Saudades da minha Avö

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Sou a saudade de uma conversa no fim de tarde com o meu avô. A saudade do colo da minha mãe, a saudade da risada do meu pai. Sou ficar tentando lembrar do que eu sonhei toda manhã. Sou a saudade dos meus amigos da adolescência, das escolas onde estudei e dos professores que tive. Sou a saudade de pessoas que eu amei muito e que se foram. Sou a vontade de voltar a ser uma menina quando canso de ser adulta, e sou o orgulho de ter vencido até aqui. Sou uma eterna á procurar o lado bom da situação. Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir. Sou a soma de tudo isso, e infinitamente mais. E sou toda coração. Toda. E além de tudo isso, sou eu mesma. E gosto demais de saber quem eu sou de verdade...
E você, quem é ???

Bárbara Coré

Exemplo de fé, humildade e sabedoria, avó do maior homem do mundo, santa Ana iluminai-me.

Aninha Leandro.

Não confie na frase de sua avó, de sua mãe, de sua irmã de que um dia encontrará um homem que você merece. Não existe justiça no amor. O amor não é democrático, não é optar e gostar, não é promoção, não é prêmio de bom comportamento. Amor é engolir de volta os conselhos dados às amigas. Não se apaixonará pela pessoa ideal, mas por aquela que não conseguirá se separar. A convivência é apenas o fracasso da despedida. O beijo é apenas a incompetência do aceno. Amor é uma injustiça, minha filha. Uma monstruosidade. Você mentirá várias vezes que nunca amará ele de novo e sempre amará, absolutamente porque não tem nenhum controle sobre o amor.

Carpinejar

Minha avó falava que a mulher do vizinho é sempre a melhor, mas aqui na minha rua todo mundo escolheu a mulher do mesmo vizinho, uai!

Charles Canela

Não confie na frase da sua avó, de sua mãe, de sua irmã de que um dia encontrará um homem que você merece. Não existe justiça no amor.
O amor não é censo, não é matemática, não é senso de medida, não é socialismo. É o mais completo desiquilíbrio. Ama-se quem a gente odiava, quem a gente provocava, de quem a gente debochava. Exatamente o nosso avesso, o nosso contrário, a nossa negação. O amor não é democrático, não é optar e gostar, não é promoção, não é prêmio de bom comportamento.
O melhor pra você é o pior. Amor é ironia.

Carpinejar

Papinha do bebê
no rostinho rosado
- que avô babão!

Rogério Viana

Sinto saudade ...

SINTO SAUDADE DO ME AVÔ
A PESSOA MAIS LINDA QUE CONHECI
UMA PESSOA QUE ME AMAVA MAIS DO QUE A SI MESMO
QUE FAZIA DOS SEUS SONHOS OS MEUS
QUE ACREDITAVA EM MINHA MALUQUICES
QUE SORRIA DO MEU JEITO MOLECA DE SER
QUE ME ACONSELHAVA A CADA DIA ME ENSINANDO A VIVER
QUE QUANDO ME VIA TRISTE ME DIZIA SORRIA
QUE ME ENSINOU QUE TUDO É POSSIVEL BASTA ACREDITAR
QUE ME ESNINOU A VER O LADO BOM DE TUDO MESMO QUE RUIM
QUE ME MOSTROU O CAMINHO E ME TORNOU ESTA MULHER QUE SOU
QUE PASSAVA HORAS CONVERSANDO COMIGO NO BANQUINHO DA PRAÇA
QUE ME DIZIA QUE OS PROBLEMAS POR MAIORES QUE PAREÇAM UM DIA ACABA
QUE ME ENSINOU A SER FORTE NOS MOMENTOS DIFICEIS
QUE ME ENSINOU A AMAR O RPOXIMO COMO A MIM MESMA
NOSSA QUE FALTA ELE ME FAZ
SABE ANJO AS VEZES ME SINTIA A DERIVA MAS NO MEU MAR ELE TAVA ALI SEMPRE
PRONTO PRA ME GUIAR ,E HOJE SEM ELE POR PERTO AS VEZES ME PERCO
AS VEZES ME ENFRAQUEÇO E FICO A DERIVA ,E SINTO A FALTA QUE ELE ME FAZ
NOSSA E COMO FAZ...

