Texto sobre Irmaos

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Amizade...
Amigos são simplesmente irmãos que o nosso coração escolhe e acolhe...
Amigo é irmão sem laço de sangue... Sem grau de parentesco, mas com grau de amor...
Amigo é aquele que mesmo que vá doer te fala a verdade, mas jamais te abandona...
Amigo te ama... Respeita-te...
Amigo são simplesmente pessoas que Deus põe no seu caminho como anjos... A zelar por você.
A distancia não separa uma amizade... Por que mesmo a distancia você sabe que pode contar...
Amigo é a pessoa que mesmo que seja tarde você quer ligar... Amigo sempre te diz que vai dar certo, não por que quer te consolar, mas por que confia que você pode fazer melhor...
Amigo te impulsiona... Diz-te que é vencedor... Amigo mesmo sempre esteve ao nosso lado...
Mesmo que não tenha percebido ele sempre esteve lá... Quietinho... Todas as vezes que você precisou... Ele estava lá... Mesmo que você não reconhecido o valor dele... Ele jamais deixou você desamparado...
Amigo é o verdadeiro significado de amor eterno...
Amigos que passaram por nossa vida. Se não permaneceram por que nunca foi amizade...
Amigo é aquele que é seu amigo... Quando não te sobra amigo algum...
Mas antes de esperar ter amigo... É bom mesmo ser amigo de alguém... Que valorizamos e sentimos bem...
Não espere amigos seja amigo também...

felicity Secret

HÁ AMIGOS MAIS CHEGADOS QUE IRMÃOS
O amigo ama em todo o tempo. E, amor não não é conivência. É melhor a ferida feita pelo amigo do que a bajulação do hipócrita. O amigo prefere o desconforto do confronto ao conforto da omissão. O amigo está ao seu lado mesmo quando todas as outras pessoas já se foram, pois há amigos mais chegados que irmãos.

Hernandes Dias Lopes

AMIGOS
Nao sei descreve-los
mas sei dizer como sao
Nao sei se sao irmaos
mas sei dizer que nos os amamos.
Nao sei se sao certinhos
mas sei que se andam comigo e porque sao completamente doidos
Nao sei se nao me querem por perto
mas sei dizer que se nao me quizessem por perto , nao os chamaria de AMIGOS.

Natalia Lemos

BAÍA DOS PORCOS
(Morro Dois Irmãos)

Serenos são teus seios negros ao mar
Ornatos supremos de um éden despido...
Onde o regozijar nos faz te ver sem te olhar
Na acepção de sentir o que ali está contido.

Baía convergente da beleza de um lugar
Onde um pouco da gente deixamos por lá
E um muito de lá conosco sempre estará
Na visão imponente que da ilha é o altar.

Do mirante sentimos a veleidade... Voar
Com a presença de Deus pairando ali no ar
E em tuas águas assenhoreiam-se os desejos.

Seios negros que aguçam os sentidos...
Eis o mais belo dentre os bustos audazes
Onde o esplendor enfeitiça olhares.

Bruno Bezerra

No dia em que homens e bichos
souberem que são irmãos
não existirá mais extinção
e, finalmente,
o homem e o leão
poderão num fim de tarde
falar em evolução
discutir a inflação
pegar um porre de cachaça com limão
ou quem sabe planejar uma nova revolução
não com balas de canhão
mas com as flores da estação.

Ana Cristina Vieira - 2007

Perseveremos na esperança
Terça-Feira, 18 de Dezembro 2007



Cumpramos, portanto, irmãos meus, a vontade do Pai que nos chamou, para termos a vida, e cultivemos a virtude; abandonemos o vício, precursor de nossos crimes, e fujamos da impiedade e assim os males não mais nos agarrarão. Porque, se nos esforçarmos para viver bem, a paz nos acompanhará. Por esta razão, não podem encontrá-la os homens que, presos aos temores humanos, preferem o prazer presente à promessa futura. Ignoram quanto tormento traz consigo a volúpia deste mundo e que delícias encerram a promessa do futuro.

Quanto a nós, sirvamos a Deus com coração puro, e seremos justos. Se, porém, incrédulos diante das promessas de Deus, não O servirmos, seremos extremamente infelizes.

Irmãos meus, não sejamos indecisos, mas perseveremos na esperança e obteremos o prêmio. É fiel Aquele que prometeu dar a cada um segundo suas obras. Cumprindo a justiça diante de Deus, entraremos em seu Reino e receberemos o prometido "que ouvidos não ouviram, olhos não viram, nem jamais subiram ao coração do homem (cf. I Cor 2,9).

Peçamos ao Senhor, neste dia, a graça de jamais nos cansarmos de fazer o bem.


Jesus, eu confio em Vós!

Desconhecido

Nós, latino-americanos

Somos todos irmãos
mas não porque tenhamos
a mesma mãe e o mesmo pai:
temos é o mesmo parceiro
que nos trai. Somos todos irmãos
não porque dividamos
o mesmo teto e a mesma mesa:
divisamos a mesma espada
sobre nossa cabeça.

Somos todos irmãos
não porque tenhamos
o mesmo braço, o mesmo sobrenome:
temos um mesmo trajeto
de sanha e fome. Somos todos irmãos
não porque seja o mesmo sangue
que no corpo levamos:
o que é o mesmo é o modo
como o derramamos.

Ferreira Gullar

Oração Divina

Oh,meu Deus!
Deus de Abraão;
Peço-te perdão
Pelos meus pecados
E de meus irmãos.

Oh,meu Pai!
Protejei-nos de tudo,
Da violência, da dor,
Das pragas do mundo.

Oh,Rei dos reis!
De ti tudo é sagrado;
Sagrados teus filhos;
Graças por sermos abençoados.

Oh,Jeová!
Deus onipresente;
Deixais-vos tuas bençãos
Aos enfermos,carentes.

Oh,meu Senhor!
De ti não duvido!
Rezo e agradeço-te
Por ter nos protegido.

