Texto sobre Irmaos

Cerca de 174 texto sobre Irmaos

Nós, latino-americanos

Somos todos irmãos
mas não porque tenhamos
a mesma mãe e o mesmo pai:
temos é o mesmo parceiro
que nos trai. Somos todos irmãos
não porque dividamos
o mesmo teto e a mesma mesa:
divisamos a mesma espada
sobre nossa cabeça.

Somos todos irmãos
não porque tenhamos
o mesmo braço, o mesmo sobrenome:
temos um mesmo trajeto
de sanha e fome. Somos todos irmãos
não porque seja o mesmo sangue
que no corpo levamos:
o que é o mesmo é o modo
como o derramamos.

Ferreira Gullar

No dia em que homens e bichos
souberem que são irmãos
não existirá mais extinção
e, finalmente,
o homem e o leão
poderão num fim de tarde
falar em evolução
discutir a inflação
pegar um porre de cachaça com limão
ou quem sabe planejar uma nova revolução
não com balas de canhão
mas com as flores da estação.

Ana Cristina Vieira - 2007

AMIZADE

Existem vários tipos de amigos,
desde aqueles que são mais que irmãos
aos que viajam na maionese.

Mas na verdade a amizade é um tesouro
que só encontra aqueles que são verdadeiros.

Sem a amizade não conseguimos viver,
porque a amizade
faz parte de tudo o que sentimos e pensamos.
(Fernanda Oliveira 6ª E – Porto Seguro)

Valdeci Alves Nogueira

Meus irmãos, sintam-se felizes quando passarem por todo tipo de aflições. Pois vocês sabem que, quando a sua fé vence essas provações, ela produz perseverança. Que essa perseverança seja perfeita a fim de que vocês sejam maduros e corretos, não falhando em nada! Mas, se alguém tem falta de sabedoria, peça a Deus, e Ele a dará porque é generoso e dá com bondade a todos.
Tiago 1.2-5

Bíblia Sagrada

HÁ AMIGOS MAIS CHEGADOS QUE IRMÃOS
O amigo ama em todo o tempo. E, amor não não é conivência. É melhor a ferida feita pelo amigo do que a bajulação do hipócrita. O amigo prefere o desconforto do confronto ao conforto da omissão. O amigo está ao seu lado mesmo quando todas as outras pessoas já se foram, pois há amigos mais chegados que irmãos.

Hernandes Dias Lopes

AMIGOS
Nao sei descreve-los
mas sei dizer como sao
Nao sei se sao irmaos
mas sei dizer que nos os amamos.
Nao sei se sao certinhos
mas sei que se andam comigo e porque sao completamente doidos
Nao sei se nao me querem por perto
mas sei dizer que se nao me quizessem por perto , nao os chamaria de AMIGOS.

Natalia Lemos

ORAÇÃO DE UM CÃO

Querido Papai do Céu.
Quero lhe pedir que ajude nossos irmãos da espécie humana.
O Senhor os criou com tanta inspiração e expectativa, mas sinto que eles estão passando dos limites da criatividade e destruindo toda a Sua criação. Nossa ajuda não está bastando. Eles não estão entendendo nada!
Nós, da espécie animal, vivemos como viemos ao mundo. Não precisamos de roupas, sapatos ou qualquer outro acessório para sermos interessantes. Não precisamos de dinheiro para viver felizes e para distribuir amor. Aliás, não precisamos falar para demonstrar amor. Nossa forma de fazer isso é a mais simples. Por que é que eles complicam tanto?
Não estou querendo julgá-los, pelo contrário, estou expondo ao Senhor a minha angústia e a de tantos outros irmãozinhos que sofrem com a indiferença humana da raça desumana. Ops... acho que me confundi, mas o Senhor me entendeu, eu sei.
O que eu quero na verdade, Senhor, é lhe pedir por eles, os humanos. Anjos de 4 patas não foi suficiente, então, nos envie outros anjos para esta missão! Eu sei que o nosso “anjo animal” disfarçado de homem, o querido Francisco de Assis, tem preparado e amparado alguns dos seus anjos humanos denominados Protetores e com isso muito tem sido feito. Mas os humanos estão precisando de mais amor. E só o Senhor sabe como proporcionar isso a eles de maneira que compreendam de coração e alma.
Obrigado Senhor pelos Protetores que nos enviou. Peço que os proteja, ilumine e os abençoe sempre! E que eles possam servir de exemplo aos outros humanos que necessitam de amor desinteressado, do amor pelo amor.
Que assim seja!

