Texto sobre Respeito

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Se eu tivesse algo a dizer
Eu diria, assim como disse a respeito do ter.
Sim eu tenho, tenho muito a saber,
Pouco a falar.
Tento me conter mas não dá.
A necessidade de me expressar é maior que o medo de fracassar.
E vão me ouvir. Mesmo que eu insista até a morte.
Se tiver sorte talvez alcance. O lance é tentar.
Caso desconsiderem, eu me ouvirei. Parece egoísmo, mas é medo.
Só saberei se fogo é quente colocando o dedo.
Assim vai ser. Sem ter, ou conter.

Aldo Teixeira

A cada dia que passa nossa amizade se transforma,
Respeito, amor, carinho, afinidade e muita harmonia,
Essa consideração que me tens lhe desejo da mesma forma,
E isto faz-me sentir bem, feliz, e radiante de alegria,
Do fundo do coração minha amada e querida Norma,
Uma semana abençoada e que tenhas um lindo dia....

Sérgio o Cancioneiro

Algumas palavras a respeito do preconceito, criação sórdida e irracional de uma parcela considerável de seres humanos desequilibrados.
A discriminação está em toda parte. O gordo, o magro, o baixo, o alto, o pobre, o negro, o branco, o idoso, o feio, o bonito, o deficiente, o empregado, o estrangeiro, o ignorante, o homossexual, o policial, o religioso, enfim todos esses e muitos mais, em dado momento, já sofreram preconceito.

Nelson Barh

O respeito existe para que alguém seja respeitado.
Quem sabe respeitar os outros,ganha confiança e moral.Pode entrar e sair sem medo e ser percebido por muitos ao seu redor!
Respeitar uma pessoa está sempre acima de qualquer outra coisa.O respeito começa quando você respeita a si mesmo e aí passa a respeitar aos outros.
Basta plantarmos essa ideia,para colhermos bons frutos.
Simples...

Samuel Ranner

A respeito de pessoas que querem virar maquinas escrevo:

Não estrague sua vida querendo algo que não foi feito para você, Algo que não é seu e que não é você. Tu foi criado para ser uma criatura linda, singela e humana. Maquina é só uma maquina, e o pior de tudo é destrutível apenas com uma pisada.
Cada vez mais me surpreendo com a falta de amor e humanidade das pessoas.
Fico surpresa como nós queremos mais e mais nos transformar em robôs, é mais esforço, mais trabalho, mais cansaço, mais dinheiro, mais brigas e desafetos. Esqueceram que pra se ter uma vida leve e saudável precisamos nos ajudar, precisamos saber ouvir e aber acreditar também. Lamento informar maquinas, mas não é como robôs que vamos amadurecer e aprender a ser humildes e irmãos.
É daqui de cima que eu consigo ver o quanto nos destruímos, o quanto nos amargamos. Cada vez mais aumenta o numero dos infelizes e dos desamados.
Pessoas julgam por conveniência, magoam por necessidade, reclamam da vida e de tudo e o pior não fazem nada para mudar.
É no topo da minha inconstância emocional que paro, reflito e mudo o quadro pela milésima vez.

Báh Monteiro

Descobri coisas deliciosas a meu respeito, como por exemplo, uma pessoa superficial e mentirosa me engana até certo ponto, e até quando eu deixar, porque eu sou craque em pegar as mentiras no ar.
Acho que virou o meu hobie preferido. Rsrsrs....
Penso que nenhum homem tem a memória tão boa para se tornar um mentiroso bem sucedido para mim, e acho que para muitas mulheres mais espertas e inteligentes que existem por aí.
Ainda bem!!!!

Cláudia Leite S.

Cláudia Leite S

A respeito do "beijo" entre os personagens da recém acabada novela Amor a Vida deixo minha impressão:
E assim caminha a humanidade, quebrando preconceitos burros que na história já nos privou de várias vidas. O preconceito é a irmandade da intolerância, o adjetivo do ódio, a soberba da existência do mal.
Não se é totalmente livre numa sociedade em que há preconceitos, sejam eles de que espécie for.
Sei que há "machos" de plantão que aplaudem a violência da estilização de seus falsos moralismos criados em seu cromossomo Y. São as drogas da sociedade pois aceitam a violência contra as minorias para justificar seus medos e inseguranças.
Dói ver mulheres alardeando suas crendices abstratas a favor do preconceito. Dói ver pessoas de razoável grau de intelecto buscar em culturas medievais que aceitavam a morte por apedrejamento significados de seus medos e inseguranças.
O preconceito nasce pela mão da ignorância, vive a custa da intransigência e se perpetua patrocinado pela vergonha.
Bela cena.

Professor Galvão

O Consolo Roubado

Por Norbert Lieth

"Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas? E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria. Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro da sua boca e o destruirá pela manifestação da sua vinda" (2 Ts 2.1-8).

Este trecho da Segunda Epístola de Paulo aos Tessalonicenses é um apelo consolador e tranqüilizador feito pelo apóstolo à igreja de Tessalônica. Entretanto, pelo poder do Espírito Santo, essa carta também transmite firmeza e certeza às igrejas de todas as épocas até chegar o arrebatamento. Mas essa carta também pode ser entendida como um alerta do apóstolo em relação a todos aqueles que querem abafar a esperança viva dos filhos de Deus, ou seja, a esperança de serem arrebatados antes da Grande Tribulação. Ela é um "libelo" contra aqueles que querem arrancar os filhos de Deus da graça plena de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, também Pedro diz aos seus leitores crentes: "Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (1 Pe 3.14b-15).

