Texto sobre Carater

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Porque pra mim o que importa mesmo é o caráter.
Tem gente que fala bonito, se veste bem, tem um carrão maior do que o vagão do trem, carteira estufada e é pobre...pobrezinho de caráter!
Dai, meu bem, comigo dança, pois caráter não se compra, nem se barganha: é coisa de berço, e isso vale mais do que tudo!

Mell Glitter

Vejo falsidade por todos os lados, hipocrisia indo e vindo, falta de respeito e de caráter, falta de compaixão, humanidade e humildade. Porém a vida não é feita só de coisas ruins.
Por outro lado vejo pessoas buscando melhorar a cada dia, amando e respeitando os espaços alheios, tentando fazer com que exista um mundo melhor. Não são muitas essas pessoas, mas começa assim mesmo. QUANDO MENOS SE ESPERA, O POUCO VIRA MUITO.

Maysa da Silva

Sou apenas eu!

Sou promessas, sou palavras, sou atitudes, sou caráter, sou erros, sou acertos a acima de tudo sou apenas Eu!
Sou o que quiser, sou o que querem que eu seja, sou o que tento ser! Sou apenas eu!
Sou meu passado fazendo presente mudando futuro!
Sou histórias minhas, sou histórias que contam! Sou apenas eu!
Sinceramente não espero seu perdão...
Sou eu quem te faz bem mesmo sem perceber, sou eu que até ti fiz mal um dia não por querer, mais por não ter a perfeição que você merece.
Fui infantil, sou maduro, sou apenas eu!
Agora não sei se te mereço, mais também não sei se você me merece.
Continuo sendo apenas eu, mais aprendi valores, sei o que quero o que é importante sei fazer escolhas e tomar decisões impactantes.
Mudei, mais confesso que só não aprendi a controlar minhas emoções, fingir o que não quero, a deixar de fazer carinho ou de mostrar minha pegada se assim sentir vontade!
Sou apenas eu!
Não me cobre pelo que você quer, mais pelo o que tenho a oferecer.
Não te cobrarei. Você me fará feliz do jeito que és!
Não escolho a perfeição escolho a felicidades, talvez eu não seja sempre o mesmo, mais odeio rótulos sejamos o que quisermos o que nos faça feliz, sejamos nós mesmo, não deixaremos que nos moldem de acordo com vontades que não são nossa, sou um alguém que gosta filmes de ação ou românticos e as vezes chora sem preocupação, surpreende quando não tem paciência, que vai pro samba e batuca, que contagia com sua espontaneidade , sou simples, mais nem sempre!
Sou apenas eu tentando ser cada vez melhor e por enquanto satisfeito com o resultado.
Sou eu em busca de conquistas, esperando que percebas que na verdade não precisamos ser mais que eu e você!

Odair Souza

Quando alguém julgar sua vida ou seu caráter, peça-lhe que: calce seus sapatos e percorra os caminhos que você já percorreu, viva a tristeza que você sentiu, as suas dúvidas, as suas mágoas, os medos que você enfrentou, a insegurança que bateu na hora em que você mais precisava de forças para seguir, que tropece onde você tropeçou.
Só então poderá se igualar a você. Pois é fácil falar de você, mas ser você é impossível!

Alexsandra Zulpo

A Vida Reta

É em razão do caráter prático da fé, quanto ao cumprimento das ordenanças de Deus, que se afirma na mesma Bíblia que o nosso culto é racional, ou seja, a fé possui também este caráter prático de ser comprovada através do fato de darmos crédito aos mandamentos de Deus, para os praticarmos.
Demonstramos então que cremos verdadeiramente em Deus, quando Lhe obedecemos praticando tudo o que nos tem ordenado na Bíblia, para esta presente dispensação do Espírito Santo, ou da graça.
É assim que se revela que somos de fato pessoas de fé. Pelo testemunho prático de nossas vidas pelo que pode ser observado pelos outros no nosso modo de proceder, ou seja, no nosso comportamento.
Daí o apóstolo Tiago ter afirmado o seguinte:

“17 Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.
18 Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.”

E também de o apóstolo Paulo ter afirmado que aquele que não cuida dos seus familiares tem negado a fé e é pior do que o infiel, porque muitos não cristãos assumem responsabilidades no compromisso que têm em relação a seus esposos e filhos, cuidando deles e vivendo para eles, coisa esta, que muitos cristãos não fazem por serem negligentes e desobedientes.
Como posso afirmar que tenho fé em Deus e não provejo o sustento de minha esposa, e não cuido dos interesses dela muito mais do que os meus próprios interesses, e vivendo para agradá-la, e não a mim mesmo, e amando-a e respeitando-a, tratando-a sem aspereza, conforme Deus exige dos maridos em Sua Palavra?
Como posso afirmar que tenho fé em Deus e não trago os meus filhos em sujeição em obediência a Cristo, e não governo o meu lar vivendo para eles, e provendo o seu sustento, educando-os na justiça e na verdade, e em todos os caminhos de Deus?
O mesmo tipo de raciocínio se aplica às esposas e aos filhos, nos deveres que lhes são ordenados, respectivamente, na Palavra de Deus.
A prática destas ordenanças e deveres é para ser aprendida durante toda a nossa jornada terrena, e o Senhor nos chama a fazer progressos cada vez maiores em tal aprendizado e prática.
A vida cristã é portanto algo muito difícil, e diríamos até mesmo impossível de ser vivida se não nos for concedida graça da parte de Deus para tal fim.
E esta graça será achada somente por um caminhar em humildade perante o Senhor, reconhecendo que não poderemos chegar a ser esposos, pais e filhos exemplares, caso não sejamos ajudados e capacitados por Deus, para tal objetivo.
Todavia, Ele não nos ajudará e capacitará caso não nos movamos a orarmos e a sermos praticantes da Sua Palavra.
Por isso Deus não quer que sejamos meros ouvintes da Palavra, mas verdadeiros praticantes, sabendo que este aprendizado é para toda a vida, e que exigirá portanto de nós, paciência e perseverança, à medida que vamos sendo tornados cada vez mais responsáveis, operosos, amáveis, dedicados e habilitados a fazermos renúncias e sacrifícios por amor aos nossos familiares e ao nosso próximo.
Assim, importa reter cada nível maior de graça que tivermos alcançado e não nos darmos por satisfeitos com o nível que tivermos atingido, por sabermos que há níveis muito mais elevados de perfeição para serem alcançados e praticados, conforme é da vontade de Deus para todos os Seus filhos, que sejamos perfeitos assim como Ele é perfeito.
A nossa imperfeição nunca será portanto, aceita por Deus, como uma desculpa para os nossos fracassos.
Nem tampouco o excesso de confiança carnal de estarmos fazendo o que é certo poderá ser de algum auxílio, ao contrário, será mais um dos motivos do nosso fracasso.
Não é portanto, de se admirar que até mesmo pastores estão sujeitos a fracassarem como esposos ou pais, quando não praticam os preceitos de Deus relativos ao modo como devemos caminhar em Cristo, particularmente nos deveres ordenados na Bíblia para os esposos e os pais.
Nem mesmo a aplicação da disciplina dos quartéis em nossos lares nos trará um viver vitorioso, mas nos submetermos aos mandamentos de Deus.
Somente um viver em retidão, segundo a direção do Espírito Santo, mediante prática da justiça evangélica revelada na Bíblia, poderá nos conduzir a recebermos da parte de Deus, harmonia, alegria e paz verdadeiros para os nossos relacionamentos.
Esta é a razão de a Bíblia afirmar que devemos nos empenhar em buscar e alcançar a paz em nossos relacionamentos, apartando-se do mal e praticando o que é bom (I Pe 3.11), porque este é o único modo de vermos dias felizes e acharmos prazer em viver, uma vez que é somente sobre os que procedem de modo justo que Deus faz os Seus olhos repousarem para atender às suas orações e abençoá-los (I Pe 3.9,12).
Este é um dos principais motivos de se exigir dos pastores que sejam exemplo dos fiéis na prática de todas as coisas ordenadas na Bíblia, para que os cristãos possam achar neles qual é o modo prático pelo qual importa que vivam para Deus (I Tim 4.12, Tito 2.7).

Silvio Dutra

Cada dia que passa mais me convenço de que dizer não ao prazer imediato fortalece o caráter. Cada não dito ao mal (que, na maioria das vezes, afigura-se encantador) abre possibilidades de fazer escolhas que me tornam uma pessoa melhor.

Sem fugir dos conflitos, sem me acomodar à maresia da omissão.

Ida Lenir Gonçalves

Deus fez uma aliança eterna
e que portanto não pode ser anulada.

E como aliança em seu caráter matrimonial
onde Ele é o esposo, e a igreja a noiva,
o que se requer então dos aliançados
é que eles sejam fiéis.

Deus sempre será fiel
porque não pode negar a si mesmo.

Todavia, os crentes, por causa do resquício
de corrupções na sua natureza,
são exortados a serem fiéis em tudo
durante a sua peregrinação terrena,
porque, tal casamento,
do Criador com a criatura,
requer isto.

Deus continuará amando
seus filhos adúlteros,
mas os sujeitará
à disciplina da aliança.

Ele não os repudiará
porque tem prometido
manter o compromisso
por toda a eternidade.

Diante de tal caráter imutável
da promessa que Ele fez,
não resta aos aliançados
senão a alternativa
de serem também fiéis,
para que vivam de modo agradável
Àquele com os quais se aliançaram
numa união de amor
indissolúvel e eterno.

