Texto sobre Aborto

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Abortei a missão. Deixei o barco afundar.
Nem me dei o trabalho de lançar a âncora. Deixei ele ir...

Não pense que não lutei... Lutei sim. Até mais do que devia. Fiz de tudo para o barco continuar ali. Perdi a conta de quantas vezes tentei evitar que isso acontecesse. Inúmeras tentativas! Mas o barco já tinha seu destino... Ele tinha que afundar mesmo. Por que? Não sei ao certo. Mas é assim que tinha que ser.

Às vezes tenho a impressão de que fui junto com ele... Estou me afogando! A temperatura está muito baixa! Não consigo mais respirar! As águas me invadiram os pulmões...! Mas não. Eu estou aqui, sequinha. Isso tudo não passa de um melodrama. Uma tentativa frustrada de atrair atenção. De ser ajudada, amparada. De ser tratada com um pouquinho de compaixão.

Mas a única coisa que realmente pode me ajudar agora é a aceitação de um fato: o barco permanece no fundo do mar. E eu estou aqui, em terra firme.

Tatiana Leal

Aborto Não!

Eu ia ser sua razão de viver,eu ia segurar na sua mão quando tivesse medo.
Você ia me dar abraços e todos os confortos.
Nós iriamos enfrentar os problemas juntos.
Eu iria te magoar,mas você iria me perdoar e me ensinar.
Eu iria cuidar de você mamãe,eu já te amava.
Mas,você me abortou,eu tento entender mãe,mas era minha única oportunidade.

Rayanne Matos

Eis porque o aborto é um pecado tão grave. Não somente se mata a vida, mas nos colocamos mais alto do que Deus; os homens decidem quem deve viver e quem deve morrer.
Se aceitarmos que uma mãe mate seu filho dentro do próprio ventre, como poderemos impedir que as pessoas matem umas as outras?
Dizer que há bebê demais é como dizer que há flores demais.

Madre Teresa de Calcutá

Mas eu sinto que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança – um assassinato direto da criança inocente - assassinato pela própria mãe. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo sua própria criança, como nós podemos dizer para outras pessoas que não matem uns aos outros?

Madre Teresa de Calcutá

ESTOU GRÁVIDA

'De livros abortados
De leituras interrompidas
De contos inacabados
De remédios ingeridos
De poemas iniciados
De amores mal resolvidos
De palavras mal pronunciadas
De versos não construídos
De rascunhos rasgados
De noites mal dormidas
De crônicas não anunciadas
De acrósticos obstruídos –
Sinto-me enjoada, pesada,
Preciso parir.'

Denair Inês Guzon

Vidas Secas
Sob as indeléveis pegadas do tempo dorme sonhos abortados;
desejos cruelmente assassinados; paixões incineradas pelo fogo
que já não queima; amores asfixiados pela poeira densa e gris
do tédio, da monotonia, da distância do que está intocavelmente
tão perto.
Vidas secas!
Sob as pegadas do tempo há tantos sorrisos enferrujados;
tantos abraços paralisados pela distância de braços que
nunca conseguiram tocar; tanta delicadeza atrofiada pela
impossibilidade de se manifestar; tanta doçura azeda pelo fel
de palavras amargas; tantas almas amordaçadas por tudo
que tiveram de silenciar.
Vidas Secas!
Ainda assim a esperança semeia possibilidades sobre esse
solo aparentemente estéril, seco, infértil, inóspito, fazendo
brotar lindos canteiros de margaridas brancas, espectro de
delicadas almas que renasceram como beleza do que a morte
não foi capaz de calar.

Edna Frigato

DEUS: Por que quer acabar com meus filhos?

ABORTO: Se ninguém dá valor a ninguém, por que dariam valor a um feto qualquer?

DEUS: Esse feto indefeso corresponde a um ser humano, uma nova vida gerada para este mundo. Eu jamais dei ordem a você para colocar coisas na cabeça do homem para matar este ser que não possui força para se defender.

ABORTO: Não me culpe completamente, apenas espero que os homicidas realizem o meu trabalho. E o homem é criação sua.

DEUS: Eu dei a eles o livre arbítrio e você soube se apoderar desse espaço, criei o homem e a mulher pra se multiplicarem e não se destruírem entre si.

