Texto sobre Liberdade

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Sou um amante fanático da liberdade, considerando-a como o único espaço onde podem crescer e desenvolver-se a inteligência, a dignidade e a felicidade dos homens; não esta liberdade formal, outorgada e regulamentada pelo Estado, mentira eterna que, em realidade, representa apenas o privilégio de alguns, apoiada na escravidão de todos; (...) só aceito uma única liberdade que possa ser realmente digna desse nome, a liberdade que consiste no pleno desenvolvimento de todas as potencialidades materiais, intelectuais e morais que se encontrem em estado latente em cada um (...)

Bukunin

A nossa liberdade tem sempre a maravilhosa capacidade de fazer, daquilo que nos é tirado (pela vida, pelos acontecimentos, pelos outros...), algo que oferecemos. Exteriormente não se vê a diferença, mas interiormente tudo é transfigurado: o destino passa a ser uma opção livre, a obrigação passa a ser amor, a perda torna-se fecundidade.

Jacques Philippe

Aprendi que sonhar é preciso e que podemos sair pela janela da liberdade e ir pelos caminhos proibidos ou não, pois quem nos limita somos nós mesmos. Sonhar é não limitar-se a limites sejam eles quais forem, temos que acreditar que na vida existe mágica, que tudo é feito pelo encanto que sai de cada sorriso sincero e que cada olhar misterioso transmite uma beleza incrível. Acreditar e ir além do que a nossa imaginação permite, capacitando-a a sonhar alto e viver tudo o que desejamos e não deixar nada passar porque não vamos poder voltar, vá em frente o tempo corre e nada vai te esperar, entra de cabeça nos seus sonhos só assim você vai ser feliz.

Léli Rodriguez

Por muito tempo, tivemos que conviver em meio a lobos e hienas, salivantes e debochantes; consumindo pretensiosamente toda nossa esperança e liberdade, enquanto assistíamos de mãos atadas e pés amarrados, sem muito que fazer! Mas ainda bem que esse tempo já é passado e agora esperamos esperançosos pelos novos tempos!!

Leandro Flores

Chega um tempo na sua vida que você não faz muita questão por namoricos, ou por pessoas inuteis. Vai querer que nada atrapalhe os seus objetivos na vida,tanto psicologicamente e sentimentalmente.. Você fica mais leve pra correr atraz dos seus triunfos que nao inclue ninguém além de você.. a questão nem é ser egoista, e sim da valor a unica pessoa que lhe quer bem de verdade... você mesmo.

WaldiirNeto

Sem disciplina não há liberdade. A Disciplina é aquele ingrediente que nos faz ter o discernimento que precisamos para alcançar nossos objetivos. É ela quem nos dá ao direito de com consciência abrir mão eventualmente de alguma tarefa, sabendo que não abandonaremos nossa missão. O Vício é a escravidão. É a prisão da mente que não consegue agir sem o elemento que lhe escraviza, seja uma substância, uma pessoa, um sistema... Liberdade é entender que não controlamos NADA E NEM NINGUÉM, e de que mesmo direcionados por questões morais e Regras Sociais comuns é na ÉTICA e na LEALDADE que tomaremos nossas decisões.
Disciplina para ter LIBERDADE, ou fique ai esperando alguém lhe dizer o que você pode ou não pode fazer.

Tico Santa Cruz

Quero poder ter a liberdade, de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros, sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento, quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão, que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim, e que valeu a pena!

Jeh Brito

LIBERDADE

Os pássaros foram feitos
para ser livres
Para ouvir o seu canto
a todos os cantos
São lindos na natureza
mostrando sua beleza
Sempre contemplarei a sua grandeza de ser
na minha pequenez, sou um aprendiz
Um dos mundos está no pensar
não vou me iludir, nem sonhar
Estarei só aqui, a esperar
Não serei um peso
muito menos um pesar
só o que importa é o bem
Sou atenção
misturado a um refrão
É o preto e o branco
procurando algum ponto
que perdeu o sabor
na sua cor
Sempre soube da condição
não foi a minha pretenção
foi essa função
de seguir na solidão.

