Texto sobre Irmaos

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Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições. Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada! Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e Ele a dará porque é generoso e dá com bondade a todos.
Tiago 1.2-5

Bíblia Sagrada

AMIZADE

Existem vários tipos de amigos,
desde aqueles que são mais que irmãos
aos que viajam na maionese.

Mas na verdade a amizade é um tesouro
que só encontra aqueles que são verdadeiros.

Sem a amizade não conseguimos viver,
porque a amizade
faz parte de tudo o que sentimos e pensamos.
(Fernanda Oliveira 6ª E – Porto Seguro)

Valdeci Alves Nogueira

HÁ AMIGOS MAIS CHEGADOS QUE IRMÃOS
O amigo ama em todo o tempo. E, amor não não é conivência. É melhor a ferida feita pelo amigo do que a bajulação do hipócrita. O amigo prefere o desconforto do confronto ao conforto da omissão. O amigo está ao seu lado mesmo quando todas as outras pessoas já se foram, pois há amigos mais chegados que irmãos.

Hernandes Dias Lopes

Irmãos, Digam a Eles Para Não Servirem a Deus



Por John Piper

Todos nós já dissemos ao nosso povo para servir Deus. As Escrituras dizem "servi ao Senhor com alegria." Mas agora pode ser a hora de lhes dizermos para não servirem Deus. Pois as Escrituras também dizem: "O Filho do Homem veio... não para ser servido".
A Bíblia preocupa-se em nos chamar da idolatria para servir o Deus vivo e verdadeiro (1 Tes 1:9). Mas também está preocupada em nos impedir de servir o Deus verdadeiro de maneira errada. Há uma maneira de servir a Deus que o deprecia e desonra. Assim, devemos ter cuidado sob pena de recrutamos servos cujo trabalho diminuirá a glória do Mestre todo-poderoso. Se Jesus disse que Ele veio não para ser servido (Marcos 10:45), o serviço pode constituir rebelião.
Deus não quer ser servido: "O Deus que fez o mundo e tudo que nele há... [não é servido] por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; "(Atos 17:24-25). Paulo adverte contra qualquer opinião que faz de Deus o beneficiário de nossa beneficência. Ele nos informa que Deus não pode ser servido em qualquer forma que implique que vamos ao encontro das suas necessidades. Seria como se um rio tentasse encher a nascente que o alimenta.
"Ele Mesmo é Quem Dá a Todos a Vida, a Respiração e Todas as Coisas"
Qual é a grandiosidade do nosso Deus? Qual é a Sua singularidade no mundo? Isaías diz: "Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti, que trabalhe para aquele que nele espera" (Is 64.4). Todos os outros chamados deuses colocam o Homem para trabalhar para eles. O nosso Deus não vai ser colocado na posição de um empregador que deve depender dos outros para fazer o seu negócio prosperar. Em vez disso, Ele amplia a Sua toda suficiência fazendo o seu próprio trabalho. O Homem é o parceiro dependente neste caso. O seu trabalho é esperar no Senhor.
"Não Precisa-se de Ajuda!”

O que é que Deus procura no mundo? Assistentes? Não. O Evangelho não é um anúncio de "Precisa-se de ajuda!". Nem sequer é a chamada para o serviço cristão. Deus não está à procura de pessoas para trabalhar para ele. "Porque, quanto ao SENHOR, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é perfeito para com ele" (2 Crónicas 16:9).
Deus não é um "olheiro" procurando primeiro escolhas para ajudar a sua equipe para vencer. Ele é um "atacante" que não pode ser parado, pronto para marcar o gol pela equipe que lhe passe a bola.
O que quer Deus de nós? Não o que esperamos. Ele repreende Israel por trazer-lhe tantos sacrifícios: "Da tua casa não tirarei bezerro nem bodes dos teus currais. Porque meu é todo animal da selva... Se eu tivesse fome, não to diria, pois meu é o mundo e a sua plenitude" (Salmo 50:9-12).
Mas não existirá algo que podemos dar a Deus que não o desmereça para a posição de beneficiário? Sim. As nossas ansiedades. É uma ordem: "Lança todas as tuas ansiedades sobre Ele" (1 Pedro 5:7). Deus receberá com prazer seja o que for de nós que lhe mostre a nossa dependência e a sua total-suficiência. (Isto manifesta a nossa confiança nele, e isto muito lhe agrada – nota do tradutor).
A diferença entre o nosso país e Jesus Cristo é que o nosso país não nos alistará ao seus serviços a menos que sejamos saudáveis e Jesus não vai contar conosco a menos estejamos doentes. "Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores" (Marcos 2:17). O cristianismo é fundamentalmente convalescença. Os doentes não servem os seus médicos. Eles confiam neles para boas receitas. O Sermão da Montanha é o conselho médico do nosso Médico e não a descrição do trabalho do nosso Empregador.
Mesmo as nossas vidas não dependem do trabalho para Deus. "Ora àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça" (Rm 4:4-5). Os trabalhadores não ganham presentes. Recebem o que merecem. Se tivéssemos o dom da justificação, não trabalharíamos. Deus é o trabalhador neste caso. E o que ele recebe é a glória de ser o benfeitor da graça, não o beneficiário do serviço.
Também não devemos pensar que o nosso trabalho para Deus começa após a Justificação. Aqueles que tentam realizar o trabalho de santificação depreciam a glória de Deus. Jesus Cristo é a "nossa justiça e santificação" (1 Coríntios 1:30). "Recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? " (Gl 3:2-3). Deus foi o trabalhador na nossa justificação e Ele será o trabalhador na nossa santificação.
A "carne" religiosa sempre quer trabalhar para Deus. Mas "se viverdes segundo a carne, morrereis" (Rom 8.13). É por isso que as nossa vidas não dependem do trabalho para Deus, mas na Justificação e Santificação.
Servos do Deus Celestial

Mas não devemos, então, servir Cristo? É-nos ordenado: "Servi ao Senhor" (Rom 12.11). Aqueles que não servem Cristo são repreendidos (Rom 16.18). Sim, vamos servi-Lo. Mas antes de o fazer, vamos refletir sobre o que devemos evitar nesse serviço. Certamente que todas as advertências contra servir a Deus significam que, no conceito de serviço, encontra-se algo a ser evitado. Quando comparamos o nosso relacionamento com Deus e a relação entre servo e senhor, a comparação não é perfeita. Certas coisas sobre servidão devem ser evitadas em relação a Deus. Algumas devem ser confirmadas.
Quem, então, devemos servir e não servir? Salmo 123:2 dá parte da resposta: "Eis que, como os olhos dos servos atentam para as mãos do seu senhor, e os olhos da serva, para as mãos de sua senhora, assim os nossos olhos atentam para o SENHOR, nosso Deus, até que tenha piedade de nós". A maneira certa de servir a Deus é buscar a sua misericórdia.
Qualquer servo que tente sair do papel divino e queira iniciar uma parceria humana com o seu Mestre celestial está em revolta contra o Criador. Deus não faz trocas. Ele dá misericórdia aos servos que a terão e o salário da morte para os outros. O bom serviço é sempre e fundamentalmente receber misericórdia, e não prestar serviço.
Mas não é totalmente passivo. Mateus 6:24 dá ​​outra pista para o bom serviço: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamon."
Como é que uma pessoa pode servir o dinheiro? Ela não assiste o dinheiro. Ela não é o benfeitor do dinheiro. Como, então, servimos o dinheiro? O dinheiro exerce um certo controle sobre nós, pois parece prometer muita felicidade. Ele sussurra com grande força "Pense e aja de modo a ficar em posição de aproveitar os meus benefícios". Isto pode incluir roubar, pedir emprestado ou trabalhar.
O dinheiro promete felicidade e nós o servimos por acreditar nesta promessa e andando por essa fé. Assim, nós não servimos o dinheiro colocando o nosso poder à sua disposição para o seu bem. Servimos o dinheiro fazendo o que é necessário para que o poder do dinheiro esteja à nossa disposição para o nosso bem.
Eu acho que é o mesmo tipo de serviço que Deus deve ter em vista em Mateus 6:24, uma vez que Jesus põe os dois lado a lado: "Não podeis servir a Deus e a Mamon". Então, se vamos servir Deus e não o dinheiro, vamos ter que abrir nossos olhos para uma felicidade muito superior que Deus oferece. Assim, Deus irá exercer um controle maior sobre nós do que o próprio dinheiro.
Vamos servir crendo na Sua promessa de pleno gozo e caminhando por essa fé. Não. Nós vamos servi-lO tentando colocar o nosso poder à Sua disposição para o seu bem, mas fazendo o que é necessário para que o Seu poder esteja sempre à nossa disposição para o nosso bem.
Beneficiários Obedientes

Certamente que isso significa obediência. Um paciente obedece ao seu médico na esperança de melhorar. Um pecador convalescente confia nas diretrizes dolorosas de seu Terapeuta e segue-as. Só desta forma nos mantemos numa posição de beneficiar do que o Médico divino tem para nos oferecer. Em toda esta obediência somos nós os beneficiários. Deus é sempre o doador. Pois é o doador que fica com a glória.
E que, talvez, seja a coisa mais importante de todas. A única maneira certa de servir Deus é de uma forma em que toda a glória seja reservada para Ele. "Se alguém administrar, [tem de] administrar segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo" (1 Pedro 4:11). Como podemos servir para que Deus seja glorificado? Sirvamos pela força que Ele supre. Quando estamos na nossa parte mais ativa para Deus, ainda somos os recipientes. Deus não vai abdicar da glória de Benfeitor, nunca!
Trabalhemos, pois, com afinco, mas nunca nos esqueçamos de que não somos nós, mas a graça de Deus conosco (1 Coríntios. 15:10). Vamos obedecer agora, como sempre, mas nunca se esqueça de que é Deus quem opera em nós tanto o querer quanto o efetuar (Fp 2:13). Vamos espalhar o evangelho por todos os lados e nos gastar por causa dos eleitos, mas nunca nos aventuremos a falar de outra coisa, exceto o que Cristo operou em nós (Rom 15.18). Que em todo o nosso serviço Deus seja o doador e a Deus toda a glória.
E até que o povo compreenda isto, irmãos, dizei-lhes para não servirem a Deus.

John Piper

Sinceridade Requerida para o Perdão

“Heb 10:19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus,
Heb 10:20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne,
Heb 10:21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus,
Heb 10:22 aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura.
Heb 10:23 Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel.”