Caio César Ribeiro

MORTO POR UM ABORTO

(Esta poema é produto de uma ficção que traz à tona o veemente repudio do próprio feto, contra UM CRIME CHAMADO ABORTO.)


Mãe! Eu consigo e você comigo,
Poderíamos viver juntos por muito tempo
Se não fosse esse seu inescrupuloso intento,
Prestes a decretar minha não-vinda.
Esse intento que desenfeita a beleza feminina
De dois corpos num só.
Que desvenda o mal que você apronta,
Ao ilustrar na tela do desrespeito à vida
Ao apresentar a aparição dos contras
E o desenrolar da eliminação dos prós.


Mãe! Eu que queria ser o fruto de sua existência.
A rósea flor da sua façanha,
Regada com o choro da criança que viria,
Sou, no entanto, um botão pisoteado num canto.
SOU UMA CRIATURA sendo abatida, sem clemência.
SOU UM SER sendo assassinado nas entranhas,
Sob os mandos e desmandos
Da frieza, da perversidade, da covardia.


Mãe, como é pecaminoso esse seu delito!
Emolduras um quadro com falso desenho.
Colas um cartaz com rasurados manuscritos,
Ocultando, no ventre, a falência de seu juízo,
Ao agredir-me, às escondidas, com golpes doloridos,
Certificando-se, assim, que não mais tenho
O vigor que possuí outrora.
O calor materno daquela ocasião...
Nos minutos daquelas horas.


Mãe, eu me perco na escuridão desse desafeto
E, pouco a pouco, desfalecendo,
Sou um feto doado à dor e à agonia.
...Me remexo, me enfraqueço.
Desfaço-me nesse embaraço
Que tanto me judia.
Que me tinge com o corante da violência.
Que me queima com o fogo do sofrimento,
Levando-me a saborear
A ceia das conseqüências,
Como o mais recomendável dos alimentos.


Mulher!
Você é simplesmente mulher, adiante,
Porém, jamais pura ou sublime.
Você não é mais digna
Da minha admiração que se finda,
Ao ser impiedosamente detonada, explodida,
Pela exterminadora sem-vergonhice do seu crime.
Você, pra mim, vale menos que uma moeda,
Pois a gestante que se preza não pratica isso:
Não ignora a semente de sua vida,
Pondo-lhe um maltratante sumiço.


Mulher, conclui-se o seu insensato desejo!
Sei que, prematuramente, sairei.
Que sua barriga logo... logo eu a deixarei,
Para entre os seres vivos não permanecer.
Para não dar e nem receber
Sequer um... um único beijo.


Agora, mulher!
Agora... agora tudo está para ser desfeito.
Se o arrependimento a fizer voltar atrás,
Não será possível dar um jeito,
Porque já é tarde demais.
Porque eu já presencio a morte
Vindo ao meu encalço, ao meu encontro,
E, daqui a alguns segundos,
Ela fará com que eu esteja morto.
Morto por sua conduta contrária.
Morto por seu aborto.
Por essa injustiça cruel e voluntária,
Que me traz o ponto final
De um total desconforto.


Adeus,
Mulher que não quis dar-me ao mundo.
Adeus,
Mulher que não quis ser a minha mãe.
Adeus...
É o meu irremediável fim... ADEUS!

Poema de autoria do escritor Odair Rizzo, de Catanduva - SP.

Aborto ZERO

O que é ser feliz?
É sorrir?
É chorar?
E aprendemos a sorrir?
Onde?
Na escola?
No trabalho?
Em casa?
Sonho saber!
O que é amar?
É ter?
Respeitar?
Nada vejo.
Nada ouço.
Tudo sinto, porém.
Mas o que é tudo?
Posso ter?
Contemplar?
Tocar?
Sonho sair!
Acordar, ver o mundo.
E o que é mundo?
Vivo em um?
Vivo?
Sonho nascer!

