Texto sobre Dança

Cerca de 205 texto sobre Dança

Gosto de toda forma de expressão
Poética, em prosa, crônicas
Escrita, falada, cantada...em dança
Há gente eloquente
Há gente timida
Há textos que nos arramcam emoções, suspiros d'alma
Outros, acanhados, mal rabiscados,
Mas ainda mostram o coração de quem os desenha
Não são fundamentais as rimas, nem tão importante o conhecimento linguístico
A essência está no próprio ser
Em permitir transbordar a emoção
Na capacidade de transformar sentimentos em arte
Mas não deve ser vulgar, que seja ousado
Que seja ardente, que seja nú,
Mas nunca vulgar
E é essa linha tênue que separa a sensualidade do tosco
A beleza do ordinário
Que todo poeta, mesmo que ainda não saiba sê-lo
Deve cuidar para não ultrapassar...

Janaina Cavallin

Nunca mais

Nunca mais, nunca mais ver .
Nunca mais falar, nunca mais abraçar .
Nunca mais dançar , nunca mais sonhar .

Nunca mais rir, nunca mais andar .
Nunca mais brigar, nunca mais beijar .
Nunca mais, nunca mais nada .

Nunca mais o sorriso doce, nunca mais a voz forte .
Nunca mais o jeito rude, nunca mais o andar .
Nunca mais o homem forte, nunca mais a força do homem .
Nunca mais, nunca mais nada .

Nunca mais aqui, nunca mais ali .
Nunca mais ali, nunca mais aqui .
Nunca mais, nunca mais nada .
Nunca mais nada, nunca mais . Nunca . Mais, nada .

Pâmella Ferracini

Quem?

Dança com as noites,
sem sair do lugar.
E a chuva já passada,
ainda a faz respingar?

Molha as flores,
que ainda vão brotar.
E lança-lhes perfumes,
que exalam pelo ar?

Quem...

Abstrai da luz,
gotas de escuridão.
Só para valorizar,
a força do clarão?

Seduz no grito,
sem nem um som ecoar
E com um único suspiro
retém a água do mar?

Quem...

Arranca da flor a
a alma em dor,
E embala nos braços
a pureza do amor?

Doravante poeta
Dá-nos letras à recitar.
E formosos poemas,
para a voz embargar.

Enide Santos 16/04/14

Enide Santos

A Dança Do Desejo!

Esse é um dos nossos
momentos mágicos!
Momento em que
nossos corpos se reconhecem...
Se sentem.
Se desejam.
Dançamos o amor.
O desejo!
Buscamos o climax do amor.
É calor!
Sedução.
Coração que bate forte.
Corpos que já mudam...
Sons...e gemidos!
Desejos que merejam...
Na dança dos nossos corpos.
Momentos de amor!!

Dayse Sene

DANÇA DE SALÃO

Eu te entreguei a minha carne viva
Eu te dei a minha face
Deixei você me conduzir nessa dança improvisada
De passos mal feitos e cheios de defeitos
E a estrada que tu me conduziste
Feriu os meus calos, tantos calos
Arrancou a casca da ferida ainda não cicatrizada
E você olhou para as minhas feridas
E ao invés de curá-las
Você continuou dançando
E isso foi arrancando e expondo ainda mais a minha dor.
O pior é que depois da dança,
Você não gostou das feridas abertas,
Disse que eu não sabia danças
E me deixou descalça no meio do salão.
Quem voltou não foi você você para cuidar de mim.
Foi justamente aquele que primeiro me feriu,
Que arrependido voltou de joelhos para me acudir.
Trouxe pomada e esparadrapo,
Me de novos sapatos
E me tirou do meio do salão
Me entregando de novo o seu coração.