Ket Antonio

Enterrei com meu pai no caixão todos os seus filhos e netos, os seus irmãos que não apareceram em momento nenhum para dar apoio, saber como estava, contar umas 2 musiquinhas forçadas!
Enterrei com meu pai, um mundo quase inteiro, umas pessoas, uns sonhos, umas magoas!
E me ficou uma dor tão fúnebre quanto a cor do caixão, uma vontade de voltar nos anos e ter de novo 4 aninhos. Essa sim era uma boa fase, a minha única preocupação era com a chupeta que eu tinha que esconder por que eu tinha vergonha ..
Nessa época eu não tinha que me preocupar em desviar caminhos para não encontrar com um aqui, outro ali, não tinha que andar com linha e agulha na bolsa pra ir costurando os buracos conforme as pessoas vão abrindo.
Nos meus 4 anos, eu lembro de chorar quando meu pai me dizia não, e hoje eu choro por não poder ouvir absolutamente nada do meu pai, nem o doido não !

Lu Moraes Xavier

[parte 19]

Lucas era o caçula de uma família com três irmãos. A irmã mais velha já era casada e há poucos meses tinha dado a luz ao primeiro filho. O irmão era solteiro, baladeiro e morava em São Paulo; trabalhava em uma agência de publicidade. O nosso protagonista “reinava” sozinho no apartamento dos pais e era o xodó da mãe. Se davam muito bem, não tinha segredos. Por isso a mãe ficou sem entender a reação do filho. Ele era uma pessoa amável, educada e que raramente perdia o controle. Vê-lo nervoso daquele jeito a deixou intrigada. Sim, ela sabia que ele havia terminado o namoro com Isabela, mas até o término foi de forma amigável. Ela acreditava que ele nunca havia tratado a menina daquele forma.

Os dois iam, lado a lado, caminhando em direção a casa da fazenda. Ele tentava apertar o passo e ir mais rápido, mas percebeu que a mãe não tinha fôlego para acompanha-lo. Então resolveu ir mais devagar.

“Você tratou a Isabela muito mal, Lucas. Não precisava ter feito isso” disse a mãe.

“Mãe...depois eu me entendo com ela” respondeu. Ele não estava muito preocupado com isso. Na verdade ele não estava nem aí. E muito provavelmente nem ia “se entender com ela” depois.

Chegando na casa da fazenda ele deixou a mãe na porta e correu em direção ao quarto de Mariana. Não havia ninguém. Procurou a tia, que estava na sala de estar, sentada em um sofá, ao lado de Isabela. A mãe dele já estava em uma poltrona, tirando os sapatos. Devia estar com os pés doendo. Ele ignorou completamente a ex-namorada, nem a olhou.

“Tia, você sabe onde tá a Mariana?”

A tia, acostumada com os “sumiços” da sobrinha suspeitava sim onde a menina poderia estar. Aliás, tinha praticamente certeza. Mas resolveu não falar.

“Não sei, querido.. É... vamos almoçar, gente. A Mariana logo aparece...”

Isabela, choramingando e com olhar de “piedade”, disse:

“Você não pode conversar comigo, Lucas?”

“Conversar o que, Isabela? Na boa, conversar o que? Eu não tô entendendo o que você veio fazer aqui! Você tá cansada de saber que não existe a menor possibilidade da gente voltar!” respondeu.

“Lucas, não fala assim comigo...eu te amo....” disse a menina, chorando.

“Eu não sou obrigado a escutar isso” disse ele, áspero e ignorando completamente o que tinha acabado de ouvir, se virou para a tia e continuou: “Tia, você não tem mesmo a mínima ideia de onde ela possa estar?”

Isabela interrompeu. Chorando e falando alto ao mesmo tempo:

“É por causa dessa Mariana que você não quer conversar comigo? Você já tava com ela antes, quando a gente tava junto? É isso? Me responde!”

Ele perdeu a paciência.

“Isabela, deixa de ser louca! Você tem problema, garota?”

E depois de falar, deu as costas e saiu da sala, em direção a porta. Estava disposto a procurar Mariana, nem que tivesse que andar pela fazenda inteira. Num ímpeto, Isabela levantou do sofá e foi atrás.

A mãe dele, desconsertada, disse a tia:

“Me desculpe por isso, Anita... Eu não poderia imaginar que a minha vinda fosse causar esse transtorno todo. Bem...eu não sei o que tá acontecendo aqui, mas acho melhor ir embora...”