Leonardo Lima

Às vezes é preciso perder tudo, sentir seus planos, desejos, sonhos serem abortados e mergulhar no fundo do poço, para poder encontrar a si mesmo e acreditar que você é bem maior do que qualquer nuvem negra ou tempestade que possam te assolar. E não se engane: o fundo do poço não tem molas. Tem dor, sofrimento, escuridão, vazio, medo, e fede a morte... Assim, você tenta escalar aquelas paredes lamacentas, quantas e tantas vezes forem necessárias, e entre quedas, feridas , desmoronamentos, tropeços e fé, consegue sair do poço, e quando os primeiros raios de sol te tocarem, eleve sua mente e agradeça a Deus em oração, com palavras vindas do mais profundo do seu ser: 'Meus sonhos são objetivos com dia e hora marcados para acontecer. Eu não desisto de sonhar. Eu não desisto de lutar. Eu não desisto de vencer. Eu não desisto de mim. Então que venha a vida com suas surpresas diárias, pois a superação já chegou.'
E chegou para ficar.

Mychele Magalhães Velloso

Aborto sem motivos?

A pergunta a que os portugueses terão de responder no referendo tem, pelo menos, um mérito: não se enreda na explanação de putativos motivos que possam suportar a legalização do aborto.
Não se apela para motivos, porque, na verdade, não há motivos para abortar. Só que esta sinceridade causa arrepios e provoca calafrios. Ela resvala para a arbitrariedade, já que a única razão que se aduz é a «opção da mulher»!
Ou seja, o ser humano em gestação pode ser viável e pode ser perfeito. Mesmo que o não fosse, não deixava de merecer respeito. Desde que a mulher grávida manifeste vontade de abortar, a lei passará a permiti-lo!
Não se percebe como é possível filiar esta posição na promoção dos Direitos Humanos. Há quem prefira uma posição demissionista, deixando ao arbítrio de cada pessoa o caminho a seguir.
Em tal caso, a sociedade não deveria opinar, o Estado não deveria intervir. Só à mulher grávida caberia optar. O princípio seria o da liberdade individual. É um argumento pouco sólido e muito perigoso.
Pouco sólido porque a mesma liberdade individual não é requerida para outras situações. A liberdade individual pode ditar o não pagamento de impostos. O Estado aceita? A liberdade individual pode sugerir o furto de bens alheios? A sociedade concorda?
Mas trata-se igualmente de um argumento deveras perigoso. É que a liberdade individual é um direito e um dever. Não pode esquecer jamais a vida e a liberdade dos outros. A liberdade que não respeita será liberdade? Homenageará a liberdade do próximo? Não é legítimo pensar apenas em liberdade de. Urge incluir sempre a liberdade para.
Será que, numa matéria tão sensível como a vida humana, o Estado poderá deixar ao abrigo da liberdade individual a decisão final e a opção definitiva?
Não deverá ser o Estado o garante de valor tão importante que está na base, aliás, de todos os outros valores?
É claro que esta condição de garante não pode circunscrever-se ao plano judicial. É necessária toda uma ambientação a montante, isto é, a criação de condições para que, antes de mais, a vida humana seja desejada e, depois, para que se fomente o seu desabrochamento com dignidade.
Haverá quem alegue que a penalização do aborto não devolve ninguém à vida. Mas, pelo menos, não fomenta a sua eliminação. Agora, a despenalização é que não protege nem ajuda a salvar nenhum ser humano.
Daí que não seja possível (sem um brutal contorcionismo de raciocínio) a alguém declarar-se contra o aborto e, ao mesmo tempo, propugnar a sua despenalização.
Invocar a tolerância e a cultura da misericórdia para este caso não é admissível. Primeiro, porque a lei já é suficientemente moderada e a sua aplicação é bastante mitigada. E, segundo, porque a misericórdia tem de ser dirigida, acima de tudo, para os mais desprotegidos. Alguém tem dúvidas quanto a isto? Não é o feto que está mais desprotegido?
A penalização não é, em primeira instância, contra a mulher. É um instrumento de defesa e protecção do nascituro. De resto, a justiça, em nenhum caso (mesmo no domínio penal), tem um objectivo vindicativo. Tem, sim, um claro objectivo preventivo e curativo, protegendo os mais indefesos.
É importante enquadrar esta questão em toda a sua globalidade, não a parcelando. Colocar o enfoque na mulher grávida constitui, pois, um enviesamento do problema, menorizando a principal vítima.
Isto não equivale a ignorar a situação dramática por que passam tantas mulheres. Este ponto não há-de ser jamais negligenciado. Não se pode, contudo, engrossar o já elevado número de vítimas.
Fundamental é apoiar as vítimas, dando-lhes a ajuda necessária e o estímulo preciso. Alguém que se prepara para ser mãe (para oferecer uma nova vida ao mundo) merece todo o carinho.

