Texto Poético de Criança

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TORPEDO POÉTICO

Só sei que de alguma coisa eu sei
*é sempre mais difícil ancorar um navio no espaço

Sem amarras
sem espias
sem cais
você corre
esconde a fala-resposta
apaga meus torpedos de desespero
desliga o celular

Fico sem ponto de atracação
sem cumplicidade
sem beijo

Roupa pendurada no varal da ventania
garrafa quebrada pela incompreensão
corpo vazio

Uma onda morde meu sonho
engole minha gravidez

Seus lábios tipo A
têm medo da minha boca tipo AB

* Ana Cristina Cesar

do meu livro Substantivo Desvairado-Sedutor

Júlio Corrêa

Crônica de um Passeio Poético por São Paulo


Acordei cedo e parti. Meu objetivo. Passear por Sampa.

A Pauliceia desvairada onde nasci.

Primeira parada: Metrô Brás.

Após viajar feito sardinha em lata veio o pingado e o paozinho na chapa, na padoca da esquina é claro.


"Estava no meu marco zero..."


Brás. Onde nasci. Numa tarde de chuva e enchente. Segundo a lenda.

Do outro lado da rua uma floricultura, resolvi comprar quinze rosas brancas e uma vermelha.

Deixei a primeira rosa branca na porta da maternidade onde nasci. Começava ali. A minha aventura pela Pauliceia...

Segui pela Rua do Hipódromo. Cruzei a radial. E segui o meu caminho.

Cheguei na Rua dos trilhos. Onde tem a feira moderna. Onde existe a minha saudade dos tempos de feirante.


"Olha lá freguesia... Moça bonita não paga, mas também não leva..."


Nos portões da feira moderna. Deixei não só uma rosa branca, mas também uma lágrima de saudade.

Segui o meu caminho que estava apenas começando.

Segui pela Taquari até a Rua da Moóca. Lá. Embarquei no elétrico para o Parque Dom Pedro.

Na esquina da Rangel, deixei outra rosa, pela saudade de meu Pai. E segui o meu caminho.

No marco zero da cidade, deixei outra rosa, e um pedido de paz aos corações perdidos.

Rua São Bento. Onde meu Pai conheceu minha Mãe. Parei em frente ao prédio histórico nº 208 e fiquei a pensar:


"Já pensou, se não existisse a Rua São Bento... Certamente meu Pai não conheceria minha Mãe e certamente eu não existiria..."


Veio um arrepio. E ali deixei outra rosa, pelo lindo amor dos dois. E Segui o meu caminho.

Viaduto do Chá. Onde os olhos se perdem em meio ao formigueiro de gente.

Barão de Itapetininga. Teatro Municipal e cortei pela Conselheiro Crispiniano, até cair na Vinte e Quatro de Maio.

Na Galeria do Rock entrei. Ao fundo rolava summertimes na voz da Janis, respeitosamente deixei ali mais uma rosa branca. Aos pés de uma foto do Raul em tamanho natural.

Sai pelo outro lado, e cai no Largo do Paissandu. Isso representava, que precisava parar urgentemente para um mate gelado com leite.

Na esquina da Ipiranga com a São João, deixei outra Rosa e cantei.


"Alguma coisa acontece em meu coração... Pois quando cruzo a Ipiranga com a Avenida São João..."


Três Garis que estavam a varrer olharam-me espantados. Dei com os ombros, pois com certeza eu seria mais um louco em terra de loucos.

Segui meu caminho. Rua Santa Efigênia. Parei para ver as novidades tecnológicas. Mas, meu coração doeu ao ver os zumbis a perambular por lá.

Sai de lá triste e nostálgico. Pois doí na alma, ver a desgraça e a degeneração humana nos olhos daqueles tristes Zumbis.

Rua Aurora. Whashington Luís. Até cair na Brigadeiro Tobias. Avenida Tiradentes até chegar ao Parque da luz.

Na esquina dobrei e vi a imponência da Estação da Luz.

Alguns passos... Em frente ao Museu da Língua Portuguesa parei. O coração doeu. As mãos transpiraram, e sem dizer uma única palavra.

