Texto Antigamente

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MASCARADA
Você me conhece?
(Frase dos mascarados de antigamente)

- Você me conhece?
- Não conheço não.
- Ah, como fui bela!
Tive grandes olhos,
que a paixão dos homens
(estranha paixão!)
Fazia maiores...
Fazia infinitos.
Diz: não me conheces?
- Não conheço não.

- Se eu falava, um mundo
Irreal se abria
à tua visão!
Tu não me escutavas:
Perdido ficavas
Na noite sem fundo
Do que eu te dizia...
Era a minha fala
Canto e persuasão...
Pois não me conheces?
- Não conheço não.
- Choraste em meus braços
- Não me lembro não.

- Por mim quantas vezes
O sono perdeste
E ciúmes atrozes
Te despedaçaram!

Por mim quantas vezes
Quase tu mataste,
Quase te mataste,
Quase te mataram!
Agora me fitas
E não me conheces?

- Não conheço não.
Conheço que a vida
É sonho, ilusão.
Conheço que a vida,
A vida é traição.

Manuel Bandeira

Antigamente, quando ficava triste, eu queria que a alegria viesse em meu socorro em minutos, como se ela fosse a próxima estação do metrô. Não queria atravessar ruas desertas, pontes frágeis, transversais melancólicas, não queria percorrer um trajeto longo até conquistar um estado de espírito melhor. Queria transformação imediata: da estação Tristeza para a estação Hip-Hip-Hurra, sem escala e sem demora.
Eu era ingênua em acreditar que poderia governar meus sentimentos. Como se fosse possível passar por estações deprimentes sem as ver, deixá-las para sempre presas no underground e saltando nas estações que interessam: Euforia, Segurança, Indepêndencia. Os pontos turísticos mais procurados.
Viver é uma caminhada e tanto, não tem essa colher de chá de selecionar onde descer. É preciso passar por tudo: pelo desânimo, pela desesperança, pela sensação de fracasso e fraqueza, até que a gente consiga chegar a uma praça arborizada onde iniciam outras dezenas de ruas, outras tantas passagens, e a gente segue caminhando, segue caminhando.
Locomover-se desse jeito é cansativo e lento, mas sei que não existe outra maneira consciente de avançar. Metrôs oferecem idas e vindas às cegas. Mantém nossas evoluções escondidas no subterrâneo. A gente não consegue enxergar o que há entre um desgosto e um perdão, entre uma mágoa e uma gargalhada, entre o que a gente era e o que a gente virou.
Não tem sido fácil, mas sinto orgulho por ter aprendido a atravessar, em plena luz do dia, o que em mim é sombrio e intricado. Não me economizo mais. Me gasto.

Martha Medeiros

"Tarde fria, e então eu me sinto um daqueles velhos poetas de antigamente que sentiam frio na alma quando a tarde estava fria, e então eu sinto uma saudade muito grande, uma saudade de noivo, e penso em ti devagar, bem devagar, com um bem-querer tão certo e limpo, tão fundo e bom que parece que estou te embalando dentro de mim.

Ah, que vontade de escrever bobagens bem meigas, bobagens para todo mundo me achar ridículo e talvez alguém pensar que na verdade estou aproveitando uma crônica muito antiga num dia sem assunto, uma crônica de rapaz; e, entretanto, eu hoje não me sinto rapaz, apenas um menino, com o amor teimoso de um menino, o amor burro e comprido de um menino lírico. Olho-me no espelho e percebo que estou envelhecendo rápida e definitivamente; com esses cabelos brancos parece que não vou morrer, apenas minha imagem vai-se apagando, vou ficando menos nítido, estou parecendo um desses clichês sempre feitos com fotografias antigas que os jornais publicam de um desaparecido que a família procura em vão.

Sim, eu sou um desaparecido cuja esmaecida, inútil foto se publica num canto de uma página interior de jornal, eu sou o irreconhecível, irrecuperável desaparecido que não aparecerá mais nunca, mas só tu sabes que em alguma distante esquina de uma não lembrada cidade estará de pé um homem perplexo, pensando em ti, pensando teimosamente, docemente em ti, meu amor."