Consideremos o que é bom, agradável e aceitável diante dAquele que nos criou. Olhemos fixamente para o sangue de Cristo, e vejamos quão precioso aos olhos de Deus é o seu sangue, que tendo sido derramado para a nossa salvação, trouxe ao mundo inteiro a graça do arrependimento.
Voltemo-nos ao testemunho das gerações passadas, para aprendermos a achar o arrependimento, no exemplo que nos foi deixado por todos aqueles que entenderam a necessidade de se reconhecerem pecadores diante de Deus, e que lhe confessavam diariamente os seus pecados para obterem o favor do seu perdão; quer quando se converteram e foram justificados pela fé em Cristo, quer ao longo de toda sua jornada terrena.
Não podemos ter a verdadeira paz e vida, se permanecemos endurecidos, por não confessarmos os nossos pecados e não nos perdoarmos mutuamente, porque necessitamos perdoar o nosso próximo para que sejamos perdoados por Deus; pois necessitamos do Seu perdão constantemente para ter a verdadeira paz no nosso viver.
Deus prometeu perdoar os nossos pecados caso os confessemos e os abandonemos. E ele fez esta promessa juntando a ela o juramento que fizera por si mesmo, de nunca voltar atrás na decisão de nos perdoar e abençoar.
Sejamos então sinceros e honestos quanto às nossas falhas, diante dAquele cujos olhos percorrem toda a Terra e que tudo vê. Se dissermos que não temos pecado ou caso pensemos que somos bons e justos de nós mesmos, chamamos a Deus de mentiroso, e não podemos estar em paz com Ele e nem mesmo com nossas próprias consciências, porque tanto um quanto outro testificam claramente a nossa condição de pessoas falhas e imperfeitas, necessitadas de graça e de perdão.
Silvio Dutra

Silvio Dutra

JUÍZES 9

“1 Abimeleque, filho de Jerubaal, foi a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou-lhes, e a toda a parentela da casa de pai de sua mãe, dizendo:
2 Falai, peço-vos, aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém: Que é melhor para vós? que setenta homens, todos os filhos de Jerubaal, dominem sobre vós, ou que um só domine sobre vós? Lembrai-vos também de que sou vosso osso e vossa carne.
3 Então os irmãos de sua mãe falaram todas essas palavras a respeito dele aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém; e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque; pois disseram: E nosso irmão.
4 E deram-lhe setenta siclos de prata, da casa de Baal-Berite, com os quais alugou Abimeleque alguns homens ociosos e levianos, que o seguiram;
5 e foi à casa de seu pai, a Ofra, e matou a seus irmãos, os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma só pedra. Mas Jotão, filho menor de Jerubaal, ficou, porquanto se tinha escondido.
6 Então se ajuntaram todos os cidadãos de Siquém e toda a Bete-Milo, e foram, e constituíram rei a Abimeleque, junto ao carvalho da coluna que havia em Siquém.
7 Jotão, tendo sido avisado disso, foi e, pondo-se no cume do monte Gerizim, levantou a voz e clamou, dizendo: Ouvi-me a mim, cidadãos de Siquém, para que Deus: vos ouça a vós.
8 Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei; e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós.
9 Mas a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, para ir balouçar sobre as árvores?
10 Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós.
11 Mas a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, para ir balouçar sobre as árvores?
12 Disseram então as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós.
13 Mas a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, para ir balouçar sobre as árvores?
14 Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós.
15 O espinheiro, porém, respondeu às árvores: Se de boa fé me ungis por vosso rei, vinde refugiar-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro, e devore os cedros do Líbano.
16 Agora, pois, se de boa fé e com retidão procedestes, constituindo rei a Abimeleque, e se bem fizestes para com Jerubaal e para com a sua casa, e se com ele usastes conforme o merecimento das suas mãos
17 (porque meu pai pelejou por vós, desprezando a própria vida, e vos livrou da mão de Midiã;
18 porém vós hoje vos levantastes contra a casa de meu pai, e matastes a seus filhos, setenta homens, sobre uma só pedra; e a Abimeleque, filho da sua serva, fizestes reinar sobre os cidadãos de Siquém, porque é vosso irmão);
19 se de boa fé e com retidão procedestes hoje para com Jerubaal e para com a sua casa, alegrai-vos em Abimeleque, e também ele se alegre em vós;
20 mas se não, saia fogo de Abimeleque, e devore os cidadãos de Siquém, e a Bete-Milo; e saia fogo dos cidadãos de Siquém e de Bete-Milo, e devore Abimeleque.
21 E partindo Jotão, fugiu e foi para Beer, e ali habitou, por medo de Abimeleque, seu irmão.
22 Havendo Abimeleque reinado três anos sobre Israel,
23 Deus suscitou um espírito mau entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém; e estes procederam aleivosamente para com Abimeleque;
24 para que a violência praticada contra os setenta filhos de Jerubaal, como também o sangue deles, recaíssem sobre Abimeleque, seu irmão, que os matara, e sobre os cidadãos de Siquém, que fortaleceram as mãos dele para matar a seus irmãos.
25 E os cidadãos de Siquém puseram de emboscada contra ele, sobre os cumes dos montes, homens que roubavam a todo aquele que passava por eles no caminho. E contou-se isto a Abimeleque.
26 Também veio Gaal, filho de Ebede, com seus irmãos, e estabeleceu-se em Siquém; e confiaram nele os cidadãos de Siquém.
27 Saindo ao campo, vindimaram as suas vinhas, pisaram as uvas e fizeram uma festa; e, entrando na casa de seu deus, comeram e beberam, e amaldiçoaram a Abimeleque.
28 E disse Gaal, filho de Ebede: Quem é Abimeleque, e quem é Siquém, para que sirvamos a Abimeleque? não é, porventura, filho de Jerubaal? e não é Zebul o seu mordomo? Servi antes aos homens de Hamor, pai de Siquém; pois, por que razão serviríamos nós a Abimeleque?
29 Ah! se este povo estivesse sob a minha mão, eu transtornaria a Abimeleque. Eu lhe diria: Multiplica o teu exército, e vem.
30 Quando Zebul, o governador da cidade, ouviu as palavras de Gaal, filho de Ebede, acendeu-se em ira.
31 E enviou secretamente mensageiros a Abimeleque, para lhe dizerem: Eis que Gaal, filho de Ebede, e seus irmãos vieram a Siquém, e estão sublevando a cidade contra ti.
32 Levanta-te, pois, de noite, tu e o povo que tiveres contigo, e põe-te de emboscada no campo.
33 E pela manhã, ao nascer do sol, levanta-te, e dá de golpe sobre a cidade; e, saindo contra ti Gaal e o povo que tiver com ele, faze-lhe como te permitirem as circunstâncias.
34 Levantou-se, pois, de noite Abimeleque, e todo o povo que com ele havia, e puseram emboscadas a Siquém, em quatro bandos.
35 E Gaal, filho de Ebede, saiu e pôs-se à entrada da porta da cidade; e das emboscadas se levantou Abimeleque, e todo o povo que estava com ele.
36 Quando Gaal viu aquele povo, disse a Zebul: Eis que desce gente dos cumes dos montes. Respondeu-lhe Zebul: Tu vês as sombras dos montes como se fossem homens.
37 Gaal, porém, tornou a falar, e disse: Eis que desce gente do meio da terra; também vem uma tropa do caminho do carvalho de Meonenim.
38 Então lhe disse Zebul: Onde está agora a tua boca, com a qual dizias: Quem é Abimeleque, para que o sirvamos? Não é esse, porventura, o povo que desprezaste. Sai agora e peleja contra ele!
39 Assim saiu Gaal, à frente dos cidadãos de Siquém, e pelejou contra Abimeleque.
40 Mas Abimeleque o perseguiu, pois Gaal fugiu diante dele, e muitos caíram feridos até a entrada da porta.
41 Abimeleque ficou em Arumá. E Zebul expulsou Gaal e seus irmãos, para que não habitassem em Siquém.
42 No dia seguinte sucedeu que o povo saiu ao campo; disto foi avisado Abimeleque,
43 o qual, tomando o seu povo, dividiu-o em três bandos, que pôs de emboscada no campo. Quando viu que o povo saía da cidade, levantou-se contra ele e o feriu.
44 Abimeleque e os que estavam com ele correram e se puseram à porta da cidade; e os outros dois bandos deram de improviso sobre todos quantos estavam no campo, e os feriram.
45 Abimeleque pelejou contra a cidade todo aquele dia, tomou-a e matou o povo que nela se achava; e, assolando-a, a semeou de sal.
46 Tendo ouvido isso todos os cidadãos de Migdol-Siquém, entraram na fortaleza, na casa de El-Berite.
47 E contou-se a Abimeleque que todos os cidadãos de Migdol-Siquém se haviam congregado.
48 Então Abimeleque subiu ao monte Zalmom, ele e todo o povo que com ele havia; e, tomando na mão um machado, cortou um ramo de árvore e, levantando-o, pô-lo ao seu ombro, e disse ao povo que estava com ele: O que me vistes fazer, apressai-vos a fazê-lo também.
49 Tendo, pois, cada um cortado o seu ramo, seguiram a Abimeleque; e, pondo os ramos junto da fortaleza, queimaram-na a fogo com os que nela estavam; de modo que morreram também todos os de Migdol-Siquém, cerca de mil homens e mulheres.
50 Então Abimeleque foi a Tebez, e a sitiou e tomou.
51 Havia, porém, no meio da cidade uma torre forte, na qual se refugiaram todos os habitantes da cidade, homens e mulheres; e fechando após si as portas, subiram ao eirado da torre.
52 E Abimeleque, tendo chegado até a torre, atacou-a, e chegou-se à porta da torre, para lhe meter fogo.
53 Nisso uma mulher lançou a pedra superior de um moinho sobre a cabeça de Abimeleque, e quebrou-lhe o crânio.
54 Então ele chamou depressa o moço, seu escudeiro, e disse-lhe: Desembainha a tua espada e mata-me, para que não se diga de mim: uma mulher o matou. E o moço o traspassou e ele morreu.
55 Vendo, pois, os homens de Israel que Abimeleque já era morto, foram-se cada um para o seu lugar.
56 Assim Deus fez tornar sobre Abimeleque o mal que tinha feito a seu pai, matando seus setenta irmãos;
57 como também fez tornar sobre a cabeça dos homens de Siquém todo o mal que fizeram; e veio sobre eles a maldição de Jotão, filho de Jerubaal.” (Jz 9.1-57)