Deixei naquela entrada a única Rosa Vermelha. Fechei meus olhos, e em uma viagem lúdica. Lembrei com saudade do amor. Em silêncio. Com os olhos marejados, segui o meu caminho.

Fiz sinal. O táxi parou.


"Obelisco por favor"...


O taxista tentou puxar assunto, mas meus olhos se perdiam em meio ao caos hipnotizante. Calado, segui por todo o caminho.

Vinte e Três de Maio. Pedro Alvares Cabral. Chegamos... Paguei o táxi e desci em frente ao obelisco.


""Viveram pouco para morrer bem... Morreram jovens para viver sempre."


Diante de sua soberania. Ajoelhei e deixei naquela entrada outra Rosa Branca em homenagem aos nossos heróis.

Um novo sinal com a mão. E um novo táxi.


"Avenida Paulista por favor..."


Avenida Brasil. Avenida Rebouças. Enfim... Paulista.

Caminhei algumas quadras e deixei outra Rosa Branca na esquina da Paulista com a Augusta.

Os engravatados estressados, olharam-me feio, e com ar de soberba. Dei com os ombros e desci a ladeira.

Rua Augusta. Onde todas as tribos se encontram. Na minha frente. Três moças tatuadas. Lindas e vestidas em suas míni saias.


"Meu que coxas... Que pernas... Que gatas... Que perdição... Ô loco viu... Fiu Fiu... Fez um Motoboy ao passar..."


Apertei o passo, e ao passar por elas. Três rosas brancas deixei. Em homenagem a beleza das moças paulistanas.

Desci ligeiro a Augusta. Martins Fontes. Viaduto Nove de Julho.

Parei para comer um sanduba de pernil no Estadão, e depois, desci para o Viaduto Jacareí.

Rua Japurá. Bexiga. Terras de Adoriram.


"O Arnesto nos convidou... Pro samba ele mora no Brás..."


Bexiga. Onde comecei há vinte e poucos anos atrás. Começava na minha profissão maluca de consertar esses trecos de telefone.

Deixei uma Rosa branca ali, e parti. Tinha nas mãos, as duas últimas rosas. E tinha em mente onde deixá-las.

Rua Maria Paula. Federação Espirita. Uma rosa branca ficou ali. Em nome da paz no mundo.

Viaduto Maria Paulina. Catedral da Sé. Alguns passos. Novamente o Marco zero.

Para espanto... A Rosa deixada ali antes. Ainda estava no local.

Intacta, e rodeada por Crentes, que pensavam ela ser uma macumba.


"Com licença... Com licença..."


Atravessei a roda, e parei ao lado da rosa.



"Mas o que é isso!!! Tão tudo louco meu. Orra! Que mal fez a rosa pra vocês?"



Um entre eles tomou a palavra:



"É macumba... Se afaste em nome de Jesus..."



Perplexo... Com a última rosa nas mãos. Falei:



"Tá louco mano... Macumba tem na tua orelha... Esta rosa é o meu presente pra São Paulo..."



"Se liga meu... Bando de Patzo!!! Mas que Catzo!!! Pernacchia!!! Não se pode fazer um agrado a São Paulo..."


Após a defesa da rosa. A turma dos Crentes debandou.

Ficamos, Eu, e elas. E ao longe, o som da sanfona e da zabumba a triangular um baião...


"Uma Rosa no chão... E a outra na mão..."


Com cuidado resgatei a rosa. Entrei na catedral e resolvi deixá-las aos pés do Nosso Senhor Jesus.

Em oração. Pedi proteção para a Pauliceia. E também paz entre todos.

Cansado. E com o objetivo realizado. Retornei feliz e nostálgico para casa.

Na cabeça e em meus lábios. Cantarolava, enquanto descia pela escada rolante do Metrô Sé.


"São... São Paulo... Meu Amor... Mesmo com todos os defeitos... Lhe carrego em meu peito..."


♥ São Paulo ♥

Poeta Urbano - 250113

MONÓLOGO POÉTICO DE OUTONO

O outono frio sem amor, pode parecer com mergulhar na escuridão fria...