“De jeito nenhum, Lúcia! É...esses jovens são assim mesmo...logo eles se acertam, você vai ver”.

“Anita...aconteceu alguma coisa entre o Lucas e a Mariana?” perguntou a mãe.

“Não! Quer dizer...até onde eu sei, não. Lúcia, você sabe como eles eram muito amigos...talvez estivessem relembrando os velhos tempos... não teve nada demais” disse a tia, meio sem jeito. Mas ela no fundo sabia (ou melhor suspeitava) que tinha “algo demais” acontecendo sim. A sobrinha chorando, ele ciente do amor da menina, o diário que foi lido... ela tentava entender a relação de tudo isso.

Enquanto isso, na varanda da fazenda...

“Lucas, espera! Por favor, espera!” implorava Isabela.

Ele se virou e encarou a menina.

“Eu só quero conversar com você...” disse a garota, quase que suplicando.

“Ok, pode falar” respondeu, seco.

“Mas...assim? Aqui? Desse jeito? É que...” disse ela, gaguejando.

“Isabela, coloca uma coisa nessa tua cabecinha: ACABOU. A-ca-bou! Tá difícil entender isso?”

“Mas foi uma briga boba..” disse, chorando.

“Não foi uma, foram várias! Aceita isso, por favor! Eu não sinto mais nada, acabou!” respondeu ele, firme.

“É por causa da Mariana?”

“Você não sabe de nada! Eu cheguei aqui ontem! E eu não via a Mariana há mais de 10 anos!”

“Você tá gostando dela, Lucas?”

“Escuta, isso aqui é um interrogatório?”

“Me responde, Lucas!” disse, colocando-se na frente do garoto.

“Eu não tenho que te dar satisfação de nada! Ou você vai embora dessa fazenda ou eu vou. E o justo é você ir, não acha?”

“Você tá gostando dela....eu te conheço”.

“QUE SE DANE. Sai da minha frente.”

Largou a menina ali, na varanda, nem olhou pra trás.
E saiu andando, a procura de Mariana.

(continua...)

Tainah Ferreira

Somos Irmãos de Jesus

G.Collyer

O verbo da fonte Infinita...
Que o anjo Gabriel proclamou
Trouxe à terra a força bendita
Que o Senhor Deus nos doou.

Da luz a vida aconteceu...
Pela vontade do Creador
Por amor o mundo nasceu
Tudo ao homem Deus doou.


Somos irmãos de Cristo Jesus
Filho primogênito de Deus
Cada qual leve sua cruz

Pois assim o Pai concebeu,
Tudo que fez pôs sua luz
E a vida eterna nos deu.

Gerardo Collyer

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Nosso Senhor!

Que a paz e o amor reinem sempre entre nós!

Lembremos que, somos todos irmãos, filhos do mesmo pai que é o Nosso Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo!

Fomos resgatados por um alto preço e não podemos agora simplesmente viver uma vida longe de Deus, pelo contrario, temos que renovar a cada dia o desejo de sermos mais de Deus! Não tem como fugir da luta, não podemos nos acovardar, precisamos exercitar a nossa fé por que o tempo em que nós vivemos não é favorável a ela, estamos remendo contra a maré até por isso precisamos de resistência, força, determinação, a luta é redobrada mas o que nos espera é algo maravilhoso no qual o conhecimento humano não pode atingir, o que Deus tem reservado para nós é algo que ultrapassa o nosso sentido. E como podemos nos fortalecer para essa batalha?

“Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça, e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos.” [3]

Abraços fraternos a todos!

Lutem contra as injustiças, porém, com justiça!

Luiz Maria Borges dos Reis

Meu Senhor e Salvador
Deus de infinito amor
Amor como esse irmãos
Não há em qualquer lugar

Busquemos somente a Deus
Que é Todo Poderoso
Nos momentos mais difíceis
É socorro bem presente

Tirando as dores do corpo
E os males da sua alma
Jesus quando chegar muda
O quadro da nossa estoria

Estou escrevendo agora
Em meio a tribulação
Passando pelo deserto
Que é lugar de salvação

Confio no meu Jesus
Que o quadro vai mudar
Pois quando essa dor passar
Ele vai me restaurar

Peço a Deus nesse momento
Pela minha mãe que amo
Entra Jesus nesta causa
Pois só tu podes fazer

A doença regredir
As dores dela parar
Colocas para dormir
E nos teus braços levar