Do livro "A Traição das Elegantes", Editora Sabiá - Rio de Janeiro, 1969, pág. 112, extraímos o texto acima.

Rubem Braga

Antigamente quando eu me excedia
Ou fazia alguma coisa errada
Naturalmente minha mãe dizia:
"Ele é uma criança, não entende nada"
Por dentro eu ria, satisfeito e mudo
Eu era um homem e entendia tudo.

Hoje só com meus problemas,
Rezo muito, mas eu não me iludo
Sempre me dizem quando fico sério:
"Ele é um homem e entende tudo"
Por dentro com a alma atarantada
Sou uma criança, não entendo nada.

Erasmo Carlos e Roberto Carlos

Muito antigamente a gente era feliz, eu sonhava com uma cabana numa praia deserta e você deitado numa rede tomando água de coco. Hoje não tenho mais sonhos, nem praia, nem rede nem agua nenhuma. Hoje só a desilusão me açoita todos os dias por eu ter sonhado um sonho que era mesmo somente um sonho e nunca foi verdade.
A vida acaba quando os sonhos se vão. Enquanto os sonhos fazem parte da nossa vida, há esperanças, quando não, há tormentas e arrependimentos. Hoje você me conhece mais do que nunca e vive me dizendo que estou diferente como quem não gosta do que vê. Que pena meu amor, porque meus olhos pararam no tempo e nunca te vi diferente do dia em que te conheci. Mas, com toda essa névoa que cobre nossas vidas, tenho deixado de ver teu ser como era antes e deixado de pensar como pensava antes e deixado de acreditar no que acreditava antes. Hoje, nem mesmo sei quem sou, para que vivo e por que. Sente o que eu sinto? Não sei mais se sente mesmo ou... Deixar a vida me levar, é o que eu faço hoje, deixo sempre as coisas acontecerem como devem acontecer. Interferir nos planos da vida não está nos meus planos mais. Vou seguir sentindo,pensando em tudo o que ja vivi mas sem sonhar.Sonhos são para aqueles que ainda acreditam que felicidade existe!(05/10/2010)

Silvia Aparecida Maia

A bola nova
Essa bola amarela, não sei não. Antigamente as bolas de futebol tinham a cor do couro com que eram feitas. Pintadas de branco, só em jogo noturno. Lembro do meu espanto ao saber que, em cada jogo oficial de campeonato usavam uma bola nova, o que me levava a sonhar com montes de bolas usadas uma vez só, estocadas em algum lugar. Uma visão do paraíso. E era uma bola por partida, substituída, com autorização do juiz, apenas em caso de perda de esfericidade, o nome científico de murchamento. Isto significava que quando a bola espirrava para fora do campo, era devolvida pelo público para que o jogo pudesse continuar. A bola era devolvida pelo público! Talvez nada na nossa história recente tenha a importância simbólica deste fato: no tempo da Número 5 cor de couro a torcida devolvia a bola. Se a bola demorasse a voltar para o campo havia manifestações de impaciência e quem a retivesse - só por farra, ninguém era ladrão - era hostilizado pelos outros torcedores. Não se sabe se a torcida passou a ficar com a bola quando começaram a usar várias por partida ou se foi algo na nossa alma que mudou. Há quem atribua a uma reversão dos pólos magnéticos da Terra lá pelos anos 40 e 50 a deterioração do caráter do brasileiro. Não sei. Seja como for, uma das suas primeiras manifestações foi não devolverem mais a bola.
Ela era branca só em jogo noturno porque ajudava a visibilidade, até se darem conta de que o branco também favoreceria a visibilidade de dia, pois seu contraste com o verde do gramado era maior do que o do marrom. Agora houve um retrocesso. A cor da nova bola não é marrom, é amarelo cocô-de-criança. Os goleiros estão se queixando de que ela é mais difícil de pegar, mas talvez estejam só com nojo. O contraste com o verde decididamente piorou. Não demora aparecer uma teoria conspiratória alegando que a troca foi para atrapalhar o Brasil na Copa deste ano. Um reconhecimento de que o Brasil era imbatível com a bola antiga, o campeão definitivo da bola branca. Como todos estranharão a bola nova da mesma maneira, estaria começando outra era com tudo reequilibrado, e com chance até para Trinidad-Tobago.

