Sonetos de Luís de Camões

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Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

Luís de Camões

A Morte, que da vida o nó desata, os nós, que dá o Amor, cortar quisera na Ausência, que é contra ele espada fera, e com o Tempo, que tudo desbarata.

Luís de Camões

Um baixo amor aos fortes enfraquece.

Luís de Camões

O que vivi, senti e passei até hoje não representa a pessoa que eu sou, ou que seria! mas sim quem sou hoje!
Estas não são apenas palavras!

Thiago Camões

Pouco sabe da tristeza quem, sem remédio para ela, diz ao triste que se alegre; pois não vê que alheios contentamentos a um coração descontente, não lhe remediando o que sente, lhe dobram o que padece.

Luís Vaz de Camões

O tempo cobre o chão de verde manto, que já coberto de neve fria, e em mim converte em choro um doce canto. E afora este mudar-se a cada dia, outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soia.

Luís Vaz de Camões

O camelô cameleão
Comia camarão com camembert
Recitando Camões
Com os camundongos dos camburões
Agarrado à camisola de cambraia
De Camila Kâmpuchea,
A camareira cambojana
Da camanga do camacho!

Lina Marano

Poema a Camões (O Amor Verdadeiro)

Por entre as longínquas
Serras verdejantes,
Olhos viajavam, distantes
Da pura e miserável
Desilusão de amor.
Com as duas pupilas,
Via uma natureza
Inalcançável, beleza
Trazida pelos deuses,
Deixada assim ao mundo.
Mas nada se igualava
À mulher do seu coração,
Repentina e bela perfeição
Que se mostrava imensa
À luz de uma só visão,
Visão do nosso querido
E estimado poeta morto.

LCF

LCF

O QUE NADA MUDA

Demétrio Sena, Magé -RJ.

Não há Camões nem Platão;
nem Freire; Sócrates; Freud;
divindade, androide, pessoa;
o próprio Fernando em Pessoa...
Descarto mesmo Descartes,
Demócrito, Madre Tereza,
qualquer certeza pensada
em letras, artes e credos...
Salomão São Chico, Neruda,
Kardec, Pitágoras, Buda,
nem Gandhi; Maria; Jesus...
Ninguém relaxa verdades,
tem drogas contra saudade
ou habeas corpus pra cruz...

Demétrio Sena - Magé-RJ.

O sonho do poeta

Nem Pessoa,
Nem Camões.
Quero o final de Vinícius.

Morrer nu,
Numa banheira
Cheia de espuma,
Espumando de bêbado.

Morrer sem saber
Que se está morrendo.

Sem causa
Sem dor,
Sem hospital.

Morrer vivendo...

Carlos Massoco

Bob Marley
William
Shakespeare
Shopia de Melo
Luis de Camões
SEREI O (A) ÚNICO (A) QUE CONHECE MAIS QUE A METADE DESSES NOMES QUE EU ESCREVI?!

L. S. Poeta

É só o amor que conhece o que é verdade"

Camões

A Mudança de Lugar não Muda a Dor do Sentimento
Quão mal está no caso quem cuida que a mudança de lugar muda a dor do sentimento!

Luís de Camões

Se noutro corpo uma alma se traspassa,
Não como quis Pitágoras, na morte,
Mas como quer Amor, na vida escassa...

Luís de Camões

E sou já do que fui tão diferente
Que, quando por meu nome alguém me chama,
Pasmo, quando conheço
Que ainda comigo mesmo me pareço.

Luís de Camões

Pois meus olhos não cansam de chorar
Tristezas não cansadas de cansar-me;
Pois não se abranda o fogo em que abrasar-me
Pôde quem eu jamais pude abrandar;

Não canse o cego Amor de me guiar
Donde nunca de lá possa tornar-me;
Nem deixe o mundo todo de escutar-me,
Enquanto a fraca voz me não deixar.

E se em montes, se em prados, e se em vales
Piedade mora alguma, algum amor
Em feras, plantas, aves, pedras, águas;

Ouçam a longa história de meus males,
E curem sua dor com minha dor;
Que grandes mágoas podem curar mágoas.

Luís Vaz de Camões

"Erros meus, má Fortuna, Amor ardente"

Erros meus, má Fortuna, Amor ardente
Em minha perdição se conjuraram;
Os erros e a Fortuna sobejaram,
Que para mim bastava Amor somente.

Tudo passei; mas tenho tão presente
A grande dor das cousas que passaram,
Que as magoadas iras me ensinaram
A não querer já nunca ser contente.

Errei todo o discurso de meus anos;
Dei causa (a) que a Fortuna castigasse
As minhas mal fundadas esperanças.

De amor não vi senão breves enganos.
Oh! Que tanto pudesse que fartasse
Este meu duro Gênio de vinganças!

Luís Vaz de Camões

Luís Vaz de Camões

Se no que tenho dito vos ofendo,
Não é a intenção minha de ofender-vos,
Qu'inda que não pretenda merecer-vos,
Não vos desmerecer sempre pretendo.

Luís Vaz de Camões

"Um mover de olhos, brando e piedoso"

Um mover de olhos, brando e piedoso,
Sem ver de quê; um riso brando e honesto,
Quase forçado; um doce e humilde gesto,
De qualquer alegria duvidoso;

Um despejo quieto e vergonhoso;
Um repouso gravíssimo e modesto;
Uma pura bondade, manifesto
Indício da alma, limpo e gracioso;

Um encolhido ousar; uma brandura;
Um medo sem ter culpa; um ar sereno;
Um longo e obediente sofrimento:

Esta foi a celeste fermosura
Da minha Circe, e o mágico veneno
Que pôde transformar meu pensamento.

Luís Vaz de Camões.

Luís Vaz de Camões

ESTANDO EM TERRA, CHEGO AO CÉU VOANDO...
NUMA HORA ACHO MIL ANOS,
E É DE JEITO QUE EM MIL ANOS NÃO POSSO CHEGAR A UMA HORA

Luís Vaz de Camões