A apostasia de Israel depois da morte de Gideão é castigada, não como as apostasias anteriores por uma invasão estrangeira, mas por uma tirania do filho bastardo de Gideão, que destruiu os siquemitas, adoradores de Baal-Berite, depois de terem feito uma aliança entre si, para matarem vilmente os setenta filhos de Gideão, dos quais escapou apenas o caçula, chamado Jotão.
A aliança que eles haviam feito com Baal-Berite, que como vimos antes significa senhor da aliança, foi uma aliança maldita que causou a sua ruína, porque eram israelitas e deveriam manter a aliança que tinham feito com Jeová.
Este foi um modo muito amargo de se ensinar aos israelitas o que sucede aos que fazem aliança com Baal, e que viraram as suas costas ao único Deus verdadeiro. Deus não somente vingou a morte dos setenta filhos de Gideão, como vindicou Sua própria santidade nos siquemitas, que haviam se voltado para a adoração de Baal.
Ao que tudo indica, Gideão residia com seus filhos legítimos em Ofra, e como sua concubina morava em Siquém, o filho que tivera com ela, Abimeleque, era também residente nesta cidade.
Tendo Gideão recusado o convite para reger sobre Israel, e tendo vedado tal regência a qualquer um dos seus filhos, Abimeleque sentiu-se no direito de assumir o governo de Israel, uma vez que era também filho de Gideão, e para evitar que algum dos setenta filhos de Gideão, contrariando a decisão de seu pai, viesse a assumir o governo da nação, forjou um plano vil de matar a todos os seus irmãos, e o fez pagando um exército de mercenários levianos, que foram pagos com o dinheiro que lhe fora dado pelos siquemitas, dinheiro este retirado da casa de Baal-Berite, possivelmente com o intento de que o dinheiro que havia sido consagrado àquela divindade, desse a Abimeleque sucesso em seu empreendimento.
Como Siquém era uma cidade importante da tribo de Efraim, e como vimos antes, os efraimitas haviam se ressentido com Gideão, por não lhes ter convocado para lutar contra os midianitas, pois Gideão era da cidade de Ofra, que pertencia a outra tribo, a de Manassés, eles encontram agora oportunidade para dar um duro golpe na descendência de Gideão, através de uma aliança maldita que fizeram com Abimeleque, e isto foi facilitado porque desde a morte de Gideão, haviam se voltado para o culto a Baal, e como sabemos, tal a divindade, tais os seus adoradores.
Quando Jotão soube que os cidadãos de Siquém e de Bete-Milo haviam constituído a Abimeleque rei sobre Israel, ele proferiu uma parábola e uma maldição que se encontram nos versos 7 a 21, e que certamente lhes foram dadas por inspiração do Espírito Santo, e a maldição que ele proferiu teve cumprimento cabal tanto sobre Abimeleque quanto sobre os siquemitas.
A parábola revela a modéstia de Gideão e de seus filhos legítimos em recusarem o governo que lhes foi proposto pelos israelitas, apesar de serem pessoas habilitadas para exercer um bom governo; e a imodéstia e presunção de Abimeleque, que é o espinheiro da parábola, que se precipitou em assumir o governo de Israel, quando não tinha a menor qualificação moral para isto.
E assim como o fim do espinheiro é ser queimado, em razão da sua inutilidade e danos, que causa a outros, então, toda pessoa que é como um espinheiro, está sujeita à maldição, e o seu fim será ser queimada no fogo eterno do inferno.
Como, na parábola, o espinheiro veio a governar por assentimento das demais árvores, então que saísse fogo do espinheiro e as queimasse, e que o fogo das árvores também queimasse o espinheiro (v. 20), sendo isto uma clara referência a Abimeleque e aos cidadãos de Siquém e Bete-Milo que lhe haviam aclamado rei.
Depois de ter Abimeleque reinado três anos sobre Israel, Deus suscitou um mau espírito entre Abimeleque e os siquemitas com vistas a vingar a morte dos filhos de Gideão (v. 22, 23).
Os siquemitas começaram a ficar insatisfeitos com Abimeleque, e ele com eles, e isto procedia da parte de Deus, que permitiu que o diabo semeasse discórdia entre eles, pois nada dá ao diabo, maior prazer do que exercer o seu ministério corrompido de matar, roubar e destruir.
O mesmo diabo que aparentemente havia favorecido Abimeleque e os siquemitas conduzindo-os a uma posição de governo sobre Israel, por meio de um expediente extremamente vil, seria também o causador da destruição de Abimeleque e dos siquemitas.
E que isto sirva de alerta a todos os que se deixam usar por Satanás para prejudicarem a outros, porque no final eles próprios serão prejudicados pelo diabo, que não pode desejar o bem a qualquer homem, porque os odeia com um ódio mortal, e visa tão somente à sua destruição.
Por isso, nunca se nega a destruir a carne daqueles aos quais tal coisa lhe é permitida por Deus, para fim de juízo ou de correção, pois tem imenso prazer em fazer isto, e existe para isto, e para nenhum outro propósito, até que ele mesmo venha a receber a execução final da sentença que já foi pronunciada sobre ele, de queimar eternamente no lago de fogo e enxofre.
No caso de Saul é dito também que vinha sobre ele um espírito maligno da parte do Senhor, e isto significa ser permitido ao diabo que se apodere daqueles dos quais Deus retirou a Sua proteção, por andarem contrariamente com Ele e com a Sua vontade.
“Ora, o Espírito do Senhor retirou-se de Saul, e o atormentava um espírito maligno da parte do Senhor.” (I Sm 16.14).
Deus esperou três anos para começar a entregar a Abimeleque e os siquemitas à destruição.
Assim, ninguém se apresse em considerar que Deus não leva em conta o pecado, em razão de não ver juízos imediatos sendo exercidos sobre os seus praticantes.
Cabe destacar que conforme a Bíblia ensina, todos comparecerão diante dEle no tribunal em que cada um de nós prestará contas do bem ou do mal que tiver feito por meio do corpo (II Cor 5.10; Rom 14.10-12).
Se os siquemitas não foram gratos a Gideão, que lhes havia libertado do jugo dos midianitas, como seriam gratos a Abimeleque?
Porque não haveriam de traí-lo, já que haviam traído à memória de Gideão cooperando para matar toda a sua descendência?
Fazendo aliança com o mal nunca se poderá ter a garantia de cumprimento da promessa do bem.
Antes que Deus executasse o juízo de morte sobre Abimeleque, permitindo que fosse morto de modo desonroso pelas mãos de uma mulher, que lhe quebrou o crânio com uma pedra da parte superior de um moinho, Ele permitiu que Abimeleque destruísse os siquemitas, dando-se cumprimento à maldição proferida por Jotão, que dele sairia fogo e consumiria os siquemitas.
Ele pôs literalmente fogo na fortaleza de El-Berite, da cidade de Migdol-Siquém, onde seus habitantes haviam se refugiado (v. 49).
Eles foram mortos na casa do próprio deus que eles adoravam, julgando que ali estariam seguros, por pensarem que o seu deus viria em seu socorro.
Antes disso ele havia destruído uma insurreição dos habitantes de Siquém, que haviam colocado a um certo Gaal como cabeça deles, para derrubarem Abimeleque.
Seria a substituição intentada de um tirano por outro. E isto ocorreu para que conforme fora predito pela maldição proferida por Jotão, Abimeleque encontrasse ocasião para destruir os siquemitas.
Ele não estava portanto, prosperando em seus projetos e nem sendo abençoado por Deus, mas simplesmente sendo ele próprio o instrumento do juízo de Deus contra aqueles que lhe haviam conduzido ao poder, por meio da injustiça.
Muitos parecem prosperar neste mundo, quando prevalecem sobre seus inimigos, e no entanto, muitas vezes isto é apenas um juízo de Deus, que se cumpre pela instrumentalidade deles, até que eles próprios venham também a serem julgados.
Os ditadores sanguinários, têm geralmente o mesmo fim daqueles aos quais mataram a sangue-frio. Aquele que matar pela espada da injustiça, pela espada também será morto, e ainda que isto não se cumpra literalmente neste mundo, certamente, em face da falta de arrependimento para a vida, tal se cumprirá no juízo vindouro de Deus.
Abimeleque deixou a Zebul, que era seu confidente, como sendo o governante da cidade de Siquém, e este Zebul traiu a Gaal informando sobre suas intenções a Abimeleque.
Os que traem serão também traídos, de um modo ou de outro.
E Abimeleque derrotou as forças de Gaal, que saíram a lutar com seu exército fora dos muros da cidade de Siquém.
E como os siquemitas, apesar de terem abandonado a Gaal, permaneceram contrários a Abimeleque, este deu com tal fúria sobre a sua própria cidade natal de Siquém, que a transformou em ruínas, e para que ficasse na condição de uma assolação perpétua, fez com que fosse semeada com sal (v. 45).

Silvio Dutra

O Principal Objetivo em Nossa Vida

“Isto, porém, vos digo, irmãos: o tempo se abrevia; o que resta é que não só os casados sejam como se o não fossem; mas também os que choram, como se não chorassem; e os que se alegram, como se não se alegrassem; e os que compram, como se nada possuíssem; e os que se utilizam do mundo, como se dele não usassem; porque a aparência deste mundo passa.” (I Cor 7.29-31)

O apóstolo Paulo chama a nossa atenção para o que é principal: “Irmãos, o tempo é curto", e, portanto, se ocupem com estas coisas como se vocês não as tivessem porque a aparência deste mundo passa. Esta é a razão pela qual ninguém, senão um verdadeiro cristão pode relacionar-se moderadamente com as coisas deste mundo. Por quê? Porque ninguém, senão um cristão fiel tem um objetivo principal que permeia toda a sua vida; ele busca o céu e a felicidade, porque isto estará com ele mais tarde e para toda a eternidade.
Por isso a sua fé permeia todos os assuntos: o casamento, compras, o mundo. E não deve se importar com se entristecer ou se alegrar, porque há um grande e principal objetivo em vista.
Ele não será negligente na execução dos seus deveres, relativos ao casamento, ao uso do dinheiro, às suas funções neste mundo, procurando sempre, em tudo, fazer o melhor com a ajuda e a direção do Espírito Santo, todavia, sempre terá este sentimento de que o Reino de Deus e a sua justiça, sempre deve ocupar o lugar principal em sua mente, coração e ações.
Assim, não concentrará o principal de seus esforços em objetivos terrenos e passageiros, mas naqueles que se referem a Deus e às coisas espirituais e eternas, porque é isto o que lhe ordena o seu Senhor.
Ele sabe que o tempo é curto, e portanto, deve ser moderado em todas as coisas deste mundo.
O envolver-se em demasia com tudo o que respeita à vida que temos aqui embaixo conquista totalmente as nossas afeições por estas coisas, e não poderemos ter e manter o nosso amor a Deus acima de tudo e de todos, conforme é ordenado por Ele.
Se temos um afeto desmedido por qualquer coisa desta vida, faremos todo o empenho para não perdê-la, e ficaremos fatalmente imobilizados e desmotivados caso aconteça a perda, o que é de se supor, que aconteça mais cedo ou mais tarde.
Daí nosso Senhor ter afirmado tão categórica e expressamente: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14.33); “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preserva-la-á para a vida eterna.” (João 12.25); “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; (Mat 10.37).
Deus não consentirá que nosso afeto por Ele esteja em competição com qualquer outra coisa ou pessoa deste mundo.
Nada e ninguém deve ser motivo para que Ele não seja servido em primeiro lugar por nós. Nem bens terrenos, ou cônjuges, ou filhos, ou carreira, nem nossas tristezas, nem nossas alegrias, enfim, nada é nada.
De tudo cuidaremos com zelo e amor, mas não deixaremos de tributar a honra, o culto, o serviço que são devidos ao Senhor, antes de tudo o mais.
Sem este sentimento e prática de renúncia jamais poderemos servi-lo e amá-lo do modo pelo qual importa fazê-lo.
E há uma urgência no uso que fazemos de nossa vida aqui embaixo porque a vida é curta, e o tempo do nosso encontro com o Senhor é certo, e ele julgará todas as nossas obras.
E o que tivermos deixado de fazer para o Senhor não poderá ser recuperado, porque não poderemos voltar atrás e começar tudo de novo.

Silvio Dutra

O Dever da Paciência

“Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.” (Tg 1.2-4)

