Texto sobre Carater

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Caráter é destino. E o destino não é uma questão de sorte, mas uma questão de escolha. Não é uma coisa que se espera, mas que se busca.
É aquilo que fazemos quando ninguém está olhando. É nossa particularidade, nossa maior intimidade, nosso segredo mais bem guardado. É nosso maior companheiro, nossa maior paixão e,às vezes,nosso maior fantasma.

Júlio

Não me julgue. Não analise minha vida, não meça meu caráter.

Se vai tentar julgar, calce os meus sapatos e ande o caminho que passei, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas, os meus sofrimentos e as minhas alegrias. Entenda todos os pontos de vista, sinta o que sinto no meu coração, entre no meu cérebro e enxergue minha racionalidade e minhas motivações. Tropece nos meus erros, levante-se, tropece outra vez, sofra e levante-se de novo.
E aí talvez entenda que cada um tem a sua própria história.
Entenda que não existem regras, não tem certo ou errado.
Entenda que sempre há 2 lados de uma moeda, e que nem sempre 1 dos lados é o correto. Todos tem suas motivações, seus atos de fé, seus impulsos, sentimentos e suas verdades.

Não julgue nunca pois é fato que ninguém sabe qual trilha da vida foi seguida. Então se não sabe, guarde seu julgamento pra você. Que atire a primeira pedra aquele que nunca tiver errado.

Deb Aoki Chan

Mau-caratismo

Diz-se de pessoa de caráter nocivo, de má índole; que é capaz de prejudicar, de trair ou aviltar as pessoas e de ações desonestas.

Nunca imagine que alguém capaz de uma desonestidade com qualquer pessoa possa ser honesto com você.

É só uma questão de tempo e de oportunidade.
Ou da falta de oportunidade de já tê-lo ferrado.

Mantenha distância. É o único anti vírus eficaz

Marinho Guzman

Tanta confusão por nada ,
desde quando a cor da pele define o caráter,
quem disse que o negro é o bandido ,
e que o branco sempre é o mocinho ?

pensamentos errados que se desenvolvem ,
herança dos europeus deixadas na memoria .
Que permanecem até hoje com os esnobes.

E dai se existe pardos , albinos ou negros?
sua arrogância e desprezo
não passa de uma falta de respeito .


Negros também tem olhos,
alma e coração ,então porque ter preconceito
com seu próprio irmão?

bia f.

"Momentos não definem uma essência. Ninguém é sem caráter porque bebeu demais em uma festa. Ninguém é bobo ou vulnerável pois hasteou sentimentos em bandeira branca. Ninguém deixa de ser a mesma pessoa por mudar de opinião. Ninguém é qualquer estereotipo que qualquer idiota define momentaneamente. Se apaixone por pessoas e momentos, calce o bom senso, vista a sua consciência e viva.
A consciência é isso. Um equilibro entre você e o mundo. Entre o sentimento verdadeiro e o desnível. Entre o você e o novo você. Não tenha receio de ser essa miscigenação de erros e acertos sem fórmulas. Então se eu pudesse lhe dizer uma coisa, seria: sacie a sua consciência, não as expectativas alheias."

Entenda os Homens

Título: Caráter

Alguns fazem obras em suas casas,
outros assistem novelas.
Outros são desempregados,
outros possuem grandes mazelas.

Alguns bebem muito,
outros possuem ideias óbvias.
Alguns não compram seus próprios livros,
e tantos outros usam drogas.

E a vida vai se acoplando,
entre o tudo e a ganância.
Riachos ricos servem para nada,
e o luto beija a esperança.

Existe um, sem estar convicto,
e esse tal que há de interesse.
Mas e se for para ficar rico,
ele idolatra o mundo inteiro.

A morte aflora e deixa o dinheiro,
e ela vem e exaura os dias.
E para alguns interesseiros,
vos deixo as minhas poesias.

As almas mais lindas, cabem num livro tão bonito quanto o rosto humano. Quanto o mais diferente e apaixonante cântico, em sua mais rica e bela índole.

Daniel Muzitano

Antes de julgar a minha vida ou o meu caráter... calce os meus sapatos e percorra o caminho que eu percorri, viva as minhas tristezas, as minhas dúvidas e as minhas alegrias. Percorra os anos que eu percorri, tropece onde eu tropecei e levante-se assim como eu fiz. E então, só aí poderás julgar. Cada um tem a sua própria história. Não compare a sua vida com a dos outros. Você não sabe como foi o caminho que eles tiveram que trilhar na vida.
Clarice Lispector

Clarice Lispector

Onde eu me Situo em Tudo Isto?

Com esta pergunta de caráter pessoal em nosso título queremos conduzir o presente assunto no seu próprio campo de pertinência, uma vez que as questões que serão abordadas dizem respeito à nossa personalidade como um todo composto de várias partes, e portanto, a proposta da indagação seria a de que aqueles que assim o desejassem, possam analisar a si mesmos quanto às medidas que possuem de cada um dos pontos enfocados.
À guisa de orientação geral, cabe destacar que, a par de estarmos apresentando um estudo analítico de partes constituintes da personalidade, o nosso foco será o homem total, assim compreendido: corpo, alma e espírito, uma vez que sendo a divindade composta por três pessoas distintas e no entanto haver um só Deus, de igual forma, as três partes constituintes da humanidade aqui na Terra, são as três referidas, e o ser humano é uma só pessoa a par de ter um espírito, uma alma e um corpo físico.
Muito bem. Feitas estas considerações de caráter geral, passemos ao estudo analítico propriamente dito.
Há, neste mundo, dois reinos distintos de operações distintas, sendo um natural do qual todos participam, e o segundo, espiritual, do qual passam a participar apenas aqueles cujos espíritos são renascidos do Espírito Santo.
Tanto num reino quanto noutro, as ditas faculdades ou habilidades naturais ou espirituais se encontram e são aperfeiçoadas ou deterioradas nos seguintes campos:

1 - inteligência intelectual
2 - inteligência emocional
3 – caráter
4 – conhecimento
5 – sabedoria
6 – vontade e inclinação moral e espiritual.

Todos estes seis aspectos básicos constituintes da personalidade são encontrados tanto no reino natural, quanto no espiritual, sendo amplamente distintos em suas formas de ser e de expressão.

