Roça

Cerca de 49 frases e pensamentos: Roça

O que apenas roça os outros fere-me até o sangue.

Stendhal

O blando é muito mais forte que o duro. A água é mais forte que a roca, o amor é mais forte que a violência.

Hermann Hesse

" - Gosto De Costeletas De Porco e Presunto Da Roça, Batatas Em Creme, Coisas Assim. Gosto de Molho Caipira, Que é Feito De Presunto,Bacon, Coisas Assim. é a Gordura Na Qual Voce Frita As Coisas. Como Muito Jell-O (Gelatina) De Frutas." E♥E

Elvis Presley

SO PIADAS HUMMMM ...
VÂMU RÍ?... SÓ VALI PIADA DI CAIPIRA

Vâmu rí cum as piada di caipira?
Ocê podi contá a sua pra nóis si rí di nóis.


uá piadin in rimiproza sô!!!!

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O caipira resolve trocar o seu galo por outro que desse conta das inúmeras galinhas. Ao chegar o novo galo e, percebendo que perderia suas funções, o velho galo foi conversar com seu substituto:
- Olha, sei que já estou velho e é por isso que meu dono o trouxe aqui, mas será que você poderia deixar pelo menos duas galinhas para mim?
- Que é isso, velhote?! Vou ficar com todas.
- Mas só duas... Ainda insistiu o galo.
- Não. Já disse! São todas minhas!
- Então vamos fazer o seguinte: Propõe o galo velho. - Apostamos uma corrida em volta do galinheiro. Se eu ganhar, fico com pelo menos duas galinhas. Se eu perder, são todas suas. O galo jovem mede o galo velho de cima abaixo e pensa que certamente ele não será capaz de vencê-lo:
- Tudo bem, velhote, eu aceito.
- Já que realmente minhas chances são poucas, deixe-me ficar a vinte passos a frente - Pediu o galo velho.
O mais jovem pensou por uns instantes e aceitou as condições do galo velho.
Iniciada a corrida, o galo jovem dispara para alcançar o outro galo. O galo velho faz um esforço danado para manter a vantagem, mas rapidamente está sendo alcançado pelo mais jovem.
No momento em que o mais velho ia ser alcançado pelo mais novo, o caipira pega sua espingarda eatira sem piedade no galo jovem. Guardando a arma,comenta com a mulher:
- É o quinto galo viado que a gente compra esta semana!
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çês cunheçem eça?
Três paulistas e um mineiro numa clínica de loucos:

1º. paulista: -


Eu tenho muito dinheiro... Vou comprar o Citibank!

2º. paulista: -

Eu sou muito rico... Comprarei a General Motors!

3º. paulista: -

Eu sou um magnata... Vou comprar a Microsoft!



E os três ficam esperando o que o mineiro vai falar.



O mineiro engole a saliva... faz uma pausa... e diz:

- Num vendo...
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Bão Pessoá?!
(Cumpadi Caipirinha)

Bão pessoá, que sodade de ocêis
Tive passanu pruns bão apertu
Mais num me deixei se intregá
E to aqui otraveiz

Num sô homi de pedi arrego
Nas hora apertada que Deus me dá
Num corro das provação
Memu que seja pesado meu jacá

Nas andança da vida se aprendi
Que o Pai num dá pra nois peso maió
Que os lombo consegue carregá
Intão esse peso foi fácil suportá

To de vorta pra cá
Adispois de descançá
Aos pouco vou inté
Uns causo novo contá

A oceis tudo iêu agradeçu
Pelas preocupação e carinhu
Nunca se senti sozinho
Andanu no meu caminho

Intão, intão e um abraçu
Beim apertadinho
Do cumpadi Caipirinha
: A PRIMEIRA VEZ DO MINERINHO

Joãozinho, mineirinho batuta da quinta serie, escreveu uma poesia na aula de redação, chamada

"A Primera Veiz ":

O céu tava bem craro ,
A lua quasi dorada ,
Ali nu campu eu i ela,
I não si via mais nada.

Sua pele era suave,
As ancas tava exposta,
I eu tocando di leve,
U macio di suas costa.

Num sabendo começá ,
Olhei u corpo isguio .
I dicidi pô as mão,
Sobre seu peito macio.

Eu sentia medo.
Meu coração forte batia,
Enquanto ela divagarinho ,
As suas perna abria.

Inda bem qui cunsigui !
Tudo então melhorô .
Pelo menos desta veiz ,
O líquido branco jorrô .

Finarmente tudo acabô ,
I quasi saio di maca.
Foi assim a primera veiz
Qui tirei leite da vaca.