Nós, neste momento somos pouco capazes de formar uma concepção do estado da Igreja na era apostólica. O Cristianismo entre nós não possui nenhum dos males a que os cristãos primitivos foram expostos. Mas a que isso é devido? Está o Cristianismo mudado em tudo? ou é menos ofensivo do que era aos olhos dos homens ímpios? Não. É o mesmo de sempre, e, se aqueles que professam ser cristãos não são desprezados e odiados agora como eram nos tempos antigos, é porque eles mantêm "apenas a forma de piedade, e não têm o seu poder.” Deixe as pessoas entrarem no espírito do Cristianismo, agora, quanto ao que os cristãos fizeram nos dias apostólicos, e eles serão tratados precisamente como eles foram; pelo menos, as leis da terra admitirão isso; e, se não forem perseguidos até a morte, isto não será procedente de terem mais amor à piedade no coração carnal agora, do que havia então; mas em razão da maior proteção que é proporcionada pelas leis do país, e de um espírito de tolerância moderno que comumente é estabelecido.
A real e vital piedade foi então universalmente odiada, e é assim ainda. Não foi para os judeus convertidos na Palestina que Tiago escreveu, mas para "as doze tribos que andavam dispersas.", ou seja os cristãos judeus que viviam fora dos termos de Israel. A religião não foi perseguida apenas parcialmente, mas em todas as partes e em todos os lugares, e ainda é, em todos os lugares, porque os cristãos são uma pedra de tropeço para os judeus, e loucura para os gregos, e todos aqueles que cultivarem isto, mais cedo ou mais tarde precisarão ter o consolo do nosso texto administrado a eles para apoiá-los.
Nas palavras que lemos, vemos,
I. A parte designada por povo de Deus.
Nos séculos anteriores eram odiados por causa da justiça.
Volte ao tempo de Abel. Você bem sabe que ele foi assassinado por seu próprio irmão Caim. E qual foi a razão da inimizade de Caim contra ele? Somos informados em I João 3.12: "não segundo Caim, que era do Maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas.”. Desça a todas as épocas sucessivas, e você ainda irá encontrar a mesma inimizade subsistindo entre a semente da mulher e a semente da serpente. Como a luz e as trevas, assim também Cristo e Belial, tanto em si mesmo e em seus membros, sempre foram, e sempre serão, opostos um ao outro, 2 Cor 6.14,15. Assim, a diversidade de provações a que os piedosos foram expostos, são apresentadas em resumo no 11º capítulo da Epístola aos Hebreus: "Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra.”
Vá ao tempo de Cristo e seus apóstolos: pode-se esperar que a sua luz superior e piedade, e os inúmeros milagres com os quais a sua missão divina foi confirmada, iria livrá-los de tal tratamento mau; e, especialmente, que o Senhor Jesus Cristo, cujo caráter era tão impecável, e cuja sabedoria era infinita, fosse capaz de superar os preconceitos de um mundo enfatuado e cego. Mas eles somente foram mais expostos aos insultos e crueldade dos ímpios em tal proporção que a sua luz brilhou com um esplendor mais brilhante. E todos os que nos primeiros séculos da Igreja se tornaram seguidores de Jesus, foram, em sua medida, submetidos às mesmas tentações, e tiveram que beber do mesmo cálice amargo.
O mesmo tratamento que lhes foi dado é encontrado nos presentes dias.
Temos observado que uma mera forma de piedade passará sem sofrer oposição; mas a piedade real e vital, nos sujeitará à censura em nossos dias, mais do que nunca. "Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.” (2 Tim 3.12). Esse tipo de piedade que surge a partir de si mesma e termina em si mesma, vai nos levar a estarmos no favor do mundo, mas a que é derivada completamente de Cristo como sua boa fonte e autor, e que é exercida exclusivamente para o avanço de sua glória, é, e sempre será, odiosa aos olhos dos ímpios, precipitará a fúria dos demônios; e um homem que incorpora isso em sua vida e conversação não pode escapar da perseguição mais do que o próprio Cristo podia.
Receber tudo de Cristo, e fazer tudo por Cristo, é a própria essência da piedade cristã, e ao exigir isto de seus seguidores, o nosso bendito Senhor legou à sua Igreja uma fonte que nunca falha quanto ao mundo. Isto ele mesmo nos diz: "Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa.” (Mt 10.34,35)
Consequentemente, encontramos de modo universal, que, quando uma pessoa começa a viver pela fé no Senhor Jesus Cristo, e a dedicar-se ao seu serviço, todos os seus amigos e parentes ficarão alarmados, e tentarão, por todos os métodos de ridicularização, ou ameaça, ou persuasão, desviá-lo de seu propósito. Deixe ele viver com todo o descuido de sua alma, e ninguém vai se incomodar com ele. Ele pode viver toda a sua vida em tal estado, e nenhum amigo vai exortá-lo a servir ao Senhor, mas a menor abordagem da piedade será desencorajada por cada amigo e parente que ele tiver. Não que a religião será desaprovada como religião em si; algum nome mal deve ser dado a isto em primeiro lugar, e em seguida, será reprovado sob esse caráter. Mas as próprias pessoas que mantêm na mais alta veneração os nomes dos apóstolos e dos grandes reformadores da nossa Igreja, e que elevariam santuários e monumentos aos santos falecidos punirão os santos vivos com o maior rancor; e fossem os apóstolos ou reformadores viverem novamente na terra, e receberiam o mesmo tratamento daqueles que lhes foi dado pelo povo da época em que eles viveram. Se eles chamaram de Belzebu ao Dono da casa, é em vão para qualquer um dos seus servos abrigar a esperança de que ele deve escapar de uma acusação semelhante.
Dolorosa como essa parte é a carne e o sangue, ninguém precisa temer isto, se atender às
II. Instruções dos Apóstolo em relação a isto.
Deus graciosamente designa a seu povo esta parte, a fim de promover seu bem-estar espiritual, e para progressivamente transformá-los à imagem divina em verdadeira justiça e santidade. Daí Tiago exortar os seus irmãos que estavam sendo afligidos a considerarem suas provações como um meio para um fim; e,
1. Para darem boas-vindas aos meios.
A própria tendência das tentações é trabalhar a paciência em nossas almas. Elas, primeiro, operam efetivamente para a produção de impaciência, ou, melhor, devo dizer, para suscitar aquelas disposições más que se escondem em nossos corações. Desde que tenhamos o nosso orgulho em alguma medida, subjugado, não sabemos como suportar a indelicadeza que recebemos; nós nos preocupamos sob isto, e nos iramos como o novilho ainda não domado, mas quando descobrimos a nossa fraqueza, temos vergonha disso, e nos humilhamos diante de Deus por conta disso, e imploramos a sua graça para nos apoiar, e assim, somos gradualmente instruídos pela disciplina, e somos, finalmente, "fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria, dando graças ao Pai", Col 1.11, que tem feito em nós uma grande mudança de coração e de vida que nos expõe à inimizade do mundo ímpio.
Agora, quando vemos o que o nosso bom Deus nos designou para estas tentações, devemos não somente estar reconciliados com elas, mas ser gratos por elas, como diz o apóstolo: "tenham por motivo de grande alegria o passardes por várias tentações.", pois, o preço pode ser muito grande para a aquisição de algo tão valioso como a de um espírito manso, submisso e paciente? Nós submetemos nossa vontade a muitas coisas que desagradam a carne e o sangue para o avanço da nossa saúde física, e não devemos ficar felizes em não tomar as prescrições do nosso celeste Médico para a saúde de nossas almas? Que importa que sejam impalatáveis para o nossos gosto? Devemos considerar a aflição como algo bom, quando sabemos quais os benefícios que resultarão delas; e isto é assegurado: “que os sofrimentos da presente vida não são dignos de serem comparados com o peso da glória que há de ser revelada em nós.", Rom 8.18. Quando vemos, portanto, as nuvens se reunindo ao nosso redor, não devemos ficar alarmados, mas devemos dizer sim, com o agricultor cuja lavoura está morrendo com a seca, agora Deus está prestes a renovar e frutificar meu coração estéril, e suas nuvens devem cair copiosamente na minha alma. E no que meditam seus inimigos, senão somente no mal? Isto deveria trazer qualquer preocupação para você, quando sabe que eles têm se empenhado somente para anular tudo o que é bom? Digo, com o profeta : "Não temais" quaisquer ameaças, por maiores que elas possam parecer, nem se queixem de qualquer tentação, embora seja opressiva, mas se alegrem em meio a elas no seu Deus, e lhe bendigam por estar lhes considerando “dignos para suportá-las”, e aceitá-las como um inestimável "presente de suas mãos" , "e" ter prazer nelas" por saber o que elas vão certamente produzir para o seu bem-estar e para a “glória de Deus”, I Pe 4.14-16.
2. Para cultivar o fim.
Deus tem designado as provações como um meio de torná-lo semelhante a ele, que "foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca.”, Is 53.7. Busquem experimentar esse benefício delas, e "tenha a paciência a sua obra perfeita em vocês, para que sejas perfeitos e completos, sem faltar nada.", não se queixe que suas tentações são pesadas, ou de longa duração, mas esteja mais ansioso para ter a sua escória consumida, do que ter a intensidade do forno reduzida. Foi "por meio de sofrimentos que o Senhor Jesus Cristo foi aperfeiçoado", Heb 2.10, e se "Ele aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu", não devemos estar prontos para aprendê-la da mesma forma? Estamos sempre prontos para pensar que a perfeição consiste em virtude ativa, mas Deus não é nem um pouco menos honrado na virtude passiva, e quando a paciência até agora tem operado em sua alma como para fazê-lo "gloriar-se nas tribulações" por amor ao Senhor, e você possa dizer a partir do íntimo de sua alma, em todas as circunstâncias, "Não a minha vontade, mas seja feita a tua", você terá atingido aquela medida de santidade que constitui a perfeição, e você vai em breve, como o trigo que está completamente maduro, ser guardado no celeiro de seu Pai celestial. Você já leu que Jesus, depois de ter sofrido a cruz, desprezando a vergonha, se assentou à direita do trono de Deus, esteja então contente, por "sofrer juntamente com ele, para que, no devido tempo, você possa ser glorificado." Que este seja o seu único objetivo; e ore para que "o Deus de paz, que tornou a trazer dos mortos a nosso Senhor Jesus através do sangue da aliança eterna, lhe aperfeiçoe em toda boa obra para fazer a sua vontade, operando em você o que é bom e agradável à sua vista, através de Cristo Jesus.”

Tradução e adaptação feitas pelo Pr Silvio Dutra, de um texto de Charles Simeon, em domínio público.