Além da bola, o Brasil precisará se preocupar com a soberba. O clima nacional está um pouco como o de 82, lembra? Aquele time que foi para a Copa da Espanha, com Falcão, Cerezo, Sócrates, Zico, Eder, também não podia perder para ninguém, com qualquer bola. Nos anais da Fifa não consta, mas quem ganhou aquela Copa foi a Soberba. Vai ser nosso principal inimigo na Alemanha.

Luis Fernando Veríssimo

Antigamente, quando eu queria saber se alguém tava amando, eu perguntava se ela tinha vontade de ficar com mais alguém. Se não tivesse, estava amando, eu concluia. Até que o amor percebeu minha inexperiência e resolveu me ensinar que é muito mais que isso. É você querer ficar com outra pessoa pra esquecer quem você ama e comparar cada gesto, sentir falta de cada defeito. É o pensamento monopolizado, o frio na barriga só de ver a foto. É se sentir ridícula ensaiando mil maneiras de parecer fria e, no fim, ser toda atenção e carinho do mundo. É perdoar, entender, se preocupar. Priorizar o outro e as prioridades dele, se doar sem pensar em reciprocidade. Amar alguém é se amar menos. Lindo, mas no momento eu quero meu amor só pra mim. Porque a vida também andou me ensinando, me fez entender que pra ter um amor saudável, é preciso um amor-próprio inabalável. Se não, dói. Então deixa eu me amar, deixa eu me recuperar, deixa eu parar de associar amor com dor. Aproveita e se ama também!

Marcella Fernanda

Ser reconhecido me deixava muito animado antigamente. Acontecia muito quando eu estava andando por Los Angeles. Uma vez parei em um farol e ouvi: ‘Ei, cara!’ Isso te assusta muito. Olhei para o lado e haviam quatro caras em um picape mostrando o dedo do meio para mim! Fiquei muito cansado de coisas assim acontecerem, então parei de prestar atenção nas pessoas ao meu redor.

slash

Amor de antigamente

Hoje você jura amor eterno, amanhã não me olha nos olhos, semana que vem você encontrará um novo “amor” e provavelmente depois de chorar muito eu ficarei bem.
Hoje em dia “eu te amo” virou bom dia, boa tarde, bons sonhos ou até mesmo alô como vai? Desculpe-me a sinceridade, quem sabe a petulância, mas qual é o significado do amor? Prefiro não ouvir um “eu te amo” por toda a vida, do que ouvir um falso “eu te amo” todos os dias.
Eu espero amar alguém e sentir reciprocidade nisso, quero passear de mãos dadas quem sabe usar aliança de compromisso, mas sentir aquele frio na barriga, quero olhar nos olhos desse alguém e saber que ali há amor e que isso não precisa ser dito várias vezes ao dia. Eu não quero frases decoradas nem palavras repetidas, eu quero sinceridade. Mas vale um não agradável do que um sim falso. Atualmente tudo está tão monótono que uma prova de amor se resume numa atualização de status numa determinada rede social, expondo uma felicidade que não existe, ou melhor, um amor que não existe.
Tudo isso me faz crer que nasci no tempo errado. Queria ser do tempo em que uma serenata embaixo da janela era declaração de amor, que versos e poesias eram feitas descendentes de um sentimento real. Queria poder acreditar nas pessoas. Queria alguém que me convidasse pra jantar sem outras intenções e não aquele que avisa da balada do fim de semana, queria uma companhia agradável para ver um bom filme num sábado à noite. Eu queria mais simplicidade e menos aparência. Eu queria ouvir a melodia de uma música no violão vendo o pôr do sol, eu queria que o amor fosse o amor de antigamente.
Então eu acordei.