Um passo para adeus dos nossos verões, eu ouço as folhas secas sendo pisoteadas...
Com chocolate quente na caneca, com o coração cheio de saudades de você... E você com saudades de outro alguém, que por sua vez tem saudades de outro alguém ainda...Mas não é de você! O inverno também pode ser minha mente, uma torre de sucesso embalada por este monólogo.. Para quem? -Para eclodir no universo das letras e se tornar mais um texto poético e sem dor... Ontem foi o verão, folhas caem aqui . Este ruído misterioso soa como uma partida..Amo seus olhos verdes de beleza delicada, mas hoje eu estava doce como chocolate, e você preferiu contemplar a paisagem fria e parada na foto tirada de um trem que já passou há muito tempo... Você está sempre fugindo do verdadeiro amor.... Quanto tem nas mãos deixa escapar, quando perde lamenta em saudades... Melhor que eu aprecie poéticos textos, artesanais e meus como raio amarelo e macio de outono! Autora Cleide Regina Scarmelotto

Cleide Regina Scarmelotto (Poeta e escritora)

Título: O cerzir poético de um desagravo amoroso.

Poemas são rosas escuras,
beijos de mares em falanges.
Um silêncio de um romance sozinho,
a descoberta das dores em sangue.

Poemas são namoros secretos,
são causas de vinho tinto portento.
São esfinges de um calafrio,
são contos de almas florescendo.

Poemas são traços errantes,
vidas questionando carinho.
Dois corpos pulando em riacho,
dois rostos brilhando sozinhos.

Poemas são esquinas de amor,
pálpebras de literatura descoberta.
Esvaio que liga ardor,
o pranto que paira sobre a terra.

Poemas não foram feitos para tudo,
poemas não são para plebe.
Poemas foram feitos para o belo,
poemas são beijos em Danielle.

danielmuzitano

POESIA

A poesia que inspira o coração poético
Não limita-se apenas a escrita viva
Não é presa da linha simétrica contida
À métrica dos versos Alexandrinos, épicos

Revela-se do coração em sintonia à magia
Intrínseca na alma poética e sua razão
Dos sonhos pueris da criança sem pão
Na leveza das folhas de outono ao cair à guia

Que nos remete a pureza da alma infantil
Improvisada em prosa sem métrica, arredia
Pra falar da grandeza do sentimento infante

Que metrifica e glosa o coração juvenil
Embelezando sem regras a coeva poesia
Que meu intimo de emoção fremir neste instante.

Carlos Egberto Vital Pereira

Mix Temático Poético

Numa noite fiz uma viagem...

Para uma terra distante...

Onde lindas moças sorridentes me fitavam debruçadas na janela...

Eu; Poeta respeitoso que sou...

Tomei a difícil e arriscada decisão...

Parei diante daquela linda moça debruçada na janela...

E em um gesto de carinho... Lhe ofereci uma flor...

Junto com a flor... Lhe dei a minha amizade...

E em troca da flor... Lhe pedi um sorriso...

A moça faceira...Retribuiu o gesto poético com um lindo sorriso...

E ao longe ouço o grito enciumado de seu namorado...

Pobre poeta sou...

Que trabalho o meu... Meu Deus...

De um gesto de carinho e amizade...

Tenho que sair correndo...

Dos namorados enciumados...

Poeta Urbano - 080412

Não sou um poético, nem um romatico...
não sei o que é amor, mais sei que uma vez encontrei...
fui covarde de não aceitar esse sentimento...
o silencio de cada dia, palavras esse que não são ditas pela boca ou por um olhar mais sim pelo coração
Sofri...
Ainda não sei o que significa essa palavra mais sei que um dia eu sofre para mostra para alguém o seu significado...

ainda não sei o que quer dizer fogo que arde sem si ver mais sei que já queimei por não acreditar nele...
...

Nao sei se vale a pena lutar por esse sentimento...
lutar por algo que eu nao vejo, apenas sinto...

Apenas sei que aprendi a ouvir o coração, hoje sei o seu significado.

Mais sei que amanha vou esquecer o seu significado...

Hasler Chin Ku Chon Choo

Poética vida.

Vida. Significado poético onde
ficção e romance se misturam
em um so drama pelo resto da historia.
Finalmente estou procurando uma ação,
para quem gosta de mistérios, ela aje
de uma forma romântica, com amores
subpostos a te odiar para que
no final você possa descobrir
a quem te ama verdadeiramente.