Oh,Divino!
Que estás tão além;
Que ilumine-nos,
Agradecido.Amém.

Luca Jordão

Luz e trevas, vida e morte, direito e esquerdo são irmãos entre si; são inseparáveis. Por isso, os bons não são bons, os maus não são maus, a vida não é vida e a morte não é morte.

Por esse motivo, tudo se dissolverá e retornará à sua origem, porém aqueles que são elevados acima deste mundo, são eternamente indissolúveis.

Nag Hammadi

Amizade!

Já tive amigos
De fé e irmãos camaradas
Amigos de ouro
De bronze e de prata
Amigos...como quem não quer nada
Amigos que do nada surgiram
Que vieram e se foram
Sem sequer dizer adeus
E sem marcas deixarem
Amigos que se despediram deixando saudades
E amigos que saudades não deixaram
Amigos separados pela distancia
Mas tão próximo do coração
Amigos que no peito guardei
Amigos que muito amei
E amigos que se fizeram por mim...amar
Que nesta nova viagem
Que se inicia em 2013
Possamos nós...dar continuidade
A nossa amizade,seja virtual ou não
Que tenhamos fé
Que tenhamos paz
Que amor tenhamos em nossos corações
Para assim podermos oferecer o melhor de nós.

__Eliani Borges__

Eliani Borges

No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu Poder.Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os prín cipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celesteias. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais RESISTIR no dia mau, e, havendo feito tudo, ficar firmes. Estais pois firmes tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couração da justiç; e calçados os pés na preparação do evangelho da paz; RTomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.
Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus;
Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nosto COM TODA A PERSEVERANÇA E SÚPLICA, pOR TODOS OS SANTOS.
Sagrado coração de Jesus, Nossa Senhora das Graças, São Judas Tadeu, Santa Madre Paulina, Santa Filomena, Nosso Senhor dos Passos, São Miguel Arcanjo, São Rafael, São Gabriel, Santo Antonio, Sta Terezinha do Menino Jesus, São Francisco, Santa Luzia, Santa Maria Faustina Kowalska.

Clesio de Luca

"EU REZO POR VOCÊ"

"Em oração pelos irmãos de alma pequena, desprovida de amor e sensibilidade... Deus, os abençoe! Ainda que o mundo lhes nege compaixão, tenha piedade deles e lhes conceda a oportunidade de serem os humanos que devem ser, antes que as suas dívidas aumentem ao ponto de necessitarem de 70 "vindas" vezes 7 para saldá-las. Amém".

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Lavínia Lins

A Integridade no Viver - Tiago 3

“1 Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.
2 Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo.
3 Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.
4 Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.
5 Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.
6 A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.
7 Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana;
8 Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal.
9 Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.
10 De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.
11 Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa?
12 Meus irmãos, pode também a figueira produzir azeitonas, ou a videira figos? Assim tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.
13 Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre pelo seu bom trato as suas obras em mansidão de sabedoria.
14 Mas, se tendes amarga inveja, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade.
15 Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica.
16 Porque onde há inveja e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa.
17 Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia.
“18 Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.”

Tiago sabia como a natureza terrena aprecia se gabar de grandes feitos, como ama desenvolver teorias com o fim de se mostrar esclarecida e sábia.
Então, ele começa este capítulo pondo logo um antídoto contra este mal e uma séria advertência quanto ao perigo que há em especular com a verdade revelada por Deus, para se obter a reputação de mestre.
Ele diz que Deus julgará com maior rigor aqueles que se entregarem a especular sobre a verdade e que no final nada alcançaram em termos de uma vida piedosa, senão uma língua eloquente e falta de verdadeiro entendimento espiritual e verdadeira santificação.
Afinal, a verdade não foi dada para ser especulada, mas para ser obedecida e vivida.
Coisas espirituais se discernem espiritualmente, e com a mente de Cristo; e não propriamente com nossa mente natural, corrompida pelo pecado.
A assertiva de Tiago que o simples conhecimento intelectual das coisas de Deus sem um viver piedoso e dirigido pelo Espírito, está exposto a muitos juízos; se comprova em que não há nenhum valor em falar da verdadeira doutrina, de se bendizer a Deus, de orar a Ele, e ao mesmo tempo amaldiçoarmos os homens criados à Sua semelhança.
Uma obra misturada com bênção e maldição; com acertos e com erros, não pode contar com a aprovação do Senhor.
Tal vida não pode ser útil ao Seu serviço e não dará um bom testemunho da nossa condição de sermos filhos de Deus.
A nossa fonte deve jorrar permanente e somente águas vivas através de nós.
Esta água é cristalina, limpa, doce, potável, apropriada para gerar e manter a vida eterna.
Logo, o que deve fluir de nós são águas limpas e somente águas limpas, que procedem do trono de Deus.
A nossa árvore deve dar apenas bons frutos.
A verdadeira sabedoria e conhecimento da vontade de Deus são demonstrados quando se vive em submissão (mansidão) à Sua vontade.
Sem consagração ao Senhor não pode haver um trabalho de disciplina do Espírito para a crucificação das paixões e desejos da nossa carne, de maneira que as obras da carne sejam destruídas, e o lugar delas seja ocupado pelo fruto correspondente do Espírito, como por exemplo, o orgulho substituído pela humildade; o rancor pelo amor; a falsidade pela verdade; a hipocrisia pela sinceridade; a falta de zelo pelo fervor; a dissensão e a ira pela paz e tudo o mais que importa que sejamos despojados do velho homem, para sermos revestidos pelo que é da nova criatura em Cristo Jesus.
Cristãos não podem abrigar, nem se deixarem governar por sentimentos facciosos em seus corações, especialmente contra a própria obra do Senhor e daqueles que têm andado no Espírito.
Não devem viver em inveja amarga por não estarem contentes com aquilo que são, nem com as coisas que têm recebido do Senhor.
Tiago nos adverte em última instância, neste capítulo, que devemos estar muito vigilantes quanto ao uso que fazemos da nossa língua, estando conscientes de que ela poderá ser usada de modo muito contrário à vontade de Deus, tanto por falta de sabedoria, quanto por um uso impróprio pecaminoso, uma vez que temos uma natureza terrena que foi corrompida pelo pecado e que deve ser crucificada e renovada pelo Espírito.
Ele não nos alerta para apenas sabermos que temos tal natureza, mas para nos lembrar do dever que temos de fazer um uso santo e edificante em todo o nosso falar.
Se nossa conversação não é santa e edificante, a nossa religião é vã e temos nos enganado a nós mesmos.
Porque aquele que estiver sendo de fato santificado pelo Espírito, e por estar enriquecido com a Palavra de Cristo, haverá de demonstrar isto na sua maneira de conversar e falar.
A língua deve ser uma boa serva do nosso espírito e não como um cavalo desgovernado.
O fogo, quando é servo é de grande utilidade, mas quando se torna senhor pode fazer uma grande devastação. Enquanto sob domínio será útil, mas sem domínio é destruidor.
De igual maneira quando um cavalo é dócil, ele é muito útil, mas caso se desgoverne e entre em disparada saindo de debaixo do controle daquele que o dirigia, ele poderá produzir sérios danos e acidentes.
Assim, importa que o cristão traga sua língua debaixo do domínio do Espírito Santo, e que exerça efetivamente um governo sobre ela, de maneira que profira palavras que sejam boas somente para a edificação dos ouvintes.
Nenhum homem pode domesticar a língua sem a ajuda e graça sobrenatural do Espírito.
Não é uma coisa fácil conseguir tal governo sobre a língua, porque importa antes deixar que Deus transforme nosso coração, de onde de fato procedem todos os males, inclusive o da maledicência.

