Texto Poético

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Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queria muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar.

Tati Bernardi

Fiquei até bem sorridente ... em ler esse texto de Cecília Meireles é realista e poético ... e muito siginificativo, mesmo ! ainda tou relendo rsrs
Acho que as nossas mensagens são reciprocas ... rsrs
Entre poesias que admiro ... gosto de outros autores mas encontrei nos sonetos de Bernardo Trancoso uma inspiração interessante. Pretendo te enviar uma poesia escrita por mim mesmo ...


Canto, porém canto

Canto sacia. Vou dizer o quanto.
Por que o espanto? Canto sem porquê.
Canto só por poesia, por encanto,
Quando, no entanto, o pranto ida se vê.

Canto por alegria. Por nem tanto,
Eu canto o desencanto e ninguém crê
Que esperanto do amor é mesmo o canto,
Enquanto o canto não me traz você.

Um santo, um dia, ouviu do passarinho
Cura para os quebrantos da paixão
E se encantou, portanto, fez canção.

Dela, levanto o manto, hoje, sozinho,
Prá que o meu canto caiba num cantinho
Deste recanto seu, seu coração.

Bernado Trancoso

EGO POÉTICO.

Enquanto todos dormem,
O poeta está acordado,
Faz os seus versos,
As suas canções,
Seu andar ritmado.

Como quem deixou o seu barco,
No mar ancorado,
Como quem já se encontrou,
O sonho de ter amado,
Como quem já se esqueceu,
Do seu passado assustado.

Como alguém que resgatou do mar,
Os que estavam afogados,
Como alguém que abrigou,
Aos que estavam desabrigados,
Como alguém que sarou as feridas,
Dos que sangravam machucados,
Como alguém que voltou para casa,
Depois de ter ficado ilhado,
Como alguém que já amou,
E por muito já foi amado.

(Extraído do livro:Noções do silêncio.

Elza Helena de Almeida.

Melancolias de um samba,
Tristeza em pleno carnaval
Um dilema em minha cama,
Viver ou fase terminal.

Filosofias de bar,
Ideologias fúteis de jornal.
Água levanta poeira do asfalto
O cheio me leva ao passado.

Banho de chuva,
Descalço na rua
Olhando o céu
Pensamentos aleatórios ao léu.

Mais ou Menos - Simy - Banda Vandalismo Poético

Sinto lhe arrancar as asas
Gostaria de compartilhar
A dor de tua queda,
É morte o que vem depois de vida
E fim o que vem depois de começo.

E a itinerária aliança que nos une
É o que corrompe meu coração,
Tragado me sinto no momento
Que em ti penetro,
A hemorragia se torna densa.

Confuso fico ao tentar expressar
Só posso dizer que te amo
Mas contigo não da para ficar

É obsessivo,
É obsceno,
É mórbido,
É imoral...

Romeu e Julieta - Simy - Vandalismo Poético

Pagar pra ter cultura, saúde e proteção,
Lutar para sobreviver cada dia é um dragão,
Da labuta a penúria a árdua vida da nação,
Tirar da mesa e por na igreja
Esperando salvação.

O choro preso na garganta que inflama,
O grito mudo trancafiado no pulmão,
Colhendo frutos que alimentam a esperança
Como alimentos garimpados no lixão...

Da labuta a penúria - Simy - Vandalismo Poético

Ele, um jogador
Que apostou tudo no amor,
Acabou em um sallon
Ao som de John Coltrane.
Ela, cartomante,
Com pinta de farsante,
Pede outra dose
E brinda a má sorte.

Enquanto ele embaralha
As cartas no balcão,
Ela faz leituras
De mãos no saguão.
Os dois nem imaginam
O que o futuro lhes reserva:

O mago, o enforcado, a morte e o ermitão.

O jogador e a cartomante - Simy - Vandalismo Poético

O Eu-poético

Minha poesia é suja, medíocre, falsa
Me falta o altíssimo vocabulário dos literários
Me falta as belíssimas temáticas da antiguidade

Não gosto de falar de amor, nunca vivi nenhum
Gosto de falar de dor, isso em mim é comum

Minha temática é a vida, vivida, convivida
Meu vocabulário é baixo, baixíssimo

Grandes poetas enfatizam o amor
Eu o despreso, o desgasto, o desmoralizo, o piso
Grandes poetas não falam em dor
Eu a clamo, a chamo, a escrevo, a como, a bebo

O amor é chato, fácil, simples
A dor é intensa, imensa, profunda.