Para aqueles que gostam de um
romance, ela aje injustamente,
com a mistura de ficção e ação
para manter o seu suspense.
No meio da historia, seus amores
aparecem sem que você perceba
e guarde todos eles na memoria
como os seus melhores amigos.

E aqueles que preferem drama,
sua vida estara repleta de fases,
que continuam a fazer de seus
lazeres um inferno, e de suas distrações
uma dor de cabeça. Mas, o seu
romance estara do lado certo, no momento
certo, no lugar certo do jeito perfeito,
sabendo que de qualquer forma,
a vida sempre acabara em poesia.

Vida. Significado poético onde
ficção e romance se misturam
em um so drama pelo resto da historia.

Tinhoow Santana

Sepulcro poético

O poeta calou...
Suas palavras silenciaram
Foram sepultadas em seu peito
Cimentadas numa lápide
Sem rimas, sem métricas
Não tem mais trovas
Poemas e poesias
Perderam-se no vento
Entristeceu o poeta
Perdeu-se a inspiração
Acabou-se a imaginação
Num vácuo...vazio
Enterrado vivo
Numa verve sem verbo
Sem mais razão de ser
Num calar dolorido
Sem nenhuma despedida
Somente folha em branco...
Recolhe-se o poeta
Na insignificância de seus rabiscos
Que nunca dizem nada
Que nunca produzem nada
Que nunca saem do projeto
De um livro inacabado
E já não mais tão desejado
Foi só mais um sonho sonhado
De um poeta fracassado
Que jogou cal na lápide
E sepultou no seu peito
Palavras sem sentidos
Poesias sem rimas
Coração sem mais...inspiração'

Elian VS

Às vezes eu sou anormal
Mas, fico poético de mãos dadas
Às vezes eu sou burro
Há tempos, eu não sei o que é ler um livro
Mas eu quero ser um culto
Para despistar barreiras que nos cercam
Não precisamos de nada disso
Acredite, eu sei que você vai cuidar de mim

Eu dou um passeio e me acalmo
Em torno desta confusão social
Eu não sou salvo
Eu poderia ser satisfeito
Mas eu sei que não é suficiente
Para nós alcançarmos juntos

Vamos deixar essa bobagem de lado
Eu não olho para os teus bolsos
Só preciso que você se deite aqui comigo
E nós passaremos a noite contando as faíscas do céu
Acredite, eu não me importo
Você é a única coisa que me faz querer viver

Então, podemos ser só nós mesmos esta noite?
Leve o seu lado de amor e esquecer o dinheiro
Olhar longe do resto
E ir juntos as dimensões do céu
Eu quero ficar perto das estrelas
Apenas segurar sua mão
É a única coisa que importa
O resto vai estar lá, esperando diariamente
Mas, nós não precisamos nos preocupar
Apenas venha e traga seu coração e sua fé
Seremos só eu e você

Quando você me beija
Não há diferenças entre nós
E a estrela que brilha lá em cima
Torna-se uma
Com o amor que você deposita em mim
Eu vou te amar pra sempre
Se você apenas ser você mesmo
Apenas seja você mesmo

Eu poderia passar horas imaginando esse momento
Como eu já fiz milhares de vezes
E agora você me abraça por este brilho nos olhos
Guarde-os para mim
Não pode ser caro, mas nós não precisamos disso
Eu vou cuidar do seu coração
Enquanto você me deixar
Com o pouco que eu tenho
Eu sei que é o suficiente
Para você e eu

Nosso mundo é dividido
Eu vejo que eles olham para mim
Mas você é a razão para eu enfrentá-los
Eu não vou desistir
Eu não vou ouvir nada
Essas diferenças
Eu vou ignorar todas
Eu quero ficar perto da suas estrelas
Apenas segurar sua mão
Você é a única coisa que importa para mim
O resto eu não me importo

Confie em mim
Às vezes eu posso ser lerdo
Eu deveria ter me empenhado mais
Às vezes eu não posso ser o melhor que você deve ter
Mas sou eu, que faria qualquer coisa para manter esse sorriso em seu rosto