Como se distinguem entre si "o Dia de Jesus", "o Dia do Senhor" e o "Dia de Deus"?

Para melhor entendimento e interpretação da palavra profética, é importante conhecer exatamente a diferença entre "o Dia de Jesus", "o Dia do Senhor" e "o Dia de Deus".

Em 2 Tessalonicenses 2.1 Paulo menciona a "vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" e a nossa "reunião com ele". Com isso Ele se refere ao dia do arrebatamento. No versículo 2 do mesmo capítulo, ele fala do "Dia do Senhor", e a seguir discorre sobre os acontecimentos a ele relacionados. O "Dia do Senhor" se refere à Grande Tribulação, ao juízo de Deus sobre a terra com a subseqüente vinda de Jesus Cristo para o estabelecimento do Seu reino. Esse sistema de ensino e essa diferenciação são encontrados em toda a Bíblia. Um autor diz:

"Segundo a revelação do Antigo Testamento, o Dia do Senhor será um período de juízo que terá seu ponto culminante na vinda de Cristo e será seguido por um período de bênçãos divinas especiais no Milênio". (Hal Lindsey, "O Arrebatamento")

Na primeira carta aos tessalonicenses o apóstolo Paulo fala principalmente do "Dia de Cristo", e na segunda carta ele fala do "Dia do Senhor". Agora vamos analisar mais de perto estes dois conceitos e também o terceiro período, o "Dia de Deus":

1. O Dia de Cristo


O "Dia de Cristo" foi revelado somente no Novo Testamento e se aplica unicamente à Igreja de Jesus. Por isso, ele está relacionado quase sempre com bênçãos, com promessas e com a esperança da glória de Cristo.

O "Dia de Cristo" foi revelado somente no Novo Testamento e se aplica unicamente à Igreja de Jesus. Por isso, ele está relacionado quase sempre com bênçãos, com promessas e com a esperança da glória de Cristo. Ele diz respeito ao retorno dos crentes renascidos para o reino do Pai (a casa do Pai), mas também ao tribunal de Cristo que vai acontecer nessa ocasião. Seguem alguns exemplos:

"...aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Co 1.7-8).

"Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus" (Fp 1.6).

"porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória" (Cl 3.3-4).

Encontramos outras passagens bíblicas sobre o assunto em 1 Coríntios 5.5; 1 Tessalonicenses 4.15-18; Filipenses 1.10; 2.16; 2 Coríntios 1.14; 5.10; 1 Timóteo 6.14; 2 Timóteo 4.8; 1 Pedro 1.7; 4.13 e 1 João 2.28.

2. O Dia do Senhor

O "Dia do Senhor", pelo contrário, não é uma nova revelação, mas já era conhecido no Antigo Testamento. Esse "dia" tem a ver com o justo juízo de Deus que cairá sobre o mundo incrédulo e castigará a rebelião contra Ele. Nesse dia igualmente acontecerá o juízo sobre o povo de Israel e seu restabelecimento espiritual. Trata-se da intervenção evidente e visível de Deus nos acontecimentos deste mundo.

Esse dia é o dia da Grande Tribulação e começa depois do "Dia de Cristo", ou seja, depois do arrebatamento. Ele resultará, finalmente, na vinda de Jesus em poder e glória juntamente com os Seus santos. Por isso ele também é chamado de "as dores" ou "dores de parto" (1 Ts 5.3). Em sua abrangência mais ampla, o "Dia do Senhor" se refere ao estabelecimento do reino de Jesus (Milênio) e conduz à derradeira destruição do antigo céu e da antiga terra. Também a esse respeito seguem alguns exemplos:


O Dia do Senhor é o dia da Grande Tribulação e começa depois do "Dia de Cristo", ou seja, depois do arrebatamento.

"Porque o Dia do Senhor dos Exércitos será contra todo soberbo e altivo e contra todo aquele que se exalta, para que seja abatido. Então, os homens se meterão nas cavernas das rochas e nos buracos da terra, ante o terror do Senhor e a glória da sua majestade, quando ele se levantar para espantar a terra" (Is 2.12 e 19; compare Ap 6.15-17).

"Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor" (At 2.19-20).

"se, de fato, é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus" (2 Ts 1.6-8; compare 2 Ts 2.10-12).

Outras passagens bíblicas sobre o "Dia do Senhor" são encontradas em Joel 1.15; 2.1-2; Ezequiel 30.3; Sofonias 1.14; Zacarias 14.4-5 e 8; 1 Tessalonicenses 5.1-5; 2 Pedro 1.16; 3.10 e Judas 14-15.

3. O Dia de Deus


O "Dia de Deus" é – após todos os acontecimentos mencionados anteriormente – o dia em que o próprio Deus triunfará definitivamente; depois que todo o mal tiver sido afastado e tudo estiver implantado na nova situação eterna e permanente, quando Deus será tudo em todos.

O "Dia de Deus" é – após todos os acontecimentos mencionados anteriormente – o dia em que o próprio Deus triunfará definitivamente; depois que todo o mal tiver sido afastado e tudo estiver implantado na nova situação eterna e permanente, quando Deus será tudo em todos. "Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente exclui aquele que tudo lhe subordinou. Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos" (1 Co 15.25-28). Nesse contexto a Palavra diz aos crentes: "...esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça" (2 Pe 3.12-13).

O consolo roubado

"Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele..." (2 Ts 2.1). A primeira parte dessa frase sem dúvida trata do arrebatamento da Igreja de Jesus, pois por intermédio dele ocorrerá a união visível do Noivo com a Noiva (compare também João 14.1-3 nesse contexto).

