Sertao

Cerca de 110 frases e pensamentos: Sertao

Os canibais fazem a gente sentir vergonha do sertão, pois os canibais dizem que lá só tem seca e mizéria, desvie o pensamento dos canibais e você será um sabio

Valéritcho

Amores passageiros são como chuva de verão...
Amores impossíveis são como chuva no sertão...
Amores duradouros enquanto dura a ilusão...
Amores verdadeiros? Ah, esse sim não se apaga não...

Camila Senna

O sertão ta secou e a chuva não chega

Mais um ano difícil para o sertanejo

Esperando a chuva, ele faz o manejo

O sonho acaba a fartura da mesa

O milho resseca o feijão fraqueja

O filho mais novo se Poe a chorar

Só come no almoço não tem o jantar

Do verde do mato só fica a lembrança

Acaba a comida fica a esperança

Cantando galope da beira do mar



A luta é constante por sobrevivência

E o sertanejo tem força tem raça

Esquece os lamento tomando cachaça

Pra enganar a mente e cria resistência

Apela pra deus espera a ciência

Falar se o inverno já vai começar

Se Ha previsão pra chuva chegar

Ele faz uma festa chama um violeiro

Faz a cantoria e Le paga em dinheiro

Cantando galope na beira do mar

Batista Alves

O sabiá do sertão
faz coisa que me comove:
passa três meses cantando
e sem cantar passa nove,
como que se preparando,
pra só cantar quando chove!

Biu Gomes

O tempo está sertão! Um espelho de nós, talvez. Mas repare bem, cuidadosamente... há milhares de folhas no chão. Um outono fora de época.

Kléber Novartes

Os meus sentidos na suas mãos
Desnorteando assim
Foi como chuva no meu sertão
Linda lua de marfim.

Marcus menna (Ls jack)

Assim sou


Nasci para ser flor, espinho ou relva;
Quem sabe cactus?
Do sertão o verde; do mato a cor.
Não sei, não sei se sou da rosa o rubro;
Da vida a cor, nasci; assim sou.
Do mar, a concha; da vida, o amor.
... O riso...
Quem sabe a dor?
Não sei, assim nasci.
A estrada longe...
O amor, o desamor.
Assim nasci, assim sou.
A flor do campo; da brisa, o orvalho
A noite; o dia.
A luz, não sei.
Assim sou.
A mata; a duna; o perto; o longe;
O silêncio; o canto;
O barco; a vela; a saudade
Ou a felicidade?
Não sei, assim sou.
O silêncio; o riso;
O Sol; o fim da tarde;
O olhar que partiu; que ficou;
A onda do mar;
O barco que surge; a felicidade;
O pescador; A areia;
O ficar; o verso e o inverso;
O que nem sei dizer se sou;
Assim... sou!

(Ednar Andrade).

EdnarAndrade

"Gotas de orvalho numa folha seca de palma,seria lindo o sertão com água..."

Érwelley C. de Andrade

No sertão das minhas palavras, planto orgulhosas entrelinhas
que o poema escorre abrindo caminho.

Rita Schultz

Sertão bruto. Além correm as selvagens
Águas do Sucuriú. Eis a tapera:
A casa de Inocência! A Primavera
Cobre-a de agrestes silvas e pastagens

Não mais, cantos de graúnas entre as ramagens
Do laranjal em flor! Não mais, a austera
Figura de Pereira ali, à espera,
Nem do anão Tico trêfegas visagens!

Tudo deserto! Só, de quando em quando
Passa uma borboleta sertaneja,
Asas de azul e branco, ao sol ondeado...

É a grande borboleta de seu nome
O Papilio innocentia que inda beija
As saudades que o tempo não consome.