Pati Menezes

A LIBERDADE

“A liberdade está em vós. Não onde a buscais, mas em vosso verdadeiro Eu. Porque é ele que transcende o tempo e o espaço, e vos pode levar aonde quiserdes ir.
Assim, não estareis presos senão quando presos vos sentirdes. E as correntes terão o peso que a elas atribuirdes.
Pois, assim como não percebeis a prisão do corpo e da gravidade, a nada vos sentireis obrigados, se tudo fizerdes por vossa própria vontade e com amor.
Se, ao contrário, o fizerdes com revolta, pesadas serão as vossas correntes; e o seu peso findará por esmagar-vos.
Livre não é aquele que não tem obrigações, mas o que as cumpre com alegria. Como não é aquele que pode estar em todos os lugares, mas o que de lugar algum necessita.
Livre não é aquele que pode pegar o que quiser, mas o que pode dizer com sinceridade: “- Sou feliz com o que tenho”. E não é aquele que satisfaz todas as suas vontades, mas o que não se escraviza aos seus próprios desejos.
Eu vos digo que, se um homem ama a sua prisão, ele será livre em sua cela. Pois o que nele existe de mais verdadeiro não estará encerrado entre paredes, mas envolto no amor. E viajará com o vento, cantando as mais lindas canções e sentindo os mais doces perfumes.
E vos digo que aquele que não ama jamais será livre, ainda que todo o mundo lhe pertença. Porque estará encerrado na prisão do seu egoísmo, encarcerado na solidão de sua alma. E o seu Eu não ouvirá as canções, nem sentirá os perfumes.
Tudo isto, eu vos digo. Todavia, não posso esperar que me entendais.
Pois estais demasiadamente presos aos vossos conceitos, e assim não sois livres para encontrar as verdades.”

Trecho do livro Hassan

Liberdade de escolha

Carlos Castañeda diz: “o grande poder do ser humano está na sua capacidade de tomar decisões”. Cada decisão que tomamos nos permite modificar o futuro e o passado.

Escolher, porém, significa comprometer-se. Quando alguém faz uma escolha, deve lembrar-se que o caminho a ser percorrido vai ser muito diferente do caminho imaginado.

Escolher significa: “bem, eu sei onde quero chegar”. A partir daí, é preciso estar atento ao mundo, porque uma decisão deflagra uma série de eventos inesperados.

Comprometa-se com a sua decisão – seja ela no campo afetivo, profissional ou espiritual; tudo que sua decisão precisa é sua vontade de seguir adiante. De resto, ela mesma lhe tomará pelas mãos, e lhe mostrará o melhor caminho.

Carlos Castaneda

LEVIATÃ

Sinônimo de risco é liberdade,
Pois encontramos na prisão social
A segurança contra o casual,
E tudo está nas mãos da autoridade.

Ser livre é ter responsabilidade
Dos seus próprios atos como tal,
E isso é aterrador e tão banal,
Porque fere a "moral" da sociedade.

E a razão diz: “não é a realidade!
Mas que conversa sem nexo é essa?!
Somos livres sim! Essa é a verdade,

Assim somos o que nos interessa,
Pois possuímos nossa liberdade,
Até onde a do outro já começa!”

Thiago Aécio De Sousa

Sabe, dançar não exige experiência!
Exige apenas uma grande liberdade
e a ausência do medo do ridículo.
O pior de todos os medos é o medo do ridículo.
As pessoas mais felizes que eu conheço
não dão a mínima pra isso.
Na verdade elas vivem!
Dançam samba no lugar de valsa,
fazem amor sem receio de gritar, morder, revirar
e não se importam com o que os outros pensam.
Então, levante e dance.

Josane Hodniki

Ícaro

Os deuses o abençoaram com a liberdade,
E um espirito aventureiro,
Cheio de confiança e esperança
Sobre o que o aguarda.

Planeja a sua ida ao sol,
Apolo não permitirá, os deuses
Hão de lhe ajudar.
Héstia o guiará.

Com o fogo da paixão ela o presenteará.
Ele não há de recusar o presente
Que acabara de ganhar, nada irá se findar,
Apenas começar.

A deusa da lua se compadecerá
Da filha de Vênus que ousa o desejar.
Assim uma linda história há de se
Inaugurar no livro de ouro da Mitologia.

Onde todos os deuses vão abençoar
Esta união, feita pelo coração.
E todos os amantes vão se inspirar
Para uma nova canção cantar.

O nome de Ícaro hão gritar.
O nome da filha de Vênus hão clamar.
Todos vão querer vivenciar esta emoção
Escrita no céu de uma doce ilusão.

Daiane Bussularo

Poemas e Poesias Catarinenses - Face

Rondó da Liberdade

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

Há os que têm vocação para escravo,
mas há os escravos que se revoltam contra a escravidão.