Charles Simeon

JUÍZES 9

“1 Abimeleque, filho de Jerubaal, foi a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou-lhes, e a toda a parentela da casa de pai de sua mãe, dizendo:
2 Falai, peço-vos, aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém: Que é melhor para vós? que setenta homens, todos os filhos de Jerubaal, dominem sobre vós, ou que um só domine sobre vós? Lembrai-vos também de que sou vosso osso e vossa carne.
3 Então os irmãos de sua mãe falaram todas essas palavras a respeito dele aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém; e o coração deles se inclinou a seguir Abimeleque; pois disseram: E nosso irmão.
4 E deram-lhe setenta siclos de prata, da casa de Baal-Berite, com os quais alugou Abimeleque alguns homens ociosos e levianos, que o seguiram;
5 e foi à casa de seu pai, a Ofra, e matou a seus irmãos, os filhos de Jerubaal, setenta homens, sobre uma só pedra. Mas Jotão, filho menor de Jerubaal, ficou, porquanto se tinha escondido.
6 Então se ajuntaram todos os cidadãos de Siquém e toda a Bete-Milo, e foram, e constituíram rei a Abimeleque, junto ao carvalho da coluna que havia em Siquém.
7 Jotão, tendo sido avisado disso, foi e, pondo-se no cume do monte Gerizim, levantou a voz e clamou, dizendo: Ouvi-me a mim, cidadãos de Siquém, para que Deus: vos ouça a vós.
8 Foram uma vez as árvores a ungir para si um rei; e disseram à oliveira: Reina tu sobre nós.
9 Mas a oliveira lhes respondeu: Deixaria eu a minha gordura, que Deus e os homens em mim prezam, para ir balouçar sobre as árvores?
10 Então disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós.
11 Mas a figueira lhes respondeu: Deixaria eu a minha doçura, o meu bom fruto, para ir balouçar sobre as árvores?
12 Disseram então as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós.
13 Mas a videira lhes respondeu: Deixaria eu o meu mosto, que alegra a Deus e aos homens, para ir balouçar sobre as árvores?
14 Então todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós.
15 O espinheiro, porém, respondeu às árvores: Se de boa fé me ungis por vosso rei, vinde refugiar-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, saia fogo do espinheiro, e devore os cedros do Líbano.
16 Agora, pois, se de boa fé e com retidão procedestes, constituindo rei a Abimeleque, e se bem fizestes para com Jerubaal e para com a sua casa, e se com ele usastes conforme o merecimento das suas mãos
17 (porque meu pai pelejou por vós, desprezando a própria vida, e vos livrou da mão de Midiã;
18 porém vós hoje vos levantastes contra a casa de meu pai, e matastes a seus filhos, setenta homens, sobre uma só pedra; e a Abimeleque, filho da sua serva, fizestes reinar sobre os cidadãos de Siquém, porque é vosso irmão);
19 se de boa fé e com retidão procedestes hoje para com Jerubaal e para com a sua casa, alegrai-vos em Abimeleque, e também ele se alegre em vós;
20 mas se não, saia fogo de Abimeleque, e devore os cidadãos de Siquém, e a Bete-Milo; e saia fogo dos cidadãos de Siquém e de Bete-Milo, e devore Abimeleque.
21 E partindo Jotão, fugiu e foi para Beer, e ali habitou, por medo de Abimeleque, seu irmão.
22 Havendo Abimeleque reinado três anos sobre Israel,
23 Deus suscitou um espírito mau entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém; e estes procederam aleivosamente para com Abimeleque;
24 para que a violência praticada contra os setenta filhos de Jerubaal, como também o sangue deles, recaíssem sobre Abimeleque, seu irmão, que os matara, e sobre os cidadãos de Siquém, que fortaleceram as mãos dele para matar a seus irmãos.
25 E os cidadãos de Siquém puseram de emboscada contra ele, sobre os cumes dos montes, homens que roubavam a todo aquele que passava por eles no caminho. E contou-se isto a Abimeleque.
26 Também veio Gaal, filho de Ebede, com seus irmãos, e estabeleceu-se em Siquém; e confiaram nele os cidadãos de Siquém.
27 Saindo ao campo, vindimaram as suas vinhas, pisaram as uvas e fizeram uma festa; e, entrando na casa de seu deus, comeram e beberam, e amaldiçoaram a Abimeleque.
28 E disse Gaal, filho de Ebede: Quem é Abimeleque, e quem é Siquém, para que sirvamos a Abimeleque? não é, porventura, filho de Jerubaal? e não é Zebul o seu mordomo? Servi antes aos homens de Hamor, pai de Siquém; pois, por que razão serviríamos nós a Abimeleque?
29 Ah! se este povo estivesse sob a minha mão, eu transtornaria a Abimeleque. Eu lhe diria: Multiplica o teu exército, e vem.
30 Quando Zebul, o governador da cidade, ouviu as palavras de Gaal, filho de Ebede, acendeu-se em ira.
31 E enviou secretamente mensageiros a Abimeleque, para lhe dizerem: Eis que Gaal, filho de Ebede, e seus irmãos vieram a Siquém, e estão sublevando a cidade contra ti.
32 Levanta-te, pois, de noite, tu e o povo que tiveres contigo, e põe-te de emboscada no campo.
33 E pela manhã, ao nascer do sol, levanta-te, e dá de golpe sobre a cidade; e, saindo contra ti Gaal e o povo que tiver com ele, faze-lhe como te permitirem as circunstâncias.
34 Levantou-se, pois, de noite Abimeleque, e todo o povo que com ele havia, e puseram emboscadas a Siquém, em quatro bandos.
35 E Gaal, filho de Ebede, saiu e pôs-se à entrada da porta da cidade; e das emboscadas se levantou Abimeleque, e todo o povo que estava com ele.
36 Quando Gaal viu aquele povo, disse a Zebul: Eis que desce gente dos cumes dos montes. Respondeu-lhe Zebul: Tu vês as sombras dos montes como se fossem homens.
37 Gaal, porém, tornou a falar, e disse: Eis que desce gente do meio da terra; também vem uma tropa do caminho do carvalho de Meonenim.
38 Então lhe disse Zebul: Onde está agora a tua boca, com a qual dizias: Quem é Abimeleque, para que o sirvamos? Não é esse, porventura, o povo que desprezaste. Sai agora e peleja contra ele!
39 Assim saiu Gaal, à frente dos cidadãos de Siquém, e pelejou contra Abimeleque.
40 Mas Abimeleque o perseguiu, pois Gaal fugiu diante dele, e muitos caíram feridos até a entrada da porta.
41 Abimeleque ficou em Arumá. E Zebul expulsou Gaal e seus irmãos, para que não habitassem em Siquém.
42 No dia seguinte sucedeu que o povo saiu ao campo; disto foi avisado Abimeleque,
43 o qual, tomando o seu povo, dividiu-o em três bandos, que pôs de emboscada no campo. Quando viu que o povo saía da cidade, levantou-se contra ele e o feriu.
44 Abimeleque e os que estavam com ele correram e se puseram à porta da cidade; e os outros dois bandos deram de improviso sobre todos quantos estavam no campo, e os feriram.
45 Abimeleque pelejou contra a cidade todo aquele dia, tomou-a e matou o povo que nela se achava; e, assolando-a, a semeou de sal.
46 Tendo ouvido isso todos os cidadãos de Migdol-Siquém, entraram na fortaleza, na casa de El-Berite.
47 E contou-se a Abimeleque que todos os cidadãos de Migdol-Siquém se haviam congregado.
48 Então Abimeleque subiu ao monte Zalmom, ele e todo o povo que com ele havia; e, tomando na mão um machado, cortou um ramo de árvore e, levantando-o, pô-lo ao seu ombro, e disse ao povo que estava com ele: O que me vistes fazer, apressai-vos a fazê-lo também.
49 Tendo, pois, cada um cortado o seu ramo, seguiram a Abimeleque; e, pondo os ramos junto da fortaleza, queimaram-na a fogo com os que nela estavam; de modo que morreram também todos os de Migdol-Siquém, cerca de mil homens e mulheres.
50 Então Abimeleque foi a Tebez, e a sitiou e tomou.
51 Havia, porém, no meio da cidade uma torre forte, na qual se refugiaram todos os habitantes da cidade, homens e mulheres; e fechando após si as portas, subiram ao eirado da torre.
52 E Abimeleque, tendo chegado até a torre, atacou-a, e chegou-se à porta da torre, para lhe meter fogo.
53 Nisso uma mulher lançou a pedra superior de um moinho sobre a cabeça de Abimeleque, e quebrou-lhe o crânio.
54 Então ele chamou depressa o moço, seu escudeiro, e disse-lhe: Desembainha a tua espada e mata-me, para que não se diga de mim: uma mulher o matou. E o moço o traspassou e ele morreu.
55 Vendo, pois, os homens de Israel que Abimeleque já era morto, foram-se cada um para o seu lugar.
56 Assim Deus fez tornar sobre Abimeleque o mal que tinha feito a seu pai, matando seus setenta irmãos;
57 como também fez tornar sobre a cabeça dos homens de Siquém todo o mal que fizeram; e veio sobre eles a maldição de Jotão, filho de Jerubaal.” (Jz 9.1-57)

A apostasia de Israel depois da morte de Gideão é castigada, não como as apostasias anteriores por uma invasão estrangeira, mas por uma tirania do filho bastardo de Gideão, que destruiu os siquemitas, adoradores de Baal-Berite, depois de terem feito uma aliança entre si, para matarem vilmente os setenta filhos de Gideão, dos quais escapou apenas o caçula, chamado Jotão.
A aliança que eles haviam feito com Baal-Berite, que como vimos antes significa senhor da aliança, foi uma aliança maldita que causou a sua ruína, porque eram israelitas e deveriam manter a aliança que tinham feito com Jeová.
Este foi um modo muito amargo de se ensinar aos israelitas o que sucede aos que fazem aliança com Baal, e que viraram as suas costas ao único Deus verdadeiro. Deus não somente vingou a morte dos setenta filhos de Gideão, como vindicou Sua própria santidade nos siquemitas, que haviam se voltado para a adoração de Baal.
Ao que tudo indica, Gideão residia com seus filhos legítimos em Ofra, e como sua concubina morava em Siquém, o filho que tivera com ela, Abimeleque, era também residente nesta cidade.
Tendo Gideão recusado o convite para reger sobre Israel, e tendo vedado tal regência a qualquer um dos seus filhos, Abimeleque sentiu-se no direito de assumir o governo de Israel, uma vez que era também filho de Gideão, e para evitar que algum dos setenta filhos de Gideão, contrariando a decisão de seu pai, viesse a assumir o governo da nação, forjou um plano vil de matar a todos os seus irmãos, e o fez pagando um exército de mercenários levianos, que foram pagos com o dinheiro que lhe fora dado pelos siquemitas, dinheiro este retirado da casa de Baal-Berite, possivelmente com o intento de que o dinheiro que havia sido consagrado àquela divindade, desse a Abimeleque sucesso em seu empreendimento.
Como Siquém era uma cidade importante da tribo de Efraim, e como vimos antes, os efraimitas haviam se ressentido com Gideão, por não lhes ter convocado para lutar contra os midianitas, pois Gideão era da cidade de Ofra, que pertencia a outra tribo, a de Manassés, eles encontram agora oportunidade para dar um duro golpe na descendência de Gideão, através de uma aliança maldita que fizeram com Abimeleque, e isto foi facilitado porque desde a morte de Gideão, haviam se voltado para o culto a Baal, e como sabemos, tal a divindade, tais os seus adoradores.
Quando Jotão soube que os cidadãos de Siquém e de Bete-Milo haviam constituído a Abimeleque rei sobre Israel, ele proferiu uma parábola e uma maldição que se encontram nos versos 7 a 21, e que certamente lhes foram dadas por inspiração do Espírito Santo, e a maldição que ele proferiu teve cumprimento cabal tanto sobre Abimeleque quanto sobre os siquemitas.
A parábola revela a modéstia de Gideão e de seus filhos legítimos em recusarem o governo que lhes foi proposto pelos israelitas, apesar de serem pessoas habilitadas para exercer um bom governo; e a imodéstia e presunção de Abimeleque, que é o espinheiro da parábola, que se precipitou em assumir o governo de Israel, quando não tinha a menor qualificação moral para isto.
E assim como o fim do espinheiro é ser queimado, em razão da sua inutilidade e danos, que causa a outros, então, toda pessoa que é como um espinheiro, está sujeita à maldição, e o seu fim será ser queimada no fogo eterno do inferno.
Como, na parábola, o espinheiro veio a governar por assentimento das demais árvores, então que saísse fogo do espinheiro e as queimasse, e que o fogo das árvores também queimasse o espinheiro (v. 20), sendo isto uma clara referência a Abimeleque e aos cidadãos de Siquém e Bete-Milo que lhe haviam aclamado rei.
Depois de ter Abimeleque reinado três anos sobre Israel, Deus suscitou um mau espírito entre Abimeleque e os siquemitas com vistas a vingar a morte dos filhos de Gideão (v. 22, 23).
Os siquemitas começaram a ficar insatisfeitos com Abimeleque, e ele com eles, e isto procedia da parte de Deus, que permitiu que o diabo semeasse discórdia entre eles, pois nada dá ao diabo, maior prazer do que exercer o seu ministério corrompido de matar, roubar e destruir.
O mesmo diabo que aparentemente havia favorecido Abimeleque e os siquemitas conduzindo-os a uma posição de governo sobre Israel, por meio de um expediente extremamente vil, seria também o causador da destruição de Abimeleque e dos siquemitas.
E que isto sirva de alerta a todos os que se deixam usar por Satanás para prejudicarem a outros, porque no final eles próprios serão prejudicados pelo diabo, que não pode desejar o bem a qualquer homem, porque os odeia com um ódio mortal, e visa tão somente à sua destruição.
Por isso, nunca se nega a destruir a carne daqueles aos quais tal coisa lhe é permitida por Deus, para fim de juízo ou de correção, pois tem imenso prazer em fazer isto, e existe para isto, e para nenhum outro propósito, até que ele mesmo venha a receber a execução final da sentença que já foi pronunciada sobre ele, de queimar eternamente no lago de fogo e enxofre.
No caso de Saul é dito também que vinha sobre ele um espírito maligno da parte do Senhor, e isto significa ser permitido ao diabo que se apodere daqueles dos quais Deus retirou a Sua proteção, por andarem contrariamente com Ele e com a Sua vontade.
“Ora, o Espírito do Senhor retirou-se de Saul, e o atormentava um espírito maligno da parte do Senhor.” (I Sm 16.14).
Deus esperou três anos para começar a entregar a Abimeleque e os siquemitas à destruição.
Assim, ninguém se apresse em considerar que Deus não leva em conta o pecado, em razão de não ver juízos imediatos sendo exercidos sobre os seus praticantes.
Cabe destacar que conforme a Bíblia ensina, todos comparecerão diante dEle no tribunal em que cada um de nós prestará contas do bem ou do mal que tiver feito por meio do corpo (II Cor 5.10; Rom 14.10-12).
Se os siquemitas não foram gratos a Gideão, que lhes havia libertado do jugo dos midianitas, como seriam gratos a Abimeleque?
Porque não haveriam de traí-lo, já que haviam traído à memória de Gideão cooperando para matar toda a sua descendência?
Fazendo aliança com o mal nunca se poderá ter a garantia de cumprimento da promessa do bem.
Antes que Deus executasse o juízo de morte sobre Abimeleque, permitindo que fosse morto de modo desonroso pelas mãos de uma mulher, que lhe quebrou o crânio com uma pedra da parte superior de um moinho, Ele permitiu que Abimeleque destruísse os siquemitas, dando-se cumprimento à maldição proferida por Jotão, que dele sairia fogo e consumiria os siquemitas.
Ele pôs literalmente fogo na fortaleza de El-Berite, da cidade de Migdol-Siquém, onde seus habitantes haviam se refugiado (v. 49).
Eles foram mortos na casa do próprio deus que eles adoravam, julgando que ali estariam seguros, por pensarem que o seu deus viria em seu socorro.
Antes disso ele havia destruído uma insurreição dos habitantes de Siquém, que haviam colocado a um certo Gaal como cabeça deles, para derrubarem Abimeleque.
Seria a substituição intentada de um tirano por outro. E isto ocorreu para que conforme fora predito pela maldição proferida por Jotão, Abimeleque encontrasse ocasião para destruir os siquemitas.
Ele não estava portanto, prosperando em seus projetos e nem sendo abençoado por Deus, mas simplesmente sendo ele próprio o instrumento do juízo de Deus contra aqueles que lhe haviam conduzido ao poder, por meio da injustiça.
Muitos parecem prosperar neste mundo, quando prevalecem sobre seus inimigos, e no entanto, muitas vezes isto é apenas um juízo de Deus, que se cumpre pela instrumentalidade deles, até que eles próprios venham também a serem julgados.
Os ditadores sanguinários, têm geralmente o mesmo fim daqueles aos quais mataram a sangue-frio. Aquele que matar pela espada da injustiça, pela espada também será morto, e ainda que isto não se cumpra literalmente neste mundo, certamente, em face da falta de arrependimento para a vida, tal se cumprirá no juízo vindouro de Deus.
Abimeleque deixou a Zebul, que era seu confidente, como sendo o governante da cidade de Siquém, e este Zebul traiu a Gaal informando sobre suas intenções a Abimeleque.
Os que traem serão também traídos, de um modo ou de outro.
E Abimeleque derrotou as forças de Gaal, que saíram a lutar com seu exército fora dos muros da cidade de Siquém.
E como os siquemitas, apesar de terem abandonado a Gaal, permaneceram contrários a Abimeleque, este deu com tal fúria sobre a sua própria cidade natal de Siquém, que a transformou em ruínas, e para que ficasse na condição de uma assolação perpétua, fez com que fosse semeada com sal (v. 45).
Silvio Dutra