Nesse versículo lemos em outras versões:

"E agora, uma palavra sobre a volta do nosso Senhor Jesus Cristo e a nossa reunião para irmos encontrá-lO..." (A Bíblia Viva).

"Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele..." (Edição Revista e Corrigida).

Torna-se evidente que em 2 Tessalonicenses 2.1 Paulo se refere à primeira carta aos tessalonicenses, na qual explicou o arrebatamento em detalhes. Quando ele escreve na segunda carta (2.1): "...no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele...", somos forçosamente levados a pensar em 1 Tessalonicenses 4.17: "...e, assim estaremos para sempre com o Senhor", ou na palavra de nosso Senhor Jesus em João 14.3: "...e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também."

O consolo

Em relação ao arrebatamento da Igreja para junto de seu Senhor, está sempre em primeiro plano o consolo e não o temor. Quando a Bíblia fala do arrebatamento, constantemente menciona que a Igreja não precisa ficar entristecida, pois tem um consolo maravilhoso na volta de Jesus.

Em João 14.1, onde o Senhor fala pela primeira vez sobre o arrebatamento dos Seus, Ele enfatiza claramente: "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim." A primeira parte desse versículo diz na Bíblia Viva:

"Que os corações de vocês não fiquem aflitos..."


"Que os corações de vocês não fiquem aflitos..."

O Senhor disse isso depois do sermão no Monte das Oliveiras, onde falou sobre a Grande Tribulação ("Dia do Senhor") que virá sobre toda a terra com angústia que nunca houve, e que antecederá Sua vinda em glória (Mt 24.21-22; Lc 21.11). O que o Senhor disse poderia ser traduzido com estas palavras: "A terra será visitada por um período de juízos, uma grande aflição, e depois Eu voltarei em glória. Mas tenham confiança, não fiquem com o coração pesado. Virei separadamente para vocês e os buscarei para Mim, para que vocês estejam onde eu estiver".

Em 1 Tessalonicenses 4.13 e 18 o apóstolo também fala sobre esse consolo: "Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras." A Igreja recebeu esse consolo e esta esperança viva pela graça e pelo poder do Senhor Jesus.

Em 1 Coríntios 15.51 e versículos seguintes, onde é descrito esse mistério, lemos na finalização: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão" (v. 58).

Paulo também conclui o segundo capítulo da segunda carta aos tessalonicenses com este profundo consolo para a Igreja: "Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra" (2 Ts 2.15-17).

O arrebatamento antes da Tribulação

"Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Ts 5.4-5 e 9).

Na primeira carta aos tessalonicenses nos é mostrado claramente que o consolo da Igreja consiste do fato que o arrebatamento nos livrará do dia da ira de Deus (do "Dia do Senhor"): "...e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura" (1 Ts 1.10). William McDonald diz:

Aquele por quem esperamos é Jesus, "que nos livra da ira vindoura". Essa descrição de nosso Senhor que voltará pode ser entendida de duas maneiras:

1. Ele nos livra do castigo eterno que merecemos pelos nossos pecados. Na cruz Ele suportou a ira de Deus por nossos pecados. Pela fé em Jesus, o valor da Sua obra na cruz é creditado a nós. Daqui por diante não há mais condenação para nós, por estarmos em Cristo (Rm 8.1).

2. Ele nos livra igualmente da era de juízo que virá sobre esta terra, quando a "ira" de Deus será derramada sobre um mundo que rejeitou Seu Filho. Esse tempo é conhecido como "a Grande Tribulação", ou também o tempo da "angústia de Jacó" (Dn 9.27; Mt 24.4-28; 1 Ts 5.1-11; 2 Ts 2.1-12; Ap 6.1-17 e 10).

Essa "ira de Deus" começará na Grande Tribulação, como se vê claramente em Apocalipse 6.15-17. Também em 1 Tessalonicenses 5 é nitidamente do "Dia do Senhor" que o texto fala, dia que virá como ladrão de noite (vv. 2-3). Mas nesse contexto de juízo e castigo é dito à Igreja que ela será poupada desse dia: "Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Ts 5.4-5 e 9). A Bíblia Viva diz no versículo 9: "Porque Deus não nos escolheu para derramar sua ira sobre nós, mas para nos salvar por meio de nosso Senhor Jesus Cristo."


"Porque Deus não nos escolheu para derramar sua ira sobre nós, mas para nos salvar por meio de nosso Senhor Jesus Cristo."

Portanto, em resumo, podemos dizer: sempre que o Espírito Santo nos recorda o tema do arrebatamento, somos lembrados de todo o consolo do Evangelho de Jesus, da esperança da nossa vocação.

Os tessalonicenses foram bem instruídos sobre esse assunto. Por isso eles ficaram tão preocupados quando repentinamente surgiram rumores de que "o Dia do Senhor" (a Grande Tribulação) já havia chegado. Pois estaria acontecendo justamente o contrário do que eles haviam ouvido do apóstolo. Eles logo se preocuparam, ficaram com medo, abalados, surpresos, tristes, e começaram a vacilar. Por quê? Porque haviam abandonado a palavra da graça.

Os ladrões do consolo

Uma vez que os tessalonicenses estavam tão frustrados, Paulo escreveu-lhes: "...a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor" (2 Ts 2.2). Os tessalonicenses haviam permitido que falsos pregadores roubassem seu consolo.

