas coexistindo...
Ah o carnaval! Faz um carnaval em nossas vidas! Modifica, entorta, renova, abriga, permite a fantasia em si toda vestida, costurada de dentro para fora. Existe uma gostosa atmosfera que se entorna feito taça de cristal , que se debruça sobre a dança de rua... há apenas a brincadeira gostosa de deixar que o outro enxergue a sua máscara de fora; querendo na verdade que o outro veja e entenda a máscara que há por dentro das entranhas.
O sono me abate sobre a face; boa noite Armando... irei descosturar-me por dentro e tudo que restará serão cicatrizes.

Rafaella Arruda

Por voce,
Por voce buscaria as estrelas
Me jogaria no Oceano
Ficaria nu em pleno carnaval
tudo por você
Trocaria todo dinheiro do mundo
Por um sorriso teu
viveria no meio do mato
Me jogaria de um Penhasco
Faria de tudo , apenas
Por voce..
Pra te ver sorrir ,
e nunca fazer chorar,
pra te ter aqui
e nunca te ver partir
Te daria um amor infinito
uma vida de rainha
Te entregaria todos meus sentimentos
tudo Por voce...

RaulCezarms

"Queria ser presidente por um dia. Faria uma lei que anulasse o carnaval em prol da nação. Argumentos lógicos não me faltam: Diminuição de acidentes; menor índice de HIV positivo; melhorar imagem do país no exterior; cortar semana ociosa para que aumentemos nossa renda; valorizar a imagem da mulher brasileira; investir os 2 bilhões por ano
do carnaval em educação; diminuir consumo de drogas nesse período...

Acho que não teria o apoio popular pra isso. Já tivemos presidentes que afundaram a educação, a habitação, a reforma agrária, a inflação, a renda familiar, os empregos e, até mesmo, presidente que roubou nossa
poupança. Ninguém reclamou. Porém se eu acabasse com o carnaval certamente me matariam.

Mesmo sabendo o risco que corro, aceitaria essa missão suicida, afinal, é melhor morrer no país do
carnaval do que viver no carnaval desse pais.

Danilo Gentili

MEU CARNAVAL É VOCÊ!

Neste carnaval
minha escola de samba será você!
Vou te fantasiar na minha pele
e nossa ala se chamará Prazer!

E na grande avenida
nosso carro alegórico será um grande coração!
Todo o público de pé
cantará nosso refrão!

Dos nossos corpos suados
rastros de amor ficarão pelo chão.
A cor da nossa escola será vermelha
pra representar nossa paixão!

A grandiosa bateria
tomada de comoção,
tocará com maestria
o tum-tum-tum do coração!

Chegado o momento
de encerrarmos o carnaval
ficará em nossos corpos
um desejo sem igual!

E certos de que o amor
contagiou toda avenida
por anos a fio ouviremos:
-Foi a escola mais bonita!

Mell Glitter

ETERNO CARNAVAL
Sidney Santos

Meu Carnaval tem samba
O ponto é alegria
Tem surdo e pandeiro de bamba
Confetes e fantasia

Carnaval de circo e marmelada
De bonde que não tem trilho
Carona da molecada
Na fachada, só brilho

Do Sol até o Luar
Alegria do povo
Se na terça-feira terminar.....
Na quarta, começa ... de novo

Sidney Poeta Dos Sonhos

Quanto riso, ó quanta alegria...??