Por isso há necessidade de diligência
em santificação para o crescimento
na graça e no conhecimento de Jesus,
porque esta é a única maneira
de se ter a plena certeza
da esperança da salvação.

E tal diligência não tem em vista
somente a certeza da salvação,
mas também e principalmente
conduzir a um modo de vida
digno da vocação
a que o crente foi chamado
que é pela fé e longanimidade.

A esperança da nossa salvação
é como uma âncora da nossa alma,
que a manterá segura e firme
por toda a eternidade,
porque esta âncora está firmada
no Santo dos Santos,
além do véu,
onde Jesus entrou,
e nos mantém ancorados
como o grande sumo sacerdote
da nossa fé,
de maneira que não podemos
ser movidos
da nossa união com Ele.

De modo que nada e ninguém
poderá separar o crente
do amor de Deus
que está em Cristo Jesus,
como lemos em Romanos:

“Portanto, agora
nenhuma condenação há
para os que estão em Cristo Jesus,
que não andam segundo a carne,
mas segundo o Espírito.”
Rm 8.1

Silvio Dutra

O Amor Ágape Requer Santidade

Se alguém tem dúvida quanto ao caráter santo e justo de Deus, que ama o que pratica a santidade e a justiça, basta apenas ler o quarto capitulo de Oseias.
Quem pratica o mal odeia a si mesmo,
Deus não criou o homem para o ódio, mas para o amor.
Então, nos adverte insistentemente em toda a Sua Palavra revelada (Bíblia) para que deixemos a prática do pecado, porque este é a única causa que faz separação entre nós e Ele.
Mas o povo de Israel se recusava a ter o verdadeiro conhecimento de Deus, e seus sacerdotes não lhes ensinavam os caminhos do Senhor e a Sua verdadeira vontade, de maneira que lhes convinha ter um povo pecador, para que vivessem de falsas absolvições de pecados não perdoados por Deus, pela apresentação de sacrifícios sem qualquer valor diante dEle, que serviam somente para enriquecer os ministros do santuário, e ainda o pior de tudo, de um santuário profano, de falsos deuses.
Por isso Deus protestou contra eles através do profeta Oseias lhes dizendo o seguinte:
“6 O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.
7 Quanto mais estes se multiplicaram, tanto mais contra mim pecaram; eu mudarei a sua honra em vergonha.
8 Alimentam-se do pecado do meu povo e da maldade dele têm desejo ardente.
9 Por isso, como é o povo, assim é o sacerdote; castiga-lo-ei pelo seu procedimento e lhe darei o pago das suas obras.” (Os 4.6-9)
Quando falta este conhecimento da verdadeira santidade que é devida a Deus, e quando se aprova qualquer forma de comportamento a pretexto de que Deus é misericordioso, bondoso e sempre pronto a manifestar a Sua graça, independentemente da forma em que vivamos, o resultado sempre será o descrito no início de Oseais 4, porque as características das pessoas, mesmo as que pertençam ao povo do Senhor, como era o caso de Israel, serão as seguintes:
“1 Ouvi a palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus.
2 O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios.”
Onde não prevalece um verdadeiro caminhar com Deus não pode estar presente o amor ágape, a verdade divina, e nem o conhecimento pessoal e experiencial de Deus e do Seu caráter e vontade, senão somente o perjurar, mentir, matar, furtar, adulterar, e homicídios sobre homicídios.
(o odiar alguém é ensinado por Jesus como sendo também homicídio, e era este o sentido interior do preceito “não matarás” nos dez mandamentos).
Isto deve ser analisado à luz do Sermão do Monte, onde Jesus define o adultério como o ato de olhar de modo impuro para uma mulher, e não meramente o ato consumado; bem como o homicídio como o ato de se encolerizar contra alguém sem motivo justificável; o mentir, pelo deixar de ser ter um falar do tipo sim, sim, não, não, porque era este o sentido interior destes preceitos nos dez mandamentos.
Tal foi o endurecimento do pecado a que Israel havia chegado nos dias dos profetas, que foi ordenado pelo Senhor que a nenhum deles se repreendesse, porque a repreensão não alcançaria o efeito desejado de produzir o arrependimento nos seus corações, o que ocorreria apenas com alguns, depois que fossem corrigidos com a ida para o cativeiro (Os 4.4).

Baseado em Oseias 4

Silvio Dutra

Não escolhemos um amigo pela aparência
Nem pelo que tem
Mais sim pelo que ele é, pelo seu caráter, pela sua honra, pelo seu companheirismo.
O que seria de nós sem eles? Como seriam as nossas loucuras sem eles?
Nada teria razão nem graça, uma amizade pode ser difícil de se encontrar, mais quando você encontrar, você ira dizer que todos os anos percorridos, te levou a um anjo
O amigo te protege, te guia, te ajuda, te faz rir, briga com você, te ensina, mais ele te ama
Amigo = Irmão.
Irmão de outra mãe, temos as musicas os sorrisos, a coisas mais maravilhosas vivida com eles.
As musicas nos ensinam que devemos ama-los
Os poetas nos encantam falando o quando devemos os valorizar, pois um dia eles vão, mais as lembranças ficarão.
Vamos aproveitar cada momento, vamos sorrir, correr, pular, ser feliz, mais nada disso terá graça sem você!

Vitória Medrado

Um dia o dinheiro acaba, o poder acaba, a beleza se vai e só o que resta é a dignidade, o caráter, o amor e os ensinamentos de pessoas que amamos...Por isso foquem-se naquilo que realmente importa.
Não nas coisas fúteis desta vida... mas naquilo que te faz sorrir em meio as dificuldades...Foque-se em Jesus.!!