Silvio Dutra

José se Revela a Seus Irmãos

“1 Então José não se podia conter diante de todos os que estavam com ele; e clamou: Fazei a todos sair da minha presença; e ninguém ficou com ele, quando se deu a conhecer a seus irmãos.
2 E levantou a voz em choro, de maneira que os egípcios o ouviram, bem como a casa de Faraó.
3 Disse, então, José a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, pois estavam pasmados diante dele.
4 José disse mais a seus irmãos: Chegai-vos a mim, peço-vos. E eles se chegaram. Então ele prosseguiu: Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito.
5 Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos aborreçais por me haverdes vendido para cá; porque para preservar vida é que Deus me enviou adiante de vós.
6 Porque já houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem sega.
7 Deus enviou-me adiante de vós, para conservar-vos descendência na terra, e para guardar-vos em vida por um grande livramento.
8 Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como governador sobre toda a terra do Egito.
9 Apressai-vos, subi a meu pai, e dizei-lhe: Assim disse teu filho José: Deus me tem posto por senhor de toda a terra do Egito; desce a mim, e não te demores;
10 habitarás na terra de Gósem e estarás perto de mim, tu e os teus filhos e os filhos de teus filhos, e os teus rebanhos, o teu gado e tudo quanto tens;
11 ali te sustentarei, porque ainda haverá cinco anos de fome, para que não sejas reduzido à pobreza, tu e tua casa, e tudo o que tens.
12 Eis que os vossos olhos, e os de meu irmão Benjamim, vêem que é minha boca que vos fala.
13 Fareis, pois, saber a meu pai toda a minha glória no Egito; e tudo o que tendes visto; e apressar-vos-eis a fazer descer meu pai para cá.
14 Então se lançou ao pescoço de Benjamim seu irmão, e chorou; e Benjamim chorou também ao pescoço dele.
15 E José beijou a todos os seus irmãos, chorando sobre eles; depois seus irmãos falaram com ele.
16 Esta nova se fez ouvir na casa de Faraó: São vindos os irmãos de José; o que agradou a Faraó e a seus servos.
17 Ordenou Faraó a José: Dize a teus irmãos: Fazei isto: carregai os vossos animais e parti, tornai à terra de Canaã;
18 tomai o vosso pai e as vossas famílias e vinde a mim; e eu vos darei o melhor da terra do Egito, e comereis da fartura da terra.
19 A ti, pois, é ordenado dizer-lhes: Fazei isto: levai vós da terra do Egito carros para vossos meninos e para vossas mulheres; trazei vosso pai, e vinde.
20 E não vos pese coisa alguma das vossas alfaias; porque o melhor de toda a terra do Egito será vosso.
21 Assim fizeram os filhos de Israel. José lhes deu carros, conforme o mandado de Faraó, e deu-lhes também provisão para o caminho.
22 A todos eles deu, a cada um, mudas de roupa; mas a Benjamim deu trezentas peças de prata, e cinco mudas de roupa.
23 E a seu pai enviou o seguinte: dez jumentos carregados do melhor do Egito, e dez jumentas carregadas de trigo, pão e provisão para seu pai, para o caminho.
24 Assim despediu seus irmãos e, ao partirem eles, disse-lhes: Não contendais pelo caminho.
25 Então subiram do Egito, vieram à terra de Canaã, a Jacó seu pai,
26 e lhe anunciaram, dizendo: José ainda vive, e é governador de toda a terra do Egito. E o seu coração desmaiou, porque não os acreditava.
27 Quando, porém, eles lhe contaram todas as palavras que José lhes falara, e vendo Jacó, seu pai, os carros que José enviara para levá-lo, reanimou-se-lhe o espírito;
28 e disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes que morra.”