Não ficar de joelhos,
que não é racional renunciar a ser livre.
Mesmo os escravos por vocação
devem ser obrigados a ser livres,
quando as algemas forem quebradas.

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

O homem deve ser livre...
O amor é que não se detém ante nenhum obstáculo,
e pode mesmo existir quando não se é livre.
E no entanto ele é em si mesmo
a expressão mais elevada do que houver de mais livre
em todas as gamas do humano sentimento.

É preciso não ter medo,
é preciso ter a coragem de dizer.

Carlos Marighella

Borboleta pousou no meu ombro
Bem na hora certa
Mudou a cor...o tempo...
A liberdade apareceu
E se estabeleceu como dádiva
Borboleta amarela
Quer que eu vá atrás dela
Onde me levaria?
Ao jardim mais florido da primavera
A um lugar de PAZ!
Entre o branco e o azul
Borboleta azul
A doçura e a sutileza
Borboleta vermelha
A beleza
A força num vôo mais longe
Borboleta colorida
Brilha nas ruas do céu!
E Deus segue nos enviando
Respostas pelas suas asas.

Saulo Fernandes

A beira de um Precipício, diante de você, é assim que me sinto.
A vista, o vento, a liberdade, o perigo, o frio na barriga, o prazer e a insegurança,
o infinito horizonte a minha frente, como isso é bom, como isso dá medo.
Algumas palavras, um passo, por menor que seja... Eu caio.
Você vai segurar a minha mão nessa hora?

Dona Geo

Liberdade de viver

Viver é passarinhos do mar
Peixes a voar
Vagalumes a iluminar
Se jogar de uma ponte imaginária
Amar loucamente
Cantar desafinado
Dançar feito molusco
Gritar sendo mudo
Voar sem ter asas
Fugir de casa depois voltar sentindo saudades antes que alguém perceba
Ficar preso num sentimento pertubador.
Depois soltar-se das correntes e perceber que era amor
Depois prender-se denovo sem culpa, sem dor
Ter medo do escuro e infiltrar-se dentro dele
Não ter medo de ser ridiculo
Ser insolentemente sutil
Ah, viver é não pensar!

Sabrina Ferreira

Amar

"Amor não é prisão, é liberdade.
Liberdade que te faz querer ficar à sombra de quem se ama mesmo estando num deserto.
Que te faz ficar no chão mesmo tendo asas pra voar.
Que te faz chorar de alegria.
Porque o amor é contraditório.
Cheio de definições, mas que está muito além de todas elas.
É completo, mas sempre nos dá a sensação de que falta alguma coisa.
Amar não sei porquê ou desde quando.
Mas amar.
Porque amar é preciso.
nunca exato. mas preciso."

Quelubia Coelho

Eu amo a liberdade que eu me proponho todos os dias. estar livre. olhar o dia com um sorriso no rosto e dizer: hoje é dia viver.
Eu amo a liberdade que eu me propuz. de me dar bem com as pessoas, de me relacionar, de tratar muito bem e respeitar o proximo, de amar a minha familia e os meus amigos.
Eu amo a liberdade que o mundo me deu, de ir e vir quando e onde quiser, de sorrir pra todo mundo, de dizer o quanto gosto, de abraçar e conversar com diferentes pessoas.
Eu amo a minha liberdade e a minha vontade de seguir em frente, de nao me importar com mentes poluentes.,de sorrir mesmo que triste, de fazer sorrir.
eu amo amar a vida que o destino me trouxe, as pessoas que a vida me trouxe, até mesmo aquelas se importam mais do que deveria.até mesmo aquelas que só falam mal, normal, isso nao me impede de viver a vida com alegria.
Eu nao tenho que ser mais séria. Eu nao tenho que ouvir falar miseria. Eu nao tenho que assistir e ficar quieta. Eu nao tenho uma bola mágica. Eu nao posso impedir pensamentos e sentimentos. Eu só sei que sou humana e amo a liberdade que deus me deu. A alma livre, o coração livre, os sentimentos e pensamentos livres pra ouvir oque vier pra sentir oque vier, pra me iludir, pra me ferir.
Eu amo a liberdade que eu me propuz de estar sempre com sorriso no rosto e de braços abertos pro que der e vier.

Jessica Dizzy

"que a liberdade ressoe!»



Há cem anos, um grande americano, sob cuja sombra simbólica nos encontramos, assinava a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para terminar a longa noite do cativeiro. Mas, cem anos mais tarde, devemos enfrentar a realidade trágica de que o Negro ainda não é livre.