Mauricioadv7

O Caráter Leal e Aprovado de Davi – I Samuel 24

Nós vemos no 24º capítulo de I Samuel, que Saul pensava que Davi não poderia escapar de modo algum de sua mão em En-Gedi, mas a providência de Deus fez com que ocorresse exatamente o oposto disto, pois foi ele quem veio a ficar à mercê das mãos de Davi, porque entrou sozinho numa caverna com o propósito de aliviar o ventre, e era justamente naquela caverna que Davi estava escondido com seus homens.
Mas Davi poupou a sua vida e apenas cortou a orla da veste de Saul, para lhe provar que tivera a sua vida ao alcance da sua mão e no entanto, não aproveitou a ocasião para matá-lo, pois sabia que isto não era para ser decidido por ele, senão pelo próprio Deus, que havia ungido a Saul como rei.
Davi teve discernimento suficiente para perceber que a profecia que lhe foi dirigida quanto ao fato de que Saul seria entregue em suas mãos para matá-lo, era uma profecia falsa, pois eis o teor das palavras que lhe foram ditas pelos seus homens na ocasião:
“Eis aqui o dia do qual o Senhor te disse: Eis que entrego o teu inimigo nas tuas mãos; far-lhe-ás como parecer bem aos teus olhos.” (v. 4).
Era uma profecia falsa porque Deus nunca agirá contra a verdade revelada na Sua Palavra.
Na Lei de Moisés está dito que nenhum israelita deveria agir contra o príncipe do seu povo. Ainda que se alguém viesse a fazê-lo, certamente não o estaria fazendo com a aprovação do Senhor, e também não seria isentado do seu juízo.
Foi por conhecer tal lei, que Paulo temeu quando disse ao sumo-sacerdote Ananias que Deus o feriria, e se desculpou por suas palavras, ainda que o sumo-sacerdote estivesse agindo de modo injusto mandando que batessem na boca do apóstolo (At 23.3-5), e as palavras que ele citou na ocasião para se justificar foi a sua ignorância de que ele era sumo-sacerdote, e citou a referida lei de Moisés que proibia qualquer ato desrespeitoso contra aqueles que fossem investidos por Ele em posição de autoridade: “Aos juízes não maldirás, nem amaldiçoarás ao governador do teu povo.” (Êx 22.28).
Assim, além do conhecimento que Davi tinha da Lei do Senhor, ele era um homem dirigido pelo Espírito Santo, e foi por esta intimidade com o Senhor e o conhecimento da Sua Palavra que ele pôde sentir o seu coração doer quando cortou o manto de Saul, quanto mais não sentiria a desaprovação de Deus se o matasse?
Para não errarmos nas coisas relativas a Deus é necessário tanto conhecer as Escrituras quanto o Seu poder.
Se a Lei de Moisés proibia o falar mal e o amaldiçoar o príncipe, quanto mais tirar-lhe a vida.
Este respeito exigido em relação às autoridades não foi mudado na dispensação da graça, conforme podemos ver nas palavras dos apóstolos Pedro (I Pe 2.13, 17,.18) e Paulo (Rm 13.1).
Acrescente-se a isto que caso Davi matasse Saul, em vez de ser conhecido como o rei heróico de Israel, que havia livrado seu povo várias vezes dos seus inimigos, Davi seria reconhecido como o rei traidor que matara o seu próprio soberano.
Então ele agiu debaixo da direção de Deus e sabiamente, quando disse a Saul as palavras dos versos 9 a 15, nas quais deixou bem claro, depois de ter prestado a devida reverência a Saul por ser o rei, que estava deixando o caso inteiramente nas mãos do Senhor, para que Ele julgasse entre Saul e ele, e que Ele o vingasse de todo o mal que estava recebendo de Saul, pois não seria a sua própria mão que seria contra o rei, e citou o provérbio dos antigos de que dos ímpios é que procede a impiedade, provavelmente insinuando que não ele, mas Saul estava agindo de modo ímpio porque não era um homem piedoso, mas tal jamais se veria nele, que perseguisse ou matasse a alguém por motivos ímpios, porque ele, Davi, era um homem piedoso, e a perseguição feroz e incansável que Saul empreendia contra ele tinha ainda o agravante de estar sendo feita contra alguém que não estava procurando fazer-lhe mal, e por isso Davi se comparou a um cão morto, e a uma pulga, pois que dano mortal ambos podem fazer a um homem?
E, deste modo, ele estava entregando a sua causa ao Senhor, para que fosse o seu juiz e advogado, de modo a livrá-lo da mão de Saul (v. 12-15).
O espírito imundo não estava atuando sobre Saul naquela hora e ele foi convencido naquele momento, que de fato estava pagando todo o bem que Davi lhe fizera com o mal, e então levantando a sua voz ele chorou e o chamando de meu filho declarou que Davi era mais justo do que ele, porque lhe havia recompensado com o bem, e ele lhe havia recompensado com o mal (v. 16,17), pois havia mostrado que era inocente perante ele e havia procedido bem, porque havendo Deus lhe entregado nas mãos de Davi ele não o matara (v. 18).
Saul reconhece que é agir contra a própria natureza terrena encontrar o inimigo e deixá-lo ir em paz, quando se poderia de algum modo prejudicá-lo (v. 19).
Então declarou que esperava que Deus pagasse a Davi pelo bem que lhe havia feito naquele dia, e que estava convicto, que de fato Davi haveria de reinar e que o reino de Israel haveria de ser firmar na sua mão (v. 19,20).
E para confirmar que era real esta certeza ele pediu a Davi que jurasse pelo Senhor, que não desarraigaria a sua descendência quando viesse a reinar e nem extinguiria o nome dele da casa de seu pai, não matando a todos os seus descendentes (v. 20, 21).
E Davi lhe jurou que o atenderia no que ele estava lhe pedindo (v. 21).
Deste modo, nós aprendemos deste capitulo, que o temor e o respeito devido àqueles que estão em posição de autoridade sobre nós, não significa que devemos silenciar diante das injustiças que estejam praticando.
Subserviência não é a submissão bíblica esperada por Deus de seus servos.
A submissão bíblica implica a presença da virtude da humildade, da moderação, mas não da covardia e da falta de ousadia, pois nos é dito pelo apóstolo que o espírito que temos recebido de Deus não é de covardia, mas de poder, de amor e de moderação (II Tim 1.7).
Podemos aprender muito do exemplo prático de Davi, que não agiu contra Saul, por motivo de covardia, e nem de falta de poder, mas porque era movido pelo amor de Deus, e pela moderação dos que são dirigidos pelo Espírito Santo.
A palavra para moderação no original grego é sofronismós, que significa prudência, disciplina própria, domínio próprio, prudência, moderação.
Nós vemos em Davi este equilíbrio entre coragem e domínio próprio ou moderação.
É isto que deve existir em todo verdadeiro cristão, para que não deixem de dar honra a quem é devido honra, mas que não deixem reprovar o mau comportamento destes a quem deve honra, por motivo de covardia.
Nós estamos fazendo este comentário para que se evite a todo custo uma falsa interpretação do que é autoridade espiritual e como se deve agir diante daqueles que estão investidos pelo próprio Deus de autoridade sobre nós, como era o caso de Saul em relação a Davi, porque ele estava reinando porque fora ungido por ordem de Deus para tal, e portanto, cabia ao próprio Deus e a nenhum homem de Israel decidir sobre a questão se Saul deveria ou não continuar reinando.
É comum que aqueles que estão investidos de autoridade façam uso do artifício da intimidação, de modo que os que estão debaixo do seu governo se sintam temerosos de emitir qualquer opinião contrária à deles, por um falso convencimento de que o ato de fazê-lo ainda que por amor à verdade e à justiça seria estar agindo contra Deus, que os colocou na posição de autoridade, em que eles se encontram.
Cada servo do Senhor deve manifestar a sua própria personalidade e firmeza para a glória de Deus, porque foram criados para tal propósito.
Eles não devem anular as próprias vontades e torcer até mesmo o direito para se colocarem debaixo da dependência total de outros homens, a pretexto do dever da obediência devida àqueles que os lideram.
Isto não tem nada a ver com a verdadeira obediência ou submissão, pois dependência demais não é bom, tanto quanto a independência também não o é.
Por isso a Bíblia fala em moderação, que significa evitar excessos, comportamentos extremos.
Se Davi se anulasse perante Saul a pretexto de uma obediência absoluta, ele não viria jamais a ser rei em Israel, e até mesmo poderia ser morto por ele.
Mas ele tinha personalidade o bastante para seguir a vontade de Deus, e não a mera vontade dos homens. E se o fizesse ele não estaria de modo nenhum agradando ao Senhor, que foi quem na verdade lhe havia ungido para ser o novo rei de Israel.
Assim, uma verdadeira atitude de rebeldia, de confrontação indevida da autoridade sempre deve ser medida pela identificação de um espírito atrevido e não moderado, de um espírito de desamor e não de amor.
Mas não se pode falar em rebeldia onde a virtude, o respeito e o amor prevalecem.
Não se pode falar de deslealdade onde se age em estrita obediência à vontade de Deus.
Deste modo, tal como Davi, devemos sempre pedir que seja o Senhor mesmo o juiz entre nós e aqueles que nos acusam de rebeldia, ou de qualquer outra falta que tenhamos convicção de que não esteja em nós, tal como fazia o apóstolo Paulo:
“1 Que os homens nos considerem, pois, como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus.
2 Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel.
3 Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por qualquer tribunal humano; nem eu tampouco a mim mesmo me julgo.
4 Porque, embora em nada me sinta culpado, nem por isso sou justificado; pois quem me julga é o Senhor.
5 Portanto nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o seu louvor.” (I Cor 4.1-4).
“Pois busco eu agora o favor dos homens, ou o favor de Deus? ou procuro agradar aos homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.” (Gál 1.10).





“1 Ora, quando Saul voltou de perseguir os filisteus, foi-lhe dito: Eis que Davi está no deserto de En-Gedi.
2 Então tomou Saul três mil homens, escolhidos dentre todo o Israel, e foi em busca de Davi e dos seus homens, até sobre as penhas das cabras montesas.
3 E chegou no caminho a uns currais de ovelhas, onde havia uma caverna; e Saul entrou nela para aliviar o ventre. Ora Davi e os seus homens estavam sentados na parte interior da caverna.
4 Então os homens de Davi lhe disseram: Eis aqui o dia do qual o Senhor te disse: Eis que entrego o teu inimigo nas tuas mãos; far-lhe-ás como parecer bem aos teus olhos. Então Davi se levantou, e de mansinho cortou a orla do manto de Saul.
5 Sucedeu, porém, que depois doeu o coração de Davi, por ter cortado a orla do manto de Saul.
6 E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, que eu estenda a minha mão contra ele, pois é o ungido do Senhor.
7 Com essas palavras Davi conteve os seus homens, e não lhes permitiu que se levantassem contra Saul. E Saul se levantou da caverna, e prosseguiu o seu caminho.
8 Depois também Davi se levantou e, saindo da caverna, gritou por detrás de Saul, dizendo: Ó rei, meu senhor! Quando Saul olhou para trás, Davi se inclinou com o rosto em terra e lhe fez reverência.
9 Então disse Davi a Saul: por que dás ouvidos às palavras dos homens que dizem: Davi procura fazer-te mal?
10 Eis que os teus olhos acabam de ver que o Senhor hoje te pôs em minhas mãos nesta caverna; e alguns disseram que eu te matasse, porém a minha mão te poupou; pois eu disse: Não estenderei a minha mão contra o meu senhor, porque é o ungido do Senhor.
11 Olha, meu pai, vê aqui a orla do teu manto na minha mão, pois cortando-te eu a orla do manto, não te matei. Considera e vê que não há na minha mão nem mal nem transgressão alguma, e que não pequei contra ti, ainda que tu andes à caça da minha vida para ma tirares.
12 Julgue o Senhor entre mim e ti, e vingue-me o Senhor de ti; a minha mão, porém, não será contra ti.
13 Como diz o provérbio dos antigos: Dos ímpios procede a impiedade. A minha mão, porém, não será contra ti.
14 Após quem saiu o rei de Israel? a quem persegues tu? A um cão morto, a uma pulga?
15 Seja, pois, o Senhor juiz, e julgue entre mim e ti; e veja, e advogue a minha causa, e me livre da tua mão.
16 Acabando Davi de falar a Saul todas estas palavras, perguntou Saul: E esta a tua voz, meu filho Davi? Então Saul levantou a voz e chorou.
17 E disse a Davi: Tu és mais justo do que eu, pois me recompensaste com bem, e eu te recompensei com mal.
18 E tu mostraste hoje que procedeste bem para comigo, por isso que, havendo-me o Senhor entregado na tua mão, não me mataste.
19 Pois, quem há que, encontrando o seu inimigo, o deixará ir o seu caminho? O Senhor, pois, te pague com bem, pelo que hoje me fizeste.
20 Agora, pois, sei que certamente hás de reinar, e que o reino de Israel há de se firmar na tua mão.
21 Portanto jura-me pelo Senhor que não desarraigarás a minha descendência depois de mim, nem extinguirás o meu nome da casa de meu pai.
22 Então jurou Davi a Saul. E foi Saul para sua casa, mas Davi e os seus homens subiram ao lugar forte.” (I Sm 24.1-22)