Este capítulo começa com José se revelando aos seus irmãos depois de ter ouvido as palavras proferidas por Judá.
Quando nós confessamos os nossos pecados e nos arrependemos, Jesus se manifesta a nós, e nos perdoa todos os pecados e nos purifica de toda injustiça, e mais do que isso, Ele nos chama para perto de Si, e nos enche dos dons do Espírito Santo, assim como José fez com seus irmãos e pai, lhes dando presentes e convocando-os a viver com ele no Egito, em alta honra.
Eles eram imerecedores disto, mas o amor cobre multidão de pecados, e a graça concede dons aos pecadores quando estes se arrependem dos seus pecados e se voltam para a prática daquilo que é justo.
Neste capítulo nós vemos o admirável discernimento espiritual de José, que pôde entender que tudo o que lhe havia sucedido ocorrera por obra da providência de Deus (45.5-8), e não pela mera iniciativa dos homens, pois, caso não tivesse ido parar no Egito, ainda que em meio às circunstâncias mais adversas, de modo nenhum poderia estar ocorrendo aquilo que estava acontecendo naquela ocasião.
Certamente, como haveria ainda cinco anos de fome sobre a terra, conforme lhe fora revelado na interpretação do sonho de faraó, isto seria um argumento muito forte e irrecusável, para que toda a família de Jacó, que naquela época somava setenta pessoas (Gên 46.27) se fixasse no Egito, para que não morresse de fome e não passasse por penúrias em Canaã.

Silvio Dutra

José Coloca à Prova Seus Irmãos Parte 3 Gênesis 44

“1 Depois José deu ordem ao despenseiro de sua casa, dizendo: Enche de mantimento os sacos dos homens, quanto puderem levar, e põe o dinheiro de cada um na boca do seu saco.
2 E a minha taça de prata porás na boca do saco do mais novo, com o dinheiro do seu trigo. Assim fez ele conforme a palavra que José havia dito.
3 Logo que veio a luz da manhã, foram despedidos os homens, eles com os seus jumentos.
4 Havendo eles saído da cidade, mas não se tendo distanciado muito, disse José ao seu despenseiro: Levanta-te e segue os homens; e, alcançando-os, dize-lhes: Por que tornastes o mal pelo bem?
5 Não é esta a taça por que bebe meu senhor, e de que se serve para adivinhar? Fizestes mal no que fizestes.
6 Então ele, tendo-os alcançado, lhes falou essas mesmas palavras.
7 Responderam-lhe eles: Por que falou meu senhor tais palavras? Longe estejam teus servos de fazerem semelhante coisa.
8 Eis que o dinheiro, que achamos nas bocas dos nossos sacos, to tornamos a trazer desde a terra de Canaã; como, pois, furtaríamos da casa do teu senhor prata ou ouro?
9 Aquele dos teus servos com quem a taça for encontrada, morra; e ainda nós seremos escravos do meu senhor.
10 Ao que disse ele: Seja conforme as vossas palavras; aquele com quem a taça for encontrada será meu escravo; mas vós sereis inocentes.
11 Então eles se apressaram cada um a pôr em terra o seu saco, e cada um a abri-lo.
12 E o despenseiro buscou, começando pelo maior, e acabando pelo mais novo; e achou-se a taça no saco de Benjamim.
13 Então rasgaram os seus vestidos e, tendo cada um carregado o seu jumento, voltaram à cidade.
14 E veio Judá com seus irmãos à casa de José, pois ele ainda estava ali; e prostraram-se em terra diante dele.
15 Logo lhes perguntou José: Que ação é esta que praticastes? não sabeis vós que um homem como eu pode, muito bem, adivinhar?
16 Respondeu Judá: Que diremos a meu senhor? que falaremos? e como nos justificaremos? Descobriu Deus a iniqüidade de teus servos; eis que somos escravos de meu senhor, tanto nós como aquele em cuja mão foi achada a taça.
17 Disse José: Longe esteja eu de fazer isto; o homem em cuja mão a taça foi achada, aquele será meu servo; porém, quanto a vós, subi em paz para vosso pai.
18 Então Judá se chegou a ele, e disse: Ai! senhor meu, deixa, peço-te, o teu servo dizer uma palavra aos ouvidos de meu senhor; e não se acenda a tua ira contra o teu servo; porque tu és como Faraó.
19 Meu senhor perguntou a seus servos, dizendo: Tendes vós pai, ou irmão?
20 E respondemos a meu senhor: Temos pai, já velho, e há um filho da sua velhice, um menino pequeno; o irmão deste é morto, e ele ficou o único de sua mãe; e seu pai o ama.
21 Então tu disseste a teus servos: Trazei-mo, para que eu ponha os olhos sobre ele.
22 E quando respondemos a meu senhor: O menino não pode deixar o seu pai; pois se ele deixasse o seu pai, este morreria;
23 replicaste a teus servos: A menos que desça convosco vosso irmão mais novo, nunca mais vereis a minha face.
24 Então subimos a teu servo, meu pai, e lhe contamos as palavras de meu senhor.
25 Depois disse nosso pai: Tornai, comprai-nos um pouco de mantimento;
26 e lhe respondemos: Não podemos descer; mas, se nosso irmão menor for conosco, desceremos; pois não podemos ver a face do homem, se nosso irmão menor não estiver conosco.
27 Então nos disse teu servo, meu pai: Vós sabeis que minha mulher me deu dois filhos;
28 um saiu de minha casa e eu disse: certamente foi despedaçado, e não o tenho visto mais;
29 se também me tirardes a este, e lhe acontecer algum desastre, fareis descer as minhas cãs com tristeza ao Seol.
30 Agora, pois, se eu for ter com o teu servo, meu pai, e o menino não estiver conosco, como a sua alma está ligada com a alma dele,
31 acontecerá que, vendo ele que o menino ali não está, morrerá; e teus servos farão descer as cãs de teu servo, nosso pai com tristeza ao Seol.
32 Porque teu servo se deu como fiador pelo menino para com meu pai, dizendo: Se eu to não trouxer de volta, serei culpado, para com meu pai para sempre.
33 Agora, pois, fique teu servo em lugar do menino como escravo de meu senhor, e que suba o menino com seus irmãos.
34 Porque, como subirei eu a meu pai, se o menino não for comigo? para que não veja eu o mal que sobrevirá a meu pai.”