1 – Inteligência Intelectual

Não pretendemos esgotar os diversos significados desta expressão, senão relacioná-la apenas às diferentes capacidades das pessoas em adquirir conhecimentos e resolver problemas, especialmente pelo uso do raciocínio. Estas capacidades são diversas e em muitos casos independentes e também múltiplas em todos os campos possíveis de serem investigados, quer no campo natural, quer no espiritual.
Assim, a Inteligência Intelectual Natural, se relaciona a tudo o que é pertencente ao mundo natural visível ou invisível. Ela abrange todos os processos lingüísticos, filosóficos, científicos, tecnológicos, ontológicos e tudo quanto possa ser aprendido do que chamamos de coisas pertencentes ao universo físico tangível ou intangível.
Por seu turno, a Inteligência Intelectual Espiritual, se relaciona exclusivamente às coisas que podem ser somente entendidas por iluminação e revelação do Espírito Santo, I Cor 2. Estas coisas são espirituais, celestiais e divinas, e apesar de serem manifestadas ao nosso espírito, podem ser apreendidas e discernidas pela mente que foi e que está sendo renovada progressivamente pelo Espírito Santo.
Como afirmamos anteriormente, ambos os tipos de inteligência mencionados pertencem a campos distintos, e portanto ser muito inteligente nas coisas temporais, não implica necessariamente que se tenha inteligência espiritual, e a recíproca é também verdadeira, porque é possível ser muito inteligente espiritualmente falando, e ser pouco inteligente no que se refere às coisas naturais. Assim, um cristão não está necessariamente em vantagem em relação ao não cristão no que se refere ao domínio das coisas naturais, como este, não está no que tange às espirituais em relação ao cristão.
Todavia, por ser o homem corpo, alma e espírito, a inteligência intelectual pode não somente ser afetada em si mesma, como também afetar consideravelmente outros campos da personalidade, que destacamos anteriormente (Inteligência Emocional, caráter, conhecimento, sabedoria, vontade e inclinação moral), por vários fatores.
Por exemplo, portadores de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) ou TDA (sem hiperatividade), que é caracterizado por falta de concentração, impulsividade e hiperatividade ou excesso de energia. O TDA ocorre em crianças e adultos, homens e mulheres, abrangendo todas as camadas socioeconômicas, níveis de escolaridade e graus de inteligência. Nos EUA há cerca de 17 milhões de pessoas que sofrem este distúrbio presentemente.
Apesar de cerca de um terço conseguir superar o problema na adolescência, os demais terão que conviver com o TDA ao longo de suas vidas neste mundo. E ainda, que possa haver um considerável controle com o uso adequado de fármacos receitados por médicos psiquiatras, e pelo acompanhamento psicológico do método de disciplina comportamental, sempre haverá uma grande influência, mas não para tornar a pessoa menos inteligente, ao contrário, porque são muito inteligentes acima da média, intelectualmente falando, mas podem sofrer sérios prejuízos nas demais áreas da personalidade destacadas anteriormente. (inteligência emocional, conhecimento etc).
Isto porque são os principais sintomas dos portadores adultos de TDA:

- dificuldades em organizar as tarefas diárias;
- tendência a ser desorganizado e a perder objetos;
- irritação com tarefas repetitivas ou monótonas;
- preferência por ambientes agitados;
- numa conversa, começa a falar antes do fim de uma pergunta ou de uma resposta;
- distração e "sonhos acordados" constantes, principalmente quando está lendo ou ouvindo por obrigação;
- períodos de sonolência durante o dia;
- falhas de memória;
- comportamento impulsivo. Falar e agir sem medir as consequências;
- alterações rápidas de humor;
- em alguns casos, envolvimento com uso abusivo de drogas.

Vemos que estes fatores podem afetar até mesmo a Inteligência Intelectual Espiritual, e todos os demais campos pertinentes ao chamado homem espiritual total, porque tudo isto contribui para a dispersão na concentração exigida especialmente para a prática da oração e meditação da Palavra de Deus; uma vez que a mente está naturalmente indisposta, distraída e irritada.
E tudo no mundo espiritual chama e se desenvolve no ambiente de ordem, concentração e paz.
Todavia, quando se é nascido do Espírito Santo, ainda que não dissolvidas totalmente, estas desvantagens apontadas podem em muito ser mitigadas pelo poder da graça de Cristo, através das novas disposições implantadas na nova criatura, que vão na contramão de tudo o que se encontra no TDA, a par de que, isto demandará, como em todos os demais aspectos componentes da personalidade, de um crescimento gradual e progressivo que será consumado com o processo da santificação do corpo, alma e espírito.

2 – Inteligência Emocional

Não pretendemos nos prender à exploração completa deste conceito, conforme muitos o fizeram, especialmente Salovey e Mayer, e Goleman, dos quais estamos destacando apenas a definição das habilidades apresentadas por este último como sendo as principais categorias do que se chama de Inteligência Emocional:

1. Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer as próprias emoções e sentimentos quando ocorrem;
2. Controle Emocional - lidar com os próprios sentimentos, adequando-os a cada situação vivida;
3. Auto-Motivação - dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal;
4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas - reconhecer emoções no outro e empatia de sentimentos; e
5. Habilidade em relacionamentos inter-pessoais - interação com outros indivíduos utilizando competências sociais.

Quando falta ou quando se é pequena a chamada Inteligência Emocional, assim considerada pelos termos destacados anteriormente, haverá prejuízos especialmente nas chamadas relações inter-pessoais, pela falta de um controle adequado sobre as emoções, e que se traduzirá geralmente em explosões de ira, irritações e alterações de humor, muitas vezes injustificadas.
Isto depõe contra a possibilidade de um viver harmônico em interações sociais, e especialmente na comunhão espiritual quando isto se refere à Inteligência Emocional Espiritual.
Como o fruto do Espírito Santo é paz, alegria, bondade, benignidade, longanimidade, amor e domínio próprio, ainda que a Inteligência Emocional Natural, por maior que seja, não responda a este fruto citado, que é eminentemente sobrenatural e celestial, ou seja, que nos vem do Alto, todavia, aqueles que não a possuem naturalmente ou de modo deficiente terão maiores dificuldades em serem ajustados ao padrão de comportamento que Deus espera forjar em todos os seus filhos amados, sem que isto caracterize, no entanto, uma impossibilidade, para o Deus ao qual são possíveis todas as coisas.
Assim, quando aqueles que se encontravam com maiores dificuldades para o seu aperfeiçoamento espiritual, chegam a alcançá-lo por lutarem para o buscarem em Deus, muito maior é a glória de Deus nestes casos, pela plena evidência do seu poder transformador de vidas.
Parece-nos portanto, que ele permitiu estas deficiências naturais, que entraram na criação por causa do pecado original, para que ele tivesse uma glória ainda maior, pela demonstração do seu poder de cura, amor e cuidado misericordioso demonstrados para todos aqueles que recorrem a ele para serem socorridos, por meio da fé em Jesus Cristo, por meio de quem nos são concedidas todas as coisas.
Antes de concluir esta parte, cabe ressaltar que os que são de temperamento calmo e brando, não estão também excluídos da necessidade do cuidado de Deus, porque podem ficar tímidos por conta de suas disposições naturais e não virem a investir e a fazer progresso com ousadia no reino de Deus, por um firme testemunho de fé, especialmente nas circunstâncias adversas.
E, além disso, são mais facilmente tentados a confundir a santificação que procede do Espírito Santo com o seu fruto de mansidão, longanimidade, etc, com o temperamento natural que eles possuem, e que como afirmamos anteriormente, não consiste no fruto de santificação que nos leva a servir e a adorar a Deus com um coração puro e uma boa consciência.
Enfim, ser calmo não significa que se esteja vivendo na fé e na direção do Espírito Santo.