Silvio Dutra

FIRMEZA

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor.", 1 Coríntios 15.58. Firmeza é um princípio essencial no caráter cristão. Não pode haver sucesso nem prosperidade na vida cristã, quando este princípio está faltando.
O salmista disse: "Meu coração está firme, confiando no Senhor." Isto é a verdadeira firmeza. Isto é apegar-se a Deus, deixar as tempestades rugirem quanto possam. Isto é descansar e permanecer em Jesus, embora as provações da vida possam ser as mais severas possíveis. Isto é uma firme, líquida e determinada decisão de guardar as doutrinas da Bíblia. Isto é descansar confiantemente nas promessas das Escrituras Sagradas. Assim como um homem se deita com confiança para descansar em sua cama, assim um cristão, em sua firmeza, descansa confiantemente, descansa sem medo, sobre a imutável Palavra de Deus.
Através de Jesus Cristo, os cristãos são feitos participantes da natureza divina. Eles recebem a marca do caráter divino em suas almas. Entre os diferentes princípios do caráter de Deus é encontrada a firmeza. Quando Deus livrou Daniel dos leões, o rei Dario disse: "Eu faço um decreto que, em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel. Porque ele é o Deus vivo, e permanece para sempre" Dn 6.26. Como a fortaleza cristã é nobre, viril, e agradável a Deus, por isso a falta de firmeza é ignóbil, não viril e altamente desagradável a Deus.
Alguns (que podem ser muitos) são conduzidos por seus sentimentos. Nós, como filhos de Deus, devemos ser guiados pelo Espírito de Deus, mas nem todos compreendem totalmente o que se entende por "ser guiado pelo Espírito." Eu prefiro ser liderado por um senso de dever do que por meus sentimentos. Eu não entendo que, a fim de ser conduzido pelo Espírito, precisamos sempre ter uma forte impressão interior ou a voz quase inaudível falando conosco. O Espírito de Deus tem iluminado a Palavra e iluminado a sua mente para saber o que é seu dever cristão, daí quando você vai para a frente e cumpre seus deveres fielmente, você está realmente sendo conduzido pelo Espírito. Você sabe que é o seu dever ajudar os pobres, apoiar os fracos, consolar os tristes,participar de serviços de culto de adoração, testemunhar de Jesus, estudar as Escrituras, orar e diligentemente seguir toda boa obra.
Às vezes você pode sentir uma forte impulsão para orar, mas você não precisa ter esse sentimento sempre, a fim de que seja o dever de orar. É seu dever orar, porque muitas vezes você não se sentirá compelido a fazê-lo quando tem fortes impressões interiores. Você não precisa esperar por tais impressões antes de agir, porque o conhecimento de seu dever o torna responsável.
Não pode ter verdadeira firmeza aquele que é influenciado por suas emoções ou impressões. O homem que é firme, inabalável na Palavra, vai para a frente para cumprir seus deveres conhecidos, não importa o que possam ser seus sentimentos. Quaisquer que sejam as suas impressões para fazer uma determinada coisa, se não for consistente com a Palavra e com o Espírito, e seu conhecimento do que é reto, você persistentemente se recusará a obedecer.
O verdadeiro princípio da firmeza que permanece na vontade de Deus e nas doutrinas de Cristo foi ensinado por Barnabé à igreja em Antioquia. Houve alguma controvérsias na igreja sobre a circuncisão, e perseguições pesadas a partir dos de fora, e muitos foram movidos da verdadeira fé. Barnabé exortava que, com firme propósito de coração se apegassem ao Senhor. A firmeza é um objetivo fixado no coração para se apegar a Deus, para atender estreita e prontamente a cada dever cristão. É uma decisão, um propósito inabalável e imutável do coração para obedecer implicitamente os ensinamentos do Salvador, independentemente dos sentimentos.
Você vai descobrir que, se você observar todos os deveres cristãos, muitas vezes você vai ter que ir contra os seus sentimentos. Quantas vezes o inimigo de sua alma, se puder, lançará sentimentos de indiferença sobre você a respeito da oração. Essa é a hora de mostrar a sua coragem e firmeza cristã. É fraqueza e preguiça negligenciar a oração simplesmente porque não nos sentimos inclinados a orar. Ceder a sentimentos indiferentes é incentivá-los, e eles vão crescer mais e mais fortes, de modo que se sentirá menos e menos inclinado a orar. Quanto mais oramos, mais plenos na oração nos sentimos, de igual modo, a recíproca é verdadeira. Quando tivermos nos rendido aos sentimentos de indiferença por algum tempo e tristemente negligenciado a oração, temos uma luta difícil para chegar até a luz gloriosa, vitória e doçura. Mas você tem que sair, para onde as bênçãos caem, você deve chegar onde você tem o gosto doce do amor e as bênçãos gratificantes da presença de Deus. Você deve ser corajoso, viril e decidido. A maneira de desfrutar o servir a Deus e fazer o nosso dever cristão com plenitude é sempre fazer o nosso dever e, especialmente, naqueles momentos em que fazê-lo parece ser o menos agradável.
Resista firmemente a Satanás e a todo sentimento de indiferença, e faça o seu dever a qualquer custo. Lembre-se, não é aquele que sente que deve fazer o bem e não o faz, mas "aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando." (Tg 4.17)

Tradução feita pelo Pr Silvio Dutra de um texto de James Orr

James Orr

Persevere em fazer o Bem.

E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem. II Tessalonicenses 3:13.

Por que fazer o bem me cansaria? É gratificante demais ver o sorriso no rosto das pessoas que auxiliamos de alguma forma. O que ele quer dizer com isso? Muitos de nós costumamos alimentar em nossas cabeças que fazer o bem é um simples ato de ação social. Porem poucos conhecem o fazer o bem sem distinguir a quem ou as circunstância nas quais se pratica esse bem!

Não quero que você confunda gentileza com gente lesa! Não se cansar de fazer o bem é perseverar em amor e obediência ao mandamento de Deus! É perdoar quando se tem toda razão de estar sentindo aquilo! É perseverar no amor pratico aos seus pais, aos seus irmãos, aos seus amigos e principalmente aos seus inimigos! É se doar mesmo sabendo que não haverá retribuição nenhuma. É estender a mão a alguém mesmo sem ter certeza se será bem compreendido ou bem recebido!

Viver assim às vezes trás experiências não muito agradáveis de viver, e na verdade mais dores de cabeça do que sorrisos no rosto. Mais não foi assim que aconteceu com o nosso mestre? Por que esperar viver outra coisa se nosso salvador viveu assim? Ou você não lembra o que aconteceu com os 10 leprosos que foram curados? Quantos voltaram? Cristo parou de fazer milagres após isso? Pense…

Lembre-se do que disse o apóstolo Paulo aos Gálatas: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.” Quando nos cansarmos de fazer o bem, seja por tristeza, seja por injustiça ou qualquer outro motivo, devemos correr aos pés do mestre, e derramar o nosso coração diante dEle.

Que você possa ser um agente dessa bondade divina em meio ao mundo mal que vivemos!

MGT

Feliz vida...
Feliz Ano 2014...
para vocês Amigos/as e Irmãos(ãs)

FELIZ ANO 2014 - FELIZ LIVRO NOVO !!!
autor desconhecido
Quando 2013 começou, ele era todo seu.
Foi colocado em suas mãos...
Você podia fazer dele o que quisesse...
Era como um Livro em Branco, e nele você podia colocar:um poema, um pesadelo, uma blasfêmia, uma oração.
Podia...
Hoje não pode mais; já não é seu.
É um livro já escrito... Concluído.
Como um livro que tivesse sido escrito por você, ele um dia lhe será lido, com todos os detalhes, e você não poderá corrigi-lo.
Estará fora de seu alcance.
Portanto, antes que 2013 termine, reflita, tome seu velho livro e o folheie com cuidado.
Deixe passar cada uma das páginas pelas mãos e pela consciência; faça o exercício de ler a você mesmo.
Leia tudo...
Aprecie aquelas páginas de sua vida em que você usou seu melhor estilo.
Leia também as páginas que gostaria de nunca ter escrito.
Não, não tente arrancá-las.
Seria inútil. Já estão escritas.
Mas você pode lê-las enquanto escreve o novo livro que lhe será entregue.
Assim, poderá repetir as boas coisas que escreveu, e evitar repetir as ruins.
Para escrever o seu novo livro, você contará novamente com o instrumento do livre arbítrio, e terá, para preencher, toda a imensa superfície do seu mundo.
Se tiver vontade de beijar seu velho livro, beije-o.
Se tiver vontade de chorar, chore sobre ele e, a seguir, coloque-o nas mãos do Criador.
Não importa como esteja...
Ainda que tenha páginas negras, entregue e diga apenas duas palavras:
Obrigado e Perdão!!!
E, quando 2014 chegar, lhe será entregue outro livro, novo, limpo, branco todo seu, no qual você irá escrever o que desejar...

FELIZ LIVRO NOVO !!!

Feliz vida...
Feliz Ano 2014...

desconhecido

Sentido da Liberdade
Vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não abuseis, porém, da liberdade como pretexto para prazeres carnais. Pelo contrário, fazei-vos servos uns dos outros pela caridade, porque toda a lei se encerra num só preceito: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Mas, se vos mordeis e vos devorais, vede que não acabeis por vos destruirdes uns aos outros. Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis. Se, porém, vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus! Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança. Contra estas coisas não há lei. Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências. Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito. Não sejamos ávidos da vanglória. Nada de provocações, nada de invejas entre nós.

Gálatas 5 13 - 26

Suplica a Jesus

Jesus, no silêncio da prece.
Teus irmãos a ti pedem paz,
Pra aliviar um pouco as aflições
Senhor enxugai nosso pranto
Precisamos do teu amor
e sentir tua presença
Envolver nossos corações
Por isso vem, Jesus...

Jesus, no silencio da prece
Teus irmãos a ti pedem paz,
Pra aliviar um pouco as aflições
Senhor enxugai nosso pranto
Precisamos do teu amor
e sentir tua presença
Envolver nossos corações
Por isso vem, Jesus...

E ir ao teu encontro,
Queremos Te seguir
E afastar o mal da terra
E acabar de vez com a guerra
E caminharmos juntos rumo a luz

E ir ao teu encontro,
Queremos te seguir
E afastar o mal da terra
E acabar de vez com a guerra
E caminharmos juntos rumo a luz.

Grupo Ame

A essência da exortação está se perdendo em nosso meio, nos dias de hoje. Muitos de nossos 'irmãos' tem permanecido no pecado, fazendo-o deliberadamente. E porque? Porque não se pode mais exortar.
A exortação é uma prova de amor, uma amostra de como nos importamos com o nosso irmão que está em pecado. Alguns deste grupo levam para o lado errado, achando que, ao exortarmos, estamos nos achando superiores. Mas não... a essência da exortação é a melhora e a eliminação do pecado. Que sejamos 100% corrigíveis, só assim Deus pode moldar nosso caráter á vontade d'Ele.

