Saudade da Adolescência

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A juventude é uma idade horrível que apreciamos apenas no momento em que sentimos saudade dela.

A. Amurri

CRISE DOS 13 ANOS
Tudo eu!
Tudo eu!
Tudo eu!...

... e assim,

engolindo o pranto
engasgando de cólera,
entre espasmos e soluços.
...
Um dia eu vou me embora...
Tomo chá de sumiço.
fujo dessa casa,
e não volto jamais.

Eu vou,
Um dia eu vou...
Na calada da noite,
por aquela portão, e em ponta de pés.

Me vou aos diabos e nem olho pra trás.
Que adoeçam de angustia e saudades de mim.

Sem deixar nem bilhete.
eu juro que vou.
...
... e assim,

mitigando choro,
abrandando os soluços
e cessando a cólera...
...
-Mãe, tem café??

Leônis da Silva

Tenho saudade de minha adolescência porque eu era mais progressista.

Dani Leão

A infância é alimentada pela imaginação, a juventude pelo sonho e a velhice pela saudade...

Osman Freitas

Me arrependo de ter excluído textos antigos da minha juventude, ah, eu era tão inocente, que saudades de mim.

Sarisma

Tenho saudades de um espelho que possuí há 30 anos. Nele, está marcada a minha juventude.
Azenraldo, (Memórias de um outro tempo).

Azenraldo

“” Aspira os anseios
nas pétalas desejadas da saudade
E expira a vida
Na juventude da eternidade...””

Oscar de Jesus Klemz

AH! ...UMUARAMA... de tantas saudades...

Minha infancia, minha juventude,
minha querida e saudosa mãe dona Lourdes, meu pai seu Olivio “catarina”
meus irmãos, Otacir, Marenice, Sergio, Mirinho, Fatima, Cristina, Rogerio, Julio e Sandra e por ultimo o Fabiano,
meus amigos, Italo, Chico, Seneval, Jair, Miguel, Lindoval, Milton e tantos outros...
minhas queridas tias Celia e Mariazinha
Os bailes do Harmonia, a discoteca do Aceu...
Os bailinhos nas casas dos amigos...
AH! Umuarama...
Dos meus muitos amores...das muitas paixões...
As paqueras, os agitos, os sonhos, a ansia de crescer e partir dali...
Como era bom aquilo tudo!
O primeiro emprego aos 10 anos na Grafica dos Pepinos...
O aprendizado e aperfeiçoamento em tipografia no jornal A Gazeta... por 7 anos
Participar do numero 1 do jornal Umuarama Ilustrado...
A ida pra Brasilia prestar serviço militar...
A volta pra Umuarama trabalhar na Tribuna do Povo
E Participar do primeiro jornal diario de Umuarama...
A volta para o
Umuarama Ilustrado...
Para ser seu primeiro linotipista...
E em 1978 chega ao fim meu ciclo de Umuarama... e parto pra São Paulo...
com muitas saudades disso tudo...
Um dia desses, volto, quem sabe...
NAS PAREDES DA MEMORIA,
ESTAS LEMBRANÇAS SÃO O QUADRO QUE DOE MAIS...

ademyr bortot

Tenho pressa de ser feliz, pois a tua juventude não vai esperar a minha saudade de ser feliz contigo.

Etienne Estrela

Saudades da minha terra

Saudades da minha terra querida,
Berço da minha infância e juventude,
Sinto em meu peito uma imensa ferida,
Pois tentei permanecer ali e não pude.

Essa beleza que tanto me seduz,
Ao navegar nas águas do Itabapoana,
Percorrendo quase todo o Bom Jesus,
Observo em suas margens o quanto é bacana.

Em uma noite acalorada de verão,
Podemos observar muito distante,
A lua clareando a imensidão,
Numa beleza eletrizante.

Cidade de uma beleza natural,
Com os seus montes verdejantes,
Ainda não vi nada igual,
Mesmo estando tão distante.