Êita, gente mardosa ....


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Mais uma minha gente!!!!!!

O alemão e o caipira

Um alemão estava passeando pelo interior de Minas. Encontrou com um caipira e começou a conversar, procurando de toda a forma fazer gozação com o humilde homem. Num certo trecho da conversa, o alemão disse na maior cara-de-pau:
- No Alemanha, o ciência estarr muito avançado, non! Meu vozinha ficarr cego dois vistas e cientistas alemons fazerr dois novas de bolas de vidrro e ele enxerga agorra perfeitamente, non!
- Arre égua! Pois lá em Matutina, meu irmão perdeu a mão na máquina de cortar capim e os médicos de lá puseram uma teta de vaca no lugar da mão e agora, quando ele qué tomá leite, é só espremê um dedo e pronto!
- Ora! Isto ser impossível! Eu querrer verr parra crerr!
- Tá bão! Intão traz a tua vozinha com os óio de bola de gude prá eu vê!
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KKKKKKKK.....issakí tá baum dimái..... maizôta intoncis.....

ói só issss!!!

Uma pesquisadora do IBGE bate à porta de um sitiozinho perdido
no interior.
- Essa terra DÁ MANDIOCA?
- Não, senhora - responde o capiau.
- Dá batata?
- Também não, senhora!
- Dá feijão?
- Nunca deu!
- Arroz?
- De jeito nenhum!
- Milho?
- Nem brincando!
- Quer dizer que por aqui não adianta plantar nada?
- Ah! SE PLANTAR É DIFERENTE...

"Poizé, quem pranta cói, i num é memu sô?!!!!!"

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Otro dia, o cumpadi Ocridi, foi na primêra veiz nu tar di proctologista. Foi fazê ixami da prostata...
Quânu chegô no consurtóriu du dotô, dispois di fazê aqueas pregunta normá, mandô o cumpadi deitá di bruçu e arriá as carça ... Ele, meiu disconfiadu, cabô fazênu o que o seu dotô mandô.
Intão o dotô cumeçô a fazê us ixami nu fiofó du cumpadi Ocridi...
- Dotô, iêu vô gritá, dotô!
- Carma cumpadi! Tenha carma, aqui as coisa são rápida!
- Dotô, iêu vô gritá...
- Grite não cumpadi! Tã cheiu di pacienti lá fora, isperânu ... o quê eles vão pensá? Carma que tâmu acabânu ...
Dispois di Ocridi se aguentá cum aquilo ...
- Dotô... Dotô... num aguentu mais ... vô gritá!
- Vai cumpadi (disse o dotô)... podi gritá ...

Ê TREIM BÃO SÔ!!!

O cumpadi Ocridi num ficô satisfeitu e o dia seguinte foi ni otrô dotô, pra uma segunda opinião!

inté, intão!
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A garota nunca usou nada por baixo. Um dia precisou sair e, não se sabe por que, pegou um saco de algodão e costurou uma calcinha. Ficou joinha.
Vestiu e tomou um ônibus. Lá dentro, um caipira sentado na frente dela, não parava de olhar pra suas pernas. Uma hora ela não aguentou mais:
- Que foi, zé mané, nunca viu uma calcinha?
- Vi sim, dona. Mas nunca escrita "Ração pra pinto".
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cumadi Nilma....KKKKKKK...Ração pá pinto foi d+++.
óia essa "verdadi verdadêra" sô!!!! num é piada naum......via vênu.....

Caipiras na cidade...
O casal de caipiras velhinhos resolve finalmente deixar o torrão natal para visitar a capital.
Eles estão num shopping e assistem a um desfile de modas para apresentação da coleção de maiôs e biquines de uma grife. Vendo esse espetáculo, o marido fica com os olhos literalmente arregalados.
A mulher passa-lhe um sermão:
- Ei Tião, parece inté que ocê nunca viu perna e peito de mulher antes!
O caipira responde:
- Sabe que eu tava pensando a mesma coisa, muié???
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Noite, pessoar! O Depoimento do Caipira
O caipira pensou melhor e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal.

No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir:

- O senhor não disse na hora do acidente: "Tô muito bem"?

E o caipira responde:

- Baum, vô cuntá u ki kunteceu. Ieu tinha cabadu di colocá minha mula favurita na caminhoneti..

- Eu não pedi detalhes! interrompeu o advogado.- Só responda à pergunta: O senhor não disse na cena do acidente: "Tô muito bem"?

- Beim, ieu coloquei a mula na caminhoneti i tava descendu a rudovia...

O advogado interrompe novamente e diz:

- Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem. Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta?

Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta do caipira e disse ao advogado:

- Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.

Genival (o caipira) agradeceu ao Juiz (gradicidu) e prosseguiu:

- Cumu ieu tava dizenu, coloquei a mula na caminhoneti i tava descendu a rudovia quandu uma picapi travessô u sinar vermeio i bateu na minha caminhoneti beim na laterar. Ieu fui jugadu fora du carru prum ladu da rudovia i a mula protuladu. Ieu tava muitu firidu i não pudia mi movê. Di quarqué forma, ieu pudia uvi a mula zurrandu i grunindu i, pelu baruio, ieu pude percebê qui u istadu dela era muitu gravi. Logdispos du acidenti, u patrulheru rudoviáru chegô au locau. Eli uviu a mula gritandu i zurrandu i foi inté ondi ela tava.

Dispois di dá umoiada nela, eli pegô a arma i atirô beim entriusóio du animar.

Entaum, u puliciar travessô a istrada com sua arma na mão, oiô pra mim i dissi:

“Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela.
E o senhor? Como está se sentindo?"

Caipirinha - O poetinha da roça

Etrange!!! se refaire les seins coute la peau des fesses...

Vincent Roca

Caipirinha

SONHUS
(cumpadi Caipirinha)

Sonhei tantu cum vancê
Seim ao menus ti vê
Neim tão pôcu ti conhecê
Mais só queria qui fosse vancê

Meu marditu coração ti imaginô
E dentru deli si formô
E ansim si transformô
Em um novu i grandi amô

Cadê vancê qui num chegô
Sozinhu aqui iêu tô
Precisânu di vancê
Meu coração só qué ti vê
Mais num sei queim é vancê

Veim aqui
Num me dexa tão sortu
Veim lugu pra iêu
Meu amô é tantu
Mais u desancantu
Podi tudu distruí

Veim logu meu sonhu
Veim me fazê acordá
Cum você quero vivê
Noiti i dia seim pará

Caipirinha - O poetinha da roça

VIDA PERDIDA
(cumpadi Caipirinha!

Pra vancê iêu guardei
Meus mió momentus
Pra vancê iêu ti dei
Todus meu pensamentus

Pra vancê iêu fiquei
Pra vancê se guardei
Vida intêra pra vancê
A minha tie dediquei

Fiz di vancê minha vida
E da sua vida u meu norti
Fui cum ela sonhandu
Sonhei tantu e tão forti

Que inté si isqueci di acordá
Quânu acordei tomei um sustu
Foi um sustu tão forti
Pra iêu foi comu a morti

Quânu ví o sonhu tinha passadu
I muitu tardi si acordei
Procurei pru vancê o restu da minha vida
I nunca mais ti incontrei

Caipirinha - O poetinha da roça

Moda du Sorteiru
Quem ainda não casou,
não se case em janeiro
Que a desgraça deste mês,
se arrepete o ano inteiro

Não se case em fevereiro,
fevereiro é mês faiado
Quem se casa neste mês,
os fio nasce pelado

Não se case em mês de março,
nem que seja por decreto
Criança do mês de março,
nasce tudo anarfabeto

Não se case em mês de abril,
nem que seja prá ter gozo
Quem se casa neste mês,
nasce os filho mentiroso

Cuidado com o mês de maio,
não se case nem a muque
Criança do mês de maio
já vem fazendo batuque

Criança do mês de junho,
nasce tudo com mar cheiro,
Já nasce soltando bomba,
desde o berço é fogueteiro

Não se case em mês de julho,
este mês é perigoso
Criança do mês de julho,
nasce tudo revortoso

Agosto é o mês do desgosto
principalmente prá quem ama
Quem nasce no mês de agosto,
já faz pipi na cama

Quem se casa em setembro,
precisa ter muita sorte,
Que as crianças desse mês
Berra independência ou morte

Em outubro o seu Colombo,
descobriu um mundo novo
Quem nasce no mês de outubro,
acaba botando ovo.

Em novembro seu Deodoro
mostrou que tinha tutano,
As crianças de novembro,
já nasceu republicano

Quem chegou inté dezembro,
vivendo sempre sorteiro
Num vai istragá no fim,
a sorte de um ano inteiro

Caipirinha - O poetinha da roça

PRECURANU UM AMÔ!

Fui au incontro da noiti
Vaguemu pelas madrugada
Preguntei a todas as instrelas
Ondi anda minha amada?

A lua num me disse nada
As pedra da rua neim me arrespondero
As fulô, tudu drumindu naquea hora
Ansim me arresorvi vim simbora

Intão ao raiá da orora
Cum o sór imprranu a noiti
Preguntei: aqueceu meu amô?
E eli neim uma palavra falô!

