Roça

Cerca de 44 frases e pensamentos: Roça

O que apenas roça os outros fere-me até o sangue.

Stendhal

O blando é muito mais forte que o duro. A água é mais forte que a roca, o amor é mais forte que a violência.

Hermann Hesse

" - Gosto De Costeletas De Porco e Presunto Da Roça, Batatas Em Creme, Coisas Assim. Gosto de Molho Caipira, Que é Feito De Presunto,Bacon, Coisas Assim. é a Gordura Na Qual Voce Frita As Coisas. Como Muito Jell-O (Gelatina) De Frutas." E♥E

Elvis Presley

Caipirinha

SONHUS
(cumpadi Caipirinha)

Sonhei tantu cum vancê
Seim ao menus ti vê
Neim tão pôcu ti conhecê
Mais só queria qui fosse vancê

Meu marditu coração ti imaginô
E dentru deli si formô
E ansim si transformô
Em um novu i grandi amô

Cadê vancê qui num chegô
Sozinhu aqui iêu tô
Precisânu di vancê
Meu coração só qué ti vê
Mais num sei queim é vancê

Veim aqui
Num me dexa tão sortu
Veim lugu pra iêu
Meu amô é tantu
Mais u desancantu
Podi tudu distruí

Veim logu meu sonhu
Veim me fazê acordá
Cum você quero vivê
Noiti i dia seim pará

Caipirinha - O poetinha da roça

VIDA PERDIDA
(cumpadi Caipirinha!

Pra vancê iêu guardei
Meus mió momentus
Pra vancê iêu ti dei
Todus meu pensamentus

Pra vancê iêu fiquei
Pra vancê se guardei
Vida intêra pra vancê
A minha tie dediquei

Fiz di vancê minha vida
E da sua vida u meu norti
Fui cum ela sonhandu
Sonhei tantu e tão forti

Que inté si isqueci di acordá
Quânu acordei tomei um sustu
Foi um sustu tão forti
Pra iêu foi comu a morti

Quânu ví o sonhu tinha passadu
I muitu tardi si acordei
Procurei pru vancê o restu da minha vida
I nunca mais ti incontrei

Caipirinha - O poetinha da roça

PRECURANU UM AMÔ!

Fui au incontro da noiti
Vaguemu pelas madrugada
Preguntei a todas as instrelas
Ondi anda minha amada?

A lua num me disse nada
As pedra da rua neim me arrespondero
As fulô, tudu drumindu naquea hora
Ansim me arresorvi vim simbora

Intão ao raiá da orora
Cum o sór imprranu a noiti
Preguntei: aqueceu meu amô?
E eli neim uma palavra falô!

Intão seguind minha istrada
Infeitada de árvuris e fulô
Cuns passarinhu em revuada
Preguntei se viru meu amô

A rosa, toda facêra
Oiô pra margarida e falô
Esse tá tãum perdidu
Que neim sabi du seu amô

U pé di piqui todu prosa
Se balançanu pro de jambu rosa
Sorrisu matrêru comentô
Esse Caipirinha num percebeu
Seu amô num si perdeu!

A coruja inteligenti
Se arresorveu cunversá
Caipirinha venhá cá
Que vô lhe preguntá!
Já procurô u seu amô
Aondi ele devi di tá?

Tenhu certeza que não!
Ocê lá num procurô
Seu amô há di istá
Onde ocê o dexô!

Tá certu dona coruja!
Intão pra lá vô vortá
Vô prega nu sonu
E continuá a sonhá!

Caipirinha - O poetinha da roça

BRINCADERA DI RIMÁ

Vâmu brincá di fazê versu e rimá?
É só fazê versu e rimá, acumpanhandu us versu di trais, us anteriô!
Se ocê num sabê iscrevê im caipirêis, num faiz má ... O importanti é brincá!