Carnaval, festa de sonhos e fantasias, sonhos que vão com os foliões e fantasias que estão na cabeça e no corpo, enfeitando o desejo de ser feliz.
No carnaval se encontra a chance de uma conquista á muito buscada e á cada ano em cada carnaval se renovam as esperanças.
No balancê de cada roda, se encontra a alegria e empolgação que unida ao desejo de ser feliz, realiza a satisfação do carnavalesco na avenida.
Como diz a letra da velha canção, "mais de mil palhaços no salão", palhaços do riso, do choro, da alegria exagerada e muitas vezes vítimas de suas próprias palhaçadas.
Não tem como conter a alegria de foliões exaltados, se na avenida estão todos seus sonhos e desejos, sentimento de liberdade, com sabor de amor e amizade.
Carnaval é assim, um pouco de tudo, e tudo muito assimilado á mais emocionante das tradições, se os romances são mais acentuados no carnaval, as desilusões vem no mesmo ritmo; rítimo esse que é difícil ser controlado por pessoas desprovidas de cautela.
Felicidade acima dos níveis de cuidados, sem parâmetros para a alegria, como se no carnaval valesse tudo, se não vale!! folião bom é folião apaixonado.
Na virtude do carnaval se encontram os poetas das passarelas que embalam a festa fazendo seus enredos e lavando o carnaval ao nível das grandes obras.
Quem sabe, é o que deixa a melhor impressão do carnaval, seja no talento de artistas muito bem inspirados pela alegria, ao fazer sua vida dar uma volta sem precedentes.
Ao menos a beleza de mulheres com corpos exuberantes, fazendo da avenida uma passarela com o glamour da beleza feminina, levantando o desejo de todos alí presentes.
Carnaval é isso, é uma bateria com milhares de participantes á sincronizar um rítimo que embala desde os simples brincantes aos mais sérios e elegantes.
Um trabalho de mestres que sem temer o resultado final confia na sua equipe e faz do seu trabalho uma bela resposta aos ouvidos mais afinados.
Dentro da festa não existem somente um rei uma rainha, todos reinam em uma adversidade sem fim, como fazendo um pacto para a felicidade não escapar ao som do tamborim.
Seria então um acumulo de ações em prol da alegria, uma legião de “alegretes” pulando e se divertindo numa felicidade sem fim.
Realmente a felicidade reina nesse lugar, pois o mais problemático dos homens em plena passarela da alegria se vê transformado em senhor da euforia, que domina seus sonhos como uma fantasia real, mesmo sendo a realidade desleal.
Carnaval é isso, meninas ainda criança num sonho de gente grande, senhoras balzaquianas num sonho de adolescente, e assim a alegria toma conta do coração, levando consigo todo uma perspectiva de no final sair feliz, completa e plenamente.
Uma festa que é sinônimo de alegria, sobre tudo o carnaval joga pra longe o entristecer que a rotina do dia-dia os coloca, mas é uma alegria momentânea e sem fundamentos para a vida.
Uma vida que é vivida através da expectativa de outros carnavais, com a felicidade se fazer presente, o amor ser um participante e ter a alegria como amante.
Carnaval é assim, toda grandeza de uma esplêndida apresentação, muito brilho, muita animação, mas na quarta feira, retorna o inferno e a queimar se vê toda a alegria com a chegada da realidade num imenso caldeirão, devolvendo a rotina da vida ao coração.