Silvio Dutra

Sobre Cumprimento de Votos – Números 30

Este capítulo 30º de Números revela o caráter obrigatório do cumprimento dos votos feitos ao Senhor, e define as exceções em que estes votos poderiam ser cancelados; sendo o consequente descumprimento perdoado por Deus:
- Voto feito por uma mulher que ainda vivesse às expensas de seu pai, que fosse anulado pelo mesmo.
- Voto feito por mulher que se casou com um voto em andamento, e que foi anulado pelo marido quando este chegou ao seu conhecimento.
- Voto de mulher casada que fosse anulado pelo marido.
Nestes casos, o silêncio ou aprovação do pai ou do marido, em relação ao voto feito pela filha ou esposa, respectivamente, confirmaria a validação do voto, e este teria que ser cumprido pela mulher que o fizera.
As viúvas e repudiadas, que tivessem retornado à casa de seus pais, poderiam votar livremente sem que alguém pudesse cancelar os seus votos.
O castigo de Ananias e Safira foi decorrente da quebra de um voto feito a Deus numa oferta que foi inspirada pelo Espírito Santo.
Como o voto é voluntário estava no poder deles não fazerem o voto na presença de Deus, e dos apóstolos, e assim não teriam sofrido qualquer castigo (At 5.4), conforme lhes fora dito pelo apóstolo.
Em Ec 5.4-6 nós lemos o seguinte:
“Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. O que votares, paga-o. Melhor é que não votes do que votares e não pagares. Não consintas que a tua boca faça pecar a tua carne, nem digas na presença do anjo que foi erro; por que razão se iraria Deus contra a tua voz, e destruiria a obra das tuas mãos?”
A Palavra ensina que ainda que o voto tenha sido feito como dito irrefletido dos lábios, Deus o levará a sério e requererá o seu cumprimento.
Por este princípio o Senhor nos ensina a sermos responsáveis perante Ele, e a não sermos descuidados quando nos dirigimos a Ele.
Em outras palavras: com Deus não se brinca e não se deve brincar.
Aprendemos também desta lei relativa aos votos que para Deus uma filha na casa de seu pai está efetivamente submissa à vontade dele, assim como uma mulher em relação ao seu marido, pois, não se cogita, dito pela própria boca de Deus; se seriam acertadas ou não as razões do pai ou do marido para cancelar os votos de sua filha ou esposa, respectivamente.
O Senhor valida e reconhece o governo do pai sobre a filha, e do marido sobre a esposa, conforme Ele mesmo o estabeleceu.
A lei dos votos não ensina que estes deveriam ser expressamente aprovados pelo pai ou pelo marido para que pudessem ser feitos, mas que em não havendo uma concordância expressa da parte deles, depois de terem tomado conhecimento do mesmo, este voto fica automaticamente cancelado diante de Deus, e a pessoa que o fez estaria desobrigada quanto ao seu cumprimento.



“1 Depois disse Moisés aos cabeças das tribos dos filhos de Israel: Isto é o que o Senhor ordenou:
2 Quando um homem fizer voto ao Senhor, ou jurar, ligando-se com obrigação, não violará a sua palavra; segundo tudo o que sair da sua boca fará.
3 Também quando uma mulher, na sua mocidade, estando ainda na casa de seu pai, fizer voto ao Senhor, e com obrigação se ligar,
4 e seu pai souber do seu voto e da obrigação com que se ligou, e se calar para com ela, então todos os seus votos serão válidos, e toda a obrigação com que se ligou será válida.
5 Mas se seu pai lho vedar no dia em que o souber, todos os seus votos e as suas obrigações, com que se tiver ligado, deixarão de ser válidos; e o Senhor lhe perdoará, porquanto seu pai lhos vedou.
6 Se ela se casar enquanto ainda estiverem sobre ela os seus votos ou o dito irrefletido dos seus lábios, com que se tiver obrigado,
7 e seu marido o souber e se calar para com ela no dia em que o souber, os votos dela serão válidos; e as obrigações com que se ligou serão válidas.
8 Mas se seu marido lho vedar no dia em que o souber, anulará o voto que estiver sobre ela, como também o dito irrefletido dos seus lábios, com que se tiver obrigado; e o senhor lhe perdoará.
9 No tocante ao voto de uma viúva ou de uma repudiada, tudo com que se obrigar ser-lhe-á válido.
10 Se ela, porém, fez voto na casa de seu marido, ou se obrigou com juramento,
11 e seu marido o soube e se calou para com ela, não lho vedando, todos os seus votos serão válidos; e toda a obrigação com que se ligou será válida.
12 Se, porém, seu marido de todo lhos anulou no dia em que os soube, deixará de ser válido tudo quanto saiu dos lábios dela, quer no tocante aos seus votos, quer no tocante àquilo a que se obrigou; seu marido lhos anulou; e o senhor lhe perdoará.
13 Todo voto, e todo juramento de obrigação, que ela tiver feito para afligir a alma, seu marido pode confirmá-lo, ou pode anulá-lo.
14 Se, porém, seu marido, de dia em dia, se calar inteiramente para com ela, confirma todos os votos e todas as obrigações que estiverem sobre ela; ele lhos confirmou, porquanto se calou para com ela no dia em que os soube.
15 Mas se de todo lhos anular depois de os ter sabido, ele levará sobre si a iniquidade dela.
16 Esses são os estatutos que o Senhor ordenou a Moisés, entre o marido e sua mulher, entre o pai e sua filha, na sua mocidade, em casa de seu pai.” (Nm 30.1-16).

Silvio Dutra

EZEQUIEL 47

O início deste capitulo nos ajuda a entender melhor e a confirmar o caráter desta profecia de Ezequiel, que abrange os capítulos 40 a 48, como sendo uma mensagem de chamada à santificação do povo de Deus, e da reorganização da sua vida religiosa e espiritual, abrangendo tanto os judeus no período da Antiga Aliança que duraria ainda por cerca de 600 anos, quanto da Igreja de Cristo, pela revelação feita a Ezequiel destas realidades que sendo espirituais e celestiais, como é toda a Lei de Deus, da qual se diz em Romanos, ser boa, santa, espiritual e perfeita, podem ser vistas tanto no céu quanto na terra.
Havia e há um trabalho do Espírito Santo, tanto no Antigo, quanto no Novo Testamento. Evidentemente, muito mais abundante no Novo, tanto em extensão (em todas as nações), quanto em profundidade (pelo batismo do Espírito).
Então nós vemos neste capítulo a referência de águas vivas saindo por debaixo do limiar do templo, para o oriente, e que desciam pelo lado sul do templo.
Seria improdutivo, tentar abrir um debate se o templo aqui referido está no céu, ou na terra, porque Deus havia prometido em capítulos anteriores habitar no meio do Seu povo, e Ele afirmou que Ele próprio seria o santuário deles, e então, podemos concluir que a mensagem espiritual que o Senhor pretendia passar com esta passagem é a de que haveria este trabalho do Espírito Santo na terra, para dar vida ao que estava morto, conforme foi visto no capitulo 37 em relação ao vale de ossos secos, quando o Espírito deu vida àqueles ossos.
Por isso Jesus disse ainda na terra, o que ocorreria depois da Sua morte e ressurreição:

“37 Ora, no seu último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba.
38 Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva.
39 Ora, isto ele disse a respeito do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito ainda não fora dado, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado.” (Jo 7.37-39)

Nesta passagem do evangelho de João é bem provável que nosso Senhor tenha recorrido a este texto de Ezequiel 47, quando disse que “Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva.” (v. 38). E Ele estava se referindo ao Espírito Santo que seria derramado na terra a partir do dia de Pentecostes.
Com este ponto de partida da afirmação de nosso Senhor, podemos seguir adiante com o que foi mostrado em visão e dito por Deus a Ezequiel, na continuação deste capítulo, porque se afirma que um anjo lhe fez passar por estas águas vivas, e que no início elas lhe davam ao nível da altura dos artelhos dos pés, numa distância de mil côvados (cerca de 500 metros), e que nos mil côvados adiante, estas águas haviam aumentado de volume ao nível dos seus joelhos; e tendo o anjo medido mais mil côvados, as águas lhe davam agora na altura da cintura, e que por fim, depois de medidos mais mil côvados, elas se transformaram num rio que não se podia atravessar a pé, senão somente a nado (v. 3 a 5).
Ora isto se refere tanto ao trabalho do Espírito Santo, considerado individualmente numa pessoa aumentando cada vez mais o grau da sua santificação, por um enchimento progressivo do Espírito, como quem anda num rio de águas vivas desde a sua nascente até o ponto em que se torna um rio volumoso.
Assim, o Espírito Santo não somente restauraria a vida religiosa de Israel na Antiga Aliança, como, principalmente, faria um trabalho de avivamento em todas as nações da terra nos dias do Novo Testamento.
É preciso entender a mensagem espiritual da visão, em vez de tentar identificar as localidades da terra às quais elas se referem, especialmente quanto ao cumprimento do que é prometido, como por exemplo que as águas saem desde a sua nascente para o oriente, descendo pelo Arabá, e que entrando no Mar Morto, transformarão suas águas salgadas em águas saudáveis.
Sabemos que o Mar Morto se encontra encravado bem no centro de Israel, e que a noroeste e próximo do mesmo fica situada a cidade de Jerusalém, onde ocorreu o Pentecostes, mas seria temerário fazer uma afirmação final que a visão se limita a identificar somente tal evento histórico.
É dito também que na nascente do rio, de um e de outro lado de suas margens, há árvores em grande número (v. 7), significando isto que sua nascente não se situa numa região árida, mas num oásis cheio de vida. Deus é de vivos e não de mortos. Ele é a fonte de toda vida. É um manancial eterno cheio de vida, pronto para encher de vida a todos os que beberem das Suas águas vivas.
Deus não criou morte, mas vida. O autor da morte é o diabo e o pecado. Mas Jesus não é somente o autor da vida, mas a própria vida.
Por isso se diz ainda na visão de Ezequiel no verso 9 que:

“E por onde quer que entrar o rio viverá todo ser vivente que vive em enxames, e haverá muitíssimo peixe; porque lá chegarão estas águas, para que as águas do mar se tornem doces, e viverá tudo por onde quer que entrar este rio.” (v. 9).