Germana Facundo

Olho nos seus olhos
Quero te tocar
E te beijar
E nessa dança
Você balança seu
Quadril pra mim...
Diz que sim...*--*

Sei que acreditar em amor sincero
Nascido desse jeito assim
É ruim...
Em uma noite muitos
Com você querem estar
Mais eu quero ser o único a te tocar
E pra casa com você voltar

Anjo da guarda?Não
Talvez pro Mal caminho eu queira te levar
Amigo?!Quem sabe?!
Mias teus lábios quero beijar...
O jeito que você me olha
Sei que você quer dizer:SIM!

O jeito que você se mexe
Me faz querer estar entre
Os seus passos
Me leva pra casa e durma
Nos meus braços!

Paula Câmara Ferreira

Me Concede Essa Dança?

Pegue a minha mão, respire
Me puxe para perto
E dê um passo
Mantenha seus olhos presos nos meus
E deixe a música te guiar

Agora quero que me prometa (agora quero que me prometa)
Que você nunca vai esquecer (de continuar dançando)
De continuar dançando
Em qualquer lugar que a gente vá depois

É como tentar pegar um relâmpago
As chances de se encontrar alguém como você
São uma em um milhão
As chances de nos sentirmos do jeito que nos sentimos
E a cada passo juntos
Nós só ficamos melhores
Então, me concede essa dança?
Me concede essa dança?
Me concede essa dança?

Pegue a minha mão, eu vou te conduzir
E toda volta será segura comigo
Não tenha medo
Medo de cair
Você sabe que eu pegarei você todo o tempo
E você não pode nos separar
(Mesmo mil milhas não podem nos separar)
Porque meu coração está em onde quer que você esteja

Nenhuma montanha é tão alta
Nem os oceanos tão amplos
Porque juntos a noite inteira
A nossa dança não vai parar

Deixe chover, deixe que a chuva caia
Vale a pena lutar pelo que nós temos
Você sabe que eu acredito
Que fomos feitos um para o outro

Can I Have This Dance (tradução)

Adeus, Laura!!!

Vai, canta e dança nos espaços,
como sempre o fizeste entre nós;
Com tua graça e beleza,
com tua garra festiva,
conduz a emoção dos flabelos
e estandartes que, em homenagem, se curvam diante de ti ...
Olha um pouco para trás,
e dá-nos um rápido aceno de adeus:
aqui ficamos,
pra sempre querendo cantar ...

Mas à tua frente, Laura,
olha só que beleza,estás vendo?
Já se forma um colorido bloco
de anjos, arcanjos e querubins,
conduzidos por uma bela estrela d’alva
com milhares de pastorinhas, e brincantes
de folguedos populares
que, sob a direção de Clídio,
te esperam de braços abertos,
a entoar a palavra mais doce aos teus ouvidos:
Evoé, Laura !!!!

Lilia Gondim

A Valsa

Tu, ontem,

Na dança

Que cansa,

Voavas

Co'as faces

Em rosas

Formosas

De vivo,

Lascivo

Carmim;

Na valsa

Tão falsa,

Corrias,

Fugias,

Ardente,

Contente,

Tranqüila,

Serena,

Sem pena

De mim!



Quem dera

Que sintas

As dores

De amores

Que louco

Senti!

Quem dera

Que sintas!...

— Não negues,

Não mintas...

— Eu vi!...



Valsavas:

— Teus belos

Cabelos,

Já soltos,

Revoltos,

Saltavam,

Voavam,

Brincavam

No colo

Que é meu;

E os olhos

Escuros

Tão puros,

Os olhos

Perjuros

Volvias,

Tremias,

Sorrias,

P'ra outro

Não eu!



Quem dera

Que sintas

As dores

De amores

Que louco

Senti!

Quem dera

Que sintas!...

— Não negues,

Não mintas...

— Eu vi!...

Meu Deus!

Eras bela

Donzela,

Valsando,

Sorrindo,

Fugindo,

Qual silfo

Risonho

Que em sonho

Nos vem!

Mas esse

Sorriso

Tão liso

Que tinhas

Nos lábios

De rosa,

Formosa,

Tu davas,

Mandavas

A quem ?!