3 – Caráter

A par de existirem várias formas de definição do que seja caráter, estaremos restringindo o uso do termo à sua forma de apresentação indireta na Bíblia como se referindo à própria essência da personalidade, a qual é identificada pelo bom nome da pessoa, como ocorre em Mateus 10.40, onde caráter foi vertido de onoma, no original grego, que significa nome.
Assim, podemos definir caráter como sendo o modo de viver segundo determinados valores específicos.
Teríamos assim um bom ou um mau caráter, dependendo destes valores.
Um bom caráter segundo o que é relativo ao mundo civil é portanto aquele que segue as regras e valores aprovados da sociedade em que se vive.
E um bom caráter segundo o que é relativo ao reino de Deus é aquele que segue as regras e os mandamentos de Deus.
Por conseguinte, todo o comportamento que sistematicamente viola estas regras, tanto num campo de abrangência, quanto noutro, pode ser dito pertencente a alguém de mau caráter.
A formação do caráter pode ser altamente influenciada pelo meio em que se vive, de modo que aqueles que andam com os sábios poderão vir a ser sábios, mas aquele que andar em má companhia poderá ter o seu caráter moldado por seus maus companheiros.
Do cristão se requer que seja um bom caráter tanto no chamado mundo civil, quanto no reino de Deus, porque lhe é imposto dar a César o que é de César e a Deus e o que é de Deus.
E, a propósito, não é possível ser um bom caráter segundo Deus, quando não se é um bom cidadão.
O Cristão carrega sobre si o bom nome de Cristo, e é seu dever portanto, moldar o seu caráter a este nome, porque importa que haja nele o mesmo caráter que há em Cristo, que em tudo é obediente ao Pai.
Um espírito santificado deve influenciar os hábitos de uma mente e de um corpo também santificados, porque tudo o que se pensa, se imagina, que se faz com o corpo, deve seguir o pendor do espírito e não o da carne (natureza pecaminosa).

“E conheceis o seu caráter provado, pois serviu ao evangelho, junto comigo, como filho ao pai.” (Fil 2.22)

4 – Conhecimento

Há um conhecimento natural que todos os homens podem alcançar, dentro dos limites considerados anteriormente, e um conhecimento espiritual que somente aqueles que são nascidos do Espírito Santo podem obter.
Tanto num caso como noutro (natural e espiritual) pode existir progresso no aumento do conhecimento, sendo que no que tange ao espiritual, isto será possível não apenas mediante o nosso esforço em diligência para adquirir o citado conhecimento, como também somos dependentes da iluminação e revelação do Espírito Santo, e daí a necessidade da oração e da prática da Palavra de Deus.
E como vimos antes, um bom caráter, será o fator principal gerador de uma boa consciência, em uma maior aplicação para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de nossa inteligência intelectual e emocional, notadamente no que se refere ao campo espiritual, e muito contribuirá para uma maior aquisição de conhecimento das coisas espirituais, celestiais e divinas, porque, apesar de Deus trabalhar com a nova natureza que recebemos pela fé em Cristo, tudo reflete no homem total que somos, a saber, corpo, alma e espírito.
O conhecimento espiritual no qual o cristão deve se empenhar para o seu crescimento é o relativo à graça de Jesus, ou seja, em tudo o que é chamado a receber e a viver segundo lhe está disponibilizado em Cristo, pela sua graça, 2 Pe 3.18.

5 – Sabedoria

Sabedoria, biblicamente falando, abrange muito mais do que a definição clássica de se fazer o uso adequado dos conhecimentos adquiridos.
Este é um assunto por demais extenso, e por isso gostaríamos de resumi-lo ao enfoque da sabedoria e sensatez que é segundo Deus, e o da sabedoria e sensatez que é segundo o mundo.
O próprio texto grego do original do Novo Testamento nos ajuda muito no estabelecimento de tal distinção porque possui palavras específicas para indicar um uso mais preciso das referidas palavras.
Por exemplo: a palavra sábio no grego, quando indica o tipo de conhecimento, habilidades e mentalidade adquiridos, é geralmente fronimos.
E quando indica o conjunto de conhecimentos e o modo da sua aplicação, a palavra geralmente usada é sofós.
Agora, tanto num caso, como no outro, é possível ser sábio e sensato segundo Deus, nas coisas espirituais, celestiais e divinas; ou então ser sábio segundo o mundo e a carne apenas nas coisas terrenas e naturais, ou então nas do reino espiritual da maldade.
Toda pessoa chega a este mundo naturalmente desprovida do conhecimento de Deus, e portanto não pode possuir a sensatez, a sabedoria, a prudência e inteligência divinas, traduzidas no modo de discernir todas as pessoas e coisas, segundo o modo de Deus discerni-las.
Tal sabedoria, somente pode ser adquirida, e crescer em graus, mediante a conversão e consagração a Cristo.
Nós lemos em I Cor 1.26,27 o seguinte:
“Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes;”
A expressão “as coisas loucas” foi traduzida da palavra grega, morós, usada por Paulo no original grego, no gênero neutro, a qual significa néscio, insensato, tolo ou estulto. Significado este, que encontramos nos demais textos do Novo Testamento que utilizam a referida palavra.
Como a referência “as coisas loucas” está em contraposição à citação “os sábios”, então teríamos uma melhor tradução com “Deus escolheu os insensatos, ou tolos, do mundo, para envergonhar os sábios”.
Mas Deus pode escolher e amar pessoas insensatas?
Sim. Deus pode amar o insensato e não a sua insensatez.
Os crentes estão também sujeitos a serem insensatos, ou seja, a não terem discernimento, não como um atributo permanente, mas por lapsos avulsos de bom senso.
Todavia, em Ef 5.17 os crentes são convocados a não serem insensatos, mas procurar saber a vontade de Deus.
Mesmo crentes estão sujeitos a serem sábios segundo o mundo em muitos sentidos, mas eles têm o que o mundo não tem, que é a fonte da verdadeira sabedoria habitando neles, a qual é Cristo, e que pode levá-los a terem cada vez mais a sabedoria que é segundo Deus.
Pela rápida exploração destes conceitos relativos à sabedoria, podemos entender que não é à toa que Deus nos ordena a não nos gloriarmos na nossa sabedoria, Jer 9.23, porque ela está sujeita a diversas limitações em si mesma, e não responde por si só, a tudo o que compõe a nossa personalidade, conforme estamos analisando em todas as partes deste estudo.

6 – Vontade e Inclinação Moral e Espiritual

Por vontade entendemos muito mais do que a faculdade da mente humana em fazer escolhas e tomar decisões, porque a vontade não é um poder soberano em nós, uma vez que pode ser influenciada por diversos fatores que pesarão preponderantemente em muitas das nossas escolhas e decisões, que apesar de serem o fruto do exercício de nossa vontade, pode-se dizer das mesmas que foram involuntárias, em diversas situações, ou seja, quando não nos achávamos no domínio pleno destas escolhas e decisões.
Daí termos associado à vontade, a nossa inclinação moral e espiritual, porque por um conjunto de fatores que não chegamos a compreender muito bem, há toda uma disposição diferenciada de pessoa para pessoa para pender para os mais diversos tipos de ânimo, espírito, temperamento, humor, padrões de obediência e de rebelião, enfim, de todo o somatório de poderes que operam na mente, no espírito e corpo de cada pessoa, e que determinam o seu pendor ou inclinação moral e espiritual.
De um modo geral, toda a humanidade se encontra naturalmente indisposta para as coisas espirituais, celestiais e divinas, e isto configura, na verdade, um estado de inimizade e oposição a tudo o que se refira efetivamente à vontade de Deus e seus mandamentos.
Mas, mesmo neste caso, alguns possuem um pendor natural para as coisas que são consideradas comportamentalmente aprovadas pela sociedade, e outros que vão na direção contrária a isto. E nem sempre uma chamada boa educação pode responder sozinha para a determinação de um bom comportamento.
Há vários fatores intrínsecos formadores da própria personalidade que preponderam sobre tudo o mais que se possa fazer de esforço para melhorar o procedimento daqueles que costumam fazer um uso inadequado da vontade por seguirem inclinações perniciosas inerentes à sua própria constituição interior.
Pessoas há que simplesmente não se permitem serem amoldadas por boas influências externas, sejam elas de qual natureza forem, naturais ou espirituais. E isto permanece como um grande mistério até hoje para todos nós, porque sucede assim.
Deus, que é o criador de tudo e de todos, não criou qualquer tipo de mal moral ou espiritual.
Portanto, não se pode atribuir isto a uma falha de fabricação, mas a um fator estranho que se introduziu não somente na criação dos homens, como também na dos anjos que se transformaram em demônios, porque sendo ambos seres morais, dotados de vontade própria, escolheram e se inclinaram para longe de Deus e do padrão de vida e de comportamento que nele existem e que dele emanam para todas as suas criaturas que lhe são obedientes.
Mas, no melhor dos homens, em razão da inimizade natural pecaminosa que há em todos, há a necessidade de nos esforçarmos para nos inclinarmos para as coisas que são de Deus, segundo o pendor do Espírito Santo, para que possamos ter a nossa vontade sendo dirigida pela boa, perfeita e agradável vontade de Deus, em tudo o que é justo e santo, Rom 8.6-13; 12.1,2.
Assim, bem irá ao que se arrepender e se humilhar diante de Deus reconhecendo a sua plena dependência dele para tudo o que é bom e aprovado, uma vez observadas todas as limitações e dificuldades a que estamos naturalmente expostos.

