Saudades de um Irmao que Morreu

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As saudades medem-se em dor e sofrimento, mas acima de tudo medem-se em amor.

Élin Casqueira

Sinto Saudades de Todos os Momentos Românticos que já Vivi. Daquela Época, em que passava Anos Gostando de Alguém, que também Gostava de Mim, mas que por Timidez, não tinha Coragem de se Declarar. Daquela Época, em que um Beijo no Rosto, era motivo para Mudar de Cor, e um Selinho, era um Beijo Cinematográfico. Daquela Época, em que só saber que poderia Olhá-lo, me fazia levantar da Cama, e enfrentar um Período Chato de Matemática. Daquela Época, em que uma Ficada, não era apenas uma Ficada. Era mais, era Frio na Barriga, misturada com uma Ansiedade, que nos fazia Querer Gritar sem Voz, Chorar sem Lágrimas. Tudo isso, por saber que Iríamos Beijá-lo. Beijar aquele Cara, que há tempos havíamos Desejado. Sinto falta daquela Época.

Grayce Kelly Seth Bioen

Na verdade, não temos saudades, é a saudade que nos tem, que faz de nós o seu objecto. Imersos nela, tornamo-nos outros. Todo o nosso ser ancorado no presente fica, de súbito, ausente.
(Mitologia da Saudade)

Eduardo Lourenço

...quero te falar que vc deixa saudades, que momentos vividos jamais são esquecidos, que "o pra sempre" fica eterno no coração, que sonhar engrandece a alma e enriquece a vida, aprender tudo isso nao é dificil quando se esta em sua companhia. Obrigado por tudo, beijos e te amo...pra sempre...

Rick

Saudades

Muito tempo sem você ao meu lado.
Às Vezes, vejo seu sorriso, seu olhar em outros rostos.
Toco seu rosto, acordo do sonho e encontro apenas o vazio.
Hoje percebo o quanto a vida é curta para deixá-la passar em branco.
Eternamente amigos, eternamente no coração daqueles que amam.
Um dia nos reencontraremos, não paro de sonhar com você.
Só quero abraçá-lo mais uma vez, sentir sua alma presente, seu olhar e suas mãos quentes.

Grazielle de Moura Ferreira

A nossa saudade só prova que o nosso passado juntos valeu a pena...não quer dizer que estamos separados,mas sim, que um dia estivemos bem juntos

Badoni

Na estrada da vida, uns passam deixando saudades, outros trazendo alívio.

antonio gomes lacerda

SAUDADES DE VOCÊ

Sinto a falta do teu calor,
A falta do teu olhar,
Uma vez que eu te amei, PARA SEMPRE VOU TE AMAR...
Desde o dia que eu te beijei, eu não
Aguento mais de saudades,
Dá vontade de beijá-la novamente,
Encontrei em teu beijo oq eu procurava
Senti o amor que estava dentro de mim,e você despertou
Dentro de mim..
Eu te quero novamente
Vem agora disposta á me amar,pois sabemos que
O amanhã não nos pertence,
Corra ao meu encontro
Estou de braços abertos a te dizer VEM SER FELIZ!

Stephanie

"Nunca cruz os braco diante um dificudade pois o maior o homen do mundo morreu de braco abertos"

Bob Marley

Carta para o homem que morreu e um pouco de verdade viva.