Quem dera

Que sintas

As dores

De arnores

Que louco

Senti!

Quem dera

Que sintas!...

— Não negues,

Não mintas,..

— Eu vi!...



Calado,

Sózinho,

Mesquinho,

Em zelos

Ardendo,

Eu vi-te

Correndo

Tão falsa

Na valsa

Veloz!

Eu triste

Vi tudo!



Mas mudo

Não tive

Nas galas

Das salas,

Nem falas,

Nem cantos,

Nem prantos,

Nem voz!



Quem dera

Que sintas

As dores

De amores

Que louco

Senti!



Quem dera

Que sintas!...

— Não negues

Não mintas...

— Eu vi!





Na valsa

Cansaste;

Ficaste

Prostrada,

Turbada!

Pensavas,

Cismavas,

E estavas

Tão pálida

Então;

Qual pálida

Rosa

Mimosa

No vale

Do vento

Cruento

Batida,

Caída

Sem vida.

No chão!



Quem dera

Que sintas

As dores

De amores

Que louco

Senti!

Quem dera

Que sintas!...

— Não negues,

Não mintas...

Eu vi!

Casimiro de Abreu

Tinha som, mas não tinha dança
Acredite, não era um amor de criança
Quando vi, ficou meu amigo
E quando não vi, não falava mais comigo

Nem me olhava, nem me dava bola
Ha…. como era bom a perua da escola
Mas um dia não te vi, cadê você? Não tava ali.
-O que será que aconteceu? Será que ele morreu?

Gente, o Eduardo faltou.
- Pessoal, ele operou!
- O que, como?

- Mããããe….
- Que foi filha.
- Tô passando mal.

- Ok, ok… Vamos ao hospital.
- Moça, eu sinto uma dor…
- Filha, 10º andar, pegue o elevador.

- Moça, quero chorar.
- Filha, 1ª direita, pode entrar.
- Moça, tenho medo, não sou um coração selvagem.

Subo, desço… não tenho coragem.
Chega de pensar… eu vou entrar.
Entrei, nossa, não acreditei.

Ele estava lá, deitado e lindo.
Meio despenteado, pegou minha mão sorrindo.
O tempo passou, mas você não.
Ainda sinto aquele carinho nas mãos.

Faça seguinte
Feche os olhos
Conte até vinte…

…e quando os abrir, eu ainda irei sorrir!

Leonardo Mendonça

DANÇA DA CHUVA

E choveu...
E choveu...
Durante longos meses
Choveu e choveu.
Rios e mares encontraram-se num só curso.
E inundaram, e destruíram, e tudo invadiram.
E povos inteiros pereceram.
Mãos para os céus rogaram preces.
Profetas diziam que tudo estava escrito,
E agarrados às suas profecias, submergiam.
Boatos corriam que crianças com nadadeiras nasciam,
E que ricaços em transatlânticos partiam... para onde iriam?
:.
E... choveu, e... choveu...
:.
E, quem sobreviveu... com a intempérie aprendeu!
E reprojetaram, e reinventaram, e reciclaram, e tudo reconstruíram.
E da água comeram, da água beberam. E, quem diria?
A água já não mais temiam.!
................................................................
Até que... um dia...!
................................................................
A chuva cessou
E o sol novamente brilhou
E as águas retrocederam
E rios e mares aos seus cursos verteram
Profetas emergiam bradando eu já sabia!, e bisonhamente sorriam
Boatos corriam que das crianças as nadadeiras caíam
E que transatlânticos de luxo numa floresta jaziam
E o sol brilhou e brilhou...
E as casas voltaram a ser casas
As ruas voltaram a ser ruas
Os povoados voltaram a ser povoados
Barcos, obsoletos, dos telhados foram retirados
E o sol brilhou e brilhou por longos meses...
:.
Brilhou, brilhou...!
:.
E o rio secou
A colheita não vingou
E a fome imperou
Mãos para os céus rogaram preces
De onde tirar sustento, aplacar a sede?
E povos inteiros pereceram...
E, nas noites quentes da única estação que restou
Ouviam-se o chacoalhar de corpos suados
Ao tenso ritmo da dança da chuva...
:..........
12.12.2007