Você é tudo para mim, claramente
E eu nunca vou desistir desse amor
Você é a única coisa que importa para mim
O resto é apenas um pedaço de papel
Nós somos reais, somos invisíveis
E somos os melhores assim
Eu não me importo com o quanto você tem em seu bolso
Se eu sei que o seu coração é completo
Você é tudo pra mim
Nunca vou deixar ninguém dizer o contrario
Eu nunca vou desistir

Med Cherry

Nós... Eu e tu e você sabe quem mais.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!
Pensamento poético, Pensamento poético!
Não se afugente de mim!
Ei já pode voltar!... Por favor?...
Pensamento poético, pensamento poético...
Que serei eu sem tu?!

Não vires a costa para eu.
Ei Pare! Ei pare!
Ei! Pare aí mesmo que eu irei até tu!
Pensamento poético, pensamento poético.
Minha vida é tu, tu vive em mim!
Nós somos um!
Eu e você e você sabe mais quem.
Nós somos um!...

Nós... Eu e tu e você sabe quem mais.
Pensamento poético, pensamento poético...
Onde estás tu...?

Axi Reed

Desenvolvimento poético

Com papel e caneta na mão
e um bom tema
usando isso como inspiração
se nasce um poema

Um bom tema na mente
procurando descobrir,
passando oque agente sente
não é preciso mentir

Sempre mostrando a verdade
no que nós escrevemos,
pois nessa cruel realidade
é que nós vivemos

Tentando interpretar
oque se passa,
ensinando oque é amar
para toda essa massa

Wesley Allemao

Tudo é movimento.
Amor romântico, sonhador, poético, indescritível amor...
Quem viveu sabe bem como é.
Aquela sensação de estar louco, completamente fora de si,
nos braços do outro.
Aquela sensação que o mundo pode acabar agora, e morrer feliz.
Nada mais importa. Nada mais tem importância.
A não ser esse momento, com o outro, agora...

Pois é, quem não viveu o amor nessa intensidade, e nessa loucura, talvez tenha dificuldade para compreender e até aceitar.
Então, fica aqui a pergunta: isso também é amor?
Pois é, para alguns, sim, amor romântico.
Para outros, amor louco, louco amor.
Seja como for, ele existe e está aí para os mais desavisados.
Esse amor que nos arrebata e nos tira o chão tem um tempo de vida.

Ele pode se transformar em amor maduro, amor eterno, amor perene,
ou queimar-se e arder na paixão até exaurir-se.
De um modo ou de outro, tem começo, meio e fim.
Sim, porque, quando se transforma,
deixa de existir da forma como foi concebido,
para abrir espaço para uma nova forma de amar.
E, então, o que será: amor, amizade, paixão...
O que vai ser? E isso é bom?
Bem, é bom para aqueles que querem aceitar,
que tudo na vida é movimento.
E, o que é hoje, amanhã pode não ser mais.

O que fica então? O que conta? Sensações!
Isso é tudo o que nos permitimos viver: histórias, possibilidades.
Para outros é o fim.
Eles não conseguem entender que tudo muda. Tudo passa.
E, então, vivem apegados ao passado e então pensam:
ela ou ele já não me ama mais.
Não me quer como queria.
Mudou... o que será que aconteceu?
Acabou o nosso louco amor?
Sim! A resposta é sim. Acabou o louco amor.

Chegou um novo amor.
Uma nova forma. Uma nova oportunidade.
Pegar ou largar — cada um sabe o que pode e não pode.
E exemplos não faltam.
Há aqueles que vivem em uma vida dezenas de amores.
Há outros que se limitam a um único amor...
E quero afirmar a você que nada disso importa.
Não é quantidade que nossos poetas da vida buscam,
e, sim, intensidade...

Daleck

“Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queria muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar

http://www.youtube.com/watch?v=trl3IYHYYV4&feature=youtu.be
http://www.pequeninapoesias.com.br/livrosvirtuais/livrosvirtuais.htm

MSN sincero-_@hotmail.com
www.poemassinceros.com

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Alexandra Lima

Desconcerto
Eu insisto,
Permita-me mais uma vez,
Nesse meu tom poético,
Longe de um descortês.
Desagregando as palavras,
Desaguando o meu mar,
Desairando o desalento,
Que busca mim desalmar.
É que perdo os sentidos,
Nessa desarrumação,
Soam aos meus ouvidos,
Tanta pertubação,
É a inspiração de um dia,
O mecanismo do meu ser,
Que fluem tão derrepente,
Me rendo a proceder.