A jovem igreja de Tessalônica vivia num tempo de dura perseguição. Sua fé estava sendo posta à prova. Eles foram afligidos da maneira mais cruel e tiveram que suportar muita aflição e tribulação (2 Ts 1.4-7). Além disso, nessa situação apareceram homens que ensinavam que o "Dia do Senhor" já havia chegado, que eles, portanto, já se encontravam na Grande Tribulação. Já que tinham sido ensinados que o arrebatamento aconteceria antes da Grande Tribulação ou do "Dia do Senhor", podemos entender sua inquietação. Os tessalonicenses estavam fora de si de susto e cheios de repentina insegurança. Será que o "Dia do Senhor" realmente já teria chegado? Mas, nesse caso, onde estaria a promessa de que antes deveriam esperar o Filho de Deus vindo do céu para livrá-los da ira vindoura (1 Ts 1.10; 5.9)? Teriam eles esperado em vão pelo arrebatamento? Será que realmente eles estavam sob a ira de Deus por passarem por perseguições e angústias? Pois eles haviam sido instruídos que não passariam pela ira de Deus, que o Dia do Senhor não os surpreenderia como um ladrão de noite, e que o dia do juízo seria para os outros, que estão fora, não para a Igreja de Jesus. Em 1 Tessalonicenses 5.1-5 havia sido dito a eles: "Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas."

Os cristãos de Tessalônica haviam sido confundidos totalmente pelas cartas falsificadas. Pretendia-se roubar deles a esperança contida na primeira carta de Paulo. Por isso o apóstolo lhes escreveu em sua segunda carta: "Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa" (2 Ts 2.15).

Reflitamos sobre isto: se o apóstolo lhes tivesse ensinado que de qualquer maneira eles entrariam no "Dia do Senhor" e a qualquer dia seriam arrebatados em meio à Grande Tribulação, eles não precisariam ter ficado preocupados. Então tudo, apesar de grandes angústias, tentações e perseguições que deveriam esperar, estaria "na mais perfeita ordem". Então teria sido perfeitamente normal para eles que a Grande Tribulação e o "Dia do Senhor" já houvessem chegado, e que assim o arrebatamento já estaria às portas. Então eles até poderiam alegrar-se que a situação já tinha chegado a esse ponto. Mas, conforme meu entendimento, por terem sido instruídos que o arrebatamento aconteceria antes da Grande Tribulação, eles estavam tão frustrados e inseguros.

Paulo disse claramente que o "Dia do Senhor" só diz respeito àqueles que não aceitaram o amor à verdade (que é Jesus), àqueles que não creram e que por isso perecem: "Ora, o aparecimento do iníquo" (o anticristo) "é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça" (2 Ts 2.9-12). Mas referindo-se à Igreja, ele escreveu: "Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra" (vv. 13-17). Existe, portanto, uma clara diferença entre "eles", que serão condenados no "Dia do Senhor", porque rejeitaram a verdade – e aqueles ("vós") que são escolhidos para alcançar a glória em Jesus Cristo, porque creram na verdade.

Evidentemente foi objetivo do inimigo roubar essa esperança dessa nova igreja de Tessalônica. Por isso ele espalhou sementes falsas entre eles em uma época quando realmente estavam sendo provados duramente, colocando dúvidas em seus corações e tentando derrubá-los totalmente da base da fé que haviam recebido. Isso chegou aos ouvidos do apóstolo Paulo, que por essa razão escreveu uma segunda carta aos tessalonicenses, carta que deveria ministrar-lhes segurança numa época de insegurança. Uma mensagem falsificada havia sido propagada entre os membros da igreja, que dizia justamente o contrário daquilo que eles haviam aprendido do apóstolo. Aqui estava operando – ao contrário do Espírito Santo – um espírito enganador. Aqui estava sendo transmitida uma falsa palavra, diferente da Palavra de Deus. E em contraste com as cartas de Paulo, tentou-se introduzir entre os membros dessa igreja uma falsa carta, talvez até com assinatura falsa. Surgiram falsos mestres, que diziam que o "Dia do Senhor" já havia chegado, que a Grande Tribulação, portanto, já havia começado. Eles até diziam apoiar-se no apóstolo Paulo. Por isso Paulo advertiu os tessalonicenses: "...nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor" (2 Ts 2.1b-2).

Assim procede o inimigo quando aparece como "anjo de luz": ele adapta sua mentira à verdade da Palavra de Deus. Seus servos, os falsos apóstolos, que se fazem passar por mensageiros de Jesus, anunciam a assim chamada "sã doutrina", mas que é pura heresia. É dessa maneira que Satanás semeia sua semente daninha, que num primeiro momento é muito semelhante à boa semente, mas que no fim nasce como fruto da dúvida (comp. 2 Co 11.13-15).


"Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa."

Por ser tão grande o perigo da falsificação, Paulo advertiu a respeito (2 Ts 2.2) e disse com ênfase no versículo 3: "Ninguém, de nenhum modo, vos engane..." Além disso, ele voltou a chamar a atenção a respeito no versículo 15 e no final da carta (3.17) mencionou a característica da sua própria assinatura:

"A saudação é de próprio punho: Paulo. Este é o sinal em cada epístola; assim é que eu assino."

"Agora, a minha saudação, que estou escrevendo de próprio punho, como faço no final de todas as minhas cartas, como prova de que ela é na realidade proveniente de mim. Esta é a minha letra" (A Bíblia Viva).