Paulo Master

Terça feira de Carnaval, madrugada, cansaço, muito cansaço, o jovem casal ia pela rua se arrastando de exaustão....
Parei para me lembrar deste fato ocorrido a 30 anos atrás.....fazer cinqüenta anos dá nisso (nostalgia).
O marido me sugeriu parar no apartamento da irmã para podermos dormir um pouco depois da noite de folia, era metade do caminho para chegar em casa, a irmã em questão havia viajado e deixado o pequeno apartamento aos cuidados do irmão, aceitei de imediato a oferta pois meus pés já não agüentavam, apesar dos 20 aninhos era o último dia de carnaval, a folia tinha me esgotado.
Entrei em um apartamento totalmente estranho, nunca havia estado lá, era minúsculo, (ridículo chamar aquilo de apartamento), era um cômodo só com um minúsculo banheiro e um canto que lembrava uma cozinha, no meio do que supostamente parecia uma sala conjugada com um quarto, havia uma cama de casal, o lençol muito bem esticado, e a grande janela (a única coisa de bom tamanho) a luz da lua penetrava através do vidro e iluminava a grande cama tão convidativa, a cena era muito mais gostosa do que bonita.
Ao abrir a porta e me depara com aquela cama e aquela luz da lua iluminando tudo, nem havia necessidade de acender a luz, de tão claro que estava o pequeno apartamento. Corri para o banheiro tomei uma boa chuveirada e me lembro que a água estava extremamente fria, mas gostosa, rapidamente mergulhei na cama sem travesseiro, sem lençol de cobrir, sem absolutamente nada, nem me preocupei em vestir a roupa tal era meu cansaço, deixei a fantasia de carnaval jogada no canto. Logo após meu marido foi para o banho.
Lembro-me ter adormecido imediatamente.
De repente acordei com muitos beijos nas costas, nem acreditava....o marido ainda ter gás naquela noite depois de tanto carnaval, o meu já tinha se esgotado, me virei sonolenta para protestar e manifestar o meu cansaço mas .......me deparei assustada com dois olhos azuis lindos, um perfume diferente, uma mão macia .....a primeira impressão foi de que estava tendo um maravilhoso sonho, mas um sino do juízo bateu o susto me sacudiu e o estranho lindo dono dos olhos azuis também, foi como se tivéssemos levado um grande choque.
Foi a situação mais constrangedora que eu nem me lembrava que havia passado, foi inusitado.
Imagina a cena, você dormindo nua em uma cama estranha de um apartamento estranho e de repente entra um lindo deus grego te acorda com beijos deliciosos imaginando você ser a sua namorada. O susto e a surpresa foi tanta quanto o constrangimento do momento após. Tudo ficou esquecido no fundo do baú do meu inconsciente, até cinco anos após o fato.
Estava eu começando a tão tardia faculdade, no primeiro dia de aula entra o tão esperado, comentado e cobiçado pelas alunas o professor de Administração, matéria principal do curso, e para surpresa minha o tal deus grego, dono do mais lindos olhos azuis que já tinha visto entrou na sala de aula, e era nada mais nada menos que o lindo estranho do beijo da noite do meu nu a luz da lua do ultimo dia de carnaval a 5 anos antes, foi ai que me lembrei da cena novamente, tentei me ocultar deslizando para baixo da carteira, mas fui imediatamente reconhecia por ele, que soltou a frase irônica – eu te conheço- disse isso apontando pra mim, eu queria que chão se abrisse, respondi –e como professor!!!! – mas já não havia jeito de ocultar o jeito foi enfrentar afinal eu teria que conviver com ele por um bom tempo de curso. Mas para o meu espanto, que durante todo o curso ele nunca mencionou o fato, mesmo eu tendo uma convivência mais próxima a ele como sua monitora, foi como se não tivéssemos nunca nos encontrado fora dali. Não preciso mencionar que isso foi de grande alivio.
Então 50 anos, trinta anos se passaram, ia eu pela rua triste e pensativa com várias indagações sobre a minha vida e a nova fase, a nova idade, a menopausa, a separação enfim o rumo novo que a minha vida vinha passando. Senti um perfume conhecido pairando no ar da rua, senti uma mão segurar meu braço, me assustei, me deparei de repente com um jovem senhor com lindos olhos azuis, me olhando, cabelos lindos grisalhos e sorriso de satisfação maravilhoso, então o tal professor se transformou em um lindo senhor e que senhor!!!!. Ele demonstrava sem o menor disfarce uma alegria de estar ali me reencontrando e não cansava de repetir o quanto eu estava bem e o quanto se lembrava de mim durante todo este tempo. E de repente ele fica sério e muito sem jeito diz pra mim que gostaria de confessar uma coisa que guardava todos esses anos, fiquei curiosa, foi quando ele declarou que tinha muita vontade que eu soubesse o quanto a imagem do meu corpo nu na cama a luz da lua naquela noite mexeu com ele e o quanto aquela cena nunca havia saído da sua cabeça, essa imagem.
Enfim 50 anos....levei trinta para saber que algum dia mexi profundamente com o tal cobiçado e lindo professor da faculdade....e viva a auto estima!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ivanoé Neves

