Textos sobre Carnaval

Cerca de 100 textos sobre Carnaval

Nesta época festiva,
Deseja-se a todos os Povos...
Um Carnaval Cheio de Páscoas...
E um Natal cheio de Anos Novos....

Que as Renas do Pai Natal,
Surjam nos Céus a Voar,
Tilintando alegremente...
Com o Rudolph a piscar!

Que o Pai Natal e os Duendes,
Façam raves a bombar...
E não se baralhem nas botas...
Na altura de ofertar!....

Que o presépio de Natal,
Tenha estrelas sorridentes,
Ovelhinhas e Pastores...
E Reis Magos bué Contentes!

Que tudo surja em sorrisos,
Com muita Paz e Carinho...
E que o coelho da Páscoa,
Se esmere no sapatinho!

Que se tenha nesta quadra,
Muito Amor e Alegria...
Rabanadas e filhóses
Arroz doce e Aletria!

Desconhecido

Restos do Carnaval

Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa já ia se aproximando, como explicar a agitação que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.

No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança-perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo me agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.

E as máscaras? Eu tinha medo, mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.

Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça - eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável - e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.

Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com os quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.

Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga - talvez atendendo a meu mudo apelo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel - resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.

Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas - àidéia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morríamos previamente de vergonha - mas ah! Deus nos ajudaria! não choveria! Quando ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.

Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.

Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge - minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa - mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil - fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.

Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido, sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas, eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.

Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.

in "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998

Clarice Lispector

Vai, não finge que não percebeu. Foi mais que carnaval e momento. Você tem o encaixe perfeito das minhas mãos e não abriu mão de provar isso. O que fez um cara como você notar uma garota como eu não foi coincidência, não.
Tantas diversões fáceis e seu interesse pela menina fria e calada que não gosta de axé em pleno trio elétrico. Tanta beleza para você reparar naquela eterna insatisfeita da estética.
É, não finge que não viu. Eu percebi o tom de voz dos seus amigos.Não vem dizer que também não sentiu. Que não fez falta meu jeito desajeitado de não saber beijar, minha frieza por não saber me apegar.

Verônica H.

Para o Carnaval


Todo ano é a mesma coisa: você chega, fica aqui três dias e aí vai embora. Volta um ano depois, todo animadinho, querendo me levar para a gandaia. Olha, honestamente, cansei.

Seus amigos, bando de mascarados, defendem você. Dizem que sempre foi assim, festeiro, brincalhão, mas que no fundo é supertradicional, de raízes cristãs, e só quer tornar as pessoas mais felizes.

Para mim? Carnaval, desengano... Você recorre à sua origem popular e incentiva essas fantasias nas pessoas, de que você é o máximo, é pura alegria, mas não passa de entrudo mal-intencionado, um folguedo, que nunca viu um dia de trabalho na vida.

Acha-se a coisa mais linda do mundo e é cafonice pura. Vive desfilando pelas ruas, junto com os bêbados, relembrando o passado. Chega a ser triste.

Carnaval, você tem um chefe gordo e bobalhão que se acha um rei, mas não manda em nada. Nunca teve um relacionamento duradouro. Basta chegar perto de você e temos que agüentar aquelas fotos de mulheres nuas, que são o seu grande orgulho.
Você não tem vergonha, não?

Sei que as pessoas adoram você, Carnaval, mas eu estou cansada dos seus excessos e dessa sua existência improdutiva. Seja menos repetitivo, proponha algo novo. Desde que o conheço, você gosta das mesmas músicas. Gosta de baile. Desculpa, mas estou pulando fora.

Será que essa sua alegria toda não é para esconder alguma profunda tristeza? Será que você canta para não chorar? Tentei, várias vezes, abordar essas questões, e você sempre mudou de assunto. Ora, chega dessa loucura. Reconheça que você se esconde atrás de uma dupla personalidade.

Cada vez mais e mais pessoas ficam incomodadas com essa sua falsa euforia, fique sabendo. Conheço várias que fogem, querendo distância das suas brincadeiras.
Você oprime todo mundo com esse seu deslumbramento excessivo diante das coisas, sabia?

Por exemplo, essa sua mania de camarote. Onde os vips podem suar sem que isso pareça nojento. Onde se pode falar torto sem que seja errado. Todos vestidos de uniforme, senão não entram. Todos doidos para passar a mão na bunda um do outro.
Essa é a sua idéia de curtir a vida?

