Texto sobre Dança

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NOTURNO

A saudade
inspira essa noite.

Véu nebuloso da noite,
que envolve a dança fria:
Mão na palma da minha,
ouvido ao som do teu respiro.

És distante,meu amor.
Mas és tu neste noturno,
a estrela maior.

Tão solitário.
Eu só.
A canção que te aproxima
curva meu dorso crú.

Acendestes as luzes desta noite...

És distante,meu amor.
Mas és tu neste noturno,
a estrela maior.

És meu neste noturno.
Eu tua por deslumbro,
feito anéis de Saturno
a nos casar.

Patrícia Vicensotti

Minh'alma fica exultante
quando te vê.
Ela canta e dança eu nem sei porque.
Mas a verdade é que ela se encanta
de uma tal forma,que chama por ti.
E você vem com o brilho da lua beijar
minh'alma e aí nos falamos, e as estrelas
iluminam esse instante tão especial .


Marleninh@ Castilho

Marleninh Castilho

Dia Mundial da Dança

Não podia deixar passar o dia 29 de abril sem falar um tantinho de algo que amo desde os 3 anos de idade.
Comecei com baby class, balé para pitoquinhas como eu, depois fui para o jazz, dança de rua, dança moderna, dança do ventre, cha cha chá, bachata, bolero, zouk. Aprendi a fazer cambret, meia ponta, sou durinha, tem muita gente que fez menos tempo que eu e dança com mais desenvoltura, se eu faltar 2 semanas já tenho que recapitular tudo, esqueço passos. Também sou dominadora, não deixo cavalheiro me conduzir, peco nesse quesito e tenho amigos cavalheiros cheios de autoridades que me colocam no meu lugar, no lugar de dama. Amoooo, é meu hobby favorito, se tenho que fazer alguma animação, cuidar de crianças ou diversão podes crer que vai ter música e dança no meio.
Minha primeira grande paixão. Acho lindo casais que dançam juntos, acho lindo irmãos que dançam juntos. Acho que a dança une. A gente trabalha coordenação, sensualidade, equilíbrio, raciocínio e o bem-estar é único. Sou suspeita para falar pois amo dançar.

Arcise Câmara

Danca Mariquinha

Dança, dança, Mariquinha
Para o povo apreciar
Essa boa mazurquinha
Que pra você vou cantar
Ouça, meu bem,
A sanfona tocar

Quitiribom, quitiribom,
Toca no baixo desse acordeom
Quitiribom, quitiribom,
Que mazurquinha
Que compasso bom

Quando pego na sanfona
A turma se levanta
E pede uma mazurca
Quando bato a mão no fole
Sei que a turma toda
Vai ficar maluca

Todo mundo se admira
Do fraseada que a sanfona diz
Quando acaba a contradança
O povo admirado ainda pede bis.

LUIS GONZAGA

Ela é preta, Ela é branca
È mulher e criança
Ela sorri e encanta, canta e dança
È mulher e guerreira não tem medo de cara feia
Chora e sangra é humana e Deusa
È filha, Mãe e Avó
Enfrenta secas e enchentes
É Filha Do Sol
Delicada e Operaria suporta a dupla jornada
a qual foi Destinada
Filha da terra, não foge a luta
Ela é negra, Ela é branca, Parda Nordestina!

Luy Davis

Sonhei Que Dancei Com Você

Sim,

Foi só um sonho,

Mas com sentimento tão real.

A dança aconteceu
Em um lindo solário,
Você estava de terno,
Muito bem arrumado.

A música era lenta
E enfeitava aquela noite
O céu estrelado
E também com certeza
O canto de alguns pássaros.

E nos embalos daquela doce melodia
Repousei minha cabeça
Em teu ombro,
Assim pude sentir a intensidade
Daquele momento mais real
Do que a própria realidade.

Conforme dançávamos
Eu de olhos fechados
Sentia mais e mais a tua presença
Em meu mundo solitário.

Essa dança tornou
Meu corpo mais calmo,
Então pude sentir
O consolo dos teus braços.

Seria esse um devaneio
De uma moça solitária?
Ou apenas mera fantasia
De uma poetisa mal-amada?

Sinceramente não sei,
Sei apenas que gostei.

Em toda a minha vida
Essa foi a dança mais bonita,
Todos tinham que ver,
Sonhei que dancei com você!

Jamila Mafra

Apenas danço.