Ela é o melhor presente
Que poderias nos dar
Meu Senhor prepara ela
Para no céu ir morar

francinaldo

Comentário de I Tessalonicenses 5.1,2

Por João Calvino

“1. Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;
2. Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;”

1. “Mas, acerca dos tempos”. Paulo agora, em terceiro lugar, lhes pede que abandonem uma inquirição curiosa e inútil quanto aos tempos, mas no entanto lhes admoesta a estarem constantemente em um estado de preparação para receber a Cristo. Contudo, fala em forma de antecipação, dizendo que eles não têm necessidade de que escreva acerca das coisas que os curiosos desejam saber. Pois isto é evidência de excessiva incredulidade não crer no que o Senhor prenuncia, a menos que assinale o dia por determinadas circunstâncias, e como que o aponte com o dedo. Portanto, como vacilam entre opiniões duvidosas aqueles que pedem que momentos de tempo lhes sejam assinalados, como se quisessem fazer uma conjectura a partir de alguma demonstração plausível, ele afirma portanto que discussões desta natureza não são necessárias para os que são piedosos. Existe também outra razão – que os crentes não devem desejar saber mais do que lhes é permitido aprender na escola de Deus. Ora, Cristo designou que o dia da sua vinda fosse ocultado de nós, para que, estando em expectativa, pudéssemos ficar em vigilância.
2. “Sabeis muito bem”. Ele põe o conhecimento exato em contraste com um desejo ávido de investigação. Mas o que é isto que ele afirma que os tessalonicenses sabem precisamente? Isto – que o dia de Cristo virá súbita e inesperadamente, apanhando os incrédulos de surpresa, como faz um ladrão com aqueles que estão dormindo. Porém, isto é contrário a sinais evidentes, que poderiam prenunciar de longe a sua vinda ao mundo. Por isso, era tolice querer determinar precisamente o tempo, a partir de presságios ou prodígios.

Calvino

Comentário de I Tessalonicenses 5.4,5

Por João Calvino

“4. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão;
5. Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.”

“Mas vós, irmãos”. Agora Paulo lhes admoesta quanto a qual seja o dever dos crentes – que eles olhem adiante com esperança para esse dia, ainda que esteja remoto. E esta é a finalidade da metáfora do dia e da noite. A vinda de Cristo apanhará de surpresa aqueles que negligentemente dão lugar à indulgência, porque, estando envolvidos em trevas, nada veem, pois nenhuma treva é mais densa do que a ignorância acerca de Deus. Nós, por outro lado, em quem Cristo resplandeceu pela fé do seu evangelho, diferimos muito deles, pois aquele dito de Isaías é verdadeiramente cumprido em nós, de que “embora as trevas cubram a terra, o Senhor surge sobre nós, e a sua glória se vê sobre nós” (Is 60:2).
Ele nos admoesta, portanto, que seria algo inconveniente que fôssemos apanhados por Cristo, por assim dizer, dormindo, ou não vendo nada, enquanto o pleno esplendor da luz resplandece sobre nós. Ele os chama de filhos da luz, em harmonia com o idioma hebraico, como significando providos de luz; assim também como filhos do dia, significando aqueles que desfrutam da luz do dia. E isto ele confirma novamente, quando diz que não somos da noite nem das trevas, porque o Senhor nos resgatou delas. Pois é como se tivesse dito que não fomos iluminados pelo Senhor com vistas a andar em trevas.

(Nota do Pr Silvio Dutra: Tomemos por assentado, que nesta dispensação da graça, que tem durado desde a morte e ressurreição de Jesus, que a nenhuma pessoa, e a nenhuma instituição tem sido dado por Deus, que em nome da religião, se faça acepção, ou injúria, maldição ou condenação de quem quer que seja, e muito menos que se use de violência seja ela moral ou física em nome de se defender a santidade e justiça de Deus. Ao contrário é ordenado aos que amam e conhecem a Deus em espírito, que amem a todos, inclusive a seus inimigos, e que perdoem e bendigam os que lhes amaldiçoam, injuriam ou perseguem.
Quando encontramos em comentários bíblicos o terrível destino que está reservado àqueles que se opuserem a Deus até o final de suas vidas, como vemos por exemplo não apenas nos comentários de Calvino, mas nos de todos aqueles que são fiéis à pregação e ensino da verdade revelada nas Escrituras, o que se tem em foco não é uma ameaça ou um aborrecimento declarado da parte de homens, senão um alerta misericordioso da parte do próprio Deus, que é quem o afirma, pela boca dos seus ministros o que há de suceder no dia do juízo final, de modo que pelo arrependimento, possam se converter e serem livrados da condenação.)