O significado deste verso é que aquele em quem o Espírito Santo entrar para habitar nele, este viverá.
Como quem vive em rio é peixe, então a visão fala de enxame de peixes, mas a referência se aplica a homens e não a peixes, porque este rio certamente não é um rio literal, mas o próprio Espírito Santo, que não é pescador de peixes, mas de homens.
Por isso se diz que os pescadores (os pregadores, evangelistas, os ministros de Deus) estarão junto do rio, porque sem este rio de águas vivas não se pode pescar nenhum homem (v. 10).
É dito que tais pescadores estariam junto ao rio desde En-Gedi até En-Eglaim, e que seria grande a quantidade e a qualidade da espécie de peixes desta região seria feita, por causa deste rio de águas vivas, como o peixe do Mar Mediterrâneo, ou seja, peixes grandes e bons.
Ora, não há qualquer dúvida que isto é uma referência ao trabalho de regeneração e santificação do Espírito, transformando os pecadores em pessoas santas de Deus.
A visão é tão real na sua aplicação espiritual, das coisas relativas ao trabalho do Espírito nos corações, que se diz, que os charcos e os pântanos das localidades referidas não seriam sarados pelas águas do rio de Deus, mas seriam deixados para produzir sal.
Isto pode ser uma referência às vidas daqueles que decidem permanecer atolados no pecado, nos quais o Espírito não pode realizar o Seu trabalho de cura espiritual, porque é necessário arrependimento para que Ele possa habitar em nossos corações.
No verso 12 encontramos uma referência ao fruto do Espírito, que é variado (amor, paz, alegria, bondade, longanimidade, domínio próprio, fé etc), e que está representado na visão como as várias árvores que nascem às margens deste rio, porque suas raízes se alimentam de suas águas vivas, as quais na estação própria de cada uma destas árvores, produz tal fruto, que serve de alimento, e suas folhas de remédio.
O fruto do Espírito Santo é quem alimenta o nosso espírito, e estas árvores que são os cristãos produzirão também, pelo Espírito, folhas saudáveis que servirão para a cura da alma e do corpo.
Esta é a árvore plantada junto às águas, referida no Salmo primeiro, ou seja, o varão que é bem-aventurado.
E como os que são bem-aventurados herdarão a terra, é citado a partir do verso 13 até o final deste capítulo, e no próximo, qual seria a divisão da terra pelas doze tribos de Israel.
Isto teve o propósito de reanimar o povo que se encontrava no cativeiro em Babilônia, e que teria que aguardar ainda alguns anos para retornarem à sua própria terra, para se disporem a voltar para Israel, uma vez cumprido o tempo de 70 anos determinado para o seu cativeiro.
A descrição da repartição da terra pelas tribos foi feita nos mesmos moldes dos dias de Josué, quando Israel entrou na herança da terra que lhe havia sido dada pelo Senhor, para que eles soubessem que a partir do retorno de Babilônia, Deus lhes trataria tal como havia feito no princípio da história de Israel.
Ele queria lhes demonstrar que seria com eles para remover todo tipo de oposição para que pudessem entrar na posse definitiva da herança que lhes havia dado.
Por isso as duas partes que haviam sido dadas a José nas pessoas de seus filhos Efraim e Manassés, seria feita novamente, tal como no princípio, e assim sucessivamente.
Evidentemente, que na prática não seria mais como no passado, até porque as doze tribos do Norte estavam praticamente dissolvidas, mas havia ainda descendentes destas tribos espalhados pelo mundo, e a visão queria portanto encorajá-los a voltarem para Israel e para o Senhor, porque tinha feito uma aliança com todos eles desde Moisés, e havia prometido ser o Deus deles a Abraão, de quem haviam sido formados.
Esta visão se aplica também aos cristãos da Igreja de Cristo, que independentemente da sua nacionalidade são tidos por verdadeiros israelitas, pertencentes ao Israel de Deus, por terem sido enxertados na Oliveira Santa que é Jesus Cristo.
Então, eles também entrarão na posse definitiva da terra, depois de terem sido derrotados todos os inimigos de Deus, que se opõem a que eles entrem na posse da herança que lhes foi garantida pelo Senhor, por direito perpétuo.
Este capítulo descreve quais seriam os limites da terra que Israel receberia por herança, e no capítulo seguinte é descrita a forma pela qual a distribuição seria feita pelas tribo de Israel, capítulo este que não estaremos comentando.




“1 Depois disso me fez voltar à entrada do templo; e eis que saíam umas águas por debaixo do limiar do templo, para o oriente; pois a frente do templo dava para o oriente; e as águas desciam pelo lado meridional do templo ao sul do altar.
2 Então me levou para fora pelo caminho da porta do norte, e me fez dar uma volta pelo caminho de fora até a porta exterior, pelo caminho da porta oriental; e eis que corriam umas águas pelo lado meridional.
3 Saindo o homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir, mediu mil côvados, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos artelhos.
4 De novo mediu mil, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos joelhos; outra vez mediu mil, e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos lombos.
5 Ainda mediu mais mil, e era um rio, que eu não podia atravessar; pois as águas tinham crescido, águas para nelas nadar, um rio pelo qual não se podia passar a vau.
6 E me perguntou: Viste, filho do homem? Então me levou, e me fez voltar à margem do rio.
7 Tendo eu voltado, eis que à margem do rio havia árvores em grande número, de uma e de outra banda.
8 Então me disse: Estas águas saem para a região oriental e, descendo pela Arabá, entrarão no Mar Morto, e ao entrarem nas águas salgadas, estas se tornarão saudáveis.
9 E por onde quer que entrar o rio viverá todo ser vivente que vive em enxames, e haverá muitíssimo peixe; porque lá chegarão estas águas, para que as águas do mar se tornem doces, e viverá tudo por onde quer que entrar este rio.
10 Os pescadores estarão junto dele; desde En-Gedi até En-Eglaim, haverá lugar para estender as redes; o seu peixe será, segundo a sua espécie, como o peixe do Mar Grande, em multidão excessiva.
11 Mas os seus charcos e os seus pântanos não sararão; serão deixados para sal.
12 E junto do rio, à sua margem, de uma e de outra banda, nascerá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer. Não murchará a sua folha, nem faltará o seu fruto. Nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário. O seu fruto servirá de alimento e a sua folha de remédio.
13 Assim diz o Senhor Deus: Este será o termo conforme o qual repartireis a terra em herança, segundo as doze tribos de Israel. José terá duas partes.
14 E vós a herdareis, tanto um como o outro; pois sobre ela levantei a minha mão, jurando que a daria a vossos pais; assim esta terra vos cairá a vós em herança.
15 E este será o termo da terra: da banda do norte, desde o Mar Grande, pelo caminho de Hetlom, até a entrada de Zedade;
16 Hamate, Berota, Sibraim, que está entre o termo de Damasco e o termo de Hamate; Hazer-Haticom, que está junto ao termo de Haurã.
17 O termo irá do mar até Hazar-Enom, junto ao termo setentrional de Damasco, tendo ao norte o termo de Hamate. Essa será a fronteira do norte.
18 E a fronteira do oriente, entre Haurã, e Damasco, e Gileade, e a terra de Israel, será o Jordão; desde o termo do norte até o mar do oriente medireis. Essa será a fronteira do oriente.
19 E a fronteira meridional será desde Tamar até as águas de Meribote-Cades, ao longo do Ribeiro do Egito até o Mar Grande. Essa será a fronteira meridional.
20 E a fronteira do ocidente será o Mar Grande, desde o termo do sul até a entrada de Hamate. Essa será a fronteira do ocidente.
21 Repartireis, pois, esta terra entre vós, segundo as tribos de Israel.
22 Reparti-la-eis em herança por sortes entre vós e entre os estrangeiros que habitam no meio de vós e que têm gerado filhos no meio de vós; e vós os tereis como naturais entre os filhos de Israel; convosco terão herança, no meio das tribos de Israel.
23 E será que na tribo em que peregrinar o estrangeiro, ali lhe dareis a sua herança, diz o Senhor Deus.” (Ezequiel 47)