Intáo?! Vâmu brincá!
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Sô o primêru a iscrevê
E os versu dexá
Queru iTô gostanu di acumpanhá
As rima du pessoá
Tá ficanu muitu ingraçadu
Vê ocis tudo rimá

Mais tá fartânu muita gente
Que faiz parte dessi lugá
Ocêis intão cunvida os amigu
Pra vim brincá di rimántão vê voismicê
Meus iscritus acompanhá
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Vâmu iscrevê uma história
Há quantas mão aguentá
Ela cumeça com a lua
E seu lindu brilhá
**********************
Bão sinhá Rachel
Seje beim-vinda no Recantu
Se achegue mêmu di mansinhu
E cum nois podi ficânu

Abri intão seu coração
E di presenti dê pra nóis
Uns versinhu, uma melodia
Umas rima e umas canção

Inté e um beju nu seu coração!
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Bão Pessoá?!
(Cumpadi Caipirinha)

Bão pessoá, que sodade de ocêis
Tive passanu pruns bão apertu
Mais num me deixei se intregá
E to aqui otraveiz

Num sô homi de pedi arrego
Nas hora apertada que Deus me dá
Num corro das provação
Memu que seja pesado meu jacá

Nas andança da vida se aprendi
Que o Pai num dá pra nois peso maió
Que os lombo consegue carregá
Intão esse peso foi fácil suportá

To de vorta pra cá
Adispois de descançá
Aos pouco vou inté
Uns causo novo contá

A oceis tudo iêu agradeçu
Pelas preocupação e carinhu
Nunca se senti sozinho
Andanu no meu caminho

Intão, intão e um abraçu
Beim apertadinho
Do cumpadi Caipirinha
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Caipirinha - O poetinha da roça

Sou o vento que vos roça os cabelos,
Sou o sol que vos aquece o corpo,
Sou a chuva que vos dança no rosto,
Sou o aroma das flores no ar e as flores que
exalam a sua fragrância,
Sou o princípio do vosso primeiro pensamento,
Sou o fim do último,
Sou a ideia que iluminou o vosso momento mais
brilhante,
Sou a glória da sua realização,
Sou o sentimento que alimentou a coisa mais
amorosa que jamais realizaram,
Sou a parte de vós que anseia por esse momento
repetidamente.
O que quer que para vós resulte, o que quer que
o faça acontecer - qualquer que seja o ritual,
cerimónia, demonstração, meditação, pensamento,
canção, palavra ou acção necessária para que
vocês se re-unam, façam-no.
FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Neale Walsch

Meia hora de roça resolve qualquer tristeza.

Thimer

Tempos de infância

Lá na roça da minha avó,
Tinha couve, alface, jiló.
Cães que no campo brincavam,
Latiam, rosnavam e choravam.

Vovô sentava em sua cadeira
Logo me embalando em suas brincadeiras.
Me fazia lembrar dos tempos de infância
E rapidinho já voltava a ser criança.

Aquele frango e “macarrãozinho”
Que vovó fazia com tanto carinho.
Como era bom ter sua companhia
Que acabava sempre em folia.

Na hora de ir embora para cidade
Da vovó, já batia uma saudade.
Me colocava a caminhar,
Mas com muita vontade de ficar.

Yara Jacon Duarte

Caminho triste

Surge o vento com um som esbelto
Roça minha garganta um suspiro selvagem
Enquanto a noite passa cortando o silêncio.
Traço alguns desejos que reluzem teus olhos
E então… outro suspiro.

Lenta respiração direcionando a pulsação de um coração triste
Perdido, louco, sereno
Totalmente sem sentido meus passos voltam ao tempo
Sem razão, sem sentido, sem nada.

Surgem todos os galhos que se debruçam no chão
Pelas noites desertas e escuras
D’onde vago também sem direção
Trovoes rasgam e ofuscam a visão
Cegam seus próprios olhos, pois não têm amor
As flores rastejam pelo chão dos jardins
Cheias de dores
Por serem apenas flores

Fidel B.

Chamego...

Cutuca, fura.
Coça, toca, roça.
Tua mão, minha cura...

Francismar Prestes Leal

"O QUE ME DIZ?"

"Azul e rosa
Cidade e roça
Eu peço um beijo
Durmo com o desejo
Ela nega tudo
Insisto, seguro
Quero abraço forte
Ela diz: 'não terá sorte'
Só me vira as costas
Eu lhe abro as portas
À repreensão
Eu digo: 'desisto não!'.
Faz cara feia
Eu sorrio, ela despenteia
Lhe retiro as forças
Se entrega, moça!
Não há desvio
Quando o caminho
Pertence ao tempo
Que nem cinzento
Se faz escuro
Pra cobrir o muro
Que o amor detona
Quando aquela dona
É a destinada
Para ser amada
Por toda vida
Então, permita
E abrace a hora
Que é agora
Será feliz
O que me diz?".