Menos purpurina, Carnaval. Menos bundas, menos dentes para fora. A vida é linda, mas a “lindeza do lindo mais lindo que há no lindíssimo” é um saco. Um pouco de calma e autocrítica nunca fez mal a ninguém. Tudo muda no mundo – por que você insiste em continuar o mesmo?

A harmonia vem da evolução, não das alegorias. Chegou a hora de rodar a baiana para não atravessar na avenida.

Como será amanhã? Responda quem puder.

Fonte: http://claudia.abril.uol.com.br/materias/2680/?sh=25&cnl=5

Fernanda Young

Quarta-Feira de Cinzas ou Poeiras

Queira ou não queira terminou o Carnaval.
Para alguns ou muitos, agora é que começa o ano oficialmente. Para outros como eu, já estou vivendo o novo ano a um bom tempo... várias emoções, momentos, desilusões, ilusões, visões e certezas.
Bem, para quem ainda pensa que o ano ainda não começou... comece agora e tente recuperar o tempo off que acabou passando... Ame o dobro, beije o dobro, abrace o triplo e viva mutiplicando-se.

Que venha outros feriados.

Sinézio Albuquerque

é o carnaval está bem próximo e eu estava ouvindo uma música do engenheiros (como sempre rs) e olha só a coincidencia,um trechinho dela:

[b]Quem me vê sempre parado, distante
garante que eu não sei sambar
tou me guardando pra quando o carnaval chegar
eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando
e não posso falar
tou me guardando pra quando o carnaval chegar...

Eng.Hawaii

Michely Ribeiro Gomes

Carnaval Olinda e Recife
Deixa o povo brincar, no colorido das ruas deixa o povo pular, no sobe e desce ladeiras deixa o povo suar... Recife e Olinda fervendo deixa a gente frevar e as orquestras tocando deixa a gente cantar... A vida do povo já é tão dura, deixa a gente sonhar, se iludir, mesmo que por alguns dias deixa o povo ser feliz.

Valéria Carneiro de Lima

Lá se foram as férias, aventuras de verão? Acabaram-se todas.

Em um piscar de olhos o Carnaval já havia passado também.
E uma data geralmente esquecida, saltou diante de nossas faces: VOLTA AS AULAS!

Obviamente, não se pode dizer, que esta pitoresca data é de tão 'mal agouro' assim, existem pessoas que até gostam de voltar a rotina escolar. Poucas, é claro.

Mais um ano se inicia, e com ele as promessas também, separei umas clássicas, que eu mesmo pronuncio e escuto por aí:

- Esse ano, prometo estudar.
- Nada de bagunças, estou amadurecido.
- Nada de festas, ano de vestibular é puro estudo, do começo ao fim.
- Neste trimestre, meu nome estará no mural de melhores notas.

Contudo, depois do 3° mês na rotina escolar, muitas dessas 'promessas' ficam pelo caminho, e como todo discurso politico que se preze, a maioria das metas e barreiras a serem vencidas são simplesmente, apagadas, esquecidas.

Ao andar pela escola, três tipos de rostos são claramente identificados ..
Novatos: Estudantes recentes, recém chegados. Tudo é motivo para 'bocas abertas, e gargalhadas '

Bagaços: Alunos já de casa, que possuem ainda alguma expectativa com relação a novidades, e muito animados com o NOVO ano.

Veteranos: Chegamos em um ponto crítico, são sempre os mais velhos, mais experientes, maduros, e legais é claro (haha). Já viram de tudo um pouco, sabem todas as táticas para furar a fila na hora do recreio, roubar balas na sala dos professores e tapiar a coordenadora.

3 grupos indiscritivelmente diferentes, e juntos, numa mesma entidade de ensino médio.

E que comecem as lutas, digo ... AULAS!

Kayque Meneguelli

O amor,é um sentimento forte, que nos faz bem. Mas quando se acaba, vira um carnaval dentro de nós. Um monte de sentimentos querendo agir ao mesmo tempo, e nunca sabemos o que fazer, e ai, acabamos soltando tudo da boca para fora descarregando no pobre infeliz que vier tirar nosso precioso tempo com bobagens.
Perguntamos-nos o porquê da existência do amor, melhor dizendo, pra que ele serve?
Mas o que poucos sabem é nós somos o amor, o amor é uma palavra que define o ser humano, nós amamos nossa família, nossos amigos e a todos os próximos. Nós nos amamos! Sendo assim, nós somos o amor.
Mas também nos perguntamos o porquê será que depois que o amor acaba, dói muito, chega a ser uma dor forte que não conseguimos suportar?
Mas uma coisa que quase ninguém sabe, é que ele dói, porque é para ser assim, ele dói, para nós termos uma prova de que todos aqueles momentos mágicos, era muito mais que um sonho, e que tudo que passamos juntos, foi real!