Bruna Trenelly

O que eu sou ao certo eu não sei...Sou um pouco da minha mãe, da minha avó, Clarice Lispector, de Maysa, de Pagu e Marisa Monte...Sou feita de um pouco de cada mulher que eu admiro.

Cristiane Galvão

Um dia eu sentei ao lado do meu avô e ele me disse "Não posso partir sem te ver lá em cima.", e eu achei que ele estava gagá. Era quase meia noite e estávamos na varanda. O céu sem estrelas da metrópole cedia lugar às nuvens acinzentadas. Eu aguardava meu pai. Meu avô é um homem sábio...sábio até demais. Mas eu ainda não entendia o que ele quis dizer. Insistiu em esconder.
Naquela noite discutimos política, ciência, história e geografia. Falamos mal dos latifundiários e endeusamos os filósofos gregos. "Que gagá, que nada?!" - retruquei em pensamento - ele sabe mais que eu, e nem pisa os pés numa escola.
Era 1:15 da manhã e a porta se abriu. Me levantei da cadeira da varanda, lhe dei um beijo pedindo a benção e me retirei. Quase passando pela porta da sala ele me gritou. Fiquei de pé ao seu lado, ele não desviou seu olhar que estava fixado no horizonte dos arranha-céus. "Eu quero te ver no lugar mais alto do pódium. Quero te ver com um papelzinho enrolado nas mãos levantando de uma forma ridícula enquanto as pessoas aplaudem, e posso até lhe permitir uma valsa. Mas só quero te ver feliz. E me prometa uma coisa..." "Seja o que for, diga" "Cuida da nossa família, ela é a sua base - você sabe que eu sei - não se desprenda do que é forte e verdadeiro. Afinal, é pra isso que você está neste mundo.". Fixou-se nos arranha-céus mais uma vez, acendeu seu cigarro,golou a cerveja e eu parti. Naquela noite, os meus sonhos me levaram onde eu nunca imaginava poder estar.

Yasmim Moura

Aprendi com minha avó a orar ainda muito pequena
E com ela outras tantas coisas que compõe o meu lado bom
Vim tocando a vida...
A vida enfim me tocou
Deixando na soleira de casa muitas outras vidas,
São amigos..., os amores..., as crianças..., meus irmãos...!
Histórias agregadas as minhas...

Márcia Morelli do livro "tudo aqui é seu!"

Não me assustaria se meu avô ou minha avó tivesse essa "Linha de Raciocínio " mas " JOVENS " pessoas da minha idade, com bagagem acadêmica ou não, torcendo e pra candidato ganhar com o único intuito de ter um " emprego " ou " cc " de 4 anos, te digo uma coisa meu caro amigo ou amiga, ESTUDE, SE QUALIFIQUE, SE DÊ O VALOR, e garanta seu emprego pra vida TODA, comodismo NÃO !

Jarbas Santos

A gente conhece as pessoas mas nem sempre sabe da sua origem.


Outro dia escrevi do meu avô, imigrante espanhol e cujo primeiro emprego foi ser carvoeiro, chegando exclusivamente pelo árduo trabalho, a ser um dos maiores latifundiários do Brasil.
Nos dias seguintes tive uma torrente de lembranças dele, do meu pai, da minha mãe e especialmente da minha avó materna Rosa de Andrade Pacheco.
Dona Rosinha como era chamada, teve quinze filhos, dos quais doze sobreviveram. Acho que foi um recorde para a época onde a mortalidade infantil era enorme. Minha mãe filha mais velha, tem hoje 92 anos de idade e vários tios e tias estão vivos.
Dona Rosinha era quase venerada por todos que a conheciam. Depois do segundo ou terceiro incêndio que destruiu a marcenaria do meu avô, deixando-o depressivo e praticamente inabilitado para o trabalho, arregaçou as mangas e com forças tiradas de não sei onde, transformou a casa onde morava e outra que herdara da mãe, em casas de cômodos, as quais alguns mal educados e deselegantes chamavam na época de cortiços.
Com a renda dos aluguéis sustentou e formou todos os filhos, tendo como peculiaridade a formação musical da maioria no Conservatório Musical e Dramático de São Paulo, coisa que não era para muitos na época.
Não eram tempos fáceis como me contou minha mãe, mas a vó Rosinha conseguiu agregar toda a família e a sua casa era o porto seguro, o lugar onde mesmo depois de casados, filhos, filhas e netos se reuniam em almoços, festas de aniversario e especialmente no Natal, na Rua Sergipe 248, endereço nobre em Higienópolis, casa que ela comprou depois que as coisas melhoraram e ela ficou até bem de vida, tendo reformado e transformado o casarão imenso num belo palacete.
Cheguei a morar com a vó Rosinha por uns seis meses porque minha mãe, acometida por uma nefrite, ficou imóvel na cama, e essa lhes pareceu a melhor solução, uma vez que eu estudava no Colégio Rio Branco, apenas três ou quatro quadras da casa da vó.
Depois que meu avô morreu e ele morreu cedo, acho que com uns cinquenta anos, minha vó e as filhas mantiveram um longo luto, vestindo-se de preto por pelo menos um ano, como era costume na época. Eu tinha quatorze anos.
Terminado o luto, e é dessa época que eu me lembro. A casa estava sempre em festa, abastecida de comida e cheia de visitas. Familiares e amigos e amigas dos filhos vinham visitar a Dona Rosinha com um carinho memorável, uma vez que ela participou ativamente na formação de todos e a todos dava conselhos, atenção e carinho.
Dona Rosinha morreu cercada da família que criou e manteve agregada. A família amparou-a na velhice e até que o casarão da Rua Sergipe desse lugar a um luxuoso prédio, a família ainda se reuniu lá por um tempo.
Tenho saudades da lembrança do que é uma família grande e unida, coisa que hoje em dia pouco se vê.