NetSaber

ABORTO INDUZIDO, EXECRAÇÃO À VIDA HUMANA:



Devo encetar esse texto, abordando um assunto bastante polêmico desde sua essência, em face de se tratar da concepção da vida humana, concessão de Deus, que tem sido banalizada de maneira inescrupulosa nos quadrantes do universo, em si falando da vida, bem sabemos que os governantes e, setores da sociedade intelectual mundial, têm voltado suas atenções para um assunto de grande relevância e, que divide opiniões do publico em geral, encontrando certa resistência junto às facções religiosas. Que é a famigerada legalização do aborto. Provocado de forma Domestica, Química ou Cirúrgica, o que na minha ótica não se desvincula do crime de infanticídio, que antes de ser previsto no código penal brasileiro, fere de morte os princípios de Deus e, que os defensores tentam rotular com uma terminologia evasiva ou confusa, ofuscando o assassinato, com o jargão “Interrupção Voluntária da Gravidez” ou “Direito de Decidir”. Decidir Sobre a vida de outrem, é incoerente e, inconsequente.

Se partirmos do pressuposto que Jesus Cristo houvesse sido abortado, o que seriamos hoje? Ou talvez você não gozasse do conforto e comodidade de uma viagem aérea, se Santos Dumont não tivesse sido concebido, quem sabe você não estivesse agora lendo esse texto, se o britânico Edward Jenner tivesse o direito de nascer suprimido pela insensatez daqueles que sem nenhum motivo plausível, abomina a vida humana, ou talvez não pudesse sequer mensurar os nossos prejuízos, sem a existência de Carlos Chagas, Vital Brazil, Osvaldo Cruz e, outros personagens que ajudaram a escrever a boa história da humanidade. É certo que você está a si perguntar, e os tiranos? Qual Adolfo Hitler, Jack o estripador e outros gênios do mau que também tiveram o direito à vida, todavia, aplicando-se o principio do – IN DUBIO PRÓ RÉU, é melhor absolver mil culpados que condenar um inocente.

Pensar que existem seres humanos contra a concepção da vida, o direito de nascer, é bestial e contraditório, sendo assim, porque viemos ao mundo? Será que teus pais queriam frustrar-se do teu abraço? De participar do teu processo de crescimento e aprendizado? Porque não fazes uma autocrítica e te pergunta se escolherias ter sido abortado? Ah! É certo que não.

Só para reflexão daqueles que defendem a legalização de tão bárbaro crime, Poderíamos ainda está convivendo com o Apartheid na África se não estivesse existido Nelson Mandela, o que seria dos pobres excluídos de Madre Tereza de Calcutá? E como seria hoje o cristianismo sem ter existido o papa pop? Sem dúvidas, seriamos tristes sem a alegria e irreverência do baiano Carlinhos Brow, outros viram, se sua arrogância não obstaculizar.

Ora! Será que não estaríamos interrompendo o nascimento do descobridor da cura de doenças mortíferas que assolam a humanidade? Ou quem sabe, aquele que traria a paz ao mundo, claro é conveniente aos governos e intelectuais, massificarem campanhas contra a vida, pois é bem mais barato induzir o aborto, que honrar suas obrigações durante toda a vida do cidadão.

Deus nos agraciou com a vida, e não, o direito a ceifa-la, contudo o homem diante de todo seu egoísmo, insanamente, pensa em governar algo que não pertence ao seu vil e, pretensioso reino. Neste momento, ao perfazer o texto, me deleito com as afáveis melodias de Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Clara Nunes, Elis Regina, e outros nomes da musica, da literatura e Etc, que ajudaram a escrever a história do Brasil e do mundo.