E, ao concluirmos esta nossa breve reflexão gostaria de indagar a mim mesmo: e então, onde é que eu me se situo em tudo isto? Estou estagnado, vencido pelas circunstâncias que me são adversas tanto exteriores, quanto interiores, ou estou fazendo progresso em Cristo Jesus para superá-las?

Silvio Dutra

O Caráter e a Bem-Aventurança do Justo

“Mas regozijem-se todos os que confiam em ti; folguem de júbilo para sempre, porque tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome. Pois tu, Senhor, abençoas o justo e, como escudo, o cercas da tua benevolência.” (Sl 5.11,12)

I. O caráter do justo

Geralmente as pessoas se referem apenas às ações, e principalmente àquelas que dizem respeito aos homens. Mas isso daria uma visão muito parcial e inadequada do assunto.
A verdade é que, o caráter do homem é para ser estimado, não tanto por suas ações em relação aos homens, como pelo hábito de sua mente para com Deus. Não quero dizer que as ações não são necessárias para evidenciar a verdade e excelência do princípio interno, pois o princípio que é improdutivo de frutos santos, não tem valor, é um pretexto hipócrita, uma mera ilusão. Mas as ações, embora boas em si mesmas, como orações e doações, podem proceder de um princípio vicioso, e, em vez de serem aceitáveis a Deus, podem ser perfeitamente odiosas aos seus olhos. Assim, o justo é descrito pelos caracteres que não admitem qualquer dúvida:

1 . Eles confiam em Deus

Os justos têm uma visão de Deus como ordenando todas as coisas tanto no céu quanto na Terra. Eles sabem que, com certeza, nem mesmo um pardal cai por terra sem a sua permissão específica. Eles sabem que tanto homens e demônios são como instrumentos em suas mãos e que, no entanto inconscientes eles não podem ter qualquer poder governante, porque, de fato, cumprem a vontade do Deus Todo-Poderoso. Assim, qualquer ação que efetuem, eles a recebem como de Deus, e tudo o que seja planejado contra eles, eles se sentem protegidos em suas mãos. Eles sabem que, sem ele, "nenhuma arma forjada contra eles pode prosperar", e que , através de seu cuidado gracioso, "todas as coisas devem trabalhar juntamente para o seu bem."
Davi foi exposto aos maiores perigos através da malícia de Saul, mas "ele se fortaleceu no Senhor seu Deus", e confiou todos os seus problemas a ele. Portanto, o verdadeiro santo, seja ele quem for, foge para Deus como um refúgio seguro, e se esconde sob a sombra de suas asas; certo de que, quando protegido dessa forma, nenhum inimigo pode assaltá-lo, nenhum mal encontrará acesso a ele.
Eles confiam na graça de Deus, bem como em sua providência. Eles estão bem seguros, de que não há esperança para eles em si mesmos, especialmente no que diz respeito à obtenção de reconciliação com Deus, ou o cumprimento de sua santa vontade. Na misericórdia de Deus, portanto, e sobre os méritos de seu Salvador, eles dependem de perdão e aceitação, e no Senhor Jesus eles procuram por essas fontes de graça, conforme as suas necessidades o exijam.
Renunciando a toda confiança em si mesmos, eles vão para a frente, dizendo: " No Senhor há justiça e força."

2. Eles amam a Deus

Eles contemplam suas gloriosas perfeições, especialmente como são manifestadas no Filho do seu amor, que é o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa divina; e com santa admiração eles se prostram diante dele, dizendo: “Quão grande é a sua bondade! Quão grande é a sua formosura!" Eles também contemplam com admiração e gratidão o amor que ele tem lhes mostrado, em escolhê-los, desde antes da fundação do mundo, para serem os monumentos de sua graça, e, por lhes dar tais suprimentos do seu Espírito, para efetuar eficazmente a sua salvação.
É também citado que "para aqueles que creem, Cristo é precioso." Sim, o seu próprio nome é como o unguento derramado; e ouvir e falar dele é o trabalho mais prazeroso de suas almas.
Agora, eu digo, estas são as virtudes características do justo; e estas são as graças que são de suprema excelência aos olhos de Deus. É evidente que, pelo exercício destas disposições Deus é mais honrado do que em todos os atos externos que possam ser executados, porque ele próprio é o objeto que eles têm por fim almejar, e cuja glória eles promovem.
Em ligação imediata com estas disposições está a,

II. Sua bem-aventurança

1. Quem é tão alegre como eles?

1. "Regozijem-se", diz o salmista, sim, "encham-se sempre de alegria”. Este é o seu privilégio; este é o seu dever. O mandamento do próprio Deus é: "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos.", “Regozijai-vos sempre, porque esta é vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco." É verdade que existem épocas de humilhação, bem como para a alegria; mas é verdade também que, embora, na experiência mundana, há uma oposição direta entre estes dois sentimentos, de modo que eles não podem co-existir, eles podem existir simultaneamente nos santos em funcionamento harmonioso. De fato, não há alegria mais sublime do que aquela que surge da tristeza do arrependimento, e que é temperada por contrição. A própria postura dos santos glorificados no céu, testemunha isto, porque eles se prostram sobre seus rostos diante do trono, e cantam em voz alta: "Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados,". Mas você vai particularmente perceber o que é dito: "Eles se alegram nele", e não em si mesmos, mas somente em Cristo, no qual todo o seu refrigério é achado.

2 . Quem tem tal motivo de alegria como eles ?