Calvino

Comentário de 2 Tessalonicenses 3.1

Por João Calvino

“No demais, irmãos, rogai por nós, para que a palavra do Senhor tenha livre curso e seja glorificada, como também o é entre vós;” (2 Tessalonicenses 3.1)

“Rogai por nós”. Embora o Senhor o ajudasse poderosamente, e embora ultrapassasse todos os outros em ardor de oração, Paulo não despreza as orações dos crentes, pelas quais o Senhor quer que sejamos auxiliados. Convém-nos, segundo o seu exemplo, desejar avidamente esta ajuda, e encorajar nossos irmãos a orarem por nós.
Quando, porém, acrescenta: para que a palavra de Deus tenha livre curso, ele mostra que não tem tanta preocupação e consideração pessoalmente por si, como por toda a Igreja. Pois, por que ele deseja ser recomendado às orações dos tessalonicenses? Para que a doutrina do evangelho possa ter livre curso. Portanto, ele não deseja tanto que lhe fosse dada consideração a si mesmo quanto à glória de Deus e ao bem comum da Igreja. Curso significa aqui disseminação; glória significa algo mais – que a sua pregação possa ter o poder e a eficácia para renovar os homens conforme à imagem de Deus. Por isso, a santidade de vida e a justiça por parte dos cristãos é a glória do evangelho; assim como, por outro lado, difamam o evangelho aqueles que o confessam com a boca, mas ao mesmo tempo vivem em impiedade e torpeza. Ele diz: como entre vós, porque seria um estímulo para os que são piedosos verem todos os outros semelhantes como eles. Por isso, aqueles que já entraram no reino de Deus são exortados a orarem diariamente para que ele venha (Mt 6:10).

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Calvino

Comentário de 2 Tessalonicenses 2.15

Por João Calvino

“15. Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa.
16. E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo e nosso Deus e Pai, que nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança,
17. Console os vossos corações, e vos confirme em toda a boa palavra e obra.”

Paulo deduz esta exortação, com bons motivos, a partir do que vem antes; porquanto nossa firmeza e poder de perseverança não se apoiam em nada mais do que na certeza da graça divina. Quando, porém, Deus nos chama para a salvação, como que estendendo a nós sua mão; quando Cristo, pela doutrina do evangelho, se apresenta a nós para ser desfrutado; quando o Espírito nos é dado como um selo e penhor da vida eterna; ainda que o céu caia, não podemos ficar abatidos. Portanto, Paulo queria que os tessalonicenses permanecessem de pé, não apenas quando outros continuam de pé, mas com uma estabilidade ainda mais segura; de modo que, ao ver quase todos se desviando da fé, e todas as coisas cheias de confusão, eles retenham o seu lugar. E, certamente, o chamado de Deus deveria nos fortalecer contra todas as ocasiões de escândalo, de tal modo que nem mesmo a ruína de todo o mundo abalasse, muito menos subvertesse, a nossa estabilidade.

15. “Retende as tradições”. Alguns restringem isto a preceitos de conduta exterior; mas isto não me contenta, pois ele aponta para o modo de permanecer firme. Ora, estar equipado com força invencível é muito mais do que disciplina exterior. Por isso, em minha opinião, ele inclui toda a doutrina sob este termo, como se tivesse dito que eles têm um fundamento sobre o qual podem permanecer firme, desde que perseverem na sã doutrina, conforme o que haviam sido instruídos por ele. Não nego que o termo paradoseis seja adequadamente aplicado às ordenanças que são estabelecidas pelas igrejas, com vistas à promoção da paz e à manutenção da ordem; e admito que é empregado neste sentido quando se tratam de tradições humanas (Mt 15.6). Contudo, Paulo será encontrado no próximo capítulo fazendo uso do termo tradição, no sentido da regra que havia formulado, e a própria significação do termo é genérica. O contexto, porém, conforme eu disse, exige que ela seja entendida aqui no sentido da totalidade daquela doutrina na qual eles haviam sido instruídos. Pois o assunto tratado é o mais importante de todos – que a fé deles permanecesse segura em meio a uma terrível agitação da Igreja.
Os papistas, porém, fazem um uso indevido desta passagem ao deduzirem a partir disto que suas tradições deveriam ser observadas. Na verdade, eles raciocinam da seguinte maneira – que, se era permissível para Paulo prescrever tradições, também era permissível para outros mestres; e que, se era algo piedoso observar as primeiras, as últimas também não deveriam ser menos observadas. Contudo, concedendo-lhes que Paulo fala de preceitos pertencentes ao governo exterior da Igreja, digo que, não obstante, eles não foram inventados por ele, mas comunicados divinamente. Pois ele declara em outro lugar (1 Co 7:35) que não era sua intenção prender as consciências, pois isto não era lícito, nem para si, nem para todos os apóstolos juntos. Eles fazem um uso ainda pior, ao fazer do seu objetivo passar, sob isto, o escoadouro abominável de suas próprias superstições, como se fossem as tradições de Paulo. Mas, “adeus” para essas ninharias, quando estamos na posse do verdadeiro sentido de Paulo. E podemos julgar, em parte através desta Epístola, que tradições ele recomenda aqui, pois diz: quer por palavra, ou seja, discurso, ou por epístola. Ora, o que estas Epístolas contêm senão a pura doutrina, que subverte o próprio fundamento de todo o papado, e toda a invenção que esteja em desacordo com a simplicidade do Evangelho?