Allann Xavier

Luto poético

Escorre um sentimento de luto
Túmulos de poemas e poesias
Enterradas em esquecimentos
Papeis amarrotados e sem cor
Frases sem sentimento...
Uma eterna falta de amor
Sepulcro onde se enterram letras
Se chora por palavras em vão
Besteira que saiam do pensamento
Mas que no fundo...
Era o sentir do coração
Descanso da entrega poética
Um vazio, uma falta, uma solidão
jaz pensamentos de poetas mortos
Pensamentos que mesmo com tempo
Os que conheceram, jamais esquecerão.

Reff Carvalho

Presente Poético

Deus me deu a luz da criação...
Com ele eu invento histórias,
Crio versos, reviro do avesso,
Formo poesias e brinco com elas...

Deus me deu uma graça irreconhecível de ser feliz,
De viver a vida sorrindo
Mostrando que tudo é belo
Para que nessa beleza toda, vivamos felizes...

Deus me deu muito amor,
Para amar a todos,
Sem miséria e retraições
E por isso sou feliz,
Por ter amigos como paixões...

Deus me deu a fé,
Foi deus que me deu a vida...
Foi deus que me tudo,
Deus me deu até o que eu não queria,
Mas agradeço todo o dia
Por ele ter me dado de presente, esta poesia!

Wallace Neres

estou cansado de escrever sobre
coisas que você não sente;
é um mal poético ser sonhador?
Se tu me desse teu coração,
eu o magoaria noite e dia,
sim, é bem verdade,
mas juro a Deus que não queria algo assim,
meu coração é profundo,
mas minhas ações tão praticas,
escondem as lagrimas e os sorrisos de ti,
essa contradição negligencia
as necessidades dramáticas do teu coração,
é que as vezes eu não me entendo,
não domino meu idioma exclusivo,
há coisas que dizem esse coração,
que nenhuma língua jamais ousou escrever,
e lá vou eu outra vez escrevendo,
sobre o que nem sabes dizer,
coisas que não sentes.

Helom Egidio

(...)
Enquanto poeta Alvaro Giesta, a liberdade da palavra, no uso poético que lhe é dada, permite-lhe, em O Retorno ao Princípio, filosofar acerca da morte. A morte, que é a garantia da ordem no mundo dos homens, que é o que concede o diálogo, pois, no mundo humano adquire-se a vida através da morte. Só, assim, a vida tem sentido.

A linguagem poética, neste caso na enfatização da morte pela palavra, não procura uma finalidade, uma explicação, não procura atingir algo, atingir um fim - isto, é para as religiões e seitas. Na linguagem poética a palavra não morre. A palavra, se morre, é para dar vida à palavra nova porque "a palavra é a vida dessa morte", como nos diz o filósofo Maurice Blanchot e o poeta Alvaro Giesta, num dos poemas iniciais de O Retorno ao Princípio.

A linguagem poética, neste caso na enfatização da morte pela palavra, não procura uma finalidade, uma explicação, não procura atingir algo, atingir um fim - isto, é para as religiões e seitas. Na linguagem poética a palavra não morre. A palavra, se morre, é para dar vida à palavra nova porque "a palavra é a vida dessa morte", como nos diz o filósofo Maurice Blanchot e o poeta Alvaro Giesta, num dos poemas iniciais de O Retorno ao Princípio.

(...)"

do posfácio ao livro O Retorno ao Princípio, de Alvaro Giesta

Alvaro Giesta

Desastre poético.

Se fosse possível, meu bem, eu diria.
Apenas uma pessoa, se isso fosse possível.
Certa existência poética me faltava nesta terça. Como sempre, me cobri de tudo que pude carregar.
Já conquistara outras vezes... Não me custa mais nada.
Como se palavras falsificadas pudessem me traduzir.
Mas deixei... Não poderia me deixar levar pela raiva dos mais velhos.

Lívia Samara

POESIA

A poesia que inspira o coração poético
Não limita-se apenas a escrita viva
Não é presa da linha simétrica contida
À métrica dos versos Alexandrinos, épicos

Revela-se do coração em sintonia à magia
Intrínseca na alma poética e sua razão
Dos sonhos pueris da criança sem pão
Na leveza das folhas de outono ao cair à guia

Que nos remete a pureza da alma infantil
Improvisada em prosa sem métrica, arredia
Pra falar da grandeza do sentimento infante

Que metrifica e glosa o coração juvenil
Embelezando sem regras a coeva poesia
Que meu intimo de emoção fremir neste instante.