Eles já estão sob o cuidado e a proteção do seu Deus , “que os defende" dos assaltos de todos os seus inimigos, e que prometeu a si mesmo ser o seu protetor até o fim; como diz Davi: “Pois tu, SENHOR, abençoas o justo e, como escudo, o cercas da tua benevolência." Há, em outro salmo, uma expressão marcante, que bem ilustra isso: "Tu os escondes no secreto da tua presença." O crente , quando sensato da presença de Deus com a sua alma, tem uma certeza da sua proteção, como se visse com seus olhos físicos, todo o céu cheio com carros de fogo, com cavalos de fogo, para a sua defesa. Ele então concebe em sua mente a ideia de que Deus é um muro de fogo em redor dele, e que quem pensar em escalá-lo não somente irá falhar, mas perecerá na tentativa. Na verdade, sentir-se assim, no próprio seio do nosso Deus é uma alegria indizível e cheia de glória.

APLICAÇÃO

Procure ser verdadeiramente justo. Não te esqueças em que este caráter consiste principalmente. Procure conhecer a Deus, confie nele, ame-o, conhecendo-o como ele se revelou em seu Evangelho, e confie nele como o Deus da Aliança e Salvador; e ame-o com todo o seu coração, e mente, e alma, e força. Deixe que um senso de sua presença contigo seja a tua principal alegria, e cada ação da tua vida seja realizada para a sua glória. Então você será preservado de todos os inimigos, e será abençoada a sua antecipação do céu.

Tradução e adaptação feitas pelo Pr Silvio Dutra, de um texto de Charles Simeon em domínio público.

Charles Simeon

Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, prender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje...
Amanhã, já me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...
Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!

" Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer.
Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?
Será que ele deixa?"

"Dessa vez, com você, eu queria que desse certo.”

"Quando vai dando assim, tipo umas onze da noite, o horário que a gente se procurava só pra saber que dá pra terminar o dia sentindo algum conforto. Quando vai chegando esse horário, eu nem sei. É tão estranho ter algo pra fugir de tudo e, de repente, precisar principalmente fugir desse algo. E daí se vai pra onde?"

Tati Bernardi

Ao passar do tempo.
O tempo mostrará quem somos, quem você é, se usa mascara ou não, se tem caráter ou não;
Resumindo ele mostrará a sua face real.

Afinal ...
Não adianta se esconder em sorrisos dóceis, em dar uma de humilde, pois a gravidade deixa tudo cair, até mesmo as grandes mascaras.

Paulo Almeida

Sou pessoa de dentro pra fora. Minha beleza está na minha essência e no meu caráter. Acredito em sonhos, não em utopia. Mas quando sonho, sonho alto. Estou aqui é pra viver, cair, aprender, levantar e seguir em frente.
Sou isso hoje...
Amanhã, já me reinventei.
Reinvento-me sempre que a vida pede um pouco mais de mim.
Sou complexo, sou mistura, sou homem com cara de menino... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar...
Não me dôo pela metade, não sou teu meio amigo nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou bobo, mas não sou burro. Ingênuo, mas não santo. Sou pessoa de riso fácil...e choro também!

Sérgio o Cancioneiro

Deixemos para trás apenas o necessário. Mesmo que doídas, algumas lembranças forjaram nosso caráter e intensificaram nossa sensibilidade em distinguir o que nos faz bem. Cabe a nós semear carinho e ficarmos embevecidos com a beleza da colheita. Façamos a escolha certa e que possamos colher inesquecíveis momentos de felicidade.
Luiz Machado

Luiz Machado

O Caráter da Fé



Por D. M. Lloyd Jones

Qual é a natureza da fé? É óbvio que a fé não é simples questão de sentimento. Se a fé fosse apenas questão de sentimentos, então, quando as coisas andassem mal e os sentimentos mudassem, a fé desapareceria. Mas a fé não é somente coisa dos sentimentos. A fé abrange o homem integral, incluindo a mente, o intelecto e o entendimento. É sua resposta à verdade, como veremos.

A fé não age automática e magicamente. Muita gente concebe a fé como algo semelhante aos termostatos de um aparelho de aquecimento. Você ajusta o termostato num certo nível e ele funciona automaticamente. Pois bem, existem muitos que parecem pensar que a fé opera desse jeito. Supõem que, não importando o que lhes suceda, a fé funcionará e tudo estará bem. Todavia, a fé não age assim, mágica e automaticamente. Se fosse assim (para os discípulos, durante a tempestade na Galileia — Lucas 8.22-25) não teria havido problema algum; a fé teria entrado em funcionamento, eles teriam permanecido calmos e tranqüilos, e tudo teria andado muito bem. Mas a fé não é desse jeito.

O que é a fé? Consideremo-la positivamente. O princípio ali ensinado é que a fé é uma atividade, e uma coisa que tem de ser exercida. Não entra em operação por si mesma; você e eu temos que fazê-la funcionar. Foi exatamente isso que o Senhor disse àqueles homens. Declarou-lhes: «Onde está a vossa fé?» É o mesmo que se Ele tivesse dito: «Porque não tomais a fé que tendes e a aplicais à presente situação?». A fé consiste de nos recusarmos a entrar em pânico. Parece ser, então, algo demasiado terreno e não suficientemente espiritual? Isso é algo que pertence à própria essência da fé.