Silvio Dutra

A Formação do Culto Misto dos Samaritanos – II Reis 17

Há um princípio no caráter de Deus que o leva a dar oportunidades àqueles que Ele sabe que melhorarão com o tempo, à medida que são submetidos progressivamente à ação da Sua graça, e nós vemos isto nas ações de Jesus em Seu ministério terreno, e do trabalho dEle na Sua Igreja.
Isto está ilustrado na parábola da figueira estéril à qual ele deu tempo e tratos culturais, para que viesse a frutificar, e que seria cortada somente se não respondesse de modo favorável à oportunidade que lhe estava sendo dada de frutificar.
Mas quando esta esperança foge totalmente, como foi o caso do Reino do Norte, e as pessoas se tornam como espinheiros, dos quais não se pode esperar nenhum fruto, o destino delas então é o de serem cortadas e queimadas em fogo inextinguível.
Os israelitas do Reino do Norte haviam se desviado de tal maneira do Senhor, e se entregaram tanto às práticas pagãs, que eles se degeneraram completamente e passaram a ser como qualquer uma das nações, que não conheciam a Deus, senão ainda piores do que elas.
Por isso, o Senhor os rejeitou de tal forma, que permitindo que fossem entregues nas mãos dos assírios, viriam a manter no esquecimento, a forma devida de se servir ao Senhor, em sua própria terra, porque foram espalhados por outras nações, vindo a assimilar com o passar dos anos a identidade cultural delas.
Mas, como em Judá ainda havia um remanescente fiel, o Senhor proveria um destino diferente para eles, pois ainda que sendo levados a partir de 605 a.C. até 586 a.C. para Babilônia, não somente os manteria reunidos numa só nação, onde receberiam um tratamento digno muito diferente do que havia sofrido Israel sob os assírios, e além disso, o Senhor não os deixou sem o ministério dos profetas em Babilônia, porque antes mesmo que toda a nação fosse levada para lá em cativeiro, Ele lhes enviou para estarem com eles os profetas Daniel (605 a. C.) e Ezequiel (597 a.C.), de modo que fossem curados de sua idolatria, e que achassem favor junto ao rei de Babilônia.
Deus amaldiçoou de tal forma a criação, depois que o pecado entrou no mundo, que desde então, para que o homem tenha verdadeira alegria e paz em sua alma, depende de recebê-las diretamente dEle, porque são tantas as pressões, decepções, perdas, fraquezas, perseguições e toda sorte de adversidades internas, inerentes à própria natureza terrena decaída; e externas, relativas ao mundo de pecado, que não poderá ter de modo algum um viver abençoado, se isto não lhe for concedido particularmente pelo Senhor.
Deste modo, tudo o que é adverso contribui para que se busque a Deus, para achar nEle graça e auxílio, de forma que se receba dEle descanso e paz para a alma.
Por isso, importa ter uma vida agradável ao Senhor, achegando-nos a Ele em inteira certeza de fé, por meio de um coração verdadeiro, purificado da má consciência, e o corpo lavado de toda impureza carnal por estar lavado com a água limpa da santificação do Espírito Santo (Hb 10.22), porque de outro modo não se pode privar da intimidade com Ele e das Suas bênçãos, porque Deus é totalmente santo e justo, a par de ser amoroso e misericordioso.
Então, como poderia Israel com seus grosseiros pecados não perdoados, pela falta de arrependimento deles, contar com as bênçãos do Senhor para sempre?
Eles seriam rejeitados por Deus do mesmo modo como lhe haviam rejeitado desprezando os Seus profetas, Seus mandamentos, a Sua Palavra.
O que sucedeu a eles é para a nossa própria advertência, de modo que não nos iludamos que podemos ter uma vida abençoada pelo Senhor vivendo da mesma maneira que eles viveram no passado, ou seja, sem que andemos em retidão na Sua presença, por não procurarmos fazer aquilo que Lhe é agradável, não pelo que julguemos que Lhe seja agradável, mas consoante uma firme perseverança em obedecer a tudo que nos tem ordenado em Sua Palavra.
A expulsão de Israel da terra da promessa é uma ilustração da nossa própria expulsão da comunhão com o Senhor, se não praticarmos o que é reto aos Seus olhos.
Não importa a beleza dos cultos que Lhe prestamos, a suntuosidade dos nossos templos, a afinação dos louvores que Lhe entoamos, se não prezamos e guardamos os Seus mandamentos, por um andar no Espírito Santo, produzindo no nosso coração o Seu fruto no nosso viver diário.
Este 17º capítulo de II Reis descreve o motivo dos israelitas terem sido expulsos da sua terra pelo Senhor, e como ela passou a ser habitada por povos que não O conheciam, e que misturaram as suas práticas de adoração pagã com algumas das prescrições da Lei de Moisés, que lhes foram ensinadas por um sacerdote de Israel, que foi trazido de volta do cativeiro, especialmente para tal propósito (v. 28), porque julgavam que os leões, que haviam ocupado a terra que fora deixada desocupada dos seus habitantes, por causa do cativeiro, estavam atacando os seus novos habitantes porque isto deveria ser um juízo do Deus daquela terra por não estar sendo também cultuado por eles, e como esta gente não conhecia ao Senhor, como os próprios israelitas, que haviam virado as Suas costas para Ele, ignoravam que Deus exige um culto exclusivo dos Seus servos, e que é uma maior abominação para Ele ser colocado ao lado de outros deuses do que não receber qualquer tipo de adoração, porque esta mistura do que é frio com o que é quente produz a mornidão que O leva a nos expulsar da Sua boca.
É então melhor ser frio não conhecendo as coisas que são devidas ao Senhor, do que conhecê-las e permitir que a adoração que é devida exclusivamente a Ele seja mesclada com a adoração de outros deuses ou com práticas mundanas.
Na própria Lei Ele nos adverte que não terá por inocente a todo aquele que tiver outros deuses diante dEle.
Então, em vez de verdadeira adoração o que eles tinham era uma superstição.
E este seu culto mesclado prosseguiu até os dias do ministério terreno do Senhor Jesus, porque no tempo de Alexandre, o Grande, um sacerdote de Judá, unido aos samaritanos edificou o templo do monte Gerizim, alegando que fora ali que Abraão tinha levado Isaque quando tivera a Sua fé provada por Deus, e baseavam a sua religião somente no Pentateuco, rejeitando o restante do Antigo Testamento, e apesar de guardarem o sábado, as festas e a circuncisão, deles falou o Senhor Jesus que não conheciam o que adoravam (Jo 4.22).
Por isso se diz destas pessoas que passaram a habitar nos territórios desocupados de Israel o que nós lemos no verso 41:
“Assim estas nações temiam ao Senhor, mas serviam também as suas imagens esculpidas; também seus filhos, e os filhos de seus filhos fazem até o dia de hoje como fizeram seus pais.”.
Desta forma, os israelitas que haviam sido deixados em Israel, quando seus irmãos foram levados pela Assíria, seguiram este culto misto e não se arrependeram de suas antigas más obras, apesar de todos os juízos que o Senhor trouxera sobre Israel (v. 34 a 40).