Carlos Egberto Vital Pereira

O ABORTO

Ela não queria
Ele a obrigou
Ele sentia desejo
Já ela, sentia amor

Por estar apaixonada
Seu pedido ela atendeu
Falou "põe preservativo"
Ele desobedeceu

Contaram com a sorte
Ela não os atendeu
Ao saber da gravidez
Ele desapareceu

Ela ficou desesperada
Não sabia o que fazer
"O meu pai vai me matar
E o que os outros vão dizer?"

Resolveu desabafar
A amiga, não muito conhecia
E o que era pra ser segredo
Virou a notícia do dia

Sem pensar duas vezes
O aborto cometeu
E quem a faria feliz
Antes de nascer, morreu

Mas que pecado grave
Impedir o nascimento
Não só é um assassinato
Como roubar de um ser, o futuro conhecimento

Assim seu filho partiu
Isso é uma certeza
Era um ser tão pequeno
Não teve direito a defesa

Quem iria o defender
Já não estava mais ali
Depois que cometeu esse erro
Não seria mais feliz

Ela achou que o suicídio fosse a melhor saída
"Nada mais justo que matar, quem já tirou uma vida.
Não cometa o mesmo erro que um dia eu cometi, deixe que seu filho nasça, só assim será feliz"

Pense antes de agir
É o melhor que você faz
Depois que já ta feito
Não dá pra voltar atrás.

Maryanna Cunha

Psol: direitos humanos, um baseado e um aborto amigo

Intelectualmente somítico, este partido tido como Psol é uma das esferas mais néscias que eu já vi. Não formularei em minúcias o fato do fundador da sigla ser amigo de um terrorista italiano, tampouco abordarei a notícia que o mesmo aprovou o projeto ditatorial petista conhecido como lei 8.243, mas sim outras especificidades.

Pude contemplar ao longo da semana inúmeras pessoas compartilhando uma postagem do senhor Freixo, o amiguinho dos bandidos, soerguendo a sigla de modo emblemático dizendo que a mesma foi a única que não teve patrocínio das empreiteiras envolvidas no petrolão; falar mal do esquema em questão e ter votado na Dilma é o mesmo que o Fernandinho Beira-Mar fazer campanha pedindo paz.

Outro dado curioso: Luciana Genro, a psolista filha do ex-ministro de Lula, disse ter ficado indignada com a morte de um homossexual assassinado. Sem pensar duas vezes, a mesma disse que o jovem morreu apenas pelo fato de ser gay; mais uma vez o partido corrobora para a antiga ideia da segmentação de grupos. Mas vamos lá: o partido não luta pelos direitos dos presos?

Pois bem, se briga por tais, não teria responsabilidade de modo indireto com a morte desse homossexual? Ah sim, um policial - que faz parte da classe que o partido porfia que precisa ser desarmada - morreu também assassinado e eu não vi indignação de ninguém. Eu desconfio de gente que trata bandido como inocente e policial como corrupto; ambos de maneira generalizada. Contudo, esses são os revolucionários da juventude. Como tem gente idiota neste mundo. É como dizia Brecht: Pergunte para cada ideia : a quem serves?

danielmuzitano

Desejos
Que o peso nas asas não aborte o voo.
Que o medo não chamusque o amor.
Que o calor dos corpos aqueça o sentir.
Que os lábios se toquem mesmo sem partir.
Que meu amor te abrace na noite calada.
Que te sintas envolvida por inteira.
Que ao meu lado perceba-se plenamente amada.
Que o tédio da vida não nos leve á morte.
Que o desgaste do rosto não nos torne estranhos.
Que o erro amoroso não criminalize.
Que a chegada desejada não se transforme em partida.
Que os desejos sejam intensos na madrugada.
Que não se condene o amor mesmo quando não se está amando.
Que se durma feliz e,
Que se acorde sonhando.

Moacir LuÌs Araldi

Pálida Morte, o que a precede?