Marinho Guzman

Inverno de um ano qualquer, flores na porteira, um avô cavalgando em seu cavalo negro, com o seu chapéu de couro branco. Aroma de mato, aroma de campo, nos pampas, esqueci aquecendo um chá de lírios no fogão de barro.
Ventania por um destino em que não nos encontraremos nunca mais...
Sonhos que se perderam no tempo, destinos interrompidos por falhas irreparáveis de um adeus anunciado em papéis coloridos e outdoors. Talvez, um pouco de espiritualidade conforte tantos corações que nem sabem mais porque pulsam, hoje?
Nem tudo nessa vida possui o sentido que procuramos, o tempo que esperamos ou o amanhã que não amanhecemos. Ora pois, se existe uma razão para toda dor e isso não pode ser explicado em capas de jornais. A mídia está além do silêncio humano.
Nada acontece por acaso, uma pessoa que ama um lugar que nem nasceu, pessoas que com infinitas histórias e sonhos interrompidos enquanto por algum motivo tudo se repete e a única certeza que temos é que apesar de tudo é o começo de uma nova era que embora não sem dor mas, por um futuro refletido em puro amor...
Moinhos de vento em campos tão distantes pra quem nunca imaginou cavalgar por serras gélidas antes?
Mas, as cores de todas as flores tornam a nostalgia a sua mais doce saudade e inspiram a felicidade para completar um ciclo de transformação natural que há tempos se anunciou entre tragédias e comédias.
Acredito que todos nós somos gotas de orvalho que em nossa pequenez somos o espelho d’água de um raio de sol em dias nublados ou não...
Calmaria a beira rio por um destino que não encontraremos nunca mais, e que por algum motivo existe sentido no tempo de Deus e nas folhas de Inverno ao vento que voam entre nossos cabelos e pensamentos, pela energia de quem se foi, pela alegria de viver quem tem que continuar e nada mais...

Milla Naves

"Era o relógio de meu avô, e quando o ganhei de meu pai ele disse Estou lhe dando o mausoléu de toda a esperança e todo desejo; é extremamente provável que você o use para lograr o reducto absurdum de toda a experiência humana, que será tão pouco adaptado às suas necessidades individuais quanto foi às dele e às do pai dele. Dou-lhe este relógio não para que você se lembre do tempo, mas para que você possa esquecê-lo por um momento de vez em quando e não gaste todo seu fôlego tentando conquistá-lo. Porque jamais se ganha batalha alguma, ele disse. Nenhum batalha sequer é lutada. O campo revela ao homem apenas sua própria loucura e desespero, e a vitória é uma ilusão dos filósofos e néscios.

William Faulkner

Ser avô é ter um neto!
Ser pai é ter um filho!
Ser aluno é ter uma escola!

Bruninha Marcelly

À Ana Luzia Diniz Borges (minha avó)

Acróstico.

Luz que cobriu o céu de afago.
Ungiu de alegria o coração angustiado;
Zeloso tornei-me em adornar-te..
Incapaz tornou-se a covardia.
Amor! desfez a minha vida vazia.