A pregação de que a Igreja ainda terá de passar pela Grande Tribulação rouba-lhe a expectativa de que o arrebatamento poderá acontecer a qualquer momento (1 Co 1.7-8; 1 Ts 1.10; Tg 5.7-8; 1 Pe 4.7; 5.1). Essa doutrina é inimiga da espera pela volta iminente de Jesus, e por isso ensina que o Senhor ainda não voltará ou não pode voltar, porque a Igreja terá que passar primeiro pela Grande Tribulação. Erroneamente as pessoas que ensinam isso ainda esperam pelo cumprimento de certos sinais dos tempos do fim, antes que o arrebatamento possa ocorrer. Mas não é assim. O arrebatamento pode ocorrer a qualquer momento, pois os sinais do tempo do fim (Mt 24; Mc 13; Lc 21.7ss etc.) referem-se à vinda de Jesus Cristo em glória no "Dia do Senhor" e na maioria dizem respeito a Israel. Aqueles que esperam que antes do arrebatamento deve ter início a Grande Tribulação e a revelação do anticristo, são pessoas que raramente têm uma visão da graça plena que nos foi dada por intermédio da salvação que Jesus realizou na cruz do Calvário e que nos é anunciada no Evangelho de Cristo.

Naturalmente também a verdadeira cristandade pode passar por tribulações, perseguições e catástrofes. Também ela pode ser atingida por guerras, miséria, fome, enfermidade e aflição. Sempre foi assim e também hoje esse ainda é o caso em muitas partes do mundo. A maior parte da Igreja de Jesus sobre a terra é perseguida, como acontece nos países dominados pelo comunismo e pelo islamismo. E isso continuará sendo assim até o arrebatamento. Os cristãos também tiveram que passar pela Primeira e pela Segunda Guerra Mundial. A qualquer tempo pode-se aplicar à Igreja as palavras do Senhor a Pedro: "Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo" (Lc 22.31), mas igualmente a verdade: "Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça" (v.32a). Jesus, como o Eterno Sumo Sacerdote, intercede pelos Seus diante de Deus e ora por eles (Jo 17.1; 1 Jo 2.1-2; Hb 6.17-20; 10.19-25). Segundo o meu entendimento, o Senhor não fará a Sua Igreja passar pelos sinais dos juízos, que dizem respeito à Grande Tribulação e ao "Dia do Senhor". "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais" (Mt 24.21), que é determinada como juízo para um mundo de incredulidade e rebelião contra Deus. É o que se expressa de maneira muito clara em 2 Tessalonicenses 2.10-12; "...e com todo o engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça" (compare também 1 Ts 1.9-12).

Se a Igreja tivesse que esperar primeiro a revelação do anticristo e passasse pela Grande Tribulação, ela poderia calcular a época do arrebatamento de maneira bastante precisa, e poderia ter a certeza de que o Senhor ainda não teria vindo. Por isso: não nos deixemos roubar de maneira nenhuma o consolo de sermos arrebatados para junto de Jesus antes da Grande Tribulação! Mais uma vez digo a todos os crentes renascidos: "Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (2 Pe 3.14b-15).

Norbert Lieth

Vejo por ai, tanta gente ignorantíssima a respeito do que as escrituras nos ensinam, pessoas carentes da verdadeira mensagem que Jesus nos ensinou e que sempre foi manipulada pelo sistema, interpretada de maneira tendenciosa para alimentar a obscuridade que o ser humano carrega dentro de si...

Sobre o verdadeiro conceito do evangelho e a Intertextualidade de não Julgar

Leandro Flores

Há muitas maneiras de escrever.

Mas não é possível escrever antes de ter lido muito a respeito do assunto.Às vezes seus dedos parecem não conseguir acompanhar o pensamento e o texto sai rápido, claro, explícito.
Outras vezes você tem aquilo que parece e pode ser uma boa ideia mas as palavras demoram a surgir e é preciso refletir a cada toque.
Todo texto tem que ser lido várias vezes para ser o que você realmente quer dizer.
Ao escrever você fala com você mesmo e quando resolve publicar fala para uma uma plateia que concorde ou não com as suas ideias pode gostar da forma como ela foi colocada.
Escrever é um dos raros prazeres que não custa nada mas depende muito do investimento que você fez anteriormente.

Marinho Guzman

As supostas imperfeições físicas não são nada diante de um caráter forjado no amor e respeito ao próximo.
Viva o que te faz feliz independente da opinião alheia.
Quer ver a beleza real contida em cada ser humano?
Olhe para dentro, investigue os olhares, pois pouco importa o que sai das bocas quando escutamos com o coração.

Maryanne Schramm

Vim te dizer adeus.
É preciso.
Me dói o coração.
Pensei muito a respeito.
Talvez não seja a melhor decisão.
"Um olhar indiferente é um perpétuo adeus." Mas esse não é meu caso, pois sempre te olharei com amor, apesar que de agora em diante vou desviar esse olhar.
Tenho que partir, mas vou ficar por aqui, em algum lugar ou nem sei para onde vou.
É triste, mas é inevitável.

Juliana Félix

Sinais do amor

Quem avista com clareza
Os sinais do amor
Mostra respeito, consideração e favor
Entoando cânticos de beleza

Começa com simples olhar
Percorrendo todo o caminho
Com muita atenção e carinho
Sinal verde para amar!

Todo gesto de bondade
Feito a alguém
É retribuído também
Por toda uma cidade!

Toda uma alegria
Que transborda com ação
É a magia do coração
O Verdadeiro amor traz harmonia

Samuel Ranner

Hoje percebi que só me restou o amanhã como a esperança de um respeito do qual não se vê muito hoje em dia. Será porque eu sou tão exigente com pequenos detalhes que qualquer gota torna se um enorme oceano? Ou porque as pessoas já não agem de uma forma ética como naturalmente deveria, mas não o
faz?
Ética não é qualidade, ética é obrigação, é uma regra básica para dividir um espaço com a sociedade.
Não se pode obrigar um ser humano a ter atitudes das quais esperamos, mas podemos mostrar o quão é importante e melhor agir da forma que não prejudique aqueles ao seu redor.

