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É preciso ter um olhar demorado sobre tudo, olhar como se fosse a primeira vez. Há beleza em cada mínima coisa, é possível ver e sentir quando se caminha de mãos dadas com a poesia.

Angella Reis

O mundo do poeta

O movimento das palavras
num pequeno espaço a vagar,
o poeta tenta segurá-las,
pegar a frase no ar.

No ar de seu mundo,
o mundo da imaginação,
que toca bem no profundo,
lá dentro do coração.

E, lá, há uma fonte,
onde ele deseja encontrar
a razão dos versos e a ponte,
para os pensamentos ligar.

O poeta é um solitário viajante,
um andarilho no túnel do tempo a entrar,
em busca do vocábulo interessante
num mundo mágico do ar,
ou no mundo mágico do mar,
mar de idéias para entoar
numa verdadeira busca incessante
procurando em diferente tempo e lugar
a poesia inspirada, para em melodia rimar.

Rinaldo Pedro

A vida é só poesia,
o resto é coisa de gente ruim!

PauloPCampos (Paulinho Campos)

Paulo P Campos

Convite à euforia
O colorido da vida
Nas cores da poesia

Siomara Reis Teixeira

A música e a poesia são molduras do nosso ser. Por isso mesmo devemos ter cuidado com que cantamos. Eu por exemplo, jogaria fora tudo o que escrevi até hoje.

Alessandro Henrique Lopes

Ah! Que vontade de cantar...
Ora canto com as minhas palavras escritas.

Anjo Poeta Igor Improta Figueredo

A ponto de me tornar poeta!
Às vezes imagino que a única coisa inatingível em mim é a poesia,
Não queria ser frágil por isso luto pela força.
Sinto-me honrado em ser poeta, mas até mesmo esse dom,
Ou melhor, as características que temos por ter esse dom,
Trazem-nos um pouco de fraqueza, docilidade que é inútil no mundo em que vivemos.
É como se eu tivesse nascido tão fraco a ponto de me tornar poeta.

AnjO poeta ( Igor Improta Figueredo)

Amor que lhe juro
Não é o lugar nem o momento,
Mas não consigo conter, tenho que escrever o que está em meus pensamentos,
Eu temo que você não creia, mas acredite ele é puro.
Já corre por minhas veias o amor que lhe juro!

AnjO poeta ( Igor Improta Figueredo)

Caminhando pelo passado

Caminhando pelo Recife
Sons estranhos me aparecem:
ao passado o presente assiste,
e algo estranho me acontece.
É Pernambuco da capitania,
que Duarte Coelho já sentia
sua força impoluta,
tendo ouro como açúcar,
doces brisas pelas ruas.
Soldados e suas espadas,
navios em suas esquadras,
e, olhando em direção ao mar,
corsários a passar,
disputando este lugar,
lutando sem cansar,
como hoje lutamos nós,
o egoísmo é o grande algoz,
pois pertence a humanidade,
vejo isso nesta cidade,
em relances de verdade.
O Recife é imortal,
é pedra fundamental,
de feito excepcional
produzido por Nassau.
Nassau é a Ponte
do passado ao presente.
O Capibaribe que nos diga!
Em suas águas o abriga,
como uma imensa Veneza
de rara e eterna beleza,
pedra de valiosos quilates,
como provam os mascates
cujas vozes ecoam por toda parte,
por ruas, entradas e becos,
seus comércios e apetrechos.
Na Rua da Praia houve até revolução,
Por aqui Insurreição.
Sua história é contada com muita devoção,
pois de história nós entendemos,
com vários ilustres convivemos:
Matias de Albuquerque, Henrique Dias, Gilberto Freire,
Paes de Andrade, Frei Caneca, Abreu e Lima,
Joaquim Nabuco, José Mariano, Paulo Freire,
Capiba, Luiz Gonzaga, Oliveira Lima,
Hermilo Borba Filho, Álvaro Lins,
Ariano Suassuna como cidadão, Nélson Ferreira,
João Cabral de Melo Neto, Osnan Lins,
Antônio de Figueiredo e Manoel Bandeira.
Conhecidos pela democracia, insurgência,
muita coragem, senso de igualdade,
ideário cívico, inteligência,
muita força e heroicidade.
Estando longe ou perto,
a saudade é sem igual,
sentimento de muita emoção,
que vai do frevo do Carnaval
à fogueira do São João.
Permita-me uma aliteração:
“Recife reino reluzente
dos Poetas ausentes”.
A minh’alma transborda
caminhando pela orla,
tudo vejo no ar da simplicidade:
águas, pontes, casas e grades
caminhando por esta cidade.