Intão seguind minha istrada
Infeitada de árvuris e fulô
Cuns passarinhu em revuada
Preguntei se viru meu amô

A rosa, toda facêra
Oiô pra margarida e falô
Esse tá tãum perdidu
Que neim sabi du seu amô

U pé di piqui todu prosa
Se balançanu pro de jambu rosa
Sorrisu matrêru comentô
Esse Caipirinha num percebeu
Seu amô num si perdeu!

A coruja inteligenti
Se arresorveu cunversá
Caipirinha venhá cá
Que vô lhe preguntá!
Já procurô u seu amô
Aondi ele devi di tá?

Tenhu certeza que não!
Ocê lá num procurô
Seu amô há di istá
Onde ocê o dexô!

Tá certu dona coruja!
Intão pra lá vô vortá
Vô prega nu sonu
E continuá a sonhá!

Caipirinha - O poetinha da roça

BRINCADERA DI RIMÁ

Vâmu brincá di fazê versu e rimá?
É só fazê versu e rimá, acumpanhandu us versu di trais, us anteriô!
Se ocê num sabê iscrevê im caipirêis, num faiz má ... O importanti é brincá!

Intáo?! Vâmu brincá!
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Sô o primêru a iscrevê
E os versu dexá
Queru iTô gostanu di acumpanhá
As rima du pessoá
Tá ficanu muitu ingraçadu
Vê ocis tudo rimá

Mais tá fartânu muita gente
Que faiz parte dessi lugá
Ocêis intão cunvida os amigu
Pra vim brincá di rimántão vê voismicê
Meus iscritus acompanhá
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Vâmu iscrevê uma história
Há quantas mão aguentá
Ela cumeça com a lua
E seu lindu brilhá
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Bão sinhá Rachel
Seje beim-vinda no Recantu
Se achegue mêmu di mansinhu
E cum nois podi ficânu

Abri intão seu coração
E di presenti dê pra nóis
Uns versinhu, uma melodia
Umas rima e umas canção

Inté e um beju nu seu coração!
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Bão Pessoá?!
(Cumpadi Caipirinha)

Bão pessoá, que sodade de ocêis
Tive passanu pruns bão apertu
Mais num me deixei se intregá
E to aqui otraveiz

Num sô homi de pedi arrego
Nas hora apertada que Deus me dá
Num corro das provação
Memu que seja pesado meu jacá

Nas andança da vida se aprendi
Que o Pai num dá pra nois peso maió
Que os lombo consegue carregá
Intão esse peso foi fácil suportá

To de vorta pra cá
Adispois de descançá
Aos pouco vou inté
Uns causo novo contá

A oceis tudo iêu agradeçu
Pelas preocupação e carinhu
Nunca se senti sozinho
Andanu no meu caminho

Intão, intão e um abraçu
Beim apertadinho
Do cumpadi Caipirinha
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Caipirinha - O poetinha da roça

Trem Bão, Sô!

Lá na roça,
A lua na poça,
A moça, roça, nua...

Francismar Prestes Leal

DEUS HOJE É DIA
DE EU TE AGRADESCER
E TAMBEM DIA
DAS PESSOAS
POGRECER

HOJE É DIA DE ESTUDAR
PARA QUANDO CRESCER
SOFRIMENTO
A VOCÊ NÃO CHEGAR

TRABALHAR NA ROÇA
NÃO É UM BOM LUGAR
ESTUDAR
E CRESCER UM BOM
EMPREGO ACHAR

rafael manoel da silva

Da roça, na roça.

De manhã acordo.
A janela passada a taramela.
O sol preguiçoso.
A esbirra na figueira.
Café na tigela.

Bolo de fubá.
Broa quentinha, mamãe felizinha.
Cama de campanha rangendo como uma velha.
Hei pecado ser da roça.
Pecarei sempre por essa terra.

Mansidão, tranquilidade pito na boca.
O canário a tintirilar.
A brisa sopra as folhas secas correm.
A gente acorda cedo para ver o sol raiar.

Pássaros, borboletas e beija-flores.
Uma diversidade de multicores.
Cantares diferenciados, mas uma só harmonia.
Vivo aqui, sou daqui e aqui viverei.