Este capítulo relata o estratagema de José, quando ordenou que se colocasse o dinheiro nos sacos de trigo de seus irmãos e o seu copo de prata no de Benjamin, e na sequência, nós vemos o arrependimento de seus irmãos nas palavras proferidas por Judá, às quais já nos referimos anteriormente.
Aqui, cabe ainda destacar a submissão humilde deles em reconhecer que tudo aquilo só poderia estar ocorrendo como um castigo de Deus, não pelo que tivessem feito de errado agora, mas pelos seus muitos erros do passado.
No entanto, a par da aflição que estavam sofrendo, e o juízo que estavam vivendo em suas próprias consciências culpadas, não havia nenhum outro castigo que lhes estava sendo imposto senão a visitação da graça e da misericórdia divina conduzindo-os ao arrependimento.
Afinal não seriam escravizados como fora o seu próprio irmão por iniciativa deles.
A graça não paga o mal com o mal, mas paga o mal com o bem.
A graça não se deixa vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem.
É exatamente isto o que estava ocorrendo com eles. Estavam debaixo da graça e por isso não foram destruídos ou condenados.
É exatamente isto que Deus faz com todos os cristãos por não estarem debaixo da lei, e sim, da graça, por meio da fé em Cristo.
Em vez de condená-los, ele os educa por meio da graça a produzirem obras dignas de arrependimento.
Se a atitude de Judá intercedendo em favor de Benjamim, e se oferecendo para ficar como escravo no seu lugar agradou e comoveu a José, muito mais agradou ao Pai, a intercessão de Jesus junto a Ele em favor dos pecadores, e o ter se oferecido voluntariamente para ser castigado no lugar deles, e por meio disto, Ele obteve sucesso total na sua obra de salvação dos pecadores.

Silvio Dutra

José Coloca à Prova Seus Irmãos Parte 2 Gênesis 43

“1 Ora, a fome era gravíssima na terra.
2 Tendo eles acabado de comer o mantimento que trouxeram do Egito, disse-lhes seu pai: voltai, comprai-nos um pouco de alimento.
3 Mas respondeu-lhe Judá: Expressamente nos advertiu o homem, dizendo: Não vereis a minha face, se vosso irmão não estiver convosco.
4 Se queres enviar conosco o nosso irmão, desceremos e te compraremos alimento; mas se não queres enviá-lo, não desceremos, porquanto o homem nos disse: Não vereis a minha face, se vosso irmão não estiver convosco.
6 Perguntou Israel: Por que me fizeste este mal, fazendo saber ao homem que tínheis ainda outro irmão?
7 Responderam eles: O homem perguntou particularmente por nós, e pela nossa parentela, dizendo: vive ainda vosso pai? tendes mais um irmão? e respondemos-lhe segundo o teor destas palavras. Podíamos acaso saber que ele diria: Trazei vosso irmão?
8 Então disse Judá a Israel, seu pai: Envia o mancebo comigo, e levantar-nos-emos e iremos, para que vivamos e não morramos, nem nós, nem tu, nem nossos filhinhos.
9 Eu serei fiador por ele; da minha mão o requererás. Se eu to não trouxer, e o não puser diante de ti, serei réu de crime para contigo para sempre.
10 E se não nos tivéssemos demorado, certamente já segunda vez estaríamos de volta.
11 Então disse-lhes Israel seu pai: Se é asim, fazei isto: tomai os melhores produtos da terra nas vossas vasilhas, e levai ao homem um presente: um pouco de bálsamo e um pouco de mel, tragacanto e mirra, nozes de fístico e amêndoas;
12 levai em vossas mãos dinheiro em dobro; e o dinheiro que foi devolvido na boca dos vossos sacos, tornai a levá-lo em vossas mãos; bem pode ser que fosse engano.
13 Levai também vosso irmão; levantai-vos e voltai ao homem;
14 e Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que ele deixe vir convosco vosso outro irmão, e Benjamim; e eu, se for desfilhado, desfilhado ficarei.
15 Tomaram, pois, os homens aquele presente, e dinheiro em dobro nas mãos, e a Benjamim; e, levantando-se desceram ao Egito e apresentaram-se diante de José.
16 Quando José viu Benjamim com eles, disse ao despenseiro de sua casa: Leva os homens à casa, mata reses, e apronta tudo; pois eles comerão comigo ao meio-dia.
17 E o homem fez como José ordenara, e levou-os à casa de José.
18 Então os homens tiveram medo, por terem sido levados à casa de José; e diziam: por causa do dinheiro que da outra vez foi devolvido nos nossos sacos que somos trazidos aqui, para nos criminar e cair sobre nós, para que nos tome por servos, tanto a nós como a nossos jumentos.
19 Por isso eles se chegaram ao despenseiro da casa de José, e falaram com ele à porta da casa,
20 e disseram: Ai! senhor meu, na verdade descemos dantes a comprar mantimento;
21 e quando chegamos à estalagem, abrimos os nossos sacos, e eis que o dinheiro de cada um estava na boca do seu saco, nosso dinheiro por seu peso; e tornamos a trazê-lo em nossas mãos;
22 também trouxemos outro dinheiro em nossas mãos, para comprar mantimento; não sabemos quem tenha posto o dinheiro em nossos sacos.
23 Respondeu ele: Paz seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, deu-vos um tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro chegou-me às mãos. E trouxe-lhes fora Simeão.
24 Depois levou os homens à casa de José, e deu-lhes água, e eles lavaram os pés; também deu forragem aos seus jumentos.
25 Então eles prepararam o presente para quando José viesse ao meio-dia; porque tinham ouvido que ali haviam de comer.
26 Quando José chegou em casa, trouxeram-lhe ali o presente que guardavam junto de si; e inclinaram-se a ele até a terra.
27 Então ele lhes perguntou como estavam; e prosseguiu: vosso pai, o ancião de quem falastes, está bem? ainda vive?
28 Responderam eles: O teu servo, nosso pai, está bem; ele ainda vive. E abaixaram a cabeça, e inclinaram-se.
29 Levantando os olhos, José viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e perguntou: É este o vosso irmão mais novo de quem me falastes? E disse: Deus seja benévolo para contigo, meu filho.
30 E José apressou-se, porque se lhe comoveram as entranhas por causa de seu irmão, e procurou onde chorar; e, entrando na sua câmara, chorou ali.
31 Depois lavou o rosto, e saiu; e se conteve e disse: Servi a comida.
32 Serviram-lhe, pois, a ele à parte, e a eles também à parte, e à parte aos egípcios que comiam com ele; porque os egípcios não podiam comer com os hebreus, porquanto é isso abominação aos egípcios.
33 Sentaram-se diante dele, o primogênito segundo a sua primogenitura, e o menor segundo a sua menoridade; do que os homens se maravilhavam entre si.
34 Então ele lhes apresentou as porções que estavam diante dele; mas a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que a de qualquer deles. E eles beberam, e se regalaram com ele.”