Rodrigo B. Miguel

Presentes diários

Lembro na casa de minha avó, que existia uma sala de visitas. Nós, crianças, não podíamos brincar lá. Aliás, não fazíamos refeições lá também apesar da grande mesa. Quando em família nem os adultos lá comiam. Era um espaço reservado para as visitas. Que sinceramente, nunca vi sendo usado, porque as tais visitas nunca apareceram enquanto eu estava por lá. E no ambiente havia enfeites, sofás, cristaleira, tudo muito bonito, preparado para receber as tais pessoas, mas nada realmente funcional ou, na minha opinião, agradável. Era uma fachada de coisas bonitas mas inúteis, que estavam ali acho apenas para impressionar os outros.
Interessante como muitos de nós têm essa mania de reservar em nossas casas e em nossas vidas aquilo que só será usado com as tais visitas. São louças, talheres, salas inteiras, reservadas para os outros.

Mas isso não é só em coisas da casa. Tenho amigas que compram jóias caras para usar só em festas, só para os outros verem. E são apaixonadas por suas jóias, mas as deixam guardadas na caixa, para os dias “especiais”.

Bem, eu nunca entendi muito isso.

Penso que seríamos muito mais felizes se aprendêssemos a agradar à nós mesmos e àqueles mais próximos de nós, e a fazermos coisas pelo simples prazer de as vivenciarmos. Essa idéia de termos que aparentar mais do que curtir o nosso dia a dia me parece receita para o insucesso pessoal e familiar.

Uso os cristais sempre que me dá vontade, organizo minha casa para que todas as salas sejam de estar, não de visitas. Voto que devemos dividir com quem amamos o melhor de nós, não com estranhos.

Não é realmente proveitoso reservarmos espaços apenas para aparências. Compro jóias se pretendo usá-las no dia a dia. Não as compro para guardá-las no armário. Organizo minha casa para que meu filho possa nela brincar com segurança, mas para que tenha a liberdade de usá-la da maneira que mais lhe fará feliz.

O cuidado excessivo com coisas nos tira de foco o que realmente importa: as pessoas.
Os sofás, os enfeites, isso tudo pode ser reposto. Se gastar, compra-se outro. Pior seria terminar os dias com os objetos novos em folha, jogos completos de tudo, mas sem ter aproveitado. Sem ter dividido momentos de felicidade com a família e com os amigos. Ricos em contas bancárias, mas pobres em experiências e oportunidades aproveitadas.

Aprendi com meus pais a viver e não apenas acumular coisas. À gastar com aquilo que nos dá prazer, ainda que para os outros pareça besteira. Viagens, carros, brinquedos de crianças e de adultos... Aprendi à guardar para ter segurança financeira mas não me tornar vítima do trabalho e do dinheiro.

Porque no final, o que resta se tornará herança para alguém. E quem sabe essa outra pessoa lhe dê algum valor. Quem sabe jogue fora. Por isso, não fique guardando o melhor de você para os outros verem só nas festas. Aproveite a vida e as coisas. Todos os dias. Aprenda a ser feliz com o que você tem. E lembre-se: Não existe aparência mais bonita do que a da felicidade!