Cem anos mais tarde, a vida do Negro é ainda lamentavelmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, o Negro continua a viver numa ilha isolada de pobreza, no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o Negro ainda definha nas margens da sociedade americana, estando exilado na sua própria terra.

Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramaticamente mostrarmos esta extraordinária condição. Num certo sentido, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quando os arquitectos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de independência, estavam a assinar uma promissória de que cada cidadão americano se tornaria herdeiro.

Este documento era uma promessa de que todos os homens veriam garantidos os direitos inalienáveis à vida, à liberdade e à procura da felicidade. É óbvio que a América ainda hoje não pagou tal promissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar este compromisso sagrado, a América deu ao Negro um cheque sem cobertura; um cheque que foi devolvido com a seguinte inscrição: "saldo insuficiente". Porém nós recusamo-nos a aceitar a ideia de que o banco da justiça esteja falido. Recusamo-nos a acreditar que não exista dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidades deste país.

Por isso viemos aqui cobrar este cheque - um cheque que nos dará quando o recebermos as riquezas da liberdade e a segurança da justiça. Também viemos a este lugar sagrado para lembrar à América da clara urgência do agora. Não é o momento de se dedicar à luxuria do adiamento, nem para se tomar a pílula tranquilizante do gradualismo. Agora é tempo de tornar reais as promessas da Democracia. Agora é o tempo de sairmos do vale escuro e desolado da segregação para o iluminado caminho da justiça racial. Agora é tempo de abrir as portas da oportunidade para todos os filhos de Deus. Agora é tempo para retirar o nosso país das areias movediças da injustiça racial para a rocha sólida da fraternidade.

Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência do momento e subestimar a determinação do Negro. Este sufocante verão do legítimo descontentamento do Negro não passará até que chegue o revigorante Outono da liberdade e igualdade. 1963 não é um fim, mas um começo. Aqueles que crêem que o Negro precisava só de desabafar, e que a partir de agora ficará sossegado, irão acordar sobressaltados se o País regressar à sua vida de sempre. Não haverá tranquilidade nem descanso na América até que o Negro tenha garantido todos os seus direitos de cidadania.

Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir as fundações do nosso País até que desponte o luminoso dia da justiça. Existe algo, porém, que devo dizer ao meu povo que se encontra no caloroso limiar que conduz ao palácio da justiça. No percurso de ganharmos o nosso legítimo lugar não devemos ser culpados de actos errados. Não tentemos satisfazer a sede de liberdade bebendo da taça da amargura e do ódio.

Temos de conduzir a nossa luta sempre no nível elevado da dignidade e disciplina. Não devemos deixar que o nosso protesto realizado de uma forma criativa degenere na violência física. Teremos de nos erguer uma e outra vez às alturas majestosas para enfrentar a força física com a força da consciência.

Esta maravilhosa nova militancia que engolfou a comunidade negra não nos deve levar a desconfiar de todas as pessoas brancas, pois muitos dos nossos irmãos brancos, como é claro pela sua presença aqui, hoje, estão conscientes de que os seus destinos estão ligados ao nosso destino, e que sua liberdade está intrinsecamente ligada à nossa liberdade.

Não podemos caminhar sozinhos. À medida que caminhamos, devemos assumir o compromisso de marcharmos em frente. Não podemos retroceder. Há quem pergunte aos defensores dos direitos civis: "Quando é que ficarão satisfeitos?" Não estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos incontáveis horrores da brutalidade policial. Não poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados das fadigas da viagem, não conseguirem ter acesso a um lugar de descanso nos motéis das estradas e nos hotéis das cidades. Não poderemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade fundamental do Negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Nunca poderemos estar satisfeitos enquanto um Negro no Mississipi não pode votar e um Negro em Nova Iorque achar que não há nada pelo qual valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos, e só ficaremos satisfeitos quando a justiça correr como a água e a rectidão como uma poderosa corrente.

Sei muito bem que alguns de vocês chegaram aqui após muitas dificuldades e tribulações. Alguns de vocês saíram recentemente de pequenas celas de prisão. Alguns de vocês vieram de áreas onde a vossa procura da liberdade vos deixou marcas provocadas pelas tempestades da perseguição e sofrimentos provocados pelos ventos da brutalidade policial. Vocês são veteranos do sofrimento criativo. Continuem a trabalhar com a fé de que um sofrimento injusto é redentor.