Aline Delamare

Por voce,
Por voce buscaria as estrelas
Me jogaria no Oceano
Ficaria nu em pleno carnaval
tudo por você
Trocaria todo dinheiro do mundo
Por um sorriso teu
viveria no meio do mato
Me jogaria de um Penhasco
Faria de tudo , apenas
Por voce..
Pra te ver sorrir ,
e nunca fazer chorar,
pra te ter aqui
e nunca te ver partir
Te daria um amor infinito
uma vida de rainha
Te entregaria todos meus sentimentos
tudo Por voce...

RaulCezarms

"Queria ser presidente por um dia. Faria uma lei que anulasse o carnaval em prol da nação. Argumentos lógicos não me faltam: Diminuição de acidentes; menor índice de HIV positivo; melhorar imagem do país no exterior; cortar semana ociosa para que aumentemos nossa renda; valorizar a imagem da mulher brasileira; investir os 2 bilhões por ano
do carnaval em educação; diminuir consumo de drogas nesse período...

Acho que não teria o apoio popular pra isso. Já tivemos presidentes que afundaram a educação, a habitação, a reforma agrária, a inflação, a renda familiar, os empregos e, até mesmo, presidente que roubou nossa
poupança. Ninguém reclamou. Porém se eu acabasse com o carnaval certamente me matariam.

Mesmo sabendo o risco que corro, aceitaria essa missão suicida, afinal, é melhor morrer no país do
carnaval do que viver no carnaval desse pais.

Danilo Gentili

MEU CARNAVAL É VOCÊ!

Neste carnaval
minha escola de samba será você!
Vou te fantasiar na minha pele
e nossa ala se chamará Prazer!

E na grande avenida
nosso carro alegórico será um grande coração!
Todo o público de pé
cantará nosso refrão!

Dos nossos corpos suados
rastros de amor ficarão pelo chão.
A cor da nossa escola será vermelha
pra representar nossa paixão!

A grandiosa bateria
tomada de comoção,
tocará com maestria
o tum-tum-tum do coração!

Chegado o momento
de encerrarmos o carnaval
ficará em nossos corpos
um desejo sem igual!

E certos de que o amor
contagiou toda avenida
por anos a fio ouviremos:
-Foi a escola mais bonita!

Mell Glitter

ETERNO CARNAVAL
Sidney Santos

Meu Carnaval tem samba
O ponto é alegria
Tem surdo e pandeiro de bamba
Confetes e fantasia

Carnaval de circo e marmelada
De bonde que não tem trilho
Carona da molecada
Na fachada, só brilho

Do Sol até o Luar
Alegria do povo
Se na terça-feira terminar.....
Na quarta, começa ... de novo

Sidney Poeta Dos Sonhos

Quanto riso, ó quanta alegria...??