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Comentário de 2 Tessalonicenses 3.6-8

Por João Calvino

“6. Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo o irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebeu.
7. Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós,
8. Nem de graça comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós.”

Agora Paulo passa à correção de um erro particular. Como havia algumas pessoas indolentes, e ao mesmo tempo curiosas e palradoras que, a fim de acumularem uma subsistência às custas de outros, andavam de casa em casa, ele proíbe que a indolência deles fosse encorajada pela indulgência, e ensina que vivem piamente aqueles que obtêm para si as coisas necessárias da vida através de trabalho útil e honroso. E, antes de tudo, ele aplica o apelativo de pessoas desordeiras, não àqueles que são de vida dissoluta, ou àqueles cujo caráter está manchado por crimes flagrantes, e sim a pessoas indolentes e indignas que não se empregam em nenhuma ocupação honrosa e útil. Pois isto na verdade é ataxia )desordem) – não considerar com que propósito fomos criados, e regular nossa vida com vistas a esse fim, ao passo que é somente quando vivemos de acordo com a regra prescrita a nós por Deus que esta vida está devidamente regulada. Seja esta ordem posta de lado, e não há nada além de confusão na vida humana. Isto, também, é digno de ser observado, para que ninguém tenha prazer em se exercitar sem um legítimo chamado da parte de Deus; pois Deus distinguiu de tal modo a vida dos homens, a fim de que cada um possa se dispor em proveito dos outros. Portanto, aquele que vive somente para si, assim não sendo útil de modo algum à raça humana, e mais ainda, sendo um fardo para outros, não prestando auxílio a ninguém, é, com bom fundamento que deve ser considerado ataktos (desordeiro). Por isso Paulo declara que tais pessoas devem ser separadas da sociedade dos crentes, para que não tragam desonra à Igreja.
6. “Mandamo-vos, porém, em nome”. Erasmo traduz isto como: “pelo nome”, como se isto fosse uma súplica. Embora não rejeite totalmente esta tradução, ao mesmo tempo, sou mais da opinião de que a partícula em é redundante, assim como em muitas outras passagens; e isto de acordo com o idiomatismo hebraico. Assim, o significado seria que este mandamento deveria ser recebido com reverência, não como da parte de um homem mortal, e sim como da parte do próprio Cristo; e Crisóstomo explica-o assim. Este afastamento, seja de quem ele fale, relaciona-se não com a excomunhão pública, e sim com o relacionamento particular. Pois ele simplesmente proíbe que os crentes tenham qualquer relacionamento familiar com ociosos desta sorte, que não têm nenhum meio honroso de vida no qual possam se exercitar. Contudo, ele diz expressamente: de todo o irmão, porque, se confessam ser cristãos, eles são mais intoleráveis do que todos os outros, porquanto são, de certo modo, as manchas da religião.
“Não segundo a tradição”, a saber, a que o encontramos acrescentando pouco depois – que não se deveria dar alimento ao homem que se recusa a trabalhar. Antes de passar a isto, porém, ele declara que exemplo lhes dera em sua própria pessoa. Pois a doutrina adquire muito mais crédito e autoridade quando não impomos a outros outro fardo senão o que tomamos sobre nós mesmos. Ora, ele menciona que ele mesmo estivera ocupado trabalhando com suas próprias mãos de dia e de noite, para não sobrecarregar a ninguém com despesas. Ele também havia tratado um pouco desta questão na Epístola anterior – à qual meus leitores devem recorrer para uma explicação mais completa deste ponto.
Quanto ao seu dito de que não havia comido de graça o pão de homem algum, certamente ele não teria feito isto, ainda que não tivesse trabalhado com suas próprias mãos. Pois o que é devido no caminho da justiça não é algo gratuito, e a recompensa do trabalho que os mestres dispõem em favor da Igreja é bem maior do que o alimento que recebem dela. Mas Paulo tinha em vista aqui pessoas inconsideradas, pois nem todos têm tanta equidade e discernimento para considerar que remuneração é devida aos ministros da palavra. Mais ainda, tal é a mesquinhez de alguns que, embora não contribuam com nada de si mesmos, eles invejam a subsistência destes, como se fossem homens ociosos. Ele também declara logo em seguida que abrira mão de seus direitos, quando se absteve de tomar qualquer remuneração – sugerindo assim que deve ser muito menos suportado que aqueles que nada fazem vivam do que pertence a outros. Quando diz que sabem como devem imitar, ele não quer dizer apenas que o seu exemplo deveria ser considerado por eles como uma lei, mas o sentido é de que sabiam o que haviam visto nele que era digno de imitação, mais ainda, que a própria coisa de que está falando no momento fora apresentada diante deles para imitação.