Voltem para o Mississipi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para a Luisiana, voltem para as bairros de lata e para os guetos das nossas modernas cidades, sabendo que, de alguma forma, esta situação pode e será alterada. Não nos embrenhemos no vale do desespero.

Digo-lhes, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e frustrações do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Tenho um sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: "Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais".

Tenho um sonho que um dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.

Tenho um sonho que um dia o estado do Mississipi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

Tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu caractér.

Tenho um sonho, hoje.

Tenho um sonho que um dia o estado de Alabama, cujos lábios do governador actualmente pronunciam palavras de ... e recusa, seja transformado numa condição onde pequenos rapazes negros, e raparigas negras, possam dar-se as mãos com outros pequenos rapazes brancos, e raparigas brancas, caminhando juntos, lado a lado, como irmãos e irmãs.

Tenho um sonho, hoje.

Tenho um sonho que um dia todo os vales serão elevados, todas as montanhas e encostas serão niveladas, os lugares ásperos serão polidos, e os lugares tortuosos serão endireitados, e a glória do Senhor será revelada, e todos os seres a verão, conjuntamente.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso ao Sul. Com esta fé seremos capazes de retirar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar as dissonantes discórdias de nossa nação numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade. Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, ficarmos juntos em posição de sentido pela liberdade, sabendo que um dia seremos livres.

Esse será o dia quando todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado: "O meu país é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde morreram os meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada localidade ressoe a liberdade".

E se a América quiser ser uma grande nação isto tem que se tornar realidade. Que a liberdade ressoe então dos prodigiosos cabeços do Novo Hampshire. Que a liberdade ressoe das poderosas montanhas de Nova Iorque. Que a liberdade ressoe dos elevados Alleghenies da Pensilvania!

Que a liberdade ressoe dos cumes cobertos de neve das montanhas Rochosas do Colorado!

Que a liberdade ressoe dos picos curvos da Califórnia!

Mas não só isso; que a liberdade ressoe da Montanha de Pedra da Geórgia!

Que a liberdade ressoe da Montanha Lookout do Tennessee!

Que a liberdade ressoe de cada Montanha e de cada pequena elevação do Mississipi.

Que de cada localidade, a liberdade ressoe.

Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada estado e de cada cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra: "Liberdade finalmente! Liberdade finalmente! Louvado seja Deus, Todo Poderoso, estamos livres, finalmente!"



(Versão Original)



Five score years ago, a great American, in whose symbolic shadow we stand signed the Emancipation Proclamation. This momentous decree came as a great beacon light of hope to millions of Negro slaves who had been seared in the flames of withering injustice. It came as a joyous daybreak to end the long night of captivity. But one hundred years later, we must face the tragic fact that the Negro is still not free.

One hundred years later, the life of the Negro is still sadly crippled by the manacles of segregation and the chains of discrimination. One hundred years later, the Negro lives on a lonely island of poverty in the midst of a vast ocean of material prosperity. One hundred years later, the Negro is still languishing in the corners of American society and finds himself an exile in his own land.

So we have come here today to dramatize an appalling condition. In a sense we have come to our nation's capital to cash a check. When the architects of our republic wrote the magnificent words of the Constitution and the Declaration of Independence, they were signing a promissory note to which every American was to fall heir.

This note was a promise that all men would be guaranteed the inalienable rights of life, liberty, and the pursuit of happiness. It is obvious today that America has defaulted on this promissory note insofar as her citizens of color are concerned. Instead of honoring this sacred obligation, America has given the Negro people a bad check which has come back marked "insufficient funds." But we refuse to believe that the bank of justice is bankrupt. We refuse to believe that there are insufficient funds in the great vaults of opportunity of this nation.

So we have come to cash this check -- a check that will give us upon demand the riches of freedom and the security of justice. We have also come to this hallowed spot to remind America of the fierce urgency of now. This is no time to engage in the luxury of cooling off or to take the tranquilizing drug of gradualism. Now is the time to rise from the dark and desolate valley of segregation to the sunlit path of racial justice. Now is the time to open the doors of opportunity to all of God's children. Now is the time to lift our nation from the quicksands of racial injustice to the solid rock of brotherhood.

It would be fatal for the nation to overlook the urgency of the moment and to underestimate the determination of the Negro. This sweltering summer of the Negro's legitimate discontent will not pass until there is an invigorating autumn of freedom and equality. Nineteen sixty-three is not an end, but a beginning. Those who hope that the Negro needed to blow off steam and will now be content will have a rude awakening if the nation returns to business as usual. There will be neither rest nor tranquility in America until the Negro is granted his citizenship rights.