Carlos almeida

A solidão rodeava meus sonhos, dias de sol já não eram belos como antigamente, quase nada já me fazia sentido. Talvez pelo fato de não ter mais alguém do meu lado, me acostumei em sempre ter, acabei caindo na pior das ciladas , a armadilha da rotina. Que faz você sonhar com outros mundos, outras pessoas outras vidas. Sem perceber te perdi, já não havia mais a minha rotina, porem a solidão e a dor de não te ter ao lado, tomou conta de mim, me fez refém dos meus próprios erros, da minha própria decisão.
Passei a não olhar mais como olhava. Tranquei-me,Com medo de sofrer tudo de novo, com medo de errar como errei, com medo de assumir algo que é digno de ser sofrido. Essa coisa de amar é tão louca de se pensar, essa coisa de querer e a dor de não poder ter. Mais sinto que algo mudou, sinto já não sentir dor. Sinto que já me recuperei, eu falava “jamais amarei”. Ate que um momento, um acontecimento, as coisas já não faziam mais sentido, aquela dor que temia sentir já não era obstáculo, sem explicação, sem tradução, sentia a sensação, como na primeira atração, não entendendo meu coração. Poderia ser traição? Refém da minha própria emoção. Você apareceu e tornou tudo diferente, me fez olhar o mundo de novo como uma criança no parque de diversões, me fez sentir vontade de querer gritar igual um louco, curou minhas magoas. Agora posso ver que sou capaz de amar novamente, agora posso sentir que o amor não é apenas um retrato da felicidade de uma pessoa, mais que o amor pode surgir em cada sorriso não reparado, de um abraço apertado, da vontade de estar ao seu lado. Mesmo que não de certo, mesmo que não fica por perto, eu sempre serei grato, pois agora vejo o que é de fato. O amor não tem explicação sentido ou razão. É o combustível da vida, o que faz e motiva, sem amor nada dura, não tem graça, se satura.

Evandro Cruz

Reencontra-la me fez lembrar de antigamente.. dos sonhos que tinha... do nosso futuro casamento.. da nossa futura família... do nosso futuro.
Hoje ao revê-la matei a saudade que tinha, e dei vida a sua imagem que antes estava perdida em mim.
Recordei quão bom era estar perto de você e quão distante estou daqueles sonhos...
Incrível como tudo continua igual:
Seu sorriso, sua voz, seu olhar..
nossa amizade, nossa sincronia
minha esperança, meu amor...

Reencontrei, pois, meu anjo, minha chama, meu amor platônico ..
Você: Aquela que um dia foi a mãe dos meus filhos.

Roberto Oliveira

CANÇÕES

Velhas canções de antigamente
Trazem de volta para mim,
Momentos que enfeitaram minha mente
Tempos de criança... Nostalgia, sem fim!

Se essas músicas soubessem,
De quanta coisa boas eu me lembro
Talvez nunca envelhecessem
E seriam o hit do momento.

Há uma em especial,
Que me devolve pedaços de felicidade
Daquele tempo que não tem igual,
Ah! Canções antigas por que tanta saudade?!

Silvana Borba

Sinto falta da inocência de antigamente, onde crianças acreditavam em Papai Noel ou a velha história da Cegonha. Lembro do tempo em que passava horas no karaokê ou brincando descalço na rua, onde empinava pipa ou brincava de pega se esconder e outros jogos que faziam passar o dia mais rápido. Era como se o amanhã não fosse tão importante. Aproveitava o dia de hoje, não tinha muita preocupação em saber se o dia de amanhã iria chover ou não, porque com ou sem chuva iria aproveitá-lo da mesma maneira.
Sinto falta de ver a inocência das crianças, das músicas bestas que me divertiam por horas em uma festa, de saber que as festas sempre acabariam cedo. Hoje em dia vejo barbaridades que muitos que realmente deveriam estar mais preocupados por serem mais velhos, simplesmente se acostumaram. Como sempre, se acostumam com tudo o que acontece. Crianças que hoje em dia cantam e dançam aquilo que eu na idade que tenho não tenho nem a coragem de dizer ou fazer. Crianças com a inocência perdida é o que eu vejo andando pelas ruas de adultos.