Carlos Shirata

As pessoas falam de respeito
mas no fundo são racistas
dizem ser macacos,
criam sua própria ideologia,
por causa de uma história sem reflexo algum
mas se você é esperto não seja mais um,
mais um atrás da mídia
querendo aparecer
se você não é racista apenas seja você
humano como todos
independente do que come,
do que veste
ou da cor da pele
humano é humano
agora aprende e vê se cresce...

TamiresVenzel

Amor e Respeito!
A conscientização do ser humano, precisa ser verdadeira. Não adianta criticar, bater e depois afagar! Vamos deixar para trás, todo ódio e rancor que ainda guardam em seus corações e pregar o amor em toda sua plenitude. Amar faz tão bem! Deixem fluir em cada um vocês, o amor aos seus semelhantes e verão que a felicidade é consequência dos nossos atos e sentimentos verdadeiros para com o próximo! Um bom dia para todos! Amo vocês! Wallace Barbosa O Poeta do Povo!

Wallace Barbosa

FELIZ, AMADA MINHA

Minha noiva, minha linda
Amada do coração leal
Seu amor, seu respeito
Não é de deixar para o final

Agraciado, abençoado
Estou pela base do seu amor
Intenso, eterno
Como o cheiro de uma linda flor

Agrada-te meu olhar
Felicita-se com meu sorriso
Sei que seguras estás
Pois és mais feliz comigo

Douglas Faria

Se você mata a aranha e a cobra, e protege o cão e o gato, o que determina o teu respeito a vida é o teu MEDO e não a tua BONDADE.
O respeito a vida ultrapassa a sua forma física.E "enquanto" precisarmos nos alimentar de outra vida, (seja plantas ou animais no caso dos não vegetarianos) seguindo o movimento da cadeia alimentar na terra, devemos faz-lo com respeito e gratidão.

( trecho do livro: Reconexão)

Edolesia Andreazza

Profanação do Culto de Adoração

“Hipócritas! Bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.” (Mateus 15.7,8)

Neste capítulo 15º de Mateus, está registrada uma disputa entre o Senhor Jesus Cristo e os fariseus, sobre suas tradições e costumes antigos, que eles valorizavam acima dos mandamentos de Deus, como é habitual ocorrer com pessoas formais que amam as cadeias de sua própria criação, e que fazem da tradição a base da sua consciência religiosa.
A expressão “honra-me com os lábios” é denotativa de todos os gestos de culto externos e desprovidos de uma verdadeira piedade. E quanto a “mas o seu coração está longe de mim”, significa principalmente a aversão habitual a Deus, mas também pode compreender a vida negligente da mente quanto ao seu dever para com Deus.
Essa distração de pensamentos, ou a distância do coração em relação a Deus na adoração, é um grande pecado de hipocrisia.
O texto fala de grosseira hipocrisia, ou um zelo pretensioso de culto exterior, sem qualquer inclinação sincera para Deus, como descrito em Ez 33.31: “Eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro.”
Quando os filhos de Arão foram mortos pelo Senhor por terem oferecido fogo estranho no culto do tabernáculo, foi isto o que ele declarou a Moisés acerca do modo pelo qual importa que seja adorado por aqueles que dele se aproximam: “E falou Moisés a Arão: Isto é o que o SENHOR disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo.“ (Levítico 10.3)
Tudo o que for trazido à presença do Senhor deve estar santificado, e de outra forma, ele santificará o seu santo nome naqueles que dele se aproximam relaxadamente trazendo-lhes os juízos devidos para vindicar neles a sua justiça e santidade, de forma que eles e todos saibam que não estão procedendo do modo que lhe é devido.
Santificar-se a Deus é se separar do uso comum. Deus será santificado, ou seja, quando não tratarmos com ele como se fosse uma pessoa comum, mas com reverência e afeto especial da alma, exaltando a sua grande majestade, acima de tudo e de todos.
Certamente, Deus é muito sensível ao desprezo que lhe damos, pois ele tudo vê, Heb 4.13, de modo que não pode ter por inocente quem toma o seu nome em vão, Êx 20.7. Doenças, fraquezas e mortes prematuras se sucederam na Igreja de Corinto por este motivo de se desprezar ao Senhor em pleno culto solene.
E apesar de julgamentos não serem tão abundantes e visíveis presentemente em razão de nossa adoração profana, o Senhor já deixou patentemente registrado quão grande é o seu desagrado quando isto sucede, de modo, que não raro deixa especialmente os líderes de tais reuniões entregues a si mesmos e sem qualquer direção e instrução do Espírito Santo.
Nosso Senhor nos ensinou expressamente que Deus deve ser adorado em espírito e em verdade, João 4.24. Por isso é um grave erro quando embora saibamos isto, insistimos em disfarçar que estamos adorando a Deus com mero balbucio de palavras imitando orações ou cantorias como se fossem louvores, e quando nada disso parte do coração por inspiração do Espírito Santo.
E isto se aplica a todos os demais atos de devoção que são pretensiosamente dirigidos ao Senhor.
Esta prática pode se prolongar por muito tempo a ponto de se pensar que se esteja de fato adorando a Deus com uma falsidade.
E tudo isto fica ainda mais agravado quando se proclama santidade com os lábios enquanto se abriga a iniquidade no coração.
Como pode o Espírito de Deus que é o Espírito da verdade e da santidade alegrar-se quando o que prevalece é este quadro? Com pó poderá abençoar e aprovar quem vive na mentira e no pecado?
A cura disto passa obrigatoriamente pela ordenação do apóstolo:
“Tiago 4:8 Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores; e vós que sois de ânimo dobre, limpai o coração.
Tiago 4:9 Afligi-vos, lamentai e chorai. Converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria, em tristeza.
Tiago 4:10 Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará.”
Tudo isto a que se refere o apóstolo pode ser resumido numa só palavra: ARREPENDIMENTO.
Enquanto não nos arrependermos o mal não poderá ser curado, porque esta enfermidade é espiritual, e o seu tratamento deve ser também espiritual. Somente uma renovação genuína da graça de Jesus pode nos curar deste mal.
É abandonando o mal, orando com fé, arrependimento e sinceridade que Deus nos dará o lavar renovador do Espírito Santo para que possamos de fato adorá-lo em espírito e em verdade.