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D.M.Lloyd Jones

Profecias Cumpridas e que Continuarão se Cumprindo



A profecia bíblica não tem o mero caráter de prognosticar o futuro das coisas que são essenciais e que acompanham a salvação, mas de ser uma palavra autoritativa, de peso, para qual a devemos atentar seriamente para observá-la ou cumprir.
Por isso, temos a expressão “carga da Palavra do Senhor” que lemos em Zacarias 12.1, que aparece em outras passagens bíblicas como por exemplo Jer 33.38 e Mal 1.1.
A palavra carga vem do hebraico massau, que significa peso.
Em outras passagens do Antigo Testamento é usada com o sentido da carga que era carregada pelos animais; e deste modo, significa fardo.
Quando vinha como Palavra do Senhor, era geralmente na forma de profecia, daí ser traduzida em algumas versões como profecia, ou sentença, em vez de carga.
Em Jeremias 23.33, 34, 36, 38, nós vemos o Senhor repreendendo o povo por chamar de carga a Sua vontade revelada pela Palavra.
E isto estava associado ao fato de que sendo um Deus misericordioso, que demonstraria o Seu amor ao Seu povo, dando o Seu próprio Filho unigênito para morrer pelos pecadores, jamais poderia ser visto como quem coloca fardos sobre os outros, porque Ele mesmo é quem carrega os nossos fardos.
Por isso, no mesmo contexto da profecia de Jeremias 23 é feito menção a Jesus como sendo dado para justificar o povo do Senhor (Jer 23.5,6), e seria por causa dEle, que haveria pastores fiéis para apascentarem o Seu rebanho (Jer 23.4), que agiriam de modo muito diferente daqueles que estavam destruindo e dispersando as ovelhas (Jer 23.1).
Jesus havia repreendido os fariseus por atarem fardos pesados às costas do povo (Mt 23.4), porque o ministério dos homens de Deus não é o de colocar fardos sobre as pessoas, mas de aliviar os seus fardos.
Devemos lembrar que Jesus carrega as ovelhas perdidas em Seu próprio ombro, porque na verdade, as tem carregado em Seu coração.
Como pois pode ser carga a Palavra de Deus?
Ela será uma carga somente para aqueles que resistem à vontade do Senhor, por serem rebeldes.
E é para estes que a Palavra desta profecia seria uma carga.
Para todos que se opõem ao sucesso de Jerusalém.
Deus tem colocado Jerusalém para ser objeto de louvor na terra.
Na profecia, esta cidade tem um simbolismo espiritual de representar a Igreja do Senhor, porque seria nela que a Igreja seria iniciada com aquele primeiro grupo de 120 discípulos, que estavam reunidos no dia em que o Espírito Santo foi derramado.
É por isso que se faz a promessa do derramar do Espírito, na profecia de Zacarias 12.10.
Mas para aqueles que gracejam da Palavra do Senhor, e que brincam com as coisas sagradas, Jerusalém seria uma pedra pesada, uma carga.
Jerusalém será uma pedra pesada para as nações, porque os exércitos coligados do Anticristo que vierem sobre ela serão destruídos pelo Senhor, na Sua segunda vinda (Zac 12.2,3).
Jesus é a pedra angular do edifício da Igreja, e muitos judeus o rejeitaram e o têm rejeitado, assim como muitas pessoas em todas as nações do mundo, mas Ele diz que sobre quem esta pedra cair será despedaçado e reduzido a pó (Mt 21.44).
Importava que o evangelho começasse a ser pregado primeiro em Jerusalém e em Judá, para dar cumprimento à profecia do verso 7 deste 12º capítulo de Zacarias.
Nos capítulos anteriores se vê que apesar de a Igreja (Jerusalém) ser um peso para os inimigos de Deus de todas as nações, estes se oporiam duramente a ela (Zac 12.3).
Mas o Senhor pronunciou uma sentença sobre eles de feri-los de espanto e de loucura (Zac 12.4).
Os inimigos de Deus tentarão apagar o fogo do Espírito, mas os líderes fiéis da Igreja, designados na profecia por governadores de Judá, serão como um braseiro ardente e um facho de fogo (v. 6).
Deus prometeu enfraquecer a coragem e a força dos inimigos da Igreja (v. 4).
Assim, a Igreja deve cumprir a Sua missão com coragem, sem temor, sem assombro e sem se deixar intimidar por qualquer tipo de inimigo, porque o Senhor tem feito a promessa de protegê-la e de fortalecer o mais fraco dos seus membros, a ponto de compará-lo com Davi, que foi um grande guerreiro de Deus, e a casa de Davi (uma referência à Igreja reunida) como sendo como o próprio Deus, como o anjo do Senhor diante dela (v. 8).
O Senhor mesmo destruirá todas as nações (ajuntamentos de pessoas ou povos) que tentarem vir contra Jerusalém (a Igreja), para destruí-la (v. 9).
Diante de tão grande promessa que tem sido cumprida fielmente pelo Senhor, nestes dois mil anos de pregação do evangelho, como enfraqueceremos na fé e deixaremos de prosseguir adiante com a realização da Sua obra através de nós?
Foi por se firmar nestas promessas que os apóstolos puderam enfrentar toda oposição que se levantou contra eles, e prevaleceram.
Veja a palavra que o Senhor dirigiu a Paulo quanto às perseguições que havia sofrido em Corinto:

“9 E de noite disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales;
10 porque eu estou contigo e ninguém te acometerá para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.” (At 18.9,10).

Assim, portanto, incentivemo-nos mutuamente dizendo: “Adiante! Adiante!”. Adiante com a adoração, com o louvor, com a pregação, com o ensino, com as orações, com a comunhão, com a santificação, com a evangelização, com o testemunho.
Adiante! Adiante!
Não olhemos para trás conforme o Inimigo quer que façamos.
Sejamos corajosos e não temamos o mal, porque fiel é O que fez a promessa de proteger a Sua igreja!
O Espírito Santo é derramado como Espírito de graça e de súplicas, e o Seu trabalho é principalmente o de convencer do pecado, da justiça e do juízo, por se olhar o Cristo crucificado pelos nossos pecados e que conduz todos os que são da casa de Davi, os habitantes de Jerusalém (duas formas de se referir à Igreja que está em todo o mundo) a chorarem amargamente pela morte do Senhor na cruz, porque entenderão não apenas o quanto Ele sofreu por amor de nós, mas porque aquela morte é a nossa própria morte, que Ele morreu em nosso lugar (Zac 12.10).
Por isso este choro não é apenas um pranto da Igreja reunida, como o povo de Israel chorou pela morte do piedoso rei Josias, no vale de Megido, mas um pranto em cada família, e nos membros individuais destas famílias (v. 12-14). E é exatamente isto o que tem ocorrido em todo o mundo, desde que Cristo morreu na cruz.
O choro do arrependimento tem operado conversões em muitos corações, porque Ele morreu para este propósito mesmo.
A promessa do derramar do Espírito é feita em conexão com a morte de Cristo na profecia do verso 10, porque foi por causa da morte do Senhor que a promessa do derramar do Espírito foi cumprida, e porque o Espírito é verdadeiramente derramado somente quando a cruz é pregada.
É pela pregação do evangelho da cruz, e por se viver crucificado com Cristo, que o Espírito de graça e de súplicas é derramado em nossos corações.
É dito que é Espírito de graça, porque a salvação é pela graça, somente por se olhar com os olhos espirituais da fé para Cristo, para o Cristo traspassado pelos nossos pecados.
E é Espírito de súplicas porque é Ele quem intercede pelos santos, porque não sabemos como orar e nem como convém orar (Rom 8.26).
Então em toda verdadeira oração é Ele que intercede através de nós.
Devemos aprender a descansar nestas promessas e a ter completa fé nesta Palavra que Deus tem proferido acerca da vitória da Sua igreja, para que nos empenhemos na obra de Deus, com paz e alegria nos nossos corações, a par de toda oposição do inferno que possamos sofrer.