Rinaldo Pedro

Meu ouro é o Sol e a Lua é prata
Minh’alma, toda nua, se declara e cria...
Eis o maior prêmio de um Poeta: ...a Poesia...” (Rose Felliciano)

Rose Felliciano

VESTÍGIO


Dizei-me qual fora a dor que te formara,
ou se apenas és feito de sonho e ilusão...

Ventos ásperos de tanta indelicadeza,
alma de muitas luas e de muitos luares,
estrelas feitas de longitude e de frieza,
por que há tão rude e tão severo coração?

Por que existem tão ilusórios lábios?
E por qual motivo, tão triste boca?
Dizei o segredo mais longe dos sábios:
tristeza e pensamento – quando entenderão?


Dizei-me qual fora tua árdua finalidade,
e por onde é que teus passos se vão...

Clebson Moura Leal

Uma Caloura


Não sei fazer poesia

Não sei mostrar o meu amor

Você sabe o quanto o amo

Você sabe que vivo por ti

O maior sentimento que já tive

O melhor homem eu já conheci

Por você quero viver eternamente

Por você daria tudo

O nosso beijo tem magia

Adentra em outro mundo

Mergulha em um grande mar de desejo

Se todos conhecessem um amor

Assim como você

Único,ímpar e incomparável

Os dias seriam mais felizes

Tenho é vergonha desses melosos versos

Incompatível a imensidão que é ter você

Sou uma boba apaixonada

Que gritaria aos astros esse amor

Pra chegar a você

Eu te amo!

Bárbara Fernanda

Algumas poucas pessoas poderão dizer:

"Em mim encontraram poesia e a fizeram."

Acredito que quase nenhuma possa
dizer o que só tu podes:

"Da minha poesia se fizeram ecos,
hoje tenho um livro de poemas,
para cada poesia da minha vida."

by Mel

Mel

A mulher entende bem a diferença
entre uma poesia e um Hai-Kai,
o Hai-Kai é o Parfun,
a poesia é eau de parfum
e o verso eau de cologne
(água de colônia)
diferentes niveis de concentração
de essência.

by Mel

Mel

"Tem que haver poesia na mão de quem escreve
tanto quanto nos olhos de quem a vê

retirando a essência:

quem tem sede de poesia, ver(-)te poesia."

by Mel

Mel

JÁ não vou dizer que sem você não há poesia,
perdida a cor e o doce sabor de ti o pecado,
há sem você NA poesia estranha e cruel realidade,
uma onda varrendo meus castelos de tuas areias.

*Melina Coury*

Mel

Poesia passa

Qual poesia em nós habita?
que triste (res)seca lágrima,
mas madura a palavra cala.

Promessa verbal na boca,lida,
doce mastigar de fruta passa.

Melina Coury

Mel

ABRUPTO CORPO

"carne
onde inda vibram
do extinto amor os ecos."
Luís Miguel Nava

I
, os jornais de ontem e anteontem
coloquei-os numa caixa e me livrei deles
liguei o rádio
(Moreira Lima toca
“Quebradinha” do Nazareth
onde Nazareth é todo
doçura, graciosidade e mimo)
apaguei a luz
porque sei que a vida ainda ocorre do mesmo
jeito aqui dentro apesar da penumbra
Tua existência mulher - cheia de premonição
e anseios e desejos - dói nos teus vestidos,
mas sei: tudo isso irá passar.
Talvez só um pouco mais e te coloque no colo
e abrace todo teu corpo

não nego meu delírio cotidiano
apenas me abstenho das coisas que o afã
removeu de nós