Calvino

Comentário de 2 Tessalonicenses 3.13

Por João Calvino

“E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” (2 Tessalonicenses 3.13)

“E vós, irmãos”. Ambrósio é de opinião que isto é acrescentado para que os ricos, com um espírito mesquinho, não se recusassem a prestar ajuda aos pobres; porque ele os havia exortado a que cada um comesse o seu próprio pão. E, sem sombra de dúvida, sabemos como quantos são indecorosamente engenhosos em esforçar-se por apanhar um pretexto para a desumanidade. Crisóstomo explica isto assim – que as pessoas indolentes, por mais justamente que possam ser condenadas, não obstante devem ser assistidas quando em necessidade. Sou simplesmente da opinião de que Paulo tinha em vista prevenir algum pretexto de escândalo, que poderia surgir pela indolência de alguns. Pois geralmente ocorre que aqueles que, de outro modo, estão particularmente prontos e precavidos para a beneficência, tornam-se frios ao ver que desperdiçaram seus favores orientando-os erroneamente. Por isso Paulo nos admoesta a que, embora possa haver muitos que sejam imerecedores, ao passo que outros abusam da nossa liberalidade, não devemos por esta causa deixar de ajudar àqueles que precisam da nossa assistência. Aqui temos uma declaração digna de ser observada – que, por mais que a ingratidão, a melancolia, o orgulho, a arrogância, e outras disposições inconvenientes por parte dos pobres, possam ter a tendência de nos aborrecer, ou de nos desanimar, por um sentimento de fadiga, devemos nos esforçar, não obstante, para nunca deixarmos de visar em fazer o bem.

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Calvino

Comentário de 2 Tessalonicenses 2.1

Por João Calvino

“Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, e pela nossa reunião com ele,” (2 Tessalonicenses 2.1)