Nós temos ainda neste capítulo, e no seguinte (44), a narrativa dos fatos que conduziram à reconciliação de José com seus irmãos, que está relatada a partir do capítulo 45.
Simeão havia sido retido no Egito por José como refém, até que Benjamin fosse trazido à sua presença.
Tendo acabado o trigo que eles haviam obtido no Egito eles decidiram voltar para lá para buscar mais, e convenceram Jacó da necessidade de levar Benjamin com eles.
Jacó acabou se rendendo aos argumentos deles, especialmente aos de Judá que lhe apontou o perigo que corriam caso não obedecessem logo a José, pois ele poderia não somente matar a Simeão, como a todos eles e seus filhos (43.8).
Jacó os encomendou ao Todo-Poderoso para que lhes concedesse misericórdia diante do governador egípcio (José) e que lhes restituísse Simeão, bem como lhes deixasse trazer de volta a Benjamin (43.14), mas ele não sabia que Deus mesmo estava naquilo tudo, e que mais do que misericórdia, o caso demandava arrependimento da parte dos seus próprios filhos, pelo reconhecimento e confissão de toda a maldade que haviam praticado no passado contra José.
A própria fome que foi trazida à terra naqueles sete anos, pelo Senhor, foi o meio que ele usou para colocar José em posição de honra no Egito, para que pudesse levar para lá a nação de Israel, e ao mesmo tempo em que poderia refinar o caráter dos filhos de Jacó, por meio de todas as circunstâncias em que eles se envolveram na sua relação com a vida de seu irmão José.
Eles viriam a se inclinar perante ele, não somente como autoridade civil sobre eles, mas principalmente, como líder espiritual, segundo o seu bom exemplo de vida que nele havia sido forjado pelo Senhor, para que fosse uma inspiração para toda a descendência de Israel.
Quando eles chegaram ao Egito juntamente com Benjamin, José ordenou que fosse dada a eles uma recepção digna de pessoas de elevada honra.
Eles almoçariam com ele, mas isto seria ainda uma prova para eles, para poder acusá-los de ingratidão e traição, pois não somente colocaria o dinheiro deles de volta em seus sacos de trigo, como ordenou que se pusesse o seu copo de prata no saco de Benjamin, e mandando que eles fossem seguidos no caminho por seus soldados, estes acharam o dinheiro e o copo nos sacos de provisões, e eles haviam se defendido dizendo que aquele com quem fosse encontrado o copo de prata deveria ser morto e eles seriam feitos escravos de José (44.9).
Quando o mordomo examinou os sacos encontrou, como não poderia ser de outro modo, o copo no saco de Benjamin, e então os irmãos de José rasgaram as suas vestes e voltaram à presença de José na cidade, e Judá disse que eram dignos de serem feitos escravos de José por aquele incidente em que não tinham culpa nenhuma, mas não tinham também como se justificar.
Todavia, José declarou que somente Benjamin seria feito seu escravo e os demais retornariam em paz a Canaã. Foi neste ponto que Judá teve aquela maravilhosa atitude a que nos referimos no comentário do capitulo anterior, e que está registrada em Gên 44.18-34.