Clinton Ramachotte

Uma amizade
Uma irmandade de pessoas que não são irmãos
Como tudo isso pode ser tão frágil e ao mesmo tempo tão inquebrável?
Será que na amizade só conta a felicidade?
Será que não importa quem eles realmente são?
E se no final tudo se tornar separável?
Essas perguntas rondam minha cabeça
Me lembrando para que não me esqueça
Que no final, estaremos sozinhos
Talvez amargos e sem carinho
Deixando de lado aquela irmandade
Que começou como uma bela amizade

Loulie

— Você sabe muito sobre os Herondale. E, de todos os Irmãos do Silêncio, você parece o mais humano. A maioria deles nunca demonstra qualquer emoção. São como estátuas. Mas parece que você sente as coisas. Se lembra de sua vida.
"Ser um Irmão do Silêncio é ter vida, Clary Fray. Mas se você quer dizer que eu me lembro da minha vida antes da Irmandade, sim, eu me lembro."
Clary tomou uma respiração profunda.
— Você já amou? Antes da Irmandade? Havia alguém por quem você teria morrido?
Houve um longo silêncio. Então: "Duas pessoas," disse Irmão Zacarias. "Há memórias que o tempo não apaga, Clarissa. Pergunte ao seu amigo Magnus Bane, se você não acredita em mim. A eternidade não faz o pesar ser esquecido, apenas o torna suportável."

Cassandra Clare - livro "Cidade das Almas Perdidas"

Meu Senhor e Salvador
Deus de infinito amor
Amor como esse irmãos
Não há em qualquer lugar

Busquemos somente a Deus
Que é Todo Poderoso
Nos momentos mais difíceis
É socorro bem presente

Tirando as dores do corpo
E os males da sua alma
Jesus quando chegar muda
O quadro da nossa estoria

Estou escrevendo agora
Em meio a tribulação
Passando pelo deserto
Que é lugar de salvação

Confio no meu Jesus
Que o quadro vai mudar
Pois quando essa dor passar
Ele vai me restaurar

Peço a Deus nesse momento
Pela minha mãe que amo
Entra Jesus nesta causa
Pois só tu podes fazer

A doença regredir
As dores dela parar
Colocas para dormir
E nos teus braços levar

Ela é o melhor presente
Que poderias nos dar
Meu Senhor prepara ela
Para no céu ir morar

francinaldo

O Consolo Roubado

Por Norbert Lieth

"Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor. Ninguém, de nenhum modo, vos engane, porque isto não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja revelado o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus. Não vos recordais de que, ainda convosco, eu costumava dizer-vos estas coisas? E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente em ocasião própria. Com efeito, o mistério da iniqüidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro da sua boca e o destruirá pela manifestação da sua vinda" (2 Ts 2.1-8).

Este trecho da Segunda Epístola de Paulo aos Tessalonicenses é um apelo consolador e tranqüilizador feito pelo apóstolo à igreja de Tessalônica. Entretanto, pelo poder do Espírito Santo, essa carta também transmite firmeza e certeza às igrejas de todas as épocas até chegar o arrebatamento. Mas essa carta também pode ser entendida como um alerta do apóstolo em relação a todos aqueles que querem abafar a esperança viva dos filhos de Deus, ou seja, a esperança de serem arrebatados antes da Grande Tribulação. Ela é um "libelo" contra aqueles que querem arrancar os filhos de Deus da graça plena de nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, também Pedro diz aos seus leitores crentes: "Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (1 Pe 3.14b-15).

Como se distinguem entre si "o Dia de Jesus", "o Dia do Senhor" e o "Dia de Deus"?

Para melhor entendimento e interpretação da palavra profética, é importante conhecer exatamente a diferença entre "o Dia de Jesus", "o Dia do Senhor" e "o Dia de Deus".

Em 2 Tessalonicenses 2.1 Paulo menciona a "vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" e a nossa "reunião com ele". Com isso Ele se refere ao dia do arrebatamento. No versículo 2 do mesmo capítulo, ele fala do "Dia do Senhor", e a seguir discorre sobre os acontecimentos a ele relacionados. O "Dia do Senhor" se refere à Grande Tribulação, ao juízo de Deus sobre a terra com a subseqüente vinda de Jesus Cristo para o estabelecimento do Seu reino. Esse sistema de ensino e essa diferenciação são encontrados em toda a Bíblia. Um autor diz:

"Segundo a revelação do Antigo Testamento, o Dia do Senhor será um período de juízo que terá seu ponto culminante na vinda de Cristo e será seguido por um período de bênçãos divinas especiais no Milênio". (Hal Lindsey, "O Arrebatamento")

Na primeira carta aos tessalonicenses o apóstolo Paulo fala principalmente do "Dia de Cristo", e na segunda carta ele fala do "Dia do Senhor". Agora vamos analisar mais de perto estes dois conceitos e também o terceiro período, o "Dia de Deus":

1. O Dia de Cristo


O "Dia de Cristo" foi revelado somente no Novo Testamento e se aplica unicamente à Igreja de Jesus. Por isso, ele está relacionado quase sempre com bênçãos, com promessas e com a esperança da glória de Cristo.

O "Dia de Cristo" foi revelado somente no Novo Testamento e se aplica unicamente à Igreja de Jesus. Por isso, ele está relacionado quase sempre com bênçãos, com promessas e com a esperança da glória de Cristo. Ele diz respeito ao retorno dos crentes renascidos para o reino do Pai (a casa do Pai), mas também ao tribunal de Cristo que vai acontecer nessa ocasião. Seguem alguns exemplos:

"...aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual também vos confirmará até ao fim, para serdes irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Co 1.7-8).

"Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus" (Fp 1.6).

"porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória" (Cl 3.3-4).

Encontramos outras passagens bíblicas sobre o assunto em 1 Coríntios 5.5; 1 Tessalonicenses 4.15-18; Filipenses 1.10; 2.16; 2 Coríntios 1.14; 5.10; 1 Timóteo 6.14; 2 Timóteo 4.8; 1 Pedro 1.7; 4.13 e 1 João 2.28.

2. O Dia do Senhor

O "Dia do Senhor", pelo contrário, não é uma nova revelação, mas já era conhecido no Antigo Testamento. Esse "dia" tem a ver com o justo juízo de Deus que cairá sobre o mundo incrédulo e castigará a rebelião contra Ele. Nesse dia igualmente acontecerá o juízo sobre o povo de Israel e seu restabelecimento espiritual. Trata-se da intervenção evidente e visível de Deus nos acontecimentos deste mundo.

Esse dia é o dia da Grande Tribulação e começa depois do "Dia de Cristo", ou seja, depois do arrebatamento. Ele resultará, finalmente, na vinda de Jesus em poder e glória juntamente com os Seus santos. Por isso ele também é chamado de "as dores" ou "dores de parto" (1 Ts 5.3). Em sua abrangência mais ampla, o "Dia do Senhor" se refere ao estabelecimento do reino de Jesus (Milênio) e conduz à derradeira destruição do antigo céu e da antiga terra. Também a esse respeito seguem alguns exemplos:


O Dia do Senhor é o dia da Grande Tribulação e começa depois do "Dia de Cristo", ou seja, depois do arrebatamento.

"Porque o Dia do Senhor dos Exércitos será contra todo soberbo e altivo e contra todo aquele que se exalta, para que seja abatido. Então, os homens se meterão nas cavernas das rochas e nos buracos da terra, ante o terror do Senhor e a glória da sua majestade, quando ele se levantar para espantar a terra" (Is 2.12 e 19; compare Ap 6.15-17).

"Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor" (At 2.19-20).

"se, de fato, é justo para com Deus que ele dê em paga tribulação aos que vos atribulam e a vós outros, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus" (2 Ts 1.6-8; compare 2 Ts 2.10-12).

Outras passagens bíblicas sobre o "Dia do Senhor" são encontradas em Joel 1.15; 2.1-2; Ezequiel 30.3; Sofonias 1.14; Zacarias 14.4-5 e 8; 1 Tessalonicenses 5.1-5; 2 Pedro 1.16; 3.10 e Judas 14-15.

3. O Dia de Deus


O "Dia de Deus" é – após todos os acontecimentos mencionados anteriormente – o dia em que o próprio Deus triunfará definitivamente; depois que todo o mal tiver sido afastado e tudo estiver implantado na nova situação eterna e permanente, quando Deus será tudo em todos.

O "Dia de Deus" é – após todos os acontecimentos mencionados anteriormente – o dia em que o próprio Deus triunfará definitivamente; depois que todo o mal tiver sido afastado e tudo estiver implantado na nova situação eterna e permanente, quando Deus será tudo em todos. "Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. Porque todas as coisas sujeitou debaixo dos pés. E, quando diz que todas as coisas lhe estão sujeitas, certamente exclui aquele que tudo lhe subordinou. Quando, porém, todas as coisas lhe estiverem sujeitas, então, o próprio Filho também se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, para que Deus seja tudo em todos" (1 Co 15.25-28). Nesse contexto a Palavra diz aos crentes: "...esperando e apressando a vinda do Dia de Deus, por causa do qual os céus, incendiados, serão desfeitos, e os elementos abrasados se derreterão. Nós, porém, segundo a sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça" (2 Pe 3.12-13).

O consolo roubado

"Irmãos, no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele..." (2 Ts 2.1). A primeira parte dessa frase sem dúvida trata do arrebatamento da Igreja de Jesus, pois por intermédio dele ocorrerá a união visível do Noivo com a Noiva (compare também João 14.1-3 nesse contexto).

Nesse versículo lemos em outras versões:

"E agora, uma palavra sobre a volta do nosso Senhor Jesus Cristo e a nossa reunião para irmos encontrá-lO..." (A Bíblia Viva).

"Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele..." (Edição Revista e Corrigida).

Torna-se evidente que em 2 Tessalonicenses 2.1 Paulo se refere à primeira carta aos tessalonicenses, na qual explicou o arrebatamento em detalhes. Quando ele escreve na segunda carta (2.1): "...no que diz respeito à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele...", somos forçosamente levados a pensar em 1 Tessalonicenses 4.17: "...e, assim estaremos para sempre com o Senhor", ou na palavra de nosso Senhor Jesus em João 14.3: "...e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também."

O consolo

Em relação ao arrebatamento da Igreja para junto de seu Senhor, está sempre em primeiro plano o consolo e não o temor. Quando a Bíblia fala do arrebatamento, constantemente menciona que a Igreja não precisa ficar entristecida, pois tem um consolo maravilhoso na volta de Jesus.

Em João 14.1, onde o Senhor fala pela primeira vez sobre o arrebatamento dos Seus, Ele enfatiza claramente: "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim." A primeira parte desse versículo diz na Bíblia Viva:

"Que os corações de vocês não fiquem aflitos..."


"Que os corações de vocês não fiquem aflitos..."

O Senhor disse isso depois do sermão no Monte das Oliveiras, onde falou sobre a Grande Tribulação ("Dia do Senhor") que virá sobre toda a terra com angústia que nunca houve, e que antecederá Sua vinda em glória (Mt 24.21-22; Lc 21.11). O que o Senhor disse poderia ser traduzido com estas palavras: "A terra será visitada por um período de juízos, uma grande aflição, e depois Eu voltarei em glória. Mas tenham confiança, não fiquem com o coração pesado. Virei separadamente para vocês e os buscarei para Mim, para que vocês estejam onde eu estiver".

Em 1 Tessalonicenses 4.13 e 18 o apóstolo também fala sobre esse consolo: "Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras." A Igreja recebeu esse consolo e esta esperança viva pela graça e pelo poder do Senhor Jesus.

Em 1 Coríntios 15.51 e versículos seguintes, onde é descrito esse mistério, lemos na finalização: "Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão" (v. 58).

Paulo também conclui o segundo capítulo da segunda carta aos tessalonicenses com este profundo consolo para a Igreja: "Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra" (2 Ts 2.15-17).