Du’Art 21 / 09 / 2014

Du'Art

Juventude

Que saudade de minha juventude,
Tentei de toda forma segurar minha idade,
Busquei a todo o momento, mas não pude,
Mesmo assim tenho muita vaidade.

Hoje sinto com o passar do tempo,
O corpo cansado, a visão ofuscada,
Pouco reflexo e o raciocínio lento,
Cabelos brancos e a pele enrugada.

Ainda me sinto uma pessoa muito feliz,
Mesmo enfrentando o final da caminhada,
E não estando da forma que sempre quis,
Buscando vencer mais uma jornada.

Considero a vida como uma guerra,
Cada uma de suas partes uma batalha,
Continuarei lutando aqui nesta terra,
Esforçando-me para cometer menos falha.

Até aqui com Deus ao meu lado venci,
De uma maneira tranquila, honrado,
Em alguns momentos medo senti,
Mas o Senhor não me deixou desamparado.


Du’Art 15 / 03 / 2014

Du'Art

Juventude

Você é muito jovem.
Esta era a frase que eu mais ouvia,
Hoje consigo entender que realmente era muito jovem para amar,
Tão jovem que meu corpo e minha mente não tinham estrutura para tal sentimento,
Tão jovem que meus atos não saiam de acordo com meus pensamentos,
E até mesmo meus pensamentos às vezes me traiam.
Tão jovem que sem experiência nenhuma de vida fui traído por minha inocência.
Fui traído por sentimentos que se apoderam de nosso inconsciente quando se é jovem,
Sentimentos como medo, insegurança e ciúme,
Sentimentos que me fizeram pagar um alto preço por não saber controla-los.

Conforme o tempo foi passando, fui adquirindo experiência,
Aprendi a controlar não só meu corpo, mas também minha mente,
Aprendi que aqueles sentimentos que pensava ser tão malignos na juventude, dosados corretamente podem fazer muito bem.
Um pouco de medo não nos deixa ser inconsequentes,
Um pouco de insegurança nos faz dar o melhor que podemos,
E por fim, um pouco de ciúme nos proporciona um dos sentimentos mais belos, pois, só tem ciúme quem ama.

Hoje já não sou mais jovem;
Agora estou totalmente desenvolvido,
Agora estou pronto para o amor.

Infelizmente a única pessoa que amo,
Me deixou
Quando eu era jovem.

Raphaele Pastana

Saudade.

A língua portuguesa é tão rica e por esta mesma causa tornou-se muito invejada pelos inventores de palavras. Basta receber alguns comentários mais afoitos para sentirmos quão grande são as palavras criativas de resumos e invencionismos, nesta nossa tão querida e maltratada língua, por parte exclusiva das grandes "pérolas do Enem nacional". Isto faz-me recordar que somente nós, usuários deste vernáculo temos uma única palavra que exprime um grande e gostoso, ou não, por vezes triste sentimento, o qual chamamos de saudade.

É esta uma das palavras mais presentes nas poesias de amor da língua portuguesa. Pena que a educação em "lato sensu", presente verdadeiramente entre os anos de 1950 a 1970, quando as escolas profissionalizantes grátis, com o "curso científico", nos auros tempos do "tesouro da juventude", enciclopédia, até hoje insuperável em compêndios e conteúdo, presentes na maioria das bibliotecas escolares, eram ofertados a grande massa populacional, incluindo os menos abastados trabalhadores e aos seus filhos, por direito, quando tanto as prefeituras, estado e governo federal, comungavam de um ideal único, que era o desenvolvimento e a preservação da soberania nacional, resquícios das benesses implantadas pelo saudoso e insuperável presidente Getúlio Vargas, verdadeiro e único pai dos pobres.