Você pensa que eu não sei?
Eu sei que tenho soluçado risos nervosos por aí. Sempre um por aí perto dos seus ouvidos.
Tudo para você ver o quanto eu me divirto, o quanto sou charmosa. Para você lembrar de como a gente se diverte, com a minha risada, com a sua.
E eu grito um pouco rindo, eu sei disso também. Que é para você lembrar de quando eu sinto prazer. De quando você me dá prazer.
Eu passo quieta por você, você passa quieto por mim, e eu ainda escuto o barulho que a gente faz.
Vocês pensam que eu não sei?
Escova no cabelo todos os dias, lápis nos olhos, perfume de morango. Eu sei, eu sei, a paixão é ridícula.
Sei que não cumpro o que prometo com olhares de mulher. Pois é, eu sou uma menina. Surpreso? Eu não.
Você está surpreso mesmo? Achou que era uma mulher te instigando para fugir da lógica? Isso é coisa de criança.
Lógica? Que se foda a lógica.
Eu não tenho tesão nenhum em separar o certo do errado. Espero não aguentar mais a dor do caminho errado para mudar de vida, é só isso que acontece.
E o caminho certo também não me dá muito tesão não.
Menos aquele que a gente fez para fugir, menos aquele que a gente fez para se pegar, se entrar, parar de pensar em sentir e sentir de uma vez.
E a inspiração para escrever Meu Deus! Foi para onde?
Foi para o mesmo lugar da minha outra paixão esquecida. O homem para o qual dedico este texto.
Aquele que tirei do pedestal e nunca mais coloquei em lugar nenhum.
Foi para depois. Depois que eu resolver o que é verdade, o que é de verdade.
Você pensa que eu não sei que você sabe que eu estou mentindo? Eu sei.
Quer um pouco de verdade? Leia o começo deste texto, não é sobre você que eu escrevo não.
Essa é a verdade, mas você me ensinou que ela não é necessária.
Eu sei bem. E sei que você mente também. E sei que a gente se atura porque perder pessoas é muito triste.
Por mais que você não venha me encoxar no meio da noite, não me agarre no corredor, não jogue a porra do controle remoto para longe, não fale no meu
ouvido o quanto você está precisando me comer naquele momento. Por mais que você não seja esse homem, você respira quietinho ao meu lado enquanto dorme, lindo.
E quando você dorme quietinho assim, eu sei que, apesar de eu não abalar sua vida em nada, você precisa de mim.
E você já abalou tanto a minha vida. Que pena, agora você morreu.
Mas eu continuo vendo você respirar, quietinho, ao meu lado.
A verdade é que eu ainda acredito em reencarnação.
E eu te olhei tantas vezes implorando. Não morre, por favor. Seja ele, seja o homem que perde um segundo de ar quando me vê.
Mas você nunca mais me olhou quase chorando, você nunca mais se emocionou, nem a mim.
Você nunca mais pegou na minha mão e me fez sentir segura. Nunca mais falou a coisa mais errada do mundo e fez o mundo valer a pena.
Eu treinei viver sem você, eu treinei porque você sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de você para estar feliz.
De tanto treinar acostumei.
E cadê a inspiração? Foi embora junto com a minha pureza, a minha crença, a minha fidelidade.
Eu sou comum, igualzinho a você, a vocês. Eu cometo erros mesquinhos e sou capaz de grandes momentos.
Para cada grande momento, milhares de erros mesquinhos no ar, no lençol, no ralo de um banho cheiroso.
Para cada fundo do poço, milhares de motivos de perdão boiando, bóias de coração para eu me agarrar.
E eu nunca me agarro em mim, sempre espero alguém chegar.
Eu não queria ter ido tão longe. Nem seguido um que não posso, nem aturando outro que nunca pude.
Eu só queria que ele aparecesse, o homem que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, o rabisco, o nó.
O homem que vai ser o pai dos meus filhos e não dos meus medos.
O homem com o maior colo do mundo, para dar tempo de eu ser mulher, transar para sempre. Para dar tempo de seu ser criança, chorar para sempre.
Para dar tempo de eu ser para sempre.
Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você.
Antes que eu morresse de amor. Matei você.
Eu sei que sou covarde. Surpreso? Eu não.
Desculpa, eu tinha prometido nunca mais escrever tão subjetivamente.
Te amo, viu?
Você renasceu de novo.
Eu sei que sou louca.
Louca e covarde.

Tati Bernardi

A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS

Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.

A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.

Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.

A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.

As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.

Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.

Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.

Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.

Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.

Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.

Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.

Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?

O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.

A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.

Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.

Mais de duzentos e quarenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.

Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.

As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.

Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.

As palavras perderam o sentido.

Fabrício Carpinejar

O que você ainda não entendeu
é que aquele singelo sentimento
que eu tinha por você
morreu.

Augusto Branco

Amor que Morre

O nosso amor morreu... Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta.
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!

Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...

Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer
E são precisos sonhos pra partir.

Eu bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
Doutro amor impossível que há de vir!

Florbela Espanca

"Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.
Se sentir saudades do que fazia, volte a fazê-lo.
Não viva de fotografias amareladas...
Continue, quando todos esperam que desistas.
Não deixe que enferruje o ferro que existe em você.
Faça com que em vez de pena, tenham respeito por você.
Quando não conseguir correr através dos anos, trote.
Quando não conseguir trotar, caminhe.
Quando não conseguir caminhar, use uma bengala.


Mas nunca se detenha."

Madre Teresa de Calcuta

"Chega de reticências.
Ficar esperando.
Sofrendo.
Contando saudades.
Se o amor não é possível, o melhor é colocar um fim. E ponto."

Fernanda Mello

Engraçado é sentir saudades de algo que nunca vivemos,é essa saudade de algo que desejo ter com você e que por algum motivo ainda não vivemos

Adriana

Momento despedida


Saudades sentirei
De todos as conversas e risadas jogadas ao vento,
De tudo o que vivemos e passamos....
Neste tão curto tempo...
Mas o bastante, para mudar conceitos já pré-estabelecidos
E consolidar uma amizade....
Dividimos, não só uma sala, mas sim sorrisos, lágrimas e expectativas futuras...
Pode ser, que nos separemos....e que talvez nem nos reconheçamos daqui alguns longos anos...
Mas valeu a experiência de termos compartilhado momentos que ficarão para a vida toda....
Obrigada pela sua amizade.

Michelli Lenzii

Pessoas especias deixam mais que saudades e lembranças, pois elas levam mais do que nosso pensamento... levam uma parte de nosso coração!

Aline de Campos Canto

MEUS OITO ANOS

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
— Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é — lago sereno,
O céu — um manto azulado,
O mundo — um sonho dourado,
A vida — um hino d'amor!
Que aurora, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minhã irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberta o peito,
— Pés descalços, braços nus
— Correndo pelas campinas
A roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo.
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
................................
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
— Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
A sombra das bananeiras
Debaixo dos laranjais!

Casimiro de Abreu

'São saudades de um mundo contente feito céu estrelado. Feito flor abraçada por borboleta. Feito café da tarde com bolinho de chuva. Onde a gente se sente tranquilo como se descansasse num cafuné. Onde, em vez de nos orgulharmos por carregar tanto peso, a gente se orgulha por ser capaz de viver com mais leveza.'

Ana Jácomo