Nem todo carnaval tem seu fim


Não sei dizer o que há em ti que me deixa assim. Talvez seja esse teu jeito despreocupado, porra louca - eu gosto de gente doida -, que me chama tanto a atenção. Acho que deve ser uma dessas minhas esperanças intermináveis batendo forte, esperando que seja com você que eu compartilharei a magia e a loucura da vida, sem precisar dizer nada, só viver mesmo. É que eu te amei muito. Amei, sim. Mas é amei, do verbo não amo mais. E eu espero sinceramente que este pretérito não se torne mais presente, porque te esquecer - ou tentar infinitas vezes e não conseguir - foi uma das coisas mais impossíveis que já fiz, e por vezes ainda faço, tentando te apagar de mim como que para sempre - ou para nunca, que é o mesmo. Eu só queria que você soubesse do imenso carinho e amor que eu tinha - e tenho - por você. Acho que é bom a gente saber que existe alguém dentro de outro, assim como você vira e remexe e aparece dentro de mim. Será que você tinha ficado se soubesse dessa ternura toda que te dei sem te dar? Talvez você só precisasse saber mais de mim, me conhecer a fundo, entender porque sou tão apaixonada pelo céu, ou mar, ou qualquer outra dessas minhas manias. Ou talvez eu fosse demais para você, e tudo o que você precisa seja só uma cópia mal feita de mim. Ou talvez isso tudo seja invenção minha. Eu tento andar em linha reta, ensinar o coração a bater num ritmo só e constante, guardar tudo numa caixa como se fossem lembranças palpáveis. Mas é que toda vez que te vejo parece que é carnaval dentro de mim, e meu coração parece que toca toda a bateria de uma escola de samba e minhas lembranças são todas jogadas pro alto e vejo todas correndo num segundo no interior dos meus olhos. É que toda vez que te vejo eu entendo que nada do que eu passei adiantou de alguma coisa. É que quando te vejo eu sou muito mais do que carnaval, escola de samba ou lembranças no céu: sou eu, na minha mais escondida - e agora exposta - essência; sou eu com o coração na mão, esperando pra te dar... Eu sou um carnaval que nunca tem fim.

Aline Mariz

" Carnaval "


Ela passou na minha vida
vazia
de boêmio e sentimental,
como passa num ano de tristeza
o relâmpago de alegria
do carnaval...

Seus braços me envolveram como serpentinas
frágeis, de papel,
e se romperam coo as serpentinas
que se arrebentam quando o vento sopra
e se soltam no céu....

Ela passou na minha vida, assim,
tal como passa na monotonia
de uma existência banal,
a furtiva beleza e a loucura de um dia
de carnaval !...

Nossa história, - o romance desse dia
sem ódio, sem despeito, sem rancor, sem ciúme,
nem podemos lembrar,

teve o destino irreal de toda fantasia
e a existência de um jato de lança-perfume
atravessando no ar...

O nome dela, não sei;
ela não sabe o meu, - que importa ? - não faz mal...
- Não fôssemos nós dois apenas fantasias
não fosse a nossa história apenas carnaval !...

j g araujo

.

Um Luau ???

Um Baile de Carnaval ??

Festa Junina , ao lado do Curral ???

Na Índia , no Taj Mahal ??

No Buteco do JUvenal ???

Quiça num show de Heavy Metal ???

Não importa o Local

E nem se vai ser o ideal

Mundo pósmoderno , sobrenatural

Um encontro virtual ???

Hoje coisa normal

Quem sabe um encontro trascendental

No campo astral

Sureal

Pode ser um encontro casual

Na porta do prédio , no Hall ...

Pode ser no elevador

Seja do jeito que for

Que ali floresça o amor ...

.

Cláudio 2008

.

Cláudio Andrade