Dijalma Augusto Moura

Sou o vento que vos roça os cabelos,
Sou o sol que vos aquece o corpo,
Sou a chuva que vos dança no rosto,
Sou o aroma das flores no ar e as flores que
exalam a sua fragrância,
Sou o princípio do vosso primeiro pensamento,
Sou o fim do último,
Sou a ideia que iluminou o vosso momento mais
brilhante,
Sou a glória da sua realização,
Sou o sentimento que alimentou a coisa mais
amorosa que jamais realizaram,
Sou a parte de vós que anseia por esse momento
repetidamente.
O que quer que para vós resulte, o que quer que
o faça acontecer - qualquer que seja o ritual,
cerimónia, demonstração, meditação, pensamento,
canção, palavra ou acção necessária para que
vocês se re-unam, façam-no.
FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Neale Walsch

Xaninho, gatinho!

Vem bichano, roça o rabo na perna, bebe o leite no pires e deixa apreciar o banho que você dá de língua. Gato de Botas, você sempre fez o meu estilo, seu malandro. Sabido que só, você se faz de morto só pra mostrar para o Marquês de Carabás, que essa Rainha é a mais surpreendente. Só que a Rainha ficou de quatro pelo Gato. Vivido, experiente, dominador. Deixou todos do reinado aos seus pés, caíram na lábia do bichano. Ah Gato, você com toda essa vivência, toda essa malandragem, fez uma Rainha vulnerável,amar sua linguada. Rainha mudou toda a estória, não quer o Marquês de Carabás. Ela quer o Gato de Botas, com cordões encarnados, bordados a ouro e preciosos diamantes.

Não corre mais atrás de ratazana, mata a fome na cama, arrudiado de carinho.

~*Rebeca*~

-

Rebeca - Néctar da Flor

Meia hora de roça resolve qualquer tristeza.

Thimer

PAXÃO DU CAIPIRINHA

Tô aqui na roça, cunversanu cum a lua minguanti
Ela, metadi cor di prata, cercada pelas istrêla
Fica lá di cima mi oianu, inquantu falu cum ela
Tocanu minha viola, sentindu sodade dela

Num sei quem mi incanta mais
Si é a belezura da lua, companhêra di sempri
Ou ela, toda pura, qui mi dexa tão contenti
Isperanu o dia certu, pru casamentu da genti

Penso nela tudu quantu é dia
Isperanu sua chegada
Agora u coração bate forti
Só di pensá me dá sodade

Nois quando fiquêmu apaxonadu
Perdêmo inté us istribu
Fiquemu tudo bobo
Parecenu uns mininu

As fulô fica tudo mais cherosa
As cô fica tudo inté mais forti
Us passarinho si anima
A cantá cum mais vontadi

Já é madrugadinha
Os sonu já pesa nus óio
Tô morrênu di sodade
Di você sinhá Nininha

Boas noiti, minha minina!

Inté, intão

Tânia Regina Voigt - Escritora e Poeta

RECORDAÇÃ0

Comu é bão lembrá da roça
Tê sodade dus tempu di mininu
Brincava com a carroça
I ficava di castigu

Comia bolu di míu
Rapadura cum farinha di mandioca
Meladu cum banana
Garapa cum tapioca

Adispois eu fui crescenu
Intendendu das prantação
Fazia mata-burro i portêra
Impricava cum as minina matrêra

Levava as minina pro matu
Pra modi catá cavacu
Ingambelava elas tudo
Pra brincá di namoradu

Nas noite di São Juão
Vixe! Cumu era bão!
Ficava todo assanhadu
A discurpa era us quentão

Pulava as fuguêra, seim queimá us fundilhu
Istorava us rojão e sortava inté balão
Brincava cum as istrelinha
Jogava istalinhu pelu chão

Pegava as minina pelas cintura
Pra modi dançá o bailão
Us bati-coxa i méla-cuiéca
As música acabava, mais iêu não

Dispois tinha as quadrilha
Dançava sempre cum a Mariinha
Meu primêro amo di verdadi
Que si transformô im sodade

Mas hoji tudo é lembrança
Quem dera podê revivê
I vortá nu passadu
Vivê comu antigamenti
Na roça qui mi viu crecê

Tudo era tão simplis i singelu
O sol si escondendu tão belu
A noite Iluminada pela lua
Us vagalume parecenu istrela
Uma curuja pianu na portêra

Êta sodade!
Ê sodade!

Tânia Regina Voigt - Escritora e Poeta

Se você nunca comeu um ovo de galinha da roça. Somente come batata frita industrializada e nunca brincou de fazer bolhas de sabão com o caule do mamoeiro... Por favor, nem tente me entender.

Ronei Porto da Rocha

Quem é independente, barulhento, exigente, ranzinza
e mandão é bom viver sozinho na roça, para não ser
incomodado.

Helgir Girodo