você me diz:
“ninguém se perde
por possuir olhos secretos
nem por causa de ouvidos iludidos
por qualquer solo de sax tenor do Chivo Borraro”,
sim, é verdade,
mas o que poucas vezes aceito é essa
tua estranheza déjà lu.
Tudo é bem mais e não surgiu agora
me ponho nu enquanto escrevo esta carta
da esquerda para a direita
depois no verso uns versos
porque de repente tudo fica tão fluido
e na inocência das minhas palavras
os mesmos versos
não suportam mais as mesmas coisas:
uma ou duas rosa no jardim vizinho
olhos alheios erigindo um umbral etc.
NÃO SUPORTAM MAIS, entendes?

II
Manhã seguinte:
desperto e vou para o teu tempo
e vou para a tua rua
que a mim te entrega
sou teu agora porque meus olhos ficaram enfermos
e meus poros ambicionam ao mesmo tempo
santos e loucos
(cuja lua crescente enfeita os olhos)
porque são sinceros quando choram

CARLOS ZÜRCK CRUZ

EU E ARTUR, ARTUR E EU

Ao meu pai Artur D’Almeida Silva

É, você agora está no lugar do profissional realmente Artur.
E traz na mão esse petit bouquet de flores pretas, douradas e vermelhas.
(todas pedaços de duques, ternos, quadras, quinas e senas.
Pedaços de circunstâncias.)

(... os números, um a um
vão adquirindo seus sons.
E ele sabe os trunfos, os ases,
os coringas, isto tudo.
E o brag e o pochen e o pôque,
ele sabe isto tudo...)

Eu?
Eu espero pelo meu chocolate quente perfumado
por uma outra flor, vanilina.

Também das rainhas o que é que se manifesta?
E dos reis e damas e valetes?
Imponderável severidade é preciso ter para isto:
desmoronar-me o castelo com duas (ou três) cartas.
”E há severidade neste lugar para isto, Artur,
mesmo sendo amigo de pessoas de boa consciência?”

Testamentos e heranças apanham para sempre
a criança das prostitutas. “SERIA VOCÊ UMA DELAS ARTUR?”
Não, não creio. E também você não me melhora em nada,
nem me torna pior, me torna sutil.


“ Sou levado a isto!”

Poderia te dizer:
“Corre para cavar com pá, diretamente, tua própria cova, você ‘já era’! ”
Mas não digo, o que te digo é que apenas sou levado a isto, Artur.

Nem você, nem ninguém, neste momento, teria outro desejo que não este:
tato para uma royal straight flush.
E você tem, para isso, a pele inteira Artur,
e você sabe que é bom nisso.

(...e todas aquelas flores
de seu pequeno ramalhete
murcharão e secarão,
mas ninguém exultará.)

CARLOS ZÜRCK CRUZ

ORA JOÃO...!
Ao meu avô João Miguel Martins da Cruz

, tudo isso como um castanheiro
de saudáveis folhas
contra um céu de inverno.

E eu fui para um passeio, eu me conheço...
E era um dia de inverno - durante os invernos dos dias -,
rigoroso, em que com ele entrou uma pessoa.
“Certamente...”, eu pensei lá,
“... este chão me aqueceria e embalaria meu sono
e poria tudo diante de mim,
e faria com que me sentisse seguro e aquecido.”
Mas lá se foi ele de mim, durante esse dia,
um dia de inverno rigoroso.
Ele me disse que havia sonhado que eu estava em pé
bem no centro de uma igreja de sonhos.
Mas, para isto é que fui para a rua e me ajoelhei.

E ainda assim ele parecia me ninar,
e me tocava com o joelho,
como quem faz uma pergunta durante uma oração.
Mas nada se alterava,
nenhum pastor com seu discurso direto do chão ao topo
(e olha que eles sabem sobre tudo: rezas, fogos, chão e topo...),
nenhuma língua de fogo sobre nossas cabeças.
Ele sabe, eu sei, que, como ele agora,
eu serei sonho do sonho um dia,
em outros invernos,
distante talvez (?).