Wander Motta

Teu olhar faz a volta do meu coração,
Uma roda de dança e de doçura,
Auréola do tempo, berço noturno e seguro,
E se não sei mais o que tenho vivido
É porque teus olhos nem sempre me enxergaram.

Folhas do dia e musgo do rocio,
Caniços do vento, sorrisos perfumados,
Asas que cobrem o mundo de luz,
Barcos carregados de céu e mar,
Caçadores de ruídos e fontes de cores.

Aromas nascidos de uma ninhada de auroras
Que sempre jaz sobre a palha dos astros,
Como o dia depende da inocência
O mundo inteiro depende dos teus olhos puros
E o meu sangue todo flui nos olhares deles.


*

La courbe de tes yeux fait le tour de mon coeur,
Un rond de danse e de douceur
Auréole du temps, berceau nocturne et sûr,
E si je ne sais plus tout ce que j'ai vécu
C'est que tes yeux ne m'ont pas toujours vu.

Feiulles de jour e mousse de rosée,
Roseaux du vent, sourires parfumés,
Ailes couvrant le monde de lumière,
Bateaux chargés du ciel e de la mer,
Chasseurs de bruits et sources des coulers,

Parfums éclos d'une couvée d'aurores
Qui gît toujours sur la paille des astres,
Comme le jour dépend de l'innocence
Le monde entier dépend de tes yeux purs
E tout mon sang coule das leurs regards.

De Capitale de la Douleur (Capital da Dor), 1926

Paul Éluard

É Carnaval! Que agito em Salvador...
Na paz e amor, axé, dança e calor!
Passa a "pipoca", e fica o sentimento:
Bahia não me sai do pensamento!

Escrevo até um soneto solto ao vento.
Nem dá pra demonstrar tudo que tento!
Nem liberando essa energia e dor
Do desconforto ao ver o Sol se pôr,

Da minha lágrima a molhar o chão
Do meu Brasil nesse nordeste lindo!
Na tentativa a descrever "paixão",

O som do Pelourinho já vem vindo -
E essa alegria invade o coração:
Só no gingado eu fico assim sorrindo!

Castro Lima Sichieri

A DANÇA DAS HORAS

Horas que entristecem
que demoram a passar,
no ritmo de uma dança
monótona... que cansa!

Tic- tac... tic-tac
e nunca avança.

A lentidão do ponteiro
quando amantes longe estão.
Novamente o triste esperar
e o ponteiro vencendo mais horas.

Passam-se os segundos
Passam-se os minutos...
Os dias... meses e estações.

Tic-tac... tic-tac...
E as horas vão passando
em ritmo monótono
e ele vai rodando, rodando.

Tic-tac... tic-tac...
no insensível mostrador.

Horas que demoram a passar
paradas no tempo...
No sofrer do não amar.

Horas que não se cansam de passar.
Eu aqui sozinha e insone,
olhando o ponteiro em sua dança
monótona... que cansa!

Tic-tac... tic-tac...
e nunca avança!

®Verluci Almeida
070806

Verluci Almeida

Ao som

A vida ao som da música
Momento gostoso ou de dor
Toca a mais linda melodia
Na dança da valsa e no amor

Na ausência ela toca triste
A saudade querendo machucar
Alma voltando ao antigo lance
Só pensando como pode aflorar

A vida se confunde na emoção
Descrença não faz parte disso
Palavra é fragmento do coração
Instante de inferno e paraíso

As mãos secam os olhos aflitos
As mesmas acariciam a doce flor
Na magia a emoção perde o sentido
Em tudo tem que se amparar no amor

Djalma CMF

Aqui na Toca...