The whirlwinds of revolt will continue to shake the foundations of our nation until the bright day of justice emerges. But there is something that I must say to my people who stand on the warm threshold which leads into the palace of justice. In the process of gaining our rightful place we must not be guilty of wrongful deeds. Let us not seek to satisfy our thirst for freedom by drinking from the cup of bitterness and hatred.

We must forever conduct our struggle on the high plane of dignity and discipline. we must not allow our creative protest to degenerate into physical violence. Again and again we must rise to the majestic heights of meeting physical force with soul force.

The marvelous new militancy which has engulfed the Negro community must not lead us to distrust of all white people, for many of our white brothers, as evidenced by their presence here today, have come to realize that their destiny is tied up with our destiny and their freedom is inextricably bound to our freedom.

We cannot walk alone. And as we walk, we must make the pledge that we shall march ahead. We cannot turn back. There are those who are asking the devotees of civil rights, "When will you be satisfied?" we can never be satisfied as long as our bodies, heavy with the fatigue of travel, cannot gain lodging in the motels of the highways and the hotels of the cities. We cannot be satisfied as long as the Negro's basic mobility is from a smaller ghetto to a larger one. We can never be satisfied as long as a Negro in Mississippi cannot vote and a Negro in New York believes he has nothing for which to vote. No, no, we are not satisfied, and we will not be satisfied until justice rolls down like waters and righteousness like a mighty stream.

I am not unmindful that some of you have come here out of great trials and tribulations. Some of you have come fresh from narrow cells. Some of you have come from areas where your quest for freedom left you battered by the storms of persecution and staggered by the winds of police brutality. You have been the veterans of creative suffering. Continue to work with the faith that unearned suffering is redemptive.

Go back to Mississippi, go back to Alabama, go back to Georgia, go back to Louisiana, go back to the slums and ghettos of our northern cities, knowing that somehow this situation can and will be changed. Let us not wallow in the valley of despair.

I say to you today, my friends, that in spite of the difficulties and frustrations of the moment, I still have a dream. It is a dream deeply rooted in the American dream.

I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: "We hold these truths to be self-evident: that all men are created equal."

I have a dream that one day on the red hills of Georgia the sons of former slaves and the sons of former slaveowners will be able to sit down together at a table of brotherhood.

I have a dream that one day even the state of Mississippi, a desert state, sweltering with the heat of injustice and oppression, will be transformed into an oasis of freedom and justice.

I have a dream that my four children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character.

I have a dream today.

I have a dream that one day the state of Alabama, whose governor's lips are presently dripping with the words of interposition and nullification, will be transformed into a situation where little black boys and black girls will be able to join hands with little white boys and white girls and walk together as sisters and brothers.

I have a dream today.

I have a dream that one day every valley shall be exalted, every hill and mountain shall be made low, the rough places will be made plain, and the crooked places will be made straight, and the glory of the Lord shall be revealed, and all flesh shall see it together.

This is our hope. This is the faith with which I return to the South. With this faith we will be able to hew out of the mountain of despair a stone of hope. With this faith we will be able to transform the jangling discords of our nation into a beautiful symphony of brotherhood. With this faith we will be able to work together, to pray together, to struggle together, to go to jail together, to stand up for freedom together, knowing that we will be free one day.

This will be the day when all of God's children will be able to sing with a new meaning, "My country, 'tis of thee, sweet land of liberty, of thee I sing. Land where my fathers died, land of the pilgrim's pride, from every mountainside, let freedom ring."

And if America is to be a great nation, this must become true. So let freedom ring from the prodigious hilltops of New Hampshire. Let freedom ring from the mighty mountains of New York. Let freedom ring from the heightening Alleghenies of Pennsylvania!

Let freedom ring from the snowcapped Rockies of Colorado!

Let freedom ring from the curvaceous peaks of California!

But not only that; let freedom ring from Stone Mountain of Georgia!

Let freedom ring from Lookout Mountain of Tennessee!

Let freedom ring from every hill and every molehill of Mississippi.

From every mountainside, let freedom ring.

When we let freedom ring, when we let it ring from every village and every hamlet, from every state and every city, we will be able to speed up that day when all of God's children, black men and white men, Jews and Gentiles, Protestants and Catholics, will be able to join hands and sing in the words of the old Negro spiritual, "Free at last! free at last! thank God Almighty, we are free at last!"

Marthin Luther King