Mais em lavinialins.blogspot.com

Lavínia Lins

Poesia - O caboclo do Sertão

Sou matuto, sou da roça, tenho orgulho da mão grosa, sou amante do sertão. Sou caipira, minha nossa senhora, ando de pés no chão.
Sou sacudido no machado, gosto de lidar com gado montado no meu alazão.
Para espantar os mosquitos uso a fumaça do meu pito e clareio a noite com luz do lampião.
La o sol se esconde mais cedo por detrás do arvoredo da noite não tenho medo me adormeço na solidão.

Autor - Carlim do som

Natal sem fome? pura propaganda enganosa.... e o resto do ano quem precisa de amor é roça.

Renato Bisturi

Eu vou para qualquer lugar
tenho pressa em chegar.
Chegarei.
Chego a lagoa, a roça,
a rodovia, a praia, a dança, a quadrilha.
Dançarei.
Cantando, abraçando, perdendo, beijando,
lendo, traindo.
A quem? A mim?
Irei.
Eu vou, Eu vi!
O nascer do dia quando morri.
A cela trancar, e a inspiração chegar...
Vivi!

Isly Costa

Lua cheia na roça, fogão de lenha, uma franga a cozinhar,
Nós ali, juntinhos, sozinhos, na varanda a beijar,
Enquanto na cozinha uma velha panela não para de chiar,
Imitando com perfeição o mesmo barulho das ondas do mar.

Lua cheia na roça, noite clara, espetáculo da natureza.
Uma sensação de paz de espírito e de um sonho realizar.
No vaivém da rede a balançar um abraço com firmeza e
a crença de que aquele momento pudesse se eternizar.

Lua cheia na roça, noite linda, induzindo ao céu, olhar.
Um carinho, um abraço, mais um beijo...
Tudo lá.

Depois, o ombro amigo, um cigarro de palha a pitar,
Uma piada da cidade e um frango caipira para revigorar.
Ah, como é gostoso, na lua cheia da roça, sonhar e amar!

Charles Canela

Antigamente na roça se plantava alimentos.
Agora o agricultor colhe matéria prima.
A indústria transforma, em mantimento.

joão dantas

RECORDAÇÃ0

Comu é bão lembrá da roça
Tê sodade dus tempu di mininu
Brincava com a carroça
I ficava di castigu

Comia bolu di míu
Rapadura cum farinha di mandioca
Meladu cum banana
Garapa cum tapioca

Adispois eu fui crescenu
Intendendu das prantação
Fazia mata-burro i portêra
Impricava cum as minina matrêra

Levava as minina pro matu
Pra modi catá cavacu
Ingambelava elas tudo
Pra brincá di namoradu

Nas noite di São Juão
Vixe! Cumu era bão!
Ficava todo assanhadu
A discurpa era us quentão

Pulava as fuguêra, seim queimá us fundilhu
Istorava us rojão e sortava inté balão
Brincava cum as istrelinha
Jogava istalinhu pelu chão

Pegava as minina pelas cintura
Pra modi dançá o bailão
Us bati-coxa i méla-cuiéca
As música acabava, mais iêu não

Dispois tinha as quadrilha
Dançava sempre cum a Mariinha
Meu primêro amo di verdadi
Que si transformô im sodade

Mas hoji tudo é lembrança
Quem dera podê revivê
I vortá nu passadu
Vivê comu antigamenti
Na roça qui mi viu crecê

Tudo era tão simplis i singelu
O sol si escondendu tão belu
A noite Iluminada pela lua
Us vagalume parecenu istrela
Uma curuja pianu na portêra

Êta sodade!
Ê sodade!

Tânia Regina Voigt - Escritora e Poeta

Nasci na roça no meio do nada, o tempo foi me trazendo, girando, como um roda moinho me levava sempre pra outros lugares, o mundo é o mesmo e os lugares também, o que muda
e traz muito medo são as pessoas, falsas, fingidas, convivi com muitas espécies dessas, que se diz humanos, nunca foram compatíveis com essa classificação, felizmente muitos já morreram, mas essa praga ruim nunca caiu em extinção!

izabelmist