Silvio Dutra

José Coloca Seus Irmãos à Prova Parte 1 Gênesis 42

“1 Ora, Jacó soube que havia trigo no Egito, e disse a seus filhos: Por que estais olhando uns para os outros?
2 Disse mais: Tenho ouvido que há trigo no Egito; descei até lá, e de lá comprai-o para nós, a fim de que vivamos e não morramos.
3 Então desceram os dez irmãos de José, para comprarem trigo no Egito.
4 Mas a Benjamim, irmão de José, não enviou Jacó com os seus irmãos, pois disse: Para que, porventura, não lhe suceda algum desastre.
5 Assim entre os que iam lá, foram os filhos de Israel para comprar, porque havia fome na terra de Canaã.
6 José era o governador da terra; era ele quem vendia a todo o povo da terra; e vindo os irmãos de José, prostraram-se diante dele com o rosto em terra.
7 José, vendo seus irmãos, reconheceu-os; mas portou-se como estranho para com eles, falou-lhes asperamente e perguntou-lhes: Donde vindes? Responderam eles: Da terra de Canaã, para comprarmos mantimento.
8 José, pois, reconheceu seus irmãos, mas eles não o reconheceram.
9 Lembrou-se então José dos sonhos que tivera a respeito deles, e disse-lhes: Vós sois espias, e viestes para ver a nudez da terra.
10 Responderam-lhe eles: Não, senhor meu; mas teus servos vieram comprar mantimento.
11 Nós somos todos filhos de um mesmo homem; somos homens de retidão; os teus servos não são espias.
12 Replicou-lhes: Não; antes viestes para ver a nudez da terra.
13 Mas eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem da terra de Canaã; o mais novo está hoje com nosso pai, e outro já não existe.
14 Respondeu-lhe José: É assim como vos disse; sois espias.
15 Nisto sereis provados: Pela vida de Faraó, não saireis daqui, a menos que venha para cá vosso irmão mais novo.
16 Enviai um dentre vós, que traga vosso irmão, mas vós ficareis presos, a fim de serem provadas as vossas palavras, se há verdade convosco; e se não, pela vida de Faraó, vós sois espias.
17 E meteu-os juntos na prisão por três dias.
18 Ao terceiro dia disse-lhes José: Fazei isso, e vivereis; porque eu temo a Deus.
19 Se sois homens de retidão, que fique um dos irmãos preso na casa da vossa prisão; mas ide vós, levai trigo para a fome de vossas casas,
20 e trazei-me o vosso irmão mais novo; assim serão verificadas vossas palavras, e não morrereis. E eles assim fizeram.
21 Então disseram uns aos outros: Nós, na verdade, somos culpados no tocante a nosso irmão, porquanto vimos a angústia da sua alma, quando nos rogava, e não o quisemos atender; é por isso que vem sobre nós esta angústia.
22 Respondeu-lhes Rúben: Não vos dizia eu: Não pequeis contra o menino; Mas não quisestes ouvir; por isso agora é requerido de nós o seu sangue.
23 E eles não sabiam que José os entendia, porque havia intérprete entre eles.
24 Nisto José se retirou deles e chorou. Depois tornou a eles, falou-lhes, e tomou a Simeão dentre eles, e o amarrou perante os seus olhos.
25 Então ordenou José que lhes enchessem de trigo os sacos, que lhes restituíssem o dinheiro a cada um no seu saco, e lhes dessem provisões para o caminho. E assim lhes foi feito.
26 Eles, pois, carregaram o trigo sobre os seus jumentos, e partiram dali.
27 Quando um deles abriu o saco, para dar forragem ao seu jumento na estalagem, viu o seu dinheiro, pois estava na boca do saco.
28 E disse a seus irmãos: Meu dinheiro foi-me devolvido; ei-lo aqui no saco. Então lhes desfaleceu o coração e, tremendo, viravam-se uns para os outros, dizendo: Que é isto que Deus nos tem feito?
29 Depois vieram para Jacó, seu pai, na terra de Canaã, e contaram-lhe tudo o que lhes acontecera, dizendo:
30 O homem, o senhor da terra, falou-nos asperamente, e tratou-nos como espias da terra;
31 mas dissemos-lhe: Somos homens de retidão; não somos espias;
32 somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um já não existe e o mais novo está hoje com nosso pai na terra de Canaã.
33 Respondeu-nos o homem, o senhor da terra: Nisto conhecerei que vós sois homens de retidão: Deixai comigo um de vossos irmãos, levai trigo para a fome de vossas casas, e parti,
34 e trazei-me vosso irmão mais novo; assim saberei que não sois espias, mas homens de retidão; então vos entregarei o vosso irmão e negociareis na terra.
35 E aconteceu que, despejando eles os sacos, eis que o pacote de dinheiro de cada um estava no seu saco; quando eles e seu pai viram os seus pacotes de dinheiro, tiveram medo.
36 Então Jacó, seu pai, disse-lhes: Tendes-me desfilhado; José já não existe, e não existe Simeão, e haveis de levar Benjamim! Todas estas coisas vieram sobre mim.
37 Mas Rúben falou a seu pai, dizendo: Mata os meus dois filhos, se eu to não tornar a trazer; entrega-o em minha mão, e to tornarei a trazer.
38 Ele porém disse: Não descerá meu filho convosco; porquanto o seu irmão é morto, e só ele ficou. Se lhe suceder algum desastre pelo caminho em que fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza ao Seol.”