Dom Aquino Correia

Brasilidade

Pendurei um pomar nas várzeas do meu sertão
Não uxicuruá ou paxiúba
Minha caatinga, meu vau
Que de raiz à raiz molha a laranjeira
Aqui não há tucunaré ou guanumbi
Só semente da terra que seca em meus pés descalçados

Nem o moço tupi me perdoa
Que terra seca, que olhos pálidos
Oxalá! Dita o negro surrado
“Não te preocupe, fí de Deus, terra há de se tornar teu berço!Oxalá!”.
Pois sim
Lá está um fruto graúdo do meu pomar
Felicidade do meu Brasil!

Santos Vasconcelos

Minha prima querida.
Garota do meu coração.
Engraçada, meio maluca
essa é minha flor do sertão.

Warley Tomáz

O Cowboy e a Universitaria
Galassi
Composição: galassi

Sou cowboy la do sertão
Trago no meu coração
Sonhos pra conquistar
Muitos trofeus na estante
Dinheiro, fama e um berrante
Pra poder me orgulhar
E pra minha vida solitária
O amor de uma universitaria
Do ultimo vestibular

Minha história meu amigo
Vem de um passado antigo
Que eu posso explicar,
Quando um amor adolescente
Foi desfeito prematuramente
Pra que ela pudesse estudar
A trouxeram pra esta cidade
E hoje nesta universidade
Sei que ela vai estar

Teve festa no educandário
E um rodeio universitario
La foi se realizar
Este cowboy errante
Que nunca foi estudante
La foi se matricular
Vencendo recebi a medalha
Das mãos da universitaria
Do ultimo vestibular

Indagaram me no instante
Se o trofeu era importante
E qual seria meu destino
Troco trofeu, fama e riqueza
Pelo amor desta princesa
Que amo desde menino
Volto pro sertão feliz
Com o trofeu que eu sempre quis
Que ela ela do melado

Sou cowboy la do sertão
Levo no meu coração
Os sonhos que conquistei
Na garupa a medalha
A garota universitaria
A mulher que sempre amei
Pra viver sempre comigo
Esta é minha história amigo
Que acabo de contar.

GALASSI cantor sertanejo

O homem do interior

É seu doutô, la no meu sertão é anssim,
No cantá do galo eu abria o zoi,
A lui do candinheiro, inquanto a mué cuava o café e barria o terrero,
Eu la ia pú curá, atava a vaquinha tadinha tom magrinha, dava dó inté de oiá,
A primeira caneca de leite, num derramava do tacho, bebia, dexava descer guela a baixo.

Autor - Carlim do som

Poesia - O caboclo do Sertão

Sou matuto, sou da roça, tenho orgulho da mão grosa, sou amante do sertão. Sou caipira, minha nossa senhora, ando de pés no chão.
Sou sacudido no machado, gosto de lidar com gado montado no meu alazão.
Para espantar os mosquitos uso a fumaça do meu pito e clareio a noite com luz do lampião.
La o sol se esconde mais cedo por detrás do arvoredo da noite não tenho medo me adormeço na solidão.

Autor - Carlim do som

"Os olhos negros ficaram cor de luto. A boca seca como o sertão arrido. A sua expressão uma arte sem escola. O coração batia feito sino."

Murillo Leal

A persegui com os olhos,
Pois fiquei sem reação
Tamanha beleza não se vê no sertão

Estava certo,
Dali ela não era
Seus cabelos me lembravam a primavera

Parecia uma eternidade ,
Seus olhos de tão lindos
Acalmariam tempestades

Mas uma coisa me decepcionou,
Ela era comprometida
Para mim,
Naquele momento
Se acabou minha vida.

Matheus dos Santos Silva

Êita vida
Vivida com métrica e medida.
Chão de pedra sabão
Som do mar nas geraes, sertão.
Irregular saudade de você
Que está aqui do lado
Aos beijos no largo do enforcado
Entre inconfidentes sorrisos morenos
Brejeiros baianos
Em passagem entre mineiros.

carlos santos

Maldita seca que racha o chão de meu querido sertão
Que afasta seus filhos
Dor tão doida de deixar a terra natal
Terra tão querida
Ao mesmo tempo tão árida
Árida como os rostos que vejo nas janelas
A olhar o céu...

Letícia Pessôa