Adalberto Rodrigues

"A nossa vida está dominada pelo Celular ? "

Não sei o que fazer, antigamente eu acordava sem o celular, hoje não desgruda de mim o dia todo, a semana inteira, o mês completo, o ano todo, não lembro qual foi a ultima vez que fiquei o dia inteiro sem o celular. Meu Deus perdi o domínio da minha vida, dentro da minha própria casa se vou da varanda a cozinha, o celular vai comigo, não consigo andar dez metros sem ele.
Realmente vivemos a neurose do celular, a dependência total do celular, hoje estacionei o carro na Praça da Bandeira e fiquei dentro do carro, e uma imagem me chamou atenção, várias eram as pessoas que estavam sentadas nos bancos da praça e fiquei a observar quantas delas estavam com o celular a falar e outras a jogar ou passando mensagens. Impressionante contei nada mais, nada menos do que 17 pessoas ocupadas com o celular, e o mais agravante de tudo que tinha um grupo de 5 jovens que estavam aparentemente juntos em grupo, mas que num período de uns 10 minutos não se olharam, pouquíssimas palavras pronunciaram, fiz questão de descer e observar mais de perto e me atrevi a sentar o mais próximo possível deles e vi que quase não se falaram.
Pareciam um pouco loucos, uns estavam jogando e outros mandando mensagens, e em certos momentos riam sozinhos ou faziam trejeitos com o rosto, fico a pensar o que será dessa geração de mudos, que mandam mensagens, torpedos com os vocabulários particulares, com palavras abreviadas, com uma caligrafia que faz até medo ver, porque ler já é uma odisseia.
Faz medo, a sensação de domínio do celular é óbvia, estou e estamos sendo envolvidos e carregados pelo " Canto da Sereia ", aliás " Pelo encanto do Celular ", que faz quase tudo, mas graças a DEUS que não sabe ter Fé e nem Amar!
Ainda bem !

Marconi do Egito

Ao Povo Pão e Circo.
Antigamente, quando o Grande Cezar, Imperador de Roma depois de conquistar vastos territórios abrangendo o que hoje é toda a Europa, norte da África, parte da Ásia, dentre outros, as terras ocupadas ficaram tão alastradas que já não havia mas contingente para manter as fronteiras.
Ocorreu que todas essas áreas ocupadas a ferro, fogo e saques, produziu uma multidão de desterritorializados, e de pessoas mutiladas, feridos de Guerras, mendigos e pedintes originados das aldeias, povoados e reinos ocupados, e muitas dessas pessoas foram para as cidades grandes como Roma por exemplo, onde viam perspectivas de sobrevida.
Logo a elite dominante se via incomodada com os milhares de pobres que "infestavam" a cidade, a maioria doente, maltrapilha e faminta. Então o "Bondoso Rei" mandou construir o Coliseu, local onde promovia o ESPETÁCULO (CIRCO), que se apresentava na forma da arena onde Homens e animais se digladiavam até a morte de um dos competidores, enquanto era distribuído PÃO ao povo que ali assistia o evento, alheio a tudo por aqueles momentos, esquecendo-se da sua miséria imediata, sendo que tudo aquilo não mudaria em nada de significativo em suas vidas, sua condição de miséria continuaria, mas via naqueles momentos de entretenimento uma oportunidade de ser "feliz" bem como saciar um pouco da fome.
Atualmente as condições mudaram, porém a política é a mesma. O PÃO se apresenta na forma do salário mínimo, que mal dá para uma família se alimentar, o PÃO ainda vem na forma de BOLSA FAMILIA, AUXÍLIO GAZ, AUXÍLIO LEITE, entre outros “benefícios sociais”, e também nessas ajudas temporárias organizadas por entidades religiosas e segmentos sociais como no natal e páscoa.