“1 No ano duodécimo de Acaz, rei de Judá, começou a reinar Oseias, filho de Elá, e reinou sobre Israel, em Samaria nove anos.
2 E fez o que era mau aos olhos do Senhor, contudo não como os reis de Israel que foram antes dele.
3 Contra ele subiu Salmanasar, rei da Assiria; e Oseias ficou sendo servo dele e lhe pagava tributos.
4 O rei da Assíria , porém, achou em Oseias conspiração; porque ele enviara mensageiros a Sô, rei do Egito, e não pagava, como dantes, os tributos anuais ao rei da Assíria; então este o encerrou e o pôs em grilhões numa prisão.
5 E o rei da Assíria subiu por toda a terra, e chegando a Samaria sitiou-a por três anos.
6 No ano nono de Oseias, o rei da Assíria tomou Samaria, e levou Israel cativo para a Assíria; e fê-los habitar em Hala, e junto a Habor, o rio de Gozã, e nas cidades dos medos.
7 Assim sucedeu, porque os filhos de Israel tinham pecado contra o Senhor seu Deus que os fizera subir da terra do Egito, de debaixo da mãe de Faraó, rei do Egito, e porque haviam temido a outros deuses,
8 e andado segundo os costumes das nações que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel, e segundo os que os reis de Israel introduziram.
9 Também os filhos de Israel fizeram secretamente contra o Senhor seu Deus coisas que não eram retas. Edificaram para si altos em todas as suas cidades, desde a torre das atalaias até a cidade fortificada;
10 Levantaram para si colunas e aserins em todos os altos outeiros, e debaixo de todas as árvores frondosas;
11 queimaram incenso em todos os altos, como as nações que o Senhor expulsara de diante deles; cometeram ações iníquas, provocando à ira o Senhor,
12 e serviram os ídolos, dos quais o Senhor lhes dissera: Não fareis isso.
13 Todavia o Senhor advertiu a Israel e a Judá pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Voltai de vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a lei que ordenei a vossos pais e que vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas.
l4 Eles porém, não deram ouvidos; antes endureceram a sua cerviz, como fizeram seus pais, que não creram no Senhor seu Deus;
15 rejeitaram os seus estatutos, e o seu pacto, que fizera com os pais deles, como também as advertências que lhes fizera; seguiram a vaidade e tornaram-se vãos, como também seguiram as nações que estavam ao redor deles, a respeito das quais o Senhor lhes tinha ordenado que não as imitassem.
16 E, deixando todos os mandamentos do Senhor seu Deus, fizeram para si dois bezerros de fundição, e ainda uma Asera; adoraram todo o exército do céu, e serviram a Baal.
17 Fizeram passar pelo fogo seus filhos, suas filhas, e deram-se a adivinhações e encantamentos; e venderam-se para fazer o que era mau aos olhos do Senhor, provocando-o à ira.
18 Pelo que o Senhor muito se indignou contra Israel, e os tirou de diante da sua face; não ficou senão somente a tribo de Judá.
19 Nem mesmo Judá havia guardado os mandamentos do Senhor seu Deus; antes andou nos costumes que Israel introduzira.
20 Pelo que o Senhor rejeitou toda a linhagem de Israel, e os oprimiu, entregando-os nas mãos dos despojadores, até que os expulsou da sua presença.
21 Pois rasgara Israel da casa de Davi; e eles fizeram rei a Jeroboão, filho de Nebate, o qual apartou Israel de seguir o Senhor, e os fez cometer um grande pecado.
22 Assim andaram os filhos de Israel em todos os pecados que Jeroboão tinha cometido; nunca se apartaram deles;
23 até que o Senhor tirou Israel da sua presença, como falara por intermédio de todos os seus servos os profetas. Assim foi Israel transportado da sua terra para a Assíria, onde está até o dia de hoje.
24 Depois o rei da Assíria trouxe gente de Babilônia, de Cuta, de Ava, de Hamate e de Sefarvaim, e a fez habitar nas cidades de Samaria em lugar dos filhos de Israel; e eles tomaram Samaria em herança, e habitaram nas suas cidades.
25 E sucedeu que, no princípio da sua habitação ali, não temeram ao Senhor; e o Senhor mandou entre eles leões, que mataram alguns deles.
26 Pelo que foi dito ao rei da Assíria: A gente que transportaste, e fizeste habitar nas cidades de Samaria, não conhece a lei do deus da terra; por isso ele tem enviado entre ela leões que a matam, porquanto não conhece a lei do deus da terra.
27 Então o rei da Assíria mandou dizer: Levai ali um dos sacerdotes que transportastes de lá para que vá e habite ali, e lhes ensine a lei do deus da terra.
28 Veio, pois, um dos sacerdotes que eles tinham transportado de Samaria, e habitou em Betel, e lhes ensinou como deviam temer ao Senhor.
29 Todavia as nações faziam cada uma o seu próprio deus, e os punham nas casas dos altos que os samaritanos tinham feito, cada nação nas cidades que habitava.
30 Os de Babilônia fizeram e Sucote-Benote; os de Cuta fizeram Nergal; os de Hamate fizeram Asima;
31 os aveus fizeram Nibaz e Tartaque: e os sefarvitas queimavam seus filhos no fogo e a adrameleque e a Anameleque, deuses de Sefarvaim.
32 Temiam também ao Senhor, e dentre o povo fizeram para si sacerdotes dos lugares altos, os quais exerciam o ministério nas casas dos lugares altos.
33 Assim temiam ao Senhor, mas também serviam a seus próprios deuses, segundo o costume das nações do meio das quais tinham sido transportados.
34 Até o dia de hoje fazem segundo os antigos costumes: não temem ao Senhor; nem fazem segundo os seus estatutos, nem segundo as suas ordenanças; nem tampouco segundo a lei, nem segundo o mandamento que o Senhor ordenou aos filhos de Jacó, a quem deu o nome de Israel,
35 com os quais o Senhor tinha feito um pacto, e lhes ordenara, dizendo: Não temereis outros deuses, nem vos inclinareis diante deles, nem os servireis, nem lhes oferecereis sacrifícios;
36 mas sim ao Senhor, que vos fez subir da terra do Egito com grande poder e com braço estendido, a ele temereis, a ele vos inclinareis, e a ele oferecereis sacrifícios.
37 Quanto aos estatutos, às ordenanças, à lei, e ao mandamento, que para vós escreveu, a esses tereis cuidado de observar todos os dias; e não temereis outros deuses;
38 e do pacto que fiz convosco não vos esquecereis. Não temereis outros deuses,
39 mas ao Senhor vosso Deus temereis, e ele vos livrará das mãos de todos os vossos inimigos.
40 Contudo eles não ouviram; antes fizeram segundo o seu antigo costume.
41 Assim estas nações temiam ao Senhor, mas serviam também as suas imagens esculpidas; também seus filhos, e os filhos de seus filhos fazem até o dia de hoje como fizeram seus pais.” (II Rs 17.1-41).

Silvio Dutra

PROVÉRBIOS 10

A partir deste capítulo até o vigésimo nono, nós temos citações de caráter essencialmente proverbiais, que sendo auto-explicativas, e à luz de tudo o que já foi dito anteriormente, poderão ser melhor entendidas pela simples leitura direta do texto de tais capítulos, motivo porque não estamos apresentando qualquer comentário relativo aos mesmos, com exceção a algumas citações que julgamos ser proveitoso submetê-las a uma rápida interpretação, como por exemplo a do verso 12 deste capítulo.

“O ódio excita contendas; mas o amor cobre todas as transgressões.”

A parte inicial deste verso nos ajuda a ter um melhor entendimento da afirmação do apóstolo Pedro de que o amor cobre uma multidão de pecados, porque tudo indica que ele a retirou deste provérbio.

“tendo antes de tudo ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados;” (I Pe 4.8)

O texto de Provérbios afirma que “o ódio excita contendas”, comparando-o em oposição ao amor, que faz justamente o contrário disto.

O ensino é que onde houver ódio no coração haverá disputas, divisões, contendas. Mas onde o amor imperar, as ofensas serão perdoadas e suportadas; e não que serão escondidas, como alguns pensam que seja esta a interpretação do texto de I Pe 4.8.



“1 Provérbios de Salomão. Um filho sábio alegra a seu pai; mas um filho insensato é a tristeza de sua mãe.
2 Os tesouros da impiedade de nada aproveitam; mas a justiça livra da morte.
3 O Senhor não deixa o justo passar fome; mas o desejo dos ímpios ele rechaça.
4 O que trabalha com mão remissa empobrece; mas a mão do diligente enriquece.
5 O que ajunta no verão é filho prudente; mas o que dorme na sega é filho que envergonha.
6 Bênçãos caem sobre a cabeça do justo; porém a boca dos ímpios esconde a violência.
7 A memória do justo é abençoada; mas o nome dos ímpios apodrecerá.
8 O sábio de coração aceita os mandamentos; mas o insensato de lábios cairá.
9 Quem anda em integridade anda seguro; mas o que perverte os seus caminhos será conhecido.
10 O que acena com os olhos dá dores; e o insensato de lábios cairá.
11 A boca do justo é manancial de vida, porém a boca dos ímpios esconde a violência.
12 O ódio excita contendas; mas o amor cobre todas as transgressões.
13 Nos lábios do entendido se acha a sabedoria; mas a vara é para as costas do que é falto de entendimento.
14 Os sábios entesouram o conhecimento; porém a boca do insensato é uma destruição iminente.
15 Os bens do rico são a sua cidade forte; a ruína dos pobres é a sua pobreza.
16 O trabalho do justo conduz à vida; a renda do ímpio, para o pecado.
17 O que atende à instrução está na vereda da vida; mas o que rejeita a repreensão anda errado.
18 O que encobre o ódio tem lábios falsos; e o que espalha a calúnia é um insensato.
19 Na multidão de palavras não falta transgressão; mas o que refreia os seus lábios é prudente.
20 A língua do justo é prata escolhida; o coração dos ímpios é de pouco valor.
21 Os lábios do justo apascentam a muitos; mas os insensatos, por falta de entendimento, morrem.
22 A bênção do Senhor é que enriquece; e ele não a faz seguir de dor alguma.
23 E um divertimento para o insensato o praticar a iniquidade; mas a conduta sábia é o prazer do homem entendido.
24 O que o ímpio teme, isso virá sobre ele; mas aos justos se lhes concederá o seu desejo.
25 Como passa a tempestade, assim desaparece o ímpio; mas o justo tem fundamentos eternos.
26 Como vinagre para os dentes, como fumaça para os olhos, assim é o preguiçoso para aqueles que o mandam.
27 O temor do Senhor aumenta os dias; mas os anos os ímpios serão abreviados.
28 A esperança dos justos é alegria; mas a expectação dos ímpios perecerá.
29 O caminho do Senhor é fortaleza para os retos; mas é destruição para os que praticam a iniquidade.
30 O justo nunca será abalado; mas os ímpios não habitarão a terra.
31 A boca do justo produz sabedoria; porém a língua perversa será desarraigada.
32 Os lábios do justo sabem o que agrada; porém a boca dos ímpios fala perversidades.”

Silvio Dutra

Caráter e inteligência 19

São os dois pólos para exibir as qualidades de um homem. Um sem o outro é boa sorte pela metade. Não basta ser inteligente, é preciso também ter predisposição de caráter. A má sorte do tolo é desconsiderar a sua condição, ocupação, vizinhança e amizades.