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Silvio Dutra

O Caráter da Bênção da Liberdade do Cristão



É somente pela permanência na vida espiritual que é operada pela fé, e que cresce na provação da fé, que se pode ser mais do que vencedor na prática da vida cristã diária, e não apenas por mero conhecimento doutrinário.
A doutrina verdadeira deve ser praticada, senão as graças que existem em nós, estão prestes a morrer (desaparecer), tal como havia ocorrido com a Igreja de Sardes (Apo 3.1,2).
Contudo quem é suficiente para estas coisas?
Então eles perderam também de vista a necessidade de se estar debaixo da influência do Espírito Santo, praticando a Palavra de Deus (andar no Espírito) para que então, estas coisas ordenadas pelo Senhor possam ser cumpridas e vividas.
A liberdade cristã não é liberdade para a carne, mas liberdade para a nova criatura.
A carne deve ser mortificada, e por isso foi crucificada juntamente com Cristo quando Ele morreu na cruz do Calvário (v. 24).
A nova criatura, esta sim, é livre, ela é celestial e não terrena.
Ela é responsável e perfeitamente santa. É a semente da vida eterna que foi semeada no coração do cristão.
É a nova vida do céu que foi implantada nele, e que está destinada a crescer e a vencer a antiga natureza, assim como a Nova Aliança revogou e substituiu a Antiga.
Ela é o odre novo no qual o Senhor está colocando o seu vinho celestial da verdadeira alegria.
É por viver e andar no Espírito, no crescimento progressivo da nova natureza, que os cristãos são habilitados e capacitados a viverem em unidade, sendo um só corpo em Cristo, unidos pelo vinculo do amor.
Somente assim se cumpre o propósito de Deus em relação a eles.
Porém, quando se deixam governar pela carne, e negligenciam os deveres que lhes são ordenados na Palavra, quando deixam de ser diligentes no hábito da santificação, esquecendo de purificar seus corações pela Palavra, pelo poder do Espírito, e de permanecerem continuamente nisto por todos os dias das suas vidas, então o que se verá são todas as manifestações que são designadas por obras da carne (dissensões, iras etc) e não o fruto do EspÍrito, que é amor, paz etc.
Os que andam na carne jamais cumprirão a Lei, e se iludirão se pensarem que a estão cumprindo.
Ora, se Deus sentenciou à morte a carne com suas paixões e cobiças na cruz, como podem os cristãos viverem, debaixo desta influência, em vez de se despojarem de tudo isto, uma vez que a vontade de Deus é que este corpo de morte de pecado não seja apenas morto, mas também lançado fora?
A nós é dado o dever de fazermos este trabalho de despojamento pelo Espírito Santo, em vez de hospedarmos o velho homem que já foi morto desde o dia que nos convertemos a Cristo e passamos a pertencer a Ele.
Deste modo quanto mais uma igreja se torna carnal mais ela estará sujeita à influência das falsas doutrinas.
Elas serão recepcionadas com muito maior facilidade, porque é somente sendo espirituais que podemos discernir não somente estas coisas, porque o homem espiritual discerne todas as coisas, principalmente as coisas que são do Espírito, porque elas se discernem espiritualmente.
Portanto é nosso dever nos interessarmos por esta luta do Espírito contra a carne, para apoiarmos a parte que deve ser apoiada, e destruir a que deve ser despojada.
Paulo fala disto como sendo o dever não somente dos gálatas, mas de todos os cristãos.
Se é por um andar no Espírito que se vence a cobiça da carne, então devemos nos empenhar firmemente em não apenas aprender o significado disto, como também o modo correto de praticá-lo.
A vida cristã não é uma vida contemplativa, não é uma mera devoção mística, porque é possível ser isto e estar completamente distante da verdade revelada.
Antes é uma vida que deve ser aprendida. É uma prática, é um hábito, é um constante crescimento na graça e no conhecimento de Jesus.
Por isso, para dissuadir os gálatas das suas falsas convicções, Paulo argumentou fortemente com eles dizendo que se é pelos pecados, que os praticantes deles que os amam e não pretendem deixá-los, serão deixados do lado de fora do céu, como podem os cristãos, que ganharam o céu por Jesus Cristo, permanecerem na prática destas mesmas obras pecaminosas?
É portanto, dever de todos eles purificarem seus corações pela Palavra, mediante o poder do Espírito.
É somente na Palavra revelada que os cristãos podem portanto achar segurança para ficarem livres dos erros satânicos, e de juízos errados relativos à verdade.

Veja o que o apóstolo nos ensina sobre a luta que existe permanentemente entre a carne e o Espírito, e vice- versa:

"Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis." (Gál 5.17).

Observe que ele afirma que a carne e o Espírito se opõem mutuamente para que não façamos o que seja do nosso querer. O que ele quis dizer com isto?
É que na verdade tanto a carne quanto o Espírito lutam contra a lei natural da nossa mente, e contra as disposições da nossa alma. Isto é, tanto um quanto o outro, pretendem ter o domínio da nossa vontade e de todo o nosso ser.
A carne pretende nos levar a pecar ainda que não o queiramos; e o Espírito Santo pretende nos santificar e levar-nos a viver não pelo que é propriamente da nossa vontade, mas por aquilo que é da vontade de Deus.
Então o Espírito não luta contra a carne para que seja feito o que seja do nosso querer, mas para que a vontade de Deus possa se cumprir em nós.
O Espírito procurará nos levar portanto à cruz para que a carne possa ser crucificada com as suas paixões e desejos (Gál 5.24).
Jesus diz que as Suas palavras são espírito e vida (João 6.63). Isto é, elas não são mera letra, e não devem ser captadas, apenas pela mente como tal, mas deve ser buscada a realidade para a qual elas apontam.

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Silvio Dutra

Eu protesto!

Num mundo onde "marketing pessoal"
É mais importante do que o caráter de alguém
Onde aparência é fundamental
E a cor da pele e a forma do corpo também

Não encontro espaço para ser o que sou
Porque não suporto artificialidade
Eu sou gente de verdade
Não sou um estereótipo que a mídia propagou

Não sou de mandar recado
Sou de refletir e partir para a ação
Contra a injustiça eu não me calo
Não quero ser mais uma na multidão

Nessa multidão inerte que tudo deixa passar
Que não protesta, que não se mexe e que só sabe esperar...
Esperar que a situação mude sem que se faça alguma coisa
E ficar de pernas pro ar, levando a vida numa boa

Num mundo onde etiquetas têm grande valor
Num mundo onde reina indiferença e desamor
Num mundo onde tudo é cobiça e vaidade
E onde uma mentira, repetida, vira verdade

Só que eu existo, posso estar na margem, mas não sou resto
Podem me ignorar, me excluir, mas ouvirão o meu protesto

Eu protesto contra a ganância
Eu protesto contra a indiferença
Eu protesto contra a ignorância
Eu protesto contra a carência

Eu protesto contra a artificialidade
Eu protesto contra a desigualdade
Eu protesto contra o desamor
Eu protesto contra a total falta de valor

De valor à vida
De valor às pessoas
De valor às criações divinas
De valor ao amor, que tudo perdoa

Eu protesto contra a dureza dos corações
Eu protesto contra a cegueira espiritual
Eu protesto contra as insensatas realizações
De pessoas que desprezam o bem e praticam o mal

Eu protesto e sigo a protestar
Nenhuma mão opressora pode me abalar
Pois eu conheço Aquele que me fortalece
Saibam que, de nenhum(a) filho(a), Ele se esquece

O Deus Altíssimo não faz acepção
Do príncipe ao mendigo
Do grande ao pequenino
Ele ama sem impor condição

Maria Cleide da Silva Cardoso Pereira

A Vida Reta

É em razão do caráter prático da fé, quanto ao cumprimento das ordenanças de Deus, que se afirma na mesma Bíblia que o nosso culto é racional, ou seja, a fé possui também este caráter prático de ser comprovada através do fato de darmos crédito aos mandamentos de Deus, para os praticarmos.
Demonstramos então que cremos verdadeiramente em Deus, quando Lhe obedecemos praticando tudo o que nos tem ordenado na Bíblia, para esta presente dispensação do Espírito Santo, ou da graça.
É assim que se revela que somos de fato pessoas de fé. Pelo testemunho prático de nossas vidas pelo que pode ser observado pelos outros no nosso modo de proceder, ou seja, no nosso comportamento.
Daí o apóstolo Tiago ter afirmado o seguinte:

“17 Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.
18 Mas dirá alguém: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me a tua fé sem as obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.”