Profana e desleal, a morte é o aborto da vida. Um caminho poeirento e sinistro, a estrada do além. Entidade fantástica, jaze a mente insegura dos incautos. Há olhos argutos sob o funesto capuz, olhos que tudo veem. Seu sorriso no entanto, é sem vida, revela natureza vil. O instrumento curvo de ceifar, aniquilador de almas, concerne o mais terrível pesadelo. Sua fome é voraz, seu desejo; incalculável. A vida é a afirmação veraz de um sinistro presságio, e a profecia da morte é mal agouro, um nefário acidente. Ainda que bela e abastada de esplendor a vida têm seu propósito, está ligada a um desfecho ordinário, ou talvez, à súplica dolente. Lançada ao desatino, ao labor insano, ela está em cada esquina, ubíquo, sem descanso.

O que a precede? O sopro da vida!

Paulo Master

SENTIMENTOS SÓRDIDOS

Eu sou a sensibilidade dos teus sentidos,
O abortamento da tua inaudível paixão;
O alento que fita a tua alma da solidão,
E os teus mais tensos sentimentos vividos.

Eu sou a tua escolha de fardos erguidos,
O amor, o fogo, a chama de teu coração;
A dor que não dói, sou a tua ilusão...
Os prazeres que por ti serão consumidos.

Eu sou o teu querer e os teus encantos,
Os teus momentos, eu sou teus prantos,
A tua alegria, a tua esperança e o teu viver...

Mas quem vive e sente também sonha,
No entanto, sou também a tua artimanha
De amar e amar pra não se perder...

Poeta Dolandmay

Morte

O cordão é rompido
suicídio, homicídio
tudo está corrompido
aborto, infanticídio.

Humanização na morte
eutanásia, ortotanásia
quebra-se no poço o pote
botão que apaga a luz da casa.

Desde aquele que nasce morto
até o indesejado
o anencéfalo, aleijado
lição que vem do inesperado.

Por fim cortam-se os pulsos
aperta-se a corda, joga-se ao ar
morte outrora inimiga
estende seus braços, vem me pegar.

Angela Natel

A Bíblia é silente sobre o aborto?

Pr John Piper

Muitos argumentam hoje que a Bíblia é silente sobre o aborto, e, portanto, deveríamos fazer o mesmo. Por que você se sente tão compelido a abordar esse assunto?

Não penso que a Bíblia seja silente sobre a personalidade do feto. Acredito que existem textos suficientes para inferir que esses pequeninos – antes de nascer e respirar – são considerados por Deus como criaturas feitas à sua imagem. Eles são, portanto, pessoas que, em nosso país (USA), devem ser protegidas pela 14ª Emenda que dá a todas as pessoas o direito de vida, liberdade e proteção.

Assim, sinto-se compelido a abordar esse assunto porque é minha convicção que a Bíblia não somente ensina, mas assume por toda a parte que os pequeninos no útero materno devem ser considerados como pessoas legítimas.

Em segundo lugar, adicionaria que a ciência e imagens que temos dos fetos tomam todas as distinções relevantes entre feto e pessoa já nascida e remove-as!

Por exemplo, tome um bebê de 1 mês e um pequeno prematuro no útero: não existe nenhuma diferença moralmente relevante entre eles, quanto a como devem ser tratados. Portanto, o fato que protegemos um com a lei, mas não a outro, é simplesmente pavoroso para mim. Portanto, acho que a questão do aborto é enorme: bíblica, experiencial e cientificamente. Não posso descartá-la como irrelevante ou algo sobre o que deveríamos ficar calados.

O mandamento "Não matarás" abrange qualquer fase da vida, seja do feto, do nascituro, da criança, do jovem ou do adulto - nota do tradutor

John Piper

A URGÊNCIA DA LUTA CONTRA O ABORTO

Urge que as pessoas se deem conta de que o aborto, enquanto assassinato de bebês, não pode constituir jamais um direito. Não há como surgir um direito baseado em um ato criminoso, senão o de proteção contra tal ato. Ato criminoso esse que, não importa sob quais pretensos motivos, será sempre um ato criminoso, e tanto mais imoral quanto mais reduza o valor da Vida a uma simples questão de conveniência pessoal das mulheres (já nascidas e não abortadas) ou de enganosos pretextos hipócritas evocando a Caridade.

(Em "Diga 'Não' ao Aborto; diga 'Sim' à Vida!": http://wp.me/pwUpj-1fE)

Ebrael