Carnaval, festa de sonhos e fantasias, sonhos que vão com os foliões e fantasias que estão na cabeça e no corpo, enfeitando o desejo de ser feliz.
No carnaval se encontra a chance de uma conquista á muito buscada e á cada ano em cada carnaval se renovam as esperanças.
No balancê de cada roda, se encontra a alegria e empolgação que unida ao desejo de ser feliz, realiza a satisfação do carnavalesco na avenida.
Como diz a letra da velha canção, "mais de mil palhaços no salão", palhaços do riso, do choro, da alegria exagerada e muitas vezes vítimas de suas próprias palhaçadas.
Não tem como conter a alegria de foliões exaltados, se na avenida estão todos seus sonhos e desejos, sentimento de liberdade, com sabor de amor e amizade.
Carnaval é assim, um pouco de tudo, e tudo muito assimilado á mais emocionante das tradições, se os romances são mais acentuados no carnaval, as desilusões vem no mesmo ritmo; rítimo esse que é difícil ser controlado por pessoas desprovidas de cautela.
Felicidade acima dos níveis de cuidados, sem parâmetros para a alegria, como se no carnaval valesse tudo, se não vale!! folião bom é folião apaixonado.
Na virtude do carnaval se encontram os poetas das passarelas que embalam a festa fazendo seus enredos e lavando o carnaval ao nível das grandes obras.
Quem sabe, é o que deixa a melhor impressão do carnaval, seja no talento de artistas muito bem inspirados pela alegria, ao fazer sua vida dar uma volta sem precedentes.
Ao menos a beleza de mulheres com corpos exuberantes, fazendo da avenida uma passarela com o glamour da beleza feminina, levantando o desejo de todos alí presentes.
Carnaval é isso, é uma bateria com milhares de participantes á sincronizar um rítimo que embala desde os simples brincantes aos mais sérios e elegantes.
Um trabalho de mestres que sem temer o resultado final confia na sua equipe e faz do seu trabalho uma bela resposta aos ouvidos mais afinados.
Dentro da festa não existem somente um rei uma rainha, todos reinam em uma adversidade sem fim, como fazendo um pacto para a felicidade não escapar ao som do tamborim.
Seria então um acumulo de ações em prol da alegria, uma legião de “alegretes” pulando e se divertindo numa felicidade sem fim.
Realmente a felicidade reina nesse lugar, pois o mais problemático dos homens em plena passarela da alegria se vê transformado em senhor da euforia, que domina seus sonhos como uma fantasia real, mesmo sendo a realidade desleal.
Carnaval é isso, meninas ainda criança num sonho de gente grande, senhoras balzaquianas num sonho de adolescente, e assim a alegria toma conta do coração, levando consigo todo uma perspectiva de no final sair feliz, completa e plenamente.
Uma festa que é sinônimo de alegria, sobre tudo o carnaval joga pra longe o entristecer que a rotina do dia-dia os coloca, mas é uma alegria momentânea e sem fundamentos para a vida.
Uma vida que é vivida através da expectativa de outros carnavais, com a felicidade se fazer presente, o amor ser um participante e ter a alegria como amante.
Carnaval é assim, toda grandeza de uma esplêndida apresentação, muito brilho, muita animação, mas na quarta feira, retorna o inferno e a queimar se vê toda a alegria com a chegada da realidade num imenso caldeirão, devolvendo a rotina da vida ao coração.

Paulo Master

" Carnaval "


Ela passou na minha vida
vazia
de boêmio e sentimental,
como passa num ano de tristeza
o relâmpago de alegria
do carnaval...

Seus braços me envolveram como serpentinas
frágeis, de papel,
e se romperam coo as serpentinas
que se arrebentam quando o vento sopra
e se soltam no céu....

Ela passou na minha vida, assim,
tal como passa na monotonia
de uma existência banal,
a furtiva beleza e a loucura de um dia
de carnaval !...

Nossa história, - o romance desse dia
sem ódio, sem despeito, sem rancor, sem ciúme,
nem podemos lembrar,

teve o destino irreal de toda fantasia
e a existência de um jato de lança-perfume
atravessando no ar...

O nome dela, não sei;
ela não sabe o meu, - que importa ? - não faz mal...
- Não fôssemos nós dois apenas fantasias
não fosse a nossa história apenas carnaval !...

j g araujo

.

Um Luau ???

Um Baile de Carnaval ??

Festa Junina , ao lado do Curral ???

Na Índia , no Taj Mahal ??

No Buteco do JUvenal ???

Quiça num show de Heavy Metal ???

Não importa o Local

E nem se vai ser o ideal

Mundo pósmoderno , sobrenatural

Um encontro virtual ???

Hoje coisa normal

Quem sabe um encontro trascendental

No campo astral

Sureal

Pode ser um encontro casual

Na porta do prédio , no Hall ...

Pode ser no elevador

Seja do jeito que for

Que ali floresça o amor ...

.

Cláudio 2008

.

Cláudio Andrade

O batuque que sai do tamborim agita aquela menina.
A roda de samba pára para ver o seu carnaval inteiro passar.
Fora de época ou será o ano inteiro?
Desfile enlouquecedor de pernas, braços e sorrisos.
Sorrisos estampados no rosto, na barra da saia e nos pés.
Dança interior originada de uma bateria desconhecida para aqueles que não se deixar levar pelo sons que saem de si mesmo.