Carlos Egberto Vital Pereira

TORPEDO POÉTICO

Só sei que de alguma coisa eu sei
*é sempre mais difícil ancorar um navio no espaço

Sem amarras
sem espias
sem cais
você corre
esconde a fala-resposta
apaga meus torpedos de desespero
desliga o celular

Fico sem ponto de atracação
sem cumplicidade
sem beijo

Roupa pendurada no varal da ventania
garrafa quebrada pela incompreensão
corpo vazio

Uma onda morde meu sonho
engole minha gravidez

Seus lábios tipo A
têm medo da minha boca tipo AB

* Ana Cristina Cesar

do meu livro Substantivo Desvairado-Sedutor

Júlio Corrêa

olhe,se eu fosse poetico,escreveria-te a poesia mais linda do mundo
se eu tivesse assas leva-te a uma viagem dos ceus.
se eu fosse eginheiro costruia-a cabana mais segura de todas,
se fosse liguistica soltava-te as palavras mais carincias e carinhosas,
mas sou simples humano que so sei dizer que ti amo.bom dia.

alex zefanias

“Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queria muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar

http://www.youtube.com/watch?v=trl3IYHYYV4&feature=youtu.be
http://www.pequeninapoesias.com.br/livrosvirtuais/livrosvirtuais.htm

MSN sincero-_@hotmail.com
www.poemassinceros.com

http://www.facebook.com/Sincerounico

Alexandra Lima

MONÓLOGO POÉTICO DE OUTONO

O outono frio sem amor, pode parecer com mergulhar na escuridão fria...

Um passo para adeus dos nossos verões, eu ouço as folhas secas sendo pisoteadas...
Com chocolate quente na caneca, com o coração cheio de saudades de você... E você com saudades de outro alguém, que por sua vez tem saudades de outro alguém ainda...Mas não é de você! O inverno também pode ser minha mente, uma torre de sucesso embalada por este monólogo.. Para quem? -Para eclodir no universo das letras e se tornar mais um texto poético e sem dor... Ontem foi o verão, folhas caem aqui . Este ruído misterioso soa como uma partida..Amo seus olhos verdes de beleza delicada, mas hoje eu estava doce como chocolate, e você preferiu contemplar a paisagem fria e parada na foto tirada de um trem que já passou há muito tempo... Você está sempre fugindo do verdadeiro amor.... Quanto tem nas mãos deixa escapar, quando perde lamenta em saudades... Melhor que eu aprecie poéticos textos, artesanais e meus como raio amarelo e macio de outono! Autora Cleide Regina Scarmelotto

Cleide Regina Scarmelotto (Poeta e escritora)

Desconcerto
Eu insisto,
Permita-me mais uma vez,
Nesse meu tom poético,
Longe de um descortês.
Desagregando as palavras,
Desaguando o meu mar,
Desairando o desalento,
Que busca mim desalmar.
É que perdo os sentidos,
Nessa desarrumação,
Soam aos meus ouvidos,
Tanta pertubação,
É a inspiração de um dia,
O mecanismo do meu ser,
Que fluem tão derrepente,
Me rendo a proceder.

Ranielle Ferreira

O Bafafá da Nega: Conto Poético de um Bom Malandro...

Olha Nega,
vou te contar...
sobre aquele Bafafá


Daquele dia,
que a gente tava na janela
a se falá...

Ah! Nega
eu vo te contá...
Esse povo, não tem mais o que inventá,
pois mulher boa e honesta como você não há


Olha Nega,
já sei que você vai querer revidar...
porque nessa comunidade
você é a única mulher
que não se deixa calar...

Mas, olha só Nega..
Uma coisa eu não posso negar...

Você é a nega mais faceira
e que faz os homens delirar...

Olha Nega,
se um dia me quiseres
pode me ligar,
em casa ou no celular...

Ohh... Nega,
não me olha assim...
com esse olhar,
pois posso por você me apaixonar,
e contar a toda comunidade...
que quero contigo,
é mesmo me casar...

Asas Sobre o Mar