Instinto seria um bom motivo
Danço ao som do seu sorriso
Uma dança pagã aritmada
Entre as elipses de suas formas
Arrefecido e febril eu danço
Insanidade seria um bom motivo
Pra saltar os precipícios adiante
Tomar impulso e partir
Retirar as vendas em queda livre
E sentir prazer ao cair
Sobrevivência um justo motivo
Para estar nu diante dos inquisidores
Sorrir apenas, sem intenções pensadas,
Cantar porque é vital
Ou seria medo o tal motivo?
Da solidão ensimesmada e presente
De me abandonar diante do espelho
De me confundir com alguém que nem conheço
Um motivo triste seria a fome
Seria biológico e rígido demais
Apenas o cumprimento de um ciclo
Encerrando numa noite fria
Penso por que eu danço
Ao som do seu sorriso
Por que me queima essa febre
E na ignorância pura dos infantes
Alucinadamente e dopado eu danço
E faço do amor o meu maior motivo.

Vladimir Wingler

É engraçado como, quando a gente vive uma festa, todo mundo dança junto. A questão é que, quando disseram que “pra saber quantos amigos você tem, você deve ficar doente”, eles estavam falando a verdade.
Chegou a vez da música triste, do open bar de lágrimas e guess what?
Pobre de mim, conto nos dedos quem me tirou pra dançar.

Larissa Barone

Mix Elétrons Poéticos

E do átomo em decomposto, fez nascer os elétrons...

Da dança dos elétrons nasceu a eletricidade...

Da sinfonia deles em movimento nasceu a eletrônica...

Da eletrônica em mix com a música...

Nasceu a música eletrônica...

E desta...

Nasceu o maluco que me pediu este poema...

Dizendo ele...

Quebre as barreiras...

Os paradigmas...

As estruturas poéticas...

Mas...

É impossível fazer isso meu querido primo...

Poesia, segue um único compasso...

O ritmo das batidas frenéticas do coração...

Talvez...

Este poema é o mais próximo...

Que palavras vindas de um coração compassado...

Chegarão de um ritmo maluco e elétrico...

Poeta Urbano - 080412

DANÇA DE SALÃO

Eu te entreguei a minha carne viva
Eu te dei a minha face
Deixei você me conduzir nessa dança improvisada
De passos mal feitos e cheios de defeitos
E a estrada que tu me conduziste
Feriu os meus calos, tantos calos
Arrancou a casca da ferida ainda não cicatrizada
E você olhou para as minhas feridas
E ao invés de curá-las
Você continuou dançando
E isso foi arrancando e expondo ainda mais a minha dor.
O pior é que depois da dança,
Você não gostou das feridas abertas,
Disse que eu não sabia danças
E me deixou descalça no meio do salão.
Quem voltou não foi você você para cuidar de mim.
Foi justamente aquele que primeiro me feriu,
Que arrependido voltou de joelhos para me acudir.
Trouxe pomada e esparadrapo,
Me de novos sapatos
E me tirou do meio do salão
Me entregando de novo o seu coração.

Germana Facundo

Olho nos seus olhos
Quero te tocar
E te beijar
E nessa dança
Você balança seu
Quadril pra mim...
Diz que sim...*--*

Sei que acreditar em amor sincero
Nascido desse jeito assim
É ruim...
Em uma noite muitos
Com você querem estar
Mais eu quero ser o único a te tocar
E pra casa com você voltar

Anjo da guarda?Não
Talvez pro Mal caminho eu queira te levar
Amigo?!Quem sabe?!
Mias teus lábios quero beijar...
O jeito que você me olha
Sei que você quer dizer:SIM!

O jeito que você se mexe
Me faz querer estar entre
Os seus passos
Me leva pra casa e durma
Nos meus braços!

Paula Câmara Ferreira

Bailarina aparece-me em sonhos
flutuando me mostra sua dança
vem dançar cá, na palma da mão
eu não sei como e se cansa
de trazer-me esta curta alegria
vem fazer rir meus olhos tristonhos
anuncia a chegada do dia
mais um dia a viver de saudade
eu queria poder te dizer
é tão linda esta nossa amizade
alivia a pena de existir
bailarina, porque tens que ir?
eu te espero outro dia surgir
passa a vida, não passa tua idade
vem menina, vem me fazer rir
hei te te esperar na noite que anteceda
o dia da hora de partir
pra um lugar que não tenha mais nada
nada além de um sorriso de fada

edson ricardo paiva

No teto você dança uma canção distraída, adormece pelas quatro pontas do quarto, faz das cortinas edredom.