E também de o apóstolo Paulo ter afirmado que aquele que não cuida dos seus familiares tem negado a fé e é pior do que o infiel, porque muitos não cristãos assumem responsabilidades no compromisso que têm em relação a seus esposos e filhos, cuidando deles e vivendo para eles, coisa esta, que muitos cristãos não fazem por serem negligentes e desobedientes.
Como posso afirmar que tenho fé em Deus e não provejo o sustento de minha esposa, e não cuido dos interesses dela muito mais do que os meus próprios interesses, e vivendo para agradá-la, e não a mim mesmo, e amando-a e respeitando-a, tratando-a sem aspereza, conforme Deus exige dos maridos em Sua Palavra?
Como posso afirmar que tenho fé em Deus e não trago os meus filhos em sujeição em obediência a Cristo, e não governo o meu lar vivendo para eles, e provendo o seu sustento, educando-os na justiça e na verdade, e em todos os caminhos de Deus?
O mesmo tipo de raciocínio se aplica às esposas e aos filhos, nos deveres que lhes são ordenados, respectivamente, na Palavra de Deus.
A prática destas ordenanças e deveres é para ser aprendida durante toda a nossa jornada terrena, e o Senhor nos chama a fazer progressos cada vez maiores em tal aprendizado e prática.
A vida cristã é portanto algo muito difícil, e diríamos até mesmo impossível de ser vivida se não nos for concedida graça da parte de Deus para tal fim.
E esta graça será achada somente por um caminhar em humildade perante o Senhor, reconhecendo que não poderemos chegar a ser esposos, pais e filhos exemplares, caso não sejamos ajudados e capacitados por Deus, para tal objetivo.
Todavia, Ele não nos ajudará e capacitará caso não nos movamos a orarmos e a sermos praticantes da Sua Palavra.
Por isso Deus não quer que sejamos meros ouvintes da Palavra, mas verdadeiros praticantes, sabendo que este aprendizado é para toda a vida, e que exigirá portanto de nós, paciência e perseverança, à medida que vamos sendo tornados cada vez mais responsáveis, operosos, amáveis, dedicados e habilitados a fazermos renúncias e sacrifícios por amor aos nossos familiares e ao nosso próximo.
Assim, importa reter cada nível maior de graça que tivermos alcançado e não nos darmos por satisfeitos com o nível que tivermos atingido, por sabermos que há níveis muito mais elevados de perfeição para serem alcançados e praticados, conforme é da vontade de Deus para todos os Seus filhos, que sejamos perfeitos assim como Ele é perfeito.
A nossa imperfeição nunca será portanto, aceita por Deus, como uma desculpa para os nossos fracassos.
Nem tampouco o excesso de confiança carnal de estarmos fazendo o que é certo poderá ser de algum auxílio, ao contrário, será mais um dos motivos do nosso fracasso.
Não é portanto, de se admirar que até mesmo pastores estão sujeitos a fracassarem como esposos ou pais, quando não praticam os preceitos de Deus relativos ao modo como devemos caminhar em Cristo, particularmente nos deveres ordenados na Bíblia para os esposos e os pais.
Nem mesmo a aplicação da disciplina dos quartéis em nossos lares nos trará um viver vitorioso, mas nos submetermos aos mandamentos de Deus.
Somente um viver em retidão, segundo a direção do Espírito Santo, mediante prática da justiça evangélica revelada na Bíblia, poderá nos conduzir a recebermos da parte de Deus, harmonia, alegria e paz verdadeiros para os nossos relacionamentos.
Esta é a razão de a Bíblia afirmar que devemos nos empenhar em buscar e alcançar a paz em nossos relacionamentos, apartando-se do mal e praticando o que é bom (I Pe 3.11), porque este é o único modo de vermos dias felizes e acharmos prazer em viver, uma vez que é somente sobre os que procedem de modo justo que Deus faz os Seus olhos repousarem para atender às suas orações e abençoá-los (I Pe 3.9,12).
Este é um dos principais motivos de se exigir dos pastores que sejam exemplo dos fiéis na prática de todas as coisas ordenadas na Bíblia, para que os cristãos possam achar neles qual é o modo prático pelo qual importa que vivam para Deus (I Tim 4.12, Tito 2.7).

Silvio Dutra

O Amor Ágape Requer Santidade

Se alguém tem dúvida quanto ao caráter santo e justo de Deus, que ama o que pratica a santidade e a justiça, basta apenas ler o quarto capitulo de Oseias.
Quem pratica o mal odeia a si mesmo,
Deus não criou o homem para o ódio, mas para o amor.
Então, nos adverte insistentemente em toda a Sua Palavra revelada (Bíblia) para que deixemos a prática do pecado, porque este é a única causa que faz separação entre nós e Ele.
Mas o povo de Israel se recusava a ter o verdadeiro conhecimento de Deus, e seus sacerdotes não lhes ensinavam os caminhos do Senhor e a Sua verdadeira vontade, de maneira que lhes convinha ter um povo pecador, para que vivessem de falsas absolvições de pecados não perdoados por Deus, pela apresentação de sacrifícios sem qualquer valor diante dEle, que serviam somente para enriquecer os ministros do santuário, e ainda o pior de tudo, de um santuário profano, de falsos deuses.
Por isso Deus protestou contra eles através do profeta Oseias lhes dizendo o seguinte:
“6 O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.
7 Quanto mais estes se multiplicaram, tanto mais contra mim pecaram; eu mudarei a sua honra em vergonha.
8 Alimentam-se do pecado do meu povo e da maldade dele têm desejo ardente.
9 Por isso, como é o povo, assim é o sacerdote; castiga-lo-ei pelo seu procedimento e lhe darei o pago das suas obras.” (Os 4.6-9)
Quando falta este conhecimento da verdadeira santidade que é devida a Deus, e quando se aprova qualquer forma de comportamento a pretexto de que Deus é misericordioso, bondoso e sempre pronto a manifestar a Sua graça, independentemente da forma em que vivamos, o resultado sempre será o descrito no início de Oseais 4, porque as características das pessoas, mesmo as que pertençam ao povo do Senhor, como era o caso de Israel, serão as seguintes:
“1 Ouvi a palavra do SENHOR, vós, filhos de Israel, porque o SENHOR tem uma contenda com os habitantes da terra, porque nela não há verdade, nem amor, nem conhecimento de Deus.
2 O que só prevalece é perjurar, mentir, matar, furtar e adulterar, e há arrombamentos e homicídios sobre homicídios.”
Onde não prevalece um verdadeiro caminhar com Deus não pode estar presente o amor ágape, a verdade divina, e nem o conhecimento pessoal e experiencial de Deus e do Seu caráter e vontade, senão somente o perjurar, mentir, matar, furtar, adulterar, e homicídios sobre homicídios.
(o odiar alguém é ensinado por Jesus como sendo também homicídio, e era este o sentido interior do preceito “não matarás” nos dez mandamentos).
Isto deve ser analisado à luz do Sermão do Monte, onde Jesus define o adultério como o ato de olhar de modo impuro para uma mulher, e não meramente o ato consumado; bem como o homicídio como o ato de se encolerizar contra alguém sem motivo justificável; o mentir, pelo deixar de ser ter um falar do tipo sim, sim, não, não, porque era este o sentido interior destes preceitos nos dez mandamentos.
Tal foi o endurecimento do pecado a que Israel havia chegado nos dias dos profetas, que foi ordenado pelo Senhor que a nenhum deles se repreendesse, porque a repreensão não alcançaria o efeito desejado de produzir o arrependimento nos seus corações, o que ocorreria apenas com alguns, depois que fossem corrigidos com a ida para o cativeiro (Os 4.4).

Baseado em Oseias 4

Silvio Dutra

Só os tolos e os sem caráter insistem em usar o passado como forma de atingir ou defender-se do inimigo.
Eles usam o passado como defesa, como a arma mais poderosa que pode existir.
Porque a maior arma, instrumento de defesa dos acusados e o Presente , que não há nada para se relembrar
Apenas para se orgulhar.

Legi4o

Bárbara Mendes