O arrebatamento antes da Tribulação

"Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Ts 5.4-5 e 9).

Na primeira carta aos tessalonicenses nos é mostrado claramente que o consolo da Igreja consiste do fato que o arrebatamento nos livrará do dia da ira de Deus (do "Dia do Senhor"): "...e para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos livra da ira vindoura" (1 Ts 1.10). William McDonald diz:

Aquele por quem esperamos é Jesus, "que nos livra da ira vindoura". Essa descrição de nosso Senhor que voltará pode ser entendida de duas maneiras:

1. Ele nos livra do castigo eterno que merecemos pelos nossos pecados. Na cruz Ele suportou a ira de Deus por nossos pecados. Pela fé em Jesus, o valor da Sua obra na cruz é creditado a nós. Daqui por diante não há mais condenação para nós, por estarmos em Cristo (Rm 8.1).

2. Ele nos livra igualmente da era de juízo que virá sobre esta terra, quando a "ira" de Deus será derramada sobre um mundo que rejeitou Seu Filho. Esse tempo é conhecido como "a Grande Tribulação", ou também o tempo da "angústia de Jacó" (Dn 9.27; Mt 24.4-28; 1 Ts 5.1-11; 2 Ts 2.1-12; Ap 6.1-17 e 10).

Essa "ira de Deus" começará na Grande Tribulação, como se vê claramente em Apocalipse 6.15-17. Também em 1 Tessalonicenses 5 é nitidamente do "Dia do Senhor" que o texto fala, dia que virá como ladrão de noite (vv. 2-3). Mas nesse contexto de juízo e castigo é dito à Igreja que ela será poupada desse dia: "Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Ts 5.4-5 e 9). A Bíblia Viva diz no versículo 9: "Porque Deus não nos escolheu para derramar sua ira sobre nós, mas para nos salvar por meio de nosso Senhor Jesus Cristo."


"Porque Deus não nos escolheu para derramar sua ira sobre nós, mas para nos salvar por meio de nosso Senhor Jesus Cristo."

Portanto, em resumo, podemos dizer: sempre que o Espírito Santo nos recorda o tema do arrebatamento, somos lembrados de todo o consolo do Evangelho de Jesus, da esperança da nossa vocação.

Os tessalonicenses foram bem instruídos sobre esse assunto. Por isso eles ficaram tão preocupados quando repentinamente surgiram rumores de que "o Dia do Senhor" (a Grande Tribulação) já havia chegado. Pois estaria acontecendo justamente o contrário do que eles haviam ouvido do apóstolo. Eles logo se preocuparam, ficaram com medo, abalados, surpresos, tristes, e começaram a vacilar. Por quê? Porque haviam abandonado a palavra da graça.

Os ladrões do consolo

Uma vez que os tessalonicenses estavam tão frustrados, Paulo escreveu-lhes: "...a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor" (2 Ts 2.2). Os tessalonicenses haviam permitido que falsos pregadores roubassem seu consolo.

A jovem igreja de Tessalônica vivia num tempo de dura perseguição. Sua fé estava sendo posta à prova. Eles foram afligidos da maneira mais cruel e tiveram que suportar muita aflição e tribulação (2 Ts 1.4-7). Além disso, nessa situação apareceram homens que ensinavam que o "Dia do Senhor" já havia chegado, que eles, portanto, já se encontravam na Grande Tribulação. Já que tinham sido ensinados que o arrebatamento aconteceria antes da Grande Tribulação ou do "Dia do Senhor", podemos entender sua inquietação. Os tessalonicenses estavam fora de si de susto e cheios de repentina insegurança. Será que o "Dia do Senhor" realmente já teria chegado? Mas, nesse caso, onde estaria a promessa de que antes deveriam esperar o Filho de Deus vindo do céu para livrá-los da ira vindoura (1 Ts 1.10; 5.9)? Teriam eles esperado em vão pelo arrebatamento? Será que realmente eles estavam sob a ira de Deus por passarem por perseguições e angústias? Pois eles haviam sido instruídos que não passariam pela ira de Deus, que o Dia do Senhor não os surpreenderia como um ladrão de noite, e que o dia do juízo seria para os outros, que estão fora, não para a Igreja de Jesus. Em 1 Tessalonicenses 5.1-5 havia sido dito a eles: "Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; pois vós mesmos estais inteirados com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite. Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que esse Dia como ladrão vos apanhe de surpresa; porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas."

Os cristãos de Tessalônica haviam sido confundidos totalmente pelas cartas falsificadas. Pretendia-se roubar deles a esperança contida na primeira carta de Paulo. Por isso o apóstolo lhes escreveu em sua segunda carta: "Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa" (2 Ts 2.15).

Reflitamos sobre isto: se o apóstolo lhes tivesse ensinado que de qualquer maneira eles entrariam no "Dia do Senhor" e a qualquer dia seriam arrebatados em meio à Grande Tribulação, eles não precisariam ter ficado preocupados. Então tudo, apesar de grandes angústias, tentações e perseguições que deveriam esperar, estaria "na mais perfeita ordem". Então teria sido perfeitamente normal para eles que a Grande Tribulação e o "Dia do Senhor" já houvessem chegado, e que assim o arrebatamento já estaria às portas. Então eles até poderiam alegrar-se que a situação já tinha chegado a esse ponto. Mas, conforme meu entendimento, por terem sido instruídos que o arrebatamento aconteceria antes da Grande Tribulação, eles estavam tão frustrados e inseguros.

Paulo disse claramente que o "Dia do Senhor" só diz respeito àqueles que não aceitaram o amor à verdade (que é Jesus), àqueles que não creram e que por isso perecem: "Ora, o aparecimento do iníquo" (o anticristo) "é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça" (2 Ts 2.9-12). Mas referindo-se à Igreja, ele escreveu: "Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra" (vv. 13-17). Existe, portanto, uma clara diferença entre "eles", que serão condenados no "Dia do Senhor", porque rejeitaram a verdade – e aqueles ("vós") que são escolhidos para alcançar a glória em Jesus Cristo, porque creram na verdade.

Evidentemente foi objetivo do inimigo roubar essa esperança dessa nova igreja de Tessalônica. Por isso ele espalhou sementes falsas entre eles em uma época quando realmente estavam sendo provados duramente, colocando dúvidas em seus corações e tentando derrubá-los totalmente da base da fé que haviam recebido. Isso chegou aos ouvidos do apóstolo Paulo, que por essa razão escreveu uma segunda carta aos tessalonicenses, carta que deveria ministrar-lhes segurança numa época de insegurança. Uma mensagem falsificada havia sido propagada entre os membros da igreja, que dizia justamente o contrário daquilo que eles haviam aprendido do apóstolo. Aqui estava operando – ao contrário do Espírito Santo – um espírito enganador. Aqui estava sendo transmitida uma falsa palavra, diferente da Palavra de Deus. E em contraste com as cartas de Paulo, tentou-se introduzir entre os membros dessa igreja uma falsa carta, talvez até com assinatura falsa. Surgiram falsos mestres, que diziam que o "Dia do Senhor" já havia chegado, que a Grande Tribulação, portanto, já havia começado. Eles até diziam apoiar-se no apóstolo Paulo. Por isso Paulo advertiu os tessalonicenses: "...nós vos exortamos a que não vos demovais da vossa mente, com facilidade, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como se procedesse de nós, supondo tenha chegado o Dia do Senhor" (2 Ts 2.1b-2).

Assim procede o inimigo quando aparece como "anjo de luz": ele adapta sua mentira à verdade da Palavra de Deus. Seus servos, os falsos apóstolos, que se fazem passar por mensageiros de Jesus, anunciam a assim chamada "sã doutrina", mas que é pura heresia. É dessa maneira que Satanás semeia sua semente daninha, que num primeiro momento é muito semelhante à boa semente, mas que no fim nasce como fruto da dúvida (comp. 2 Co 11.13-15).


"Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa."

Por ser tão grande o perigo da falsificação, Paulo advertiu a respeito (2 Ts 2.2) e disse com ênfase no versículo 3: "Ninguém, de nenhum modo, vos engane..." Além disso, ele voltou a chamar a atenção a respeito no versículo 15 e no final da carta (3.17) mencionou a característica da sua própria assinatura:

"A saudação é de próprio punho: Paulo. Este é o sinal em cada epístola; assim é que eu assino."

"Agora, a minha saudação, que estou escrevendo de próprio punho, como faço no final de todas as minhas cartas, como prova de que ela é na realidade proveniente de mim. Esta é a minha letra" (A Bíblia Viva).

A pregação de que a Igreja ainda terá de passar pela Grande Tribulação rouba-lhe a expectativa de que o arrebatamento poderá acontecer a qualquer momento (1 Co 1.7-8; 1 Ts 1.10; Tg 5.7-8; 1 Pe 4.7; 5.1). Essa doutrina é inimiga da espera pela volta iminente de Jesus, e por isso ensina que o Senhor ainda não voltará ou não pode voltar, porque a Igreja terá que passar primeiro pela Grande Tribulação. Erroneamente as pessoas que ensinam isso ainda esperam pelo cumprimento de certos sinais dos tempos do fim, antes que o arrebatamento possa ocorrer. Mas não é assim. O arrebatamento pode ocorrer a qualquer momento, pois os sinais do tempo do fim (Mt 24; Mc 13; Lc 21.7ss etc.) referem-se à vinda de Jesus Cristo em glória no "Dia do Senhor" e na maioria dizem respeito a Israel. Aqueles que esperam que antes do arrebatamento deve ter início a Grande Tribulação e a revelação do anticristo, são pessoas que raramente têm uma visão da graça plena que nos foi dada por intermédio da salvação que Jesus realizou na cruz do Calvário e que nos é anunciada no Evangelho de Cristo.

Naturalmente também a verdadeira cristandade pode passar por tribulações, perseguições e catástrofes. Também ela pode ser atingida por guerras, miséria, fome, enfermidade e aflição. Sempre foi assim e também hoje esse ainda é o caso em muitas partes do mundo. A maior parte da Igreja de Jesus sobre a terra é perseguida, como acontece nos países dominados pelo comunismo e pelo islamismo. E isso continuará sendo assim até o arrebatamento. Os cristãos também tiveram que passar pela Primeira e pela Segunda Guerra Mundial. A qualquer tempo pode-se aplicar à Igreja as palavras do Senhor a Pedro: "Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo" (Lc 22.31), mas igualmente a verdade: "Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça" (v.32a). Jesus, como o Eterno Sumo Sacerdote, intercede pelos Seus diante de Deus e ora por eles (Jo 17.1; 1 Jo 2.1-2; Hb 6.17-20; 10.19-25). Segundo o meu entendimento, o Senhor não fará a Sua Igreja passar pelos sinais dos juízos, que dizem respeito à Grande Tribulação e ao "Dia do Senhor". "Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais" (Mt 24.21), que é determinada como juízo para um mundo de incredulidade e rebelião contra Deus. É o que se expressa de maneira muito clara em 2 Tessalonicenses 2.10-12; "...e com todo o engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça" (compare também 1 Ts 1.9-12).

Se a Igreja tivesse que esperar primeiro a revelação do anticristo e passasse pela Grande Tribulação, ela poderia calcular a época do arrebatamento de maneira bastante precisa, e poderia ter a certeza de que o Senhor ainda não teria vindo. Por isso: não nos deixemos roubar de maneira nenhuma o consolo de sermos arrebatados para junto de Jesus antes da Grande Tribulação! Mais uma vez digo a todos os crentes renascidos: "Não vos amedronteis, portanto, com as suas ameaças, nem fiqueis alarmados; antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós" (2 Pe 3.14b-15).

Norbert Lieth

Os irmãos deveriam te ser como bengalas,os que não são ainda estão no despertar da alvorada.
Bengalas são suportes sempre presentes trazendo a estabilidade necessária.
Se seu irmão precisa de você ajude o ainda que isso te pareça difícil.No final verá que você é o mais feliz de todos.Pois quem ajuda o outro automaticamente ajuda a si próprio.

Keila Pereira Silva