Baltasar Gracián

EDUCAÇÃO:CONHECIMENTO E AMOR

A educação tem de formar o caráter. Na escola, os mestres recebem alunos que vêm de histórias de vida completamente diferentes. Há pais que participam ativamente da história de seus filhos. Há pais ausentes. Há pais amorosos; há outros, agressivos. E isso faz a diferença. Escola não faz milagre. A família tem de fazer a sua parte. Este ano a escola pública de São Paulo tem muito a comemorar. Seguindo o exemplo de países como a Espanha, Coréia, Finlândia, Chile, teremos 514 escolas de tempo integral. Escolas em que os alunos entram às 7h e saem às 16h10. Esse é um grande salto na melhoria da qualidade do ensino. No período noturno, os alunos terão uma aula a mais todos os dias. Essa decisão do Governador Geraldo Alckmin demonstra o quanto a educação é valorizada em seu governo. Os reflexos estão aí. Professores mais comprometidos. Evasão escolar de 0,6% da 1a a 4a série, participação maciça dos pais na Escola da Família. É a sonhada escola pública de qualidade. Foram vencidas questões estruturais. Nunca mais se falou em filas nas portas das escolas nem em problemas com merenda ou material. Em mais de 28 anos, desde a primeira greve dos professores, em 1978, Alckmin é o primeiro governante em cuja gestão não se registrou nenhuma greve do magistério. E o maior beneficiado é o aluno. É o compromisso em desenvolver a autonomia da criança. Disse Rousseau, "A infância tem um jeito de enxergar, pensar e sentir peculiar. Nada é menos sensato do que substituir o dela pelo nosso". Cem anos mais tarde, confirmou Herbert Spencer, em meados do século 19, "As crianças deveriam ser levadas a fazer suas próprias investigações e assim tirar suas próprias conclusões". Respeitar a criança e todo seu potencial é papel do educador. Quanto aos jovens, Dom Bosco assim os acolhia: "Basta que sejais jovens para que eu vos ame". A irreverência, a rebeldia, a inquietação podem ser aliados na educação da juventude. Não pode o professor enxergar os alunos com desconfiança. Não são um problema. São crianças e jovens que dependem da orientação dos mestres, grandes parceiros nessa caminhada. Os adultos também aprendem. São Paulo tem mais de 750.000 alunos na Educação de Jovens e Adultos. E há vaga para qualquer pessoa que esteja fora da escola. Mesmo aqueles que não estudam há muitos anos podem estudar no período noturno ou matutino, ou apenas nos fins de semana. Não há idade para aprender. O aprendizado é possível em qualquer idade. Dizia Kant, "Como então buscar a perfeição? Onde fica a nossa esperança? Na educação e em nada mais". Pois a educação melhora nossa conduta e amplia nossos horizontes. Que nossas crianças, jovens e adultos encham-se de esperança neste primeiro dia de aula. Que os professores reinventem a forma de ensinar a cada momento. Precisamos mais de educadores e menos de burocratas. Que também os pais estejam presentes, sempre. E que todos participemos da construção de uma sociedade melhor. "Uma vida boa é aquela inspirada pelo amor e guiada pelo conhecimento." (Bertrand Russel) Conhecimento e amor, ingredientes de sucesso para mais um ano letivo. Bom trabalho.


Publicado no Jornal Vale Paraibano, S.J.C. - on line e Jornal da Tarde

Gabriel Chalita

Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, prender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje...
Amanhã, já me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...
Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!

" Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer.
Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?
Será que ele deixa?"

"Dessa vez, com você, eu queria que desse certo.”

"Quando vai dando assim, tipo umas onze da noite, o horário que a gente se procurava só pra saber que dá pra terminar o dia sentindo algum conforto. Quando vai chegando esse horário, eu nem sei. É tão estranho ter algo pra fugir de tudo e, de repente, precisar principalmente fugir desse algo. E daí se vai pra onde?"

Tati Bernardi

COMO É DIFÍCIL CONVIVER COM A DESONESTIDADE

Será desonestidade um desvio de caráter?
Vivemos em um mundo onde em qualquer lugar é muito fácil encontrar e perceber pessoas desonestas, seja em qualquer situação cotidiana presenciamos e vivemos cercados por desonestidade das mais variadas formas. Não podendo esquecer também aquele que rouba por um transtorno no controle do impulso. Ou seja, é desonesto por doença, dando-se o nome a isto como cleptomaníaco.

Fala-se muito em ser honesto, mas na realidade é uma das atitudes mais difíceis de serem mantidas e aplicadas em nossa vida. Estamos sujeitos a vários fatores que levam muitas vezes a cometer este ato.
Estamos sujeitos a muitas situações onde se afloram este pensamento e muitas vezes praticamos tal ato.

Pensando sobre a definição do que é ser honesto, entendo que a honestidade passa por uma questão de educação, partindo do principio de que quanto mais educado, mais honesta é a pessoa.
Mas podemos ver que infelizmente mesmo pessoas que foram rigorosamente educadas, instruídas corretamente, com consciência de todos seus atos sejam para o que é certo ou errado podem vir a desenvolver e praticar a desonestidade.
Neste raciocínio cabe uma pergunta, Porque desta pessoa desenvolver este ato?
Tenho por opinião, e algumas delas comprovadas em situações que vivi e vivo que, este comportamento e atitude se devem por alguns fatores, sendo que:
Por uma ambição desenfreada, sem limites.
Obsessão e desejo de ter o que não se pode comprar.
Desejo de enriquecer sem fazer força, à custa do dinheiro de outras pessoas.
Facilidade de se apoderar de coisas sem se importar de quem são.

O desonesto na verdade, seja por que motivo for sempre acha que esta fazendo a coisa certa (para ele naturalmente), sempre engana a si mesmo com as mais descaradas desculpas para aplacar sua própria consciência que o cobra.
Dentro deste raciocínio, podemos perceber (em minha opinião) que, existem fatores que contribuem para chegar a isso. Sempre tive comigo que para uma pessoa se transformar em um desonesto, provavelmente ele já tem um sério desvio de caráter, sendo que muitos já trazem isso desde que nasceu, pouco importando de como foi criado, sua educação ou sua estrutura familiar, isso podemos constatar em diversas famílias como a pessoas são diferentes em seus modos de agir e com valores diferentes entre si desde pequenos.

Penso também que muitas vezes isso acontece por uma característica de personalidade, desenvolve uma maneira de pensar e agir em benefício próprio, mas acredito que se a pessoa toma conhecimento que esta sendo desonesta, procura ajuda e revertem seus conceitos.
Acredito também que esta maneira de agir seja por um lado relacionado com o comportamento da pessoa, dependendo do ambiente em que se vive com quem se vive e como é sua relação com este meio.

Em minha maneira de pensar acho que este quadro de desonestidade como já disse por uma falta de educação, mas também acho que em muitos casos é a falta de caráter mesmo.
Já tive de conviver e presenciar situações com relação a pessoas desonestas que me deixavam muito desanimado e triste. Acredito que o comportamento de uma pessoa desonesta não seja somente o roubo em si. Muito pelo contrário, notava que esta mesma pessoa sempre levantava falso testemunho sobre alguém, sempre conseguia coisas e benefícios passando por cima de outras pessoas, fraudava documentos, não era correto em sua função, mentia e enganava para conseguir favores e vantagens.

Como é difícil conviver com pessoas assim! Quantos de nós não conhecemos ou até trabalhamos com alguém assim?
Torna-se muito complicada viver uma situação com alguém que sabemos que é desonesto.
Por que digo isso?
Vemos como um pequeno exemplo que, pessoas que mesmo com um salário considerado baixo dependendo de uma determinada função acabam enriquecendo sem explicação alguma.
Pessoas que do nada enriquecem e na realidade não há uma justificativa convincente para tal.

E o que dizer de pessoas que compram bens e colocam em nome de outras (laranja), medo do que? Será que esse medo é por não ter como explicar essa riqueza toda. Ou seja, coisa conseguida na desonestidade.

Já parou para pensar e ver se não conhece pessoas assim?

O que adianta acumular bens se foi conseguido de forma errada e sem honestidade, Será que na cabeça destas pessoas elas se acham tão importantes e corretas que não sabem que muitas pessoas sabem como ela enriqueceu.
Na verdade, desonestidade não está com nada, esta atitude pode levar o indivíduo a ter uma vida de riqueza, mas acredito que cedo ou tarde a realidade aparece e com certeza a vida cobra cada centavo adquirido na safadeza.

Nada como o dia de amanhã. A verdade sobre nossas atitudes seja certa ou errada sempre vem à tona mais cedo ou mais tarde nesta vida.

Marcelo MArtins

Sou feliz; objetivos x caráter.




Menina. Escolha um caminho e eu estarei ao teu lado. Mas escolha o caminho mais longo, esqueça as facilidades. Sei que tu queres ser feliz, mas tens que entender que tu já és. Há uma grande diferença nisto. Teus objetivos são as opções de caminhos, teu caráter define o caminho que tu irás seguir; e a felicidade anda com você – no teu sorriso. Sorria! Agora! Neste momento. Vai! Sorri! Pronto. Sorriu, és feliz. És feliz, porque tu estás a respirar. Porque tens dois braços, duas pernas, uma cabeça; ou talvez enfrente alguma enfermidade, mas estás viva! Esta é a grande chance: a vida. A vida é a nossa grande oportunidade, agarre-a! A felicidade está dentro de você.
Tu queres ser uma grande advogada, então vai. Corre, luta, anda, cai, quebra-te ao meio, levanta-te, continua, recomeça. Segue teu caminho e alcança, torna-te aquilo que tu queres ser. Mas sem lamentos. Porque a felicidade é algo que nasceu com você, tu só tens que entendê-la e parar de devotá-la inteiramente em teus sonhos e nas pessoas que tu amas. A felicidade é a tua força. A tua força é poder deitar no final do dia, dormir e acordar novamente. Uma nova chance: recomece!
Menina, a felicidade é simples. Apenas respire.

Respire, respire, respire...

Gabriella Beth Invitti