Silvio Dutra

JEREMIAS 49

“1 A respeito dos filhos de Amom. Assim diz o Senhor: Acaso Israel não tem filhos? Não tem herdeiro? Por que, então, possui Milcom a Gade, e o seu povo habita nas suas cidades?
2 Portanto, eis que vêm os dias, diz o Senhor, em que farei ouvir contra Rabá dos filhos de Amom o alarido de guerra, e tornar-se-á num montão de ruínas, e os seus arrabaldes serão queimados a fogo; então Israel deserdará aos que e deserdaram a ele, diz o Senhor.
3 Uiva, ó Hesbom, porque é destruída Ai; clamai, ó filhas de Rabá, cingi-vos de sacos; lamentai, e dai voltas pelas sebes; porque Milcom irá em cativeiro, juntamente com os seus sacerdotes e os seus príncipes.
4 Por que te glorias nos vales, teus luxuriantes vales, ó filha apóstata? que confias nos teus tesouros, dizendo: Quem virá contra mim?
5 Eis que farei vir sobre ti pavor, diz o Senhor Deus dos exércitos, de todos os que estão ao redor de ti; e sereis lançados fora, cada um para diante, e ninguém recolherá o desgarrado.
6 Mas depois disto farei voltar do cativeiro os filhos de Amom, diz o senhor.
7 A respeito de Edom. Assim diz o Senhor dos exércitos: Acaso não há mais sabedoria em Temã? Pereceu o conselho dos entendidos? Desvaneceu-se-lhes a sabedoria?
8 Fugi, voltai, habitai em profundezas, ó moradores de Dedã; porque trarei sobre ele a calamidade de Esaú, o tempo em que o punirei.
9 Se vindimadores viessem a ti, não deixariam alguns rabiscos? se ladrões de noite, não te danificariam só o quanto lhes bastasse?
10 Mas eu desnudei a Esaú, descobri os seus esconderijos, de modo que ele não se poderá esconder. E despojada a sua descendência, como também seus irmãos e seus vizinhos, e ele já não existe.
11 Deixa os teus órfãos, eu os guardarei em vida; e as tuas viúvas confiem em mim.
12 Pois assim diz o Senhor: Eis que os que não estavam condenados a beber o copo, certamente o beberão; e ficarias tu inteiramente impune? Não ficarás impune, mas certamente o beberás.
13 Pois por mim mesmo jurei, diz o Senhor, que Bozra servirá de objeto de espanto, de opróbrio, de ruína, e de maldição; e todas as suas cidades se tornarão em desolações perpétuas.
14 Eu ouvi novas da parte do Senhor, que um embaixador é enviado por entre as nações para lhes dizer: Ajuntai-vos, e vinde contra ela, e levantai-vos para a guerra.
15 Pois eis que te farei pequeno entre as nações, desprezado entre os homens.
16 Quanto à tua terribilidade, enganou-te a arrogância do teu coração, ó tu que habitas nas cavernas dos penhascos, que ocupas as alturas dos outeiros; ainda que ponhas o teu ninho no alto como a águia, de lá te derrubarei, diz o Senhor.
17 E Edom se tornará em objeto de espanto; todo aquele que passar por ela se espantará, e assobiará por causa de todas as suas pragas.
18 Como na subversão de Sodoma e Gomorra, e das cidades circunvizinhas, diz o Senhor, não habitará ninguém ali, nem peregrinará nela filho de homem.
19 Eis que como leão subirá das margens do Jordão um inimigo contra a morada forte; mas de repente o farei correr dali; e ao escolhido, pô-lo-ei sobre ela. Pois quem é semelhante a mim? e quem me fixará um prazo? e quem é o pastor que me poderá resistir?
20 Portanto ouvi o conselho do Senhor, que ele decretou contra Edom, e os seus desígnios, que ele intentou contra os moradores de Temã: Até os mais novos do rebanho serão arrastados; certamente ele assolará as suas moradas sobre eles.
21 A terra estremecerá com o estrondo da sua queda; o som do seu clamor se ouvirá até o Mar Vermelho.
22 Eis que como águia subirá, e voará, e estenderá as suas asas contra Bozra; e o coração do valente de Edom naquele dia se tornará como o coração da mulher que está em dores de parto.
23 A respeito de Damasco. Envergonhadas estão Hamate e Arpade, e se derretem de medo porquanto ouviram más notícias; estão agitadas como o mar, que não pode aquietar-se.
24 Enfraquecida está Damasco, virou as costas para fugir, e o tremor apoderou-se dela; angústia e dores apossaram-se dela como da mulher que está de parto.
25 Como está abandonada a cidade famosa, a cidade da minha alegria!
26 Portanto os seus jovens lhe cairão nas ruas, e todos os homens de guerra serão consumidos naquele dia, diz o Senhor dos exércitos.
27 E acenderei fogo no muro de Damasco, o qual consumirá os palácios de Ben-Hadade.
28 A respeito de Quedar, e dos reinos de Hazor, que Nabucodonosor, rei de Babilônia, feriu. Assim diz o Senhor: Levantai-vos, subi contra Quedar, e destruí os filhos do Oriente.
29 As suas tendas e os seus rebanhos serão tomados; as suas cortinas serão levadas, como também todos os seus vasos, e os seus camelos; e lhes gritarão: Há terror de todos os lados!
30 Fugi, desviai-vos para muito longe, habitai nas profundezas, ó moradores de Hazor, diz o Senhor; porque Nabucodonosor, rei de Babilônia, tomou conselho contra vós, e formou um desígnio contra vós.
31 Levantai-vos, subi contra uma nação que está sossegada, que habita descuidada, diz o Senhor; que não tem portas nem ferrolhos, que habita a sós.
32 E os seus camelos serão para presa e a multidão do seu gado para despojo; e espalharei a todo o vento aqueles que cortam os cantos da sua cabeleira; e de todos os lados lhes trarei a sua calamidade, diz o Senhor.
33 Assim Hazor se tornará em morada de chacais, em desolação para sempre; ninguém habitará ali, nem peregrinará nela filho de homem.
34 A palavra do Senhor, que veio a Jeremias, o profeta, acerca de Elão, no princípio do reinado de Zedequias, rei de Judá, dizendo:
35 Assim diz o Senhor dos exércitos: Eis que eu quebrarei o arco de Elão, o principal do seu poder.
36 E trarei sobre Elão os quatro ventos dos quatro cantos dos céus, e os espalharei para todos estes ventos; e não haverá nação aonde não cheguem os fugitivos de Elão.
37 E farei que Elão desfaleça diante de seus inimigos e diante dos que procuram a sua morte. Farei vir sobre eles o mal, o furor da minha ira, diz o Senhor; e enviarei após eles a espada, até que eu os tenha consumido.
38 E porei o meu trono em Elão, e destruirei dali rei e príncipes, diz o Senhor.
39 Acontecerá, porém, nos últimos dias, que restaurarei do cativeiro a Elão, diz o Senhor.”