Paloma Garcez

Domingo de Carnaval

acordo querendo mais um dia de alegria, descomplicado. Quem sabe as vezes colocar minha mascara de papangú e tentar ser algo que quero tanto ser... mas vou adiante, bem adiante, pego um pouco da ressaca do sábado de Carnaval e coloco no meu dia. evjo que ainda não aproveitei quase nada do meu período de carnal. carnaval? qual? quando?

Vou ser difernete... só por hoje.... serei um papangú

Sinézio Albuquerque

O amor é carnaval.
É pulo de alegria, gritos de euforia.
É animação, excitação e empolgação.
O amor nos deixa elétricos.

O amor é carnaval.
São dias tranquilos e calmos.
A cidade deserta, a reclusão em um mundo só seu.
O amor nos relaxa.

O amor é carnaval.
É acidente autosentimentalístico.
É exagero, mistura entre extremos.
O amor nos liberta.

Sarah Bezerra

O carnaval, ah o CARNAVAL. Para muitos uma festa popular brasileira. A maior festa popular brasileira.
Para outros a oportunidade de um dia de contos fadas, dia de colocar suas emoções guardadas durante um ano todo na avenida, dias em que a alma dança, o coração se enche de euforia e que as lágrimas podem brotar livremente sem que se precise segura-las na garganta e no apertar dos olhos.
O que está por trás de tanta emoção na avenida?
Para quem simplesmente assiste um desfile de carnaval, parece ser apenas muito trabalho braçal de confecção de fantasias, carros alegóricos, ensaios de batuqueiros e só.
Para quem desfila em sua fantasia de destaque, alem da confecção da fantasia parece que falta entender algo quando na concentração do desfile, o coração pulsa e as lagrimas começam a querer brotar ao toque da cirene sinalizando que em minutos a escola estará na avenida. A energia da massa que forma a escola toma conta do corpo, bambeia as pernas, enche o peito de coragem, determinação e a garra imediatamente toma conta de tudo na ânsia de fazer o melhor desfile.
Entender estas sensações custa tempo e convivência com a comunidade, que forma a massa de uma escola de samba. Mas o desejo de entender estas sensações vai alem de pensar em custos.
O respeito pela escola em si, uma vez que você se dispõe a representa-la na avenida, já existe. A admiração também, mas o que será que faz a alma desabrochar em lágrimas e se doa as emoções de uma forma tão pura e inteira?
Talvez as pessoas não se dão conta que um desfile de carnaval não tem distinção de classe, cor e religião. O desfile na avenida é feito de IGUAIS. Mas só na avenida são iguais.
E quando tudo acaba:
Os expectadores voltam para suas rotinas de trabalho, seguros dos seus bons salários que os garantirão apreciar o espetáculo do próximo ano.
Parte dos componentes voltarão a pensar em carnaval só nos 2 meses que antecedem a festa do próximo ano, outra parte dos componentes da escola volta para seus trabalhos dignos que de sol a sol lutam para ter dias de alegrias no próximo carnaval. Alguns passarão o a o todo voltando a escola regularmente em busca dos preparativos para sonharem com o próximo desfile, como forma de distração e alento da vida dura que tem. Alguns já começam a trabalhar para o próximo carnaval, pesquisando enredo, criando fantasias e ensaiando os versos que caberão no samba enredo.
Viver de carnaval?
Não exatamente, apenas encontrar na arte popular uma maneira de expor amor, dedicando-se a comunidade com alento de realização dos sonhos. Convivendo e se dedicando as pessoas que encontram na escola o colo para suas dificuldades, seus sofrimentos... proporcionando estrutura emocional para que a massa viva com um mínimo de esperança e que saibam que por mais difícil que a vida se torne ao longo do ano, existe uma grande família que não desampara. Isso é viver em comunidade.
Mas claro que toda comunidade tem seus líderes natos, aqueles que não precisam ser nomeados. Que se dispõe a enfrentar tudo e todos em função da realização dos sonhos de uma maioria.
Estes lideres são guerreiros, acolhedores e idolatrados, mesmo sem serem nomeados lideres.
São estes lideres que conhecem a vida de cada um da comunidade e sem distinção trata todos, todos os tipos de componentes da escola, com amor, paciência e acolhimento e dedicação.
Ao se vivenciar tudo isso eis a resposta de onde vem tanta emoção e tanta energia ao se pisar na avenida.

"Autor expectador"