Sabemos que isso não resolve a situação dos ajudados ou beneficiados, apenas, mantêm-nos refém e reforça a própria miséria, torna-os totalmente dependente e presa de fácil manipulação, humilhação e exploração de toda ordem.

Já o ESPETÁCULO, como controle, manipulador e nivelador comportamental de massa se apresenta na forma de lixos televisivos e audiovisuais como o "BBB", NOVELAS, FUTEBOL, DOMINGÃO DO FAUSTÃO, PROGRAMA SILVIO SANTOS, SUPERPOP, COPA DO MUNDO, CARNAVAL e congeneres... ou seja, o método sempre foi o mesmo só mudou a forma, o governantes a elite juntamente com os meios midiáticos de controle de massa sabem que para acalmar e direcionar o povo BASTA DISTRAÍ-LO, fazendo com que esqueça de que seu salário está baixo (ou que está desempregado), que o deputado está roubando, que não há educação, remédio, saúde. É simples, AO POVO PÃO E CIRCO.
http://www.infoescola.com/historia/politica-do-pao-e-circo

Sergio Volmir Post

Brincadeira de Amarelinha

Antigamente havia uma brincadeira mais voltada para meninas, era conhecida como Amarelinha. Era se desenhado quadrados no chão, de um a dez e tinha o ultimo que colocavam alguns nomes nele, cada região era um nome.
Sobre a brincadeira todos sabem, mas o que ela nos proporciona de bom, quase ninguém nunca parou para refletir.
Na brincadeira, a pessoa vai pulando com uma perna só, e o numero qe esta marcado, ela não pode pisar. Mas antes disso ela joga o objeto que marca o numero atrás do numero um, e não pode pisar na linha nem invadir o quadrado.
Se ela errar o numero que é o marcado para ela, ela passa a vez, e tenta novamente acertar o objeto naquele numero.
Assim é a nossa vida.
Para aqueles que amavam brincar , sabem a dificuldade que é ir até o final do jogo, poucos conseguem. Mas aqueles que conseguem eles erram varias vezes, desequilibram, voltam a vez, ou a passam, mas com persistência vence.
Muitas vezes nós queremos pular mais de um quadrado em nossa vida, queremos chegar na vitória logo, mas sem sofrimento não há vitória.
Achamos que tudo tem que ser fácil, tudo em nossa mão, mas quantas vezes temos que pular com uma perna só, temos que nos virar da maneira que dá, mas se quisermos vencer, mesmo errando, temos que persistir até conseguir. Devemos traçar metas em nossa vida para que possamos atingi-la.
Não devemos abaixar a cabeça por nada, muitas vezes que esta do nosso lado, pode nos zoar, tirar sarro igual acontece na brincadeira, mas não é quem ta num numero maior que vence. Muitas vezes aquele que quase nunca acerta, começa a engrenar e ultrapassa a todos sem errar.
Não devemos menosprezar quem achamos que não tem capacidade. A inteligência esta dentro de nós, somente basta a cada um fazer com que ela desperte.
A dificuldade sempre irá aparecer, mas lembre-se : Só venceu, aquele que tentou!

Felipe Narciso Alves

Só quem viveu para entender

Agora é nas escadas, antigamente era nas mesas
Eu vejo apenas carcaças, pois as mentes estão vazias
O lugar mudou mas as atitudes continuam as mesmas
Seja um livro ou um caderno, estudando ou fazendo os temas
Só saberão do que estou falando aqueles que viveram o terrível tormento
A incompetência e a imaturidade andando de mãos dadas, naquele momento.