Para mim, isto do dia e tal, também chegará.
Mas, será que tudo - como as folhas - estará realmente marrom,
que o céu é, verdadeiramente, cinza
e que eu fui para um passeio e era um dia de inverno,
que há alguma verdade nisto, enfim?

Uma pessoa poderia sonhar
- sonhar durante os invernos um inverno - o sonho de
um dia que surgisse como interrupção deste caminho,
tudo isso como um castanheiro de saudáveis folhas
contra um céu de inverno.

Se eu não tivesse falado com ele,
se eu não tivesse falado com ninguém
num dia longo de inverno,
eu poderia estar hoje longe, muito longe...

CARLOS ZÜRCK CRUZ

Homem é todo aquele que, honra seu Pai e Mãe, Deus, amigos, e a cima de tudo a si mesmo.
Homem é aquele que não somente pronúncia a palavra, mas a cumpre.
Homem é aquele que, independentemente da orientação sexual, sabe amar, perdoar e assim, atingir sabedoria.
Homem é saber ser homem. (Pedro Giachetta)

Pedro Giachetta

Sou seu enquanto conto
Enquanto canto baixo
Quieto num canto

Enquanto houver versos
Inversos a dor

Enquanto houver cantos
Avessos ao sofrimento

Enquanto você for a poesia
Escrita em universos
Com ou sem rimas

Eu sempre serei seu

André Vianna

As Esquinas do Céu


Ando "cabisbalta"


Dificil eu ficar assim, mas também sou gente!

E tem dias que lembro disso com mais ternura...

Então ,largo o ferro dos meus pulsos

E destilo os alveólos das minhas portas!


Um certo dom boreal que há em mim,

Quando menos espero,

E quando nunca peço,

Cata no vento

As coisas futuras...

E quando menos quero

Vejo perfeitamente

A faca

A lama

O corte

O julgamento

A cara da vida com bafo de dote.

Ouço a fala ,à minha frente, calada

O coração ignóbil

Que dentro de si

Traz o tum tum

Daquele que tem causa farsante


Quando menos busco,

Sei lá qual nação

Dos arcanjos me empurra!

Do nada, mas sem ser por acaso,

Sem querer eu saio

Ando

canso

Paro

Continuo

Chego

e

Subo o voo

Por cima,

Para baixo.

Estou vendo nos olhos

A falsidade,

Que tão imbecil é

Ao ponto de se julgar

irreconhecível,

Bailando ali,

Nos dentes da minha visão.

Estão

Abertas

As esquinas do céu:

Eu vejo

A nata dos olhos cinzentos

A boca que finge sentimentos

Então,

No escurecer da noite,

A estratégia fonada

Movimenta o silêncio dos meus ancestrais!

Não sei por que me permito

Andar por entre as nuvens escuras

Das liteiras enganosas,

Se todas são acortinadas.

E todas,

Em diversas cores,

Trazem reis

De alma em escarpa.

Eu preciso

Desdobrar,

Voltar,

Voltar!

Permita-me a volta

Ó, Nação dos desconhecidos arcanjos!

Não sei onde o vizinho

Da minha alma está...

Eu preciso desdobrar

As esquinas do céu,

Por que em todas as visões

desnudei

O ventre dos bichos !


Domitila Belém

Domitila Belém

Morrem os sonhos e as esperanças vão junto,,
E as marcas ficam desenhadas..
Vão-se minutos e horas,,
Passam é trazem-me a sombra da escuridão..

Cheia de trevas destruindo e matando,,
As poucas luzes de vida é esperanças.
Murchando as flores vivas e belas,,
Agonizando-as com o sagrar dos espinhos.

Alegria é felicidade foram consumidas,,
Possuídas pela dor e tristeza..
Desta solidão devastadora,,
Em noites de abismos..

Assim chega a noite em mim,,
Junto com ela trazem-me,,
Anjos da Dor é da Morte,,
Que por sua vez insistem na minha morte...

-Autor : Jean Harrison Rios Alvan

Jean Harrison Rios Alvan

Dicotomia Poética

Digo adeus à inspiração
E na triste partilha do desamor
Comigo ficam as palavras
Com ela a poesia

André Vianna
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