Tenho medo de entrar na sua casa, ficar tonta, não saber acompanhar seus passos, girar de cima até o chão.

Te procuro então por aqui em tantos textos, rabisco diariamente umas quatrocentos imagens nossas através de palavras.

Ainda me esforço para emendar o cansado órgão com versos pesados e retalhos do que restou da sua quase despedida.

NaNa Caê

A cabeça quando inquieta
Não pende apenas para uma vertente
Joga nos dois times
Dança que nem valsa
Pra lá e pra cá
No maniqueísmo
Parece barata tonta
Corre para todos os lados

Exerce sua obsessão de observar e inventar
Num tiroteio criativo
Salva e fere as idéias
Das bonitas, agridoces até as mais escrotas

NaNa Caê

A dança mais bonita guardei pra ti,
e então cortei-me o pé e não pude dançar,
as mãos que tateiam o caminho no chão
outrora seguravam o mundo, e eu me sentia rei,
porem hoje, quando trancafiado na minha solidão,
apenas o cheiro do mofo me é sensação,
então me diga, oh Deus, por que tem que ser tão difícil?
e por que tantas pedras no caminho pro mar?
as vezes penso que nunca irei chegar, porque chove e faz frio aqui,
e o azul dos meus lábios anuncia que enfim morri.

Helom Egidio

Cabelos em trança, dança!
Lembrança, palpitação
Troca, destroca.
Volta, até terminar a canção.

Intrigas, brigas e orgulho ferido
Tantas outras tentativas e nenhum perigo
Tenta, re-tenta, é lenta a reconciliação

O tempo age
E quem se disse: "relaxe".
Agora aguenta mais não.

Flui o tempo, vai o vento
E arranha, escuridão
Sai a lua, vem o sol
mais um dia, decepção

E quem ainda agora foi embora
sofre de culpa
pede desculpas
E traz de volta a paz que merece o coração

ANNA

Por te encontrar...

Quando penso em te rever
Meu coração canta e dança
A dor da ausência vira esperança
E ilumina todo o meu ser.

Quando penso em te abraçar
Meu colo se abre pro mundo
Como um poço fértil e fecundo
Que mata minha sede e engolhe o sumo.

Quando penso em te encontrar
Sinto o toque dos teus lábios
Tuas mãos a me acender
E o afago dos teus braços.

Linda Edwards

Dança com lombos

Ana tinha muitos amores.
A real causa disso não era a saída da escola aos 17. Muito menos as vendas de doce na beira da estrada. Ela nem tão bela era, porém aparecia com as marcas avermelhadas nos lombos e no psicológico - sempre os mesmos sintomas. Ana sofria pelos namorados.
Seu pai era colecionador de cintos. E eu pude sentir as dores de Ana, sinto até hoje.

Jonathan Messias de Freitas

Cansada, latente, arrogante e pouco vista
Dor de garganta sempre no final da dança
Mastigo meu odeio com rancor latente no coração
Constrangimento, míope, cega, como queira chamar
Tenho pressa que regressa no meu paladar a dor
Que batendo se mistura ao cansaço, visto - falado
Que se torna em mim uma montanha de elevador.

Ariela Venâncio

Me Concede Essa Dança?

Pegue a minha mão, respire
Me puxe para perto
E dê um passo
Mantenha seus olhos presos nos meus
E deixe a música te guiar

Agora quero que me prometa (agora quero que me prometa)
Que você nunca vai esquecer (de continuar dançando)
De continuar dançando
Em qualquer lugar que a gente vá depois

É como tentar pegar um relâmpago
As chances de se encontrar alguém como você
São uma em um milhão
As chances de nos sentirmos do jeito que nos sentimos
E a cada passo juntos
Nós só ficamos melhores
Então, me concede essa dança?
Me concede essa dança?
Me concede essa dança?

Pegue a minha mão, eu vou te conduzir
E toda volta será segura comigo
Não tenha medo
Medo de cair
Você sabe que eu pegarei você todo o tempo
E você não pode nos separar
(Mesmo mil milhas não podem nos separar)
Porque meu coração está em onde quer que você esteja

Nenhuma montanha é tão alta
Nem os oceanos tão amplos
Porque juntos a noite inteira
A nossa dança não vai parar

Deixe chover, deixe que a chuva caia
Vale a pena lutar pelo que nós temos
Você sabe que eu acredito
Que fomos feitos um para o outro

Can I Have This Dance (tradução)