As profecias dirigidas a Moabe no capítulo anterior, também são aplicáveis a Amom, Edom, Hazor e Quedar, que eram reinos aparentados segundo a carne a Israel, porque eram descendentes de Abraão, mas ao determinar a sentença contra eles de que não seriam mais nações, o Senhor marcou de modo muito claro a eleição de Israel, o povo que Ele havia amado, escolhido e formado para manifestar a partir dEle a sua glória e salvação na terra.

“21 Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me, a hora vem, em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.
22 Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos; porque a salvação vem dos judeus.” (Jo 4.21,22)

Edom era Esaú, o irmão gêmeo de Israel, a quem Deus desprezou desde o ventre de sua mãe Rebeca, porque sabia em Sua presciência que não seria amado por Esaú, e que ele desejaria viver como um pagão cananeu, como de fato vivera toda a sua vida, e transmitiu seus costumes contrários aos do Senhor aos seus descendentes, sobre os quais é declarada agora uma sentença de destruição.
Eles também haviam odiado Israel, durante toda a sua existência como nação, dando cumprimento à revelação profética, que Deus dera a Rebeca de que no seu ventre havia duas nações (Edom e Israel) que viveriam em inimizade, assim como os gêmeos estavam lutando no seu ventre.
Nos versos 17 e 18 Deus diz que subverteria Edom, tal como fizera com Sodoma e Gomorra, de modo que não haveria mais nenhum edomita que residisse naquelas terras, depois que fossem levados em cativeiro pelos babilônios.
Tal seria a dimensão da destruição que Deus traria sobre os homens de Edom, que não haveria quem ficasse para cuidar dos seus órfãos e viúvas, aos quais o Senhor se referiu que Ele mesmo tomaria o encargo de cuidar deles para que permanecessem em vida (v.11).
Se Deus havia julgado o Seu próprio povo, como deixaria impune tais nações? Isto é um sinal e aviso profético para o final dos tempos, quando o Senhor castigará os crentes rebeldes da grande Igreja de Laodiceia, próximo do período da manifestação do Anticristo, e como deixará de julgar com um grande e terrível juízo os ímpios de todas as nações da terra?
A partir do verso 23 são dirigidos juízos sobre a Síria, especialmente sobre a sua capital, Damasco, e suas cidades de Hamate e Arpade. Damasco seria deixada deserta mas não destruída inteiramente, mas os palácios do rei Ben-Hadade, e o muro de Damasco seriam incendiados.
A partir do verso 28 são descritas as assolações dos reinos dos árabes, de Quedar e de Hazor, também por Nabucodonosor. Eles viviam em tendas e não em cidades fortificadas com portões com ferrolhos, mas mesmo assim seriam feitos presas por Babilônia, e seus camelos e todo o seu gado também lhes seriam tomados. E Hazor seria assolada para que não fosse mais habitada, porque seria tornada em morada de chacais.
A partir do verso 34 é descrita a assolação de Elão, mas o Senhor não a destruiria de todo, porque vemos elamitas juntamente com partos, em Jerusalém, no dia em que o Espírito Santo foi derramado no dia de Pentecostes. E isto está em conformidade com a promessa que Deus fizera através de Jeremias acerca deles, quanto a serem levantado por Ele no futuro:

“Acontecerá, porém, nos últimos dias, que restaurarei do cativeiro a Elão, diz o Senhor.” (v. 39)

Silvio Dutra