1. “Ora, rogamo-vos, pela vinda”. Isto pode na verdade ser lido como: concernente à vinda, mas é mais conveniente considerá-lo como um pedido sério, a partir do assunto em questão, como em 1 Co 15:31, quando, discursando a respeito da esperança de uma ressurreição, ele faz uso de um juramento por aquela glória que deve ser esperada pelos crentes. E isto tem muito maior eficácia, quando conjura os crentes, pela vinda de Cristo, a que não imaginem temerariamente que o seu dia esteja próximo, pois ao mesmo tempo ele nos admoesta a não pensarmos nisto senão com reverência e sobriedade. Pois é costumeiro conjurar pelas coisas que são consideradas por nós com reverência. Portanto, o sentido é: “Assim como atribuís grande valor à vinda de Cristo, quando ele nos reunirá consigo, e realmente aperfeiçoará aquela unidade do corpo que até agora nutrimos apenas em parte, através da fé; do mesmo modo rogo-vos seriamente pela sua vinda a que não sejais demasiadamente crédulos, caso alguém afirme, sob qualquer pretexto, que o seu dia está próximo”.
Como, na sua Epístola anterior, ele havia se referido, até certo ponto, à ressurreição, é possível que, a partir disto, alguns fanáticos e inconstantes tomassem ocasião para determinar um dia próximo e fixo. Pois não é provável que este erro não tivesse se originado entre os tessalonicenses antes. Pois Timóteo, ao voltar de lá, havia informado a Paulo toda a sua condição, e, como homem prudente e experimentado, não havia omitido nada que fosse de importância. Ora, se Paulo tivesse recebido notícia acerca disto, ele não teria se silenciado quanto a uma questão de tão graves consequências. Assim, sou da opinião que, quando fora lida a prmeira Epístola de Paulo, a qual continha uma vívida descrição da ressurreição, alguns que estavam dispostos a favorecer a curiosidade filosofaram inoportunamente quanto ao seu tempo. Contudo, esta era uma fantasia absolutamente destrutiva, assim como eram também outras coisas da mesma natureza, que depois se disseminaram, não sem artifício por parte de Satanás. Pois, quando se diz que algum dia está próximo, se não chegar rapidamente, sendo a humanidade por natureza impaciente com maiores dilações, seus espíritos começam a definhar, e logo depois essa languidez é seguida pelo desespero.
Portanto, isto era uma sutileza de Satanás; como ele não podia subverter abertamente a esperança de uma ressurreição, com vistas a solapá-la secretamente, como que por meio de buracos subterrâneos, ele prometera que o seu dia estaria próximo, e logo chegaria. Em seguida, também, ele não cessara de inventar várias coisas com vistas a ofuscar das mentes dos homens, pouco a pouco, a crença de uma ressurreição – uma vez que não podia erradicá-la abertamente. De fato, é algo plausível dizer que o dia da nossa redenção está definitivamente fixado, e por esta causa isto é recebido com o aplauso por parte da multidão, tal como sabemos que os devaneios de Lactâncio e dos quiliastas antigamente causaram grande deleite; e contudo eles não tiveram outra tendência senão a de subverter a esperança de uma ressurreição. Este não era o propósito de Lactâncio, mas Satanás, conforme a sua sutileza, perverteu a sua curiosidade, e a dos seus semelhantes, não deixando nada definido ou fixo na religião, e até os dias atuais ele não deixa de empregar os mesmos meios. Agora vemos quão necessária era a admoestação de Paulo, uma vez que, não fosse por isso, toda a religião teria sido subvertida entre os tessalonicenses sob um pretexto plausível.

Calvino

Comentário de Filipenses 4.8



Por João Calvino

“Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento.” (Filipenses 4.8)

“Finalmente”. O que se segue consiste em exortações gerais que dizem respeito a toda a vida. Em primeiro lugar, ele recomenda a verdade, que nada mais é do que a integridade de uma boa consciência, com os seus frutos; em segundo lugar, o que é respeitável, ou santidade, porque τὸ σεμνόν denota uma excelência que consiste no fato de andarmos de modo digno da nossa vocação (Efésios 4.1) mantendo uma distância de tudo o que é profano: em terceiro lugar, a justiça, que tem a ver com a relação mútua da humanidade - que não injuriemos ou defraudemos a qualquer um; e, em quarto lugar, a pureza, que denota a castidade em todas as esferas da vida. Paulo, no entanto, não reconhece todas essas coisas como suficientes, se não fizermos, ao mesmo tempo, esforço para nos tornarmos agradáveis a todos, na medida em que podemos fazê-lo legalmente no Senhor, e ter em conta também o nosso bom nome. Pois é dessa forma que eu entendo as palavras -
“Se há algum louvor”, ou seja, algo louvável, pois em meio a tal corrupção dos costumes há tão grande perversidade nos julgamentos dos homens que o elogio é muitas vezes dado ao que é censurável, e não é permitido para os cristãos sequer desejar o verdadeiro louvor entre os homens, na medida em que eles são em outro lugar proibidos a se gloriarem, a não ser somente em Deus (1 Coríntios 1.31). Paulo, portanto, não lhes recomenda tentarem ganhar aplausos ou elogios por ações virtuosas, nem mesmo a regularem suas vidas de acordo com os julgamentos das pessoas, mas simplesmente significa que eles deveriam se dedicar à realização de boas obras, as quais merecem elogios, que os ímpios, e aqueles que são inimigos do evangelho, enquanto ridicularizam os cristãos e lançam opróbrio sobre eles, sejam, no entanto, constrangidos a elogiar sua conduta.

Traduzido e adaptado por Silvio Dutra.


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