Régis Thein Rinaldi

Aos que sentem saudade de uma "igreja" como a de antigamente que tinha um fogo verdadeiro, e que sacudiu nao só o teu coração, mas o Brasil todo. Eu te digo; volte de onde vc se perdeu, pois vc pode ser um pedaço fundamental da Igreja que se levanta nos ultimos dias conforme o Livro de JOEL fala...

‎#AgiteAsAguasParadas!

Sam Clever

Eu quase tiver certeza
Que o melhor era não amar você
Seguir só, como antigamente...

Mas eu não posso tirar as nuvens do céu,
A lua do mar,
Deixar de te amar.

O dia virou noite, quando pensei que era o fim...
Porque você tem que ser tão essencial pra mim?
Viver num eclipse, poderia não ser tão ruim...

Mas eu morreria junto com as flores,
E se isso não acontecesse enlouqueceria na escuridão...
Porque sua luz me ilumina, esquenta, orienta...

E querendo ou não, eu realmente preciso de você!

Paula Câmara Ferreira

O que posso dizer?
Antigamente, no nosso mundo, essa frase virava uma canção, esse texto nem seria eu a escrever, as histórias não eram inventadas por mim e a gente nem estaria aqui se despedindo, pois jamais haveria espaço pra você em minha vida...
Mas o encanto, as promessas, tudo se perdeu, e o espelho se quebrou em tantos pedaços quanto o meu coração...
Ouço uma melodia ao fundo e de repente percebo que ela vem do meu violão...
No papel, acordes escritos só por mim e a letra com palavras tão estranhas que agora saem da minha boca...
A capa do álbum agora só traz minha foto e a tiara de quem um dia foi rainha está caída no chão...
Entre meus dedos está a palheta e o microfone em frente aos meus lábios e só depende de mim que as notas quebrem o silêncio...
Então eu repito as mesmas palavras de sempre: "...o que posso dizer?"
Que sinto falta de ter você ao meu lado?
Que sinto medo sem você?
Que teu abraço faz eu me sentir segura?
Eu pareço forte pra quem olha de longe, mas pra isso eu preciso de alguém que segure a minha mão;
Subir num palco sozinha é praticamente impossível;
Acreditar em mim é algo que eu deixo para aqueles que me amam;
E eu preciso estar ali de mãos dadas com alguém que eu confie, pra subir no tablado de cabeça erguida, pra que naquele momento só exista nós e a platéia;
Pra esquecer as críticas e opiniões das pessoas que querem que eu desista, que eu não esteja ali;
Preciso de alguém que reafirme meu sonho e que de sentido a isso, pra que esta não seja mais uma história de alguém egoísta;
No fundo, as pessoas que mais ajudam a todos são as que mais precisam ser ajudadas não são?!
Ter alguém ao meu lado é como ter o ar que eu respiro, é o que me faz viver, é o que mantém meu sonho vivo.
Como controlar a ansiedade de subir num palco sozinha?
Talvez nos dias bons, mas e nos ruins?
E mesmo assim, quem abraçar, com quem comemorar os bons momentos?
Eu não aprendi a viver sozinha, ou melhor nesse tempo todo a única coisa que aprendi é que ninguém vive sozinho;
Como subir no palco, ganhar prêmios sem alguém pra me abraçar, pra comemorar comigo?
E esse alguém nem precisa ser você...
Basta que seja alguém que eu confie...
Alguém pra quem eu seja capaz de entregar a minha vida, pois isso é a minha vida...
Pois sou incompleta longe de um palco, e foi você que me fez perceber isso...
Você me fez estar ali, prestes a subir no tablado de novo, e fez daqueles poucos segundos inesquecíveis...
Você fez com que eu não sentisse medo quando estava sem chão...
Você me segurou nos braços e tuas asas não me deixaram cair...
Agora estou de pé, ainda meio surpresa por ter sobrevivido...
As palavras acabam aqui...
Queria meus sonhos de novo...
Queria sentir de novo a emoção de estar prestes a subir num palco...
Queria poder dizer amanhã que tudo melhorou e que somos felizes...
Não necessariamente juntos...
Apenas felizes...

Naí Oliveira