Gisele Lemos Kravchychyn

"Quando minha avó me contou a história dela pela primeira vez, a primeira reação que tive foi de surpresa, eu tinha doze anos… Isso não era história de se contar para uma criança. Mas minha avó sempre me disse que as moças da época dela ouviam aquela história para se amedrontarem. Luísa, a moça da história era uma moça moderna, fugiu de casa milhares de vezes e conseguia não ser chicoteada pelo pai. As famílias tinham medo, ela era uma mal exemplo para a sociedade. Acordava cedo, grande maioria dos homens com quem dormia ainda estava num sono profundo. Saía. Sem recados, saia simplesmente com um sorriso no rosto e um dinheiro furtado no meio de seus seios. Chegava em casa, sua mãe a defendia, era muito amor a única filha que conseguiu parir. Mas seu pai ficava fora de si com a maior decepção da sua vida, era assim como referia-se a sua filha. Ela escapou do cinto de seu pai porque tinha sua mãe, que a defendia de tudo. Ela tinha seus vinte e três anos e já havia se entregado a mais homens que sua idade. A cidade toda comentava, quando as velhas pirracentas viam ela nas ruas pela direita, logo se locomoviam para a esquerde comendo a moça com os olhos. Não, ninguém sabia o porquê de ela ser assim, sua mãe não tinha mais amigas por culpa de sua filha, mas não deixava de amar aquela moça um minuto do dia se quer, e sua mãe era absolutamente tudo que ela tinha, e um orgulho imenso ela carregava no coração por sua mãe. A única coisa que ela dizia para a mais velha era que se casar virgem e morar com um homem arranjado não era futuro pra ela. Ela queria se divertir até achar o homem correto, mas fazia questão de deixar claro que esse homem só entraria em sua vida depois dos trinta, porque tinha sua mãe e sua mãe era tudo que precisa, era sua rainha e honrava-a por todos os lugares que ia. Mas a moça não sabia que iria enfraquecer tanto. Sua mãe levantou cedo para lavar a roupa, era pouco mais de cinco da manhã quando ouviu um murmurinho, virou-se para trás e nada mais viu. Seu pai olhou pela greta da cozinha e conseguiu ver três homens armados atirando em direção da sua velha esposa… Lá pelas sete da manhã a moça voltava de mais uma aventura e quando chegou viu aquela gente toda reunida, quis saber o que acontecia mas não teve o trabalho de perguntar a ninguém quando viu sua mãe morta no chão. Chorou. Permaneceu por três anos sem aventurar-se que era a palavra mais adequada. Seu pai a tratava com desgosto. E depois desses longos anos saiu na rua a noite e entrou no carro de um homem com quem havia dançado na quadrilha. Era a primeira vez que havia dançado com alguém antes de dormir com ele. Quando amanheceu não conseguiu sair sem avisar, arriscou dizer que se o homem quisesse ela voltaria e para sua surpresa ele concordou. Assim aconteceu pelos próximos dois meses. Na última noite de aventureira se descobriu apaixonada, mas não acreditaria que um homem de negócios aceitaria viver com uma rameira que era como a chamavam. Passou a noite com seu amado e logo pela manhã disparou tais palavras: “Eu não preciso de você, eu só quero tê-lo comigo pelo resto dos meus dias.” Ele olhou no fundo dos olhos dela e disparou as palavras mais bonitas que ela poderia ter ouvido um dia: “Eu quero que vá para São Paulo comigo, eu quero me casar com você.” Ela poderia o abraçar e dizer que estava muito feliz com sua proposta e que sim, ela aceitaria. Mas pronunciou as seguintes palavras antes de partir: “Eu só queria que minha mãe estivesse aqui agora para poder participar do momento mais feliz da minha vida”. Ele sorriu. A moça rameira sumiu da cidade, ninguém nunca mais ouviu falar dela, mas continuaram a contar a sua história para quem quisesse ouvir, até para aqueles que não quisessem, precisariam saber do futuro da moça sem destino que incrivelmente encontrou o seu nos braços de um homem e não na cama dele."

Thamiris Dondóssola

No tempo da minha avó e no tempo da minha mãe. E o meu tempo onde está? No tempo da minha avó era o tempo do sacrifício. Imagine só, passar roupa com ferro de brasa, pegar água da bica para tomar banho e lavar louça, lavar roupa no rio, que sofrimento! Mais eu acho que era gratificante, pois naquele tempo as moças eram muito prendadas, as crianças se divertiam com brincadeiras mais saudáveis, pula-pula, amarelinha, pega-pega e muitas outras. Elas se exercitavam com essas brincadeiras. Mas hoje em dia está difícil só praticamos brincadeiras eletrônicas que só deixam a gente engordar. No tempo da minha mãe eu gosto de ouvir de quando ela era criança, ela dizia que gostava de ir na casa da tia Irene que morava na fazenda, ela fala que se divertia muito com suas primas. Aprendeu a andar de bicicleta e quase atropelou a tia Irene no terreiro da fazenda. Quando ela tinha uns 5 anos mais ou menos um porquinho comeu seu copinho de canudo e ela chorou muito. E agora no meu tempo è muita modernidade, tem água na torneira, tomo banho de água quente no chuveiro, a roupa é lavada na máquina e o ferro é elétrico. Agora eu penso: “Quanto sofrimento elas tiveram,mas de uma coisa eu tenho certeza, elas foram muito felizes.” 15.11.08

Fer Muniz, Inez Muniz