Ranielle Ferreira

Paradoxo Poético

A metáfora para o tolo
É como em discurso para o surdo
Não pode ser assimilado

Um poema sem simetria
È um tortuoso caminho sem destino
É um desperdício de tempo
Não á nada por lá, nem final nem infinito

Assim como o ferimento que não dói
E não nos ensina a viver
Não nos ajuda a se erguer
Só nos faz definhar

Arthur Xenofonte

O Bafafá da Nega: Conto Poético de um Bom Malandro...

Olha Nega,
vou te contar...
sobre aquele Bafafá


Daquele dia,
que a gente tava na janela
a se falá...

Ah! Nega
eu vo te contá...
Esse povo, não tem mais o que inventá,
pois mulher boa e honesta como você não há


Olha Nega,
já sei que você vai querer revidar...
porque nessa comunidade
você é a única mulher
que não se deixa calar...

Mas, olha só Nega..
Uma coisa eu não posso negar...

Você é a nega mais faceira
e que faz os homens delirar...

Olha Nega,
se um dia me quiseres
pode me ligar,
em casa ou no celular...

Ohh... Nega,
não me olha assim...
com esse olhar,
pois posso por você me apaixonar,
e contar a toda comunidade...
que quero contigo,
é mesmo me casar...

Asas Sobre o Mar

A voz que não se quer cala é a voz do coração e se solta pelo verso poético oferecido em verdades e carinhos;
Dar-te a mim tuas esperanças e deixa que eu acaricie seus anseios e fixo-me em teus pensamentos;
Vagueio em qualquer lugar para que você possa me perceber e me descobrir que o teu coração queira-me para te fazer feliz;

Julio Aukay

(...)
Enquanto poeta Alvaro Giesta, a liberdade da palavra, no uso poético que lhe é dada, permite-lhe, em O Retorno ao Princípio, filosofar acerca da morte. A morte, que é a garantia da ordem no mundo dos homens, que é o que concede o diálogo, pois, no mundo humano adquire-se a vida através da morte. Só, assim, a vida tem sentido.

A linguagem poética, neste caso na enfatização da morte pela palavra, não procura uma finalidade, uma explicação, não procura atingir algo, atingir um fim - isto, é para as religiões e seitas. Na linguagem poética a palavra não morre. A palavra, se morre, é para dar vida à palavra nova porque "a palavra é a vida dessa morte", como nos diz o filósofo Maurice Blanchot e o poeta Alvaro Giesta, num dos poemas iniciais de O Retorno ao Princípio.

A linguagem poética, neste caso na enfatização da morte pela palavra, não procura uma finalidade, uma explicação, não procura atingir algo, atingir um fim - isto, é para as religiões e seitas. Na linguagem poética a palavra não morre. A palavra, se morre, é para dar vida à palavra nova porque "a palavra é a vida dessa morte", como nos diz o filósofo Maurice Blanchot e o poeta Alvaro Giesta, num dos poemas iniciais de O Retorno ao Princípio.

(...)"

do posfácio ao livro O Retorno ao Princípio, de Alvaro Giesta

Alvaro Giesta

estou cansado de escrever sobre
coisas que você não sente;
é um mal poético ser sonhador?
Se tu me desse teu coração,
eu o magoaria noite e dia,
sim, é bem verdade,
mas juro a Deus que não queria algo assim,
meu coração é profundo,
mas minhas ações tão praticas,
escondem as lagrimas e os sorrisos de ti,
essa contradição negligencia
as necessidades dramáticas do teu coração,
é que as vezes eu não me entendo,
não domino meu idioma exclusivo,
há coisas que dizem esse coração,
que nenhuma língua jamais ousou escrever,
e lá vou eu outra vez escrevendo,
sobre o que nem sabes dizer,
coisas que não sentes.

Helom Egidio