Neste capítulo nós vemos a providência divina movendo a família de Jacó em direção ao Egito, para que lá, pelas circunstâncias que o próprio Deus havia criado, eles se fixassem para se multiplicarem como nação.
Embora os filhos de Jacó, com exceção, provavelmente, de Benjamin, já estivessem casados, nós vemos que eles estavam juntos numa sociedade familiar, sob a autoridade de Jacó, pois nós o vemos ordenando a seus filhos que fossem ao Egito se prover de trigo, em razão da fome que havia sobrevindo a toda a terra.
Somente Benjamin não foi com eles porque Jacó temia pelo que lhe poderia suceder na viagem.
Quando os irmãos de José chegaram ao Egito e se prostraram em terra inclinando-se diante dele, então este se lembrou dos sonhos que Deus lhe havia dado antes de ter sido vendido por eles, e vendo que o seu irmão Benjamin, também filho de Raquel não estava com eles, é bem possível que tenha imaginado que haviam se livrado também dele, e para experimentá-los, tratou-os asperamente, e acusou-os de terem vindo ao Egito para espiar a terra, de modo que pudesse lhes infundir temor por suas vidas.
Estes para se defenderem lhe declararam que eram homens honestos, de família, e que eram doze irmãos e viviam em Canaã com seu pai e com o irmão mais novo que lá havia ficado.
Mas José manteve a acusação de espionagem, e para se certificar da situação de Benjamin, reteve consigo no Egito a Simeão, e disse que ele só seria libertado caso trouxessem Benjamin à sua presença.
O estratagema de José funcionou no sentido de levar seus irmãos a examinarem suas consciências, e esta lhes doeu quando conversaram entre si associando a causa daquilo porque estavam passando ao fato de não terem tido misericórdia de José quando este lhes rogava angustiado para que não fizessem o que haviam feito com ele no passado.
Pensando que José não estava entendendo o que estavam falando, porque se comunicava com eles através de um intérprete, falaram do seu remorso na sua presença, e José saiu dali para chorar porque as emoções e reminiscências daquela hora eram muito fortes.
Tendo-os despachado, mandou colocar o dinheiro deles de volta no interior dos sacos de trigo, sem que eles o soubessem, e eles só vieram a descobrir isto quando chegaram em Canaã e relataram o acontecido a Jacó.
Isto comprova que José não estava agindo por vingança, mas em face do tratamento que eles haviam recebido, sem conhecer as reais intenções de José, eles temeram pelo acontecido e não se dispuseram a retornar logo ao Egito, levando Benjamin, pois julgavam que aquilo havia sido uma armadilha para serem acusados de roubo.
O temor das coisas que poderiam lhes suceder começou a fazer um bom trabalho nas almas e consciências dos irmãos de José.
De todo aquele mal, das circunstâncias que envolveram a vida de José e seus irmãos, Deus traria o bem à luz, produzindo arrependimento e refinamento de caráter naquela família, de maneira que eles aprendessem a temer o mal, e a buscar o bem, pelo temor dos juízos que poderiam lhes sobrevir em razão dos males que haviam praticado.
É bem provável que nem mesmo o próprio José estivesse consciente de todo o arrependimento e bem que resultaria daqueles procedimentos que ele estava impondo aos seus irmãos.
Mas o grande fato é que Deus estava em tudo aquilo, permitindo que José agisse daquela forma e providenciando os meios necessários para produzir um bom resultado no final.
Neste capítulo, nós vemos então a arrogância e indiferença dos irmãos de José sendo transformada em submissão e temor, e é isto o que Deus espera de todos os seus filhos.
Esta é uma linda e profunda história de perdão, de amor, de arrependimento, de conserto, e vale a pena prestarmos atenção em cada um dos seus muitos detalhes.
É importante que estes capítulos de Gênesis (42 a 45) sejam lidos sequencialmente, porque contêm na verdade o relato de uma mesma história.
Assim, nós veremos nesta sequência, nos capítulos seguintes a este, a maravilhosa atitude dos irmãos de José, particularmente de Judá, que se colocou à disposição para ficar como escravo no lugar de Benjamin, pois havia afiançado a seu pai, quando ainda estava em Canaã, que faria com que a sua vida respondesse pela de Benjamin, caso qualquer mal lhe sucedesse.
O sentimento amargurado de ciúme e inveja, pelo tratamento diferenciado e inadequado que Jacó dava aos filhos de Raquel, cedeu lugar a esta profunda demonstração de sentimentos nobres da parte de Judá, por amor de seu irmão e de seu pai, decidindo ficar por escravo para sempre no Egito, de modo a não trazer tristezas ao coração de Jacó, caso José retivesse Benjamin no Egito.
Isto não comove o nosso coração?
Pois foi exatamente isto o que aconteceu com José depois de Judá ter-lhe falado deste modo, ele não se conteve em si, e deu-se a conhecer a seus irmãos, e chorou tão alto na presença deles, que os egípcios que estavam nas cercanias o ouviram.
Nós nos antecipamos relatando a conclusão desta história que teve muitos desenvolvimentos para que os irmãos de José chegassem a este ponto a que nos referimos.
Do mesmo modo Deus age conosco, esperando que de nossas aflições brotem sentimentos e motivações corretos, que nos levem a fazer um exame honesto de nossas faltas e que nos levem não somente a admiti-las e confessá-las, como também a nos dispormos a nos sacrificarmos em fazer aquilo que é correto por amor não de nós mesmos, mas do Senhor e do nosso próximo.
Vencidos a vaidade, a arrogância, o ciúme, a inveja, o egoísmo, não podemos esperar outra coisa, senão o abraço amoroso de Deus.

Silvio Dutra

DOR DA EXISTÊNCIA

A vida e o tempo, irmãos tão íntimos que coexistem em tudo e em todos.
Não da para separa-los, quantas vezes tentei
Penso que temos uma saudade tão grande de Deus
que queremos que tudo seja eterno,
mas somos confrontados com a dor do tempo,
o tempo é dor da existência humana.
Inegociável, “trem sem jeito”.
A areia vai descendo a gente não pode fazer nada para parar.
De repente as rugas aparecem, os amigos se vão,
outros vem e vão também.
Tudo na vida é tão sem hora de chegar e de ir,
o tempo é dor da vida!
Quantas vezes quis voltar no tempo,
Mas a vida é como um rio, as águas passam e não voltam mais,
Sou só um barquinho de papel tentando me firmar entre os obstáculos.
Nem sempre sabemos fazer certo, mas não há segunda vez, se passou...passou.
Não adianta chorar, a areia não volta a água não retrocede, a marca que fica só mostra que o tempo é implacável nessa sua coexistência com o viver.
E nós aqui querendo eternidade.
Saudades de Deus é o que temos,
saudades da eternidade, onde a dor e as marcas não existem,
onde não podemos errar conosco e com ninguem, passe o tempo que passar.

Davi Costa

Senhor cuidai de todos nós
Velai por todos os irmãos.
Estou orando por todos vós,
Para alcançarmos as santas Bençãos !

Nos socorra neste mundo de ilusão
Da impiedade,falsidade e ingratidão.
Do orgulho,vaidade e presunção.
Nos dê sabedoria e paz no coração,
Para cumprimos nossa missão!

Venho aqui vos agradecer
Pelo dom da vida que nos foi dado.
O Vosso carinho e bem querer,
Destas coisas sempre tenho me lembrado!

Vou manter tudo isso no meu coração
E Jamais esquecer esse favor.
Caminhando na estrada do perdão,
No caminho do vosso amor!

Samuel Ranner

HOJE É LUA CHEIA...
De que está cheia a nossa lua?
De lágrimas sentidas...
De pais, irmãos,
amigos, parentes ou não
De dor e feridos
De mortos queridos
pela tragédia inesperada
que deixou nossa gente abalada.
Hoje a lua está cheia...
De fumaça ardida
que desses jovens tirou a vida...

mel - 27/01/13

Melania Ludwig