Aqui na Toca
a leoa rebola
ela dança, ela chora,
cheia de humor.

Aqui na Toca
tem verso e tem prosa
tempestade que assola
a mente do sonhador.

Aqui na Toca
eu mostro o sentido
do que tenho vivido
em minha história de amor.

Aqui na Toca
você é bem vindo
aperte o cinto
e sinta o calor.

Aqui na Toca
é fácil de ver
espelhado o meu ser
rasgado de dor.

Aqui na Toca
não importa o assunto
esse é o meu mundo
viciado em ardor.

(referência ao Blog: lioness-tocadaleoa.blogspot.com)

Angela Natel

SONHO COM UMA DANÇA
QUASE IMPOSSÍVEL

O meu corpo é a embalagem da minha alma e eu sou um presente fácil demais de ser desembrulhado. Se hoje eu tivesse que me dar pra alguém eu me daria inteiramente pra você. Junto você levaria também todo encanto do meu pensamento, o qual te desnuda a todo instante como se despetalasse uma flor cortada para as minhas mãos. A vida é esta valsa que toca neste grande baile onde te convido pra dançar. Às vezes ela se torna uma grande balada quase sempre agitada nos levando a mudar os passos da dança. Sem hesitação e disposto a ser seu par em qualquer ritmo do tempo, quero dançar e girar com você dia e noite numa mistura de sol e lua, capaz de fazer com que o mundo sempre adormeça e amanheça em paz sobre os nossos pés.

Paulo Del Ribeiro

A DANÇA DA VIDA
Deixei para trás, o eterno aroma das primaveras
para viver outras estações e aparar o meu sonho.
Deixei os sóis inquietos e a vida que risca, espreme,
modela, retalha e corta sentimentos, para observar o
universo inteiro a minha frente.
Guardei a chama da primeira alegria, a audácia do
primeiro beijo, o alvoroço e a pureza das fantasias,
para buscar no claustro das saudades, o silêncio e o
repouso secreto.
Vacilei, muitas vezes, diante das sombras que
toldavam as asas do sonho e faziam desta dança um
efêmero agasalho.
Deixei a estranha rota carregada de amor e de dor e
que de tanto se dar, se perdeu no meio do caminho.
Abracei a vida generosa e, em outro ritmo, outra
harmonia, toquei na essência da alma deixando-me
levar pela bem-aventurança, purificada.

Eloah Westphalen Naschenweng

E lá estava você, o tempo não levou o que há de mais precioso,
parecia como o ontem, uma dança em sintonia perfeita.
A chuva caia como uma luva, perfeita sobre a pele,
nossa amizade era como o guarda-chuva, união.
Novas histórias, novos sorrisos e abraços,
servem como para renovar o que temos de melhor.
Não importa onde estamos ou o que passamos
se amamos quem esta do nosso lado,
e quem esta do nosso lado esteja cada vez mais forte como a aurora.
As cores, os rostos, os sons alinhados a melodia do novo
redesenhados com a essência do antigo amanhecer,
desbravaria reinos, enfrentaria a fúria dos mares, mas já tenho meu tesouro.

Carol Kapila Gouveia

Bailarina aparece-me em sonhos
flutuando me mostra sua dança
vem dançar cá, na palma da mão
eu não sei como e se cansa
de trazer-me esta curta alegria
vem fazer rir meus olhos tristonhos
anuncia a chegada do dia
mais um dia a viver de saudade
eu queria poder te dizer
é tão linda esta nossa amizade
alivia a pena de existir
bailarina, porque tens que ir?
eu te espero outro dia surgir
passa a vida, não passa tua idade
vem menina, vem me fazer rir
hei te te esperar na noite que anteceda
o dia da hora de partir
pra um lugar que não tenha mais nada
nada além de um sorriso de fada

edson ricardo paiva