Transformados que fomos em eternos órfãos, por mais que morramos nós e nossos sucessores filhos, nunca nos sentiremos novamente, um dia, adotados sequer, pois o egoísmo indecente daqueles herdeiros políticos que o sucederam, desde então, sequestrando nossa capital federal aqui do Rio (RJ), para escondê-la, a seu bel prazer e deleite, nos mais longínquos rincões do sertão brasileiro, sonegou-nos o simples direito adquirido de sermos, ao menos, felizes.

José Elierre do Nascimento

De toda saudade que sentimos, nada é igual a saudade que sentimos de nós mesmos. Daquilo que éramos, do brilho nos olhos, do viço da juventude e da coragem inabalável de amar...

Irineu Oliveira

SE POR MIM MINHA MÃE PERGUNTAR

Se por mim minha mãe perguntar
Diga a ela que estou morto, diga...
Que contrariando sua vontade, fui poeta,
Mas que meus versos eram pobres e as rimas
Não foram o bastante para pagar as contas.

Diga a ela que tive muitos amigos, os melhores.
E que nessa vida amores não me faltaram.
Não diga a ela que meus amores eram putas
Nem que os amigos eram escória.
- Mas diga que amei a todos.

Caso ela descubra, diga que eram moças de família
E por alguns trocados precisavam pagas as contas.
(Não importava a sífilis à insensatez)
E diga que aqueles amigos foram únicos e verdadeiros,
Por mais que a vida eles tenham me tirado.

Não diga à minha mãe que fui alcoólatra ou que
Pouco me alimentava - não mais que um pedaço de pão diário
(Justamente aquele que o diabo amassa)
Ela não suportaria saber que seu filho era ébrio e subnutrido.
Diga a ela que eu adorava doces e de sonhos me alimentava.
(Não diga que os mesmos eu adquiria na cama da boleira - em troca de muito amor)

Tampouco diga que por amor eu vendia minha poesia
Por mais pobres que os versos fossem, minha cama nunca esteve vazia.
Diga a ela que quase me casei, não com uma das putas, mas...
Esquece, diga apenas que pretendentes eu tive.
Não eram todas boas, mas as tive.
E quando se foram - não mais me tiveram.

Diga que fui religioso e comparecia em todas as missas.
Diga que a Deus eu adorava, não que o Diabo eu escrevia.
Conte de minhas amizades paroquiais, exceto que com o vinho
O padre me embebecia e com as freiras eu dormia.
(Aqueles crucifixos e hóstias tinham utilidades)

Diga a ela que fui poeta menino, criança amada e adorada.
Não há nada melhor do que lembrar minha pobre mãe da criança que fui - e morri sendo.
Diga que alegrava a vida das pessoas, não que eu as entristecia.
Diga que constantemente, tristemente eu sentia falta dela.
- A todo momento.

Fui poeta, jovem fino, amante - assassino.
Fui tudo o que não prestou e mais um pouco.
Nunca tive nada e nada me deram!
Exceto o lenitivo da vida, esse eu precisava.
Fui saudoso, fui nostálgico, depressivo - esquizofrênico.

Amorosamente louco, tampouco lúcido e regular.
Tive tudo e ao mesmo tempo nada. Ao nada
Fui reduzido e agora por todos - brevemente - serei esquecido!
Exceto por minha mãe - por ela serei lembrado...
- Com muito amor.

Diego Evair

Quem viu daquela pedra o luar... Quem escutou aquele acorde... Se não voltar para ficar, marca encontro com a saudade. Do dividendo alegia, do divisor mocidade, resultou melancolia, que reduzida, também é saudade. Pode o sol nascer ao poente e haver mulher sem vaidade? O que não há certamente, é passar por lá e não levar saudade. As parcelas de paixão sentidas naquelas calçadas ou resultam decepção, ou mais uma vez somam saudade. E quem nega sentir saudade, fingindo ser diferente, ou nunca curtiu a vida de verdade, ou não diz bem o que sente. Constante nesta existência, eu vejo só em verdade a inevitável sequência: o moço, o velho e a saudade. Suplício do meu fadário, que me mata e me dá vida.

Alessandro Lo-Bianco